Farta da má educação dos alunos, professora escreve carta emocionante

Fevereiro 17, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 26 de janeiro de 2017.

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Professora queixa-se dos alunos e dos pais em extensa carta Arquivo

“Estou farta da má educação de uma percentagem cada vez maior de alunos e do protecionismo dos pais”, escreveu uma professora espanhola, numa carta tornada pública na segunda-feira.

Eva María Romero Valderas é professora em Marchena, uma localidade de Sevilha, em Espanha. Num ato de desespero, e de alerta para os pais que têm filhos na escola, escreveu uma carta ao jornal “La Voz de Marchena“, que já se tornou viral.

Na carta, a professora destaca “a falta de educação” de uma franja cada vez maior dos alunos, que é acompanhada do “protecionismo dos pais”, que querem que os filhos alcancem os objetivos “sem esforço e sem sofrer”.

Mas, não são só os pais ou os alunos os alvos visados pela docente, que não poupa a administração das escolas, “que muda as leis que regem o trabalho dos professores sem fornecer o tipo de formação mais adequado”.

Num extenso documento, lembra também a falta compreensão que diz sentir por grande parte da sociedade espanhola. A professora refere que perde tempo em casa a corrigir exames e a preparar as aulas, que gasta dinheiro do próprio bolso para melhorar o seu desempenho e que, com regularidade, escuta a expressão: “Que bem vivem”.

“Gosto de ensinar. Gosto de estar com os alunos, gosto deles e de os encorajar. Considero-me um motor social de mudança, uma força geradora. Não sou um burro de carga disposto a aguentar até arrebentar”, concluiu a docente.

 

 

Menores de Edad y Conectividad Móvil en España: Tablets y Smartphones

Janeiro 13, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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menores

descarregar o estudo no link:

http://www.diainternetsegura.es/descargar_estudio.php

 

Três meses de prisão por deixarem o filho faltar às aulas

Dezembro 29, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 21 de dezembro de 2016.

Esta é a história dos pais de um estudante espanhol que por permitirem que o seu educando faltasse às aulas reiteradamente foram agora condenados a uma pena suspensa de três meses de prisão.

Os pais de um aluno residentes em Chiclana de la Frontera, Cádiz, sul de Espanha, foram condenados a três meses de prisão por terem permitido que o filho faltasse às aulas de forma reiterada durante quatro anos letivos. O aluno, agora maior de idade, tinha seis anos quando entrou para a escola (no ano letivo de 2000/2001) e 14 quando o caso chegou às mãos do Ministério Público (no ano letivo de 2008-2009).

Conta o “El País” que o tribunal de Cádiz deu como provado que os progenitores não cumpriram os seus deveres ao permitirem que o filho faltasse repetidamente às aulas. O processo chegou a tribunal no mês em que o estudante ‘baldou-se’ a 117 horas de horas de aulas num só mês.

Mas os pais não terão de cumprir a pena, por enquanto, já que o juiz suspendeu-a por dois anos, desde que façam o que lhes é devido. Decidiu ainda o juiz tornar pública esta sentença, proferida no mês passado, para dissuadir idênticas práticas por outras famílias. “Esta é a décima quarta condenação de pais de estudantes de Chiclana por absentismo escolar e a ideia é acabar com esta situação”, pode ler-se no comunicado emitido pelo tribunal.

mais informações na notícia:

Tres meses de cárcel por dejar a su hijo faltar a clase reiteradamente

 

Mapa Histórico de Portugal e Espanha em 3000 anos – Vídeo

Fevereiro 21, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Recursos educativos, Vídeos | Deixe um comentário
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Os maiores “escravos” são as crianças? Em Espanha dizem que sim, culpa dos TPC

Novembro 9, 2015 às 7:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Observador de 28 de outubro de 2015.

Jasper Juinen Getty Images

Uma campanha em Espanha quer chamar a atenção para a quantidade de trabalhos escolares a que as crianças espanholas estão obrigadas. E alerta para as consequências do excesso de TPC.

Uma campanha intitulada “Pela racionalização dos trabalhos de casa no sistema educativo espanhol” está a alertar para o excesso de TPC a que estão sujeitos os jovens estudantes do país vizinho. A campanha foi produzida pela engenheira de telecomunicações Eva Bailén e lançada com o apoio da Change.org – “a maior plataforma mundial para a mudança” -. Eva Bailén explica ao jornal El País os objetivos:

Há quem não seja sensível a este assunto porque pensa que os pais estão a tentar proteger excessivamente os filhos (…). Não se dão conta que o problema é o contrário: os miúdos trabalham tanto desde pequenos que chegam à adolescência fartos dos trabalhos de casa e do sistema educativo espanhol.

Na campanha, que foi pensada para as redes sociais e que em Espanha se está a tornar viral, um conjunto de pessoas discutem com alguém que não conseguem ver sobre a sua vida e o seu horário de trabalho. Ficam a saber que a pessoa do outro lado trabalha diariamente “8 horas, mais 3h em casa“. Esta diz-lhes ainda que “até aos fins de semana tem trabalho”, que nem nas férias tem descanso e que precisa de pedir ajuda a familiares para poder cumprir as tarefas. Quando instados a adivinhar quem se encontra do outro lado sugerem várias respostas: talvez um empresário, um cargo intermédio de uma empresa, um escriturário, um médico ou cientista. Mas a surpresa é grande: quem aparece é afinal uma criança.

