Quase três quartos dos adolescentes já experimentaram álcool

Dezembro 28, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia do https://www.publico.pt/ de 19 de dezembro de 2017.

Aos 13 anos, perto de um terço dos alunos de escolas públicas já tinha consumido bebidas alcoólicas, indica estudo divulgado este ano.

Cerca de metade dos jovens entre os 15-24 anos consumiram álcool no último ano, 38% nos últimos 30 dias e 2,2% apresentam um consumo de risco elevado ou dependência, revela o IV Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População Geral, Portugal 2016/17, divulgado este ano pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).

Mas os dados mais recentes que permitem perceber como estamos do ponto de vista do consumo de álcool por menores de 18 anos são de um estudo conhecido este ano, com dados relativos a 2015, o ESPAD (The European School Survey Project on Alcohol and Other Drugs). Coordenado por Fernanda Feijão, o estudo indica que o álcool é a substância mais consumida pelos jovens das escolas públicas, 71% dos quais declararam já ter experimentado álcool. Mas Portugal até está bem, na comparação com outros países europeus, nota a especialista.

Seja como for, aos 13 anos, quase um terço (31%) já tinha consumido bebidas alcoólicas, percentagem que passava para os 91% na faixa dos 18 anos. E se 3% dos alunos com 13 anos admitiam que já se tinham embriagado nos 12 meses anteriores ao inquérito, entre os jovens de 18 anos a percentagem dos que tinham embebedado aumentava para os 43%.

Os documentos citados na notícia são os seguintes:

IV Inquérito Nacional ao  Consumo de Substâncias  Psicoativas na População Geral Portugal 2016/17

ESPAD Report 2015 Results from the European  School Survey Project on  Alcohol and Other Drugs

Jovens portugueses entre os que mais consomem tranquilizantes e sedativos

Setembro 29, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Notícia do http://lifestyle.sapo.pt/ de 20 de setembro de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

ESPAD Report 2015 Results from the European School Survey Project on Alcohol and Other Drugs

Dados Portugal

http://www.espad.org/report/country-summaries#portugal

sapo

Os jovens portugueses até aos 16 anos apresentam padrões muito elevados de consumo de tranquilizantes e sedativos com receita médica. Cerca de 13% dos jovens portugueses consomem este tipo de medicamentos, contra a média geral de 8% que surge no European School Survey Project on Alcohol and Other Drugs (ESPAD),  apresentado esta terça-feira no Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), em Lisboa.

O inquérito feito a 96.043 jovens que completaram 16 anos em 2015 (dos quais 3456 eram alunos portugueses a frequentar o ensino público) coloca Portugal abaixo ou em linha com a média europeia.

Álcool e drogas

Segundo o estudo, que apresenta as grandes tendências de consumo de álcool e drogas por alunos com idades até aos 16 anos, entre 2011 e 2015 na Europa, a percentagem de consumidores de medicamentos sem receita médica está estabilizada nos 6%, sendo mais baixa em Portugal (5%).

A situação inverte-se quando se trata de medicamentos com receita médica, pois embora este consumo esteja também estabilizado, Portugal apresenta níveis mais elevados do que o resto da Europa, respetivamente 13% e 8%.

De acordo com o estudo, em 2015, os países com maiores percentagens de consumos de medicamentos com receita médica foram a Letónia (16%) e Portugal (13%).

Quanto ao consumo do mesmo tipo de medicamentos sem receita médica, destacaram-se a Polónia (17%) e a República Checa (16%).

Globalmente há mais raparigas do que rapazes a consumir medicamentos.

Também o “Estudo sobre os Consumos de Álcool, Tabaco, Drogas e outros Comportamentos Aditivos e Dependências-2015”, do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD), apresentado em março, já tinha dado conta desta tendência “preocupante” em Portugal.

Na altura foi revelado que uma em cada cinco raparigas com idades entre os 13 e os 18 anos tomava tranquilizantes ou sedativos, a maioria com prescrição médica.

Fernanda Feijão, autora daquele estudo, considerou na altura que era importante perceber “como é que há uma percentagem tão elevada de raparigas a precisar de medicamentos”.

