Crianças com espaços verdes em redor das escolas têm melhor função pulmonar

Dezembro 8, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , ,

Notícia do Público de 25 de novembro de 2019.

Estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto foi publicado na revista Scientific Reports. Trabalho avaliou o sistema respiratório de 701 crianças, entre os 9 e 12 anos, de 20 escolas primárias do Porto.

Lusa

Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que as crianças que têm em redor das suas escolas espaços verdes “apresentam uma melhor função pulmonar”, revelou esta segunda-feira a investigadora responsável.

Em declarações à agência Lusa, Inês Paciência, investigadora do ISPUP, explicou que o estudo pretendia avaliar a influência dos espaços entorno das escolas na actividade do sistema nervoso autónomo das crianças e, consequentemente, na função pulmonar. “Queríamos avaliar de que forma é que o ambiente, nomeadamente, a utilização e caracterização do espaço em redor das escolas, se relacionava com o sistema respiratório das crianças”, referiu.

O estudo, publicado na revista Scientific Reports, avaliou, através de questionários e exames clínicos, o sistema respiratório de 701 crianças, entre os 9 e 12 anos, de 20 escolas primárias, num universo de 50 estabelecimentos do 1.º ciclo do ensino básico da cidade do Porto.

“Escolhemos 20 escolas primárias e públicas do Porto que fossem representativas dos edifícios escolares”, afirmou Inês Paciência, adiantando que a análise teve em conta espaços a uma distância de 500 metros de cada escola.

“Os espaços em redor das escolas eram relativamente diferentes, alguns eram caracterizados por uma maior presença de áreas verdes e outros por áreas construídas, tais como áreas de construção, áreas residenciais, espaços de lazer e comércio, indústrias e estradas”, sustentou.

Depois de relacionados os dados do sistema respiratório das crianças e os espaços em redor das escolas, os investigadores concluíram que a “melhor função pulmonar estava associada à maior presença de espaços verdes”.

“Concluímos que a presença de espaços verdes em redor das escolas estava associada a uma melhoria na função pulmonar e esta melhoria era mediada pela função do sistema nervoso autónomo”, realçou Inês Paciência, acrescentando que “23% a 24% dos espaços verdes apresentavam uma melhoria no sistema respiratório” das crianças.

À Lusa, Inês Paciência adiantou que as conclusões deste estudo mostram a “necessidade de serem construídas mais áreas verdes em redor das escolas”. “É necessário elaborar um conjunto de recomendações que aumentem o contacto das crianças com estas áreas verdes, no sentido de promover uma melhoria em saúde e diminuir os custos associados a uma exposição mais urbana”, concluiu.

A equipa de investigadores responsável pelo estudo, desenvolvido no âmbito do projecto ARIA: Como a qualidade do ar pode influenciar asma e alergia nas crianças”, pretende agora “estudar a forma como o ambiente urbano modifica o microbioma das crianças”.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

School environment associates with lung function and autonomic nervous system activity in children: a cross-sectional study

Crianças expostas a espaços verdes têm menor risco de desenvolver doenças

Outubro 28, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do Público de 15 de outubro de 2019.

Trabalho do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto alerta para a necessidade de investimentos nestes espaços perto das escolas, onde as crianças passam a maior parte do tempo.

Lusa

As crianças que têm espaços verdes à volta das suas escolas e casas apresentam um “menor risco de desenvolver doenças no futuro”, concluiu um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP).

Em entrevista à agência Lusa, a investigadora Ana Isabel Ribeiro afirma que o objectivo do estudo, publicado na revista Environmental International, era “perceber se a exposição a espaços verdes tinha algum reflexo na saúde das crianças”.

Para “explorar o impacto desta exposição”, ainda pouco estudada internacionalmente, os investigadores analisaram os marcadores biológicos de 3100 crianças, com sete anos, da Área Metropolitana do Porto pertencentes à Geração XXI (um estudo longitudinal do ISPUP que acompanha, desde 2005, 8600 crianças).

