Arriscar, surpreender, inovar. Um concurso para os alunos do Secundário

Novembro 7, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do site Educare do de 22 de outubro de 2018.

Sara R. Oliveira

Um concurso de ideias e planos de negócio anda à procura dos projetos mais inovadores em áreas como o design, engenharia, segurança, saúde, alimentação e ecologia. O desafio é lançado a jovens do Secundário e do Ensino Técnico-Profissional. Há mais de 150 mil euros em prémios.

É uma das mais ambiciosas iniciativas na área do empreendedorismo e da inovação em contexto escolar. O Concurso de Ideias e Planos de Negócio – Arrisca C desafia jovens do Ensino Secundário e Técnico-Profissional a apresentarem as melhores ideias de negócio. Alimentação, ecologia, engenharia, design de produto, são algumas das áreas que os alunos podem explorar para propor ideias. As inscrições decorrem até 4 de novembro.

O concurso está dividido em duas categorias que pretendem premiar, por um lado, as melhores ideias de negócio ainda em fase de conceção e sem plano de negócio desenvolvido e, por outro, os melhores planos de negócio que apresentem um projeto para a constituição de uma empresa. O concurso disponibiliza mais de 150 mil euros para os projetos mais inovadores.

O Prémio Ensino Secundário do Concurso de Ideias e Planos de Negócio – Arrisca C tem vindo a distinguir projetos inovadores em várias áreas. Na última edição, o projeto “Eucalygrape Leather” foi o vencedor com uma proposta de curtimenta da pele economicamente viável e ambientalmente sustentável. A ideia tinha por base a produção de um couro anti alergénico a partir de subprodutos vegetais, como o bagaço de uva e extratos de eucalipto, de forma a substituir a utilização de químicos nocivos à saúde humana.

Em 2016, o Prémio Ensino Secundário foi atribuído a dois projetos. Ao “Urgências SOS” que propôs a colocação de um dispositivo de alerta (chip) no pulso dos utentes das urgências dos hospitais para uma triagem mais rigorosa, com a medição da pressão arterial e temperatura corporal dos doentes. E ao projeto “3D Cake”, uma impressora capaz de imprimir objetos 3D, em vários materiais, para decoração de bolos sem intervenção humana.

O Prémio Ensino Secundário foi atribuído, em 2014, ao projeto “Still Here” que tinha como objetivo prevenir a possibilidade de os bebés serem deixados dentro de viaturas. Ou seja, um sistema para conectar, com tecnologia wireless, uma pulseira usada pelo condutor a um dispositivo de segurança colocado na cadeira da criança. Um sistema que poderá ser também usado em doentes com Alzheimer.

Na primeira edição, o Arrisca C premiou “Frapé”, projeto de um painel rotativo fotovoltaico portátil que propunha o desenvolvimento de um protótipo de frapé com refrigeração autossustentável através do aproveitamento da luz solar, facilitando assim o arrefecimento de garrafas sem gasto de energia.

O Arrisca C apresenta-se como um projeto ambicioso. Ao fim de 10 anos, com cerca de 820 mil euros distribuídos em prémios, mais de 700 projetos candidatos, envolvendo mais de dois mil promotores e mais de 25 empresas criadas, a iniciativa elevou a fasquia e assume que quer transformar esta edição “num marco na propagação de ideias e projetos inovadores”. Na primeira edição, em 2008, o concurso era destinado apenas a estudantes e recém-licenciados do Ensino Superior. A partir de 2013, estendeu-se aos alunos do Ensino Secundário e Técnico-Profissional.

“Nas edições anteriores verificou-se que os estudantes do Ensino Secundário e Técnico-Profissional apresentaram ideias altamente inovadoras, com grande potencial ao nível de aplicabilidade comercial e criação de futuros negócios. Isso foi uma motivação para continuarmos a dinamizar este prémio, de forma a estimular junto dos estudantes mais jovens o aparecimento de ideias empreendedoras e competitivas e possibilitar-lhes ferramentas para a sua concretização”, explica, em comunicado, Jorge Figueira, responsável pela Divisão de Inovação e Transferências do Saber da Universidade de Coimbra, líder do consórcio INOV C 2020 que financia o Arrisca C.

Informações:
www.arrisca-c.pt

Quase metade dos alunos do secundário escolhe um curso profissional

Setembro 24, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Jornal de Notícias de 11 de setembro de 2018.