A responsável indicou que este é um indicador em que “costumamos estar acima da média europeia”.

 

 

Quatro em cada dez jovens começam a beber aos 13 anos

Setembro 23, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

Notícia do http://ionline.sapo.pt/de 21 de setembro de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

ESPAD Report 2015 Results from the European School Survey Project on Alcohol and Other Drugs

Dados Portugal

http://www.espad.org/report/country-summaries#portugal

543007

Marta F. Reis

Inquérito conclui que há menos jovens a fumar e a beber em Portugal, mas muitos ainda começam cedo demais. 16% admitem ter problemas.

As notícias são mais boas do que más: nos últimos 20 anos tem diminuído a percentagem de jovens que fumam e bebem álcool e há mesmo uma fatia sem precedentes de adolescentes que nunca tiveram consumos problemáticos: no ano passado, 23% dos adolescentes com 16 anos garantia nunca ter tocado em tabaco, álcool ou drogas ilícitas. Resultados do inquérito internacional ESPAD, que desde 1995 tira o pulso à juventude em 35 países europeus, revelam, porém, que ainda são muitos os jovens que começam a explorar os limites numa idade precoce e há comportamentos de risco significativos. Mais de quatro em cada dez adolescentes portugueses admitem que aos 13 anos, ou antes, já tinham experimentado álcool e 5% já tinham apanhado uma bebedeira. Em relação ao tabaco, um quarto (24%) também já tinham fumado os primeiros cigarros e 5% começaram nesta idade a fumar diariamente.

Geração de 1999 O inquérito ESPAD (sigla inglesa para European School Survey Project on Alcohol and Other Drugs) abrangeu, em 2015, 96 042 jovens, incluindo 3456 rapazes e raparigas portugueses. A metodologia do projeto consiste em avaliar regularmente os comportamentos de risco aos 16 anos, pelo que nesta ronda de dados está em causa a geração nascida em 1999.

Se tem filhos nesta idade, eis alguns resultados que importa ter em conta, até se quiser ter uma intervenção proativa. Aos 16 anos, mesmo sendo proibido legalmente, 42% dos jovens portugueses dizem beber regularmente e 20% declaram ter tido pelo menos um episódio em que beberam mais do que a conta nos 30 dias anteriores ao inquérito – conceito de “consumo intenso” definido como ter ingerido cinco bebidas ou mais numa única ocasião.

Se os comportamentos a nível nacional surgem quase sempre dentro da média ou mesmo um pouco menos problemáticos do que noutros países, há um dado singular. Portugal é o segundo país, depois de Malta, onde as preferências dos adolescentes em matéria de álcool recaem sobre as chamadas bebidas brancas, como o vodca ou o absinto que alimentam os shots. Não obstante a tradição vitivinícola do país, é na Ucrânia ou na Moldávia que os jovens preferem o vinho, enquanto na Albânia ou na Bélgica a cerveja lidera.

543015

Em relação às bebidas, há ainda outro aspeto a destacar. Um terço dos jovens inquiridos a nível europeu admitem ter tido algum incidente enquanto estavam sob o efeito de álcool. Em Portugal, apenas 16% dos jovens admitem problemas, mas os dados põem a nu os riscos: 9% dizem ter perdido algum pertence, 4% envolveram-se em discussões e 3% em confrontos físicos. Sendo percentagens menores, é ainda possível perceber que 2% dos adolescentes portugueses reconhecem ter tido relações sexuais desprotegidas associadas ao álcool. Na mesma percentagem, dizem terem-se magoado a si próprios e terem tido comportamentos perigosos como nadar em zonas sem pé.

Raparigas começam a fumar mais No que diz respeito ao tabaco, aos 16 anos 9% fumam diariamente e 19% regularmente (declaram ter fumado no mês anterior ao inquérito). Se durante muito tempo os rapazes fumavam mais do que as raparigas, a situação tem estado a inverter-se e Portugal não foge à regra: entre a geração de 1999, a percentagem de raparigas que fumam ocasionalmente (21%) já supera a dos rapazes (18%).

