A importância de brincar na terra, segundo Kate

Maio 22, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Lusa / Kensington Palace Handout

Notícia do Público de 21 de maio de 2019.

A duquesa de Cambridge desenhou um jardim e divulgou fotografias dos filhos a brincar.

Kate projectou um jardim com dois paisagistas para o evento Chelsea Flower e divulgou fotografias dos filhos a brincar na terra. Co-criado com Andree Davies e Adam White, o “Back to Nature Garden” da duquesa de Cambridge inclui um balouço de corda, uma casa na árvore e um riacho com cascatas.

Segundo o Palácio de Kensington, Kate é uma grande defensora dos benefícios mentais e físicos que a natureza e o ar livre exercem sobre as crianças e os adultos. “É um espaço natural, um espaço realmente empolgante para crianças e adultos compartilharem e explorarem”, declarou durante a abertura do jardim, na segunda-feira. “Sinto que a natureza tem enormes benefícios no bem-estar físico e mental, especialmente para as crianças”, reforçou.

Num vídeo publicado na sua conta no Instagram, os três filhos do casal, George, Charlotte e Louis, podem ser vistos a brincando na corda, na casa de madeira, e descalços num riacho. O mais pequeno, Louis, que comemorou seu primeiro aniversário no mês passado, pode ser visto a andar pela primeira vez, acenando com um pau.

“Acredito que passar o tempo ao ar livre, quando somos mais pequenos, pode desempenhar um papel importante no estabelecimento das bases para que as crianças se tornem adultos saudáveis e felizes”, acrescentou ainda a duquesa.

O Chelsea Flower Show, que abre ao público esta terça-feira e encerra no sábado, é o evento de maior prestígio no calendário de jardinagem da Grã-Bretanha.

 

 

Quer um filho mais saudável? Deixe-o brincar ao ar livre

Setembro 4, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 29 de agosto de 2018.

Bárbara Wong

Há uma “epidemia silenciosa” que afecta as crianças, e o segredo para combatê-la é sair para a rua, defende Angela Hanscom.

As crianças estão a ficar doentes, com menos resistência física e também psicológica. Têm medos, inseguranças, são hiperactivas. Há uma “epidemia silenciosa” no mundo moderno que está a atacá-las e o combate faz-se com o brincar ao ar livre, de preferência na natureza. Mas nada de brincadeiras organizadas, diz Angela Hanscom, terapeuta ocupacional pediátrica norte-americana, fundadora de um programa que promove o contacto com a natureza e autora do livro Descalços e Felizes.

A sociedade ocidental tornou-se demasiado “programada”, começa por dizer Hanscom ao PÚBLICO por e-mail, ou seja, as crianças têm horários para tudo, até para brincar. “Esse hiperfoco na escola e nas actividades extras não deixa espaço para experiências enriquecedoras e feitas sem pressa, especialmente ao ar livre”, lamenta. E essa foi uma das razões por que criou o programa TimberNook, com o objectivo de “proporcionar experiências únicas de jogo ao ar livre que inspiram as crianças a jogar e a desenvolver-se”.

O projecto começou na América do Norte, EUA e Canadá, e já atravessou oceanos – pelo Pacífico chegou à Austrália e à Nova Zelândia, e pelo Atlântico conquistou o Reino Unido. A ambição é chegar a mais países, reconhece, sobretudo às escolas, onde se pode fazer um trabalho mais próximo com as crianças. Mas os pais também têm a responsabilidade de agarrar nos filhos e levá-los a contactar com a natureza. “Estamos a descobrir que precisamos de recordar e reeducar os pais sobre a importância do brincar ao ar livre. A nossa sociedade está a tornar-se cada vez mais programada, tanto em casa como na escola”, critica a especialista.

Como é que nos esquecemos da importância da natureza? “Nas últimas décadas, as prioridades da nossa sociedade mudaram muito. O horário de jantar da família foi substituído pelo treino de futebol à noite. O jogo e a brincadeira foram retirados de muitos jardins-de-infância e pré-escolares para se encaixarem mais actividades académicas”, justifica Angela Hanscom, atirando também culpas aos meios de comunicação social que inundam as famílias com notícias que se traduzem em medos e que as levam a não querer que os filhos brinquem na rua sem a supervisão de um adulto por questões de segurança.