Portugal tem como objetivo chegar a 2020 com metade dos jovens do secundário inscritos em cursos profissionais, mas a meta estava ainda longe de ser alcançada, em 2016.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico reconhece que Portugal tem apostado no ensino profissional, como forma de combater o abandono escolar e facilitar o acesso dos jovens ao mercado de trabalho. Um relatório divulgado na manhã desta terça-feira nota que os 41% de inscritos em cursos profissionais deixa o país ainda longe da meta de 50% definida para o ano de 2020.

A maioria dos jovens portugueses escolher estudar uma área dos serviços, ao contrário do que sucede na OCDE, onde preferem a indústria, engenharia e construção.

Todos os anos, a OCDE publica o relatório “Education at a Glance”, onde retrata o estado da educação nos vários países. Ao longo dos anos, a organização tem reconhecido o avanço de Portugal, mas mesmo assim a qualificação da população continua muito abaixo da média dos restantes países.

Ainda hoje, a pesar da sucessão de programas de qualificação de adultos como o Novas Oportunidades, mais de metade dos portugueses ainda não tem o ensino secundário. Com a renovação das gerações, contudo, o cenário vai alterar-se: na década que vai de 2007 a 2017, a percentagem de jovens adultos com a escolaridade mínima obrigatória completa passou de 44% para 70%. “É de longe o maior aumento da OCDE”, apesar de ainda estar abaixo da média de 85%, diz o relatório.

O caminho percorrido no ensino superior é semelhante. No ano passado, 34% dos jovens adultos acabaram um curso – mais do que os 21% de há uma década, mas ainda assim dez pontos percentuais abaixo da média da OCDE. A manter-se esta evolução, a OCDE estima que 40% dos atuais jovens terão um canudo (menos do que os 49% da média da OCDE).

Pré-primária acima da média

A exceção ao panorama das fracas qualificações dos portugueses é o ensino pré-primário, no qual Portugal está bem classificado. Na década entre 2005 e 2016, a taxa de inscrição no sistema de ensino das crianças até aos três anos aumento de 64% to 83% e a dos meninos de quatro anos cresceu 79% to 90% – ambas acima da média dos países da OCDE. É um sinal positivo,

Apesar do aumento do número de crianças na escola, os cortes feitos durante a “Troika” levaram à redução em 9% do número de professores. Diz a OCDE que, em 2016, cada professor do pré-primário tinha a seu cargo 17 crianças, mais três do que a média da organização.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Education at a Glance 2018

Dados de Portugal:

https://read.oecd-ilibrary.org/education/education-at-a-glance-2018/portugal_eag-2018-63-en

 

 

Ensino profissional perde um terço dos seus alunos mais frágeis

Setembro 21, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 14 de agosto de 2018.

Os alunos que no ensino básico foram desviados para outras ofertas educativas, devido ao acumular de chumbos, são também os que menos sucesso alcançam nos cursos profissionais do ensino secundário. Esta é uma das principais constatações de um novo estudo sobre o ensino profissional, divulgado pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC).

Seguindo o percurso individual de cada aluno, a DGEEC foi apurar qual era a situação em 2016/2017 dos alunos que, três anos antes, seguiram do 9.º ano para um curso profissional. À semelhança do que também se passa no ensino regular, três anos é o prazo normal (sem retenções) de conclusão dos cursos profissionais do secundário.

E o que a DGEEC descobriu foi o seguinte: 70% dos cerca de 30 mil alunos que chegaram ao profissional vindos do ensino básico geral concluíram o curso em três anos, enquanto só 35,6% dos 7869 estudantes que vieram de outras vias o conseguiram fazer. Mais: a percentagem dos que abandonaram o secundário sem terminar este nível de ensino sobe de 6% entre os primeiros para 30% no segundo grupo.

Para o investigador da Universidade Católica, Joaquim Azevedo, que tem acompanhado de perto a realidade do ensino profissional, os dados agora divulgados vêm confirmar, por um lado, que “as escolas não sabem lidar com as crianças que tiveram percursos muito conturbados durante o ensino básico” e, por outro, que se continua a encarar o ensino profissional como se este servisse “para tudo e para todos”.

Entre os estudantes que se inscreveram no ensino profissional em 2014/2015, estão incluídos 5652 alunos que concluíram o 9.º ano nos Cursos de Educação e Formação (CEF) do ensino básico, 1769 que terminaram o 3.º ciclo do ensino básico nos cursos vocacionais, criados por Nuno Crato, e 448 que frequentaram turmas do básico com Percursos Curriculares Alternativos (PCA). Todas estas ofertas têm em comum o facto de se destinarem a alunos com um historial de retenções, como comprovam aliás as suas idades médias de chegada ao secundário: oscilam entre 16,9 e 17,3 anos, enquanto os que vêm do ensino regular têm em média menos de 16 anos. O que mostra que os primeiros tiveram mais chumbos no seu percurso anterior do que os segundos.

