Muitos adolescentes não conseguem entender o dinheiro”, diz a OCDE

Junho 15, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia do http://www.educare.pt/ de 31 de maio de 2017.

O documento citado na notícia é o seguinte:

PISA 2015 Results (Volume IV): Students’ Financial Literacy

Estudo da OCDE sobre literacia financeira revela dados preocupantes sobre falta de conhecimentos nos jovens para lidar com problemas relacionados com o dinheiro no dia a dia.

Andreia Lobo

Muitos adolescentes são consumidores financeiros. Têm contas bancárias e cartões de débito. No entanto, cerca de um em cada quatro jovens não é capaz de tomar decisões simples, como quanto dinheiro gastar no seu dia a dia. A conclusão é de um novo relatório da série PISA 2015. Desta vez, foram testados os conhecimentos de literacia financeira de cerca de 48 mil estudantes de 15 anos de 25 países e regiões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

É a segunda vez que o PISA é usado para avaliar a capacidade dos alunos para lidar com situações da vida real que envolvem resolver problemas e tomar decisões financeiras. Como, por exemplo, lidar com dinheiro e finanças pessoais, contas bancárias, cartões de débito ou entender as taxas de juros relativas a um empréstimo ou um plano de pagamento móvel.

Os primeiros resultados divulgados mostram o desempenho dos jovens da Austrália, Bélgica (Comunidade Flamenga), Brasil, Canadá (Colúmbia Britânica, Manitoba, Nova Brunswick, Terra Nova e Labrador, Nova Escócia, Ontário e Prince Edward Island), Chile, China (Pequim, Xangai, Jiangsu e Guangdong), Itália, Lituânia, Holanda, Peru, Polónia, Federação Russa, República Eslovaca, Espanha e Estados Unidos.

Durante a apresentação do relatório, em Paris, o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, lembrou porque considera a literacia financeira “uma competência vital essencial”: “O conhecimento financeiro estabelece as bases para muitas decisões importantes que todos os cidadãos enfrentam ao longo de suas vidas, seja ao avaliar um contrato de trabalho, comprar a primeira casa ou muito mais tarde, ao gerir a poupança para a reforma.”

Mas o que o PISA descobriu está longe de ser o cenário ideal. Apenas um em cada dez consegue entender questões complexas, como os impostos sobre os rendimentos. E muitos estudantes – pelo menos um em cada cinco – não alcançaram um nível básico de proficiência, mesmo em países e economias da OCDE de alto e médio desempenho.

Assim, enquanto quase 60% desses alunos possuem uma conta bancária e mais de 60% ganham dinheiro com algum tipo de atividade laboral, muitos não conseguem reconhecer o valor de um orçamento simples, e muito menos entender um extrato bancário ou um recibo de pagamento.

Gurría considerou as descobertas “chocantes” e “preocupantes: “Os jovens enfrentam escolhas financeiras mais desafiadoras e perspetivas económicas e de emprego mais incertas, no entanto, muitas vezes não possuem a educação para tomar decisões informadas sobre questões que afetam seu bem-estar financeiro”, sublinhou.

China lidera em matéria de finanças

Entre os países e regiões cujos dados foram apresentados – Portugal integrará um segundo grupo de países – a China (regiões de Beijing, Xangai, Jiangsu e Guangdong) apresentou a maior pontuação média. Em segundo lugar surge a comunidade flamenga da Bélgica, seguida pelas províncias canadianas participantes (Colúmbia Britânica, Manitoba, New Brunswick, Newfoundland e Labrador, Nova Escócia, Ontário e Prince Edward Island), a Federação Russa, os Países Baixos e a Austrália.

Os peritos da OCDE defendem que os alunos com bons resultados nos testes de literacia financeira provavelmente terão um bom desempenho na avaliação de leitura e matemática do PISA. Os que tiverem piores desempenhos vão fracassar nas restantes áreas avaliadas. No entanto, em média, em 10 países e economias participantes da OCDE, cerca de 38% da pontuação obtida nos testes de literacia financeira reflete fatores que não são abrangidos pelas avaliações de leitura e matemática do PISA e, portanto, são únicos nas competências financeiras.

A diferença de género na literacia financeira é muito menor do que em leitura ou matemática, mostra o relatório. Apenas na Itália, os rapazes são melhores do que as raparigas. Elas pontuam melhor do que eles na Austrália, Lituânia, República Eslovaca e Espanha.

