Só um terço dos abusos de crianças e menores dá prisão

Novembro 2, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 25 de outubro de 2020.

Uma em cada seis crianças vive em pobreza extrema

Outubro 28, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 20 de outubro de 2020.

Estudo realizado antes da pandemia de Covid-19 mostra que 356 milhões de crianças tentam sobreviver com menos de US$ 1,90 por dia; dois terços delas vivem na África Subsaariana; número deve subir de forma significativa devido à crise de saúde.

Uma em cada seis crianças, ou 356 milhões em todo o mundo, vivia na pobreza extrema antes da pandemia de Covid-19. Esse número deve subir significativamente, de acordo com uma nova análise do Banco Mundial e do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Dois terços das crianças que vivem com menos de US$ 1,90 por dia, a medida internacional de extrema pobreza, estão na África Subsaariana. Um quinto desses meninos e meninas vive no sul da Ásia.

Riscos

A análise mostra que o número de crianças vivendo em extrema pobreza diminuiu moderadamente em 29 milhões entre 2013 e 2017.

O Unicef e o Banco Mundial afirmam, no entanto, que o progresso é lento, desigualmente distribuído e está em risco devido ao impacto econômico da pandemia.

Em comunicado, o diretor de programas do Unicef, Sanjay Wijesekera, disse que “esses números por si só deveriam chocar qualquer pessoa”. Ele avisou que “a escala e a profundidade das dificuldades financeiras causadas pela pandemia só vão piorar as coisas.”

Segundo o direto, “os governos precisam urgentemente de um plano de recuperação para evitar que um número incontável de crianças e suas famílias atinjam níveis de pobreza nunca vistos por muitos e muitos anos.”

Vulneráveis 

Embora as crianças representem apenas um terço da população global, cerca de metade das pessoas em situação de extrema pobreza são crianças. Elas têm duas vezes mais probabilidade de ser extremamente pobres do que os adultos, 17,5% comparado com 7,9%.

As crianças mais novas estão em pior situação, com quase 20% dos meninos e meninas com menos de cinco anos no mundo em desenvolvimento vivendo em famílias extremamente pobres.

Em comunicado, a diretora global da Pobreza e Equidade para o Banco Mundial, Carolina Sánchez-Páramo, contou que “a pobreza extrema priva centenas de milhões de crianças da oportunidade de atingir seu potencial, em termos de desenvolvimento físico e cognitivo, e ameaça sua capacidade de conseguir bons empregos na idade adulta.”

“Quase 20% dos meninos e meninas com menos de cinco anos no mundo em desenvolvimento vivendo em famílias extremamente pobres”

Segundo Sánchez-Páramo, depois da enorme perturbação econômica causada pela pandemia, “é mais crucial do que nunca que os governos apoiem as famílias pobres com crianças agora e reconstruam seu capital humano.”

Resultados 

Entre 2013 e 2017, a pobreza extrema entre as crianças caiu em quase todas as regiões do mundo, mas menos do que entre os adultos. A excepção é a África Subsaariana, onde aconteceu um aumento de 64 milhões.

O problema é mais prevalente em países frágeis e afetados por conflitos, onde mais de 40% dos menores de idade vivem em famílias extremamente pobres, em comparação com quase 15% em outros países.

O estudo também mostra que mais de 70% das crianças em extrema pobreza vivem em uma família onde o chefe da casa trabalha na

Pandemia

A crise da Covid-19 deve continuar tendo um impacto desproporcional em crianças, mulheres e meninas.

Segundo o Unicef e o Banco Mundial, as medidas de proteção social têm um papel crucial a desempenhar tanto na resposta imediata quanto na recuperação de longo prazo.

A maioria dos países respondeu à crise expandindo os programas de proteção social, especialmente transferências de dinheiro. Este tipo de transação tem mostrado resultados na resolução da pobreza monetária e multidimensional e melhoram resultados de saúde, nutrição, cognitivos e não cognitivos.

Apesar desses esforços, as agências dizem que muitas das respostas são de curto prazo e não estão ajustadas à dimensão e natureza de longo prazo da recuperação.

Para resolver esse problema, a pesquisa sugere inovações para a sustentabilidade financeira, fortalecimento de estruturas jurídicas e institucionais, proteção do capital humano, expansão dos benefícios para crianças e famílias no longo prazo.

