Espanha recomenda que crianças até aos 10 anos e grávidas não comam atum ou peixe espada

Novembro 29, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 20 de novembro de 2019.

O problema é a concentração de mercúrio presente nesta e noutras espécies, dado o metal ser nocivo para os humanos quando o cérebro está em desenvolvimento.

A recomendação já existia, mas foi alargada. A Agência Espanhola de Segurança e Nutrição Alimentar (AESAN) reviu os últimos dados sobre o consumo de peixe com alto teor de mercúrio e pede agora que as grávidas e as crianças até aos 10 anos – até aqui a fasquia eram os 3 anos – evitem a ingestão de espécies como atum e peixe espada. A recomendação abrange ainda as mulheres que planeiem engravidar ou amamentar, cabendo na lista dos peixes proibidos espécies tradicionalmente menos consumidas, como tubarão e lúcio.

Segundo a AESAN, a ingestão dessas espécies em crianças entre 10 e 14 anos deve ser limitada a 120 gramas por mês, já que o mercúrio pode ser um tóxico neurológico nos estágios iniciais do desenvolvimento.

O alerta deve ser contextualizado e não justifica alarmismos, considera o nutricionista Pedro Graça, diretor da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. Sobretudo, explicou ao Expresso, se tivermos em conta a realidade portuguesa, onde a existência de um “inquérito nacional alimentar e a realização regular de análises ao pescado, quer pela ASAE [Autoridade de Segurança Alimentar e Económica], quer pelo IPMA [Instituto Português do Mar e da Atmosfera], permite avaliar com segurança o grau de risco”.

A questão é: se sabemos exatamente o que os portugueses comem e em que quantidades, e se sabemos o grau de contaminação das diferentes espécies de peixe, é possível cruzar os dados e “fazer o mapeamento do risco”, conclui o também ex-diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS.

O mercúrio é um metal pesado que está presente no ambiente e pode ser encontrado em certos alimentos. No pescado, a sua concentração é variável, maior nas espécies que surgem no final da cadeia alimentar. Peixes predadores, maiores e que vivem mais tempo, apresentam uma maior concentração, “peixes como a sardinha ou a cavala” quase não apresentam contaminação, adianta Pedro Graça.

Quanto aos riscos do mercúrio para a saúde, estão bem estudados. E não são imediatos, resultando antes do facto de este metal se acumular no organismo, aí se mantendo.

No caso de Espanha, o alargamento da recomendação é justificado pelo facto de novos dados científicos revelarem que as concentrações de mercúrio na população espanhola são mais elevadas do que as registadas noutros países europeus, adianta o “El País”, razão porque são agora aconselhadas preferencialmente espécies como anchovas, lulas ou truta, entre outras.

O mercúrio é nocivo nos períodos em que o cérebro está em desenvolvimento, pelo que fetos e crianças pequenas são especialmente sensíveis. Mas Pedro Graça recorda os benefícios reconhecidos associados ao consumo de peixe. É preciso fazer um controlo e os alertas são uma obrigação, sempre que se justifique, defende, mas os danos estão associados a elevadas concentrações, o que muitas vezes quereria dizer “consumir continuamente uma mesma espécie de peixe, oriunda sempre da mesma região”.

Mais informações na notícia do El País:

Sanidad recomienda a embarazadas y niños hasta 10 años no comer atún rojo ni pez espada

Escola expulsa menina da cantina por pai não pagar “taxas voluntárias” (Espanha)

Outubro 21, 2019 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Notícia e imagem da TSF de 11 de outubro de 2019.

Por Cátia Carmo

Estabelecimento de ensino incorporou taxa para famílias ajudarem na manutenção do local.

O Colégio Sagrados Corazones, em Alicante, Espanha, expulsou uma menina da cantina depois de o pai se ter recusado a pagar uma dúzia de “taxas voluntárias”, cada uma delas no valor de 82 euros. Após ter sido informado de que a criança não poderia usufruir mais do refeitório porque não tinha pagado as taxas, o encarregado de educação decidiu apresentar uma queixa ao ministério da Educação espanhol que, segundo o El Mundo, analisou a situação e forçou a escola a readmitir a menina no refeitório.