Os resultados também mostram algumas estatísticas alarmantes em matéria de inclusão. Os alunos desfavorecidos obtêm 89 pontos menos do que os estudantes favorecidos – o equivalente a mais de um nível de proficiência PISA em alfabetização financeira.

Os estudantes nativos também apresentaram melhores resultados do que os estudantes imigrantes, com igual estatuto económico, particularmente na comunidade flamenga da Bélgica, Itália, Holanda e Espanha. Assim, os alunos imigrantes obtêm, em média, menos 26 pontos em literacia financeira, do que os estudantes nativos com o mesmo nível socioeconómico.

A forte relação entre o nível socioeconómico e o desempenho revela que o apoio parental não é suficiente, diz a OCDE, alertando que “as instituições educacionais desempenham um papel importante para garantir condições equitativas”.

Outros dados do relatório ditam que em média, 64% dos alunos dos países e economias parceiras da OCDE que integraram o estudo ganham dinheiro com alguma atividade formal ou informal, como trabalhar fora do horário escolar ou ter empregos ocasionais informais. Cerca de 59% dos alunos recebem mesada ou dinheiro de bolso.

A pesquisa também revelou que, em média, 56% dos alunos possuem uma conta bancária, mas quase dois em cada três estudantes não têm capacidade para gerir uma conta e não conseguem interpretar um extrato bancário.

Em média, em 10 países e economias participantes da OCDE, 22% dos estudantes – ou mais de 1,2 milhões de estudantes de 15 anos – pontuam abaixo do nível básico de proficiência em literacia financeira (Nível 2). Dito de outro modo, os alunos cujos conhecimentos estão neste nível podem, “na melhor das hipóteses”, diz a OCDE, “reconhecer a diferença entre necessidades e desejos, tomar decisões simples sobre gastos diários e reconhecer a finalidade de documentos financeiros diários, como uma fatura”.

No extremo, cerca de 12% dos alunos obtêm no nível 5 – o nível mais alto de proficiência. As suas competências permitem tomar decisões financeiras complexas que serão relevantes para o seu futuro. Conseguem descrever os resultados potenciais das decisões financeiras e mostrar uma compreensão mais ampla do cenário financeiro, como entender a cobrança dos impostos sobre os rendimentos.

Experiência com dinheiro

Não é de estranhar que a maioria dos jovens de 15 anos teve já alguma experiência realcionada com o dinheiro. Mais de 80% dos estudantes em nove de 13 países e economias com dados disponíveis recebem dinheiro sob a forma de presentes. Cerca de 64% dos alunos, em média, nos países e economias da OCDE ganham dinheiro com alguma atividade de trabalho formal ou informal, como trabalhar fora do horário escolar, trabalhar numa empresa familiar ou ter empregos ocasionais informais. Cerca de 59% dos alunos recebem dinheiro de uma mesada ou dinheiro de bolso.

Os dados do PISA 2015 mostram que 56% dos alunos participantes possuem uma conta bancária. No entanto, esta média mascara diferenças significativas entre os países, alerta a OCDE, dando exemplos. Na Austrália, na comunidade flamenga da Bélgica, nas províncias canadianas participantes e na Holanda, mais de 70% dos estudantes de 15 anos possuem uma conta bancária.

Mas no Chile, Itália, Lituânia, Polónia e Federação Russa, são menos de 40% os alunos detentores de conta. Menos de 5% dos alunos em cada país e economia parceira responderam que não sabem o que é uma conta bancária. Não é de estranhar que os peritos da OCDE afimem que “a experiência com produtos financeiros básicos está relacionada com o desempenho dos alunos em literacia financeira”. Na Austrália, na Comunidade flamenga da Bélgica, nas províncias canadianas participantes, na Itália, nos Países Baixos, na Espanha e nos Estados Unidos, os alunos que têm uma conta bancária conseguem mais de 20 pontos nos testes financeiros que os colegas que não têm, tendo ambos o mesmo nível socioeconómico.

A diferença nos índices de literacia financeira associada à abertura de uma conta bancária, depois de contabilizar o estatuto socioeconómico, é maior (72 pontos) na Holanda. Mas os resultados do PISA também mostram que, em média, nos países e economias da OCDE, quase dois em cada três dos estudantes que têm uma conta bancária não têm capacidade para gerir essa conta e não podem interpretar um extrato bancário, ou seja, obtêm uma pontuação abaixo do nível 4.

