Crianças e Internet em Portugal – Livro da Equipa Portuguesa do EU Kids Online 2 será lançado dia 6 de Fevereiro, às 18:30, na FNAC do Centro Comercial Colombo

Fevereiro 1, 2012 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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O livro da Equipa Portuguesa do EU Kids Online 2 será lançado dia 6 de Fevereiro, às 18:30, na FNAC do Centro Comercial Colombo. O evento de lançamento é aberto ao público, pelo que estendemos o convite a todas as pessoas interessadas para que compareçam e participem. Podem também aceder ao evento no Facebook.

Resumo do Livro

Em que locais acedem as crianças à internet, dentro e fora de casa? Que usos fazem da rede? Quando incorrem em riscos, como lidam com eles? E que influência têm os seus pais, professores, amigos e outras fontes de informação nos modos como usam a internet?Este livro responde a estas questões, discutindo resultados nacionais do inquérito europeu do Projecto EU Kids Online, que escutou cerca de 25 mil crianças (9-16 anos) e um dos seus país, nas suas casas, em 25 países, entre os quais Portugal, em 2010. Às análises realizadas pela equipa portuguesa, juntam-se os comentários de especialistas e de entidades como a Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, o Instituto de Apoio à Criança, o Ministério da Educação ou a Polícia Judiciária.A segurança das crianças na internet diz respeito às famílias, escolas, entidades governamentais, Polícia, indústrias do digital, monitores de espaços informais e muitas outras entidades – incluindo as próprias crianças e os seus direitos de cidadania. Saber lidar com os riscos da internet evitando que constituam situações danosas é condição necessária para que usufruam plenamente as oportunidades da rede, respeitando-se a si e aos outros.Escrita numa linguagem acessível e tornando claros os conceitos usados no Projecto EU Kids Online, esta obra favorece um conhecimento sustentado sobre a realidade portuguesa de um fenómeno que faz parte dos modos contemporâneos de crescer: aceder aos meios digitais e saber tirar partido das suas potencialidades.

O Projecto europeu EU Kids Online (www.eukidsonline.net), financiado pelo Programa Safer Internet Plus, da Comissão Europeia, e dirigido por Sonia Livingstone e Leslie Haddon, da London School of Economics and Political Science, tem investigado desde 2006 usos, oportunidades, riscos e segurança de crianças na internet numa dimensão comparada.

EU Kids Online clarifica notícias sobre valores de consumo de pornografia e recepção de mensagens sexuais

Janeiro 5, 2012 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto publicado no site do EU Kids Online no dia 5 de Janeiro de 2012 12.43 h

Clarificação de última hora (5/1/2012; 12:43): Como se pode ler, Portugal tem valores de consumo de pornografia e recepção de mensagens sexuais que estão ao nível da média europeia, e os jovens que se mostram afectados por esse mesmo consumo constituem apenas uma pequena porção da amostra. Saiba mais no Sumário Executivo dos resultados Portugueses.

Crianças portuguesas expostas a pornografia na Internet

Janeiro 5, 2012 às 2:30 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 5 de Janeiro de 2012.

Um estudo patrocinado pela UE revela que 15% das crianças portuguesas já foram aliciadas sexualmente na Internet, o que coloca Portugal no segundo nível europeu mais elevado de alerta.

Portugal está na lista negra da pornografia infantil e da exploração sexual de menores. De acordo com o estudo “EU kids online” (Crianças da União Europeia na Internet), citado hoje pelo Diário de Notícias, 15% das crianças portuguesas já foram aliciadas sexualmente na rede e 13% tiveram já acesso a conteúdos sexuais online.

Ao que o DN conseguiu apurar junto da Procuradoria-geral da República, em 2011 o DIAP começou a investigar 22 casos de pornografia infantil. Entre 2008 e 2011, o DIAP investigou 745 casos relativos a abusos sexuais de menores e exploração sexual de menores, onde se incluem os casos de pornografia infantil.

