Quase metade dos alunos do secundário escolhe um curso profissional

Setembro 24, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Jornal de Notícias de 11 de setembro de 2018.

Portugal tem como objetivo chegar a 2020 com metade dos jovens do secundário inscritos em cursos profissionais, mas a meta estava ainda longe de ser alcançada, em 2016.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico reconhece que Portugal tem apostado no ensino profissional, como forma de combater o abandono escolar e facilitar o acesso dos jovens ao mercado de trabalho. Um relatório divulgado na manhã desta terça-feira nota que os 41% de inscritos em cursos profissionais deixa o país ainda longe da meta de 50% definida para o ano de 2020.

A maioria dos jovens portugueses escolher estudar uma área dos serviços, ao contrário do que sucede na OCDE, onde preferem a indústria, engenharia e construção.

Todos os anos, a OCDE publica o relatório “Education at a Glance”, onde retrata o estado da educação nos vários países. Ao longo dos anos, a organização tem reconhecido o avanço de Portugal, mas mesmo assim a qualificação da população continua muito abaixo da média dos restantes países.

Ainda hoje, a pesar da sucessão de programas de qualificação de adultos como o Novas Oportunidades, mais de metade dos portugueses ainda não tem o ensino secundário. Com a renovação das gerações, contudo, o cenário vai alterar-se: na década que vai de 2007 a 2017, a percentagem de jovens adultos com a escolaridade mínima obrigatória completa passou de 44% para 70%. “É de longe o maior aumento da OCDE”, apesar de ainda estar abaixo da média de 85%, diz o relatório.

O caminho percorrido no ensino superior é semelhante. No ano passado, 34% dos jovens adultos acabaram um curso – mais do que os 21% de há uma década, mas ainda assim dez pontos percentuais abaixo da média da OCDE. A manter-se esta evolução, a OCDE estima que 40% dos atuais jovens terão um canudo (menos do que os 49% da média da OCDE).

Pré-primária acima da média

A exceção ao panorama das fracas qualificações dos portugueses é o ensino pré-primário, no qual Portugal está bem classificado. Na década entre 2005 e 2016, a taxa de inscrição no sistema de ensino das crianças até aos três anos aumento de 64% to 83% e a dos meninos de quatro anos cresceu 79% to 90% – ambas acima da média dos países da OCDE. É um sinal positivo,

Apesar do aumento do número de crianças na escola, os cortes feitos durante a “Troika” levaram à redução em 9% do número de professores. Diz a OCDE que, em 2016, cada professor do pré-primário tinha a seu cargo 17 crianças, mais três do que a média da organização.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Education at a Glance 2018

Dados de Portugal:

https://read.oecd-ilibrary.org/education/education-at-a-glance-2018/portugal_eag-2018-63-en

 

 

Taxa de escolarização das crianças de três anos aumentou para 77%

Setembro 18, 2016 às 5:28 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 15 de setembro de 2016.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Education at a Glance 2016 : OECD Indicators

Dados de Portugal no link:

http://www.keepeek.com/Digital-Asset-Management/oecd/education/education-at-a-glance-2016/portugal_eag-2016-75-en#.V9vNAmkVARo

2016

Natália Faria

A despesa pública com este sector é menor do que a média da OCDE em 18 pontos percentuais. A explicação pode estar no facto de apenas metade das crianças portuguesas frequentarem estabelecimentos públicos. Organismo recomenda maior comparticipação estatal no sector.

Os alunos que frequentaram o pré-escolar tendem a sair-se melhor no desempenho académico nas idades mais avançadas, segundo a OCDE. E, no que aos números diz respeito, Portugal destaca-se pela positiva na fotografia de grupo deste organismo, já que, entre 2005 e 2014, a taxa de escolarização das crianças de três anos de idade aumentou de 61% para 77%. O país cresceu assim a um ritmo superior à média da OCDE que, no período analisado, se situou entre os 54% e os 69%, e ficou mais próximo da meta de estender a educação pré-escolar a todas as crianças entre os três e os seis anos de idade.

Ainda em termos de cobertura da rede, na faixa etária dos quatro anos o cenário mostra-se ainda mais abonatório para Portugal, já que, em 2014, 91% das crianças estavam matriculadas no ensino pré-escolar, contra uma média da OCDE de 85%. Uma vantagem clara se se considerar que a frequência do pré-escolar é consensualmente apontada como uma das melhores armas no combate às desigualdades sociais.

Mas nem tudo é cor-de-rosa. Traçado o cenário em grandes números, a OCDE aponta idiossincrasias portuguesas no pré-escolar. Desde logo porque, em termos de despesa, o pré-primário pesa apenas 0.6% do PIB português, ligeiramente abaixo da média de 0.8% da OCDE, numa poupança conseguida à custa das famílias, isto é, apenas 65% da despesa com o pré-escolar provém dos recursos públicos, ficando o restante a cargo das famílias. Na média da OCDE, 83% dos custos com o pré-escolar provêm dos cofres estatais. Portugal investe, portanto, menos 18 pontos percentuais.

