Aos seis anos os alunos têm mais tempo de aulas do que aos 18

Novembro 3, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 12 de outubro de 2016.

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LUSA

Autor de estudo diz que a distribuição da carga horária é um exemplo de como os interesses dos alunos não são tidos em conta.

Um estudo comparado entre a carga horária de um aluno no 1.º ano de escolaridade com um estudante a frequentar o 12.º revela que o mais novo, de seis anos, tem mais 465 minutos por semana de aulas do que o estudante mais velho, com 18 anos de idade.

O estudo foi desenvolvido por Alexandre Henriques, autor do blogue de educação ComRegras, um dos mais respeitados nesta área. Depois de comparar as matrizes curriculares do Ministério da Educação, Alexandre Henriques divulgou o estudo comparado no seu blogue, revelando que um aluno no 1.º ano de escolaridade tem 1500 horas de carga lectiva, enquanto um estudante do 12.º ano tem 1035 horas de carga horária.

O estudo revela também que os anos com maior carga lectiva em Portugal são o 3.º e 4.ºanos de escolaridade, com 1620 horas.

No 2.º ciclo, que corresponde ao 5.º e 6.º ano, a carga horária lectiva é de 1350 horas e, no 7.º ano de escolaridade volta a aumentar para as 1530 horas, para voltar a baixar nos 8.º e 9.º anos, em que a carga horária está nas 1485 horas.

No 10.º e 11.º ano dá-se um novo aumento da carga horária para 1.530 horas, para voltar a baixar no 12.º, com as 1.035 horas.

“A carga lectiva atribuída aos alunos portugueses não tem a mínima consideração pela sua idade, não tem uma lógica progressiva, sendo vítima de múltiplos interesses excepto os dos próprios alunos”, observa o autor do estudo, referindo que há situações de uma “incongruência difícil de explicar”, como é o caso da actividade física praticada na escola que tem o seu “pico no ensino secundário”.

mais informações no link:

http://www.comregras.com/um-aluno-6-anos-passa-465-minutos-semana-na-escola-um-aluno-18-anos/

Cyberbullying: ameaças fazem-se cada vez mais pela Internet

Novembro 20, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TVI 24 de 19 de novembro de 2014.

A tese de doutoramento citada na notícia pode ser consultada no link:

Bullying nas escolas: prevenção e intervenção

«É uma nova forma de violência que amplia as consequências do bullying tradicional», como revela uma investigação da Universidade de Aveiro

Por: Redação / CF

Um trabalho de investigação da universidade de Aveiro (UA), divulgado esta quarta-feira, conclui que crescem as ameaças através da Internet entre colegas de escola, para evitarem sanções disciplinares, num fenómeno em expansão, o chamado cyberbullying. «Este é um problema que diz respeito a toda a sociedade e não apenas às escolas», aponta José Ilídio Sá, autor da tese de doutoramento «Bullying nas Escolas: Prevenção e Intervenção», realizada no Departamento de Educação da UA, que durante um ano letivo estudou o comportamento de alunos de uma escola secundária de Espinho. «O ‘cyberbullying’ traduz inquestionavelmente uma forma mais complexa de ‘bullying’. Em muitos casos, surge como a continuação do ‘bullying’ presencial, mas noutras situações desponta como o «espaço predileto do agressor», explica o investigador. O anonimato ou a falsa identidade do ofensor, a enorme quantidade de observadores presentes, a velocidade “viral” de propagação das ofensas, agressões e humilhações, são fatores que levam os agressores a fazer essa escolha. Para a executar, dispõem hoje de variados meios ao seu dispor, como smartphones com câmara fotográficas e de vídeo, tablets, numerosos postos com computadores disponíveis e facilidade de acesso à Internet. «É uma nova forma de violência que amplia as consequências do ‘bullying’ tradicional. A difusão de ameaças, difamações e violência psicológica através da Internet é um meio cada vez mais utilizado pelos jovens para ofender terceiros», retrata. Segundo dados da investigação realizada numa escola secundária com o 3.º ciclo do Ensino Básico, que envolveu o estudo de duas turmas ‒ uma do 7.º e outra do 10.º ano, 31% dos alunos admitiu conhecer um colega que já foi “gozado ou ameaçado na Internet” e 13% dos estudantes do 10º ano já foram ameaçados, pelo menos numa ocasião, no ciberespaço, sendo essa percentagem mais significativa (19%) no caso dos jovens dos Cursos Profissionais. Outro «dado preocupante», apontado pelo estudo de José Ilídio Sá, diz respeito ao número significativo de jovens que admite desconhecer a identidade do seu agressor e que revelou não ter reportado a agressão de que foi alvo. A pesquisa permitiu apurar, na ótica dos agredidos, que perto de 45% dos jovens vítimas de agressão admitiu não ter reportado o sucedido a uma terceira pessoa tendo, por isso, «sofrido em silêncio de modo presumivelmente continuado e prolongado». Os que optaram pela denúncia fizeram-no a um colega (42,6%) ou a um familiar (29,7% dos casos, sendo que 23,8% aos respetivos pais e 5,9% aos irmãos). «Note-se que apenas uma percentagem muito residual de jovens (13%) mencionou ter participado essa agressão a um adulto da escola», diz. No caso concreto do ‘bullying’ eletrónico, «a fronteira entre o espaço escolar e o exterior torna-se quase impossível de delimitar» e por isso, «a responsabilização do agressor, quer seja na vertente disciplinar ou na criminal, torna-se assim muito difícil de comprovar». As famílias podem ter uma intervenção decisiva neste tipo de casos, «uma vez que um número significativo de situações de ciberagressão tem como palco o espaço do domicílio», para a vítima ou para o agressor. «O papel das famílias assume particular relevância, designadamente no que diz respeito à vigilância e à monitorização dos padrões de uso e de consumo da Internet por parte dos jovens, e à definição de regras por parte dos pais», afirma. Aconselham-se por isso os pais a estarem atentos e a definirem os tempos de utilização e dos conteúdos e a localização dos equipamentos, procurando inverter a «cultura do quarto» característica nessas faixas etárias, como apresenta a Lusa em síntese.


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