Além de os pais terem medo que os filhos sejam raptados, roubados, agredidos, há também a preocupação com a segurança dos equipamentos, por exemplo nos parques e recreios. No livro, a terapeuta relata que muitas escolas tiraram equipamentos como escorregas altos de metal – “que pareciam ser desafios impossíveis” – e substituíram-nos por “brinquedos mais simples, de plásticos coloridos, que fazem pouco para inspirar as crianças em crescimento” e dá conta de como espaços interiores de brincadeira se tornaram uma moda. “Um parque deveria inspirar e desafiar crianças, não aborrecê-las”, escreve.

Benefícios desconhecidos

Mas por que é importante brincar ao ar livre, de que forma contribui para o crescimento saudável da criança? “É tão importante lembrar que, se queremos filhos ‘seguros’, temos de permitir que tenham liberdade de movimentos e também oportunidades de liberdade de brincar. Os sistemas neurológicos das crianças são projectados para procurar a informação sensorial de que precisam a qualquer momento. Se continuarmos a restringir as oportunidades de brincadeira e movimento das crianças, continuaremos a ver um aumento de problemas sensoriais, como a diminuição da consciência espacial, o controlo inadequado do comportamento, a diminuição da competência em habilidades sociais e lúdicas e muito mais!”, alerta.

Hanscom faz uma relação directa entre a ausência de contacto com a natureza com problemas motores – crianças sem noção espacial, que tropeçam a todo o momento –, e com questões como a falta de atenção, hiperactividade e dificuldades de aprendizagem. “As crianças precisam de oportunidades para se movimentarem em diferentes direcções para que o líquido do ouvido interno se movimente também, isso ajuda-as a desenvolver o equilíbrio. Este sentido é fundamental para organizar todos os outros. Ajuda a regular e a acalmar o corpo e a mente e ajuda a manter a atenção.”

E, na escola, quando brincam muito no recreio, não chegam à sala de aula com demasiada energia? “Se damos às crianças tempo e espaço para brincar ao ar livre, vamos descobrindo que se tornam mais organizadas, atentas, criativas e capazes”, responde, acrescentando que à medida que vai estudando a relação criança/natureza mais benefícios encontra – “é como as camadas da cebola: encontramos cada vez mais benefícios que desconhecíamos. Alguns dos maiores benefícios são: ajudar a superar medos, aprender regras, tornar-se independente, aprender a jogar, a interagir e aumenta a criatividade”.

Quanto aos problemas motores, brincar ao ar livre permite desenvolver a força das mãos para mais tarde segurar o lápis correctamente; desenvolver os músculos dos ombros necessários para a postura e atenção; andar descalço ajuda a desenvolver pequenos músculos nos pés e tornozelos que ajuda as crianças a ficarem mais ágeis e conscientes de seu corpo no espaço, enumera. O segredo é uma hora diária de movimento, de preferência a subir e a descer árvores, a correr, a inventar brincadeiras. “A chave é dar-lhes experiências diárias de movimento.”

Quanto aos smartphones e gadgets electrónicos, é óbvio que Angela Hanscom é contra. “A electrónica é muito viciante para crianças pequenas e, infelizmente, muitas vezes substitui o precioso tempo em que poderiam estar a remexer a terra, a subir colinas ou a escalar árvores – tudo experiências que apoiam o desenvolvimento de formas que a electrónica não consegue.”

 

Oficinas de Natal 2017 da Associação Nacional dos Animadores Sociais – 18 dezembro a 2 de janeiro em Coimbra

Novembro 29, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/events/307001009782770/

Estudo da UTAD lança fortes críticas à qualidade dos recintos escolares

Outubro 9, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.utad.pt de 25 de setembro de 2017.

“O jardim-escola já não é jardim e os recreios das escolas têm sido transformados em pátios inertes e acéticos, qual presídio”, alerta um investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), no âmbito de um estudo desta universidade muito crítico da orgânica e qualidade dos recintos escolares em Portugal.