Em Portugal, o problema também existe, mas a um nível menor. Segundo a OCDE, em 2012 Portugal estava entre os 9 países em que as crianças menos trabalhos de casa tinham semanalmente – juntamente com países como a Finlândia, Coreia do Sul, República Checa, Eslováquia, Liechtenstein, Brasil, Tunísia e a Suécia. Já a Espanha estava no top 5 da lista, atrás da Rússia (que a lidera), Itália, Irlanda e Polónia. As crianças portuguesas passam perto de 4 horas por semana a fazer trabalhos de casa; as espanholas passam, em média, 6 horas e meia.

E mais horas de trabalhos de casa garantem mais rendimento escolar? Há países (como a Finlândia e a Coreia do Sul) onde a carga de trabalhos de casa dos jovens é grande e que estão regularmente entre os países melhor colocados no ranking PISA, da OCDE, um estudo mundial que avalia o aproveitamento escolar dos alunos nos vários Estados do globo. Mas isso não é regra.

Jesús Salido, o presidente da Confederação Espanhola das Associações de Pais e Mães dos Alunos (Ceapa) fala ainda das desigualdades que podem ser fomentadas devido ao excesso de trabalhos escolares fora de aula. “Os pais nem sempre têm capacidade ou tempo para ajudar os seus filhos e vêm-se obrigados a enviá-los para colégios privados ou a contratar um explicador. Quem tem dinheiro para o fazer acaba por ter vantagem”, afirma Jesús Salido ao jornal espanhol El Mundo.

 

 

 

 

La excelencia educativa también pasa por una lucha eficaz contra el acoso escolar

Agosto 21, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.eldiario.es de 4 de agosto de 2015.

el diario

Eduardo Azumendi

El programa finlandés Kiva contra el ‘bullying’ se aplica ya en el 90% de las escuelas de Finlandia, un país que es una referencia a nivel mundial por sus métodos y resultados educativos.

El objetivo es disminuir y prevenir el acoso escolar y garantizar un ambiente de aprendizaje tranquilo y seguro para todos.

El acoso escolar se ha convertido en una lacra, en uno de los problemas más serios e importantes a los que se enfrentan las escuelas en todo el mundo. Al bullying, tal y como se conoce a este fenómeno por su nombre en inglés, se ha sumado en los últimos años el ciberbullyin, que tiene las mismas características, pero q se hace a través de las nuevas tecnologías. Desde 2007, la iniciativa finlandesa Kiva, que en finlándes coloquial se usa para describir algo agradable y, al mismo tiempo, es el acrónimo de Kiusaamista Vastaan (contra el acoso escolar), ha triunfado en el país nórdico y ya se ha exportado a más de una decena de países. El objetivo de esta iniciativa desarrollada por la Universidad de Turku es disminuir y prevenir el acoso escolar y garantizar un ambiente de aprendizaje tranquilo y seguro para todos. Para los profesionales nórdicos, la excelencia educativa de su sistema escolar (reconocido habitualmente por los resultados de los exámenes PISA) pasa por una lucha eficaz para erradicar el acoso escolar. Y según los resultados, Kiva lo está consiguiendo.

En Filandia, ya se aplica en el 90% de las escuelas y contar, o no, con este proyecto ya es una condición que muchos profesores y alumnos tienen en cuenta a la hora de elegir un centro en el que trabajar o estudiar. En esencia, los estudiantes asisten en tres etapas de su vida escolar —a los siete, los 10 y 13 años de edad— a una veintena de clases en las que aprenden a reconocer el acoso y donde realizan ejercicios para mejorar la convivencia.

En cada centro que adopta Kiva hay un equipo de profesores que son los que actúan en caso de denunciarse un caso, pero son todos los docentes los que están atentos a posibles conflictos y los que avisan al equipo Kiva para que intervenga. En cada colegio hay un equipo Kiva, que se ponen a trabajar en cuanto tienen conocimiento de un caso de acoso escolar o ciberbullying en el centro. En primer lugar, actúan como filtro, para reconocer si se trata de un acoso sistemático o algo puntual. Después se reúnen con la víctima para dale apoyo, ayudarla y tranquilizarla. También hablan con los acosadores para que sean conscientes de sus acciones y las cambien.

Por lo general, el acosador es apercibido y cesa en su actitud. Pero también hay casos difíciles, que pueden llevar a los docentes a cambiar a la víctima de grupo. El equipo Kiva se compone de maestros que el propio director suele elegir teniendo en cuenta sus cualificaciones universitarias en temas relacionados con la violencia escolar o estudios de comportamiento de grupos, entre otras disciplinas. El trabajo de los docentes es a su vez seguido por los investigadores de la Universidad de Turku, que mediante encuestas periódicas observa la implementación y el resultado del programa.