Segundo o estudo, entre os quatro níveis de alerta de pornografia infantil nos países da UE, Portugal situa-se no segundo, juntamente com a República Checa, Grécia, Roménia, Chipre, Lituânia, Dinamarca e Eslovénia. No nível um, o mais grave, situam-se a Espanha, Noruega, Suécia e Irlanda

Acesso cada vez mais precoce e fora da supervisão dos adultos obriga a novas respostas – EU Kids Online

Novembro 2, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Destak de 20 de Outubro de 2011.

As crianças acedem cada vez mais cedo à internet e conseguem fugir à supervisão dos adultos, o que obriga a novas respostas por parte dos poderes políticos para garantir a sua segurança, aponta um relatório da EU Kids Online.

A EU Kids Online é uma rede de investigadores europeus sobre crianças e internet da responsabilidade do Programa Internet Segura da Comissão Europeia que deixa agora uma série de recomendações na sequência de uma pesquisa realizada por toda a Europa e que envolveu 50 mil inquiridos.

De acordo com os resultados dessa pesquisa, “as crianças estão a aceder à internet cada vez mais novas” e fazem-no cada vez mais através de meios móveis, “escapando assim à supervisão dos adultos”.

Para os investigadores, “é vital que os responsáveis por políticas públicas desenhem novas respostas para estes novos desafios”, mas ressalvam que Portugal é um dos países onde o uso da internet é “relativamente baixo, mas associado a uma incidência de riscos intermédia”.

“Portugal é também um dos países europeus com menor incidência de bullying online” e “as crianças e os jovens portugueses estão entre os que menos se envolvem no contacto com pessoas desconhecidas online”, lê-se no relatório.

No entanto, Portugal é um dos países “onde mais crianças e jovens declaram aceder à internet nos quartos (67 por cento) e onde os pais menos acedem com frequência à internet (30 por cento), ao mesmo tempo que é entre as crianças e jovens portugueses que é mais frequente aceder à internet na escola (72 por cento) ou nos espaços de acesso gratuito (25 por cento).

O documento deixa 20 recomendações-chave, nomeadamente que “as crianças têm direito a protecção e segurança online, mas também têm de se responsabilizar por se manterem seguras e respeitarem os direitos dos outros” ou que “é importante que os responsáveis políticos continuem a enfatizar as oportunidades que a internet apresenta para as crianças”.

Por outro lado, lembram que “é preciso um novo foco na segurança dos mais novos”, que “as mensagens sobre segurança devem ser adaptadas aos novos modos de acesso” ou que “os conteúdos online positivos para crianças devem ser prioridade nas políticas”.

Defendem igualmente que “os fornecedores de serviços de redes sociais devem garantir a máxima proteção para as contas de utilizadores menores”, que “a consciência parental dos riscos e da segurança online precisa de ser ampliada”, bem como que “é preciso criar respostas modeladas para o bullying”.

“O software de controlo parental precisa de ter em conta as necessidades, conhecimentos e interesses dos pais”, lê-se no relatório que sublinha igualmente que os níveis de mediação dos professores “são elevados, mas poderiam ser ainda mais”.

 

Relatório Final EU Kids Online II

Outubro 12, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Final Report, EU Kids Online II

Portugal é país de “baixo uso, algum risco” no acesso das crianças à Internet

Outubro 11, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 23 de Outubro de 2011.

Portugal é classificado como um país de “baixo uso, algum risco” no acesso das crianças à Internet no relatório da Comissão Europeia EU Kids Online, que está a ser apresentado em Londres.

O relatório UE Kids Online, a que a agência Lusa teve acesso, é um projecto de investigação da responsabilidade do Programa Internet Segura da Comissão Europeia baseado na Escola de Ciências Políticas e Económicas de Londres. Foram entrevistadas mais de 25 mil crianças e respectivos pais por toda a Europa, com o objectivo de perceber onde estão os riscos e as oportunidades na internet.

Os resultados deste relatório, levado a cabo durante o ano de 2010 com entrevistas presenciais a crianças e jovens entre os nove e os 16 anos, estão a ser apresentados em Londres num seminário sobre “Crianças, riscos e segurança online: Investigação e desafios nas políticas numa perspectiva comparativa”.