A OCDE relembra a importância dos pais para ajudar os filhos a adquirirem e desenvolverem os valores, atitudes, hábitos, conhecimentos e comportamentos que contribuam para a sua independência e bem-estar financeiro.

Discutir questões de dinheiro com os pais, pelo menos às vezes, está associado a maior literacia financeira do que nunca discutir o assunto. Isto verifica-se em 10 de 13 países e economias com dados disponíveis. Do mesmo modo, a literacia financeira, por sua vez, está associada ao comportamento orientado para a poupança individual dos alunos e às suas aspirações para o futuro.

Por exemplo, em média, em todos os países da OCDE, os alunos que pontuam no nível 4 ou 5 em literacia financeira estão mais predispostos (têm três vezes mais probalidade) para poupar dinheiro para comprar um produto para o qual ainda não têm dinheiro suficiente, do que os alunos com a mesma capacidade ao nível da matemática e da leitura mas que pontuam em literacia financeira abaixo do nível 1.

Ou seja, os alunos de nível 4 ou 5 relatam mais do que os de nível 1 que preferem poupar e adiar a compra, até reunir o montante, a comprar o produto “de qualquer maneira”, seja pedindo dinheiro emprestado a amigos ou à família.

Um outro indicador mostra ainda que a probabilidade de os alunos com melhores resultados em literacia financeira completarem o Ensino Superior é duas vezes superior à dos alunos com piores resultados, ainda que os resultados a matemática e a leitura sejam semelhantes nos dois grupos.

As conclusões presentes neste relatório mostram aos responsáveis políticos dos países e economias da OCDE, segundo Gurría, como “se torna ainda mais importante intensificarmos os nossos esforços globais para ajudar a melhorar a habilidade vital essencial da alfabetização financeira”.

O secretário-geral da OCDE recorda ainda as conclusões do relatório (Garantir a Educação Financeira e a Proteção ao Consumidor para Todos na Era Digital), para concluir que “a alfabetização financeira é também fundamental para a gestão das oportunidades e dos riscos de uma digitalização rápida que colocou os serviços financeiros, literalmente, ao nosso alcance

 

 

 

És estudante no distrito de Coimbra? Então podes ser tu a criar o cartaz do “Coimbra a Brincar 2016″!

Fevereiro 12, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

12631562_995824110467344_2855177298630584281_n

ÉS ESTUDANTE NO DISTRITO DE COIMBRA? ENTÃO PODES SER TU A CRIAR O CARTAZ DO “COIMBRA A BRINCAR 2016”!

O Coimbra a Brincar já é, por definição, construído não apenas pela APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra e restantes parceiros, mas sobretudo por toda a comunidade que nele se envolve: só no ano passado, por exemplo, foram mais de oito mil os participantes. Mas na edição de 2016, as oportunidades para que todos se juntem à brincadeira vão começar mesmo antes das datas do próprio evento (e que são – não se esqueça! – 27 e 28 de maio).

Assim, está já a decorrer um concurso, dirigido a todos os estudantes de qualquer nível de ensino do distrito de Coimbra, para a elaboração do cartaz oficial. As participações podem ser individuais ou em grupo e têm de ser entregues até ao dia 16 de março.

Serão escolhidos vencedores em três categorias (Jardim de Infância e Ensino Básico (1.º e 2.º ciclos); 3.º ciclo do EB e Ensino Secundário; Ensino Superior), entre os quais será selecionado o cartaz vencedor. O vencedor absoluto e os vencedores por categorias receberão prémios não monetários, relacionados com as atividades ou serviços dinamizados pelos parceiros e patrocinadores do “Coimbra a Brincar”, e que serão revelados oportunamente.

Agora só falta mesmo participar, incentivar os filhos, falar com a educadora ou a professora, partilhar esta mensagem com os amigos!… Vamos passar a palavra!

Mais informação em www.apc-coimbra.org.pt/?p=4380.

https://www.facebook.com/CoimbraaBrincar/?fref=photo

O IAC-Fórum Construir Juntos é parceiro da iniciativa.

Freedom of expression tolkit : a guide for students

Janeiro 28, 2015 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

tolkit

descarregar o tolkit aqui

La Caja de Herramientas para la Libertad de Expresión es una contribución de la UNESCO hacia la libertad de expresión y fue escrita pensando en los estudiantes de los últimos años de educación secundaria. Esta Caja cubre los principales conceptos y temas y está redactada en forma amena y fácil de entender.