A diferencia de otros modelos que se centran exclusivamente en la víctima y el acosador, Kiva hace hincapié en el grupo, donde están el resto de personas que no acosan. Solo observan, son los testigos. “No hay que cambiar la actitud de la víctima, para que sea más extrovertida o menos tímida, sino influir en los testigos. Si se consigue que no participen en el acoso, eso hace cambiar la actitud del acosador. El objetivo es concienciar de lo importante de las acciones del grupo y empatizar, defender y apoyar a la víctima”, recalcan los especialistas.

El programa contra el acoso fue impulsado por el Gobierno finlandés tras un par de episodios muy violentos: dos tiroteos en dos escuelas en 2007 y 2008.

Prevalencia

Lorea Sarrionandia, psicóloga de profesión y experta en el tratamiento del acoso escolar, recalca que hay que saber diferenciar entre enfados, problemas y peleas. “Es frecuente que los estudiantes tengan problemas entre ellos, pero eso no es bullying. Para estar ante un caso de bullying se tiene que repetir a lo largo de semanas y meses insultos y humillaciones. Es decir, que se repitan los malos tratos psicológicos, físicos y verbales”. Sarrionaindia, quien ha participado en los cursos de verano de la Universidad del País Vasco en una ponencia sobre cómo detectar el bullying, recordó que en 2005 se hizo un estudio de cuál era la prevalencia del bullying en Euskadi. La tasa de victimización en Primaria fue de un 5,8%. De secundaria un 3,8%. “Normalmente pensamos que las tasas más altas de bullying se dan en la adolescencia o en el instituto. Pero los datos demuestran que la probabilidad más alta se da en 5º y 6º de primaria, cuando los niños tienen entre 10 y 13 años”.

El sexo también tiene importancia en estos conflictos. “Las peores actitudes son de los chicos. En las chicas, sin embargo, es más común que se hable mal de los demás”. Los comportamientos más frecuentes son los verbales. “Las agresiones graves se dan en muy pocas ocasiones, las más frecuentes son las leves”.

Sobre los profesores: El 38,5% de los alumnos de primaria y el 24% de los de secundaria creen que los profesores sí que castigan los malos comportamientos. Pero el 8,5% de primaria y el 29,1% de secundaria creen que los profesores tienen una actitud pasiva y que no hacen nada ante un caso de acosso.

KiVa Antibullying Program

http://www.kivaprogram.net/

Uma pulseira inteligente para não perder as crianças na praia em Castellón (Valência)

Agosto 2, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do El Pais de 20 de julho de 2015.

Marti Domenech

Una pulsera inteligente para no perder niños en la playa

Castellón usa brazaletes con chips para localizar a menores extraviados

“¡Atención! Se ha perdido un niño, tiene seis años y lleva un bañador de Mickey”, alertaban los altavoces hace unas semanas en una playa de Castellón para solicitar la colaboración de los bañistas en la búsqueda de un chiquillo extraviado. El reclamo se escuchó media decena de veces. La última, más de un cuarto de hora después, para anunciar que había sido encontrado y dar las gracias por la ayuda. Los bañistas aplaudieron. Pero el Ayuntamiento de esta ciudad mediterránea ha decidido cambiar la megafonía por el chip. Se trata de un servicio pionero que facilita el reencuentro en menos tiempo. El sistema consiste en unas pulseras inteligentes que llevan un chip donde se graban los datos de contacto de los familiares del niño perdido. No hay ningún dato visible para respetar el derecho a la protección de datos.

La concejal encargada de las playas, Patricia Puerta, asegura que son las primeras de este tipo distribuidas en las costas españolas. Existen otros sistemas como las pulseras con código QR o con un número de registro asociado a un contacto que sólo está a disposición de los efectivos de seguridad.

Inés Casanova, técnico del Patronato de Turismo local, asegura que ya se han puesto sesenta pulseras. Sólo hay que ir a un punto concreto de una de las playas de Castellón y pedirla. Seis niños que se extraviaron la llevaban puesta. Pero son los menos. “De los que se han perdido hasta ahora casi ninguno la llevaba”, explica Simón Casinos, el jefe de los socorristas.

De media, se “desorientan” —o los padres se despistan— entre dos y tres menores al día, sobre todo entre seis y diez años. Eso sí, al día siguiente los padres vienen a enseñarle que su hijo ya la lleva puesta, asegura Casanova.

Gratuitas

“Mi sobrino me la vio y se la quiso poner, le dijo a su madre: ‘No es para hacer bonito, es por si me pierdo”, cuenta Mónica Grecu. Su sobrino tiene seis años y es uno de los usuarios de estos artilugios que se ven en Castellón.

Las pulseras, gratuitas, disponen de la tecnología NFC (por sus siglas en inglés Near Field Communication), un sistema instalado en la mayoría de dispositivos móviles para la transmisión de datos y que posibilita, entre otras cosas, el pago a través del teléfono. Castellón lo ha implantado en sus playas como proyecto piloto.

 

 

 

 

Condenadas siete chicas por hacer bullying a una compañera de clase

Abril 7, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.diaridetarragona.com  de 22 de março de 2015.