Nesse relatório, 25 países são agrupados em matéria de risco como “baixo uso, baixo risco”, “baixo uso, algum risco”, “elevado uso, algum risco” e “elevado uso, elevado risco”, sendo que Portugal é integrado no grupo “baixo uso, algum risco”.

Este grupo diz respeito aos “países que têm o uso mais baixo da internet, apesar de haver algum uso excessivo e alguns problemas com a produção de conteúdos”, e inclui, além de Portugal, a Irlanda, Espanha e Turquia.

No grupo de maior risco estão os países nórdicos e da Europa de Leste.

Um dos riscos apontados no relatório relaciona-se com o acesso a imagens sexuais e nessa matéria, no conjunto dos 25 países, Portugal aparece quase na base da tabela com 13% das suas crianças a terem visto imagens em sites e 15% a terem visto ou recebido imagens sexuais.

“A exposição das crianças a conteúdos sexuais é mais elevada nos países nórdicos e em alguns países do leste europeu; as crianças reportam menos exposição nos países do sul da Europa e em países predominantemente católicos”, lê-se no relatório.

Entre as crianças que viram conteúdos sexuais, 40% dos pais ignoravam esse facto e entre as que já tinham recebido imagens sexuais 52% dos pais desconheciam. Nos dois casos é mais comum entre os pais de raparigas ou crianças mais novas.

O relatório revela que 60% dos jovens entre os nove e os 16 anos acedem à internet diariamente, contra 33% que só o faz semanalmente, mas apenas 49% dos pais navegam online todos os dias, sendo que 24% nunca usa a internet.

“Nos países onde os pais usam diariamente a internet, maior é a probabilidade de que as crianças também o façam e vice-versa”, refere o relatório.

Jovens Portugueses de 10 a 15 Anos de Idade São Fortes e Sofisticados Utilizadores TIC

Setembro 5, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia publicada no site da UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento no dia 9 de Agosto de 2011.

A utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) por jovens portugueses dos 10 aos 15 anos de idade tem aumentado rapidamente nos últimos anos. Pode ter-se uma perspectiva muito completa sobre esta realidade com os dados que se relatam agora de três fontes: (1) o inquérito à utilização de TIC pelas famílias realizado no 1º trimestre de cada ano pelo INE – Instituto Nacional de Estatística em colaboração com a UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP; (2) os inquéritos realizados pelo projecto europeu EU Kids Online; (3) os inquéritos realizados no âmbito do Programa para Avaliação Internacional de Estudantes (PISA) da OCDE.

Os dados mais marcantes do inquérito à utilização de TIC pelas famílias para os jovens de 10 a 15 anos de idade, relativos ao 1º trimestre de 2010, são:

  • 91% utilizam Internet, tanto raparigas como rapazes, mais 24% do que em 2005. A utilização de Internet é de 100% nos jovens no 3º ciclo de escolaridade básica.
  • 84% utilizam Internet em casa, mais 63% do que o dobro de 2005.
  • 74% dos que utilizam Internet declaram utilizá-la todos os dias ou quase todos os dias, quase o triplo de 2005.
  • As principais actividades dos que utilizam Internet são: pesquisa de informação para trabalhos escolares (97%), mensagens em chats, blogs, websites de redes sociais, newsgroups, fóruns de discussão online ou mensagens escritas em tempo real (86%), correio electrónico (86%), jogos ou download de jogos, imagens, filmes ou música (79%), consulta de websites de interesse pessoal (63%), colocação de conteúdo pessoal num website para ser partilhado (55%), pesquisa de informação sobre saúde (47%).
  • 96% utilizam computador, tanto raparigas como rapazes. A utilização de computador é de 100% nos jovens no 3º ciclo de escolaridade básica.
  • 92% utilizam computador em casa, 62% mais do que em 2005.
  • 77% dos que utilizam computador declaram utilizá-lo todos os dias ou quase todos os dias, mais 66% do que em 2005.
  • As principais actividades dos que utilizam computador são: trabalhos escolares (93%), audição de música ou filmes (84%), jogos (84%), utilização de software educativo (54%).
  • 87% utilizam telemóvel, mais 40% do que em 2005.