A denúncia levou a Confederação de Pais de Alunos Gonzalo Anaya, ativa em muitas escolas públicas espanholas, a pedir ao ministério da Educação espanhol que avance com uma auditoria aos estabelecimentos de ensino com fundos públicos para evitar “qualquer tipo de segregação por motivos económicos”.

“Deve-se controlar qualquer tipo de cobrança às famílias porque vai contra o princípio constitucional da educação gratuita”, avisou Silva Centelles, presidente da Confederação de Pais, ao site espanhol Diario Información.

Mais informações na notícia:

Un colegio expulsa a una niña del comedor escolar por no pagar su padre las “cuotas voluntarias”

El perfil es el de un joven de entre 15 a 25 años que realiza 50 llamadas telefónicas y envía más de 400 WhatsApp diariamente

Agosto 11, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Salamanca24horas de 14 de julho de 2019.

Un adicto al teléfono móvil puede estar enganchado casi un día entero

El perfil es el de un joven de entre 15 a 25 años que realiza 50 llamadas telefónicas y envía más de 400 WhatsApp diariamente. Cuando el nivel de dependencia es total las consecuencias físicas y mentales de deterioro en el enfermo son evidentes.

El Centro Específico para el Tratamiento y Rehabilitación de Adicciones Sociales (CETRAS) de Valladolid, que trabaja en toda Castilla y León, ha hecho a través de su Grupo Mixto una evaluación de la actual situación de la adicción a la tecnología y, en concreto, se ha centrado en el teléfono móvil.

El actual perfil de adicto es un joven de entre 15 a 25 años que puede llegar a estar conectado entre 15 y 22 horas en un solo día, que tiene una relación permanente de contacto con el móvil.  Diariamente realiza más de 50 llamadas telefónicas, envía más de 400 mensajes de WhatsApp día y recibe más de 800.

Son personas que sacrifican sus intereses personales como dormir, comer, relacionarse en beneficio del interés del móvil -batería, saldo, cobertura, ofertas-. Algunos de los pacientes han llegado a tener hasta trece móviles a la vez.

Las consecuencias de esta adicción son evidentes cuando el nivel de dependencia es máximo. Además de un empobrecimiento económico, se producen alteraciones de su humor y carácter, volviéndose taciturnos, irritables, desconsiderados, mentirosos y cínicos. Físicamente también se dan cambios como inapetencia, insomnio, exclusión de las comidas y cefaleas.

“Hay casos en los que se ha gastado más de 6.000 euros en el último año -nuevos terminales, recargas de dinero, pago de facturas, abuso de datos- “apunta el fundador y director técnico de CETRAS, Blas Bombín.

Según Bombín, cada vez que un joven está “enganchado” a su teléfono crecen sus niveles de dopamina y de ácido gamma-aminobutírico (GABA), un neurotransmisor cuyo aumento es lo que provoca la fijación al gusto por el subidón producido, por ejemplo, por la heroína o la cocaína.

Al Grupo Mixto de Cetras llegan después de casi dos años de adicción en una situación muy precaria “debido a que el uso del teléfono móvil con el tiempo va generando una pérdida de la libertad y consecuencias clínicas importantes” señala el fundador y director técnico de CETRAS.

En la actualidad este tipo de conductas adictivas sin sustancia, al igual que la ludopatía, son agrupadas en el concepto de trastornos por déficit de control de los impulsos. No se contemplan en el Manual de Diagnóstico y Estadístico de los Trastornos Mentales ni en la Clasificación Internacional de Enfermedades de la OMS.

Evolución y fasese

En esta adicción existen dos etapas evolutivas bien diferenciadas. Una primera -egosintónica – en la que el individuo se siente identificado confortablemente con su conducta adictiva, “de la que sólo percibe el beneficio y en la que se acomoda sin que tener intención de tratamiento” comenta Blas Bombín.