Los jóvenes y adolescentes son fáciles blancos del bullying  Foto Lluís Milián

Los jóvenes y adolescentes son fáciles blancos del bullying Foto Lluís Milián

 

Àngel Juanpere

La víctima, de 13 años, sufrió durante un curso y medio toda clase de insultos, agresiones e incluso amenazas de muerte, hasta el punto de que llegó a intentar suicidarse.

Siete jóvenes –que actualmente tienen entre 16 y 18 años– han sido condenadas por hacer bullying a una compañera de colegio, hechos ocurridos durante el curso escolar 2012-2013 y parte del 2014, según la sentencia emitida por el Juzgado de Menores de Tarragona. Este caso –que el propio magistrado considera como muy grave– es de los pocos que llegan a juicio. La mayoría se resuelve con la mediación dentro del propio centro escolar o bien en la Fiscalía de Menores.

La sentencia de las siete procesadas considera probado que actuaron de común acuerdo y con evidente ánimo de menospreciar, humillar y menoscabar la integridad moral de (…), de 13 años». Para ello, durante el curso 2012-2013 y también parte del 2014 vinieron acosando a la víctima de forma habitual con expresiones como «gorda», «ano», «desgraciada», «superdotada», siempre en tono despectivo. También amenazaron con matarla, tanto a ella como a su madre.

Mensaje en la pizarra

El 14 de octubre de 2014, una de las acusadas escribió en la pizarra del aula la palabra «ano». Como ello molestó a la víctima, la agresora le tiró del cabello, la cogió del cuello y la empujó, cayendo al suelo y causándole una contractura cervical. En otra ocasión, hallándose otra acusada en el polideportivo, le propinó una bofetada a la víctima, que sufre epilepsia desde los diez años.

Para el magistrado, el trato denigrante físico y psicológico ejercido por las acusadas «ha ido menoscabando su integridad psicológica y moral hasta el punto de agravar el estado de salud de la víctima, presentando una sintomatología ansioso-depresiva y gesto autolítico, precisando su ingreso en el hospital por su grave repercusión emocional, presentando tristeza, irritabilidad, ira, miedo, apatía, bulimia, aislamiento y absentismo escolar», entre otras patologías. Dicha situación persiste en la actualidad, subraya el magistrado, «siendo diagnosticado todo ello como trastorno de estrés post-traumático» por el hospital en fecha 15 de enero de 2014.

Según la estimación del médico forense en su informe del 20 de mayo del año pasado, el tiempo de curación o estabilización del mencionado trastorno es de 167 días. Por otro lado, señala la sentencia, el 8 de mayo de 2014, al tener conocimiento de la denuncia interpuesta por la víctima, una de las acusadas la amenazó con colgarla de un balcón y matarla. De las siete acusadas, sólo una sigue en el mismo instituto, mientras que las otras estudian algún ciclo formativo.

La pena del fiscal

La fiscal solicitó para las siete acusadas la medida de ocho fines de semana de permanencia en sus respectivos domicilios. Las acusaba de un delito contra la integridad moral. A una de ellas, también de obstrucción a la justicia. Además, se solicitaba el pago de una indemnización de 5.010 euros. En cambio, la defensa solicitaba la absolución.

El caso llegó a juicio porque durante la instrucción en la Fiscalía la mediación no dio sus frutos. Las acusadas siempre han negado que sometieran a la víctima a bullying; aseguraban que fueron hechos puntuales.

Las declaraciones tanto de la víctima como de su madre fueron persistentes a lo largo de la instrucción y también el día del juicio. La mujer declaró que algunas de las acusadas, cuando se cruzaban, también se metían con ella. Además, declaró que su hija le iba explicando todo lo que le iban haciendo las procesadas.

Para el titular del Juzgado de Menores de Tarragona, los testimonios que declararon en el juicio «son prueba de cargo suficiente para desvirtuar la presunción de inocencia que ampara a las menores». Explica que los testigos depusieron «con claridad y evidencia» los hechos relatados, sin que conste la existencia de ninguna relación previa entre ellos y las menores que permita dudar de su credibilidad. Las víctimas no sólo ratificaron en el juicio la denuncia, sino que expusieron un relato de hechos uniforme y sin fisuras.

La reiteración de conductas degradantes para la víctima y que le han causado padecimientos fue expuesta por ella misma, recuerda el magistrado. La adolescente enumeró los diferentes insultos y vejaciones de las que era objeto desde el año 2013 por parte de todas las acusadas, entre otras «gorda», «foca», la amenazaban a ella y a su madre, pues estos insultos y amenazas se producían también fuera del instituto. Asimismo, la madre de la víctima manifestó que esta situación se daba desde junio de 2013, habiendo cesado después de la denuncia. La conducta de todas las menores acusadas, según dijo expresamente respondiendo a las preguntas que se le formularon, consistía en que continuamente se reían de su hija, la miraban y sonreían, la increpaban, la insultaban y hasta le pegaron en una ocasión. Afirmó que esto lo sabía porque se lo contaba su hija y porque ella misma lo presenció, además de sufrir esa situación en persona, pues también con ella se metían. Su hija tuvo necesidad de tratamiento médico como consecuencia de ese acoso, incluso el ingreso psiquiátrico durante un tiempo, pues le bajó la autoestima, estaba insegura y tenía miedo, hasta el punto de intentos autolíticos como se desprende de los informes médicos.