Estes dados mostram uma muito elevada utilização de Internet e computadores pelos jovens de 10 a 15 anos de idade (respectivamente, 91% e 96%), mais de 75% superior à respectiva utilização por pessoas de 16 a 74 anos (respectivamente, 51% e 55%). São particularmente acentuados os aumentos de utilização da Internet em casa e da utilização da Internet todos ou quase todos os dias que foram, respectivamente, multiplicada por 2,6 e quase triplicada desde 2005.

Por sua vez, os inquéritos realizados pelo projecto europeu EU Kids Online em 23 países europeus, com entrevistas de jovens dos 9 aos 16 anos de idade realizadas na Primavera e no Verão de 2010, dão uma ideia da natureza e sofisticação da utilização da Internet, em particular:

  • Redes Sociais: 58% dos jovens de 9 a 16 anos de Portugal têm um perfil em pelo menos uma rede social, um valor maior mas próximo da média dos 23 países europeus considerados (57%), e mais do dobro do obtido para pessoas de 16 a 74 anos (25%) pelo Estudo “A Utilização de Internet em Portugal 2010” no Quadro do World Internet Project elaborado pelo LINI – Lisbon Internet and Networks Institute com apoio daUMICe com dados recolhidos por entrevistas realizadas entre em 14-25 de Maio de 2010. 8,7% dos jovens de 9 a 16 anos de Portugal têm mais de 300 contactos no perfil da rede social que mais utilizam, a 5ª percentagem mais elevada nos 23 países considerados (média 5,1%), a seguir a Reino Unido (10,4%), Grécia (10,3%), Irlanda (9,3%) e Eslovénia (9,1%). 16,2% dos jovens de 9 a 16 anos de Portugal têm mais de 100 contactos, a 13ª percentagem mais elevada nos 23 países considerados (média 16,5%). Portugal é um dos 4 países onde os jovens dos 9 aos 16 anos com perfil em pelo menos uma rede social têm mais cuidado em não revelar informações pessoais a estranhos.
  • Literacia e Segurança na Internet: 3,7 é a média de respostas positivas dadas por jovens de Portugal entre 11 e 16 anos de idade (6ª maior dos 23 países europeus considerados, em que o máximo foi 4,6 na Finlândia) a 8 perguntas sobre competências de literacia e segurança na Internet: Bookmarking de sítios na Internet, Comparar sítios na Internet diferentes para decidir se a informação é verdadeira, Bloquear anúncios ou correio indesejado, Encontrar informação sobre como usar a Internet em segurança, Bloquear mensagens de desconhecidos, Mudar os níveis de privacidade em perfis de redes sociais, Apagar o registo dos sítios visitados na Internet, Modificar as preferências de filtros de conteúdos.
  • Bullying: 0,2% e 2,3% dos jovens de 9 a 16 anos de Portugal foram, respectivamente, agressores e vítimas de bullying, quando as médias nos 23 países europeus são, respectivamente, 3% e 6%. Portugal tem, respectivamente, o mais baixo valor e o 2º mais baixo valor dos 23 países (médias de 3% e 6).

Finalmente os dados dos inquéritos sobre utilização de TIC realizados no âmbito do PISA da OCDE, relativos a 2009, dão informações interessantes comparativas com outros países para jovens estudantes de 15 anos (ver dados sobre Educação e Formação em TIC da publicação A Sociedade da Informação em Portugal 2010). Destaca-se que, entre os 25 países da UE na OCDE considerados (para alguns indicadores há dados para apenas 17 países embora para a maioria dos indicadores haja dados para mais de 20 países), Portugal é:

  • nos alunos que:
    • usam correio electrónico em casa para comunicar com colegas sobre trabalhos escolares (54%), muito acima da média dos 25 países da OCDE considerados (34%).
    • afirmam conseguir criar uma base de dados com computador muito bem e sem ajuda (46%), muito acima da média (27%).
    • afirmam conseguir criar uma apresentação com computador muito bem e sem ajuda (90%), mais 55% do que nove anos antes, e muito acima da média (71%). Este 1º lugar verifica-se entre rapazes, raparigas, alunos do nível socioeconómico e cultural mais elevado (quartil superior) e alunos do nível socioeconómico e cultural mais baixo (quartil inferior). Portugal é o 2º país com menor diferença neste indicador entre os alunos com mais elevado e mais baixo nível socioeconómico e cultural (10 pontos percentuais), muito abaixo da média (18 pontos percentuais); nove anos antes a diferença em Portugal era de 23 pontos percentuais, acima da média (18 pontos percentuais).
    • afirmam conseguir criar uma apresentação multimédia (com som, imagem e vídeo) com computador muito bem e sem ajuda (72%), mais 95% do que nove anos antes, e muito acima da média (54%). Este 1º lugar verifica-se entre rapazes, raparigas e alunos do nível socioeconómico e cultural mais elevado, e o 2º lugar entre alunos do nível socioeconómico e cultural mais baixo.
  • nos alunos que:
    • usam a Internet em casa para fazer trabalhos escolares (61%), muito acima da média (46%).
    • usam correio electrónico em casa para comunicar com professores (25%), muito acima da média (14%).
  • nos alunos que:
    • usam computadores portáteis na escola (25%), muito acima da média (19%).
    • afirmam conseguir editar fotografias digitais ou outras imagens gráficas em computador muito bem e sem ajuda (76%), muito acima da média (60%).
    • afirmam conseguir gerar um gráfico a partir de uma folha de cálculo em computador muito bem e sem ajuda (68%), mais 30% do que nove anos antes, e muito acima da média (50%). Portugal é o 6º país com menor diferença neste indicador entre os alunos com mais elevado e mais baixo nível socioeconómico e cultural (10 pontos percentuais), muito abaixo da média (14 pontos percentuais); nove anos antes a diferença em Portugal era de 16 pontos percentuais, acima da média (15 pontos percentuais).
  • nos alunos que:
    • têm acesso à Internet na escola (97%), acima da média (93%).
    • usam computador na escola para trabalhos de grupo e comunicar com colegas (28%), acima da média (22%).
    • colocam na escola trabalhos em website da escola (12%), muito acima da média (9%).
  • nos alunos que fazem trabalhos de casa em computador da escola (18%), igual à média (18%).
  • nos alunos que:
    • usaram computador pelo menos uma vez (99,6%), acima da média (99,2%). Esta percentagem em Portugal é maior nos alunos do nível socioeconómico e cultural mais baixo (99,9%) do que nos do nível mais elevado (99,7%).
    • têm computador em casa (98%), mais 73% do que nove anos antes, e acima da média (94%). Também é o 7º neste indicador nos alunos do nível socioeconómico e cultural mais baixo (94%), mais do quádruplo de nove anos antes, e muito acima da média dos 25 países da OCDE considerados (86%). A diferença entre alunos do nível socioeconómico e cultural mais alto e mais baixo foi drasticamente reduzida para apenas 6 pontos percentuais quando nove anos antes era de 73 pontos percentuais.
    • usam Internet na escola para trabalhos escolares (41%), acima da média (39%).
    • carregam, descarregam ou acedem na escola a materiais em website da escola (18%), acima da média (15%).
  • nos alunos que:
    • usam correio electrónico na escola (24%), acima da média (19%).
    • carregam, descarregam ou acedem em casa a materiais no website da escola (27%), acima da média (23%).
    • fazem trabalhos de casa no computador em casa (48%), próximo mas abaixo da média (50%).
  • nos alunos que:
    • usam computador em casa (97%), acima da média (93%). A diferença entre alunos do nível socioeconómico e cultural mais alto e mais baixo é de 6 pontos percentuais muito abaixo da média (15 pontos percentuais).
  • 13º nos alunos com acesso à Internet em casa (91%), quase o quádruplo de 9 anos antes. O crescimento nos últimos nove anos foi de 69% nos alunos do nível socioeconómico e cultural mais alto e de 1771% nos do nível mais baixo. Houve uma enorme redução das diferenças de oportunidades entre os alunos destes dois grupos: a diferença é de 19 pontos percentuais quando era de 54 ponto percentuais nove anos antes.

