Alunos sem computador são mais do que se pensa. Nas escolas públicas, quase um terço dos alunos do ensino básico não tem equipamento

Maio 4, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 24 de abril de 2020.

Ana Kotowicz

Haverá muitos mais alunos sem computador dos que os 50 mil de que fala o INE, segundo estudo da Nova. No 1.º ciclo, nas escolas públicas, os professores inquiridos dizem que 31% não tem equipamento.

Para os investigadores, foi mais uma confirmação do que uma surpresa. Há muitos mais alunos sem computadores com acesso à internet do que aquilo que mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística. Só nas escolas públicas, 28% dos alunos do ensino básico não tem acesso a este equipamento. Esta é uma das conclusões do inquérito que o Centro de Economia da Educação da Universidade Nova de Lisboa está a realizar junto de professores de escolas públicas e privadas, do 1.º ao 12.º ano.

Para além da falta de computadores, os resultados preliminares mostram também que o ensino à distância tem sido feito essencialmente através do envio de fichas (mais de 80%), só com um terço dos professores a fazer, de facto, videoconferências com os seus alunos. Esta segunda conclusão foi a que mais espantou a equipa de investigação cujo objetivo, numa primeira fase do estudo, é perceber quais as soluções de ensino a distância que têm sido adotadas no contexto da atual pandemia.

Ana Balcão Reis, uma das investigadoras da equipa da Nova, não quer, para já, apontar um número exato de quantos alunos do básico e do secundário não terão à sua disposição a ferramenta essencial para o ensino à distância. Apesar de já terem 1.586 respostas, a professora frisa que os resultados ainda são preliminares e que a equipa de investigação está a analisar a amostra para garantir que ela é representativa. Caso não o seja, a equipa irá reforçar o número de inquéritos feitos que, até agora, foram enviados aos professores através das redes sociais.

“A falta de computadores entre os alunos foi mais uma confirmação do que uma surpresa em relação àquilo que já esperávamos. A grande surpresa foi perceber como é que estas aulas à distância estão a acontecer. Quando olhamos para estes resultados preliminares e vemos que só 30% dos professores recorrem à videoconferência percebemos que o ensino online não é nada online”, defende Ana Balcão Reis, argumentando que a imagem que temos de ensino virtual é através de videoconferências ou vídeos de aulas gravados pelos professores.

“Seria sempre qualquer coisa por aí. O que não esperamos é que seja só o envio de fichas por email”, sublinha, frisando que as respostas foram recolhidas antes das férias da Páscoa e que os professores poderão no 3.º período, que arrancou terça-feira, fazer acertos à forma de ensinar. Por outro lado, o inquérito foi feito através das redes sociais, chegando mais rapidamente a quem já está habituado a usar recursos onlines.

Quantos alunos não têm computador com acesso à internet? 

Os dados oficiais são os do INE: em Portugal, cerca de 5,5% dos agregados familiares com crianças até aos 15 anos não têm acesso a computadores com internet em casa. Considerando que do 1.º ao 9.º ano estão inscritos perto de um milhão de alunos (987.704), isto significa que cerca de 50 mil estudantes não têm o equipamento necessário para ter aulas online.

Os números do estudo da Nova são mais dramáticos. Em média, 23% dos alunos até ao 12.º ano não têm acesso a computador com internet em casa, valor que é ainda mais elevado quando se retiram os dados de escolas privadas. Estes números, se pudessem ser diretamente extrapolados, representariam um universo de mais de 300 mil alunos.

A grande diferença em relação aos números do INE de novembro passado é explicada pelo contexto atual. “Esta diferença pode justificar-se uma vez que os dados do INE apenas indicam se existe algum computador com internet no agregado familiar de cada aluno (por exemplo, podem existir situações em que os filhos não podem aceder ao computador por os pais o estarem a utilizar para teletrabalho)”, lê-se no estudo.