São cursos que, “já em si, constituem soluções de ‘segunda’ e de terceira’”, critica Joaquim Azevedo, para defender que quando os adolescentes, que foram para ali encaminhados, os terminam “deveriam continuar a usufruir de alternativas curriculares adequadas e não ser ‘remetidos’ para o ensino profissional, como se, por não ser ‘ensino geral’, servisse para tudo e para todos!”. O que não é verdade, insiste: “O ensino profissional não é um percurso mais fácil que o do ensino geral. Exige, por exemplo, uma clara orientação e ‘vocação’”.

Ora, acrescenta, “uma boa parte dos alunos que são oriundos daqueles outros cursos do ensino básico não reúnem condições básicas para prosseguirem estudos em ambas estas modalidades [geral e profissional], que são pouco flexíveis e muito rígidas”.

Lisboa com maus resultados

E por isso continuam a ter o fracasso pela frente já que, denuncia ainda Azevedo, continua a existir “uma devoção incompreensível e comum com o modelo curricular único e igual para todos, que arrasta imenso insucesso escolar desnecessário”.

No conjunto, a percentagem de alunos que concluiu o ensino profissional em três anos passou de 53% em 2014/2015 para 60% em 2016/2017. No seu estudo, a DGEEC aponta outras diferenças que apresenta como “muito significativas”.

Por exemplo, em 2016/2017 a taxa de conclusão no tempo normal para um curso profissional na Área Metropolitana de Lisboa (46%) ficou 21 pontos abaixo da atingida no Norte (67%). É uma tendência que se repete. Como é também a do maior sucesso das raparigas, mesmo nos cursos profissionais: 68% concluíram em três anos, quando entre os rapazes este valor foi de 55%. Ou ainda a que aponta para um melhor desempenho das escolas profissionais privadas, onde 67% dos alunos conseguiram concluir no tempo normal. Nas secundárias públicas este feito foi alcançado por 56%.

Só para os mais fracos

As classes mais favorecidas só optam pelo ensino secundário profissional quando os seus filhos mostram grandes dificuldades nos estudos. Esta é uma das conclusões da DGEEC, que analisou as idades de ingresso no ensino profissional e as taxas de conclusão em tempo normal entre os alunos dos escalões A e B da Acção Social Escolar (ASE) e comparou-as com as registadas entre os estudantes que não necessitam destes apoios.

Primeiro resultado que a DGEEC apresenta como sui generis: ao contrário do que sucede no ensino regular, “os indicadores de sucesso no ensino profissional não atingem os seus valores mais elevados entre os alunos que não beneficiam da Acção Social Escolar (ASE), mas sim entre os que estão no escalão B”. Nos primeiros a taxa de conclusão em três anos é de 56%, enquanto nos segundos sobe para 63%. Entre os alunos oriundos dos agregados mais desfavorecidos, que estão no escalão A da ASE, este valor é de 52%, o mais baixo, portanto.

Segundo resultado: “A idade média de ingresso no profissional é mais elevada para os alunos sem ASE (16,1) do que para os estudantes no escalão B (16).” E isso quer dizer, frisa a DGEEC, que os primeiros “têm mais retenções anteriores” do que os segundos, quando em geral os estudantes do básico sem apoios da ASE “têm, em média, indicadores de sucesso escolar francamente superiores” aos dos alunos que beneficiam de apoios.

Somando estas duas realidades, a DGEEC afirma então o seguinte: “Os alunos de estratos socioeconómicos elevados têm que evidenciar dificuldades escolares muito marcadas durante o ensino básico para que os respectivos agregados familiares optem pela sua matrícula no ensino profissional.”

E aqui chegados aplica-se a eles o que se passa também com todos os outros alunos com um histórico de chumbos: como o “sucesso no básico é um dos preditores do sucesso no profissional” e eles não o tiveram, acabam também por soçobrar nos cursos profissionais.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Situação após 3 anos dos alunos que ingressam no ensino profissional

 

“Os alunos que concluem um curso profissional encontram emprego com facilidade”

Dezembro 26, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do site http://www.educare.pt/ a José Luís Presa, no dia 14 de dezembro de 2016.

educare

 

José Luís Presa, presidente da ANESPO – Associação Nacional de Escolas Profissionais, garante que a ideia de que há um ensino de primeira e um ensino de segunda tem vindo a mudar.

