A escola que cabe num ecrã deixou muitas respostas incompletas

Julho 6, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Público de 23 de junho de 2020.

Reinventaram-se as aulas à distância, mas a educação precisa de afectos próximos. Perderam-se alunos e alguma matéria terá ficado pelo caminho entre os cerca de 850 mil alunos do ensino básico que experimentaram a transição para o digital à força da pandemia.

Teresa Abecasis

Se em Março o factor surpresa obrigou a encontrar soluções de recurso, o início do próximo ano lectivo terá de trazer outras respostas que garantam um acesso universal e inclusivo para todos, dizem vários professores ouvidos pelo PÚBLICO.

No meio da pandemia, o programa Estudo Em Casa, com conteúdos para os alunos do 1.º ao 9.º anos, fez com que a escola pudesse entrar dentro de casa de todos os portugueses através da televisão, lembra Paulo Almeida, director do Agrupamento de Escolas Fernando Casimiro Pereira, em Rio Maior.

“Mas é preciso voltar rapidamente à normalidade”, lembra este professor de matemática chamado a dar aulas na televisão, que considera um “massacre” encher os alunos de aulas por videoconferência.

Quando começou a dar aulas em 1979, Helena Amaral foi colocada na então telescola, cujo programa era orientado pelas aulas transmitidas pela RTP. Nunca imaginou que, prestes a terminar a carreira, tivesse de voltar a socorrer-se do pequeno ecrã.

“Logo que as escolas foram fechadas, eu achei que o melhor era abrir aulas na televisão, porque acho que a televisão chega a todos”, argumenta. Sem saber como será o próximo ano lectivo, esta professora primária elogia os professores que, quase sem tempo para se prepararem, se disponibilizaram para construir uma sala de aulas para as câmaras.

Mas, no próximo ano, estas aulas terão de ser repensadas. “Não há temas que vão crescendo. Há uma aula sobre um assunto. Acaba-se isso, passa-se à frente. E os pequenitos não aprendem assim. Aprendem quando nós estamos ali a moer”, explica.

Helena passou as férias da Páscoa a experimentar as ferramentas que iria utilizar nas suas aulas à distância. Todos os dias faz uma videochamada com a turma do 4.º ano que acompanha na Escola Parque Silva Porto, em Lisboa, e todos os dias lhes envia um plano com fichas, questionários, jogos didácticos ou apresentações para eles prepararem. Para o ano irá começar um novo ciclo com uma turma de primeiro ano e este modelo não serve para os mais novos.

Na outra margem do Tejo, Alexandra Costa debate-se com o problema de tentar ensinar matemática do oitavo e nono anos através do Zoom, a plataforma de vídeochamadas que todos os professores passaram a conhecer nos últimos meses.

Há alunos que não estão a conseguir resolver os exercícios “mesmo com os vídeos explicativos que eu muitas vezes gravo, com os resumos, com as apresentações. Se já em aula, eles precisavam que estivesse constantemente a dar um empurrãozinho, agora eles não conseguem avançar.”

Mas também há os alunos que se revelaram pela positivo durante o confinamento. Aqueles que já possuíam algumas competências, autonomia e capacidade de auto-regulação, “tornaram-se ainda mais autónomos” e “com maior capacidade de gerir as suas aprendizagens”.

O ano lectivo termina esta sexta-feira, e ainda não se sabe como irão regressar as aulas em Setembro. Alexandra Costa acredita que terá de haver um plano para “agarrar os alunos que se perderam nestes meses”.

Os que ficaram com matéria atrasada, os que não conseguiram ter um computador ou uma ligação à internet em casa, os que não têm no lar um ambiente propício para estudar, os que já estavam afastados da escola e que a pandemia atirou para ainda mais longe. “Nós perdemos esses alunos, muitos perdemos. E isto é inadmissível”.

Fotografia de capa do vídeo de António Pedro Santos/Lusa.

Vídeo no link:

https://www.publico.pt/2020/06/23/impar/video/escola-cabe-ecra-deixou-respostas-incompletas-20200623-014545?fbclid=IwAR0LDi-hA7E7Clb-uoS-p6vXXeV-LaPx6vJWx7ci-ZAWGt1sxjaHtq6JIto

Estudo Em Casa: Dicas para te manteres seguro – DGE

Junho 9, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.seguranet.pt/pt/campanha-estudo-em-casa-dicas-para-te-manteres-seguro

Quanto mais pobres os pais, menor a capacidade de estudar em casa, diz estudo

Maio 18, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 8 de maio de 2020.

