Brasil: projeto usa histórias infantis para ensinar educação financeira a crianças

Fevereiro 4, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia da ONU News de 14 de janeiro de 2019.

“Em Busca do Tesouro” é apoiado pelo Pnud Brasil e leva para escolas brasileiras histórias da Turma da Mônica; fase de testes aconteceu no final de 2018.

Um projeto apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, no Brasil, usa histórias infantis para ensinar educação financeira às crianças.

O projeto “Em Busca do Tesouro” foi implementado pela Secretaria do Tesouro Nacional, STN, do Ministério da Economia brasileiro, em parceria com o Instituto Maurício de Sousa, com apoio de outros parceiros.

Turma da Mônica

Segundo o Pnud, acompanhar a gestão do dinheiro de todos é um direito que deve ser estimulado ainda na infância.

De forma lúdica e com linguagem acessível, as crianças aprendem sobre o tema em sala de aula, com o apoio das histórias da Turma da Mônica produzidos especialmente para o projeto.

A receptividade de alunos e professores em relação ao conteúdo, contextualizado por histórias vividas por Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão e turma, foi avaliado de maneira positiva pelos executores do projeto.

Fase de Testes

A fase de testes aconteceu no final de 2018, em sete escolas públicas e uma privada no estado de Goiás. Cerca de 732 estudantes participaram da iniciativa que foi considerada bem-sucedida.

Agora, o passo a ser dado em 2019 é uma avaliação de impacto que ampliará o público-alvo para até 30 mil meninos e meninas de escolas da capital do país.

Resultados esperados

De acordo com agência, a ideia é sensibilizar a população sobre o tema, além de disseminar conceitos como equilíbrio e transparência fiscais.

Outro resultado esperado é promover educação fiscal e financeira por meio de informações sobre a função social dos tributos e o controle cidadão dos gastos públicos.

O Pnud acredita que para isso é essencial investir na formação de pequenos cidadãos e cidadãs para que entendam não apenas o funcionamento do governo, mas também a necessidade de ter comportamentos financeiros saudáveis e conhecer a a importância da gestão de finanças públicas e pessoais.

Aprendizado

Para a analista de projeto do Pnud Brasil Luciana Medeiros Brant, “os projetos assinados entre a STN e o Pnud tem como finalidade apoiar o Tesouro com estudos e ações que visem melhorar a qualidade das políticas públicas.

Brant destaca ainda que esse projeto em especial “visa ensinar as crianças e adolescentes sobre a importância da gestão dos recursos, a atuação do governo e a responsabilidade de cada um para que tenhamos um país melhor e mais produtivo”.

 

Ensinar as crianças a gerir o seu dinheiro? Quanto mais cedo melhor

Outubro 8, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

thumbs.web.sapo.io

Notícia do Lifestylesapo

Nesta época de regresso às aulas não é fácil gerir um orçamento familiar. Muitas são as despesas com bens essenciais – material escolar, livros e roupa – para que o ano letivo seja produtivo.

É habitual um pai ou mãe ouvir os mais novos da família a interpelarem “compras-me isto?”. Só que, muitas das vezes, esse pedido implica o dispêndio de quantias que se situam muito acima do que é possível suportar no orçamento familiar. Como contrapor com o seu filho e explicar que tal despesa não cabe no orçamento? Será que ele tem noção do que isso poderá implicar no dia a dia financeiro da família?

Pois bem. Esta é uma situação, entre muitas, de conflitos que surgem em contexto familiar quando se discute acerca do dinheiro. É que falar sobre este tema nunca é fácil, principalmente, com crianças e jovens.

Por isso, é boa ideia começar logo cedo a implementar algumas ideias no que toca às finanças lá de casa. Lembre-se que a gestão financeira não é uma competência inata, por isso deve ser ensinada e treinada, tal como atar os atacadores ou ver as horas.

De acordo com um estudo desenvolvido pela Universidade do Wisconsin, as crianças a partir dos três anos já compreendem conceitos tais como o valor e a troca. Também a Universidade de Cambridge indica que a partir dos sete anos, deve começar-se a adquirir os hábitos e comportamentos financeiros que perdurarão ao longo de toda a vida.

Proporcionar uma educação financeira aos filhos é não só produtivo, por evitar alguns dos conflitos financeiros lá de casa, como também ensina-os a serem consumidores mais conscienciosos no futuro.

