Feira da Saúde de Lisboa – 7 de abril

Abril 6, 2019 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/feira-da-saude-de-lisboa

Quando um filho morre, um pai é esquecido

Abril 2, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do Público de 19 de março de 2019.

Lee e Hannah perderam o filho recém-nascido. Foi em 2013. Lee sentiu que tinha de apoiar a mulher e percebeu que como pai a sua dor não parecia tão importante como a da mãe. Por exemplo, conta à BBC, Hannah recebeu uma carta do hospital a lamentar o sucedido e nem uma palavra para o pai, que também estava em sofrimento, também precisava daquelas palavras. Na hora do luto, a sociedade trata de maneira diferente a mãe e o pai? É esperado que um homem não chore? Hoje é dia de celebrar os pais, uma comemoração, nestes casos, com sabor a raiva, a impotência, a ausência, a melancolia, mas sobretudo, a saudade dos filhos ausentes.

“Há que desmistificar a ideia de que as mulheres sofrem mais do que os homens”, começa por dizer o psicólogo Céu e Silva, da Associação Laços Eternos, que acompanha pessoas em luto, confirmando que dias especiais ou datas festivas são momentos difíceis para quem perde um filho. “Se um pai estiver mais reprimido emocionalmente, é muito doloroso. É uma dor íntima, é a consciência da realidade”, acrescenta.

Os dias festivos são o “confronto com a realidade da ausência” do filho, responde José Eduardo Rebelo, professor universitário e fundador da Apelo, uma associação de apoio a pessoas em luto. São dias que se “vivem com angústia”, diz Maria do Céu Martins, conselheira do luto, com uma pós-graduação em Perda e Luto pela Universidade Católica. “Também há quem consiga viver com serenidade. Encontro pais que preferem ignorar, outros querem que se lembre e que lhe dêem um abraço. Ninguém lhes vai dizer: ‘Parabéns, hoje é dia do pai’, mas pode simplesmente dizer: ‘liguei-te para dar um beijinho’”, exemplifica a conselheira.

Todas as festividades são momentos difíceis. O Natal pode ser das mais complicadas, avança Céu e Silva. José Eduardo Rebelo aponta para a data da morte. Seja qual for, o primeiro ano será sempre o mais difícil de suportar. Nesse “a ausência é mais forte. A partir de determinada altura, a pessoa habitua-se a viver com a ausência, nunca aceitando, mas vive-a com nostalgia. A palavra ‘pai’ a partir daquele instante [da morte] fica ferida, amputada. Sempre que é referida, mexe connosco”, refere o professor da Universidade de Aveiro, que vai lançar o seu quarto livro a 13 de Abril, naquela cidade. Chama-se Luto – vivências, superação e apoio.

Liberdade para exprimir a dor

Este é um dia que se pode viver de muitas maneiras. Para Maria do Céu Martins, a forma mais saudável será ir a um sítio que o filho gostava e recordá-lo. A pior será ignorar. “Quanto mais [o pai] ignorar, mais mostra que não está resolvido”, alerta. “É melhor quando consegue chorar, zangar-se, revoltar-se, para que possamos ajudar a trabalhar as emoções. Quando se obriga a pessoa a pensar sobre o que se passou, consegue encontrar respostas”, justifica.

Os homens não choram porque a sociedade não lhes permite expressarem as suas emoções? José Eduardo Rebelo recorre à biologia para explicar: “Partimos do princípio que existimos para nos perpetuarmos e quem monitoriza a vida é a mulher, é ela que concebe. E isso deixa-nos algumas pistas para perceber como é vivido o luto.”

As mulheres choram, expressam as suas emoções, falam com a família, com amigos, procuram grupos de ajuda, procuram explicações para o que aconteceu. “São as protagonistas da dor”, classifica Céu e Silva. Os homens “são mais pragmáticos e focam-se em actividades concretas como uma forma dissimulada de desanuviar as tensões do próprio luto”, descreve José Eduardo Rebelo. O que não significa que seja uma forma saudável de viver a dor, refere Maria do Céu Martins, que avança que os homens são um grupo de risco – “parece que está tudo bem e, de repente, um dia, podem ter reacções muito complicadas”.