O consumo de drogas ilícitas surge igualmente dentro da média internacional. Aos 16 anos, 16% dos jovens já experimentaram, a maioria canábis. O Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), estrutura do Ministério da Saúde responsável pela área das dependências que promove o estudo em Portugal, destacou como um dos elementos positivos o facto de haver um consumo residual das chamadas das novas substâncias psicoativas. Recorde-se que, em Portugal, o fenómeno das smartshops, que vendiam drogas quimicamente parecidas com medicamentos controlados ou drogas ilegais mas sem estarem reguladas como substâncias ilícitas, foi travado em 2013, proibindo-se a venda de substâncias psicoativas à medida que estas eram do conhecimento das autoridades, o que levou ao encerramento de muitos estabelecimentos. Na altura começava a haver registo de jovens nas urgências com psicoses relacionadas com o consumo. O alerta mantém-se, porém, para a canábis, cujo consumo também pode desencadear crises e não tem diminuído.

Cuidado com os ansiolíticos

Porque os medicamentos são drogas e têm riscos, sobretudo quando tomados sem vigilância, o inquérito ESPAD apresenta também dados sobre o consumo de alguma medicação sem receita médica por parte dos jovens. Em Portugal não se verificam consumos de opioides, mas 5% dos jovens admitem tomar sedativos e tranquilizantes sem indicação de um médico – percentagem abaixo da média europeia, mas em que existe ainda assim uma chamada de atenção: este consumo sem supervisão parece ter uma incidência quatro vezes maior entre as raparigas. O SICAD destacou ainda que no país há um consumo deste tipo de medicamentos, mesmo com receita, acima do que acontece nos outros países, com 13% dos jovens portugueses medicados com ansiolíticos contra uma média de 8%. Estes dados não foram trabalhados no relatório internacional, mas o SICAD considera que é nesta vertente que os indicadores nacionais se afastam de forma mais negativa. Uma última matéria em que os comportamentos dos adolescentes portugueses não geram, por agora, particular preocupação é o vício dos jogos e da internet. Um quinto dos jovens dizem passar o tempo na net a jogar e 2% admitem apostas a dinheiro, percentagens ligeiramente abaixo da média europeia.

10% acham fácil arranjar coca

Não há consumo sem acesso e os resultados sugerem que ainda há muito a fazer. Quase 80% consideram ser fácil ou muito fácil ter acesso a álcool e 60% dizem o mesmo em relação ao tabaco, apesar de a legislação proibir a compra antes dos 18 anos. A perceção dos jovens sobre a facilidade com que conseguem arranjar droga é, contudo, mais surpreendente. Três em cada dez admitem ser fácil ter acesso a canábis e 10% têm a mesma ideia sobre arranjar ecstasy ou cocaína, drogas que, ainda assim, 2% dizem já ter consumido aos 16 anos.

Perguntas&Respostas

543008

Mário Cordeiro – Pediatra

“As escolas deviam estar mais empenhadas na promoção da saúde”

Passam-lhe pelo consultório casos de adolescentes a tomar sedativos e tranquilizantes? Quais são os motivos?

Não muitos. Creio que temos de olhar para estes dados com algum espírito crítico, não apenas para uma análise da amostra e sua significância e representatividade, mas para os possíveis vieses das respostas e a própria definição de caso. O que é “tomar um ansiolítico”? Todos os dias? Antes dos testes? De vez em quando? Receitados? Homeopáticos de venda livre? Se admitirmos que sim, que tomam mais do que antes, pode ter a ver com a informação, acesso, venda através da net, moda, e também necessidade face ao stresse. O mais importante é saber se os que tomam são os que necessitam e se os que necessitam são os que tomam.

Que tipo de intervenção seria necessária?