Assim, ficam aqui algumas dicas de como conduzir os seus filhos de forma eficaz nessa “viagem” ao mundo financeiro:

  1. Remeter a criança para a escolha: “Qual preferes, a caixa dos carrinhos coloridos ou o camião dos Bombeiros?”. Proporciona-lhe a oportunidade de autonomia da escolha, com base no conceito do valor das coisas;
  2. Atribua uma semanada ou mesada (consoante a idade) para estimular uma gestão financeira dos seus recursos;
  3. Não pague pelas tarefas de casa para que ele perceba que todos devem fazer a sua parte. Mas pode atribuir um valor a alguma tarefa que tenha mais impacto, de modo a que ele consiga um rendimento extra e a fim de valorizar o seu esforço;
  4. Ensine-o a trabalhar com cartões. Atribuía-lhe um de débito. Mas, atenção, tem que monitorizar os seus gastos. Envolva-o sempre em todo o processo para que saiba os prós e contras;
  5. Comparar preços. Explique-lhe que o mesmo produto pode ter diversos preços e que, por isso, antes de comprar deve consultar várias lojas. Use a Internet, como exemplo, para comparar preços de diversos produtos e serviços;
  6. Não decida por ele: isto vai ensiná-lo a lidar com um orçamento. Mesmo que cometa algum excesso aprenderá que numa próxima ocasião não o poderá fazer com o risco de ter que lidar com a frustração;
  7. Ajude-o mas não empreste ou adiante dinheiro. Caso contrário, ele vão ficar com a ideia que os empréstimos não implicam nada em troca. É importante definir bem as regras. Em caso de necessidade é preferível ajudar no sentido de ensinar estratégias de poupança ou de aquisição de rendimentos alternativos;
  8. Tenha atenção ao que diz em relação ao dinheiro. Não passe ao seu filho a noção de que a importância da pessoa varia consoante a quantidade de dinheiro que tem;
  9. Seja um exemplo. Não gaste demasiado ou inconscientemente, pois o seu filho aprende observando.

Se as épocas de crise são oportunidades para mudar comportamentos, também devem servir para introduzir melhorias na nossa qualidade de vida. Então, porque não incluir os mais novos nessas mudanças? Para que, mais tarde, eles próprios sejam consumidores mais conscienciosos e tomem decisões financeiras mais coerentes e menos arriscadas.

Os pais são os melhores modelos e os principais orientadores dos filhos, portanto, são eles quem devem fazer a diferença neste contexto.

Margarida Rogeiro / Psicóloga e Psicoterapeuta

© PsicoAjuda – Psicoterapia certa para si, Leiria

 

Escola deve ensinar a gerir o dinheiro

Setembro 27, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Notícia do Destak de 13 de setembro de 2018.

 

Crianças aprendem a lidar com dinheiro e isso faz bem às famílias

Dezembro 20, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Adriano Miranda

Notícia do https://www.publico.pt/ de 9 de dezembro de 2017.

Estudo da Universidade do Porto mostra que projecto de Educação Financeira que a Fundação António Cupertino de Miranda leva a 300 turmas do Norte do país lhes permite perceber quando os pais dizem que não a um pedido.

Samuel Silva

No quadro da sala de aula, Tiago Barros desenha duas colunas. De um lado escreve “Necessidades”, do outro “Desejos”. Pede aos alunos que o ajudem a completar a lista: uma máquina de lavar roupa vai para a primeira coluna, um tablet para a segunda. “E um desejo que me apeteça agora mesmo?”, questiona o professor da Escola Básica de S. Martinho do Campo, em Santo Tirso. Todos os alunos levantam o dedo prontamente. “Chocolate”, atira uma rapariga.

A aula é do 1.º ciclo mas o tema que os alunos debatem com o professor não consta do programa oficial. As “necessidades e desejos” são um dos conteúdos do projecto No poupar estar o ganho, com o qual a Fundação António Cupertino de Miranda (FACM) tem levado a Educação Financeira a dezenas de escolas em todo o Litoral Norte do país.

Na aula, o professor Tiago Barros associa “desejo” ao conceito de “coisas supérfluas” que tinha explorado na semana anterior. “Nem todos os desejos são coisas supérfluas, mas é nestes desejos que estão as coisas supérfluas”, explica. As crianças acenam, sinal que parece indicar que entenderam.