O estudo sugere ainda que haja investimentos em políticas favoráveis ​​à família, como licença parental remunerada e creches de qualidade para todos.

Você sabia que quase 23% das crianças na UE estavam em risco de pobreza ou exclusão social em 2019

Outubro 28, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Mais informações na notícia:

Children at risk of poverty or social exclusion

Mais de um quarto dos jovens abandonaram precocemente a educação e formação

Outubro 22, 2020 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário dos Açores de 9 de outubro de 2020.

mais informações na notícia da Eurostat:

Early leavers from education and training across EU regions

Pelo menos 463 milhões de crianças não fizeram aulas remotas durante Covid-19

Outubro 7, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do ONU News de 27 de agosto de 2020.

Fundo das Nações Unidas para a Infância diz que número equivale a 31% dos alunos, que não têm acesso à tecnologia necessária; agência pede reabertura segura de colégios e recuperação do tempo perdido; África Subsaariana é a região com menos alunos em educação a distância; América Latina e Caribe utilizou internet e rádio para ensinar e diz que apenas 9% dos alunos foram excluídos.

Pelo menos um em cada três alunos em todo o mundo ficou fora da aprendizagem remota durante os últimos meses de fechamento das escolas por causa da pandemia.

Os dados constam do estudo “Acessibilidade do Aprendizado a Distancia” lançado esta quinta-feira pelo Unicef.

Bloqueio   

A análise, em 100 países, examinou o aprendizado em casa e as ferramentas tecnológicas necessárias para crianças em idade pré-primária, primária, secundária inferior e secundária superior.

Quase 1,5 bilhão de alunos foram afetadas pelo fechamento de escolas no auge das medidas de contenção da Covid-19.

O estudo avalia ainda as limitações da aprendizagem remota analisando o acesso à televisão, rádio e internet. Além disso, examina a disponibilidade de currículos fornecidos a partir dessas plataformas durante o fechamento.

África e Américas    

A pesquisa revela que a África Subsaariana foi a região como maior número de alunos fora da educação a distância. Pelo menos 48% estão na África Ocidental e Central e 49% na África Oriental e Austral. Eles não tinham acesso nem à internet nem ao rádio.

Já América Latina e Caribe concentram a menor faixa de crianças que ficaram sem aulas remotas: 9%. Mas segundo o Unicef, não existe garantia absoluta que 91% dos alunos participaram do ensino a distância porque durante as entrevistas para a pesquisa com as famílias em países como Argentina, Panamá, Bolívia, Paraguai e Equador, os resultados demonstravam grandes brechas no acesso à internet, computadores, telefones celulares e outras plataformas. Um quadro mais forte em áreas rurais e remotas.

Mas para o Unicef, o “quadro preocupante sobre a falta de aprendizagem remota” durante o fechamento das escolas é provavelmente bem pior, alerta o Unicef.

Próximas décadas 

A diretora executiva da agência, Henrietta Fore, destaca que um grande número de menores cuja educação foi completamente interrompida por meses, vive uma “emergência educacional global”. Os efeitos disso poderão ser sentidos “nas economias e sociedades nas próximas décadas”.

E muitas crianças com acesso à tecnologia e ferramentas para aprender de casa, não puderam frequentar as aulas remotas por causa do problema dentro de casa incluindo a pressão para realizar tarefas domésticas, necessidade de trabalhar, distrações e falta de apoio para a aplicação do currículo online ou aulas transmitidas.

O relatório ilustra taxas variáveis de acesso a esses recursos entre diferentes grupos etários. O Unicef realça que os alunos mais novos estão em maior desvantagem no aprendizado remoto durante seus anos mais críticos de desenvolvimento.

Cerca de 70% dos alunos em idade pré-escolar ou 120 milhões de crianças foram desprovidas do ensino. Enquanto cerca de 217 milhões de alunos, ou pelo menos 29% dos alunos do ensino fundamental enfrentam essa situação.

Recursos 

No ensino médio,  cerca de 24% dos alunos, ou 78 milhões, estão excluídos.

O Unicef apela aos governos a dar prioridade à reabertura segura das escolas quando começarem a baixar o nível das restrições. Se isso não for possível, a sugestão é  que se venha a compensar o tempo de aulas que foi perdido com  a continuidade do período escolar e planos de reabertura.

