Crianças expostas à violência podem ser adultos violentos

Janeiro 29, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do site Notícias Universidade do Porto de 20 de Janeiro de 2013.

entrevista dada por Teresa Magalhães ao Porto Canal

Eva Pinho / FMUP e Tiago Reis / REIT

O castigo físico, como as bofetadas ou os abanões, pode influenciar o normal desenvolvimento das crianças, pautando de forma negativa o seu crescimento e formação como adultos. O alerta marcou o 3.º Congresso sobre o Abuso e Negligência de Crianças, evento que reuniu, de 18 a 19 de janeiro, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), mais de 250 participantes de diversas áreas de formação.

Para os investigadores, as consequências do castigo físico podem ser distintas: baixa autoestima, comportamentos desviantes, prejuízos a nível psicológico, entre muitas outras. De acordo com Teresa Magalhães, docente da FMUP, diretora da Delegação Norte do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), e coordenadora do congresso, os abanões dos bebés ou de crianças até aos três anos de idade “podem provocar inclusivamente a sua morte, constituindo um dos casos que ocorrem cada vez com mais frequência”.

Já a exposição das crianças à violência doméstica, como as discussões entre os pais, é uma outra forma de abuso infantil. Para além dos efeitos traumáticos, estas situações “podem inclusivamente provocar lesões e até a morte”. Teresa Magalhães afirma ainda que num contexto de violência doméstica, “21% dos casos de mulheres mortas tinham crianças presentes”.

Por fim, a exposição das crianças a imagens violentas, provenientes da internet, filmes, desenhos animados ou telejornais, revela-se como um abuso cada vez mais frequente e que transforma as crianças em adultos violentos.

Apesar da noção que existe atualmente sobre a dimensão deste fenómeno e das suas consequências, os participantes no congresso foram unânimes em considerar que a sociedade ainda se mantém demasiado tolerante face a algumas práticas que levam muitas crianças a sofrer danos graves na saúde. Práticas essas que sempre existiram e foram entendidas como normais ao longo do tempo.

O 3.º Congresso sobre o Abuso e Negligência de Crianças foi organizado pela FMUP, pelo INML e pela Sociedade Portuguesa para o Estudo da Criança Abusada e Negligenciada (SPECAN).

Ciclo de Conferências Riscos (d)e Trauma – Trauma stories – the hidden side of the interview

Novembro 19, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação, Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Ciclo de Conferências Riscos (d)e Trauma

O Centro de Trauma do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, no âmbito das suas actividades propõe-se realizar um ciclo de conferências proferidas por individualidades de reconhecido mérito, e subordinado aos vastos temas da Prevenção e Intervenção no Trauma Psicológico.
O propósito deste Ciclo assenta no desejo de estimular a discussão e a partilha de conhecimento entre aqueles que intervêm nas áreas da crise, desastre ou catástrofe, reflectindo conjuntamente e congregando leituras interdisciplinares.

Trauma stories – the hidden side of the interview

Gavin Rees (Diretor do Dart Centre Europe | Escola Superior de Jornalismo da Universidade de Columbia/Nova Iorque)

21 de novembro de 2012, 15h00, Auditório do Centro de Informação Urbana de Lisboa, Picoas Plaza, Rua do Viriato, 13 | Lisboa

Resumo

Trauma is news. For a society to function people need to know about the worst things that can befall individuals and their communities. But no area of news coverage arouses greater ambivalence. We may find ourselves gripped by the news, while simultaneously wishing that we had never seen it. What does it take for journalists to navigate this minefield? Portraying the lives of people who have been adversely exposed to traumatic events, such as sexual violence, street crime, armed conflict or other forms of human tragedy, requires research, knowledge and sensitivity – and in some cases genuine personal courage.
Gavin Rees, the Director of Dart Centre Europe, will talk about why trauma awareness for journalists matters and, in particular, will look at the hidden aspects of trauma interviewing that rarely get talked about.
Nota biográfica