São resultados muito positivos da utilização de TIC por jovens em Portugal que revelam a eficácia das medidas de estímulo à utilização da Internet e de computadores por jovens em idade escolar, inclusivamente na redução de diferenças entre os grupos de níveis socioeconómicos e culturais mais alto e mais baixo.

Última actualização ( 09/08/2011 )

 

EU Kids Online Report – Social Networking, Age and Privacy

Setembro 5, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Descarregar o relatório Aqui

As crianças mais novas ainda precisam de desenvolver mais competências digitais, revela EU Kids Online

Março 30, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado do EU Kids Online Portugal de 16 de Março de 2011.

Lisboa, 16 de Março de 2010 – As crianças e jovens portugueses revelam competências e actividades online um pouco acima da média europeia, a par do Reino Unido, Polónia e Dinamarca, mostram resultados do inquérito EU Kids Online, a crianças, entre os 9 e os 16 anos, de 25 países europeus. Esta pesquisa, coordenada pela London School of Economics and Political Science, do Reino Unido, constata que os adolescentes estão a ganhar rapidamente as competências de que precisam para a era digital. Contudo, mostra também que faltam competências básicas de internet aos mais novos, que cada vez a começam a usar mais cedo.

O inquérito demonstrou que, em média, as crianças levam a cabo menos de metade das 17 actividades questionadas, sobretudo aderindo pouco a tarefas criativas e participativas como publicar mensagens (31%), criar personagens (18%) ou participar em blogues (11%). Quanto às oito competências digitais inquiridas, como bloquear mensagens indesejadas de email, mudar as definições de privacidade, marcar sites como favoritos ou encontrar informação de segurança, as crianças mais novas revelaram menos capacidades que os mais velhos: as crianças de 11 e 12 anos disseram ser capazes de desempenhar apenas 2,8 dessa lista, aumentando para 4,3 aos 13 e 14 anos, e para 5,2 aos 15 e 16 anos.

Diferenças de idade, países, meio sócio-económico e género

O inquérito revela também que menos de metade dos jovens entre os 11 e os 13 anos são capazes de desempenhar tarefas relativamente simples como adicionar um site aos favoritos ou bloquear mensagens indesejadas. Os jovens da Finlândia declararam-se os mais competentes online, seguidos pelos da Eslovénia e da Holanda, enquanto os da Lituânia mostram a maior gama de actividades. A Irlanda destaca-se como o país onde as crianças fazem menos actividades online, e a Turquia está em baixo nas duas medidas. Além de diferenças de idade e entre países, o estudo constatou também diferenças entre famílias de diferentes meios sócio-económicos: os jovens de lares com mais recursos sócio-económicos declaram mais competências digitais do que os de lares mais pobres. Também as diferenças de género se revelaram, com os rapazes adolescentes a relatar mais competências do que as raparigas.

Sobre estes resultados, comentou Sonia Livingstone, da London School of Economics e coordenadora do projecto EU Kids Online:

“É preocupante constatar que faltam competências às crianças mais
novas, e por isso é um desafio para pais e educadores ajudá-las a
aprender o que precisam de saber. Notamos com interesse que ensinar
competências de segurança às crianças parece ajudar a desenvolver as
suas competências digitais, e que ensinar tarefas instrumentais ou de
informação pode também melhorar as competências de segurança das
crianças. Por isso, pode-se encorajar os mais novos a estarem
seguros online sem limitar as suas actividades online, antes pelo
contrário. São, assim, necessários esforços por parte dos educadores e
dos decisores para que as crianças ganhem competências fundamentais
que as ajudem a estar seguras online e a tirar o melhor partido
educacional da internet.”

A Comissão Europeia, que financia o projecto EU Kids Online pelo programa Safer Internet, defende as competências digitais como parte da Agenda Digital para a Europa, lançada pela Vice-Presidente Neelie Kroes. Um dos objectivos da Agenda Digital é melhorar a literacia, as competências e a inclusão digitais para permitir que todos os cidadãos, incluindo crianças, participem activamente
na sociedade.

