Conferência “Efeitos do neoliberalismo e da economia do conhecimento na educação musical de crianças e jovens” 18 maio no Anfiteatro do IE da Universidade do Minho

Maio 17, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No âmbito do Programa de Doutoramento em Estudos da Criança irá realizar-se na sexta-feira, dia 18 de Maio às 17h, no Anfiteatro do IE da UMinho, a Conferência “Efeitos do neoliberalismo e da economia do conhecimento na educação musical de crianças e jovens”, proferida pelo Prof. José Luís Aróstegui da Universidade de Granada. Entrada livre. Será entregue um certificado de presença no final da conferência.

Resumo da palestra:

Nesta palestra será feita uma reflexão sobre a influência do neoliberalismo e da economia do conhecimento na educação em geral e na educação musical em particular, a fim de estudar o lugar que a música ocupa, e que poderia ocupar, num currículo escolar entendido como “motor da economia do conhecimento” actualmente vigente na maioria dos países.
Para tal é feita uma revisão de literatura, a partir da qual se estudam diferentes teorias económicas, em particular a teoria do neoliberalismo, e também o que se entende por “economia do conhecimento”, bem como as consequências que ambas as teorias têm para a educação e para a educação musical escolar. Por fim, apresentam-se as conclusões sobre o neoliberalismo e a economia do conhecimento como duas realidades bem distintas, e que enquanto a influência da primeira explica o actual declive da disciplina na escola, a segunda oferece um campo de actuação relevante para a música escolar e, na realidade, para todas as artes e Humanidades, ao mesmo tempo que se apresentam alguns sinais a nível internacional que parecem assinalar uma melhoria da música escolar dentro de um currículo dirigido para uma economia do conhecimento.

mais informações no link:

https://www.ie.uminho.pt/pt/_layouts/15/UMinho.PortaisUOEI.UI/Pages/EventsDetail.aspx?id=52942

 

Crianças que estudam música têm melhores notas a Matemática

Junho 2, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site da Universidade de Aveiro de 21 de maio de 2014.

A tese mencionada no texto é a seguinte:

A aprendizagem musical como elemento de aperfeiçoamento de competências matemáticas

Investigação do Departamento de Educação da Universidade de Aveiro

As crianças que estudam música apresentam melhores desempenhos a Matemática comparativamente às que não têm lições musicais. Pioneiro em Portugal, o estudo realizado na Universidade de Aveiro (UA) conclui ainda que quanto maior for o número de anos de aprendizagem musical melhor é o desempenho matemático, nomeadamente na área da Geometria. A investigação, que envolveu a análise do percurso escolar do 7º ao 9º ano de escolaridade de 112 alunos de norte a sul do país, vai ainda mais longe e sugere que, entre os pequenos músicos, os alunos de teclado são aqueles que alcançam melhores notas a Matemática.

A investigação desenvolvida por Carlos dos Santos Luiz, no âmbito da tese de Doutoramento realizada no Departamento de Educação da UA e orientada por Carlos Fernandes, destaca o facto de a associação entre aprendizagem musical e performance matemática permanecer evidente mesmo após a remoção das diferenças entre alunos ao nível da inteligência e do nível socioeconómico. Demonstra-se, assim, a aptidão preditiva das lições de música no desempenho matemático sem a interferência destas duas variáveis potenciadoras do desempenho académico.

“Constatámos, ainda, que é possível prever o desempenho matemático a partir do raciocínio espacial, raciocínio este especialmente desenvolvido pelos estudantes de música”, aponta Carlos dos Santos Luiz que acrescenta que “as capacidades espaciais melhoradas têm um contributo importante no desempenho a matemática, assim como em áreas da ciência, tecnologia e engenharia”.

Alunos de instrumentos de tecla são melhores matemáticos

Sabendo que a leitura de música e a aprendizagem de um instrumento envolvem e propiciam o desenvolvimento de capacidades espaciais, o investigador analisou também a associação entre o tipo de instrumento musical, o raciocínio espacial e o desempenho a matemática. “Observei que os alunos de instrumentos de teclado apresentam tanto um desempenho matemático quanto um raciocínio espacial superiores aos alunos de outros instrumentos musicais”, aponta o investigador que, atualmente, leciona na Escola Superior de Educação de Coimbra.

Se a prática instrumental requer a integração de vários sistemas sensoriais, tais como o auditivo, o visual e o motor, “no caso dos instrumentos de teclado, a disposição espacial do próprio teclado permite a representação visual das relações intervalares entre as alturas de som que, por sua vez, têm correspondência com a geometria da música escrita”. A configuração física do teclado “reforça, assim, a importância de conteúdos matemáticos”.