Y una segunda -egodistónica- en la que por el avance evolutivo de la adicción y la consiguiente aparición de consecuencias clínicas, el sujeto comienza a percibir el perjuicio a que le conduce la práctica adictiva. “Esta situación induce a la persona a hacerse propósitos de autocorrección de la conducta adictiva y a admitir las sugerencias o presiones del entorno familiar para someterse a un tratamiento de rehabilitación” subraya el fundador y director técnico de CETRAS.

En cuanto a la conducta adictiva propiamente dicha es fácil distinguir dos fases, una apetitiva, inmediatamente previa a la acción, “en la que los adictos mantienen el móvil  a punto -batería, cobertura y saldo-, así como cuentan con la última tecnología en modelos, y a la red de compañeros de comunicación, que ansían ampliar de forma insaciable” apunta Blas Bombín.

La otra fase es la ejecutiva, que representa la acción adictiva propiamente dicha y produce gran sensación de placer, pero aísla socialmente a la persona. Incluso para conseguir un mayor grado de privacidad se colocan auriculares.

Redes sociales, compras online y videojuegos

Hoy el teléfono móvil se ha convertido en un instrumento de uso corriente, poseído y manejado por todos, tanto para la vida de relación como para el ámbito del trabajo.

Según un informe de la consultora de estrategia digital Ditrendia sobre los hábitos de consumo de móvil en España en 2018, el móvil es el dispositivo más utilizado para acceder a internet, usado ya por el 97% de los españoles. España se encuentra en el sexto lugar del ranking mundial, encabezado por Corea del Sur.

Uno de cada tres españoles es ‘solo móvil’. En España ya hay más usuarios móviles que de escritorio: 127%. El uso descontrolado de los móviles ha llevado a que uno de cada cuatro jóvenes revise las notificaciones de sus redes sociales en mitad de la noche, aunque el 41% de los españoles toma medidas para limitar su uso del “Smartphone”.

Prevención

La situación actual exige implantar unas medidas de prevención que competen a las Administraciones y también a la sociedad, destinadas a todas las franjas de edades “aunque el perfil de adicto es una persona joven, también estamos recibiendo a niños y personas de edad más adulta en nuestro centro que necesitan tratamiento”, apunta Bombín.

Por tanto, las políticas de prevención han de fomentar la conciencia social sobre el riesgo de adicción que conllevan las tecnologías de consumo.

Asimismo hay que controlar la publicidad que incide sobre la población, y en especial sobre los jóvenes, incentivando el ansia por las novedades tecnológicas.

Habilitar vías legales para la autoprohibición de la misma forma que se hace con el juego de azar, facultando a los padres en caso de minoría de edad para solicitar a las compañías operadoras, con el apoyo de las asociaciones de consumidores y usuarios.

Otra recomendación, utilizar el móvil sólo por razones de necesidad profesional, escolar, familiar o social; siendo los padres, en caso de minoría de edad, los que deben establecer las normas al respecto, velar por su adecuado cumplimiento

Y sobre todo, impulsar la comunicación interpersonal directa como alternativa natural y ventajosa de la comunicación tecnológica o virtual.

Grupo Mixto

El Grupo Mixto (Conductas adictivas, Grupo de Fobias y Grupo de Tabaco) de CETRAS agrupa diversas adicciones tales como: dependencia emocional, cleptomanía, adicción al teléfono móvil y a los videojuegos, compras, impulsos o sexo.

Desde su puesto en marcha, hace 26 años, ha tratado a un total de 663 casos, destacando la adicción a las compras con un 17 por ciento del total y la dependencia emocional, con un 14 por ciento del total. El dato que más ha aumentado en el balance total es la adicción al teléfono móvil, que en la actualidad registra el siete por ciento del total.

Criança com necessidades especiais expulsa de acampamento após pressões de outros pais

Julho 15, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 2 de julho de 2019.

A mãe disse que deixou claro que não queria que revelassem a condição da filha. Pedido que não terá sido atendido pela organização do acampamento em Espanha.

Uma menina, de 11 anos, com sinais de atraso no desenvolvimento foi expulsa de um acampamento em Espanha após queixas dos pais de outros participantes. Trata-se de mais um episódio de discriminação envolvendo alunos com necessidades especiais.