“Às mulheres é-lhes dada mais liberdade para exprimir a dor, para chorar, enquanto ao homem é-lhe praticamente proibido chorar”, identifica José Eduardo Rebelo. A sociedade não espera que os pais chorem, sublinha Maria do Céu Martins. E espera que eles apoiem as mães, guardando a sua dor para si próprios, acrescenta. De regresso ao Reino Unido, Lee confessa à BBC que após a morte do filho, todo o apoio foi para Hanna e para o seu bem-estar, deixando-o negligenciado. Ele sentia também esse peso, o de não sobrecarregar a mulher. “Não queria acrescentar à dor de Hannah a minha própria dor e guardei-a”, diz.

Céu e Silva conta que os pais, quando chegam aos grupos de apoio não é porque confessem precisar de ajuda, mas porque vão acompanhar as mulheres. José Eduardo Rebelo confirma. É raro um homem ligar para as linhas de apoio das associações a pedir ajuda para si. No Reino Unido, Lee criou um grupo informal online onde os pais falam uns com os outros sobre a sua perda.

Eles vão aos grupos e ficam na retaguarda, insiste Céu e Silva. “Eles vão sempre na perspectiva de que estão a apoiar a esposa, nunca nenhum me procurou a dizer que perdeu um filho”, insiste José Eduardo Rebelo. Mas isso não significa que não precisem de ajuda porque quando vão à consulta, sozinhos, “eles choram tanto como elas, sentem o mesmo, têm espaço para expressar a raiva, mas quando estão no grupo não partilham da mesma forma”, testemunha Céu e Silva.

Divórcio, educação e formação

A falta de diálogo entre a mãe e o pai leva, em metade dos casos, ao divórcio, referem os especialistas. “O casal não dá tempo a si próprio para construir, estão divorciados emocionalmente, elas choram e eles fecham-se no seu silêncio”, descreve Céu e Silva. “Há raivas, há culpas que se transformam em incriminações de um contra o outro. A morte é uma prova que degrada as famílias”, lamenta José Eduardo Rebelo.

A forma como os familiares e os amigos vivem a morte também condiciona a expressão das emoções. As pessoas lidam mal com as situações negativas e, por isso, evitam-nas, aponta José Eduardo Rebelo que há 15 anos que se dedica a estudar o luto e a trabalhar com pessoas enlutadas em grupo ou pessoalmente.

O que fazer nessas situações​? “Ouvir as pessoas, validar os seus sentimentos”, responde Maria do Céu Martins. “Os amigos pensam que estão a ajudar quando distraem a pessoa ou quando se afastam e o que é preciso fazer é estar por perto, dar afecto. O apoio faz-se por estar presente”, aconselha.

Enquanto o pai luta por manter o filho vivo dentro de si, há alguém que lhe diz, com a melhor das intenções, “deixa lá, tens outros filhos” ou “precisas de ter coragem”, exemplifica José Eduardo Rebelo – “essa é uma palavra que é proibido dizer a um enlutado, ‘coragem’”, diz contundente –, essas intenções contribuem para que o homem se isole porque os outros não o querem ouvir, não o compreendem. “A sociedade continua a ter dificuldade em ouvir o outro quando atravessa um momento difícil”, confirma Maria do Céu Martins. “A sociedade desvaloriza o luto e apressa-o”, acrescenta Céu e Silva.

Falta educação emocional para lidar com o luto, continua o psicólogo, e essa começa em casa. É preciso espaço para falar de temas que incomodam como a morte, sem o desvalorizar. Assim como é preciso falar na escola. Falta informação, continua. “Não há consciência sobre a morte. Sabemos que vamos todos morrer mas fugimos de falar [sobre o tema]. Não se fala e há dificuldade em lidar com a morte.”

Contudo, os grupos de apoio existem e recebem telefonemas diariamente de pessoas que procuram ajuda. Os médicos de família também já recomendam este apoio aos seus doentes, mas falta formação nesta área para os profissionais ligados à saúde, bem como para os da educação, aponta Maria do Céu Martins, revelando que, em média, cada pessoa experienciará 30 a 40 perdas com significado emocional profundo na sua vida. “A perda é um buraco negro na pessoa e pode ter implicações várias, por exemplo, perda de concentração, doenças, problemas laborais”, enumera, reforçando que é preciso mais reconhecimento do trabalho das associações e dos conselheiros.