Catarina Reis

Mais de 40% dos alunos portugueses de meios mais desfavorecidos dizem ter menos do que dois computadores em casa, conclui o Estudo Internacional de Alfabetização em Informática e Informação (ICILS). Um problema em tempos de pandemia, com famílias inteiras em teletrabalho.

assados quase dois meses desde o encerramento das escolas, o Estudo Internacional de Alfabetização em Informática e Informação (ICILS), da Associação Internacional para a Avaliação do Desempenho Educacional (IEA), lança conclusões claras sobre a desigualdade de acesso ao ensino à distância. Enquanto apenas 21% dos alunos portugueses filhos de pais com um estatuto socioeconómico mais alto disseram ter menos de dois computadores em casa, quase metade (42%) daqueles filhos de pais com menor estatuto garantem estar nesta condição.

O estudo quis perguntar a mais de 46 mil estudantes de 14 sistemas de ensino no mundo a quantos dispositivos digitais tinham acesso em casa, “incluindo laptops e computadores de mesa, tablets e e-readers“, explicou o diretor executivo da associação IEA, Dirk Hastedt. A principal conclusão mostra que a disponibilidade de dispositivos tecnológicos em casa depende do estatuto socioeconómico dos pais, que quanto menor mais compromete a eficácia da aprendizagem.

É assim em Portugal, mas também em muitos outros países. A nível internacional, 24% (acima de Portugal) dos estudantes de maios mais favorecidos responderem ter menos de dois computadores em casa, contra os 41% (abaixo dos números portugueses) daqueles vindos de um contexto mais desfavorecido.

“Os alunos filhos de pais com menos estatuto socioeconómico “correm o risco de ficar para trás, comparativamente aos seus colegas”

Os dados levantam dúvidas sobre a capacidade que os alunos têm de estudar em casa, “principalmente se os seus pais e irmãos também precisarem de acesso a um computador para trabalhar em casa”, alerta Dirk Hastedt. Certo é que os alunos filhos de pais com menos estatuto socioeconómico “correm o risco de ficar para trás, comparativamente aos seus colegas”.

Além de Portugal, participaram neste estudo os sistemas de ensino do Chile, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Cazaquistão, República da Coreia, Luxemburgo, Moscovo, do estado alemão Renânia do Norte-Vestfália, Uruguai e EUA.

Não basta fornecer meios

Não tardou até que o governo português procurasse soluções para colmatar a falta de meios de vários alunos. A tutela prometeu estarem a ser trabalhadas alternativas com as câmaras municipais, as forças de segurança, as televisões e os CTT para continuar a desenvolver mecanismos de apoios aos estudantes em casa.

Entretanto, assistiu-se a casos em que membros da GNR ficaram encarregues de fazer chegar fichas de trabalho a estudantes de zonas mais remotas e à criação da nova telescola, o #EstudoEmCasa. Para o próximo ano letivo, o governo promete a universalidade do acesso às plataformas digitais, quer em rede quer em equipamento, para todos os alunos do básico e do secundário.

No entanto, não basta providenciar meios, alerta o diretor executivo da IEA, detentora do estudo. “Enquanto muitos países estão a fazer esforços significativos para garantir a continuidade das oportunidades de educação, aumentando o acesso aos dispositivos, também é vital que garantam que os alunos sabem realmente como usá-los efetivamente”, frisa Dirk Hastedt.

Metade dos alunos portugueses não tem autonomia suficiente para trabalhar com um computador

Em Portugal, de acordo com o ICILS, apenas 20% dos estudantes inquiridos “demonstraram que podem ser utilizadores independentes de um computador”, enquanto a vasta maioria “necessita de instruções diretas para concluir tarefas básicas”.

Mais informações na notícia:

WHAT CAN IEA DATA REVEAL ABOUT SOCIO-ECONOMIC STATUS AND THE ABILITY TO STUDY AT HOME?

#EstudoEmCasa – Secundário

Maio 9, 2020 às 9:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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#EstudoEmCasa – Secundário no link:

https://www.youtube.com/channel/UCJdh52Zkf0u0qvYOfCWd3gg?fbclid=IwAR1fRATPWzfrBjakQLX6dZ9ymS2BMHRGgWAmKyiFwcEPr8rJiiM2tYcoF-4

Plataforma ZOOM – Estudo em Casa Recomendações de Segurança

Maio 8, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

Click to access Zoom.pdf

#EstudoEmCasa: Já estão disponíveis as app para iOS e Android

Abril 22, 2020 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do PPLWare de 20 de abril de 2020.