Sobre a influência que a aprendizagem de música tem no cérebro dos jovens a ponto de lhes proporcionar um melhor desempenho matemático, Carlos dos Santos Luiz aponta que “no âmbito da neurociência da música,as tecnologias imagiológicas e eletrofisiológicas permitem verificar diferenças anatómicas e fisiológicas entre músicos e não músicos ao nível do encéfalo”. Assim, “a aprendizagem musical precoce é o principal fator para a maioria das diferenças verificadas”.

O autor sublinha que a partir de estudos já realizados, tanto na área da cognição musical como na do processamento matemático, é possível estreitar a ligação entre música e cognição matemática.

“No caso concreto do processamento e perceção musicais, os não músicos evidenciam um domínio hemisférico cerebral direito, ao passo que os músicos demonstram um domínio hemisférico cerebral esquerdo”, aponta o investigador. Neste contexto, diz, “os estudos destacam a anatomia e a fisiologia de certas áreas cerebrais com representação mais lateralizada à esquerda, nomeadamente o lobo temporal (áreas auditivas), assim como o lobo parietal (em vários locais) e o lobo frontal (córtex pré-frontal) dos músicos”.

De modo semelhante, determinados processos matemáticos acedem a áreas no hemisfério esquerdo, como o lobo parietal. Para além do córtex parietal, os estudos relatam também uma ativação cerebral no córtex pré-frontal. “Supõe-se que, se a música e a matemática utilizam as mesmas áreas corticais, a prática da primeira poderá influenciar a segunda. Adicionalmente, alguns autores observaram a proximidade de regiões do cérebro para a música e processamento espacial”, diz.

Música não é prioridade nas escolas

No âmbito do ensino da música em Portugal refira-se o Estudo de avaliação do ensino artístico: Relatório final, elaborado em 2007 por docentes e investigadores da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, que veio chamar a atenção para o contributo positivo da disciplina de música na formação dos estudantes, a par de outras disciplinas consideradas essenciais, e que o seu impacto tem suporte científico.

Aquela equipa de docentes e investigadores constatou que ao nível do currículo da educação e ensino artístico do ensino básico geral português não existiam diferenças notórias relativamente aos currículos de certos países europeus. “O que parecia ser diferente era a atenção e o valor atribuído ao ensino das artes em geral naqueles países”, recorda Carlos dos Santos Luiz. Deste modo, os autores sugeriram a necessidade de uma maior valorização da disciplina de música, assim como de um maior investimento na qualidade do nosso sistema de ensino.

“Na última reforma da estrutura curricular do ensino básico português, concretizada pelo Ministério da Educação e Ciência em 2012, e referindo-nos apenas ao 3º ciclo, a disciplina de Educação Musical sofreu uma redução significativa do tempo que lhe era anteriormente concedido no 7º e 8º anos e no 9º ano de escolaridade deixou de existir no plano de estudos”, alerta o investigador.

 

Educação musical pode melhorar capacidades linguísticas

Outubro 15, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 18 de Setembro de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

The Ability to Move to a Beat Is Linked to the Consistency of Neural Responses to Sound

DR

As pessoas com maior capacidade de acompanhar o ritmo de uma música têm melhores reações neurológicas aos sons de um discurso.

Alexandre Costa

A maior capacidade de acompanhar o ritmo de uma música é associada a maiores capacidades linguísticas, segundo um estudo do Laboratório de Neurociência Auditiva da Northwestern University, Illinois, Estados Unidos.

“O ritmo é parte integrante tanto da música como da linguagem, referiu Nina Kraus, investigadora que conduziu o estudo divulgado Journal of Neuroscience. “E o ritmo do discurso oral é um fator crucial para a sua compreensão”, afirmou.

As pessoas com maior capacidade de acompanhar o ritmo de uma música têm melhores reações neurológicas ao som de um discurso, conclui o estudo baseado na observação na observação de 100 adolescentes de Chicago.

Foi-lhes pedido que estalassem os dedos acompanhando um ritmo. Foram também registadas as suas ondas cerebrais enquanto escutavam ao som sintetizado “da” repetido por um período de 30 minutos. Os que conseguiram acompanhar melhora o ritmo apresentaram também melhores reações neurológicas ao som sintetizado.

“É possível que a educação musical, com ênfase nas capacidades rítmicas, exercitando o sistema de audição, leve a uma mais forte associação som-significado que é tão importante quando aprendemos a ler”, referiu Kraus.

Imagin(A)ção em Educação Musical e Educação Especial – 2ª Edição

Abril 11, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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imaginação

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Seminário Educação Estética e Artística: para que serve?

Junho 27, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Conferência Internacional Novos Horizontes para a Educação 2011

Maio 27, 2011 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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