Um filho nunca se esquece, terminam os especialistas. “Cada filho que tenhamos é sempre um filho único. Conformamo-nos com a ausência, habituamo-nos à sua ausência, mas o luto prolonga-se durante toda a nossa vida”, conclui José Eduardo Rebelo.

 

 

 

Workshops Educação Emocional na Infância e Medos na Infância – 24 novembro em Torres novas

Novembro 21, 2018 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.janelaredonda.pt/educacao-emocional-medos-infancia/

 

Antes do sucesso escolar, há que trabalhar as emoções

Fevereiro 20, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/  de 2 de fevereiro de 2018.

Jornadas Internacionais do Pensamento Emocional decorrem em Lisboa nesta sexta-feira.

Bárbara Wong

O dia não corre melhor se, antes de sairmos de casa, alguém nos disser umas palavras simpáticas? “A predisposição que tivermos para os outros vai ser diferente porque o amor é contagiante”, defende Maria Caldeira, directora do Agrupamento de Escolas do Alto do Lumiar, em Lisboa. Trabalhar o pensamento emocional é a proposta desta professora para conquistar os alunos, oriundos de meios desfavorecidos, para que, no futuro, possam estar mais predispostos para estudar. Nesta sexta-feira realizam-se as primeiras jornadas internacionais do Pensamento Emocional, no ISCTE-IUL, em Lisboa.

Já existem vários projectos, a nível nacional e internacional, onde se procura trabalhar as emoções dos alunos, aponta a directora deste agrupamento que fica num Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP) e que é uma das experiências em curso no país. “Tenho o privilégio, a honra e a graça de trabalhar com um grupo de pares e de parceiros extraordinários”, orgulha-se Maria Caldeira, enumerando os professores, a mediadora escolar, os técnicos da Junta de Freguesia do Lumiar, as universidades, associações e organizações que estão a colaborar com o agrupamento.

Dulce Martins, investigadora do ISCTE, faz parte da equipa que acompanha 19 agrupamentos TEIP e recorda que a ideia de trabalhar sobre as emoções surgiu quando um dia houve um grave problema de indisciplina numa das escolas do Alto do Lumiar. Maria Caldeira defendeu na altura que “o pensamento emocional pode ser um promotor de disciplina”, recorda a investigadora.

E foi assim que começou. Por exemplo, numa escola do 1.º ciclo do agrupamento há aulas de ioga três vezes por semana, um projecto com a colaboração da autarquia e da Universidade de Aveiro que está a monitorizar os resultados. Noutra, também do 1.º ciclo, os alunos de Psicologia da Universidade de Lisboa trabalham com as crianças as suas competências emocionais – “há um défice grande de afectos”, justifica a directora. Na Escola Básica das Galinheiras, o campeão de kickboxing Miguel Reis dá aulas aos alunos do 1.º ciclo. “O atleta é filho de mãe cigana e pai negro, o que mostra que a relação entre as duas culturas é possível, que se pode viver em paz”, explica aínda a directora. Se um aluno se portar mal, o mestre fala com ele; não participar numa prova pode ser o castigo. Os meninos “estão a trabalhar as emoções de uma forma física”, continua Maria Caldeira.

O agrupamento — que tem resultados académicos abaixo da média nacional, em todos os ciclos — tem ainda trabalhado com os professores e com a associação de pais. O fim último é melhorar o desempenho escolar dos alunos? “Quando conseguimos trabalhar estas competências, quando os alunos estão disponíveis para ouvir, claro que contribui para melhorar os resultados”, responde Maria Caldeira.

“É preciso estimular o pensamento emocional para promover competências emocionais que são essenciais para o sucesso escolar. Os estudos dizem que os alunos mais competentes a nível emocional têm maior sucesso académico”, acrescenta Dulce Martins. E é isso que se pretende com estes e outros projectos que o agrupamento está a levar a cabo. “Em primeira e em última análise queremos que estes alunos tenham sucesso académico, mas também queremos muito que sejam felizes e encontrem um equilíbrio interno”, conclui a directora.