Frederico Meireles, arquiteto paisagista e diretor do mestrado em Arquitetura Paisagista da UTAD, considera que “os recintos escolares não são providos de espaço suficiente, nem tão pouco de diversidade de elementos”, para além de que “os ambientes de brincadeira e de estudo estão mais próximos e contidos do que nunca e a variedade de estímulos no ambiente natural está a ser substituída por outros, de natureza digital, limitando as oportunidades para a atividade física”.

O estudo da UTAD sobre planeamento do recreio escolar, que teve a colaboração do Instituto da Criança, concluiu que as escolas apresentam índices baixos de espaços verdes por criança, têm uma elevada exposição solar durante o período quente e uma quase total inexistência de elementos que promovam o conforto bioclimático no recreio. Concluiu também que “os elementos construídos são insatisfatórios quanto ao desempenho no desenvolvimento das capacidades e competências da criança, revelando insuficiências notórias, quer quanto ao número de equipamentos, quer face às necessidades dos utilizadores, o que, no final, se traduz numa baixa capacidade de fomentar o desenvolvimento de novas atividades e brincadeiras”.

Lembrando a recente decisão do governo em aumentar os tempos de intervalo no primeiro ciclo, Frederico Meireles assinala também o paradoxo de “os programas escolares negligenciarem repetidamente as atividades letivas no exterior, preferindo um controlo sobre a criatividade”. Aliás, observa o investigador, “os próprios projetos de requalificação das escolas vêm descurando a importância do espaço exterior na educação social, estética e ecológica”. Num estudo anterior da UTAD, uma avaliação aos espaços exteriores de 20 escolas secundárias intervencionadas pelo Programa Parque Escolar, concluiu que “a área total de recreio nas escolas secundárias nacionais é muito reduzida, apresentando um deficit de cerca de 80% inferior ao cenário ideal”.

Para mais informação contatar:

Rosa Rebelo | Assessoria de Comunicação | UTAD

Telm: 932 148 809 | rorebelo@utad.pt

 

 

Uso de eletrônicos em excesso atrasa desenvolvimento infantil, diz Unicamp

Março 2, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://g1.globo.com/ de 29 de setembro de 2016.

Vídeo da notícia aqui

globo

Estudo foi feito com crianças de 8 a 12 anos, na região de Campinas.

Pesquisadora se surpreendeu com o tempo gasto com os aparelhos.

Um estudo da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp, em Campinas (SP), concluiu que as crianças que usam aparelhos eletrônicos sem controle e não brincam, ou brincam pouco, no “mundo real” podem ter atraso no desenvolvimento. A pesquisa foi realizada com meninos e meninas de 8 a 12 anos de idade, que ficam de quatro a seis horas diante das telas de computadores, tablets, celulares e videogames.

Para a pedagoga Ana Lúcia Pinto de Camargo Meneghel, que desenvolveu o estudo na FE durante o mestrado na linha de psicologia da educação, as crianças que se enquadram neste perfil acabam não brincando e nem tendo uma rotina, o que afeta no ritmo de construção do desenvolvimento cognitivo.

Ao todo, 21 meninos e meninas de uma escola particular na região de Campinas (SP) passaram por testes para avaliar as capacidades que eles precisam ter para, inclusive, aprender bem o conteúdo ensinado na escola. Para a surpresa da pesquisadora, de todas as crianças, apenas uma mostrou as habilidades esperadas para essa faixa.

“Apenas uma criança, de 12 anos, tinha construído as noções lógico-elementares, que seriam as noções matemáticas e a noção de espaço”, afirma a pesquisadora da Unicamp.

Brincar aumenta a criatividade

O uso de eletrônicos em si não é exatamente o problema, segundo a pesquisa, mas sim a falta de brincadeiras no “mundo real”.

“O mais importante é eles brincarem. Num parquinho, na piscina, na escola. Precisa oferecer para essas crianças atividades criativas. Atividades que eu vou buscar, que eu tenha curiosidade”. explica Ana Lúcia. [Veja exemplos no vídeo acima]

Moradora de uma chácara em Vinhedo (SP), Isabella Bracalente, de 9 anos, aproveita para subir em árvores e explorar brincadeiras, como andar de bicicleta, patins e pular corda.