A rede europeia dos centros de Internet Segura, Insafe, coordenada pela European Schoolnet e também financiada pela Comissão Europeia, está a promover uma cidadania online activa e a consciencializar sobre assuntos de segurança.

Mais informação
Para consultar o relatório completo Digital Literacy and Safety Skills do EU KidsOnline:


http://www2.lse.ac.uk/media@lse/research/EUKidsOnline/EUKidsII%20(2009-
11)/EUKidsOnlineIIReports/DigitalSkillsShortReport.pdf

Para mais informação sobre a plataforma de decisores para competências digitais que será lançada em Bruxelas, consulte:
http://ec.europa.eu/information_society/events/cf/dae1009/itemdisplay.
cfm?id=5254

Outras informações
eukidsonlinept@gmail.com / www.fcsh.unl.pt/eukidsonline
Equipa portuguesa coordenada por Professora Cristina Ponte, Universidade
Nova de Lisboa

 

 

Quase metade das crianças portuguesas nunca foram aconselhadas sobre segurança na internet

Fevereiro 21, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do i de 4 de Fevereiro de 2011.

San Jose Library/ Flickr

San Jose Library/ Flickr

por Agência Lusa

Quase metade das crianças portuguesas que têm acesso à Internet nunca receberam qualquer tipo de aconselhamento sobre a sua utilização segura, revela o resultado de um inquérito sobre mediações dos usos da Internet.
Estes dados foram divulgados hoje, no âmbito de um estudo feito pelo EUKids Online, apresentado na Universidade Nova de Lisboa (UNL).
Segundo o investigador José Alberto Simões, da UNL, no que respeita ao aconselhamento aos jovens sobre a forma de utilização da Internet, são os pais e outros familiares que aparecem destacados neste papel.

Contudo, “um número muito significativo — 42 por cento — nunca recebeu qualquer tipo de aconselhamento por ninguém”, afirmou.

O estudo revela que, relativamente à forma como a mediação é feita, a maioria dos educadores fala com os filhos sobre a utilização da Internet (83 por cento), mas “a que seria mais interventiva – fazer actividades com os filhos — é a menos comum” (43 por cento).

Apenas metade dos pais está por perto quando os filhos estão no computador e só quatro em cada dez é que se sentam ao pé deles nessas alturas.

No âmbito da mediação “ativa” (em que há um envolvimento direto dos educadores), esta intervenção passa na grande maioria dos casos por explicar que há sites bons e maus (72 por cento).

No entanto, esta participação baixa consideravelmente quando se trata de perguntar ao filho se algo na Internet o incomodou (48 por cento) e mais ainda quando se trata de ajudar a criança com alguma coisa que a tenha incomodado (23 por cento).

O estudo revela ainda que as medidas restritivas apresentadas pelos adultos prendem-se, por ordem de importância, com dar informações a estranhos, fazer ‘uploads’ para partilhar com outros, fazer ‘downloads’ de músicas ou filmes, publicar o perfil numa rede social, ver vídeos na Internet e usar o correio eletrónico ou o Messenger.

Os pais verificam em primeiro lugar os sites visitados pelos filhos, o seu perfil, os amigos contactados e as mensagens enviadas.

Este tipo de “estratégia invasiva” pode conduzir ao “jogo do gato e do rato, em que o pai tenta saber o que o filho estava a fazer e o filho tenta ocultar o que estava a fazer”, afirmou José Alberto Simões, sublinhando que é uma estratégia que levanta questões de violação de privacidade e quebra de confiança.

Outro dado “importante”, na opinião do investigador, é a conclusão de que os amigos não são procurados para ajudar nas questões de segurança (aqui são os pais a quem os filhos mais recorrem), mas é com os amigos que “é feita a discussão sobre esses temas”, como sites de pornografia, por exemplo.

Os fatores socioeconómico e de género têm um papel fundamental na questão da mediação, pois são as raparigas e as crianças oriundas de estratos socioeconómicos mais elevados as que são mais “controladas”.

Em Portugal, a “mediação técnica” — utilização de ‘software’ específico para restringir acessos — é a menos utilizada e a “mediação restritiva” — imposição de regras para a utilização da Internet –  é a mais usada.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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