La Caja de Herramientas para la Libertad de Expresión se basa en la premisa de que la libertad de expresión, así como la libertad de prensa y la libertad de información, son elementos imprescindibles para el logro de todos los derechos humanos. A través de esta Caja de Herramientas se hará énfasis en los cuatro elementos del Artículo 19 de la Declaración de Derechos Humanos, es decir, el derecho a la libertad de opinión, el de investigar, el derecho a recibir información y el de difundirla a otros.

No hay una forma en particular de utilizar la Caja de Herramientas. Podría utilizarse como una referencia o un punto de partida sobre los conceptos y los temas relativos a la libertad de expresión, o podría utilizarse como una fuente de ideas para actividades y proyectos para promover la libertad de expresión. La Caja de Herramientas también contiene extensas listas de otros recursos relacionados a la libertad de expresión, que incluyen sitios web, directorios, etc.

Los profesores, estudiantes u otros usuarios podrán elegir seguir la estructura de la Caja de Herramientas: empezar con un panorama del concepto, luego identificar las condiciones donde la libertad de expresión prosperaría o fallaría, en seguida continuar con los dos capítulos que explican el papel del periodismo y del Internet en la libertad de expresión y terminar con la sección que enfatiza las actividades prácticas que podrían realizarse. La última caja de herramientas consta de una sección dedicada a estudios de casos. Alternativamente, podrían elegir utilizar un enfoque diferente, según lo que se quiera lograr. Cada sección o capítulo puede utilizarse individualmente o como parte de una serie.

 

 

The 2011 ESPAD Report Substance Use Among Students in 36 European Countries

Junho 10, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , ,

Descarregar o relatório Aqui

Comunicado de Imprensa

Apresentação do “The 2011 ESPAD Report” (Europa)

Chumbos, más notas e autoestima

Fevereiro 7, 2012 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Artigo da Pais & Filhos de 30 de Janeiro de 2011.

Os estudantes que nunca chumbaram, mas durante o ano letivo tiram más notas, têm habitualmente uma autoestima mais baixa do que os alunos que já reprovaram, segundo revela um estudo realizado pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA). Francisco Peixoto, docente da instituição, coordenou um trabalho de investigação junto de adolescentes portugueses para tentar perceber o efeito do insucesso escolar nos níveis de autoestima.

«Quando comparamos alunos que nunca repetiram ano nenhum com alunos que têm pelo menos uma repetência verificamos que têm níveis de autoestima semelhantes», contou Agência Lusa Francisco Peixoto. Isto porque, perante o insucesso escolar, os estudantes têm tendência a investir noutras áreas do autoconceito para conseguir manter uma imagem positiva de si próprios. «Quando o autoconceito académico é mais baixo, acabam por compensar isso com outras áreas como a das relações sociais, do desporto ou das relações interpessoais com o sexo oposto», explicou o investigador.

De acordo com a investigação, a redução da autoestima acontece apenas na primeira vez que reprovam. «O que marca a diferença é terem repetido um ano. Depois, a 2ª ou 3ª repetência é indiferente porque o autoconceito académico já estabilizou e não baixa muito mais», refere.

Afinal, quem tem a autoestima mais em baixo são os alunos que nunca chumbaram, mas vivem durante o ano letivo a possibilidade de tal acontecer. No caso dos estudantes «que durante o ano tiveram duas, três ou quatro negativas e, depois, conseguem passar, pode haver uma tendência para baixar a autoestima. A aproximação de um eventual insucesso provoca uma diminuição na autoestima global, por achar que se calhar vai falhar», disse ainda o professor do ISPA.

Estes alunos, ao contrário do que acontece com os que reprovam, sentem que pertencem à escola e consideram que a educação é importante. Dão valor às notas e aos resultados. Nos casos em que os jovens não conseguem lidar com o insucesso e mantêm a autoestima baixa a situação pode tornar-se preocupante. O investigador lembra que a depressão está associada a níveis baixos de autoestima e que, nestes momentos, a família desempenha um papel importante, porque «pode ter um efeito amortecedor».

À família cabe a responsabilidade de fazer perceber ao jovem onde estão as causas de insucesso e de o «fazer ver que há outros aspetos na vida que são igualmente importantes».

«Na adolescência, a escola ocupa grande importância e o facto de estar mal na escola pode ser compensado por outras áreas da vida. Claro que se aprenderem a lidar eficazmente com a situação, acabam por se tornar mais adaptados», defendeu o investigador.