“Eu acho que só ficar no tablet o dia inteiro, a gente não desenvolve a nossa criatividade. Por isso que eu gosto de brincar”, conta a menina.

Segundo a pesquisa, quando a criança brinca, faz uso das operações infralógicas, que garantem noção operatória de espaço, tempo e causalidade. Um exemplo é uma brincadeira simples de entrar debaixo de uma cadeira. A criança precisa viver a experiência para saber se cabe naquele espaço ou não.

Crianças foram entrevistadas

A pedagoga e pesquisadora Ana Lúcia conversou com as crianças e todas afirmaram ter pelo menos quatro aparelhos eletrônicos em casa. Sobre brincadeiras na rua, os meninos e meninas responderam que não brincavam porque os pais não deixavam, por ser perigoso.

Sobre a prática de atividades físicas, das 21 crianças avaliadas, 14 afirmaram que não praticavam nenhuma. As que disseram sim, afirmaram fazer natação, uma ou duas vezes na semana.

A pesquisadora percebeu em outros questionamentos, sobre o que as crianças fazem quando não estão na escola, que muitas não conseguem descrever suas rotinas.

Dificuldades para medir espaço

Entre os testes desempenhados, as crianças tiveram que montar uma torre com peças de madeira em uma mesa e depois outra no chão, com peças diferentes. A ideia é que construíssem torres de igual tamanho. Elas tiveram dificuldades para medir as duas.

Em outra prova, a pesquisadora avaliou a perspectiva. Com a ajuda de uma maquete de casas e fotos de diversos ângulos da maquete, muitas das crianças não conseguiram definir as posições das casas. Ana Lúcia concluiu que essas crianças ainda não tinham desenvolvido a noção de espaço.

E em atendimentos psicopedagógicos, verificou que as crianças sem oportunidade de brincar, explorar e que passam horas diante dos aparelhos eletrônicos, apresentaram dificuldade na hora de organizar os pensamentos. Foi difícil, por exemplo, montar contas matemáticas no papel com um número embaixo do outro.

 

 

 

 

A aparente descontração dos pais alemães

Janeiro 13, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://www.goethe.de/ins/pt/lp/prj/toa/ptindex.htm

celia-mateus

A minha vida mudou e muito no ano 2012. Vim viver para a Alemanha com o meu filho de 5 anos e o meu marido por motivos profissionais. Sabia a língua? Não, nem uma palavra, mas também não interessava nada. É preciso ter abertura de espiríto e encarar as diferentes fases da vida com optimismo, acreditando que tudo irá correr pelo melhor. Eis as minhas aventuras.

Na Alemanha é muito comum ver crianças sozinhas na rua, duas a duas ou em grupo a caminho da escola. Umas a passear de bicicleta e outras a passar nos semáforos das estradas movimentadas. Crianças pequenas que saem das suas casas para irem para a casa dos amigos, que fica na rua ao lado.

Tudo isto são cenas que me relembram a minha própria infância nos anos oitenta em Portugal, que era exatamente assim. Uma época que se perdeu. Mas porquê? Pelo medo muito fomentado pelas constantes notícias na televisão sobre o que vai mal no mundo? E, afinal, o que fazem os pais alemães de diferente? Certamente, eles amam tanto os seus filhos como quaisquer outros pais. Como conseguem eles ter a calma e a descontração para dar esta liberdade aos filhos, liberdade essa mais contida no panorama português? Em primeiro lugar, esta “descontração” no controlo parental é apenas aparente e, em segundo lugar, as crianças são incentivadas a serem independentes e, para que tal aconteça, devem sentir-se responsáveis pelos seus atos.

