3 técnicas simples para estudar e render mais

Março 18, 2016 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Os estudos costumam ser cercados de ansiedade e estresse. Como se organizar para estudar melhor? Um dado que parece claro na sociedade de hoje é que somos obrigados a “armazenar uma série de dados e de conhecimentos teóricos”, para obter um título, para escalar níveis e aspirar uma conquista pessoal e profissional determinada.

Entretanto, são poucos os currículos acadêmicos onde são incluídos o ato de ensinar os alunos a estudar, a saber gerenciar seu tempo, e, inclusive, a sua ansiedade. Todos nós já sofremos de estresse diante de uma situação de prova, e é comum que existam alunos que não saibam como enfrentar essas situações para poder demonstrar com efetividade todos os seus conhecimentos.

Em primeiro lugar, temos que ter claro que estudar não significa exclusivamente memorizar. As pessoas possuem essa capacidade de retenção, mas tendem a esquecer grande parte do que memorizam.

Só nos lembraremos daquilo que nos seja significativo, por isso é necessário estabelecer, primeiro, um nível de compreensão, de manejo da informação, de transformação, de forma que o que foi lido se instaure significativamente em nosso cérebro. Vamos ver melhor cada um dos passos.

1. Organização e planejamento do estudo
– É necessário estabelecer um horário. Saber quanto tempo você terá diariamente para realizar o seu estudo.

– Deve ser feita, também, uma escala de avaliação das matérias que sejam mais difíceis, dedicando mais tempo a elas.

– É imprescindível que, a cada dia, seja estabelecido também um tempo de descanso. Quando estudamos, é muito bom praticarmos algum esporte, como sair para correr, por exemplo.

– Você precisa ser realista, estabelecendo um horário que saiba que poderá ser cumprido.

2. Estratégias para cumprir o horário estabelecido
– Você deve compreender que o local que escolheu para realizar seus estudos deverá ser respeitado. Não deixe que amigos ou familiares lhe incomodem, não coloque coisas que o distraia, deixe o celular de lado e em silêncio.

– O normal é que se estabeleça momentos de 40 minutos. Nosso nível de atenção costuma baixar quando levamos três quartos de horas trabalhando, por isso você pode se organizar de 40 em 40 minutos, deixando 15 minutos de descanso entre eles.

– E o que fazer nesses 15 minutos de descanso, você vai se perguntar. Há três modos de relaxamento que serão muito úteis para recuperar novamente um bom nível de atenção. A primeira é olhar durante 10 minutos para alguma coisa que esteja a uma distância de 2 ou mais metros. Faça com tranquilidade, respirando suavemente, relaxando…

Depois, relaxe os músculos da sua cabeça, eleve suas sobrancelhas umas cinco vezes, mantendo-as alguns segundos tensionadas, depois relaxe. A terceira forma de relaxamento é bem simples. Basta respirar profunda e lentamente, durante dois minutos. É muito fácil e você irá recuperar a energia imediatamente.

3. O método L.S.E.R.M
Trata-se de um método fácil que nos ajudará a conseguir uma aprendizagem muito mais significativa, distanciando-se da simples repetição para memorizar.

L= Ler

O primeiro passo para o estudo é realizar a leitura do texto que deverá ser apreendido. É uma leitura exploratória e, depois, compreensiva. Precisaremos entender o que o texto nos diz, e refletir um pouco sobre o que ele nos deseja transmitir.

S= Sublinhar

Um clássico. Todos nós o fazemos, mas fazemos bem? Há quem sublinhe tudo, ou quem não sabe identificar o que é importante no texto. Assim, a leitura prévia é essencial. Se você não sabe o que sublinhar, o que podemos fazer é estabelecer perguntas. Diante de cada parágrafo, pense em uma pergunta e sublinhe qual poderia ser a resposta. O sublinhado deve nos dar, numa simples olhada, a informação realmente importante.

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E = Esquematizar

Você sabia que a memória registra melhor os desenhos do que as palavras? Se organizarmos a informação em um esquema, a lembrança será muito mais rápida e significativa. O esquema é uma técnica perfeita que permite a representação gráfica do resumo do texto, para que, só dando uma olhada, possamos ver o conteúdo e a organização das ideias do material de estudo.