O “problema é quando os pais não dão”

Mas no início do ano lectivo estavam longe de ter o mesmo à-vontade para entender questões como esta. “Eles chegam aqui com a noção de que podem comprar tudo aquilo que quiserem”, explica o docente, que há dois anos dá aulas na escola de Santo Tirso. “Normalmente, eles pedem e os pais dão”. O “problema”, diz, “é quando os pais não dão”.

Aulas como esta “ajudam os alunos a pôr em perspectiva o uso do dinheiro”, contextualiza o professor da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), Rui Serôdio, que coordenou um estudo sobre os impactos do programa de Educação Financeira da FACM. “Quando entendem, as crianças atribuem um sentimento de justiça aos pais quando estes lhes dizem que não”, prossegue o especialista.

Uma das principais conclusões da avaliação dos impactos de No poupar está o ganho feita pela FPCEUP é que este projecto ajuda a “promover relações familiares mais empáticas”. “O dinheiro é um factor quase central na vida familiar e isso tem implicações na relação dos pais com as crianças”, acrescenta Rui Serôdio.

A medição de impacto social feita pela FPCEUP envolveu 2300 crianças, tendo sido constituído um grupo experimental e um grupo de controlo (grupo equivalente de crianças que não foram abrangidas pelo programa de Educação Financeira).

O estudo revela mais dois efeitos positivos do programa. Por um lado, as crianças que dele participaram tornaram-se mais capazes de identificar decisões adequadas em diferentes dilemas comuns na gestão quotidiana dos recursos financeiros. Por exemplo, abdicar da aquisição de um bem porque este é mais desejado do que necessário ou é de duração efémera.

Por outro, os pais – que também foram inquiridos – revelam ter percebido alterações no comportamento dos seus filhos. Após passarem pelo projecto de literacia financeira, as crianças mostram-se mais conscientes, preparadas, motivadas e curiosas relativamente à gestão quotidiana do dinheiro da família.

No poupar está o ganho tem por base um outro trabalho de investigação lançado pela FACM em 2008/2009, então em parceria com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto. O objectivo era perceber as necessidades das escolas vizinhas da fundação sediada na Avenida da Boavista, no Porto. Viva-se então o período inicial da crise e a conclusão foi clara: não havia dinheiro e as pessoas não sabiam como lidar com isso.

Em 2010, o primeiro Inquérito à Literacia Financeira do Banco de Portugal chegou às mesmas conclusões e sublinhou a necessidade sentida pela fundação de avançar com um projecto de Educação Financeira, que foi lançado, ainda nesse ano, num primeiro grupo de seis escolas.

“Todos temos que saber muito mais sobre a forma como lidamos com o dinheiro. Os próprios produtos financeiros ficaram muito complexos”, contextualiza a presidente da fundação, Maria Amélia Cupertino de Miranda. Para que isso aconteça é necessário “desenvolver competências, atitudes e comportamentos” que levem a uma “tomada de decisão informada e correcta”. E isso faz-se “de pequenino”, defende.

Projecto envolve 6000 alunos

Desde o seu lançamento, o projecto não tem parado de crescer. Em 2015, uma parceria com a Área Metropolitana do Porto colocou-o em todos os concelhos da região, aos quais se juntaram, neste ano lectivo, as Comunidades Intermunicipais do Tâmega, Cávado, Ave e Alto Minho. Ao todo são 6000 estudantes de 300 turmas em 35 municípios diferentes.

Na escola de Santo Tirso, não há nenhum pedaço da sala do professor Tiago Barros que não esteja colorido, seja pela decoração – há flores e borboletas feitas de papel autocolante colados nos vidros das janelas – ou pelos trabalhos das crianças. Presos no tecto, há pequenos aviões feitos de garrafas de plástico; uma série de vários desenhos à volta da mesma árvore num dos cantos da sala e muitos cartazes feitos pelas mãos daqueles 18 alunos.

À frente deles e atrás do professor, uma grande bandeira ocupa toda a parede do lado direito do quadro da sala. Desenhado nela está um super-herói que foi inventado ali mesmo em S. Martinho do Campo. É o Super Tostão.

A figura criada pelos alunos tem a missão de ajudar as famílias em questões financeiras. É a personagem central de um livro, lançado no ano passado pela turma de Tiago Barros, que foi o seu projecto transversal para o No poupar está o ganho. O trabalho dos alunos de S. Martinho do Campo valeu-lhes o Prémio Excelência atribuído pela FACM para premiar os melhores projectos anuais.