No jardim de infância, por exemplo, katharina-hankequando os vão levar ou buscar, não os ajudam a despir e a vestir ou a descalçar e a calçar. Ficam à sua frente, a dizer o que devem fazer, tipo: “Agora despe o casaco e pendura no cacifo com o teu nome. Agora descalça-te e guarda os sapatos no lugar deles. Tira as luvas e o gorro e coloca-os dentro das mangas do casaco”, e por aí fora. Assisti muitas vezes a isto e pensava para comigo, que pais eram estes que não ajudavam os seus filhos pequenos? Os pais alemães esperavam o tempo que fosse necessário até todas as tarefas estarem concluídas. E o que acontecia? Os meses passavam e as crianças alemãs, gradualmente, começavam a ser mais “desenrascadas” e já se despiam e vestiam cada vez mais depressa e sem ser necessário que lhes dissessem qual a ordem correta.

Quando o meu filho foi para escola primária alemã, explicaram-nos que os pais só devem acompanhar os filhos no primeiro dia de escola. A partir daí, as crianças devem ir a pé ou de autocarro.
O meu filho de seis anos, sozinho no autocarro da escola?
Não consegui fazê-lo, pelo que ocasionalmente recebia uns olhares espantados dos próprios miúdos, que não compreendiam a minha presença na escola.

As crianças pequenas são também incentivadas a andar de bicicleta, para acompanhar a família nos passeios de fim de semana e, como consequência disso, muitas crianças de três anos já sabem andar numa bicicleta com pedais. Enquanto isso o meu filho aprendeu a andar de bicicleta sem pedais com três anos! Em Portugal não existem bicicletas destas para crianças de dois anos, ao contrário do que se vê na Alemanha.

celia-mateus2Outro bom exemplo são os parques infantis, que na Alemanha estão sempre apinhados de pais com os seus filhos. Os pais sentam-se, conversam, levam termos de café, bolachas e fruta, que trocam entre eles e vigiam os seus filhos sem se levantar. Se eles desaparecem da sua vista, não vão a correr para ver onde os miúdos andam, se foram para trás de algum arbusto, se para cima de uma árvore ou se estão empoleirados num baloiço mais alto onde não deviam estar. Todos os pais alemães que conheço achavam estranho eu andar sempre atrás do meu filho e, gradualmente, deixei de o fazer, não que não me preocupasse, mas a verdade é que ele estava sempre por ali.

Qual é, então, a diferença na educação alemã? Trata-se de incentivar a independência e a responsabilidade, através da confiança que depositam nos seus filhos. Ao estar fora da vista dos pais, a criança sente que precisa de se desenvencilhar sozinha e ao fazê-lo está também a ser mais independente. São maneiras diferentes de educar, cada uma com as suas vantagens e desvantagens.

Seja como for, pese embora eu não me consiga libertar do “controlo parental português”, agrada-me viver num país que me relembra a minha própria infância e sentir que o meu filho pode viver a sua infância na plenitude que ela merece.

celia-mateus3

 

Célia Mateus
licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Luís de Camões e especializou-se em Relações Públicas, área onde trabalhou mais de 10 anos, passando pela Câmara Municipal de Lisboa e pela NPF-Pesquisa e Formação. Nos últimos anos trabalhou na área do Turismo, como agente de Viagens na Best Travel.

Copyright: Tudo Alemão
Novembro de 2015

Língua original: Português

 

Crianças passam demasiado tempo dentro dos infantários

Julho 27, 2015 às 12:30 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://lifestyle.sapo.pt/ de 23 de julho de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Interação criança-espaço exterior em jardim de infância

LUSA

Nuno Noronha Lusa

Um estudo de uma investigadora da Universidade de Aveiro (UA) conclui que as crianças passam pouco tempo nos espaços exteriores dos jardins-de-infância e com pouca atividade motora.

A investigação de Aida Figueiredo, do Departamento de Educação da Universidade de Aveiro, a primeira em Portugal a estudar a interação das crianças com os espaços exteriores das creches e jardins-de-infância, conclui que os espaços exteriores e as atividades proporcionadas às crianças “não promovem o desafio, a exploração, a autonomia e a liberdade, aspetos importantes no desenvolvimento da autoconfiança e do bem-estar emocional” entre os mais novos.

“As crianças permanecem no exterior apenas 10,8% do tempo passado no jardim-de-infância e por períodos curtos de tempo que em média têm 30 minutos, dedicando ao jogo livre apenas uma pequena fração desse tempo”, afirma Aida Figueiredo, investigadora do Departamento de Educação e do Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) da UA.