R = Resumir e Repassar

É preciso ter claro que um bom resumo não deve superar 30% do total do texto. Precisaremos refletir somente as ideias importantes com as nossas próprias palavras, demonstrando que entendemos o tema. Não use trechos do texto, expresse-o de forma que o resultado seja inteiramente seu.

Depois disso, revise. Fale em voz alta, diga o que entendeu, reforce a informação com dados que possam estar faltando.

M = Memorizar

É o último passo, mas por ter realizado com êxito os anteriores, deverá ser fácil lembrar-se de tudo o que trabalhou. A finalidade é criar dados significativos. Se começarmos a querer memorizar desde o começo da primeira leitura, será um esforço exagerado e, no dia seguinte, não lembraremos de quase nada.

O melhor é memorizar um pouco a cada dia; olhe os seus esquemas, seus resumos, fale em voz alta, memorize de forma que o que introduzir em sua memória lhe seja familiar e útil.

Revista Pazes – 4 de março de 2016

Sessão informativa “A Escola em Casa: Estratégias de Estudo com o seu Filho” em Odivelas

Fevereiro 19, 2016 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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odivelas

No dia 23 de fevereiro, das 18:00h às 19:00h, irá decorrer na Casa da Juventude em Odivelas, a sessão informativa “A Escola em Casa: Estratégias de Estudo com o seu Filho”, no âmbito do Gabinete Orienta-te!

Destina-se a pais, educadores, professores, associações de pais e outros elementos com especial interesse nesta matéria.

A entrada é livre, mediante inscrição prévia.

Para mais informações e inscrição, basta contactar o Setor da Juventude, através do nº telefone: 21 932 04 80 ou email: juventude@cm-odivelas.pt

https://www.facebook.com/Casajuventudeodivelas/?fref=nf

 

Criar hábitos de estudo – artigo de Mário Cordeiro

Fevereiro 3, 2016 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Mário Cordeiro publicado no i  no dia 26 de janeiro de 2016.

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As crianças devem ser autónomas no seu quotidiano, designadamente no estudar. Todavia, ensinar, apoiar e estar disponível não é “fazer a papinha” mas sim ajudar os filhos, precisamente, a adquirirem essa autonomia.

Uma das tarefas mais difíceis para um pai é convencer um filho a estudar e a criar hábitos de estudo.

Estudar é muitas vezes visto como um frete porque a questão é mal apresentada – não se estuda para passar nos exames, mas sim para conseguir um dos maiores objetivos do ser humano: o aperfeiçoamento, que dá gozo, prazer, é estimulante, criativo e torna-nos mais livre, porque nos permite mais soluções e opções. Se estudar for assim visto, as crianças estudarão com gosto, pese algumas matérias serem mais interessantes do que outras, ou a criança ter mais apetência para umas ou outras.

Um outro desafio que se apresenta aos pais é explicar aos filhos que estudar não é uma “seca”. Mas… será possível tornar o estudo divertido?

É. É possível, desde que se ensine (e se aprenda), desde muito cedo, a ser organizado e metódico, e que uma pessoa será tanto melhor estudante, no sentido lato do termo, e como ser humano, se for completa, eclética e pluripotencial. A tarefa começa, pois, no infantário! Se o estudo for visto como um desafio, como um jogo em que se pretende saber mais, para constatar que menos se sabe e que mais há para aprender, então as crianças gostarão de estudar, mesmo que estejamos perante um paradoxo. É verdade que é um paradoxo, mas um paradoxo gostoso, porque substitui o «só sei que nada sei», num «vou sabendo mais, mas sabendo que há muito mais para saber do que eu pensava». Pelo contrário, se o estudo for visto como um trabalho forçado que visa apenas os quadros de honra ou “ter 5 por ter 5”, então ninguém estudará com interesse.

Os pais devem, assim, ensinar os filhos a ser metódicos e organizados, rigorosos e exigentes consigo próprios, mas a darem o melhor de si e não a compararem-se com os outros ou a serem bons para eles, pais, poderem dizer que têm um filho no quadro de excelência ou de honra, ou seja lá o que for. O bom planeamento está em ver qual a matéria, dividi-la, racioná-la, estabelecer objetivos e ver qual a melhor estratégia para os atingir. É bom todos os dias ler a matéria que foi dada (20 minutos serão o suficiente), não como forma de estudo mas para “puxar” a matéria que foi dada de manhã novamente para o consciente, ir tendo uma ideia, passo a passo, do que se vai dando, e na altura dos testes será muito menor o esforço e mais fácil o estudo, sem ter de prescindir de tudo o resto.