Informação, mas transformada em conhecimento, ou seja, dada por pais, professores, profissionais de saúde, e não nas redes sociais. É preciso falar verdade, explicar o que são drogas e medicamentos, e ser-se sério, rigoroso e científico na abordagem da questão quando se fala com um adolescente. No livro que publicarei em outubro, intitulado “Os Nossos Adolescentes e as Drogas – Realidades, Mitos e Verdades”, abordo este assunto, dirigido a um público juvenil, mas também aos educadores em geral. As escolas deviam estar mais empenhadas nesta promoção da saúde, mais do que em sobrecarregar os alunos de matéria exclusivamente académica. Aliás, é uma matéria que poderia ser dada transversalmente, em Língua Portuguesa, Matemática, História, Ciências, tal e qual a sexualidade deveria ser.

Os dados revelam que, não obstante tendências positivas, aos 13 anos, 24% dos jovens já fumaram e 41% já beberam. A esmagadora maioria acha fácil ter acesso a álcool e tabaco, e 10% a ecstasy ou cocaína. Os pais estão atentos ou são apanhados de surpresa por consumos, mesmo ocasionais?

As drogas já cá estão há muito tempo, vieram para ficar e ficarão. É por isso que, “deste lado”, há um grande trabalho a fazer de modo a que uma pessoa que sempre terá droga à sua disposição (incluindo tabaco, álcool e medicamentos legais, já sem falar nas ilegais) possa não a querer, recusá-la e dela não necessitar, porque tem uma boa autoestima, autoconceito, um percurso de vida de que gosta e objetivos de vida, para lá de amigos, família e uma rede social (que não as virtuais) de qualidade afetiva.

Que estratégias recomenda em termos de prevenção aos pais que fiquem preocupados?

A melhor prevenção é a informação, mas transformando-a em conhecimento e em sabedoria. Criar resiliência através de prática desportiva, cultural, artes, sentido ético, viver com frugalidade, e não estar sempre a vitimizar-se e a sentir-se com péssima vida, valorizar o que se tem em termos de círculo humano e também de bens materiais. Tudo isto leva a que a droga passe a ser dispensável e até um obstáculo à felicidade, mesmo que esteja ao virar da esquina. É nisto que temos de investir e, mais uma vez, creio que a escola deveria ter um programa transversal que tocasse em todas as disciplinas.

Perante que sinais devem procurar ajuda especializada? 

Se um adolescente começa a desinvestir na escola, nos amigos, nas relações pessoais, se se isola demasiadamente, perde a noção do mundo, está deprimido e tenta reagir enganando-se com curtos momentos de prazer e de esquecimento da realidade, se se torna violento, rouba, só pensa nisso, é urgente dar-lhe ajuda. Como me disse um inspetor da polícia em Oxford, “se encontrarem um papel de prata no quarto do vosso filho. não é certo que tenha sido para fumar heroína… pode ter estado apenas a comer uma tablete de chocolate…”. Mas há que estar atento e apoiar, mesmo que as coisas aconteçam e a situação seja dura. Os toxicodependentes são doentes e não estão nessa situação “por gozo” – chegaram lá por um percurso de vida de falta de objetivos, de luta, de fuga à realidade. Compete-nos, enquanto sociedade organizada, ser solidários com eles e tentar fazê-los sair desse estado de degradação humana, sejam drogas ilegais, seja o álcool ou o tabaco, que ainda são as drogas mais usadas em Portugal.

 

 

 

The 2011 ESPAD Report Substance Use Among Students in 36 European Countries

Junho 10, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , ,

Descarregar o relatório Aqui

Comunicado de Imprensa

Apresentação do “The 2011 ESPAD Report” (Europa)

Adolescentes portugueses na média europeia no consumo de tabaco, álcool e drogas

Junho 9, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

Notícia do Público de 31 de Maio de 2012.

Por Paula Torres de Carvalho

Os adolescentes portugueses mantêm-se na média europeia quanto à prevalência do consumo de tabaco, álcool, drogas, medicamentos e inalantes.

É o que demonstram os resultados que constam do Relatório Europeu que apresenta as prevalências e os padrões de consumo das diversas substâncias psicoactivas, em 2011, entre os adolescentes de 39 países. O estudo é divulgado esta quinta-feira.