As inscrições para as jornadas esgotaram — o que “é muito revelador da necessidade que as pessoas sentem em trabalhar os afectos”, avalia Maria Caldeira —, mas os painéis podem ser acompanhados a partir do site do encontro.

 

 

São cadas vez mais novas as crianças cuja felicidade depende do número de “gostos” nas redes sociais

Janeiro 5, 2018 às 2:30 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 4 de janeiro de 2017.

Cátia Leitão

Novo estudo realizado no Reino Unido sugere que as crianças entre os 8 e os 12 anos estão a tornar-se viciadas nas redes sociais e que os ‘gostos’ no Facebook e Instagram funcionam como uma validação social para elas

Entre outubro e novembro, Anne Longfield, comissária das crianças em Inglaterra, desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de perceber o impacto que as redes sociais têm atualmente no bem-estar de uma criança entre os 8 e os 12 anos, especialmente no que diz respeito à autoestima. Esta investigação analisou 8 grupos com 32 crianças e concluíu que apesar da idade mínima para um indivíduo se registar numa rede social ser de 13 anos, há um número cada vez maior de crianças com menos de 12 anos que já têm uma conta própria e que procuram aprovação social através dos ‘gostos’.

Esta investigação foi realizada com base em entrevistas feitas às crianças. Para que estas se sentissem à vontade e mais disponíveis para responder às perguntas colocadas, os investigadores juntaram todas as crianças em pares com alguém que estas já conhecessem, como por exemplo um amigo ou colega de escola. Mas antes disso, tanto as crianças como os respetivos pais teriam de completar um conjunto de tarefas para que os autores ficassem a saber mais sobre o estilo de vida, comportamento e relação de cada família com as redes sociais.

Os investigadores chegaram à conclusão que existiam vantagens e desvantagens no uso das redes sociais por parte das crianças. Por um lado, “percebeu-se que as redes sociais têm um efeito positivo no bem-estar das crianças e permite-lhes fazer coisas que elas gostam como de se manter em contacto com os amigos e estar ocupado”, segundo o estudo. Mas, por outro lado, “tem um efeito negativo porque leva as crianças a preocuparem-se com coisas sobre as quais não têm qualquer controlo” como explica Anne Longfield ao dizer que “as redes sociais providenciam grandes benefícios, no entanto, também expõem as crianças a riscos emocionais muito significantes”.

3 em cada 4 crianças com menos de 12 anos tem uma conta própria numa rede social apesar de a idade mínima de registo seja de 13 anos. O estudo descobriu também que as redes sociais mais utilizadas por esta faixa etária são o Snapchat, Instagram e Whatsapp. As crianças entre os 8 e os 10 anos ainda estão a descobrir como funcionam as redes sociais e por isso mesmo ainda não desenvolveram o hábito de verificar estas aplicações frequentemente. Nestas idades, os mais novos ainda acedem à internet a partir dos dispositivos móveis e das contas dos pais e admitem ter um tempo limite para usar as mesmas. Mas, os mais pequenos revelam que usam a internet para jogar com os amigos, explorar as surpresas das redes sociais – como os filtros – e ver vídeos para descobrir coisas para fazer.

Na faixa etária entre os 10 e os 12 anos o caso muda completamente de figura. Nestas idades as crianças já têm mais noção de como usar as redes sociais e começam a fazê-lo a partir dos seus próprios dispositivos móveis. Enquanto os mais novos apenas usam a internet depois da escola, neste grupo as crianças passam a usá-la quando querem mesmo durante o período escolar. É nesta idade que começam a sentir pressão social para usar as redes sociais com o objetivo de se tornarem populares e passam a dar mais importância aos ‘gostos’ e à aprovação social que estes trazem.