Alguns alunos podem precisar de espaços de calma e vocacionados para estudar, quando os pais e a escola não lhes ensinaram a metodologia do ensino/aprendizagem. Todavia, creio que explicações, no sentido de “mais do mesmo”, é pura perda de tempo e de dinheiro, entedia as crianças, enfurece os pais e desilude os explicadores. Uma criança, desde pequena, deve adquirir autonomia no estudo, o que não quer dizer que os pais não estejam sempre lá para apoio final, revisões, perguntas avulsas, ensinar pequenos truques, averiguar fragilidades, desdramatizar stresses… mas o estudo deve ser pessoal, com boas condições, sem televisão, playstations ou o que seja a interferir e a distrair. Será que os próprios pais sabem ter momentos de calma, rigor e objetividade assim?

Voltarei um dia destes ao tema, com os inefáveis TPCs e os exames. Até lá, estimulem a autonomia dos vossos filhos, mas não se esqueçam que autonomia não é deixar desamparados, é deixar errar para corrigir, é apoiar, é estar disponível e presente, é fazer “sabatinas” e perguntas, sem stresse. Somos pais. Sem sermos “galinhas” temos de estar ao lado das nossas crias. Só assim poderão crescer, ter gosto pelo aperfeiçoamento e pelo saber. Autonomia anda a par e responsabilidade. Direitos andam a par de deveres… mas voltaremos ao tema Educação… porque é pano para mangas. Uma boa semana!

 

 

 

 

 

Workshop “Como Motivar o meu Filho para o Estudo”

Setembro 23, 2015 às 9:10 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Red Apple

Porto: 26 de Setembro Lisboa: 3 de Outubro

As horas de estudo e dos trabalhos de casa são quase sempre uma dor de cabeça para pais…porque será? Porque perdemos facilmente a paciência e tornamos os fins de dia tão turbulentos? Ficará a relação pais /filhos prejudicada por esta luta diaria? Será que por algum momento nos lembramos que a auto-estima das nossas crianças deverá sempre sobrepôr-se às notas escolares. Afinal que memórias queremos que os nosso filhos guardem da escola? Já pensaram nisso? Neste workshop vamos trocar experiências e vamos partilhar estratégias divertidas para ajudar e motivar os filhos para o estudo e transformar um momento temido num momento divertido! Sim é possível!

mais informações:

http://www.red-apple.pt/index.php/-workshops/268-motivarestudo

 

Menino sem-abrigo que estuda à luz do McDonalds ganhou bolsa de estudo

Julho 13, 2015 às 10:08 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 12 de julho de 2015.

Joyce Torrefranca

O menino que se vê na fotografia tem apenas nove anos. Chama-se Daniel Cabrera, vive nas Filipinas e é um bom aluno. A família não tem casa e por isso todos os dias aproveita a luz de um restaurante McDonalds e com um pequeno banco ergue o seu pequeno escritório na rua, onde faz os trabalhos de casa.

Joyce Torrefranca, uma aluna de Medicina que vive na mesma cidade filipina, Mandaue, passou por Daniel e não resistiu a tirar uma fotografia ao menino, que partilhou na sua página de Facebook. “Fiquei inspirada por este miúdo” escreveu, nunca pensado que o seu post teria mais de 9 mil partilhas até agora (continuam a aumentar).

A imagem correu mundo e gerou-se uma onda de solidariedade em torno de Daniel. Resultado: conseguiu angariar dinheiro para uma bolsa de estudo para o menino. Até a polícia local se juntou para comprar alimentos e outros bens de necessidade para Daniel e a sua família.

“Nunca pensei que uma fotografia fizesse tanta diferença. Obrigada a todos por partilharem a imagem. Com isso, fomos capazes de ajudar o Daniel a alcançar os seus sonhos. Espero que a história de Daniel continue a sensibilizar os nossos corações para que sejamos sempre inspirados e motivados em todas as situações que enfrentarmos nas nossas vidas”, escreveu entretanto Joyce.

 

 

 

 

Criança que estuda na rua comove o Mundo

Julho 9, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 1 de julho de 2015.

Foto Facebook

Daniel aproveita a luz da rua para estudar, porque não tem eletricidade em casa

C.L.