Sara R. Oliveira

Há cada vez mais alunos nos cursos profissionais e nota-se um aumento dos que querem continuar a estudar no Ensino Superior. “O objetivo do ensino profissional é formar quadros intermédios para trabalhar nas empresas, sem prejuízo de uma percentagem ainda significativa de alunos quererem prosseguir estudos nas universidades e nos politécnicos e o fazerem com muito sucesso”, afirma José Luís Presa, presidente da ANESPO – Associação Nacional de Escolas Profissionais, nesta entrevista ao EDUCARE.PT.

Informar e encaminhar os alunos de acordo com os seus interesses vocacionais é fundamental. Por isso, na sua opinião, é importante que jovens e suas famílias sejam informados, durante o 3.º ciclo, sobre as diferentes ofertas, vantagens de frequentar este ou aquele curso, taxas de empregabilidade, prosseguimento de estudos. Mas, em seu entender, nem sempre isso acontece. “Infelizmente, não é feita uma verdadeira orientação vocacional e a informação que chega aos alunos e famílias é, muitas vezes, completamente deturpada nas escolas do ensino básico que frequentam”, avisa.

José Luís Presa está satisfeito com a visão que o atual Ministério da Educação tem sobre o ensino profissional e acredita que é possível atingir o objetivo anunciado de chegar a 2020 com 50% dos alunos a concluírem o secundário através de vias profissionalizantes. Contudo, para alcançar essa meta, é preciso criar mais cursos nas escolas profissionais privadas e mais cursos nas escolas secundárias públicas. Nos últimos três anos, o financiamento das escolas profissionais tem sido uma dor de cabeça.

EDUCARE: O ensino profissional surgiu, 15 anos após o encerramento das escolas industriais e comerciais depois do 25 de Abril, como alternativa ao ensino geral unificado que não preparava os jovens para o mundo do trabalho. Justificava-se esta opção?
José Luís Presa:
O encerramento das escolas comerciais e industriais foi um erro pois as empresas durante muitos anos não puderam integrar nos seus quadros jovens com formação profissionalizante. Por essa razão, a criação pelo governo de um departamento específico com o objetivo de relançar o ensino profissional em Portugal foi saudada pelos agentes económicos e sociais como sendo uma medida muito positiva.

E: Os alunos que frequentam as escolas profissionais são, muitas vezes, conotados negativamente. Como convivem as escolas profissionais com esta situação?
JLP:
Os alunos que frequentam as escolas profissionais não são diferentes dos restantes. Há alunos com notas altas e baixas como em qualquer escola, mas o certo é que, cada vez mais, os alunos fazem dos cursos profissionais a sua primeira escolha. Muitas vezes, os alunos são conotados negativamente porque são obrigados a fazer percursos escolares que não gostam. Quando os alunos frequentam cursos profissionais devidamente informados e orientados vocacionalmente são assíduos, pontuais, têm bons resultados escolares e, naturalmente, muito sucesso na vida ativa.

E: Há cada vez mais jovens a procurar o ensino profissional?
JLP:
Efetivamente há cada vez mais jovens a frequentarem cursos profissionais mas, o mais importante, como anteriormente disse, seria fazer com que esses alunos fossem encaminhados de acordo com os seus centros de interesse vocacionais. Para isso, importava que no decurso do 3.º ciclo do Ensino Básico os jovens e as famílias fossem devidamente informados sobre as diferentes ofertas, sobre as vantagens de frequentarem um ou outro curso, sobre a empregabilidade e sobre as possibilidades de prosseguimento de estudos no Ensino Superior. Infelizmente, não é feita uma verdadeira orientação vocacional e a informação que chega aos alunos e famílias é, muitas vezes, completamente deturpada nas escolas do Ensino Básico que frequentam.

E: O número dos que tentam entrar na universidade tem vindo a aumentar?
JLP:
O número de alunos que pretendem prosseguir estudos está efetivamente a aumentar, mas importa dizer que o objetivo do ensino profissional é formar quadros intermédios para trabalhar nas empresas, sem prejuízo de uma percentagem ainda significativa de alunos quererem prosseguir estudos nas universidades e nos politécnicos e o fazerem com muito sucesso.

E: O ensino profissional deixou de ser o parente pobre do ensino? O que mudou?
JLP:
O que tem vindo a mudar é a ideia de que há um ensino de primeira, que é o científico-humanístico, e um ensino de segunda, que é o ensino profissional. O que se passa é que os alunos que concluem um curso profissional encontram emprego com facilidade. Os alunos que terminam o 12.º ano de um curso científico-humanístico e não prosseguem estudos não têm qualquer competência profissional e vão engrossar as fileiras do desemprego. Acresce que os alunos que frequentam os cursos profissionais podem igualmente prosseguir estudos e, em muitos casos, estão muito mais bem preparados para o fazerem e com assinalável sucesso. Os jovens e as famílias percebem as vantagens e fazem a escolha certa, ou seja, optam pelos cursos profissionais.