Ana Balcão Reis acrescenta um outro cenário: “Mesmo que o computador da casa não esteja a ser usado para teletrabalho poderá haver apenas um para vários estudantes do mesmo agregado familiar.”

A investigadora frisa ainda que há respostas muito diferentes e um abismo entre a realidade da escola pública e da privada. Por exemplo, no 1.º ciclo do ensino público a média da percentagem de alunos sem computador é de 31%, nas escolas privadas este valor cai para 10%.

No 2.º ciclo a diferença é de 29% contra 9% e no 3.º ciclo de 25% contra 17%. A diferença entre público e privado só desaparece no ensino secundário, quando o número de alunos sem acesso à internet desce para 18% em ambos os tipos de ensino. Em Portugal, há 401.050 alunos no ensino secundário, o que significa que puderemos estar a falar de cerca de 72 mil alunos sem equipamento nestes três anos de escolaridade.

“Existe uma grande variabilidade nas respostas dos professores. Temos escolas onde a resposta é que nenhum dos alunos tem, outras em que todos têm computador. Mesmo dentro do distrito de Lisboa há respostas muito díspares”, explica, lembrando que há muitos professores que reportam que mais de metade dos seus alunos não tem este equipamento.

Mais para a frente, quando avançar na investigação, a equipa da Universidade Nova espera poder ter uma noção mais detalhada das falhas, até mesmo por mancha geográfica.

Estratégias de ensino a distância: 85% dos professores envia fichas aos alunos

Quanto às estratégias adotadas pelos professores inquiridos, a mais frequente é o envio de materiais complementares ao estudo, com 85% dos docentes a responder que envia fichas individuais de trabalho e trabalhos de grupo. A maioria, três quartos, também garante que esclarece as dúvidas dos seus alunos à distância, embora no estudo não se especifique como.

Aqueles que seriam os recursos típicos do ensino à distância são os menos utilizados: apenas 30% dá aulas por videoconferência e 12% disponibiliza aos alunos vídeos gravados. Há ainda uma minoria, 2%, que não desenvolveu quaisquer estratégias de ensino a distância.

Entre privadas e públicas as maiores diferenças são aqui: 63% dos professores de escolas privadas dizem dar aulas por videoconferência, valor que desce para 22% no caso de professores de escolas públicas. Por outro lado, nas privadas 27% dos professores disponibilizam vídeos gravados pelos próprios, percentagem de 8% nas escolas públicas.

Quanto à avaliação dos alunos, a grande maioria (cerca de 71%) diz recorrer aos trabalhos de casa enviados aos alunos, embora 19% dos professores assuma não estar a recolher quaisquer elementos de avaliação.

Por último, o estudo da equipa de investigação da Universidade Nova, composto por Ana Balcão Reis, Gonçalo Lima, Luís Catela Nunes, Pedro Freitas e Tiago Alves, dá conta que cerca de 77% dos professores inquiridos não estão a utilizar os recursos para ensino a distância disponibilizados pela Direção Geral de Educação (DGE).

Mais informações na notícia da Universidade Nova:

Resultados preliminares do inquérito sobre ensino a distância no contexto da pandemia

Aulas: 3º período começa hoje! Canais do YouTube já disponíveis

Abril 14, 2020 às 6:25 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do PPLWare de 14 de abril de 2020.

Começa hoje o 3º período, mas não haverá aulas presenciais devido ao surto do novo coronavírus. As aulas à distância, pela TV e internet, só irão começar no próximo dia 20 de abril. No entanto, é preciso ir começando a preparar tudo para que nada falte.

Recentemente o Ministério da Educação lançou os Canais do #EstudoEmCasa no Youtube. Já os pode subscrever e ver os conteúdos.

Numa verdadeira corrida contra o tempo, o Ministério da Educação encontrou na Rádio e Televisão de Portugal um parceiro inequívoco e incondicional desta missão coletiva, conseguindo levar a cabo uma operação de monta, possível também graças ao apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Além das aulas que acontecerão em sinal aberto na RTP memória, o Ministério da Educação irá também disponibilizar conteúdos de suporte no YouTube. Os canais no YouTube foram criados recentemente e já podem ser subscritos.