Apesar de o lema do centro Diverbo ser “línguas adaptadas a todas as necessidades”, este caso mostra que na prática não é cumprido este objetivo. Revoltada, Carolina Gómez, a mãe da menina com necessidades especiais que frequenta o Colégio Sagrado Coração em Madrid denunciou o caso ao jornal “El País”, com vista a evitar que situações semelhantes se repitam no futuro.

No ato de inscrição, a encarregada de educação garante que alertou para as “dificuldades motoras e de linguagem” da filha e que a organização do acampamento de Aldeaduero, em Salamanca, não colocou nenhum entrave. Depois, Carolina Gómez fez questão ainda de falar com a coordenadora que também não levantou nenhum obstáculo.

“Disseram-me que ia ser fantástico, que ela se ia integrar perfeitamente, que os participantes tinham entre 7 a 12 anos, que não dominavam ainda muito o inglês e que seriam organizados jogos e atividades, pelo que não haveria nenhum problema”, afirmou Carolina Gómez, que pagou 1600 euros pela atividade de verão da filha.

A encarregada de educação disse ainda que deixou claro que não queria que revelassem a condição da filha aos outros participantes e/ou aos pais, sob pena de a criança se sentir discriminada. Pedido que não terá sido respeitado pela organização. Resultado? Quando tiveram conhecimento do caso, logo no primeiro dia de acampamento, os pais pressionaram os responsáveis para expulsarem a menina do acampamento.

“Inicialmente alegaram que o nível de inglês da minha filha era insuficiente. Depois disseram-me que era uma pena, mas que estavam entre a espada e a parede porque as mães queixaram-se”, acrescentou a mãe.

Segundo a organização havia duas hipóteses: ou a menina dormia com os monitores noutro quarto ou ia-se embora. Mal foram informados, os pais deslocaram-se rumo ao local do acampamento situado a cerca de 350 km de Madrid.

Chegaram a pedir para a filha realizar um teste para avaliar o seu nível de inglês, mas a organização recusou. “Ainda nem tive tempo para pensar no que vou fazer. O que tinha claro era que tinha que denunciar este caso, para que não façam isto a mais ninguém”, concluiu.

Mais informações na notícia do El País:

Un campamento expulsa el primer día a una niña de 11 años con retraso madurativo

O jogo da asfixia que está a assustar Espanha (em Portugal “não foram reportados casos mas não quer dizer que não haja”)

Junho 18, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 31 de maio de 2019.

Liliana Coelho

O caso não é inédito. Dois adolescentes voltam a ser hospitalizados em Espanha após alinharem no jogo da asfixia, também conhecido por “jogo da morte”. As vítimas são estranguladas até perderem a consciência. Um desafio com muitos riscos que pode causar danos cerebrais ou mesmo a morte.

Uma adolescente de 12 anos foi a mais recente vítima do jogo da asfixia que está a circular nas redes sociais em Espanha. É o segundo caso registado esta semana.

Segundo o jornal “El Mundo”, a jovem aceitou esta quinta-feira de livre vontade participar no jogo em plena via pública no município de Pinto, em Madrid. Passava pouco das 14h (13h em Lisboa). As amigas que a acompanhavam estrangularam e pressionaram o peito da jovem até lhe provocar falta de oxigénio. Resultado? A vítima caiu ao chão inconsciente, tendo sido levada de imediato para o hospital.

Neste momento, as autoridades locais informaram que a adolescente se encontra “bem”, fora de perigo, “embora assustada” e com um hematoma na cara. Entretanto, já foi solicitada uma investigação sobre o caso, que está a assustar os pais de adolescentes em Espanha.

Três dias antes foi registado um episódio semelhante em Granada que envolveu vários jovens neste jogo – que foi filmado e divulgado nas redes sociais. Um deles foi também transportado para o hospital. A polícia local já pediu aos pais no Twitter para estarem mais vigilantes face a estas situações, que já foram registadas noutros anos em países como Brasil, EUA, Reino Unido ou França.