Segundo Aida Figueiredo, “as crianças [no exterior dos jardins de infância] evidenciam pouca atividade motora, permanecendo a maior parte do tempo de pé e a andar, não existindo ações que requerem contacto do corpo com o solo, equilíbrio ou desafio, como trepar, pendurar ou balançar, percorrendo distâncias inferiores a dez metros, independentemente da área e do tipo de espaço”.

As conclusões resultam do trabalho de doutoramento da investigadora que, durante meses, analisou as interações de 16 crianças, entre os 4 e os 5 anos, com os espaços exteriores de quatro jardins-de-infância das cidades de Aveiro e de Coimbra.

Ainda que o estudo se tenha centrado em quatro espaços infantis, Aida Figueiredo não tem dúvidas quanto ao cenário, em tudo semelhante, que se poderá encontrar no país.

“Não se pode generalizar do ponto de vista investigativo, mas o saber empírico que detemos, a partir de supervisão de estágios, seminários e conversas informais, diz-nos que a probabilidade desta situação ser muito frequente em Portugal é elevada”, afirma a investigadora.

Aida Figueiredo lembra que a interação das crianças “com espaços exteriores diversificados, estimulantes, desafiadores, que incorporem elementos da natureza, seja terra, água, flores, folhas, pedras ou areia, e que convidem ao movimento e à exploração aumenta o seu nível de atividade física, enriquece o comportamento de jogo livre e potencia o seu desenvolvimento cognitivo, emocional e físico”.

Relativamente à atividade motora, “observou-se que as crianças apresentam predominantemente ações que envolvem a parte superior do corpo [tronco, mãos e cabeça], permanecem de pé e andam, sendo pouco frequentes ações motoras mais intensas [como correr e saltar] ou com maior grau de qualidade [como trepar, equilibrar e suspender]”.

 

Incentivar as crianças para actividades ao ar livre – Vídeos

Julho 3, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.edutopia.org de 20 de junho de 2014.

film-fest-outdoors-thinkstock

June has just been proclaimed Great Outdoors Month, and for many, school is out and the weather is hot. We hear over and over in the news media that kids these days just want to stare at their devices instead of going outside and getting exercise and fresh air. And it’s true that today’s sedentary lifestyles have made it so this generation is the first to have a shorter life expectancy than their parents. If that’s not enough to get you and the kids in your life off your couches and into the wild, here are a few videos to make the case for the value of connecting kids to nature.

Video Playlist: The Great Outdoors

Watch the player below to see the whole playlist, or view it on YouTube.

http://www.youtube.com/watch?v=Lc2W63ZOSp8&feature=share&list=PLvzOwE5lWqhS4-GCHUncapS4f3w8miMFd

Take the Pledge to Be Out There!(01:04)

The National Wildlife Federation is committed to getting kids outdoors with their Be Out There campaign, which has been sharing resources and actively promoting getting kids into nature since 2008.

Project Wild Thing (Official Film Trailer) (02:05)

Project Wild Thing is not just a powerful documentary about the growing disconnect between children and nature, it’s also aiming to become a global movement. Find great activity ideas on their website.

10 Things You Should Know About Forest School (02:16)

Have you heard of waldkindergarten, or forest kindergarten in English? Pioneered in northern Europe in the 1970s, it’s early childhood education that occurs entirely outdoors, no matter the season. A growing number of them are popping up in the US, like this one in Brooklyn’s Prospect Park.

The Importance of Playing With Fire (Literally) (03:08)

A recent article in The Atlantic, “The Overprotected Kid,” discussed how parental anxiety can keep kids from taking the risks that help them learn. This is a trailer for an upcoming documentary about The Land, a Welsh playground featured in the article that prizes independent exploration.

5 Extra Years (01:47)

Designed to Move is a call-to-action to combat rising rates of physical inactivity, put out by a group of organizations spearheaded by Nike, American College of Sports Medicine, and the Council of Sport Science and Physical Education. Research and action toolkit available.