A comissária Longfield avisa os pais que “lá porque as crianças aprenderam algumas coisas sobre segurança na escola primária não significa que estejam preparadas para os desafios que as redes sociais apresentam” e acrescenta ainda que as escolas têm de se “certificar que as crianças estão preparadas para as exigências emocionais das redes sociais. O que significa que as companhias das redes sociais também têm de assumir uma maior responsabilidade”. Anne Longfield acredita que se os pais, as escolas e as companhias não tomarem medidas, existe um grande risco de “deixar crescer uma geração de crianças que persegue ‘gostos’ para se sentir feliz e apenas se preocupa com a aparência e imagem devido ao estilo de vida irrealista que vê nas plataformas como o Instagram e Snapchat”. Além disso Anne alerta ainda que isto tudo pode aumentar significativamente os estados de ansiedade nas crianças caso estas não consigam responder às exigências das redes.

O estudo inclui ainda frases das crianças inquiridas com o objetivo de alertar os pais para os pensamentos dos filhos. Harry tem 11 anos e diz que “se não usarmos coisas caras e de designer as pessoas gozam” mas “quando chegamos aos 50 ‘gostos’ começamos a sentir-nos bem porque isso significa que as pessoas acham que ficámos bem naquela fotografia”. Bridie, também com 11 anos, admite que usa as redes sociais cerca de 18 horas por dia e acrescenta ainda que “vi uma rapariga muito bonita e quero tudo o que ela tem, quem me dera ser como ela. Quero as coisas dela, a casa dela e a maquilhagem da MAC que ela tem. Vê-la faz me sentir aconchegada”.

As redes sociais fazem com que as crianças criem uma ideia de um mundo irreal onde podem ter tudo aquilo que desejam. Para chegar a esse ponto, acreditam que têm de ser aceites no mundo social da internet e que os ‘gostos’ são o meio para ter a validação que tanto procuram. Para evitar este tipo de ilusões nas crianças, a investigação sugere algumas medidas para os pais como falar com as crianças sobre os aspetos positivos e negativos das redes sociais e fazê-las entender as diferenças entre a aparência e a realidade para tentar combater a pressão que as crianças colocam nelas próprias.

Esta pesquisa integra o relatório “Life in Likes” publicado hoje por Anne Longfield, comissária das crianças de Inglaterra – um cargo independente do Governo com o objetivo de ajudar a melhorar a vida das crianças a longo prazo, principalmente das mais vulneráveis.

 

 

Emoções, Relações e Complicações: Prevenir a Violência ao Longo da Vida – livro digital do Serviço Nacional de Saúde

Dezembro 25, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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visualizar o livro digital no link:

http://biblioteca.min-saude.pt/livro/violencia#page/1

Por trás de cada criança difícil há uma emoção que esta não sabe expressar

Fevereiro 24, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 9 de fevereiro de 2017.

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Uma criança difícil é, geralmente, uma criança insegura que procura reconhecimento constante.

Por trás de cada criança difícil esconde-se um caos emocional revestido de raiva e até de desobediência, que nunca é fácil de abordar por parte dos pais ou professores.

Recorrer ao castigo ou às palavras num tom mais elevado e agressivo, apenas conseguirá intensificar ainda mais as emoções negativas, a sua frustração e até a sua baixa autoestima.

Nunca saberemos o porquê de algumas crianças nascerem com uma personalidade mais complexa do que outras.

No entanto, em vez de perdermos tempo a perceber a razão para a personalidade difícil das nossas crianças, devemos entender, simplesmente, que há pessoas que têm mais necessidades, que precisam de mais atenção.

Façamos uma reflexão sobre isto.

Crianças difíceis são crianças exigentes

Uma criança difícil não ouve, não obedece e costuma reagir de forma desmedida a certas situações. Isto faz com que mergulhemos num círculo de sofrimento onde o vínculo com esta criança vai sendo carregado de tensões, ansiedade e muitas lágrimas.

Muitos pais e mães acabam por se questionar. “Serei um mau pai/mãe?” “Estarei a fazer algo errado?”

Estas questões são perfeitamente normais, mas irão apenas alimentar ainda mais a frustração. Antes de cairmos nest espiral, esperimentemos algumas estratégias.

Assumir que temos um filho mais exigente

Há crianças que crescem sozinhas, que sem sabermos como nem porquê são mais maduras, receptivas, obedientes e autónomas. No entanto, é perfeitamente normal que algum dos irmãos desta mesma criança demonstre, desde os primeiros meses de vida, mais necessidades e requeira mais atenção dos pais. São bebés que choram mais do que o normal, que dormem pouco e que vão do riso ao choro em poucos segundos.