É mais uma imagem a dar a volta ao planeta pelas redes sociais. Um menino que não tem eletricidade em casa, aproveita a da rua para estudar. Um exemplo de força quando não se tem quase nada.

A imagem foi publicada na página de Facebook de Joyce Gilos, que disse sentir-se inspirada pelo menino, que se chama Daniel. A partir daí, sucederam-se as partilhas e o caso chegou à Imprensa.

Daniel foi fotografado numa rua de Cebú, nas Filipinas, um país onde 17% da população não tem acesso à rede de eletricidade, segundo dados de 2010 do Banco Mundial.

Ao jornal “El Comercio”, Joyce Gilos disse que “como estudante, ele foi uma inspiração para trabalhar mais. Tenho a sorte de os meus pais me terem podido mandar para a escola. Eu vou estudar para cafés. Este menino mexeu comigo”.

 

Aqui estão os 10 passos essenciais para acompanhar o seu filho na escola

Março 25, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site da Porto Editora

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A escola é um contexto de vida de todos os filhos e tem de ser articulado com os restantes onde o filho se encontra. O processo de ensino-aprendizagem é algo que exige um envolvimento paterno, de forma a torná-lo mais agradável. Mas muitas vezes surge a questão: “Como é que posso acompanhar o meu filho?”

Iolanda Anunciação

A criança desenvolve-se na articulação de todos os contextos onde está inserida. As rotinas de escola e de casa não devem ser vistas de forma independente, já que o sucesso do processo de aprendizagem depende destes dois ambientes.

A relação entre pais e escola será fundamental para a formação do filho enquanto aluno mas também enquanto pessoa. Devido ao ritmo de trabalho, cada vez mais intenso, por vezes os pais têm dificuldades em acompanhar os seus filhos na escola.

Este acompanhamento pode ser feito de várias maneiras: participando das reuniões da escola, verificando o caderno do aluno diariamente, conversando sobre o que se passou na escola (o que aprendeu; que tipo de trabalhos foram feitos; que brincadeiras teve com os colegas) e incentivando o gosto pelo aprender.

Pergunte o que o seu filho aprendeu

Para além de ficar a par da matéria que ele está a dar na escola, vai demonstrar interesse na vida escolar dele. Se possível mostre-lhe como o que aprendeu pode ser aplicado no seu dia a dia, com exemplos de revistas, filmes ou experiências familiares, o que ampliará o seu conhecimento. De forma a reforçar a expressividade dele utilize perguntas abertas como “o que gostaste mais de fazer hoje na escola?” ou “o que aprendeste hoje de novo?” em vez de “correu bem a escola?” ou “aprendeste coisas novas?” que levam apenas a respostas de tipo sim/não. Dê exemplos da sua vida escolar, do que aprendeu e de como se sentia na altura.

Incentive o estudo diário

Demonstre ao seu filho a importância de estudar diariamente os conteúdos que aprendeu na escola. Se ele ficou com alguma dúvida, poderão fazer uma pesquisa, em casa, de modo a aprenderem os dois juntos. O seu filho deve perceber que é muito mais rentável estudar um pouco por dia do que deixar toda a matéria para estudar na véspera de um teste.

Estabeleça um horário de estudo

É muito importante a existência de uma rotina organizada e consistente para além do horário escolar. Elabore com o seu filho um horário que envolva as atividades extracurriculares que frequenta, os tempos de descanso, de brincadeira e o tempo reservado à realização dos trabalhos de casa e ao estudo diário. Construa um horário com o seu filho e coloque-o num local de fácil visualização, para que seja cumprido diariamente.

Organize um local próprio para o estudo

O local de estudo deve ser um lugar calmo, iluminado, limpo e organizado para o momento, onde não devem existir estímulos distraidores (televisão, computador, consolas de jogos), tendo o máximo conforto.

Verifique os cadernos diários

Peça para ver os cadernos do seu filho, mostrando, assim, interesse pelos seus trabalhos. Ao perceber que ele se esforçou, dê valor/valorize-o. O reforço positivo é muito importante para que ele se motive no papel de aluno.

Acompanhe os TPC e o estudo

A participação dos pais nestas tarefas é muito importante para o desenvolvimento da motivação do seu filho para a escola e para o estudo. Incentive as suas responsabilidades enquanto aluno e valorize a execução das tarefas que lhe são dirigidas. No entanto, não faça os TPC por ele, explique-lhe aquilo que o seu filho não percebeu e leve-o a descobrir por ele a resposta, passando apenas algumas estratégias de resolução. Desta forma estará a desenvolver a autonomia dele enquanto aluno.