Links de Canais do #EstudoEmCasa no Youtube

Pré-Escolar

1.º Ciclo

2.º Ciclo

3.º Ciclo

Secundário

O terceiro período irá decorrer até 26 de junho. Como sabemos a Telescola vai chamar-se #EstudoEmCasa e vai ocupar a grelha das 09h às 17h50 da RTP Memória, com conteúdos organizados para diferentes anos letivos.

Os conteúdos pedagógicos temáticos irão contemplam matérias que fazem parte das aprendizagens essenciais do 1.º ao 9.º ano, agrupados por: 1.º e 2.º anos, 3.º e 4.º anos, 5º e 6.º anos, 7.º e 8.º anos e 9.º ano, abrangendo matérias de uma ou mais disciplinas do currículo, as quais servirão de complemento ao trabalho dos professores com os seus alunos.

Educação sexual: escolas confirmam que não cumprem lei com uma década

Outubro 29, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 23 de outubro de 2019.

Por Nuno Guedes

Em causa estão o pouco tempo dedicado ao tema e a falta de gabinetes de apoio à saúde e educação sexual.

Grande parte das escolas não está a cumprir a lei de 2009 que define como deve ser dada a educação sexual no ensino obrigatório, do 1.º ao 12.º ano de escolaridade. A conclusão é visível num relatório feito pelo Ministério da Educação, que deve fiscalizar se a legislação está a ser bem aplicada.

O documento lido pela TSF resulta de questionários a que responderam, no início do ano, 633 escolas ou agrupamentos de escolas (95% do total existente no país).

As maiores carências acontecem no ensino secundário, onde apenas 36% das escolas e agrupamentos de escolas dedicam as 12 horas de carga horária prevista, por ano, ao chamado Projeto de Educação Sexual na Turma, sendo que num terço das escolas esse projeto simplesmente não existe.

No 3.º ciclo do ensino básico, onde o limite mínimo também é de 12 horas, a percentagem sobe para 57%.

No 1.º ciclo, onde o limite desce para 6 horas, os valores de cumprimento da legislação sobem para 68%, chegando a um máximo de 74% no 2.º ciclo.

Quando questionadas sobre os constrangimentos que sentem, a esmagadora maioria das escolas não responde, mas aquelas que o fazem, 12%, apontam os condicionamentos nas horas que têm disponíveis e a extensão do currículo que não deixa tempo para este tipo de temas.

Um quarto sem gabinetes para a saúde e educação sexual

A lei também prevê que as escolas devem disponibilizar aos alunos um gabinete de informação e apoio para a educação para a saúde e educação sexual, mas o relatório revela que apenas 72% o têm, com 23% a confirmarem que ainda não o criaram.

Das 153 escolas ou agrupamentos que admitem não ter este gabinete, as principais razões são a falta de recursos humanos (63 casos), falta de crédito de horas (52) e falta de espaço físico adequado (49).

O relatório refere que o número de escolas sem este gabinete para a saúde e educação sexual surge como a situação “mais preocupante”.

Várias recomendações

Com números mais positivos, 94% das escolas têm designado um professor coordenador da educação para a saúde e educação sexual e 83% já criaram uma equipa multidisciplinar para esta área.

O documento do Ministério da Educação termina com uma série de recomendações, nomeadamente, entre outras, que se encontrem espaços para abrir os gabinetes de saúde e educação sexual nas escolas e que se identifiquem as necessidades de formação dos professores.

As escolas podem ainda apresentar candidaturas ao selo de escola saudável “cujo financiamento pode contribuir para colmatar dificuldades financeiras identificadas”.