Face à pandemia provocada pelo novo coronavírus, a telescola começou hoje às 9h na RTP memória. Durante este terceiro período, a RTP Memória irá ceder a emissão a conteúdos pedagógicos temáticos, lecionados por professores, para alunos do ensino básico.

Além da RTP memória existem canais no YouTube com conteúdos pedagógicos. Hoje foram também disponibilizadas as apps para  iOS e Android.

#EstudoEmCasa  é o nome do espaço que vai ocupar a grelha das 09h às 17h50, com conteúdos organizados para diferentes anos letivos, uma ferramenta importante para complementar o trabalho dos professores com os seus alunos.

Os conteúdos pedagógicos temáticos irão contemplar matérias que fazem parte das aprendizagens essenciais do 1.º ao 9.º ano, agrupados por: 1.º e 2.º anos, 3.º e 4.º anos, 5.º e 6.º anos, 7.º e 8.º anos e 9.º ano, abrangendo matérias de uma ou mais disciplinas do currículo, as quais servirão de complemento ao trabalho dos professores com os seus alunos.

#EstudoEmCasa: Apps para iOS e Android

Além da emissão também via RTP Play, é possível acompanhar as aulas nas apps para iOS e Android.  Os conteúdos disponíveis contemplam as matérias que fazem parte das aprendizagens essenciais do 1.º ao 9.º ano, agrupados da seguinte forma:

  • 1.º e 2.º anos;
  • 3.º e 4.º anos;
  • 5.º e 6.º anos;
  • 7.º e 8.º anos;
  • 9.º ano.

Esta é uma ferramenta importante para complementar o trabalho dos professores com os seus alunos. Os canais no YouTube foram criados recentemente e já podem ser subscritos aqui.

APP Store

Google Play

Estudo em Casa – Recomendações da DGE no uso de plataformas que permitem a comunicação áudio e vídeo

Abril 15, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.seguranet.pt/pt/estudo-em-casa-recomendacoes-de-seguranca

Aulas: 3º período começa hoje! Canais do YouTube já disponíveis

Abril 14, 2020 às 6:25 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do PPLWare de 14 de abril de 2020.

Começa hoje o 3º período, mas não haverá aulas presenciais devido ao surto do novo coronavírus. As aulas à distância, pela TV e internet, só irão começar no próximo dia 20 de abril. No entanto, é preciso ir começando a preparar tudo para que nada falte.

Recentemente o Ministério da Educação lançou os Canais do #EstudoEmCasa no Youtube. Já os pode subscrever e ver os conteúdos.

Numa verdadeira corrida contra o tempo, o Ministério da Educação encontrou na Rádio e Televisão de Portugal um parceiro inequívoco e incondicional desta missão coletiva, conseguindo levar a cabo uma operação de monta, possível também graças ao apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Além das aulas que acontecerão em sinal aberto na RTP memória, o Ministério da Educação irá também disponibilizar conteúdos de suporte no YouTube. Os canais no YouTube foram criados recentemente e já podem ser subscritos.

Links de Canais do #EstudoEmCasa no Youtube

Pré-Escolar

1.º Ciclo

2.º Ciclo

3.º Ciclo

Secundário

O terceiro período irá decorrer até 26 de junho. Como sabemos a Telescola vai chamar-se #EstudoEmCasa e vai ocupar a grelha das 09h às 17h50 da RTP Memória, com conteúdos organizados para diferentes anos letivos.

Os conteúdos pedagógicos temáticos irão contemplam matérias que fazem parte das aprendizagens essenciais do 1.º ao 9.º ano, agrupados por: 1.º e 2.º anos, 3.º e 4.º anos, 5º e 6.º anos, 7.º e 8.º anos e 9.º ano, abrangendo matérias de uma ou mais disciplinas do currículo, as quais servirão de complemento ao trabalho dos professores com os seus alunos.

Estudo em Casa – de segunda a sexta na RTP Memória – Horários

Abril 14, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.rtp.pt/estudoemcasa-apresentacao/?fbclid=IwAR2xcG245_-iu0yfzlJjxJpXmyXpBGULVdS2N9zbRCHWqaNVKGY0b30Divw


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