Para a agência, as políticas e práticas de reabertura de escolas devem incluir a expansão do acesso à educação. Estes envolvem a aprendizagem à distância, especialmente para grupos marginalizados. Outra sugestão é que adaptar os sistemas de educação para resistir a crises futuras.

O estudo revela que mais de 90% dos Ministérios da Educação adotaram alguma política para fornecer serviços digitais e transmissão de aulas a distância.

Cerca de 70% de alunos têm recursos para aprender a distância em níveis global e regional. Pelo menos 40% dos países não oferecem essas oportunidades no nível pré-primário.

Quase metade das escolas no mundo sem condições para reabertura segura

Setembro 2, 2020 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 13 de agosto de 2020.

Mais de 40% das escolas no mundo não têm acesso a condições básicas de higiene, como água para lavar as mãos e sabão, aumentando os riscos de reabertura no contexto da pandemia de covid-19.

O programa de monitorização conjunto das duas agências das Nações Unidas, a UNICEF e a Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que 43% das escolas em todo o mundo, cerca de duas em cada cinco, não têm acesso a condições de higiene básicas como água e sabão para lavar as mãos, uma medida de proteção contra a covid-19 considerada essencial para uma reabertura das escolas em segurança no contexto da pandemia.

Em comunicado conjunto das duas organizações, a diretora executiva da UNICEF, Henrietta Fore, aponta o “desafio sem precedentes” à educação e bem-estar das crianças colocado pelo encerramento das escolas em todo o mundo e defende que “é preciso dar prioridade à educação das crianças”, o que significa “garantir que as escolas têm segurança para reabrir, incluindo o acesso a condições de higiene das mãos, água potável para beber e condições sanitárias seguras”.

Estes três indicadores são particularmente frágeis em África, onde se encontra um terço das crianças sem condições básicas de higiene nas escolas — 295 milhões de crianças de acordo com os dados das duas agências da ONU.

Em termos globais são 818 milhões de crianças que se encontram nessa situação, colocando-as numa situação de risco acrescido de infeção por covid-19 e outras doenças transmissíveis.

Cerca de 355 milhões de crianças frequentam escolas onde está disponível água, mas não sabão, e 462 milhões de crianças estudam em estabelecimentos sem acesso a água para lavagem das mãos.

Nos países menos desenvolvidos sete em cada dez escolas não têm condições básicas de higiene das mãos e em metade das escolas faltam condições de saneamento e de acesso à água.

O relatório da OMS e da UNICEF destaca que os governos têm que encontrar um equilíbrio na aplicação de medidas de saúde pública e os impactos económicos e sociais de medidas de confinamento devido à pandemia, acrescentando que estão “bem-documentados” os “impactos negativos do encerramento de escolas na segurança, bem-estar e aprendizagem das crianças”.

“O acesso a água, saneamento e condições de higiene é essencial para uma prevenção eficaz da infeção em todos os locais, incluindo nas escolas”, defende Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, acrescentando que a reabertura segura das escolas deve ser “uma grande prioridade das estratégias governamentais”.

Nos países para os quais existem dados, no que diz respeito a higienização das mãos os países com condições mais deficitárias nas escolas encontram-se maioritariamente na África subsariana, no sul da Ásia e na América do Sul, entre os quais se encontram o Brasil e a Índia, ambos com uma cobertura entre os 51% e os 75% das escolas no seu território com condições de higiene básicas.

As Nações Unidas emitiram linhas orientadoras para uma reabertura segura das escolas, que incluem várias medidas relacionadas com a lavagem das mãos, utilização de equipamento de proteção pessoal, limpeza e desinfeção, assim como garantir acesso a água potável e pontos de lavagem de mãos com água e sabão e instalações sanitárias seguras.

O comunicado das duas agências da ONU recorda ainda a iniciativa conjunta “Higiene das Mãos para todos” que pretende garantir equidade no acesso a condições de higiene no mundo, focando-se nas comunidades mais vulneráveis, procurando garantir meios de proteção com a colaboração de parceiros, governos, setor público e privado e sociedade civil para assegurar produtos e serviços de custo acessível disponíveis nas áreas menos privilegiadas.