Temos de assumir que há crianças “super-exigentes”. Precisam de mais reforços, mais apoio, palavras e segurança.

Longe de nos culparmos por termos “feito algo errado”, devemos entender queo estilo de criação nem sempre é o responsável por moldar uma criança difícil.

No entanto, é da nossa responsabilidade saber (pelo menos tentar) dar uma resposta a esta criança exigente e isso requer paciência, esforços e muito carinho.

Saber lidar com uma criança difícil

Se para os adultos já é difícil poder compreender e controlar as nossas emoções, para uma criança exigente isso será ainda mais complicado. Por isso, analisemos quais necessidades imediatas de uma criança difícil.

Uma criança difícil procura sentir-se reconhecida em tudo o que faz. São crianças inseguras que precisam de reforços com muita frequência. Quando não os encontram ou não os recebem, sentem-se frustradas e

A autoestima baixa faz com que ciúmes(até dos irmãos), com que procurem atenção para se sentirem bem, com que sintam tudo de forma mais intensa, nomeadamente emoções como o medo e a solidão.

Conforme vão crescendo, a sensação de insegurança pessoal e de falta de reconhecimento traduz-se em raiva e em reações desproporcionais quando, no fundo, o que existe é apenas medo, tristeza e angústia.

É necessário canalizar estas emoções e oferecer estratégias para que a criança deixe de precisar de tantos reforços externos para se sentir bem.Esta criança deve ser capaz de controlar o seu próprio mundo emocional com a nossa ajuda.

Chaves para ajudar uma criança difícil

1.  O poder do reforço positivo

O reforço positivo não consiste em dar um abraço quando uma criança faz algo que não deve. É mais que isso: trata-se de não fazer uso do castigo ou do grito porque isso despoletará uma reação ainda mais negativa na criança.

Devemos aproximar-nos da criança e perguntar-lhe porque teve determinada atitude, ou porque reagiu de determinada forma.Com calma, iremos explicar que o ato cometido não é correto, e iremos explicar também o porquê. A seguir, iremos indicar como devemos agir nesta situação.

Por último, iremos fazer uso do reforço positivo:”eu confio em ti”, “eu sei que tu podes fazer melhor do que isso”, “eu apoio-te, amo-te e fico triste por te ver a ter essas reacções. Tu és muito melhor que isso, confia em ti”.

2. Oferecer confiança, dar responsabilidades e estabelecer limites

A criança deve entender desde muito cedo que todos temos limites, e que para ter direitos é preciso cumprir com algumas obrigações.

É necessário que a criança se habitue a alguma rotina e que saiba o que pode esperar de cada momento.

Uma criança exigente precisa de segurança e se a educarmos em ambientes muito estruturados onde o reforço positivo esteja presente, iremos ajudá-la a sentir-se mais tranquila.

Dê-lhe confiança, convença-a de que é capaz de fazer muitas coisas, incentive-a assumir responsabilidades com as quais poderá aumentar a sua autoestima.

A importância da Inteligência Emocional

A Inteligência Emocional deve estar presente na criação de todas as crianças. É necessário ajudá-la a identificar as suas emoções e traduzir em palavras o que sente.

Desde muito pequenos iremos habituá-los a esta comunicação emocional falando sobre “o que se sente”. Os miúdos precisam de saber expressar a tristeza, a raiva e o medo.

Deste modo poderão desabafar emocional quando sentirem necessidade mas, para isso, devemos criar uma relação de confiança e proximidade ente pais/filho. Nunca julgue os seus filhos pelos que dizem nem se ria, em tom de gozo, deles. É necessário ser receptivo e propiciar sempre um diálogo fluido, ameno e cúmplice.

Texto original em Melhor Saúde, adaptado por Up To Kids®

 

Mímica das Emoções Oficina por Inês Reis e Ana Rocha para Famílias na Biblioteca Natália Correia

Dezembro 2, 2014 às 2:34 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mimica

Oficina por Inês Reis e Ana Rocha para Familias Mímica das Emoções

PARA CRIANÇAS dos 4 aos 12 anos, acompanhadas de um adulto

Oficina inspirada no livro “Eu Hoje Sinto-me”, onde cada família escolhe pelo menos 3 emoções. Através da construção de um enredo, vamos adivinhar as emoções apresentadas através da mimica.