O professor decidiu partir de um apanhado de provérbios e ditos populares sobre dinheiro feito pelos alunos. No livro constam ainda adivinhas, trava-línguas e canções, cujas letras foram escritas pelos estudantes, bem como um abecedário de termos financeiros.

O projecto transversal de onde saiu o Super Tostão é o grande instrumento agregador do trabalho feito ao longo do ano, em cada turma, no âmbito deste programa de formação financeira. Depois há desafios semanais – que a FACM envia às escolas – para serem resolvidos e vários materiais que são colocados numa plataforma e-learning do No poupar está o ganho que podem ser usados pelos docentes participantes.

Uma equipa da Faculdade de Economia do Porto apoia a concepção e validação de todos os conteúdos. A peça central do trabalho é um caderno de trabalho distribuído a todos os alunos, onde constam todos os conteúdos que devem ser trabalhados no âmbito do programa. As matérias incluem “Necessidades e Desejos”, “Planeamento e Gestão do Orçamento Familiar”, “Produtos Financeiros” ou “Ética nas instituições financeiras”. Além disso, a fundação envia, todos os meses, a cada uma das turmas envolvidas, um desafio que deve ser respondido em contexto de sala de aula.

Depois, cabe aos professores encontrarem tempo para trabalharem estas matérias. No 1.º ciclo, a Educação Financeira é trabalhada transversalmente nas aulas. Questões sobre orçamento familiar podem aparecer nos tempos lectivos reservados à Matemática; provérbios populares ou canções podem ser trabalhados nas horas do Português. E depois há uma hora semanal reservada para Cidadania e Desenvolvimento que pode ser canalizada para trabalhar neste projecto. É o que faz Tiago Barros na escola de Santo Tirso.

Formação financeira em todas as escolas

Será precisamente no âmbito da área curricular de Cidadania e Desenvolvimento que o Ministério da Educação pretende, a partir do próximo ano, leccionar a formação financeira em todas as escolas. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, que adiantava que estava em preparação a formação de professores para estes novos conteúdos.

“A área de literacia financeira está prevista como obrigatória para todos os ciclos, sendo a gestão dos tempos concretos responsabilidade de cada escola”, informa o Ministério da Educação.

A nova área de Cidadania e Desenvolvimento vai ter tempo lectivo atribuído dos 2.º e 3.º ciclos. No 1.º ciclo e no ensino secundário será desenvolvida de forma transversal. Esta área curricular está já em desenvolvimento nas 235 escolas que integram o projecto-piloto de flexibilidade curricular, que começou a ser implementado este ano e será generalizada quando a autonomia for estendida às restantes escolas.

 

mais informações no link:

http://www.facm.pt/facm/facm/pt/servico-educacao/educacao-financeira

 

 

Caderno de Educação Financeira para o 2.º ciclo

Fevereiro 25, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

capturar

descarregar o caderno no link:

http://blogue.rbe.mec.pt/cadernos-de-educacao-financeira-dge-2039375

Chega de birra nas lojas: ensine seu filho a economizar para comprar

Dezembro 14, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Texto do site http://www.paisefilhos.com.br/de 27 de abril de 2016.

pais-filhos

A educação financeira pode começar desde cedo

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

Seu filho já teve algum ataque de birra em público por você não comprar algo que ele queria? Saiba que cabe aos pais colocar limites, explicar e conversar sobre o valor do dinheiro, mas você também precisa dar o exemplo. Crianças precisam aprender a dar valor ao dinheiro e gastar só com o que importa desde cedo.

Segundo Patrícia Broggi, mãe de Luca e Tiago, nossa embaixadora, colunista e autora do livro “Falando de Grana”, para evitar um ataque de birra, é necessário que o filho tenha sido acostumado desde pequeno que toda compra tem sua hora e motivo e não comprar só por comprar.

Outro ponto é que as crianças precisam aprender que um presente deve ter ocasião, como aniversário, Natal ou uma data especial. Assim, eles saberão valorizar o que ganham. “Caso queira muito uma coisa e resolva fazer birra, os pais precisam ser firmes. A birra passa. Até porque, muitas vezes, basta ganhar para esquecer do presente logo depois”, argumenta.

Os filhos aprendem muito mais com as nossas ações do quem com as nossas palavras, explica Patrícia. “Além de desencorajar o consumismo nos seus filhos através de conselhos, é muito importante você não praticá-lo. Senão a mensagem não repercute”.