Mais informações na Press Release da WHO:

2 in 5 schools around the world lacked basic handwashing facilities prior to COVID-19 pandemic — UNICEF, WHO

Bebé de quatro meses é a primeira criança a morrer com covid-19 em Portugal

Agosto 19, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 19 de agosto de 2020.

Rita Rato Nunes

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde de hoje revela duas vítimas mortais e mais 253 casos. O documento informa ainda que estão hospitalizados 329 doentes (menos sete pessoas do que ontem), 35 nos cuidados intensivos (menos três).

Em Portugal, nas últimas 24 horas, morreram mais duas pessoas na região de Lisboa e Vale do Tejo por causa da covid-19: um homem com mais de 80 anos e uma bebé com quatro meses. Esta é a primeira morte de uma criança por causa do novo coronavírus em Portugal. Segundo a ministra da Saúde, Marta Temido, a bebé “tinha outras patologias associadas” e encontrava-se internada no Hospital D. Estefânia.

“Esta criança nasceu com uma cardiopatia congénita muito grave” e morreu com uma septicemia por causa de ter contraído uma infeção pelo novo coronavírus, continuo a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, em conferência de imprensa. A criança terá sido infetada através do contacto de um familiar.

No último dia, foram ainda confirmados mais 253 casos de infeção pelo novo coronavírus. Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira (19 de agosto), no total, desde que a pandemia começou, registaram-se 54 701 infetados, 40 129 recuperados (mais 193) e 1 786 vítimas mortais no país.

Há, neste momento, 12 786 doentes portugueses ativos a ser acompanhados pelas autoridades de saúde. Mais 58 do que ontem.

159 dos 253 novos casos (63%) localizam-se na região de Lisboa e Vale do Tejo. Os restantes infetados das últimas 24 horas estão distribuídos pelo Norte (mais 65 confirmações), pelo Centro (mais 17), pelo Alentejo (mais sete), pelo Algarve (mais quatro) e pela Madeira (mais um).

Esta quarta-feira, estão internados 329 doentes (menos sete do que no dia anterior) e nos cuidados intensivos há agora 35 pessoas (menos três do que na véspera).

Portugal tem 152 surtos ativos

Em conferência de imprensa, a ministra da Saúde atualizou o número de surtos ativos no país: 152.

A maior parte continua a localizar-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, que tem agora 74 cadeias de transmissão da doença ativas, “ainda assim um número que tem vindo a ser diminuído”, comenta Marta Temido.

Segue-se o Norte, com 44 surtos, e “onde a situação mais preocupante se mantém concentrada no agrupamento de centros de saúde da Póvoa de Varzim e Vila do Conde”, de acordo com a responsável pela pasta da saúde.

No Alentejo, existem agora 15 surtos, no Algarve 13 e no Centro seis.

Ministra destaca “evolução positiva” nos lares

“Neste momento, nós temos uma evolução positiva daquilo que são os casos detetados de covid-19 [em lares]”, apontou Marta Temido, esta quarta-feira, apesar da preocupação com os casos em estrutura residenciais se manter.

“Foi determinado no final do mês de junho que estas instituições iriam manter-se em vigilância”, acrescentou a ministra da Saúde, e que se têm vindo a realizar as visitas das autoridades de saúde para “antecipar problemas”, tal como foi decretado.

“Até ao final do mês estão previstas visitas a quase mil lares – de um universo de 2600 de que a o ministério tem conhecimento – e já se realizaram 500 visitas”, concretizou.

Há, neste momento, 69 estruturas residenciais para idosos com casos positivos de covid-19 e um total de 563 utentes infetados.

Hoje há também registo de um doente infetado numa estrutura da rede nacional de cuidados continuados integrados.

22,3 milhões de casos em todo o mundo

O novo coronavírus já infetou mais de 23,3 milhões de pessoas no mundo inteiro até esta quarta-feira e provocou 784 754 mortes, segundo dados oficiais. Há agora 15 milhões de recuperados.

No total, os Estados Unidos da América são o país com a maior concentração de casos (5 656 204) e de mortes (175 087). Em termos de número de infetados acumulados no mundo, seguem-se o Brasil (3 411 872), a Índia (2 768 670) e a Rússia (937 321). Portugal surge em 47.º lugar nesta tabela.