For Inner-City Kids, Time Spent Outdoors Cultivates Confidence (02:18)

But what about the many, many kids who live in urban environments with no easy access to nature? Organizations like Sierra Club have programs like Inner City Outings to get city kids out into the wild, like these third graders from San Diego’s City Heights.

Nature Deficit Disorder: KQED Quest (12:06)

On the long side at 12 minutes and a little old, this segment from KQED Quest is nonetheless worth watching as a great overview on “nature deficit disorder,” a term coined by author Richard Louv in 2006, and the “No Child Left Inside” movement that followed his book’s publication.

Sesame Street: Outdoors with Jason Mraz (02:58)

Just to wrap it up with a bit of fun, this toe-tapping spoof of “I’m Yours” from indie musician Jason Mraz is not only an earworm, it gets my pre-schooler excited to go play outside. Thank you, Sesame Street!

More Resources for Getting Kids Outdoors

Step One: Back away from the computer. It’s terribly hard to unplug, and we’re all guilty of going down the rabbit-hole of mindless internet entertainment. The organizations below have gathered a wealth of resources to help give you ideas for getting kids out into nature. Just don’t spend too much time looking at nature education resources online when the very best advice is really to just turn it off and get out there!

Kick Nature-Deficit Disorder to the Curb: Celebrating Great Outdoors Month,” by Jackie Ostfeld via Huffington Post

Be Out There, National Wildlife Federation

Let’s Move

Project Wild Thing

No Child Left Inside

Inner City Outdoors, Sierra Club

Designed to Move

Outdoors Alliance for Kids

The Wilderness Society

Children and Nature Network

 

 

Deixe o rapaz descer o escorrega sozinho!

Abril 11, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Life & Style do Público de 4 de abril de 2014.

Miguel Manso

Por Rita Pimenta

Proteger as crianças, sim. Atrofiá-las, não. Se é do tipo enervadinho, sempre com medo que algo de mal lhes aconteça, não leve os miúdos ao parque. Arranje alguém mais descontraído que os deixe brincar à vontade. E cair de vez em quando.

Os parques infantis existem para que as crianças corram, saltem, gritem, ponham à prova as suas capacidades físicas, desafiem medos, ultrapassem obstáculos, brinquem com outras crianças e até se zanguem com elas. Tudo a bem do seu desenvolvimento.

Se é óbvio que os adultos devem estar atentos aos riscos, também devem dar espaço para que o miúdo explore, falhe, chore, caia, se magoe e se levante. Crescer é assim.

Pelo “facto de existirem cada vez mais famílias com filhos únicos e pais tardios, a tendência é termos, cada vez mais, pais protectores dos seus filhos, que por serem tão ansiosamente desejados e vistos como um ‘projecto’ a incluir numa sociedade cada vez mais competitiva, são mais protegidos e salvaguardados das experiências do dia-a-dia”, diz a psicóloga Maria José Mandim. E acrescenta: “No entanto, quando a protecção se torna excessiva, compromete o desenvolvimento da criança. É importante deixarmos queestas tenham tempo de exploração, para um desenvolvimento saudável.”

Especializada em neuropsicologia, esta colaboradora do Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças, descreve algumas consequências da superprotecção: “Acaba por criar uma enorme ansiedade nas crianças, tornando-as adultos inseguros; contribui para a perda de autonomia, não permitindo que desenvolvam mecanismos de resolução de problemas e tomada de decisões ao longo da vida, gerando dificuldades no relacionamento com os outros.”

Sem preparação “para enfrentar o mundo à sua volta”, a criança “não conseguirá lidar com as frustrações”, o que lhe “provocará dificuldades ao nível do desenvolvimento emocional”.

Segundo Maria José Mandim, que acompanha crianças e jovens, mas também ajuda adultos e idosos na cidade da Maia, a protecção excessiva “limita as possibilidades de acção e criatividade”.

Poucos vão a pé para a escola

A justificação para estes receios dos pais é quase sempre a de que o mundo se tornou mais perigoso. Mas o perigo, dizem os especialistas em educação, é deixarmo-nos dominar por esse medo e transmiti-lo aos nossos filhos.

