Número de alunos que apenas quer concluir 12º ano está a aumentar

Dezembro 15, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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notícia do site http://www.jornalacores9.net  de 1 de dezembro de 2014.

Texto: Lusa/Açores 9

O número de alunos que apenas quer concluir o 12.º ano de escolaridade está aumentar, mas a formação universitária continua a ser a meta para a maioria, conclui um inquérito a cerca de dois mil estudantes.

No ano letivo 2013/2014, 54,5 por cento dos 2.192 alunos inquiridos apontavam como meta a formação universitária, percentagem que representa uma quebra de nove pontos percentuais em relação aos 63,5 por cento do ano anterior, revela o barómetro Educação em Portugal 2014, promovido pela associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS).

Por outro lado, segundo o estudo, o número de alunos que quer concluir apenas o 12.º ano de escolaridade aumentou para os 39,5 por cento, uma subida de 6,9 pontos percentuais em relação aos 32,6 verificados no ano anterior.

Quer num caso, quer no outro, a tendência evidenciada pelos alunos alarga-se também às famílias, nas quais aumentou a expectativa de apenas ver concluído, pelos filhos, o 12.º ano (de 20,6 para 29,3 por cento), enquanto diminuiu a de um percurso universitário (de 78,3 para 69,5 por cento).

A conclusão do 9.º ano é apontada como opção por 6,0 por cento dos alunos inquiridos, valor que representa um crescimento de 3,9 por cento, quando comparado com o ano anterior.

“A descida das metas escolares evidenciadas no barómetro estará associada a uma perceção errada sobre quem são as principais vítimas do desemprego, quando comparadas as habilitações académicas”, considerou Luís Palha da Silva, presidente da EPIS, em comunicado.

“O desemprego qualificado referente aos licenciados tem sido mais valorizado. No entanto, o desemprego não qualificado é o que afeta maior percentagem de portugueses”, acrescentou.

Por isso, para o responsável da EPIS, as conclusões do barómetro representam “um sério alerta” sobre a relação entre desemprego e a baixa escolaridade.

“Quando alunos e pais optam pelo 12.º ano, em detrimento de um curso superior, estão a aumentar a probabilidade de cair no desemprego. O desemprego não qualificado é uma chaga social para a qual é necessária uma resposta urgente”, considerou.

O inquérito conclui ainda que os alunos querem lideranças mais fortes e escolas mais exigentes em termos de disciplina, sucesso escolar e envolvimento da comunidade.

O inquérito analisou ainda os hábitos de leitura na família, tendo registado uma evolução negativa, com apenas 50,7 por cento dos alunos inquiridos a referir como frequentes os hábitos de leitura em casa.

Os resultados do estudo revelam ainda que se acentuou a permissividade relativamente aos horários de computador e televisão e às saídas com os amigos.

A EPIS tem como objetivo promover a inclusão social em Portugal, através da capacitação das competências não cognitivas de crianças e jovens entre os seis e os 24 anos, em contexto de debilidade socioeconómica.

Criada em 2006, por um grupo de empresários e gestores portugueses, a EPIS assume-se como “o maior parceiro privado do Ministério da Educação, no combate ao insucesso e abandono escolar”.

O barómetro é o principal instrumento de rastreio de alunos em risco e é a partir das suas conclusões que são selecionados os jovens que serão acompanhados em proximidade pelos programas de combate ao insucesso escolar desenvolvidos pela associação.

Desde o início dos programas, a EPIS acompanhou mais de 13 mil alunos.

 

 

Relatório Mundial da UNESCO 2012 – Os jovens e as competências : pôr a educação a trabalhar

Novembro 27, 2012 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Apresentação pública do relatório no CNE no dia 16 de Outubro de 2012 – Os jovens e as competências : pôr a educação a trabalhar

EFA Global Monitoring Report 2012 Youth and skills: Putting education to work

Youth Version of the 2012 Global Monitoring Report: Youth and skills: Putting education to Work

Grade retention during compulsory education in Europe : Regulations and statistics

Dezembro 8, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Dados do Eurostat indicam diminuição de alunos no ensino obrigatório

Novembro 5, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Portal Educare de 25 de Outubro de 2011.

 O número de alunos a frequentar o ensino obrigatório na União Europeia baixou na última década e no mesmo período a média de estudantes por professor no ensino primário rondou os 15 alunos, indicam dados do Eurostat.

Segundo as ‘Tendências de Educação 2000-2009’ a população estudantil a frequentar o ensino obrigatório baixou sete pontos percentuais entre 2000 e 2009.

Os dados divulgados hoje pelo Eurostat indicam que em Portugal o rácio de alunos por professor no 1.º e 2.º ciclos baixou de 12,4 em 2000 para 11,3 em 2009.

De acordo com os mesmos dados, o número de alunos por professor no 1.º e 2.º ciclos na União Europeia varia entre os 10 alunos em Malta, Lituânia, Dinamarca e Polónia e os perto de 20 em França e no Reino Unido.

O número de alunos por professor no 1.º e 2.º ciclos baixou na última década em 18 dos 22 estados membros, com a queda mais significativa a ocorrer em Malta (passou de 19 alunos por professor em 2000 para nove em 2009), na Lituânia (de 17 para 10), Letónia (de 18 para 11) e na Irlanda (de 22 para 16).

O relatório do Eurostat analisa todos os níveis de ensino, desde que os alunos entram no pré-escolar até que abandonam a escola.

No 1º ciclo, o ensino é dominado por mulheres, com uma média de 86% de professoras em 2009 na Europa a 27. Na República Checa, Eslovénia, Lituânia e Hungria mais de 95% dos professores deste nível de ensino são mulheres. Apenas em Espanha, na Dinamarca e no Luxemburgo esta percentagem se situa abaixo dos três quartos. Em Portugal este valor fixou-se em 2009 nos 79,6%.

Em média, 29% dos professores do 1º ciclo na Europa a 27 tinham em 2009 mais de 50 anos de idade. A proporção de professores com esta média de idade era particularmente alta na Alemanha (49%), Suécia (48%) e Itália (45%). As taxas mais baixas de professores com idades acima dos 50 anos foram registadas no Chipre (3%), Polónia (13%) e Eslovénia (18%). Em Portugal este valor atinge os 27.4%.

De acordo com os dados do Eurostat, em 2009, na Europa a 27, 92% das crianças desde os quatro anos até à idade de entrada no 1.º ciclo (seis anos) estavam inscritas na escola, contra os 86% registados em 2000.

Ainda de acordo com os dados do Eurostat, o número de anos que os alunos permanecem no ensino rondava os 17 em 2009, uma subida (mais 3%) face a 2000.

Contudo, há diferenças significativas entre os Estados-membros: Em Malta, na Bulgária e no Chipre os estudantes estão menos de 16 anos no sistema de ensino, em média, enquanto os estudantes finlandeses passam mais de 20 anos a estudar.

Os maiores progressos quanto ao número de anos que os alunos permanecem no sistema de ensino na última década foram registados no Chipre, Grécia, Turquia e em Portugal.


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