Durante el juicio declaró el profesor –y secretario del centro educativo– que daba clases a la víctima. Aseguró que la vio entristecida y llorando. Esta alumna dejó de asistir a clase por la presión que sufría, siendo conocedor este profesor de que había problemas dentro y fuera del instituto porque era miembro del equipo directivo del centro. Otro miembro del equipo declaró que sabía que hubo insultos y cosas en octubre de 2013 y que el tema se trató con los profesores y tutores. Llamaron a las niñas y a los padres para poner remedio a la situación, pues era prolongada en el tiempo. Asimismo, dicho profesor reconoce que la víctima faltó a clase por cuestión de salud.

Poca pena

En la sentencia, el magistrado acepta la medida –pena, en el caso de adultos– que había solicitado el fiscal. Sin embargo, considera que la medida impuesta es muy corta en relación al delito cometido, que exige maldad de corazón de la persona que lo comete «y carencia de empatía y que es necesario, por tanto, una intervención educativa mucho mayor. La gravedad del delito así lo exige y máxime teniendo en cuenta que la presión que ejercieron las menores enjuiciadas sobre la víctima fue muy potente, hasta el punto de llevarla a un intento de suicidio». Para este tipo de delito, la pena máxima sería de internamiento de dos años en régimen semiabierto, que implica poder aprovecharse de algunos recursos, como salir al exterior del centro con acompañamiento.

Además de quedarse en casa, las menores condenadas tienen la obligación de realizar tareas educativas, las que les encarguen los educadores, como por ejemplo un trabajo sobre la empatía o el sufrimiento.

Hablar con los padres

Para el magistrado que está al frente del Juzgado de Menores de Tarragona –con ámbito provincial–, Jesús María del Cacho, lo principal en el caso de acoso escolar es que las víctimas puedan hablar con sus padres y, en el caso de no ser posible, con otras personas adultas con las que tengan muy buena relación. Le servirá de autoayuda y para subir la autoestima. «Lo que no puede hacer el joven o adolescente es responder de la misma manera. Tiene que confiar en los adultos y saber que estos pondrán de su parte para solucionar el problema», asegura el juez.

Sea quien sea el adulto, tiene que poner el caso en conocimiento del profesorado para que lo resuelvan, haciendo uso de los mediadores escolares que todo colegio tiene que tener –puede ser un psicólogo o bien un profesor preparado–. Del Cacho tiene constancia de que la figura de este mediador funciona mucho mejor en los centros públicos que en los privados o concertados. Estos últimos suelen intentar camuflar o enmascarar el problema para que no salpique la reputación del colegio. Finalmente, si la situación no se resuelve en el colegio, la víctima tiene que denunciar ante la Fiscalía.

 

 

 

Uno de cada tres jóvenes considera inevitable controlar a su pareja

Fevereiro 9, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.elmundo.es/  de 27 de janeiro de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Percepción social de la violencia de género en la adolescencia y la juventud

 

  • Ven aceptable controlar los horarios o impedir a la pareja que vea a su familia o amistades
  • Los adolescentes tienen una menor percepción de las desigualdades de género

JOAQUÍN VERA Madrid

Controlar los horarios de la pareja, supervisar los horarios de ésta, impedir que vea a sus familias o amistades o incluso no permitirle que trabaje o estudie son actos e violencia machista considerados como ‘inevitables’ o ‘aceptables’ por uno de cada tres jóvenes de entre 15 y 29 años.

“Estamos especialmente preocupados por los jóvenes y su percepción de la violencia de género porque vemos que sus relaciones afectivas y sociales tienen comportamientos discriminatorios e inadmisibles”, ha afirmado la secretaria de Estado de Servicios Sociales e Igualdad, Susana Camarero, durante la presentación del estudio ‘La percepción social de la violencia de género en la adolescencia y la juventud’.

El estudio, realizado con una muestra de más de 2.500 jóvenes de ambos sexos, revela que los adolescentes tienen una menor percepción de las desigualdades de género que el resto de población.

Y aunque el 92% de los hombres jóvenes considera inaceptable la violencia machista, no todas las formas de ésta concitan el mismo rechazo ni todos los comportamientos que constituyen maltrato son identificados como tales: ‘controlar los horarios’, ‘impedir a la pareja que vea a su familia o amistades’, ‘no permitir que la pareja trabaje o estudie’, o incluso ‘decirle las cosas que pueden o no pueden hacer’, ya que uno de cada tres jóvenes las considera aceptables.

Según el informe, el 29% de la juventud afirma conocer alguna víctima de violencia de género, una cifra bastante parecida a la del conjunto de la población. Aunque por rangos de edad, el 33% de los más ‘mayores de los jóvenes’ (25-29 años) afirman conocer alguna mujer víctima de su entorno cercano, mientras que entre 15-17 años el porcentaje baja al 23%.

Un panorama que preocupa al Ministerio por lo que ha decidido reforzar la sensibilidad contra esta lacra a través de dos nuevas campañas: una dirigida a los jóvenes y otra, a la población en general, con un denominador común: denunciar cualquier forma de violencia que se ejerza contra la mujer.