Por isso, repense em como você tem lidado com a questão e procure tomar atitudes que reforcem a mensagem que você quer passar. Algumas dicas da jornalista são: no final de semana, prefira passear em família no parque do que ir ao shopping. Na praia, priorize atividades como entrar no mar e jogar bola em vez de comprar um picolé, milho e refrigerante. A ideia é não valorizar o consumo.

Economizar para comprar

Uma solução para começar a educação financeira é dar uma mesada, que pode ser até de um valor simbólico, e ensiná-lo a poupar para planejar uma compra e guardar o que sobrar. Se seu filho tiver um desejo, nada melhor do que você criar com ele uma meta para alcançar esse objetivo. “Façam juntos um planejamento de economia, mostrando que se ele poupar por alguns meses, consegue comprar o que quer”, diz a escritora.

Não tenha medo de usar o bom e velho “não”. Ficar com dó e ceder vai mostrar a seu filho que quando ele bater o pé e espernear, vai conseguir que você faça a vontade dele. “Mesmo se o que ele quiser não faça nenhuma diferença no seu orçamento, o importante é você pensar no valor do dinheiro para uma criança e como ela deve administrá-lo”, aconselha Patrícia.

 

 

Projeto ensina alunos a poupar no Grande Porto

Outubro 24, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Notícia do http://lifestyle.sapo.pt  de 1 de outubro de 2015.

Nuno Noronha // Lusa

O projeto de educação financeira “No Poupar está o Ganho” vai ser implementado este ano letivo em 136 turmas do 1.º ciclo do ensino básico de escolas da Área Metropolitana do Porto (AMP).

Criado e implementado pela Fundação Dr. António Cupertino de Miranda em 2009, este projeto tem por objetivo mostrar a importância da educação financeira e transmitir conhecimentos para o desenvolvimento de competências que permitam a tomada de decisões informadas e corretas.

Segundo fonte da Fundação, esta é a primeira vez que o projeto é implementado à escala metropolitana, abrangendo escolas dos 17 municípios, por ter sido reconhecido pela sua relevância e credibilidade.

O trabalho da Fundação nesta área teve início em 2008/2009, quando o Museu do Papel Moeda realizou um projeto de investigação-ação em colaboração com a Universidade do Porto para diagnosticar necessidades na comunidade envolvente, designadamente de três freguesias do Porto (Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde), tendo concluído que “a comunidade tinha grandes dificuldades financeiras e não sabia gerir corretamente os seus escassos recursos económicos”.

Para fazer face ao problema, acrescentou a fonte, “o Museu concebeu ‘No Poupar está o Ganho’, que foi já entretanto revisto para dar resposta aos temas do Referencial de Educação Financeira, publicado em 2013 pelo Ministério da Educação e Ciência”.

Neste projeto, os alunos ficam a conhecer o conceito de gestão, sendo chamados a fazer – com a ajuda dos pais – um orçamento familiar, um plano de gastos, a estabelecer objetivos e prioridades na poupança e evitar o sobre-endividamento.

O trabalho é desenvolvido ao longo de todo o ano letivo.

Para assinalar o arranque desta 6.ª edição do “No Poupar é que está o Ganho”, a Fundação Cupertino de Miranda promove na terça-feira uma sessão de abertura que contará com a presença da presidente da Comissão Coordenadora do Plano Nacional de Formação Financeira.

Estarão ainda presentes nesta sessão responsáveis da Câmara do Porto, da Faculdade de Economia da Universidade do Porto e do Serviço de Educação do Museu do Papel Moeda.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

mais informações:

http://www.facm.pt/facm/facm/pt/servico-educacao/educacao-financeira

 

4.ª edição do Concurso Todos Contam

Julho 19, 2015 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

4_ed_todos_contam

Estão abertas as candidaturas para a 4.ª edição do Concurso Todos Contam. As escolas podem submeter a concurso os seus projetos de educação financeira para o ano letivo de 2015/2016 até ao dia 15 de outubro de 2015, através do endereço eletrónico concurso@todoscontam.pt.

O Concurso Todos Contam distingue os melhores projetos de educação financeira a implementar nas escolas. É organizado pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros – Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões – e pelo Ministério da Educação e Ciência, através da Direção-Geral da Educação e da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional.