Gavin Rees, jornalista e realizador, é diretor do Dart Centre Europe, um projeto da Escola Superior de Jornalismo da Universidade Columbia em Nova Iorque dedicado à promoção de abordagens éticas e inovadoras na cobertura jornalística do trauma e da violência. Gavin Rees é responsável pela implementação na Europa do trabalho do Dart Centre, atuando nessa qualidade como consultor em organizações noticiosas, ONG e escolas de jornalismo para a consciencialização sobre o trauma. Embora a sua carreira tenha iniciado como investigador político, trabalhou durante vários anos para uma grande variedade de meios de comunicação social. Durante cerca de quinze anos produziu notícias nas áreas económica e política para a Financial Times Television, CNBC e notícias internacionais para grupos japoneses. Participou também na produção de filmes e documentários para a BBC e o Channel 4, entre outros.

O seu interesse pelas narrativas traumáticas nasceu das entrevistas que realizou a sobreviventes do ataque nuclear a Hiroshima, no âmbito de um documentário para a BBC, premiado com um Emmy em 2006. Atualmente é investigador visitante da Universidade Bournemouth, onde desenvolve investigação sobre a narrativa jornalística sobre a violência, e é membro da direção da European Society of Traumatic Stress Studies.

Entrevista a Bruto da Costa na Antena 1

Agosto 20, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Entrevista a Alfredo Bruto da Costa na Antena 1 no dia 16 de Julho de 2012.

Alfredo Bruto da Costa, sociólogo com larga experiência em investigação sobre a pobreza em Portugal, analisa os casos que a Antena1 apresentou esta manhã de pessoas que se viram recentemente obrigadas a recorrer às cantinas sociais para terem uma refeição.

Bruto da Costa observa que falta uma rede de segurança mínima para pessoas pobres e alerta que há vários tipos de pobres. Há pobres empregados, há pobres reformados, e há pobres que são pessoas inativas, como as domésticas. O sociólogo explica que idosos e crianças são os grupos mais vulneráveis.

Nesta entrevista conduzida pelo jornalista Nuno Rodrigues, Bruto da Costa defende que o sistema de ensino é fulcral para quebrar o ciclo vicioso de pobreza entre gerações, sublinhando que o sistema português não está preparado para apoiar crianças de famílias pobres. Bruto da Costa avalia ainda negativamente a atuação do governo em relação à pobreza, criticando a visão assistencialista do executivo, a qual é demonstrada pela forma como tem agido em relação ao Rendimento Social de Inserção.

Ouça aqui a reportagem sobre as cantinas sociais, que é comentada por Bruto da Costa no início desta entrevista.

 

IAC Comemora 28 anos – Entrevista de Dulce Rocha à TSF

Março 14, 2011 às 9:57 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Entrevista da Drª Dulce Rocha, Presidente Executiva do Instituto de Apoio à Criança, à jornalista da TSF Sónia Santos Silva, hoje 14 de Março de 2011 pelas o8.35. Pode ouvir a entrevista em directo, hoje por volta das 10.00 Aqui

Pode ouvir a entrevista Aqui

Em dia de celebração, saltam à vista as dificuldades por que o Instituto de Apoio à Criança está a passar. A crise está a diminuir os donativos e a atrasar pagamentos. A presidente-executiva deste organismo ainda não quer falar em ruptura, mas já se viu obrigada a tomar algumas medidas de restrição para controlar a situação financeira.

Os efeitos da crise começaram a fazer-se sentir no final do ano passado, adiantou à TSF Dulce Rocha, presidente-executiva do Instituto de Apoio à Criança.

«Já estamos a sentir atraso nos pagamentos do protocolos, os donativos são em menor quantidade», destacou.

Dificuldades no passado, já houve, mas desde que chegou ao Instituto de Apoio à Criança, há três anos, nunca a presidente-executiva teve tantas contas para fazer. Dulce Rocha nota bem a diferença.

«É talvez a altura em que o nosso director financeiro nos alerta mais para as dificuldades que já se estão a fazer sentir e temos que tomar medidas drásticas», referiu.

Dulce Rocha não perdeu tempo e antes que a situação se torne insustentável, decidiu reduzir a despesa por exemplo nas deslocações ao estrangeiro.

« Página anterior


Entries e comentários feeds.