Fomente a leitura

A leitura é uma fonte de aprendizagem, amplia o vocabulário, a criatividade e os conhecimentos gerais. Não obrigue o seu filho a ler, estimule-o, seja também um modelo nesta atividade. Leia com ele e para ele. Os filhos que desde cedo veem os seus pais a ler jornais, revistas, livros, têm uma maior predisposição para desenvolver o prazer da leitura.

Tenha tempo para brincar com o filho

Muitas brincadeiras são verdadeiros estímulos. Existem muitos jogos que poderão fazer, usando e desenvolvendo o raciocínio mental, bem como competências de leitura e de escrita (o jogo do STOP, o jogo da forca, sudoku, sopa de letras, xadrez, jogo da memória). Use a música nas suas rotinas, por exemplo, cante quando vai no carro com o seu filho. A música é uma forma de trabalhar competências como a memória, o ritmo e o aumento de vocabulário.

Participe nas reuniões na escola

As reuniões de turmas são um veículo importante para pais e professores. Estas permitem conhecer os professores do seu filho, esclarecer dúvidas sobre o aproveitamento e desenvolvimento dele e verificar o seu comportamento na sala de aula. Com esta relação está a implicar-se ativamente na vida do seu filho. Não cometa o erro de só ir à escola quando existe algum problema.

Converse com o professor

Converse com o professor do seu filho sempre que possível. Se não concordar com a sua opinião, fale com ele a sós e nunca à frente do seu filho. Ensine, sempre, o seu filho a ouvir o professor e a respeitá-lo.

O desenvolvimento do seu filho em fase escolar será tanto melhor quanto mais apoiado se sentir. Este acompanhamento transmitirá ao seu filho segurança, autoconfiança e ânimo para lidar com as diferentes tarefas escolares.

Iolanda Anunciação

Mestre em Psicologia do Desenvolvimento e Educação da Criança e licenciada em Ciências da Educação, pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Exerce funções como Técnica Superior de Educação no CRIAR – Centro de Educação e Terapia, ao nível da intervenção psicopedagógica com crianças com Necessidades Educativas Especiais. Possui experiência como tutora de crianças com Perturbação do Espectro do Autismo, coterapeuta em grupos de interação social e como professora de apoio em ATL de ensino básico.

 

 

 

Aprenda como estudar em quatro etapas

Março 4, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://porvir.org  de 30 de janeiro de 2015.

Educador Fábio Ribeiro Mendes desenvolveu método para que alunos desenvolvam autonomia no aprendizado

Por Fábio Ribeiro Mendes

Eu não gostava de estudar, como a esmagadora maioria dos estudantes. O estudo era sempre chato, tomava o tempo do meu lazer e nunca acabava. Anos depois, descobri o que estava errado: eu não sabia estudar e nem notava, que era preciso ter preparação, método e um horário definido. Sem isso, estudar era algo que não funcionava e eu não percebia resultados.

Mas, por que eu não tinha aprendido a estudar? Ora, porque ninguém havia me ensinado como fazer! Geralmente, não temos uma única aula com esse objetivo específico durante toda a educação básica. O resultado é que os alunos acabam esse nível de instrução com baixa autonomia no aprendizado.

crédito tingitania  fotolia com

Tendo percebido essa carência, passei a trabalhar com o tema. Meu principal objetivo é instruir os alunos sobre um método em 4 etapas, que forma um ciclo de estudo. É muito simples e intuitivo. Aprenda:

Etapa 1: Leitura panorâmica

01Antes de se atirar no texto, tentando tudo entender, respire fundo e procure ter uma idéia geral do que tem diante de si. Isso pode ser feito com uma leitura rápida, superficial, panorâmica, que lê apenas o início e o final de cada parágrafo. Seu o objetivo é apenas reconhecer o texto, qual é seu tema, como se desenvolve, se parece fácil, difícil, longo ou breve.

 

É quase uma etapa preliminar ao estudo, que cria uma expectativa sobre o aprendizado que virá.