Biblioteca Natália Correia – 6 dezembro 2014, às 11H00

Biblioteca dos Coruchéus – 4 julho 2015, às 16H00

N.º mínimo de participantes: 8 famílias N.º máximo de participantes: 12 famílias

Contactos: Informações e Inscrições: onossotempo.lx@gmail.com

Observações: Preço: 6€ por família

 

Morada: Biblioteca Natália Correia

Centro Social Polivalente

Rua Rio Cávado Bairro Padre Cruz

1600-997 Lisboa (Freguesia de Carnide)

Contactos: Tel.: 21 714 15 35 E-mail: biblioteca.carnide@jf-carnide.pt

Pai envolve-se mais rapidamente com o recém-nascido do que a mãe

Julho 12, 2014 às 4:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Notícia do site Universia de 8 de julho de 2014.

Bárbara Figueiredo2

Um estudo da Escola de Psicologia da Universidade do Minho revela que os pais envolvem-se mais rapidamente com os recém-nascidos do que as mães.

Um estudo da Escola de Psicologia da Universidade do Minho  revela que os pais envolvem-se mais rapidamente com os recém-nascidos do que as mães.“A reação de amor imediato é, de facto, mais comum nos homens do que nas mulheres. Talvez devido ao facto de eles não passarem fisicamente pelo parto. A dor sentida durante este processo interfere no estado emocional da mãe após o parto, bem como na sua disponibilidade para se ligar afetivamente ao bebé”, explica Bárbara Figueiredo, que investiga há mais de uma década o envolvimento emocional dos pais com o recém-nascido. O trabalho contou com a participação de mil progenitores.

Ao contrário do que dizem as crenças populares, o envolvimento e a paixão de uma mãe pelo filho nem sempre são instantâneos. “Enquanto para algumas é imediato, para outras nem tanto. Temos fortes indicações para pensar que a ligação efetiva da mãe ao bebé se faz de um modo relativamente gradual”, desmitifica Bárbara Figueiredo. “Trata-se de um processo de adaptação mútuo que pode ser complicado ou facilitado dependendo de várias fatores como o desenrolar da gravidez e do parto”, destaca a autora de “Mães e Pais – Envolvimento Emocional com o Bebé”, uma obra recentemente publicada pela editora Psiquilíbrios que desconstrói alguns dos mitos mais associados à maternidade.

A intensidade da dor durante o trabalho de parto e logo a seguir é um dos fatores mais determinantes para o envolvimento emocional inicial. Quanto maiores são os níveis de dor, menor é o vínculo estabelecido ao 3º e 5º dias, contextualiza a professora universitária. A analgesia epidural surge, assim, como “uma ótima notícia”, “sobretudo hoje em que os níveis de analgesia já não adormecem o bebé, que nasce com a mesma vitalidade e com uma mãe muito mais disponível para ele”.

Doutorada em Psicologia Clínica pela UMinho, Bárbara Figueiredo é professora nesta instituição há 22 anos, tendo coordenado inúmeros projetos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Bial. É responsável pela Unidade de Estudos da Família e Intervenção do Centro de Investigação em Psicologia e membro do Serviço de Psicologia da UMinho. Tem mais de duas centenas de publicações a nível nacional e internacional, dedicando-se particularmente à investigação e intervenção no domínio da gravidez e parentalidade.

Fonte: Universidade do Minho

 

Mães e Pais  : Envolvimento emocional com o bebé

 

 

Estudo conclui que emoções expressadas online são contagiantes

Março 23, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 13 de Março de 2014.

Thirry Roge Reuters

Cláudia Bancaleiro

As emoções manifestadas por uma pessoa no Facebook podem provocar os mesmos sentimentos numa outra.

Para uns o dia não começou bem, ficou preso no trânsito ou deprimido com a chegada da chuva. Para outros é dia de aniversário, receberam elogios do chefe ou finalmente vão de férias. Situações como estas criam emoções negativas ou positivas e, se falarmos em redes sociais, a sua partilha pode provocar os mesmos sentimentos noutras pessoas e levar à publicação de um post no Facebook num tom sorridente ou amuado. Esta é a conclusão de um estudo que afirma que as redes sociais podem “aumentar a intensidade da sincronia emocional global”.

