Contacto com germes pode ajudar a prevenir cancro infantil

Junho 11, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da Euronews de 23 de maio de 2018.

Promover as interações físicas com os outros e com o ambiente circundante, não se preocupar excessivamente com a higiene de uma criança, nem tentar isolá-la de qualquer contacto com germes e bactérias, poderão ajudar a prevenir a leucemia linfoblástica aguda, a forma mais comum de cancro infantil.

Quem o diz é o professor Mel Greaves, do Instituto de Investigação do Cancro, no Reino Unido, um dos principais especialistas da matéria. Num estudo publicado na Nature Reviews Cancer, Greaves compila mais de três décadas de investigação, para sugerir que a tendência para um modo de vida cada vez mais asséptico – característico das sociedades mais desenvolvidas – pode facilitar o aparecimento da doença. Ao contrário, o contacto com determinados micróbios numa fase inicial da vida pode preparar melhor o sistema imunitário para lidar mais tarde contra as infeções.

 

 

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Exposição a micróbios reforça a saúde das crianças

Abril 10, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site Ciência Hoje de 23 de Março de 2012.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Microbial Exposure During Early Life Has Persistent Effects on Natural Killer T Cell Function

Sistema de defesa do organismo deve ser educado

Já diz o ditado: “O que não mata, engorda!” Uma equipa de cientistas norte-americana e alemã afirma que os micróbios reforçam a futura saúde das crianças, impedindo que contraia determinadas doenças inflamatórias, como asma ou problemas intestinais. O estudo foi publicado na revista «Science».

Segundo os investigadores, as crianças que vivem no campo e são expostas ao pó e outro tipo de sujidade e, consequentemente, a uma variedade de micróbios, têm menos doenças inflamatórias do que as que vivem na cidade. O excesso de limpeza poderá ser prejudicial, tendo em conta o estudo, coordenado por Dennis Kasper e Richard Blumberg, da Escola de Medicina da Universidade Harvard, realizado com ratinhos. E a futura exposição a microrganismos na fase adulta não reverte o quadro das doenças inflamatórias, várias delas crónicas.

O grupo de investigação estudou diferentes roedores praticamente livres de micróbios, criados em condições estéreis e que recebiam comida sem germes, comparativamente a outros que viviam em condições mais naturais.

A exposição a micróbios desde cedo alterou os níveis de células T, de defesa do organismo. E, ao contrário do que se poderia imaginar, os animais livres de micróbios tiveram índices mais altos de inflamação nos pulmões e colón (asma e colite). A ocorrência pode ser explicada como sendo obra das células T, que foram excessivamente zelosas na defesa do organismo e provocaram o problema em vez de resolvê-lo.

A hipótese da higiene

Para testar a “hipótese do excesso de higiene”, a equipa expôs filhotes de ratinhos a micróbios típicos do meio ambiente e, como resultado, o sistema de defesa destes manifestou-se na prevenção de doenças inflamatórias.

No entanto, o resultado não é o mesmo quando animais adultos que foram preservados em criança são expostos. Em falta dos micróbios benéficos, o organismo produz uma substância conhecida como CXCL 16, geralmente associada a inflamações e o que sobra da molécula poderia estar ligado à acumulação de células T. Para os investigadores, a ocorrência deve-se à “educação” do sistema de defesa do organismo, durante as primeiras semanas de vida.

Os autores do estudo afirmam que o CXCL 16 é um factor que, na presença de micróbios, regula a quantidade e a função das células T no cólon e nos pulmões, “e, consequentemente, a susceptibilidade à inflamação dos tecidos”.


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