Crianças expostas a espaços verdes têm menor risco de desenvolver doenças

Outubro 28, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 15 de outubro de 2019.

Trabalho do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto alerta para a necessidade de investimentos nestes espaços perto das escolas, onde as crianças passam a maior parte do tempo.

Lusa

As crianças que têm espaços verdes à volta das suas escolas e casas apresentam um “menor risco de desenvolver doenças no futuro”, concluiu um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP).

Em entrevista à agência Lusa, a investigadora Ana Isabel Ribeiro afirma que o objectivo do estudo, publicado na revista Environmental International, era “perceber se a exposição a espaços verdes tinha algum reflexo na saúde das crianças”.

Para “explorar o impacto desta exposição”, ainda pouco estudada internacionalmente, os investigadores analisaram os marcadores biológicos de 3100 crianças, com sete anos, da Área Metropolitana do Porto pertencentes à Geração XXI (um estudo longitudinal do ISPUP que acompanha, desde 2005, 8600 crianças).

“Estas crianças estão todas geo-referenciadas, ou seja, nós sabemos em que par de coordenadas é que elas vivem e em que escolas estudam. Com base nesta informação, cruzámos os dados de saúde da criança com a informação ambiental”, explicou.

No estudo foram incluídos 226 espaços verdes públicos e de livre acesso da Área Metropolitana do Porto que, posteriormente, foram correlacionados com dados de saúde de cada criança, tais como, a pressão arterial, relação cintura/anca, hemoglobina glicada, colesterol e proteína C-recativa.

Conseguimos medir a acessibilidade geográfica e, regra geral, vimos que as crianças que tinham espaços verdes no entorno da escola e de casa apresentavam níveis de biomarcadores mais favoráveis”, referiu.

No entanto, os investigadores afirmam que as “diferenças são relevantes” quando comparadas as exposições em redor das escolas.

“As crianças que dispunham de espaços verdes a 400 e 800 metros no entorno da escola, isto é, respectivamente, 20% e 40% das crianças tinham níveis de biomarcadores melhores, sobretudo, no que diz respeito aos marcadores relacionados com a saúde cardiovascular”, frisou.

Tendo em conta as evidências observadas com este estudo, Ana Isabel Ribeiro alertou para a necessidade de “não desprezar” estas áreas, sugerindo um “maior investimento na provisão destes espaços perto das escolas”, local onde as crianças passam a maioria do seu tempo.

“É fundamental que os governantes e planeadores locais assegurem que a população dispõe de áreas verdes a uma distância razoável dos seus locais de residência e dos parques escolares”, concluiu.

O estudo, desenvolvido por investigadores da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do ISPUP, integra o Exalar XXI, um projecto que estuda a relação entre o ambiente urbano e a saúde infantil.

mais informações na notícia da ISUP:

Crianças expostas a espaços verdes têm melhores marcadores biológicos

Oficinas de Natal 2017 da Associação Nacional dos Animadores Sociais – 18 dezembro a 2 de janeiro em Coimbra

Novembro 29, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/events/307001009782770/

Crianças rodeadas de espaços verdes com melhor rendimento

Junho 25, 2015 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 16 de junho de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Green spaces and cognitive development in primary schoolchildren

foto Marcos Borga Arquivo Global Imagens

Dina Margato

As zonas verdes dos parques e jardins têm um papel revelante na aprendizagem das crianças, conclui um estudo espanhol, desenvolvido pelo programa Contaminação Atmosférica do Centro de Investigação em Epidemiologia Ambiental.

O estudo, que envolveu 2600 crianças, foi publicado pela revista “Preceedings of the National Academy of Sciences” e comparou o desempenho dos miúdos que frequentam escolas com jardins ou situadas na proximidade de espaços verdes com o de outros impedidos desse contacto.

Primeiro analisou-se o nível de cognição dos miúdos pertencentes a diferentes escolas e colégios de Barcelona. Numa segunda parte do trabalho, os investigadores encaixaram essa informação no mapa das áreas arborizadas, recorrendo a imagens fornecidas via satélite.

A principal conclusão foi a de que o contacto com zonas verdes estimulava o desempenho cognitivo em 5%. E as características mais diferenciadoras referem-se à rapidez no processamento de informação simples e complexa. A memória também ganha 6% face ao grupo privado de parques naturais.

Os investigadores descobriram ainda que o défice de atenção diminuía e isso independentemente da etnia, educação da mãe ou emprego dos pais.

Na explicação de Mark Nieuwenhuijsen, um dos coordenadores do estudo, “quando olhas para um parque o cérebro relaxa e isso influi nele”. Por outro lado, realça ainda as vantagens adjacentes: “estimulam a actividade física, promovem o contacto social e ajudam a reduzir o stress”.

Apoiando-se nas conclusões, os investigadores propõem a expansão de espaços verdes no interior das escolas e na sua proximidade.

 

 

 

 


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