1ª Conferência Europeia sobre Comportamentos Aditivos e Dependências

Setembro 10, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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LISBON

texto do site do SICAD

O SICAD — Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, a revista Addiction, o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (EMCDDA) e a International Society of Addiction Journal Editors (ISAJE) organizam conjuntamente um encontro que contará com a presença de investigadores, decisores políticos, profissionais e técnicos da área, aliando excelência científica e experiência em matéria de adições.

A Conferência, a realizar em Lisboa de 23 a 25 de setembro de 2015, será um importante evento a incluir no calendário internacional da reflexão em matéria de comportamentos aditivos e dependências.

Terá lugar no Centro de Reuniões da FIL (Parque das Nações), em Lisboa, e procurará dar conta dos últimos desenvolvimentos do conhecimento científico em matéria de adições, no panorama europeu e mundial, abrangendo a temática das drogas ilícitas, do álcool, do tabaco e do jogo, bem como de outros comportamentos aditivos. O evento cobrirá áreas como a epidemiologia, a reflexão sobre as políticas, a investigação clínica, as ciências socias e comportamentais ou a psicofarmacologia, e serão discutidos os grandes temas da atualidade.

Esta 1ª Conferência Europeia sobre Comportamentos Aditivos e Dependências, que contará com várias apresentações de keynote speakers, especialistas de topo da Europa e do resto do mundo, constituirá uma oportunidade para dar a conhecer as mais recentes descobertas científicas, estando prevista a realização de workshops multidisciplinares e diversos fóruns de discussão. Será igualmente uma oportunidade para o intercâmbio de experiências e boas práticas, estando disponíveis todas as condições para que se possam realizar encontros com este fim, à margem da Conferência.

Marque já a data na sua agenda!

Para mais informação consulte www.lisbonaddictions.eu

 

 

Relatório Europeu sobre Drogas 2013 : Tendências e Evoluções

Maio 30, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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drogas

Descarregar o relatório Aqui

O presente relatório baseia-se em informações fornecidas ao Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (EMCDDA) pelos Estados‑Membros da União Europeia (UE), os países candidatos, Croácia e Turquia, e a Noruega.

Os dados estatísticos aqui incluídos referem-se ao ano de 2011 ou ao último ano disponível. Os valores totais e relativos às tendências baseiam-se nos países que forneceram dados suficientes e relevantes para o período em causa. A análise dos dados teve como prioridades os níveis, as tendências e a distribuição geográfica. As advertências técnicas necessárias e as qualificações dos dados podem ser consultadas na versão inglesa do presente relatório, disponível na Internet, e no Boletim Estatístico de 2013 do EMCDDA, que contém informações sobre a metodologia, os países que forneceram dados e os anos de referência. A versão publicada na Internet contém também ligações a outros recursos.

 

Fumar marijuana durante a adolescência pode afectar a inteligência

Setembro 10, 2012 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do P3  de 28 de Agosto de 2012.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Persistent cannabis users show neuropsychological decline from childhood to midlife

As estatísticas indicam que quase um em cada quatro europeus com idade entre os 15 e os 64 anos já experimentaram cannabis, o que corresponde a 78 milhões de pessoas

Texto de Romana Borja-Santos

O consumo persistente de marijuana antes dos 18 anos pode afectar a inteligência, a atenção e a memória na vida adulta, segundo um estudo internacional publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

O trabalho, que foi publicado esta terça-feira naquela revista norte-americana, teve como base o seguimento de mais de mil neozelandeses durante 25 anos, permitindo comparar o quociente de inteligência (QI) dos participantes consumidores e dos não consumidores de cannabis aos 13 anos de idade e aos 38 anos.

Madeleine Meier, autora principal da investigação e psicóloga na Universidade de Duke, na Carolina do Norte, explica que os consumidores regulares de marijuana na adolescência revelaram, em média, uma queda de oito pontos no QI na vida adulta, além de mais falhas na capacidade de memorizar, na concentração, no raciocínio e processamento visual, entre outras funções.

A investigadora salienta que, em princípio, o QI é “um indicador estável” nestas fases da vida e que entre os não fumadores foi mesmo possível registar uma ligeira subida. Além dos testes de QI, o estudo contou com entrevistas aos familiares mais próximos dos participantes, que ajudaram a apontar alguns problemas entre os consumidores frequentes.

“O QI é um elemento fortemente determinante para o acesso à universidade, ao emprego e o desempenho no trabalho”, refere Madeleine Meier. Os consumidores que perderam em média oito pontos enfrentam, assim, uma “desvantagem perante os seus pares da mesma idade”, já que a adolescência é um “período muito sensível para o desenvolvimento do cérebro”, que está particularmente vulnerável às drogas. E, mesmo os que interromperam o consumo, não revelaram qualquer melhoria significativa.

O estudo assegura que na comparação foram descartados outros factores que poderiam ter interferido nas conclusões, como a educação dos participantes, o consumo de álcool ou de outros estupefacientes. Da mesma forma, os participantes que apenas reportaram ter consumido marijuana a partir da idade adulta não revelaram tantos efeitos a nível intelectual. Porém, o estudo nada refere sobre as quantidades consumidas, dizendo apenas que foram considerados consumidores frequentes os participantes que fumavam marijuana mais do que uma vez por semana antes dos 18 anos.

Consumo a aumentar na Europa

As conclusões surgem numa altura em que um estudo do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT), divulgado no fim de Junho, verificou que o consumo de marijuana está a aumentar na Europa. As estatísticas indicam que quase um em cada quatro europeus com idade entre os 15 e os 64 anos já experimentaram cannabis, o que corresponde a 78 milhões de pessoas. E cerca de nove milhões de jovens, entre os 15 e os 34 anos, disseram tê-la consumido no último mês.

No que diz respeito aos jovens, um relatório europeu publicado em Maio e que apresentou as prevalências e os padrões de consumo das diversas substâncias psicoactivas, em 2011, concluiu que os adolescentes portugueses mantêm-se na média europeia quanto à prevalência do consumo de tabaco, álcool, drogas, medicamentos e susbtâncias inalantes. Em Portugal, registaram-se aumentos relativos ao tabaco, drogas e inalantes e estabilidade ou decréscimo nos indicadores do álcool. Quanto ao consumo de cannabis, de longe a droga ilícita mais usada, Portugal ocupa uma posição ligeiramente acima da média.

Já o último Inquérito Nacional em Meio Escolar sobre Consumos, do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), divulgado em 2011, com respostas de quase 32 mil alunos do secundário, mostrou que uma esmagadora maioria não teve qualquer contacto com drogas no ano que antecedeu o inquérito. Contudo, o número dos que responderam “perto da escola” à pergunta “nos últimos 12 meses, onde é que estavas quando te ofereceram (tentaram dar ou vender) cannabis?” quase duplicou (de 4,4% para 8,5%, um aumento de 93%).

 

 

 


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