A 4.ª edição do concurso dirige-se a projetos a serem implementados no ano letivo 2015/2016, em agrupamentos de escolas, escolas não agrupadas, estabelecimentos do ensino particular e cooperativo e escolas profissionais que ministrem a educação pré-escolar e o ensino básico e secundário.

Prémios

Serão atribuídos cinco prémios, constituídos por livros e materiais escolares: um para a educação pré-escolar, um por cada um dos três ciclos do ensino básico e um para o ensino secundário.

A entrega dos prémios será faseada: metade do valor do prémio será atribuída após o anúncio oficial dos premiados no Dia da Formação Financeira, a 30 de outubro de 2015, e o restante após o final do ano letivo 2015/2016, mediante prova da efetiva implementação dos projetos.

Tendo por base o Referencial de Educação Financeira para a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico, o Ensino Secundário e a Educação e Formação de Adultos, os projetos candidatos devem sensibilizar os alunos para a importância dos conhecimentos financeiros no quotidiano, desenvolver conhecimentos e capacidades financeiras, promover comportamentos e atitudes financeiras adequados, criar hábitos de poupança e divulgar o portal do Plano Nacional de Formação Financeira – “Todos Contam”.

A avaliação dos projetos a concurso terá em consideração a qualidade pedagógica e científica no desenvolvimento de temáticas do Referencial de Educação Financeira, a criatividade e a relevância, o envolvimento da comunidade escolar, a viabilidade e a exequibilidade e a utilização dos materiais e da informação disponíveis no portal Todos Contam.

O regulamento do Concurso Todos Contam, a ficha de projeto e o Referencial de Educação Financeira podem ser consultados em:

Portal da Direção-Geral da Educação – Educação para a Cidadania [http://www.dge.mec.pt/educacao-para-cidadania]

Portal do Plano Nacional de Formação Financeira: [http://www.todoscontam.pt/pt-PT/PNFF/PNFF/Noticias/CTC/Paginas/CTC2015.aspx#sthash.OJRQfsIy.dpuf]

Portal da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, I.P. [www.anqep.gov.pt].

InfoCEDI n.º 56 A Educação Financeira da Criança

Março 9, 2015 às 1:45 pm | Publicado em CEDI, Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

infocedi

Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 56. Esta é uma compilação abrangente e actualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre A Educação Financeira da Criança.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line e pode aceder a eles directamente do InfoCEDI, Aqui

Não à mesada, sim à semanada!

Dezembro 4, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

texto do Observador de 23 de novembro de 2014.

acf cropped

Ana Cristina Marques

A partir de que idade se pode dar dinheiro às crianças? Qual a quantia e onde devem gastá-la? O Observador falou com dois especialistas e preparou um guia sobre o mealheiro do seu filho.

Não à mesada, sim à semanada. Tanto a coach parental Cristina Valente como o pediatra Mário Cordeiro concordam nesse ponto. A quantia monetária – que deve ter em conta a capacidade financeira da família e a idade da criança – é mais fácil de gerir num curto espaço do tempo, pelo que os pequenos aprendem com maior rapidez os conceitos de “gestão”, “poupança” e “consumo”.

Numa altura em que o Parlamento debate o Orçamento do Estado, o Observador preparou um guia para pais sobre o orçamento dos filhos — porque é fundamental perceber a partir de que idade se pode dar dinheiro, qual a quantia indicada e onde devem os mais novos gastar a semanada.

Ambos os entrevistados defendem que a criança deve ter a oportunidade de errar, ao gastar mal o dinheiro, e que deve existir um ligeiro controlo da parte do pai ou da mãe. Acima de tudo, a semanada não deve incluir tarefas que, à partida, já fazem parte da rotina diária das crianças — como arrumar o quarto — ou servir de pretexto para quebrar regras instituídas no seio familiar.

O importante é, tanto filho como pai, honrarem os compromissos. Diz Mário Cordeiro que a semanada não é uma brincadeira e que os progenitores são convidados a encarar o assunto com seriedade, como se de um contrato de trabalho se tratasse. E não esquecer: “Tão importante como ensinar a administrar o dinheiro e os bens, é transmitir noções de solidariedade e de partilha. É bom que a semanada (ou parte dela) sirva para coisas que a criança ou o jovem vá oferecer (…) São práticas que ajudam a formar o caráter”, esclarece Mário Cordeiro.

