Pai envolve-se mais rapidamente com o recém-nascido do que a mãe

Julho 12, 2014 às 4:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Notícia do site Universia de 8 de julho de 2014.

Bárbara Figueiredo2

Um estudo da Escola de Psicologia da Universidade do Minho revela que os pais envolvem-se mais rapidamente com os recém-nascidos do que as mães.

Um estudo da Escola de Psicologia da Universidade do Minho  revela que os pais envolvem-se mais rapidamente com os recém-nascidos do que as mães.“A reação de amor imediato é, de facto, mais comum nos homens do que nas mulheres. Talvez devido ao facto de eles não passarem fisicamente pelo parto. A dor sentida durante este processo interfere no estado emocional da mãe após o parto, bem como na sua disponibilidade para se ligar afetivamente ao bebé”, explica Bárbara Figueiredo, que investiga há mais de uma década o envolvimento emocional dos pais com o recém-nascido. O trabalho contou com a participação de mil progenitores.

Ao contrário do que dizem as crenças populares, o envolvimento e a paixão de uma mãe pelo filho nem sempre são instantâneos. “Enquanto para algumas é imediato, para outras nem tanto. Temos fortes indicações para pensar que a ligação efetiva da mãe ao bebé se faz de um modo relativamente gradual”, desmitifica Bárbara Figueiredo. “Trata-se de um processo de adaptação mútuo que pode ser complicado ou facilitado dependendo de várias fatores como o desenrolar da gravidez e do parto”, destaca a autora de “Mães e Pais – Envolvimento Emocional com o Bebé”, uma obra recentemente publicada pela editora Psiquilíbrios que desconstrói alguns dos mitos mais associados à maternidade.

A intensidade da dor durante o trabalho de parto e logo a seguir é um dos fatores mais determinantes para o envolvimento emocional inicial. Quanto maiores são os níveis de dor, menor é o vínculo estabelecido ao 3º e 5º dias, contextualiza a professora universitária. A analgesia epidural surge, assim, como “uma ótima notícia”, “sobretudo hoje em que os níveis de analgesia já não adormecem o bebé, que nasce com a mesma vitalidade e com uma mãe muito mais disponível para ele”.

Doutorada em Psicologia Clínica pela UMinho, Bárbara Figueiredo é professora nesta instituição há 22 anos, tendo coordenado inúmeros projetos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Bial. É responsável pela Unidade de Estudos da Família e Intervenção do Centro de Investigação em Psicologia e membro do Serviço de Psicologia da UMinho. Tem mais de duas centenas de publicações a nível nacional e internacional, dedicando-se particularmente à investigação e intervenção no domínio da gravidez e parentalidade.

Fonte: Universidade do Minho

 

Mães e Pais  : Envolvimento emocional com o bebé

 

 

Cortar cordão umbilical favorece envolvimento emocional do pai

Março 29, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Correio do Minho de 19 de Março de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Fathers’ emotional involvement with the neonate: impact of the umbilical cord cutting experience

A participação no parto, procedendo ao corte do cordão umbilical, pode favorecer o envolvimento emocional do pai com o bebé, conclui um estudo da Escola de Psicologia da Universidade do Minho.
O trabalho, que contou com uma amostra de 105 pais portugueses, acaba de ser publicado no ‘Journal of Advanced Nursing’, de Inglaterra.
A investigação pretendeu estudar o envolvimento emocional do pai com o bebé, antes e depois do parto, e perceber o impacto da experiência de corte do cordão umbilical na relação de ambos.
Os resultados mostram que o envolvimento emocional tende a aumentar durante a gravidez e na sequência imediata do parto, começando a diminuir logo no primeiro mês após o nascimento.
Os pais que participaram no parto e cortaram o cordão umbilical dos respectivos filhos exibiram uma melhoria significativa no envolvimento emocional, entre o parto e os primeiros 30 dias de vida.

As conclusões indicam que a presença do progenitor neste processo e nos cuidados iniciais pode beneficiar o seu envolvimento com o recém-nascido”, afirmam Sónia Brandão e Bárbara Figueiredo, investigadoras da Unidade de Investigação Aplicada em Psicoterapia e Psicopatologia da UMinho.

“A participação do pai durante o trabalho de parto e nos cuidados iniciais pode beneficiar a confiança e o desempenho do papel paterno e, por conseguinte, melhorar a sua relação com o bebé. Isso não significa que esta prática deva ser imposta ou seja sempre favorável”, diz Bárbara Figueiredo, notando que este tema tem sido pouco estudado.

Duas centenas de artigos

Doutorada em Psicologia Clínica pela UMinho, Bárbara Figueiredo é professora na instituição há vários anos, tendo coordenado projectos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação Bial. É responsável pelo grupo Family: Studies and Intervention do Centro de Investigação em Psicologia e membro do Serviço de Psicologia da Universidade do Minho.
Tem mais de duas centenas de publicações a nível nacional e internacional, dedicando-se particularmente à investigação e intervenção no domínio da gravidez e parentalidade.


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