 

Adolescentes na era Instagram

Janeiro 14, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Artigo do site do El País de 4 de janeiro de 2015.

O estudo citado no artigo é o seguinte:

Jóvenes y valores (I). Un ensayo de tipologia

Jóvenes y valores (II). Los discursos

Samuel Sánchez

 

Se mueven entre el pasotismo y el consumismo. Acostumbrados a una vida de entretenimiento y de series, los jóvenes describen el presente como “ inestable e injusto”

Amelia Castilla

Su idea de una jornada ideal pasa por no acudir a clase, no madrugar, tener una tarjeta black (“pero sin corrupción”) y estar con los amigos y pasarlo bien. Lo cuentan entre risas y algo de rubor seis alumnos, de 17 años, del Instituto Severo Ochoa, en la localidad madrileña de Alcobendas. Chicos de clase media, la mayoría de padres divorciados y con problemas escolares, motivo por el que han sido derivados a Diversificación o al Programa de Cualificación Profesional Inicial Voluntaria, cursos para obtener la ESO con contenidos más bajos. Todos consideran a la familia como un valor fundamental. “La convivencia es buena aunque discutimos mucho. Me repite las cosas muchas veces y me rallo.Ella suele llevar razón pero a veces resulta pesada”, cuenta Daniel León Vargas, de 16. Su sueño sería irse con su novia a vivir a otra ciudad, quizás Nueva York.

Les mola mazo o les renta pero no se han chinado; viven en la keli y no les va el canteo. Estamos en el recreo, tres horas después de su llegada al centro escolar. Como el resto de sus compañeros entraron en tromba al patio, a las ocho de la mañana. Todavía quedaban unos segundos para una ojeada rápida a la pantalla del móvil y enviar un último WhatsApp. El centro escolar lo deja bien claro en los carteles pegados por las paredes. En clase están prohibidos los móviles, sobre todo para proteger a los profesores de filmaciones vejatorias que luego se cuelgan en Youtube. Para evitar conflictos los dejan sobre una mesa y se los devuelven a la salida. El castigo por usarlo en clase es una semana sin móvil. Los usan en los pasillos y los profes muchas veces hacen la vista gorda. Pillarlos con ellos en la mano supone un conflicto añadido y un enfrentamiento que conviene evitar. De los más de tres millones de adolescentes españoles (muchachos de edades comprendidas entre los 12 y los 17 años) un 84%, posee teléfono móvil para su uso personal, pagado por sus padres, según datos del Instituto de la Juventud, basados en una encuesta de 2012. El sondeo avisaba de la tendencia al alza. Duermen con el móvil y miran la pantalla al menos un centenar de veces al día. España se encuentra en la media de Unión Europea y en todos los estados miembros se comprueba el mismo ascenso y comportamiento. Igual que su relación con las redes sociales que ya ha acabado por generalizarse. Su uso es mayor cuanto menor es la edad. En poco más de tres años se ha pasado del 60% en 2009 al 90% en 2011.

Infantiles, consumistas, críticos, de moral relajada, acostumbrados a una vida de entretenimiento y de series, los adolescentes de la era Instagram ya no van tan a lo grande como sus hermanos mayores. En su playlist suena Nirvana, Arctic Monkeys, Red Hot Chili Peppers, Imagine Dragons, David Guetta y algo del peor reggaeton. Entre sus prioridades no figura cambiar el mundo pero sí su entorno. Son más individualistas que las generaciones que los han precedido. “Mis alumnos son muy de tripas, se mueven por instinto, pueden leer cualquier cosa sin necesidad de intelectualizar nada. En esos años, les afectan sobremanera las separaciones de los padres. Llevan una vida muy de entretenimiento; se ríen con programas como Adán y Eva, la exaltación de la estupidez supina, pero son clientes fieles de series como Homeland o Juego de tronos”, cuenta Victoria Menéndez, profesora de Lengua y de Inglés del Severo Ochoa. Lleva 25 años en la enseñanza y casi siempre con adolescentes. “Antes se rebelaban contra todo, ahora no necesitan pelear tanto como antaño. Disponen de un mundo propio que Internet y las redes sociales han contribuido a crear pero los veo muy positivos y honestos”.

Según el estudio Jóvenes y valores sociales, del Centro Reina Sofia, los adolescentes españoles han asumido que les tocará vivir una vida low cost. Han aceptado que deben revisar a la baja sus expectativas, fundamentalmente en relación con perspectivas o proyectos personales. Describen el presente como “incierto, inestable e injusto”. Se sienten engañados y desconfían del sistema. En general culpabilizan a las instituciones adultas —de las que no se sienten partícipes— pero focalizan su desconfianza especialmente en la política tradicional y en la figura del político profesional. Cada vez son más los que apuestan por actitudes de compromiso social y de cambio. El filósofo José Antonio Marina cree que los jóvenes del siglo XXI son conscientes de que se ha roto un pacto social implícito. “Antes la sociedad le decía al joven que si cumplía su alianza y se portaba bien la comunidad estaría en condiciones de responder pero eso se ha fracturado. Hemos ido a una época de impotencia confortable, en el sentido de decir, esto es lo que hay y me voy a ir acomodando para aprovechar lo que tengo, sin grandes esperanzas. Desde hace unos cuantos años, pensando que los estamos cuidando lo que estamos es condenándolos al desánimo, los mimamos para luego abandonarles”.