Andreia Reisinho Costa

Quando é que se começa a dar dinheiro aos filhos? Para Cristina Valente, entre os seis e os dez anos de idade não se deve dar qualquer tipo de quantia monetária. A coach parental considera que é a partir dos dez — e mediante a capacidade financeira da família — que a criança pode receber dinheiro e ficar responsável por ele.

Mário Cordeiro, por seu turno, argumenta que a partir dos seis anos a criança começa a entender melhor a grandeza dos números e torna-se uma consumidora ativa, pelo que o ideal é começar a entrar em contacto com o mundo financeiro. É também nesta fase que se estabelece uma “melhor relação entre trabalho e esforço, por um lado, e recompensa, pelo outro”, explica.

Semanada ou mesada? Semanada, sempre, e para todas as idades. A periodicidade em causa permite uma melhor e mais fácil gestão da verba e permite ao adolescente controlar o dinheiro com maior facilidade dado o curto espaço de tempo, alega Cristina Valente. “Caso faça um gasto exagerado, só terá de aguardar sete dias, no máximo, para voltar a ter liquidez”.

O pediatra é da mesma opinião, explicando que a mesada poderá dar à criança uma sensação de ter muito dinheiro e poder gastá-lo mais rapidamente. “Creio que um dos objetivos de receber este dinheiro, que passa por obter os desejos de uma forma calculada e controlada, terá maior êxito com uma semanada”.

Quanto dinheiro de semanada? O pediatra defende que a quantia deve ser “muito pequena”, de forma a evitar que as crianças fiquem demasiado entusiasmadas e porque o valor do dinheiro pode ainda não ser totalmente entendido. Seguindo a mesma lógica, não é conveniente que esta seja reduzida em excesso, correndo o risco de humilhar a criança — a quantia depende dos pais, das famílias, dos hábitos e das tradições. Mário Cordeiro dá o exemplo: “Sugiro 2 euros para o 1º ano, 2,60 no segundo, 3 no terceiro, 4,50 no quinto e por aí fora. A partir de certa idade (9º ou 10º), os gastos começam a ser diferentes porque a autonomia da criança/adolescente já obriga a outro tipo de consumo”.

O essencial é que, independentemente do valor, a semanada não crie a falsa ilusão de que se vive acima de um nível que é o da família. Ou seja, se a família estiver a passar por dificuldades, a semanada deverá ser mais contida. Caso contrário, se gozar de uma certa folga financeira, a quantia poderá ser um pouco mais elevada. E o que as outras crianças ganham não serve de argumento para ajustes financeiros desapropriados.

Pode-se aumentar a semanada com o passar do tempo. O pediatra explica que considera ser saudável que esta obedeça às regras do mercado e que haja aumentos substanciais tendo em conta as fases de transição na vida de uma criança.

Cristina Valente traz outras realidades à equação: “Os pais nunca podem estar dependentes das circunstâncias das outras famílias para decidirem que educação dar aos filhos. O que é comum e popular nem sempre é o melhor”. E quando o assunto resvala para os irmãos? “Os mais velhos, tendo mais responsabilidades e competências, deverão receber mais do que os mais novos”.

Qual é o objetivo da semanada? A semanada não é um orçamento para as necessidades básicas, nas quais se incluem transportes, alimentos, livros ou roupas. Mário Cordeiro defende que o “dinheiro extra” tem um propósito claro — permite ensinar à criança a gastar, poupar e, sobretudo, a gerir o dinheiro. Em última análise, o desafio vai desenvolver a autoestima dos mais pequenos, uma vez que os “obriga” a tomar decisões pela própria cabeça.

“Conheço famílias sem recursos que promovem a educação financeira nos seus filhos e famílias de classe média alta que falham nessa tarefa. O segredo está na forma como os pais ensinam (ou não) a lidar com o dinheiro e não propriamente com a existência abundante dele”, diz Cristina Valente.

Deve-se trocar a semanada pelas obrigações das crianças (tirar boas notas, arrumar o quarto, ajudar em casa…)? O dinheiro nunca deve ser dado em troca de tarefas rotineiras, diz Cristina Valente. “Até porque quando chegam à adolescência, a maior parte dos filhos não vai querer fazer a cama nem arrumar o quarto por nenhum dinheiro do mundo”, acrescenta. A exceção inclui tarefas muito específicas e cuja periodicidade não esteja definida, como a ideia de lavar o carro dos pais. Nesse caso, trata-se de uma recompensa pelo esforço extra. “Ser arrumado e limpo tem que ser uma recompensa interna e nunca tendo em conta a entrega de um valor”.