Contactado pelo Expresso, o fundador do MiudosSegurosNa.Net, Tito de Morais, admite que os jovens portugueses possam também aderir a este desafio, que está conquistar também jovens no Brasil, aconselhando os encarregados de educação a estarem mais atentos aos passos dos filhos. “Não nos foram reportados quaisquer casos em Portugal, mas não quer dizer que não haja. Dado a enorme proliferação dos mesmos na Internet em geral e no Brasil em particular, e dado termos a língua em comum, não me admiraria que houvesse casos em Portugal”, afirma Tito de Morais.

De acordo com este especialista, um dos maiores problemas que se coloca à identificação de mortes resultantes deste tipo de jogos – que podem causar várias consequências como danos cerebrais – é que geralmente são classificados como suicídio e não como mortes acidentais. “Daí estarmos a alertar para a importância de incluirmos também pediatras nas ações de formação sobre o tema”, acrescenta.

Mais do que denúncias, sublinha Tito de Morais, estas situações chegam ao projeto MiudosSegurosNa.Net através dos media e de parceiros internacionais. No total, o fundador do projeto diz que foram identificadas 40 ações de instigação a comportamentos autolesivos a que geralmente chamam “jogos” ou “desafios”. “A maioria é composta por vídeos com conteúdos nocivos, prejudiciais ou danosos, que podem ser mortais ou, como alguns outros, meramente parvos”, acrescenta.

São vários os sinais de alerta relativos à prática da asfixia e de outros desafios perigosos, como o isolamento, a utilização de golas altas mesmo no verão, olhos vermelhos, desorientação, dor de cabeça frequente, conversas sobre estes jogos ou presença de objetos suspeitos no quarto como cordas ou trelas, refere o portal Projeto MiudosSegurosNa.Net e o Instituto Dimicuida.

Tito de Morais insiste que os pais e educadores têm um papel fundamental na prevenção deste tipo de casos, sendo por isso também vital o diálogo.

 

 

Escola espanhola retira “Capuchinho Vermelho” e outros contos por considerar histórias sexistas

Abril 25, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 11 de abril de 2019.

Ao todo, a escola Táber decidiu retirar 200 livros da sua biblioteca para crianças até aos seis anos por considerar que eram sexistas. Há outras escolas espanholas a seguirem o mesmo caminho.

A escola Táber, em Barcelona, decidiu fazer uma revisão ao catálogo de livros que fazem parte da sua biblioteca infantil e mandou retirar 200 obras — cerca de 30% de todos os livros — que considera “tóxicas” e “sexistas” para crianças até aos seis anos. Entre elas estão histórias como a “Bela Adormecida”, o “Capuchinho Vermelho” e a Lenda de Sant Jordi, o santo padroeiro da Catalunha, noticia o El País.

Anna Tutzó, uma das mães que constituem o comité que avaliou o catálogo, não referiu os títulos dos livros que foram retirados, mas assegura que os livros tradicionais foram “uma minoria” entre os livros afastados. Para a responsável, o problema está no facto de estes contos associarem determinadas características ao género, como a masculinidade a valores como a coragem e a competitividade. “Também em situações de violência, mesmo que sejam pequenas brincadeiras, é o menino que o faz contra a menina. Isto transmite uma mensagem de quem pode exercer a violência e contra quem o pode fazer”, acrescento Anna Tutzó.

“Na primeira infância, as crianças são esponjas e absorvem tudo à sua volta, pelo que acabam por assumir como normais os padrões sexistas. Por outro lado, na escola primária os alunos já têm mais capacidade crítica e os livros podem ser uma oportunidade para aprender, para que eles próprios tomem consciência dos elementos sexistas”, disse ainda Anna Tutzó.”

Mas não é só nesta escola que têm surgido preocupações com o tipo de histórias presentes nas prateleiras das bibliotecas. Na escola de Montseny, em Barcelona, já se iniciou uma revisão do catálogo e também esta instituição anunciou que vai retirar todos os livros que considerar serem sexistas. “O tipo de livros que as crianças leem é muito importante. Os livros tradicionais reproduzem os estereótipos de género e é bom ter livros disponíveis que rompam com eles”, explicou Estel Crusellas, presidente da AMPA da escola Fort Pienc.