Adolescencia. Su uso se ha generalizado pero el concepto teen como tal tiene su origen, en los años cincuenta del siglo pasado. En todas las culturas existía un rito de paso, de final de la infancia a otra vida, pero se ha creado específicamente un espacio formativo que se remonta al final de la Segunda Guerra Mundial y que coincide con mejoras notables como la escolarización total y la llegada de los jóvenes al mundo del trabajo a partir de la mayoría de edad. En ese tiempo se han vertido ríos de tinta tratando de analizar la rebeldía adolescente, algo que básicamente no ha cambiado con el tiempo aunque ahora surjan nuevas teorías sobre esa etapa de la vida. En la adolescencia se desarrollan las grandes capacidades sentimentales e intelectuales. También la mayor parte de las adicciones nacen en esa etapa. Hasta ahora, muchos de los comportamientos escandalosos o un poco arriesgados lo atribuíamos a las pobres hormonas pero nuevas teorías proponen aprovechar esa etapa en lugar de malgastarla.

El talento de los adolescentes (Ariel), nuevo título de José Antonio Marina, anuncia el cambio de modelo que se está viendo en muchos países y por caminos distintos: “No se trata solo de un asunto sociológico y pedagógico, el cambio viene de la mano de la neurología. Hasta ahora, sabíamos que había un gran periodo de aprendizaje que era prácticamente donde se consolidaba todo y eso sigue siendo verdad, pero lo que no habíamos sospechado es que en la adolescencia se produce un rediseño completo del cerebro. Es como si la naturaleza hubiera preparado el cerebro primero para hacerse cargo de un mundo al que el pobre niño llega tremendamente despistado y luego lo vuelve a aprovechar para que se independice y se haga adulto. Es como atravesar dos etapas de enorme plasticidad”.

En el Severo Ochoa, los problemas los dan 25 alumnos de una plantilla de 1050, un porcentaje mínimo pero, como sucede en otros centros escolares, en torno a esos conflictos se articula la leyenda. “Se ha generalizado el mito de la crisis de la adolescencia, cosas como que de repente lo pasan muy mal, con angustia vital, seres imprevisibles e irresponsables y eso no es así, pero si lo repetimos un buen número de veces acabaremos por creerlo”, recalca Marina.

A mediodía, la puerta del instituto madrileño Beatriz Galindo, se transforma en una marea de sudaderas, deportivas, vaqueros y leggins. Solo unos pocos encienden ansiosos un pitillo antes de despedirse hasta el día siguiente. Julia y Clara Nolla, hermanas de 15 años, alumnas bilingües de cuarto de la ESO “odian” que le presenten el futuro que les espera como un mundo donde habrá más pobres y trabajos peor remunerados. “Necesito tener ideales, ya basta de amenazas. Entiendo que nos preparan para ser mayores pero estamos en nuestro derecho de soñar. Pienso en el mañana como algo lejano aunque, sinceramente, espero que se hayan resuelto los problemas económicos cuando sea mayor”, dice Clara. Las hermanas no se dejan llevar por la “yupi vida”. Clara toca el bajo en un grupo, saca buenas notas y no sabe bien lo que quiere ser de mayor, quizás psicóloga. Su hermana Julia comparte esa opinión sobre cómo los adultos tratan de contarles la vida a partir de su experiencia y, claro, ellas quieren vivir su “propia vida”. Ambas dieron un paso al frente cuando se debatía la reforma de la Ley del aborto que proponía el entonces Ministro de Justicia, Alberto Ruiz Gallardón. “Mucha gente se quedó en sofá pero pensamos que era el momento de hacer algo. Fuimos a las manifestaciones. Si se juega con nuestro futuro hay que intentar cambiarlo”, cuenta Julia. En el centro escolar disponen de una capilla pero ellas ni son creyentes ni han sido bautizadas. Les gusta que Religión sea una optativa.

El fin de semana, los que no juegan al fútbol salen a “a divertirse” con los amigos. Recalan en los parques cercanos, las boleras o los pubs. Evitan la violencia pero reconocen que en cualquier momento puede llegar un gamba con ganas de liarla. Basta un “¿y tú que miras?” desafiante para que las cosas se compliquen. De vez en cuando, puede caer alguna cerveza, pero no es lo habitual aunque ninguno niega que en su entorno se fuma (porros también) y se bebe alcohol con total naturalidad. Las encuestas más recientes del Instituto de la Juventud apuntan que un 55% puede llegar a casa a la hora que quiere y el 50,6% por ciento puede beber copas sin problemas. “La tolerancia con el alcohol es muy estúpida. No nos preocupa el botellón sino el efecto que produce entre los vecinos”, añade Marina. Sostiene que estamos importando el modelo nórdico: emborracharse cuanto antes consumiendo bebidas fuertes. “Hasta en esto estamos modificando la sana costumbre mediterránea de tomar bebidas suaves que acompañaban la conversación y la fiesta”.