 

Etapa 2: Marcação e sublinhado

02_bTendo uma noção geral, leia o texto com calma, como está acostumado, com o objetivo de destacar o que parece ser o mais importante ou o que desperta especial interesse. Esse destaque merece ser feito em dois momentos.

Em primeiro lugar, marque os trechos que parecem ser os mais importantes com um colchete na margem do texto. Nesse primeiro momento, evite sublinhar enquanto lê, porque isso geralmente resulta em um sublinhado excessivo, com frases ou até mesmo parágrafos inteiros marcados. Se esse trecho é importante, uma marcação simples ao lado do texto servirá para o destaque. Faça isso com todo o texto.

Após a marcação dos trechos, volte diretamente a cada um deles e sublinhe suas palavras-chave. Podem ser algumas palavras por trecho. O objetivo é facilitar a identificação do que trata o trecho destacado. Proceda dessa forma com todos os trechos, até o final do texto.

Etapa 3: Anotações

03Com base no que foi marcado e sublinhado, faça anotações livres em uma folha a parte, de próprio punho. Pode ser na forma de esquema, mapa conceitual, linha de tempo, tabela, contendo desenhos, cores ou o que julgar útil para registrar o que destacou no texto.

Geralmente, é nesta etapa que perceberá que está aprendendo, pois o que faz é, do seu próprio modo, estabelecer relações entre os conceitos do texto. Assim, estará criando algo que é seu com base no material de estudo.

 

 

 

 

Etapa 4: Exercícios

Após as anotações, é preciso saber o quanto aprendemos, o que é alcançado com exercícios. Eles podem ser de vários tipos, desde a resposta às questões prontas trazidas pelo livro didático até a atividade de refazer anotações sem consulta ou ensinar o conteúdo para um colega.

Os exercícios revelam o que precisa ser reforçado no aprendizado. Isso é força motriz para iniciar um novo ciclo de estudo: leia, marque, sublinhe e complete as anotações com o que faltou ou precisava de maior detalhamento.

Estudando Matemática

Sim, é possível estudar matemática utilizando as 4 etapas acima tendo como base um livro didático. A peculiaridade é que o ciclo de estudo se repete várias vezes em uma única sessão de estudo. Aliás, esse é o motivo da percepção geral – na verdade, um mito – de que “estudar matemática se resume a fazer exercícios”. Não, isso não está correto: exercícios são necessários para entender os conceitos e relações expressas nas fórmulas, mas nem sempre são suficientes. Se você não entende o exercício, deve tentar ler o conteúdo, marcar e fazer suas anotações. Sem isso, ficará travado.

Como ensinar a estudar em sala de aula

O professor pode organizar oficinas de estudo, nas quais leva um material e instrui os alunos passo a passo no método, desafiando-os a “aprender um conteúdo inédito por conta própria”. Eles ficam um pouco chocados, mas gostam do resultado.

Duas dicas fundamentais: i) o material não deve ser muito extenso e ii) o professor deve movimentar-se constantemente, atendendo os alunos que levantarem a mão em suas classes. Além disso, é válido na primeira ocasião dar um tempo curto para a execução da primeira etapa: isso estimula os alunos a começarem a trabalhar e logo se envolverem na atividade.

Por mais paradoxal que possa parecer, talvez o que esteja faltando em nossa educação é ensinar a estudar. Qualquer escola, em qualquer condição, pode suprir essa carência e formar alunos com autonomia no aprendizado.

Para saber mais: “A Nova Sala de Aula” e “A Formação de Hábito de Estudo”, de Fábio Ribeiro Mendes (Autonomia Editora).

Por Fábio Ribeiro Mendes

Fábio Ribeiro Mendes é graduado, mestre e doutor em Filosofia pela UFRGS. Desde 2006, desenvolve projetos inovadores para desenvolvimento da autonomia no aprendizado, tendo recebido o Premio Educação RS 2010 (Sinpro/RS). Possui 5 livros publicados sobre o tema e é sócio-diretor da empresa Autonomia Soluções em Educação.

 

IV Ciclo de Encontros de Orientação Parental

Março 2, 2015 às 10:09 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições

936744825 – Ana Martinho

clds.tece@gmail.com

Secretaria

Rua da Bela Vista, 22

2825-004 Monte Caparica

Tel: 212 956 036

 

 

Como ajudar o seu filho a estudar? sessão informativa na Casa da Juventude de Odivelas

Fevereiro 27, 2015 às 2:20 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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