O estudo de investigadores das universidades da Califórnia e Yale e do Facebook, determinou que, à semelhança de um contacto frente a frente entre duas pessoas, uma interacção online permite que uma emoção descrita num post por uma pessoa passe a ser sentida e partilhada por outra que o lê. O que se torna mais difícil de concluir é se as essas correlações resultam na passagem de emoções a terceiros, através de uma espécie de contágio, ou se ocorrem por ter sido escolhida uma pessoa ou grupos que naquele momento partilham as mesmas emoções de quem emite o sentimento.

James Fowler, professor de medicina genética e de ciência política na Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo, explicou ao Wall Street Journal que, acima de tudo, o objectivo do estudo foi determinar “se as alterações emocionais numa pessoa provocam alterações emocionais noutra”. “E foi isso que encontrámos”, afirmou.

Para o estudo, divulgado na revista científica Plos One, foram analisadas milhões de mensagens publicadas no Facebook entre Janeiro de 2009 e Março de 2012, num total de 1180 dias. Para cada dia foram analisados mais de 100 milhões de utilizadores de 100 das cidades mais populosas dos Estados Unidos e observadas as actualizações feitas nas suas cronologias. Aqui, foram apenas escolhidas as mensagens que pudessem ser consideradas uma manifestação pessoal, deixando de fora quaisquer formas directas de comunicação no Facebook.

Os investigadores garantem que não houve qualquer acesso à informação pessoal dos utilizadores, tendo o Facebook tornado anónima a origem de todos os dados usados. Para a sua busca, os investigadores recorreram a um sistema de análise de texto automatizado para que não tivessem acesso ao conteúdo das mensagens escritas mas apenas a palavras que traduzissem emoções negativas ou positivas, como triste ou contente.

A felicidade é mais contagiante que a tristeza
Para analisar as alterações nas emoções de uma pessoa e se essas mesmas alterações tiveram impacto num amigo no Facebook, os investigadores utilizaram como instigadora a queda de chuva. Porém, foram excluídos posts que se referiam directamente ao estado do tempo. “Queríamos mensagens em que chovia no local onde estava o utilizador, mas que o levasse a escrever posts negativos que não fossem sobre a meteorologia”, explicou James Fowler também ao Wall Street Journal.

O estudo concluiu que, em média, um dia de chuva diminuiu em 1,19% o número de posts positivos dos utilizadores, mas aumentou o número das mensagens negativas em 1,16%, diferenças percentuais pequenas mas consideradas “significativas” pelos investigadores.

Ao escrever um post emocionalmente negativo, o utilizador acabou por influenciar um ou dois amigos noutras cidades onde o tempo estava seco, por exemplo. Assim, enquanto cada mensagem positiva resultou num aumento de 1,75% de posts positivos escritos pelos amigos do autor do post, mensagens em que foi manifestada tristeza levaram, por sua vez, à criação de mais 1,29% posts negativos.

O estudo dá ainda o exemplo de dados recolhidos sobre um dia de chuva em Nova Iorque. A queda de chuva provocou directamente mais 1500 posts negativos entre utilizadores nova-iorquinos e cerca de 700 negativos entre os seus amigos que escreviam a partir de outra cidade.

“Por outras palavras, o efeito total da queda de chuva na expressão de emoções é cerca de 150% maior do que esperaríamos se fosse apenas medido o efeito directo nos utilizadores e ignorado o efeito indirecto nos seus amigos”, escrevem os investigadores. “E, de forma intrigante, apesar de a chuva ser o ímpeto para este contágio, as mensagens positivas parecem ser mais contagiantes que as negativas”, sublinham.

“Este é o primeiro estudo que demonstra que o mundo online pode estar a criar uma sincronia emocional global. Isso significa que devemos esperar e prepararmo-nos para uma maior volatilidade nas coisas que são afectadas pelas emoções, como sistemas políticos ou mercados financeiros”, defende o documento publicado na Plos One.

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