A los alumnos de Victoria Menéndez no les gusta que la policía los trate como delincuentes “por sistema”, una queja que comparten algunos de sus alumnos. En ocasiones, protesta Jonatan Cueva, alumno de Diversificación, “estamos sentados en un banco hablando tranquilamente y los secretas nos piden que nos identifiquemos o que enseñemos las mochilas”. Las multas por beber pueden llegar a los 500 euros.

Virginia del Álamo, compañera de clase, toca en Bus Stop, un grupo de sonidos acústicos, que se foguea artísticamente en pequeños antros. El domingo visitó el Rastro madrileño en busca de banderas anarquistas y republicanas para decorar los locales de ensayo. Toca la guitarra, el bajo y la batería. Se lleva bien con sus padres aunque no le gusta que la fiscalicen o que su padre la llame al móvil cuando está con los amigos exigiendo que vuelva a casa “ya mismo”.

Su compañero, David Alcázar, de 17 años, quiere ser policía. Desde pequeño admira a los agentes que protegen a las mujeres maltratadas y le gustan los documentales de Policías en acción. Ni la profesora ni los alumnos soportan la imagen estigmatizada que se tiene de esta etapa de la vida que la RAE define como aquella en que se pasa de la niñez al desarrollo completo del organismo, lo cual influye en el carácter y en el modo de comportarse.

Hace 25 años, cuando Menéndez empezó a impartir clases, leía a sus alumnos Tiempo de silencio, algo impensable en la generación Instagram. “Ahora, no lo entenderían. Usan un lenguaje muy limitado y plagado de onomatopeyas. En clase solo se pueden leer fragmentos. Elegimos los más atractivos y asequibles”. Entre las lecturas recomendadas figuran La Celestina y el Mío Cid, pero algunos profesores, sobre todo si no dependen de grupos cerrados, prefieren iniciarlos en otras lecturas. Ha probado con textos tan dispares como las rimas de Bécquer y algunos fragmentos de Gomorra y ha triunfado: “¿Profe, dónde venden ese libro?”. Le importa un bledo lo que lean con tal de que lean.

Fernando J. López profesor de un grupo de teatro del instituto madrileño San Juan Bautista, en el que participan treinta alumnos de entre 14 y 18 años, comparte plenamente esa tesis. Se rebela ante lo que considera una aberración: “El sistema es mecanicista y eso no favorece la creatividad. ¿Cómo es posible que digamos que los adolescentes no leen en absoluto si luego se agotan determinadas lecturas? la cuestión no es que no leen, sino que no leen lo que nosotros queremos que lean”, dice. Como profesor y escritor, autor de La edad de la ira, un best seller juvenil y una novela de iniciación que narra desde dentro la vida en una escuela de un grupo de adolescentes, trata de ponerse en la piel de los chicos y ofrecerles textos que les puedan interesar para convencerles de que la literatura es fascinante. Su retrato de los jóvenes con los que trabaja a diario rebosa optimismo. “Viven en la edad en la que te formas como persona y trazas las relaciones con tu entorno. Adolescente es el que adolece de algo y ellos están llenos de ganas de hacer cosas, aunque, a veces, no sabemos conectar con eso. Los profesores y los padres marcan mucho, demandan pero no comunican. ¿Qué necesitamos de verdad? un lenguaje común”. A pesar de la edad del pavo o precisamente por ello en esos años se pueden generar vocaciones, intereses y aficiones. La idea de este escritor es que se combine la exigencia con el optimismo. “Los chicos de hoy además de las clases llevan a cabo actividades extra escolares. Son muy capaces”.

Todos conocen y se enorgullecen de Malala, la joven paquistaní de 17 años, que obtuvo en el año que acabó el jueves el Premio Nobel de la Paz. Sergio Gato, de 15 años, y Jaime Alba, de 14, alumnos de cuarto de la ESO en el colegio privado Ramón y Cajal, compaginan los estudios con la exploración de cosas nuevas. “Ya se pasó la época en que buscábamos el vértigo en el parque de atracciones, ahora tenemos un punto de vista diferente de las cosas”, apunta Gato. “Mucha gente piensa que somos vagos y solo estamos para nuestras cosas, que se resumen en jugar a la play y salir los viernes pero nosotros también estamos hartos de clichés”, añade Alba. Ambos han creado con el dinero de sus ahorros (900 euros) una firma de ropa, Kuone, que vende camisetas y sudaderas. Tienen planes de ampliación para el verano. En clase trabajan con el iPad y para la asignatura Iniciativa emprendedora, una hora semanal, diseñaron una web que facilita la comunicación para una parroquia del barrio de Caño Roto, surgido en los años 50 para acoger a los inmigrantes,

Todos los adolescentes consultados para este reportaje Darían una oportunidad a Podemos, aunque luego sean como los demás. Gato y Alba sostienen además que todos los partidos son malos y que hay que hacer una limpieza. Y vosotros con quién os quedáis: “Con el partido de en medio”.

 

 

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