As TIC e sua influência na socialização de adolescentes

Março 17, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Descarregar o documento no link:

https://www.fad.es/sites/default/files/investigacion_conectados_2018.PDF

El 92% de los adolescentes españoles entre 14 y 16 años tienen un perfil propio en redes sociales

Fevereiro 21, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do ABC de 22 de janeiro de 2019.

Carlota Fominaya

Estas son algunas de las principales conclusiones de la investigación «Las TIC y su influencia en la socialización de adolescentes» realizada por Google, la FAD y BBVA.

Casi la totalidad (el 92%) de los adolescentes españoles entre 14 y 16 años afirman tener un perfil propio en redes sociales y lo usan fundamentalmente para sentirse integrados en el grupo de jóvenes de su edad. Prefieren Instagram (para publicar y ser vistos) y Youtube (para consumir contenidos, sentirse fan), pero también utilizan Twitter (para seguir a sus ídolos) y Facebook (como plataforma para juegos y mantener amistades lejanas). Es decir, «las redes son para ellos un lugar para comunicarse, pero también de expresión, donde ellos generan contenido», ha asegurado Eulalia Alemany, directora técnica de la FAD (Fundación de Ayuda a la Drogadicción), una de las entidades, junto a Google y BBVA, responsables del estudio «Las TIC y su influencia en la socialización de adolescentes».

Otra de las principales conclusiones que se extraen de este estudio (realizado en el marco de Proyecto Conectados), es que cerca del 90% de los adolescentes disponen de entre 2 y 5 dispositivos digitales personales, destacando entre ellos el smartphone en primer lugar (89,9%), seguido por el ordenador portátil (76%) y tablet (69%). La mayoría de ellos indican además que tienen estos dispositivos desde hace al menos dos años, lo que indica la temprana edad a la que los adolescentes tienen acceso a las TIC.

El informe no solo analiza el uso que los adolescentes españoles de 14 a 16 años realizan en la web y las redes sociales, sino también las dificultades que encuentran, cómo las solventan, y los dispositivos que manejan y desde cuándo, entre otras cuestiones. Los resultados de la investigación se han obtenido a través de 1.624 entrevistas a adolescentes de 14 a 16 años en centros educativos.

Tras la presentación del estudio, la ministra de Educación y Formación Profesional, Isabel Celaá, ha entregado los premios del juego online Conectados a los 8 adolescentes que mejor han puntuado en este juego sobre cómo manejar las TIC de forma segura y responsable. La ministra ha estado acompañada por el director de Políticas y Asuntos Públicos de Google España y Portugal, Francisco Ruiz Antón; la directora de Comunicación y Relación con los Medios del Grupo BBVA, Ana Ortas; y el presidente de la Fad, Ignacio Bayón.

Aceder ao estudo Las TIC y su influencia en la socialización de adolescentes nos links:

https://proyectoconectados.es/sala-de-estudios/

https://www.fad.es/node/8411

 

 

 

Espanha tem agora lei que limita os trabalhos de casa que se podem dar aos estudantes

Janeiro 14, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 26 de dezembro de 2018.

A Generalidade Valenciana aprovou uma norma, que entrou em vigor no dia de Natal, para limitar os trabalhos de casa para os estudantes entre os seis e os 16 anos.

Lei de Direitos e Garantias para Crianças e Adolescentes é assim que se chama e estipula que as crianças entre os seis e os 16 anos façam a maioria das atividades de aprendizagem dentro do horário escolar. Esta norma é a primeira em toda a Espanha que inclui limites aos trabalhos de casa e foi aprovada pelo governo autonómico Valenciano.

Esta nova lei reconhece que as crianças e jovens são “cidadãos de pleno direito” e estabelece que a brincadeira e os jogos façam parte da sua atividade quotidiana como elemento essencial para o seu desenvolvimento e processo de socialização. As crianças também têm o direito de participar em “atividades de lazer educacional” ou de tempos livres fora da educação regulamentada e do ambiente familiar.