Quanto aos óbitos, depois dos Estados Unidos, o Brasil é a nação com mais mortes declaradas (110 019). Depois, o México (57 774) e a Índia (53 026).

Covid-19. Abuso sexual de crianças na UE aumentou no confinamento e Bruxelas quer travá-lo

Agosto 15, 2020 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 24 de julho de 2020.

Está prevista a criação de “uma rede para prevenção destes abusos, com especialistas a trabalhar com potenciais pedófilos”, bem como a criação de campanhas de sensibilização e de material mediático

O isolamento devido à pandemia de covid-19 aumentou o número de casos de abuso sexual de crianças na União Europeia (UE), nomeadamente na internet, informou esta sexta-feira a Comissão Europeia, apresentando medidas para o combater.

“Esta é uma questão muito importante, que tem vindo a aumentar durante a pandemia, [além de que], nos últimos anos, o abuso sexual de crianças tem vindo a crescer exponencialmente”, disse à agência Lusa, em Bruxelas, a comissária europeia dos Assuntos Internos, Ylva Johansson, numa entrevista que será publicada na íntegra no sábado.

Observando que, “durante a pandemia, os pedófilos passavam mais tempo na internet”, a comissária notou que, segundo investigações das autoridades europeias, estes criminosos também “produziram novos vídeos” que iam publicando em redes de pedofilia ‘online’.

Situação que, de acordo com Ylva Johansson, aconteceu um pouco por toda a UE.

“No ano passado, na Europa, tivemos 100 mil novos filmes [de abuso sexual] que foram detetados e é por isso que é tão importante que detetemos e denunciemos para que os países, em conjunto com as forças policiais, consigam identificar as crianças e salvá-las”, vincou a comissária europeia.

E foi por isso que o colégio de comissários europeus adotou hoje um plano de ação para combate ao abuso sexual de crianças, no âmbito da Estratégia Europeia em matéria de Segurança, com medidas para adotar entre 2020 e 2025.

Ylva Johansson afirmou à Lusa que uma das medidas previstas se centra no que “as empresas de telecomunicações devem fazer para detetar, denunciar e apagar este material”, que é disseminado na internet, visando assim “ajudar as forças policiais” no seu trabalho, com um reforço da legislação neste âmbito.

Outra das ideias é a criação de um centro europeu para receber estas informações disponibilizadas pelas operadoras de internet para, dessa forma, conseguir “descobrir a que Estado-membro [o caso] diz respeito, trabalhar com a aplicação da lei para encontrar a criança e para levar o culpado à justiça”.

Além disso, está prevista a criação de “uma rede para prevenção destes abusos, com especialistas a trabalhar com potenciais pedófilos”, bem como a criação de campanhas de sensibilização e de material mediático, adiantou a comissária europeia.

Acresce, ainda, a revisão do quadro jurídico existente para identificação de eventuais lacunas, o reforço da resposta policial a nível europeu (nomeadamente através da Europol) e ainda o investimento em melhorias das capacidades digitais das autoridades nacionais dos Estados-membros para lidarem como este tipo de crimes.

O total de casos de abuso sexual de crianças reportados às autoridades na Europa passou de 23 mil em 2010 para 725 mil no ano passado.

Estima-se que uma em cada cinco crianças europeias seja vítima de alguma forma de violência sexual.

Hoje, o executivo comunitário apresentou, ainda, outros dois planos de ação no âmbito da Estratégia Europeia em matéria de Segurança: um de combate à droga e outro contra o tráfico de armas de fogo.

Relativamente ao mercado das drogas ilícitas, que gera anualmente na Europa perto de 30 mil milhões de euros, o plano estabelece medidas como o reforço da segurança contra grupos de crime organizado, o aumento da prevenção e a melhoria do acesso ao tratamento.

Por seu lado, o plano contra o tráfico de armas de fogo visa reforçar as leis existentes para detetar os traficantes e reforçar a cooperação internacional.

Mais informação na Press Release da Comissão Europeia:

Delivering on a Security Union: initiatives to fight child sexual abuse, drugs and illegal firearms

Quase metade de crianças com HIV não recebeu antirretrovirais em 2019

Agosto 10, 2020 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 7 de junho de 2020.

Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids, revela que objetivos de redução de infecções até 2020 não será cumprido; 150 mil meninos e meninas foram infectados no ano passado; redirecionamento de recursos contra HIV/Aids para Covid-19 preocupa agência da ONU.