Nalguns países, a preocupação excessiva com a segurança “tornou os parques infantis bastante maçadores, sem desafios ou estímulos para as crianças”. Opinião de Ellen Sandseter, educadora de infância em Queen Maud University College, Trondheim (Noruega), que fez uma tese de mestrado sobre os adolescentes e a sua necessidade de correrem riscos. Concluiu que alguns jovens, se não puderem alimentar esse desejo de formas socialmente aceitáveis, acabarão por ter comportamentos muito mais imprudentes e mesmo perigosos.

Esta educadora, ainda segundo o artigo do The Atlantic, concluiu que mesmo as crianças mais pequenas têm necessidade de experimentar o perigo e a excitação. “Mas não significa que o que fazem seja realmente perigoso. Simplesmente, têm a sensação de que estão a correr riscos. Ficam assustados, mas depois superam o medo.” E gostam disso.

A emoção de decidir sozinho

Para esta educadora e também mãe, este último ponto é dos mais importantes para as crianças e para o seu desenvolvimento: “Quando são deixadas sozinhas, têm de assumir a responsabilidade dos seus actos e arcar com as consequências das suas decisões – uma experiência emocionante.” E afinal aquela que mais se repetirá nas suas vidas de adultos.

É também por isso que Maria José Mandim reforça a ideia de que “a aprendizagem ao longo da vida ocorre por tentativa e erro, por meio de experiências”. Assim, “para evitar exageros, é necessário os pais procurarem o bom senso para equilibrar a protecção no sentido de apoiarem os filhos em situações stressantes e perigosas, mas não os privando da vivência das experiências dessas situações”.

Conclusão (e não culpabilização): “Devemos ser pais atentos, mas não obsessivos. Há que encontrar um equilíbrio entre proteger e dar espaço para o crescimento.” Por vezes, cai-se.

 

 

50 cosas que los niños deberían hacer antes de cumplir los 12 años

Março 20, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do site Barcelona Colours de 21 de Março de 2013.

Estas son algunas de las 50 cosas que los niños deberían hacer antes de cumplir 12 años, según una lista elaborada por el National Trust, una organización benéfica que se ocupa de edificios históricos, jardines y bosques de toda Gran Bretaña.

1. Trepar a un árbol
2. Deslizarse por una colina
3. Acampar en la montaña
4. Construir una cabaña
5. Hacer rebotar una piedra contra el agua
6. Correr alrededor en la lluvia
7. Volar una cometa
8. Pescar un pez con una red
9. Coger una manzana de un árbol y comerla

10. Saltar charcos
11. Hacer una batalla de bolas de nieve
12. Jugar a la caza del tesoro en la playa
13. Hacer un pastel de barro
14. Construir una presa en un río
15. Ir en trineo
16. Enterrar a alguien en la arena
17. Organizar una carrera de caracoles
18. Pasar haciendo equilibrio sobre un árbol caído
19. Columpiarse en un columpio de cuerda y rueda de camión

20. Escuchar el canto de un pájaro
21. Coger moras y comerlas directamente.
22. Echa un vistazo dentro del hueco de un árbol
23. Visitar una isla
24. Sentir como si estuvieras volando con el viento

25. Oler la hierba mojada
26. Cazar  fósiles y huesos
27. Mirar cómo amanece
28. Escalar (o subir) una colina enorme
29. Pasar por detrás de una cascada
30. Dar de comer a un pájaro con la mano
31. Cazar  bichos
32. Encontrar renacuajos
33. Coger una mariposa con un cazamariposas
34. Perseguir  animales salvajes
35. Descubrir qué hay en un estanque

36. Bañarse en la playa de noche
39. Coger un cangrejo
40. Ir en un paseo por la naturaleza en la noche
41. Enterrar una semilla, hacerla crecer, comerse el fruto.
42. Nadar al aire libre
43. Hacer rafting
44. Encender un fuego sin cerillas
45. Encuentra el camino con un mapa y una brújula
46. Intentar escalar
47. Hacer fuego de campamento
48. Hacer rappel
49. Jugar a geolocalización
50. Navegar en canoa o barca por un río

 A lista original pode ser consultada no link:

https://www.50things.org.uk/parents-area.aspx

50 things to do before you’re 11¾

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