Segundo o artigo 69.º reconhece-se a contribuição dos colégios e institutos para que se cumpra esse “direito ao ócio e ao desporto”: “Durante as etapas do ensino obrigatório procurar-se-á que a maior parte das atividades de aprendizagem programadas se possam realizar dentro da jornada letiva, de maneira a que as que se tenham que realizar fora não ponham em causa o direitos dos alunos ao ócio, ao desporto e à participação na vida social e familiar”.

A lei não obriga categoricamente os centros educativos a seguir esta norma, deixando margem para decidir aplicar o que está foi consignado. Ainda assim, é a primeira vez que uma lei autonómica aborda as tarefas escolares, depois dos parlamentos regionais de Madrid, Cantabria, Murcia e Canárias terem aprovado recomendações neste sentido.

O parlamento espanhol também pediu ao governo, em 2016, para regular os trabalhos de casa por lei, com o fim de reconhecer o direito das crianças disporem de tempo livre e de garantir que as tarefas que desempenham na escola respeitam o tempo e as necessidades dos estudantes. O Cidadanos foi o primeiro partido a abrir este debate, ao pedir uma reflexão sobre a racionalização dos tempos escolares.

 

 

Casal que não vacinou criança perdeu a custódia do filho – Espanha

Janeiro 29, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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ACF

Notícia do http://observador.pt/ de 16 de janeiro de 2018.

Um casal espanhol perdeu a custódia do filho de um ano, depois de ser acusado de negligência. Não levavam o bebé ao pediatra e não lhe deram as vacinas obrigatórias.

Um casal espanhol perdeu a custódia do filho de um ano depois de ser acusado de não atualizar as vacinas do bebé, bem como de não o levar ao pediatra. O bebé completou um ano a 3 de janeiro, mas, nessa altura, já os pais estavam sem ele.

O Governo regional da Andaluzia assegura que este é “um caso de negligência muito grave”, contudo, ao El Espanõl, os pais contam que a decisão do Executivo da socialista Susana Díaz se baseou “em pura ideologia”, devido ao facto de terem escolhido criar “a criança fora das leis que marcam a sociedade”. Os pais optaram, assim, por uma educação que se baseia no contacto físico permanente com o bebé, no aleitamento e na não utilização de carrinhos para o transportar.

Após um pico de febre que o bebé teve, os pais levaram-no ao hospital público. O bebé apresentava “palidez cutânea”, estava “desnutrido”, tinha “pouca massa muscular” e estava com uma “desidratação de terceiro grau”. Foi depois transferido para o hospital de Puerta del Mar, onde passou uma semana na Unidade de Cuidados Intensivos, devido à desidratação e desnutrição.

Foi no hospital que se veio a saber que o bebé nasceu em casa e que não tinha levado nenhuma das vacinas obrigatórias, para além de que os pais não o levavam ao pediatra. Num comunicado escrito pela Junta de Andaluzia, é explicado que o bebé se alimentava exclusivamente do leite materno, o que levaria à falta de vitaminas e consequentemente à desnutrição.

Os pais asseguram que a Junta de Andaluzia mente quando diz que o filho não foi ao pediatra. Afirmam que o avô da criança é médico e que foi ele que percebeu que o neto poderia ter anemia, devido “às orelhas amareladas”, altura em que o levaram a um pediatra privado.

Ao contrário do que o Governo de Susana Díaz afirma, a mãe diz que “é certo que [o leite materno] foi o seu alimento principal, mas o meu filho comeu outros”. A advogada do casal defende que a criança se está a desenvolver normalmente, e que os alimentos foram sendo introduzidos na dieta da criança. E acrescenta ainda que os pais decidiram não vacinar o filho.

A mãe reforça que decidiram não vacinar o bebé depois de se informarem “conscientemente”, tendo optado por não vaciná-lo durante os primeiros dois anos e que depois iriam avaliar se o iam fazer ou não. Nega também que sejam vegetarianos rigorosos e que seja esse o motivo da desnutrição do bebé. Já há um abaixo-assinado para que devolvam a criança aos pais, onde estes explicam o sucedido.

 

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