As Nações Unidas afirmaram que apesar de progressos no combate ao HIV, na última década, o tratamento de crianças que vivem com o vírus continua tendo falhas.

Num relatório, o Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, revela que quase metade das meninas e meninos soropositivos não recebeu os antirretrovirais no ano passado.

Para a agência, o objetivo de eliminar novas infecções entre crianças está sendo esquecido. Além disso, muitas pessoas continuam morrendo por falta de tratamento simples e barato.

Progresso e falhas

Em comunicado, a diretora-executiva da Unaids, Winnie Byanyima, citou exemplos de crianças soropositivas que têm qualidade de vida graças à terapia com antirretrovirais. Ela também falou de novas infecções e ações de enfrentamento da pandemia.

A chefe do Unaids disse que “não se pode aceitar que dezenas de milhares de crianças sejam infectadas, todos os anos, e outras morram de doenças relacionadas à Aids.”

Estratégia

A estratégia da agência tem três fases e é conhecida como Start Free, Stay Free, AIDS Free, em inglês.

O primeiro passo é o direito dos bebês de nascerem sem o vírus. Segundo: através da prevenção, crianças, adolescentes e mulheres jovens têm o direito de permanecer livres da ameaça. Por fim, os que forem infectados têm direito a diagnosticados e tratamentos para evitar que o HIV leve à Aids.

No passado, os Estados-membros concordaram com uma série de metas de prevenção e tratamento. Um desses objetivos era reduzir as novas infecções infantis, entre zero e 14 anos, para menos de 40 mil em 2018 e 20 mil em 2020.

As estimativas mostram, no entanto, que 150 mil crianças foram infectadas com HIV em 2019. O número representa uma redução de 52% desde 2010, mas é quatro vezes mais do que a meta estabelecida para 2018.

Grávidas

As grávidas diagnosticadas e tratadas durante a gestação, o parto e a amamentação, têm uma chance de transmitir o vírus para o bebê menor do que 1%. Em 2019, isso aconteceu em 85% dos casos, mas muitas crianças continuam sendo infectadas devido ao acesso desigual aos serviços, principalmente no oeste e centro da África.

Para a coordenadora do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da Aids, Angeli Achrekar, a comunidade global “obteve um progresso notável, mas ainda está perdendo muitas crianças, adolescentes e mulheres jovens.” Segundo ela, “todos devem redobrar seus esforços.”

Risco dobrado

Outra meta é reduzir as novas infecções entre meninas e mulheres jovens para menos de 100 mil até 2020. Esta população tem sido afetada de forma desproporcional. Em alguns países, onde são 10% da população, representam 25% das novas infecções, correndo um risco quase dobrado ao dos homens.

Apesar desses dados, o Unaids lembra que houve avanços. Na África do Sul, por exemplo, as novas infecções caíram 35%. Na Suazilândia, 54%.

A diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, conta que estes países representam uma esperança. Segundo Henrietta Fore, eles “mostram o que é possível quando governos e comunidades lideradas pelas próprias meninas se unem.”

Resultados

Outro objetivo da  comunidade internacional, segundo a ONU, é levar os antirretrovirais a mais 1,4 milhão de crianças até 2020. No ano passado, no entanto,  950 mil meninos e meninas foram atendidos, cerca de 53% dos afetados. Essa taxa para os adultos é de  67%.

Em nota, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que “a falta de medicamentos pediátricos tem sido uma barreira de longa data para melhorar os resultados.” Segundo ele, “o acesso aos serviços para grupos vulneráveis deve ser ampliado com maior envolvimento da comunidade, melhoria da prestação de serviços e combate ao estigma e discriminação.”

Mais informações na Press Release:

Despite great progress since the early days, the HIV response is still failing children

Comportamentos Aditivos aos 18 anos : Inquérito aos jovens participantes no Dia da Defesa Nacional – 2019

Julho 31, 2020 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Descarregar o documento no link:

http://www.sicad.pt/PT/EstatisticaInvestigacao/EstudosConcluidos/Paginas/detalhe.aspx?itemId=208&lista=SICAD_ESTUDOS&bkUrl=/BK/EstatisticaInvestigacao/EstudosConcluidos

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