“A lei está muito à frente das práticas institucionais”

O presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, admite constrangimentos e pede mais atenção por parte do Governo: “É preciso um apoio mais efetivo da tutela que permitisse aos professores, por exemplo, terem formação, as escolas terem espaços adequados a este tipo de situações, as escolas terem mais crédito para atribuir aos nossos professores.”

“A lei está bem concebida, está é muito à frente das práticas institucionais”, sublinha Filinto Lima, acrescentando que as próprias escolas estão a encontrar soluções para a falta de tempo e de meios.

“Nós não atiramos a toalha ao chão e colmatamos isso assegurando protocolos com os centros de saúde e é normal os médicos e os enfermeiros irem às escolas, realizarem palestras no âmbito da educação sexual”, remata.

Número de alunos que apenas quer concluir 12º ano está a aumentar

Dezembro 15, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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notícia do site http://www.jornalacores9.net  de 1 de dezembro de 2014.

Texto: Lusa/Açores 9

O número de alunos que apenas quer concluir o 12.º ano de escolaridade está aumentar, mas a formação universitária continua a ser a meta para a maioria, conclui um inquérito a cerca de dois mil estudantes.

No ano letivo 2013/2014, 54,5 por cento dos 2.192 alunos inquiridos apontavam como meta a formação universitária, percentagem que representa uma quebra de nove pontos percentuais em relação aos 63,5 por cento do ano anterior, revela o barómetro Educação em Portugal 2014, promovido pela associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS).

Por outro lado, segundo o estudo, o número de alunos que quer concluir apenas o 12.º ano de escolaridade aumentou para os 39,5 por cento, uma subida de 6,9 pontos percentuais em relação aos 32,6 verificados no ano anterior.

Quer num caso, quer no outro, a tendência evidenciada pelos alunos alarga-se também às famílias, nas quais aumentou a expectativa de apenas ver concluído, pelos filhos, o 12.º ano (de 20,6 para 29,3 por cento), enquanto diminuiu a de um percurso universitário (de 78,3 para 69,5 por cento).

A conclusão do 9.º ano é apontada como opção por 6,0 por cento dos alunos inquiridos, valor que representa um crescimento de 3,9 por cento, quando comparado com o ano anterior.

“A descida das metas escolares evidenciadas no barómetro estará associada a uma perceção errada sobre quem são as principais vítimas do desemprego, quando comparadas as habilitações académicas”, considerou Luís Palha da Silva, presidente da EPIS, em comunicado.

“O desemprego qualificado referente aos licenciados tem sido mais valorizado. No entanto, o desemprego não qualificado é o que afeta maior percentagem de portugueses”, acrescentou.

Por isso, para o responsável da EPIS, as conclusões do barómetro representam “um sério alerta” sobre a relação entre desemprego e a baixa escolaridade.

“Quando alunos e pais optam pelo 12.º ano, em detrimento de um curso superior, estão a aumentar a probabilidade de cair no desemprego. O desemprego não qualificado é uma chaga social para a qual é necessária uma resposta urgente”, considerou.

O inquérito conclui ainda que os alunos querem lideranças mais fortes e escolas mais exigentes em termos de disciplina, sucesso escolar e envolvimento da comunidade.

O inquérito analisou ainda os hábitos de leitura na família, tendo registado uma evolução negativa, com apenas 50,7 por cento dos alunos inquiridos a referir como frequentes os hábitos de leitura em casa.

Os resultados do estudo revelam ainda que se acentuou a permissividade relativamente aos horários de computador e televisão e às saídas com os amigos.

A EPIS tem como objetivo promover a inclusão social em Portugal, através da capacitação das competências não cognitivas de crianças e jovens entre os seis e os 24 anos, em contexto de debilidade socioeconómica.

Criada em 2006, por um grupo de empresários e gestores portugueses, a EPIS assume-se como “o maior parceiro privado do Ministério da Educação, no combate ao insucesso e abandono escolar”.