Por outro lado, apenas 54% das crianças portuguesas matriculadas no pré-escolar frequentam estabelecimentos públicos, contra uma média de 67% nos países da OCDE, o que ajuda a explicar a maior sobrecarga financeira das famílias portuguesas. Ora, os peritos da OCDE sustentam a propósito que o financiamento público é alicerce fundamental para garantir a qualidade do pré-escolar, nomeadamente porque possibilita o recrutamento de pessoal capaz de garantir “o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças”. “Nos países que não canalizam verbas públicas suficientes para cobrir tanto a qualidade como a quantidade [da educação pré-escolar], algumas famílias poderão sentir-se inclinadas a encaminhar os seus filhos para estabelecimentos privados, o que implica um fardo financeiro mais pesado. Outros poderão preferir ficar em casa, o que põe em causa a participação dos progenitores no mercado de trabalho”, acrescenta ainda o relatório.

O ex-secretário de Estado da Educação e investigador da Universidade Católica Joaquim Azevedo considera que estas recomendações “fazem todo o sentido”. “É muito pesado para as famílias suportarem os custos da educação pré-escolar. Com a entrada no 1º ciclo do básico, as coisas acalmam, mas, até lá, é muito difícil para as famílias. Aliás, essa é precisamente uma das medidas prioritárias no apoio aos casais com filhos”, recorda, referindo-se ao relatório Por um Portugal amigo das crianças, da natalidade e das famílias 2015-2035, cujos trabalhos coordenou e que elenca um conjunto de recomendações de “remoção dos obstáculos” à natalidade.

A dimensão das turmas no pré-escolar é outro dos aspectos que mancham a imagem portuguesa. O rácio português de 17 crianças por cada professor é “dos mais elevados” dos países analisados, cuja média aponta um rácio médio de 14 alunos por professor.

Numa altura em que vigora já a universalidade do pré-escolar para as crianças de quatro anos, o actual ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, prometeu que até 2020 todas as crianças de três anos de idade deverão ter acesso garantido ao pré-escolar. O problema que está actualmente em cima da mesa é que, com a universalidade aos quatro anos, a procura aumentou mas a oferta manteve-se. Resultado: há centenas de crianças em lista de espera para um lugar na rede pública da educação pré-escolar.

 

 

Education and Training : Monitor 2015

Março 14, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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edu

descarregar o documento no link:

http://bookshop.europa.eu/is-bin/INTERSHOP.enfinity/WFS/EU-Bookshop-Site/pt_PT/-/EUR/ViewPublication-Start?PublicationKey=NCAJ15001

This first edition of the Education and Training Monitor developed under the Juncker Commission is published when Europe’s need for long-term solutions to a growing social crisis has once more been thrown into sharp relief. Education is the foundation of Europe’s future economic vitality, driving the employability, productivity, innovativeness and entrepreneurial spirit of tomorrow’s working population. But equipping people for employment is only part of the picture. Education has an equally important role in creating a better society. Well-educated people are less at risk of marginalisation and social exclusion. Effective education is about inclusiveness, ensuring every citizen has an opportunity to develop their talents and to feel part of a shared future. Building effective education and training systems requires a focus on inclusion as part and parcel of the broader quest for excellence, quality and relevance. These objectives are well reflected in the Europe 2020 education headline target. Yet the latest available data shows a worrying decrease in education investment for the third consecutive year, jeopardising the EU’s progress towards these objectives. Member States that have seen a spending cut for at least three years in a row are NL, FI, PT, IT, ES, IE and UK – the latter four proving the most problematic from a demographic perspective. The Education and Training Monitor 2015 shows that, in view of improving spending effectiveness and efficiency, mutual learning and evidence-based policy making are of vital importance

 

Ordem dos Psicólogos denuncia que alunos são encaminhados para ensino vocacional sem orientação

Março 18, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Antena 1 de 24 de Fevereiro de 2014.

Ballasteros

Ballesteros/EPA

Ouvir a reportagem aqui

Andreia Brito

Centenas de alunos estão a ser encaminhados para o ensino vocacional sem orientação de um psicólogo. A portaria que regulamenta este tipo de ensino prevê que os alunos sejam integrados nesse sistema, depois de um processo de orientação realizado por um psicólogo.

A Ordem dos Psicólogos denuncia na Antena 1 que a lei não está a ser cumprida. Questionado pela Antena 1, o Ministério da Educação garante que em 500 candidaturas todas apresentam documentos que provam a existência de um processo de avaliação, antes do encaminhamento dos candidatos para este sistema.

O ensino vocacional é o tema da reportagem Antena 1 desta segunda-feira, que vai ser transmitida na rádio pública esta tarde após o noticiário das 15 horas.


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