E: As ofertas formativas dos cursos profissionais têm encaixado nas reais necessidades do mercado de trabalho, no que os agentes económicos e sociais procuram em cada região? Ou há lacunas nesta matéria?
JLP:
Os cursos profissionais são organizados tendo em conta os pareceres dos conselhos consultivos das escolas onde têm assento os representantes do tecido económico e social. Por esse facto, há uma ligação às respetivas necessidades das empresas. De qualquer modo, nos últimos anos, a ANQEP – Agência Nacional para a Qualificação e Ensino Profissional dispõe de estudos realizados a nível nacional, regional e local, que elucidam sobre as necessidades de formação em cada comunidade intermunicipal.

E: Um aluno com o 12.º ano e um curso profissional está preparado para entrar no mercado de trabalho?
JLP:
Os alunos que frequentam um curso numa escola profissional, com equivalência ao 12.º ano e qualificação de nível IV da União Europeia, estão efetivamente preparados para entrar no mercado de trabalho e, em média, 85% desses alunos, ao fim do primeiro ano, após a formação, estão empregados.

E: O ministro da Educação referiu, há pouco tempo, que o ensino profissional é um dos pilares mais importantes da qualificação. Um bom sinal?
JLP:
O atual ministro da Educação é entre os muitos ministros que conheci, e foram muitos ao longo dos últimos 27 anos, um dos que mais apostam e defendem o ensino profissional. Isso é claramente um bom sinal. O atual ministro da Educação, no seu percurso de investigador, já passou por vários países da Europa e da OCDE e sabe que os países mais desenvolvidos do mundo são, justamente, aqueles que mais apostam no ensino profissional.

E: De que forma os sucessivos governos têm tratado este tipo de ensino? Tem havido uma aposta consistente nesta formação?
JLP:
Após a publicação do Decreto-Lei 26/89, que criou as escolas profissionais, houve um grande incremento de alunos e turmas que passaram a frequentar cursos profissionais. Depois assistiu-se a um largo período de tempo em que o número de alunos se manteve no patamar dos 30 000. A ministra Maria de Lurdes Rodrigues apostou no aumento do número de alunos nas escolas profissionais e alargou o ensino profissional às escolas secundárias públicas, o que fez com que aumentasse muito o número de alunos nesta fileira. Durante o governo anterior, o aumento foi muito ténue. Agora, a intenção é aumentar, mas estamos longe do objetivo de se atingir os 50%, a que Portugal se comprometeu com a União Europeia, até 2020.

E: O Governo quer chegar a 2020 com 50% dos alunos a concluírem o secundário através de vias profissionalizantes. É um objetivo viável, face aos dados mais recentes?
JLP:
Parece-me viável, mas isso implicaria a criação de mais cursos nas escolas profissionais privadas e mais cursos nas escolas secundárias públicas. Importa conjugar o aumento das ofertas qualificantes para os jovens que frequentam o Ensino Secundário com a redução da natalidade. Sendo certo que precisamos de aumentar 6% até 2020, para atingirmos a meta dos 50%, é também certo que vamos assistir a uma redução média de 2% ao ano do número de alunos, nos próximos 15 anos, por efeito da redução da natalidade. Assim sendo, o Ministério da Educação pode aumentar ligeiramente o número de alunos nos percursos qualificantes, mas o mais importante é baixar o número de alunos que frequentam os cursos científico-humanísticos por causa do número de docentes existentes nas escolas.

Em síntese, é viável atingirmos os 50%. Certo será também que, quando lá chegarmos, os países mais desenvolvidos já estarão, nessa altura, bem acima dos 60%. Resta-nos a esperança de que algo de extraordinário aconteça sendo reconfortante o facto de que o Governo já fala na meta dos 55%.

E: O combate ao abandono e insucesso escolar e a dinamização de ofertas formativas para os adultos são fundamentais para travar o desemprego?
JLP:
O combate ao abandono e insucesso escolar está ligado à adoção de políticas que façam com que os alunos tenham os mínimos sociais garantidos, o que em muitas zonas do país ainda não acontece, mas, tão ou mais importante do que isso, que se faça uma verdadeira informação e orientação vocacional. Estamos esperançados que, complementarmente ao trabalho das escolas feito pelas escolas, essas atividades sejam desenvolvidas, finalmente, pelos Centros Qualifica. O que a nossa experiência de 27 anos em prol da educação e formação nos diz é que os alunos que frequentam um curso profissional que gostam não faltam, não desistem e têm bons resultados escolares.

