Mãe saudável, filho com menos probabilidades de ser obeso

Julho 18, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 9 de julho de 2018.

As crianças cujas mães têm um estilo de vida saudável são menos propensas a serem obesas do que aquelas cujas mães são menos saudáveis, revelam investigadores norte-americanos. “Viver um estilo de vida saudável pode não apenas ajudar os adultos a melhorar a sua saúde e a reduzir o risco de desenvolver doenças crónicas, mas também pode trazer benefícios à saúde dos seus filhos”, defende Qi Sun da Escola de Saúde Pública de Chan, em Boston.

A equipa da universidade de Boston usou informações de dois estudos já desenvolvidos para perceber se existe uma associação entre o estilo de vida da mãe durante a infância e a adolescência dos filhos e o risco de obesidade entre os 9 e os 18 anos. Para isso, observaram cinco factores de estilo de vida de baixo risco: dieta saudável, índice de massa corporal na faixa normal, não fumar, consumo leve a moderado de álcool e actividade física moderada ou vigorosa pelo menos 150 minutos por semana.

Individualmente, cada factor de estilo de vida das mães, excepto a dieta saudável, foi associado a um risco significativamente menor de obesidade na sua descendência. O risco de obesidade diminuiu com cada factor de estilo de vida adicional. Por exemplo, os filhos de mulheres que seguiram três comportamentos de baixo risco (dieta saudável, actividade física e consumo leve a moderado de álcool) tiveram 23% menos chances de serem obesos, em comparação com crianças cujas mães não tinham nenhum factor de baixo risco.

Os investigadores observaram ainda que os filhos de mães que obedeciam aos cinco critérios tinham 75% de menos probabilidades de serem obesos do que filhos de mães que não tinham nenhum dos factores de estilo de vida de baixo risco.

Contudo, neste estudo, os estilos de vida saudáveis das mães não se traduziram necessariamente em estilos de vida saudáveis das crianças, mas quando o fizeram, os filhos tiveram um risco 82% menor de serem obesos, comparados a mães e crianças que tinham estilos de vida de alto risco.

“Este estudo sugere que as mães, vivendo um estilo de vida saudável e criando assim um ambiente saudável para os seus filhos, podem ajudar a reduzir o risco de obesidade infantil”, declara Sun. Assim sendo, “mães e pais devem apostar em melhorar o seu estilo de vida, de maneira a manter uma boa saúde para si e para a próxima geração”, conclui.

 

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Association between maternal adherence to healthy lifestyle practices and risk of obesity in offspring: results from two prospective cohort studies of mother-child pairs in the United States

Ciclo de Conferências “Escolas Saudáveis, Famílias Saudáveis”

Fevereiro 17, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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entrada é livre, sendo que para a atribuição de certificados de participação deverá ser efetuada uma inscrição prévia.

A segunda conferência terá lugar no próximo dia 19 de fevereiro pelas 21H00.

este Ciclo de Conferências está acreditado com um total de 12 horas e nº de créditos de 0.5, para Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário. Registo de acreditação CCPFC/ACC-85734/16.

mais informações:

http://www.cespu.pt/noticias-e-eventos/2016/02/ciclo-de-conferencias-escolas-saudaveis-familias-saudaveis-cespu-2016/

II Congresso Internacional de Psicologia da Criança e do Adolescente : Bem-estar e estilos de vida saudáveis

Março 23, 2011 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“O Instituto de Psicologia e Ciências de Educação / Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Lusíada de Lisboa, realizará nos dias 6 e 7 de Abril de 2011, o 2.º Congresso Internacional de Psicologia da Criança e do Adolescente. Irá ter lugar em Lisboa, na Universidade Lusíada de Lisboa.

O tema deste segundo congresso é o bem-estar e estilos de vida saudáveis em crianças e adolescentes, mas também todos os actores e contextos associados, nomeadamente, família, escola, grupo de pares e comunidade. Segue-se uma perspectiva ecológica e desenvolvimentista, tendo em conta as especificidades e diversidade destes grupos etários.

A adolescência é uma etapa do desenvolvimento onde os jovens são postos à prova perante si mesmos, os colegas e amigos, família e escola. É uma etapa exigente na qual se fazem escolhas e se desenvolvem estratégias para lidar com as dificuldades. O bem-estar e o “sentir bem” são essenciais para que esta fase de transição entre o ser criança e o mundo adulto ocorra de forma mais tranquila.

Ter estilos de vida saudáveis e comportamentos que promovam a saúde contribuem para a qualidade de vida das crianças e dos jovens, permitindo que estes se sintam bem física, mental e socialmente e, consequentemente, consigam lidar com as exigências da etapa de vida em que se encontram. A obesidade infantil, realidade cada vez mais comum, afecta a forma como as crianças e os adolescentes crescem não só consigo mesmos, mas social e academicamente. É importante que pais, professores e técnicos de saúde estejam preparados para acompanhar estas populações na promoção de comportamentos de saúde saudáveis para que adoptem estilos de vida saudáveis e atinjam o bem-estar físico, mental e social desejado.”

Mais informações Aqui


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