O barómetro é o principal instrumento de rastreio de alunos em risco e é a partir das suas conclusões que são selecionados os jovens que serão acompanhados em proximidade pelos programas de combate ao insucesso escolar desenvolvidos pela associação.

Desde o início dos programas, a EPIS acompanhou mais de 13 mil alunos.

 

 

Relatório Mundial da UNESCO 2012 – Os jovens e as competências : pôr a educação a trabalhar

Novembro 27, 2012 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Apresentação pública do relatório no CNE no dia 16 de Outubro de 2012 – Os jovens e as competências : pôr a educação a trabalhar

EFA Global Monitoring Report 2012 Youth and skills: Putting education to work

Youth Version of the 2012 Global Monitoring Report: Youth and skills: Putting education to Work

Grade retention during compulsory education in Europe : Regulations and statistics

Dezembro 8, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Dados do Eurostat indicam diminuição de alunos no ensino obrigatório

Novembro 5, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Portal Educare de 25 de Outubro de 2011.

 O número de alunos a frequentar o ensino obrigatório na União Europeia baixou na última década e no mesmo período a média de estudantes por professor no ensino primário rondou os 15 alunos, indicam dados do Eurostat.

Segundo as ‘Tendências de Educação 2000-2009’ a população estudantil a frequentar o ensino obrigatório baixou sete pontos percentuais entre 2000 e 2009.

Os dados divulgados hoje pelo Eurostat indicam que em Portugal o rácio de alunos por professor no 1.º e 2.º ciclos baixou de 12,4 em 2000 para 11,3 em 2009.

De acordo com os mesmos dados, o número de alunos por professor no 1.º e 2.º ciclos na União Europeia varia entre os 10 alunos em Malta, Lituânia, Dinamarca e Polónia e os perto de 20 em França e no Reino Unido.

O número de alunos por professor no 1.º e 2.º ciclos baixou na última década em 18 dos 22 estados membros, com a queda mais significativa a ocorrer em Malta (passou de 19 alunos por professor em 2000 para nove em 2009), na Lituânia (de 17 para 10), Letónia (de 18 para 11) e na Irlanda (de 22 para 16).

O relatório do Eurostat analisa todos os níveis de ensino, desde que os alunos entram no pré-escolar até que abandonam a escola.

No 1º ciclo, o ensino é dominado por mulheres, com uma média de 86% de professoras em 2009 na Europa a 27. Na República Checa, Eslovénia, Lituânia e Hungria mais de 95% dos professores deste nível de ensino são mulheres. Apenas em Espanha, na Dinamarca e no Luxemburgo esta percentagem se situa abaixo dos três quartos. Em Portugal este valor fixou-se em 2009 nos 79,6%.

Em média, 29% dos professores do 1º ciclo na Europa a 27 tinham em 2009 mais de 50 anos de idade. A proporção de professores com esta média de idade era particularmente alta na Alemanha (49%), Suécia (48%) e Itália (45%). As taxas mais baixas de professores com idades acima dos 50 anos foram registadas no Chipre (3%), Polónia (13%) e Eslovénia (18%). Em Portugal este valor atinge os 27.4%.

De acordo com os dados do Eurostat, em 2009, na Europa a 27, 92% das crianças desde os quatro anos até à idade de entrada no 1.º ciclo (seis anos) estavam inscritas na escola, contra os 86% registados em 2000.

Ainda de acordo com os dados do Eurostat, o número de anos que os alunos permanecem no ensino rondava os 17 em 2009, uma subida (mais 3%) face a 2000.

Contudo, há diferenças significativas entre os Estados-membros: Em Malta, na Bulgária e no Chipre os estudantes estão menos de 16 anos no sistema de ensino, em média, enquanto os estudantes finlandeses passam mais de 20 anos a estudar.

Os maiores progressos quanto ao número de anos que os alunos permanecem no sistema de ensino na última década foram registados no Chipre, Grécia, Turquia e em Portugal.


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