E: O financiamento dos cursos profissionais continua a ser uma dor de cabeça? Quais são as maiores preocupações?
JLP:
Efetivamente o financiamento das escolas profissionais nos últimos três anos tem sido um verdadeiro caos. Normalmente havia problemas na transição de quadros comunitários voltando depois tudo à normalidade. Desta vez tudo piorou, pois tivemos problemas em 2014, em 2015 e continuamos com problemas no ano letivo 2016/2017. Sublinhamos o apoio e a atenção dada pelo Ministério da Educação a este problema e esperamos que, até ao final deste ano ou, o mais tardar, no início do próximo, a situação esteja, definitivamente, ultrapassada.

Importa também dizer que a alteração da percentagem de financiamento, a título de adiantamento que deveria ser paga em setembro, passou de 15% para 45%, o que foi saudada pela ANESPO e que, quando for recebida, coloca as contas em dia, mas, até lá, as escolas continuarão a debater-se com graves problemas financeiros.

E: A ANESPO está a assinalar 25 anos. Satisfeito com o trabalho feito? O que ainda há para fazer?
JLP: Efetivamente, a ANESPO foi criada dois anos depois da criação das escolas profissionais e, ao longo dos últimos 25 anos, tem desempenhado um papel muito importante na defesa dos projetos educativos das escolas profissionais, na explicitação das suas mais-valias e especificidades e no estabelecimento do primado do diálogo e concertação com o governo e com os parceiros sociais. Naturalmente que muito foi feito, mas muito mais há a fazer. As escolas profissionais devem continuar a ser os referenciais do ensino profissional em Portugal e para isso importa que mantenham os patamares de qualidade a que nos habituaram nos últimos 27 anos. Não tenho dúvidas de que será isso que irá acontecer!

 

 

Education and Training : Monitor 2015

Março 14, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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edu

descarregar o documento no link:

http://bookshop.europa.eu/is-bin/INTERSHOP.enfinity/WFS/EU-Bookshop-Site/pt_PT/-/EUR/ViewPublication-Start?PublicationKey=NCAJ15001

This first edition of the Education and Training Monitor developed under the Juncker Commission is published when Europe’s need for long-term solutions to a growing social crisis has once more been thrown into sharp relief. Education is the foundation of Europe’s future economic vitality, driving the employability, productivity, innovativeness and entrepreneurial spirit of tomorrow’s working population. But equipping people for employment is only part of the picture. Education has an equally important role in creating a better society. Well-educated people are less at risk of marginalisation and social exclusion. Effective education is about inclusiveness, ensuring every citizen has an opportunity to develop their talents and to feel part of a shared future. Building effective education and training systems requires a focus on inclusion as part and parcel of the broader quest for excellence, quality and relevance. These objectives are well reflected in the Europe 2020 education headline target. Yet the latest available data shows a worrying decrease in education investment for the third consecutive year, jeopardising the EU’s progress towards these objectives. Member States that have seen a spending cut for at least three years in a row are NL, FI, PT, IT, ES, IE and UK – the latter four proving the most problematic from a demographic perspective. The Education and Training Monitor 2015 shows that, in view of improving spending effectiveness and efficiency, mutual learning and evidence-based policy making are of vital importance

 

Número de alunos com necessidades especiais aumentou 73,5% em cinco anos

Agosto 22, 2015 às 4:47 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 20 de agosto de 2015.

Clara Viana

Alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos é uma das razões para o aumento, mas há outros factores por detrás desta explosão.

Em cinco anos, entre 2010/2011 e 2014/2015, o número de alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) a estudar em escolas regulares aumentou 73,5%, passando de 45.395 para 78.763, segundo revelam dados divulgados recentemente pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência.

Um aumento que já era esperado devido ao alargamento da escolaridade obrigatória até aos18 anos, mas que segundo o presidente da Associação Nacional de Docentes de Educação Especial, David Rodrigues, se deve também a um crescendo das “dificuldades sentidas pelos alunos face aos programas e metas curriculares mais exigentes” que têm sido adoptados.   

“Há cada vez mais alunos que são diferentes do estudante padrão para os quais os programas e as metas são concebidos. E as escolas têm muitas dificuldades em encontrar outra resposta para eles que não seja o acompanhamento pela educação especial “, refere David Rodrigues.