“Estas crianças estão todas geo-referenciadas, ou seja, nós sabemos em que par de coordenadas é que elas vivem e em que escolas estudam. Com base nesta informação, cruzámos os dados de saúde da criança com a informação ambiental”, explicou.

No estudo foram incluídos 226 espaços verdes públicos e de livre acesso da Área Metropolitana do Porto que, posteriormente, foram correlacionados com dados de saúde de cada criança, tais como, a pressão arterial, relação cintura/anca, hemoglobina glicada, colesterol e proteína C-recativa.

Conseguimos medir a acessibilidade geográfica e, regra geral, vimos que as crianças que tinham espaços verdes no entorno da escola e de casa apresentavam níveis de biomarcadores mais favoráveis”, referiu.

No entanto, os investigadores afirmam que as “diferenças são relevantes” quando comparadas as exposições em redor das escolas.

“As crianças que dispunham de espaços verdes a 400 e 800 metros no entorno da escola, isto é, respectivamente, 20% e 40% das crianças tinham níveis de biomarcadores melhores, sobretudo, no que diz respeito aos marcadores relacionados com a saúde cardiovascular”, frisou.

Tendo em conta as evidências observadas com este estudo, Ana Isabel Ribeiro alertou para a necessidade de “não desprezar” estas áreas, sugerindo um “maior investimento na provisão destes espaços perto das escolas”, local onde as crianças passam a maioria do seu tempo.

“É fundamental que os governantes e planeadores locais assegurem que a população dispõe de áreas verdes a uma distância razoável dos seus locais de residência e dos parques escolares”, concluiu.

O estudo, desenvolvido por investigadores da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do ISPUP, integra o Exalar XXI, um projecto que estuda a relação entre o ambiente urbano e a saúde infantil.

mais informações na notícia da ISUP:

Crianças expostas a espaços verdes têm melhores marcadores biológicos

Oficinas de Natal 2017 da Associação Nacional dos Animadores Sociais – 18 dezembro a 2 de janeiro em Coimbra

Novembro 29, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

mais informações:

https://www.facebook.com/events/307001009782770/

Crianças rodeadas de espaços verdes com melhor rendimento

Junho 25, 2015 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , ,

Notícia do Jornal de Notícias de 16 de junho de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Green spaces and cognitive development in primary schoolchildren

foto Marcos Borga Arquivo Global Imagens

Dina Margato

As zonas verdes dos parques e jardins têm um papel revelante na aprendizagem das crianças, conclui um estudo espanhol, desenvolvido pelo programa Contaminação Atmosférica do Centro de Investigação em Epidemiologia Ambiental.

O estudo, que envolveu 2600 crianças, foi publicado pela revista “Preceedings of the National Academy of Sciences” e comparou o desempenho dos miúdos que frequentam escolas com jardins ou situadas na proximidade de espaços verdes com o de outros impedidos desse contacto.

Primeiro analisou-se o nível de cognição dos miúdos pertencentes a diferentes escolas e colégios de Barcelona. Numa segunda parte do trabalho, os investigadores encaixaram essa informação no mapa das áreas arborizadas, recorrendo a imagens fornecidas via satélite.

A principal conclusão foi a de que o contacto com zonas verdes estimulava o desempenho cognitivo em 5%. E as características mais diferenciadoras referem-se à rapidez no processamento de informação simples e complexa. A memória também ganha 6% face ao grupo privado de parques naturais.

Os investigadores descobriram ainda que o défice de atenção diminuía e isso independentemente da etnia, educação da mãe ou emprego dos pais.

Na explicação de Mark Nieuwenhuijsen, um dos coordenadores do estudo, “quando olhas para um parque o cérebro relaxa e isso influi nele”. Por outro lado, realça ainda as vantagens adjacentes: “estimulam a actividade física, promovem o contacto social e ajudam a reduzir o stress”.

Apoiando-se nas conclusões, os investigadores propõem a expansão de espaços verdes no interior das escolas e na sua proximidade.

 

 

 

 


Entries e comentários feeds.