Acesso de alunos a Internet em casa quase quadruplicou em nove anos

Julho 8, 2011 às 11:55 am | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia do Público de 28 de Junho de 2011.

Em 2000 apenas 24 por cento dos estudantes portugueses afirmavam ter acesso à Internet em casa. Em 2009 esse número subiu para 91,1 por cento. Portugal acompanha uma tendência geral mas o seu “salto” neste campo destaca-se.

Se em 2000 Portugal se encontrava bastante abaixo da média dos países da OCDE, em 2009 ultrapassa esse valor médio. O acesso a Internet em casa é apenas um dos muitos dados apresentados no retrato sobre as novas tecnologias e o desempenho dos alunos chamado “Estudantes On-Line”, no âmbito do mais recente relatório PISA (Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes) apresentado em Paris.

São quase 400 páginas de números, estatísticas e comparações. O mais recente relatório PISA inclui os resultados de um questionário geral sobre o uso de computadores na escola e em casa a países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) e alguns países convidados e ainda as conclusões de um projecto mais restrito levado a cabo em 2009, no qual Portugal não participou, e que quis testar a capacidade dos alunos em usar a informação on-line.

O documento da OCDE mostra, de facto, que os alunos portugueses estão hoje acima da média no acesso a computador e à Internet em casa, ao contrário do que se passava há nove anos. Porém, os nossos alunos continuam abaixo da média da OCDE no que se refere ao acesso a computadores na escola. Em 2009, 91,7 por cento dos estudantes portugueses tinham acesso a computadores na escola quando a média em 29 países da OCDE era de 93,1 por cento. No acesso à Internet na escola, Portugal já consegue ultrapassar a média de 92,6 por cento com o registo de 96,5 por cento. Por outro lado, o rácio de computadores por número de estudantes na escola aumentou de 0,07 para 0,10 entre 2000 e 2009 mas também continua abaixo da média de 25 países da OCDE (0,13 em 2009).

Onde é que Portugal se destaca? Portugal surge em primeiro lugar no quadro que exibe a percentagem de alunos que afirmam poder realizar uma apresentação multimédia, “com som, fotografias e vídeo” sem recorrer a qualquer tipo de ajuda. De 36 por cento em 2003 os alunos portugueses passam neste capítulo para 72 por cento, quando a média de 29 países da OCDE está nos 53,6 por cento. E neste tipo de tarefa quem mais parece ter evoluído são as raparigas. Em 2003 apenas 24,3 por cento das estudantes afirmavam ser capazes de fazer uma apresentação multimédia sem ajuda e em 2009 esse grupo já atingia os 71 por cento. Os alunos portugueses também superam os valores obtidos por 28 países da OCDE (que conseguem uma média de 82,8 por cento) quando vemos que 95,9 por cento consideram que “é muito importante trabalhar com um computador”.

Mas o relatório constata grandes disparidades entre países, do acesso quase universal à Internet em casa em países como a Noruega e a Finlândia, a menos de metade no México e a apenas 10 por cento na Indonésia. São também grandes as diferenças entre alunos socialmente favorecidos e alunos provenientes de meios sociais com dificuldades, realça o relatório PISA. No entanto, em países como Portugal, “o uso da Internet na escola compensa a falta de disponibilidade de computador em casa” e são os alunos mais desfavorecidos “que têm maior inclinação para usar o computador na escola”. Apenas 0,4 por cento dos cerca de 6.200 estudantes portugueses inquiridos para este estudo indicaram que nunca usaram um computador, uma das percentagens mais baixas neste indicador entre os membros da OCDE.

O PISA avalia as competências e conhecimentos dos alunos no nível de ensino correspondente aos 15 anos de idade. O programa completou a quarta série de estudos, analisando sucessivamente cada uma das áreas de interesse em 2000, 2003, 2006 e 2009.

Itinerários Temáticos para Estudantes – Lisboa do 25 de Abril

Abril 22, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Imagem retirada Daqui

Internet: itematicoslisboa.blogspot.com
#
Informações Úteis: 218 170 600
itinerarios.tematicos.estudantes@cm-lisboa.pt
Entrada livre
Inscrições abertas
Marcação prévia
Destinatários: Alunos do 1º ao 3º ciclo

A Saúde dos Adolescentes Portugueses – Relatório Preliminar do Estudo HBSC 2010

Abril 21, 2011 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,


Descarregar o relatório Aqui


Entries e comentários feeds.