João Adelino Santos, professor e autor do blogue Incluso, tem uma perspectiva diferente e fala antes de uma “maior consciencialização” quer por parte dos docentes, como dos pais, “que deixaram de encarar as necessidades educativas especiais ou a educação especial como um estigma para os seus educandos e passaram a reclamar os seus direitos”. “Os docentes estão mais sensibilizados para as dificuldades de aprendizagem decorrentes de aparentes limitações estruturais e funcionais e referenciam os alunos mais precocemente na tentativa de esbater as dificuldades de aprendizagem e, consequentemente, combater o insucesso escolar”, especifica.

Este professor chama também a atenção para o impacto do alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos, lembrando que “antes da aplicação desta obrigatoriedade, uma fatia muito significativa dos alunos com necessidades educativas especiais abandonava o sistema educativo no final do 9.º ano de escolaridade”. O primeiro lote de alunos abrangido pela nova escolaridade obrigatória chegou ao ensino secundário em 2012/2013. Nesse ano o número de alunos com NEE neste nível de ensino (5426) quase duplicou em relação ao registado em 2010/2011 (2997). No ano passado tinha subido para 8978.

Sobre o aumento do número destes alunos, João Adelino Santos lembra ainda que os estudantes com NEE que prosseguiam estudos faziam-no habitualmente em escolas profissionais, dadas as suas “aparentes dificuldades de aprendizagem”. O facto de actualmente serem as escolas públicas que concentram grande parte da oferta de cursos profissionais “teve o efeito de manter esses alunos nestas escolas, ainda que na modalidade de ensino profissional. Ou seja, os alunos passaram a permanecer mais tempo e em maior número no sistema educativo regular e a serem considerados também para efeitos estatísticos”, acrescenta.

David Rodrigues alerta que se pode estar a caminho de “um sistema de ensino muito diferente, com os alunos que apresentem dificuldades a serem desviados precocemente para as vias profissionalizantes ou currículos alternativos, porque não existem os apoios que seriam necessários” nas escolas.

Considera-se que um aluno tem necessidades educativas especiais quando apresenta dificuldades no processo de aprendizagem e participação, devendo nestes casos ser apoiados pela educação especial. Há as chamadas NEE de carácter temporário, em que se incluem os alunos com problemas ligeiros de desenvolvimento ou de aprendizagem. E as permanentes, onde se incluem os alunos com deficiência mental, com problemas de cegueira e de surdez, entre outros.

Segundo os dados divulgados pela DGEEC, entre os alunos com NEE os dois grupos mais representados integram os que apresentam dificuldades na aquisição de competências e na execução de tarefas. Um aluno pode ter dificuldades em vários níveis em simultâneo. Em 2013/2014, último ano com esta informação, dos 63.657 alunos com NEE a estudar em escolas regulares, 60.498 estavam no primeiro grupo e 48.165 no segundo.

As medidas mais frequentes adoptadas pela educação especial são o chamado “apoio pedagógico personalizado”, que no ano lectivo passado abrangeu 70.182 alunos, e as “adequações no processo de avaliação”, destinadas a estudantes com NEE permanentes e que foi aplicada a 64.453.

Dos 78.763 estudantes identificados como tendo necessidades educativas, apenas 13.937 estavam abrangidos por currículos específicos individuais, a medida adoptada para os casos mais severos, onde se substitui as competências definidas para cada nível de educação para as adoptar às características e necessidades de cada aluno. A medida menos aplicada foi a da adequação no processo e matrícula, através da qual os alunos com NEE permanentes têm condições especiais de acesso às escolas, podendo por exemplo frequentar estabelecimentos que não estejam na sua área de residência ou matricular-se por disciplina. Foi aplicada a 6752 alunos.

 

 

 

Aulas Jacques Delors – Sessões gratuitas para jovens do ensino básico, secundário e profissional sobre a União Europeia

Março 10, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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aulas

Nas Aulas Jacques Delors aprende-se e conversa-se sobre a União Europeia. Sessões gratuitas para jovens do ensino básico, secundário e profissional: http://bit.ly/ajd_aprendereuropa.

Alunos dos ensinos básico, secundário e profissional

Sessões gratuitas sobre assuntos comunitários. Iniciativa do Centro de Informação Europeia Jacques Delors desde 1997.

Temas

Genéricos: processo de construção europeia, alargamento da UE, cidadania europeia e símbolos da UE (bandeira, lema, hino e Dia da Europa);

Temáticos: Alargamento, Cidadania Europeia e Instituições Europeias.