As principais conclusões apontam para a estabilidade na maioria dos países, excepto no caso dos inalantes. A Islândia, Albânia, Bósnia, Moldávia e Montenegro apresentam valores mais baixos; a Polónia e Portugal mantêm-se na média europeia e a República Checa, Estónia, França, Letónia, Mónaco e Eslovénia apresentam-se com os valores mais elevados.

Este estudo – intitulado European Scholl Survey Project on Alcohol and other Drugs /2011 – ESPAD – apresenta a evolução dos consumos dessas substâncias desde 1995, por país e globalmente. Em Portugal, o estudo foi apoiado pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT)/Ministério da Saúde e Ministério da Educação.

O objectivo consiste em acompanhar a evolução dos consumos de álcool, tabaco e outras drogas entre os adolescentes que frequentam escolas públicas e que completam 16 anos no ano em que o estudo decorre.

Dois mil inquiridos

Segundo Fernanda Feijão, a coordenadora nacional do ESPAD, a recolha de dados em Portugal decorreu imediatamente a seguir às férias da Páscoa e a amostra é de dois mil alunos.

Os principais indicadores analisados foram as prevalências de consumo do tabaco e de álcool nos últimos 30 dias; as prevalências de consumo intensivo episódico de álcool nos últimos 30 dias; o volume de álcool puro consumido no último dia; as prevalências ao longo da vida de cannabis e de outras drogas e as prevalências ao longo da vida de medicamentos e de inalantes.

Destes indicadores, em Portugal registaram-se aumentos relativos ao tabaco, drogas e inalantes – como refere um estudo anterior apresentado em Novembro de 2011 – e estabilidade ou decréscimo nos indicadores do álcool.

A análise europeia dos resultados tem em conta a entrada, em 2011, de países do sudeste da Europa e de países da região dos Balcãs e a saída de alguns países da Europa ocidental que tinham consumos elevados, o que fez com que as médias europeias tenham baixado. A posição de Portugal e de outros países que costumavam estar abaixo da média, aproximou-se assim da média.

Portugal destaca-se agora com melhores resultados em comparação com os restantes países que, em 1995, apresentavam valores próximos.

No que respeita ao álcool, os resultados indicam que Portugal está a par da Itália e dos países de Leste. “Temos muitos consumidores, mas o padrão de consumo é menos intenso do que o dos países do norte da Europa”, explica Fernanda Feijão. Nesses, há uma menor percentagem de consumidores. Contudo, são os campeões no que respeita ao consumo do álcool puro, como mostram os resultados do inquérito.

Porém, os países do sul da Europa dominam na resposta relativa à percentagem de pessoas que se embriagam nos últimos 30 dias.

Quanto ao consumo de cannabis, de longe a droga ilícita mais usada, Portugal ocupa uma posição ligeiramente acima da média, registando-se um valor elevado quanto ao consumo de anfetaminas.

O consumo de tranquilizantes adquiridos sem receita situa-se dentro da média relativamente aos outros países, segundo o mesmo estudo.

Menos a experimentar

Considerando o período compreendido entre 1995 e 2011, os dados disponíveis indicam que o maior aumento de consumo de álcool se observou na Croácia, Hungria, Eslováquia e Eslovénia, tendo havido uma redução em países como a Islândia, a Finlândia e a Ucrânia.

O aumento do consumo de cannabis foi registado na República Checa, Eslováquia, e Estónia, tendo diminuído na Irlanda e no Reino Unido.Estes dois países registaram igualmente assinaláveis decréscimos no consumo de outras drogas ilícitas, além da cannabis. Em Novembro passado, os resultados do estudo sobre o Consumo de Álcool, Tabaco e Drogas por Alunos das Escolas Públicas Portuguesas realizado pelo IDT revelavam que havia “menos alunos a experimentar mas os que já experimentaram consomem mais vezes, em maiores quantidades e bebidas com maior teor alcoólico”, segundo a responsável pela investigação, Fernanda Feijão. O mesmo se constatava quanto aos consumidores de tabaco: “menos consumidores experimentais (ao longo da vida) mas mais consumidores actuais (nos últimos 30 dias)”.

 


Entries e comentários feeds.