Destinatários

Alunos dos ensinos básico, secundário e profissional.

http://www.eurocid.pt/pls/wsd/wsdwcot0.detalhe?p_cot_id=552&p_est_id=15963

 

Oficina de Formação – Fontes de Informação sobre a União Europeia, direcionada a alunos do ensino secundário e profissional

Fevereiro 15, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia da DGE

Todos os meses – sessões bimensais

No âmbito do Ano Europeu dos Cidadãos 2013, o Centro de Informação Europeia Jacques Delors e a Fundação Portuguesa das Comunicações | Museu das Comunicações organizam a Oficina de Formação – Fontes de Informação sobre a União Europeia, direcionada a alunos do ensino secundário e profissional.

Principais objetivos da Oficina:

• Proporcionar aos jovens um mapa de referência na Web que lhes permita conhecer, valorizar e utilizar os sítios que reúnem, de forma credível e consolidada, informação relevante sobre a União Europeia que possa contribuir para o aprofundamento do exercício da cidadania europeia;

• Permitir que os destinatários fiquem aptos a pesquisar, consultar, utilizar, partilhar e arquivar, de forma autónoma e esclarecida, informação pertinente sobre a UE nas áreas convergentes com os seus interesses e necessidades e, também, com as exigências da cidadania europeia;

• Capacitar os jovens a usar, de forma fundamentada, adequada e consistente, o universo Internet e a informação por ele proporcionada, quer no seu quotidiano, quer em contexto de aprendizagem, tendo em vista a elaboração de trabalhos escolares, bem como o aprofundamento e/ou aplicação de conhecimentos adquiridos;

• Criar um recurso eletrónico – uma página de Facebook – que os alunos possam utilizar como repositório de informação sobre a União Europeia e espaço de comunicação e partilha de conteúdos trabalhados pela turma / Clube Europeu.

Informações úteis

Duração aproximada: 1h20

Preço: sessão gratuita – Limite de 30 alunos por sessão

Local: Fundação Portuguesa das Comunicações – Rua do Instituto Industrial, 16 Lisboa Inscrições através do preenchimento de formulário.

Fonte: CIEDJ

 

tel: 21 393 5000 | Fax: 21 396 8849 | e-mail: info@fpc.pt

Museu das Comunicações

Tel: 21 393 50 00 | Fax: 21 393 50 06 | e-mail: museu@fpc.pt

 

 

 

 

 

Concursos “Artistas Digitais” e “Cineast@s Digitais”

Janeiro 6, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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cineastas

artistas

Texto do Portal das Escolas de 14 de Dezembro de 2012.

Estão abertas até 28 de junho de 2013 as inscrições para nova edição dos concursos “Artistas Digitais” e “Cineast@s Digitais”, promovidos pelo Centro de Competência TIC Entre Mar e Serra. Ambas as iniciativas pretendem incentivar a criatividade e promover a utilização das TIC em contexto escolar. A XII edição do concurso “Artistas Digitais” destina-se a alunos da Educação Pré-Escolar e do 1.º ciclo do Ensino Básico; o VI Concurso “Cineast@s Digitais” é dirigido a alunos do 3.º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário e Profissional das escolas portuguesas públicas e privadas.

As iniciativas são implementadas no âmbito de uma parceria com a Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude (SEDJ) / Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e a Secretaria de Estado do Ensino Básico e Secundário (SEEBS).

Entre os temas escolhidos para este ano figuram os princípios da Declaração Universal dos Direitos da Criança e o Ano Internacional da Cooperação pela Água.

– Cineastas Digitais é um concurso de vídeo digital que engloba três categorias, cada uma dedicada a um tema:
Opção A – VídeoCurtas (tema livre);
Opção B – VídeoNarrativas (Declaração Universal dos Direitos do Homem);
Opção C – NanoVídeo (Ano Internacional da Cooperação pela Água).

– Artistas Digitais – nesta XII edição do concurso, os alunos são desafiados a elaborar um desenho sobre um ou mais princípios da Declaração Universal dos Direitos da Criança ou, em alternativa, a representação de um direito não especificado na declaração mas que as crianças considerem que deveria estar.

Os trabalhos dos alunos da Educação Pré-Escolar têm uma categoria própria e prémios específicos, não competindo, portanto, com os trabalhos de alunos que já estão no 1.º ciclo do Ensino Básico.

Para mais informações, consultar o sítio cineastas digitais e o sítio artistas digitais.

 

Relatório Mundial da UNESCO 2012 – Os jovens e as competências : pôr a educação a trabalhar

Novembro 27, 2012 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Apresentação pública do relatório no CNE no dia 16 de Outubro de 2012 – Os jovens e as competências : pôr a educação a trabalhar

EFA Global Monitoring Report 2012 Youth and skills: Putting education to work

Youth Version of the 2012 Global Monitoring Report: Youth and skills: Putting education to Work

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