Mário Cordeiro segue uma linha de pensamento semelhante e diz que ações como fazer a cama e levantar a mesa não devem ser consideradas como “ajudas aos pais”, visto que as crianças estão, ao fazer as respetivas tarefas, a colaborar na gestão do bem comum que é a casa. Acrescenta ainda que a semanada dos pais não deve estar dependente de outras formas de rendimento da criança, como o dinheiro que os avós lhe dão ou as recompensas por alguns trabalhos efetuados.

Em que devem os filhos gastar o dinheiro? Mais do que definir em que bens eles devem gastar o dinheiro, o importante é dar-lhes oportunidade para errarem, visto que só assim podem realmente aprender a lidar com o dinheiro. “Devemos aconselhar em primeiro lugar e, depois, dar liberdade à criança para que ela gaste onde quiser. Só assim aprenderá a diferença entre ‘necessidade’ e ‘desejo’, dois conceitos fundamentais na educação financeira”, diz Cristina Valente.

A que tipo de regras deve estar a semanada associada? Para o pediatra, a criança deve ter a liberdade de gastar logo o dinheiro ou de juntá-lo, isto desde que a semanada não represente uma maneira de quebrar as regras já instituídas no seio familiar. Tais acertos precisam de ser definidos desde o primeiro instante como se de um contrato se tratasse, sendo que avós, tios e primos não deverão imiscuir-se ou estimular a criança (ou o jovem) a ir contra o que foi estabelecido. Ainda assim, é conveniente ter um certo controlo sobre as coisas, sobretudo no que se refere às crianças mais novas.

“É bom ensiná-las a variar o objeto dos seus desejos e orientá-las tanto quanto possível para bens culturais e perenes, por oposição a bens estritamente de consumo e efémeros. Estimular a compra de um livro é um ato de pedagogia e não é a mesma coisa que comprar um chocolate”, conclui Mário Cordeiro.

Quando é que o termo “poupar” começa a ser relevante? A coach parental considera que o verbo “poupar” deve ser introduzido no léxico da criança no 1º ciclo, isto é, entre os seis e os dez anos de idade. Já o pediatra atesta um claro “desde sempre”. E dá um exemplo: se a criança sai do quarto e não apaga a luz, os pais devem insistir que ela o faça; se são os pais a apagar a luz a criança não vai interiorizar a necessidade de poupar/não desperdiçar. Outra coisa que deve ser combatida é a promoção da aquisição de bens desnecessários só porque outras crianças também os têm — “Ter uma coisa só por moda é um atentado à liberdade individual e à autonomia”.

Quais as lições mais importantes sobre gestão financeira? Não é o dinheiro que define a nossa essência, a nossa identidade, diz Cristina Valente, e mais importante do que ter muito é saber como criá-lo. A isso Mário Cordeiro acrescenta que as crianças são consumidoras direta ou indiretamente, “através dos produtos que os pais compram para elas e que chegam a ser mais de um terço do total do orçamento familiar”. Além disso, os mais novos precisam de se familiarizar com os termos “gerir, gastar e poupar” e conhecer as diferenças entre ser “pobre” e “frugal”.

“É bom que os pais, quando vão na rua com o filho e ele pede qualquer coisa, digam: ‘Compra com a tua semanada’. Muitas vezes essa ânsia desaparece e a criança desiste porque aparece o obstáculo de ter de gastar [o dinheiro]”. E caso haja empréstimos à mistura, o pediatra defende que os progenitores devem estimular que as contas se façam assim que possível.

“Tão importante como ensinar a administrar o dinheiro e os bens, é transmitir noções de solidariedade e de partilha. É bom que a semanada (ou parte dela) sirva para coisas que a criança ou o jovem vá oferecer (…) São práticas que ajudam a formar o caráter”, diz ainda Mário Cordeiro.

E se o filho (ou a filha) gastar o dinheiro antes do tempo? A opinião é, neste ponto, unânime. Diz Cristina Valente que o pai não vai precisar de criticá-la uma vez que a criança vai aprender sozinha que o dinheiro é um bem finito. Consequentemente vai ter de esperar até juntar a quantia necessária para poder voltar a comprar o que deseja. Mário Cordeiro sublinha o termo “desperdício”: “É bom fazer ver que há uma correspondência entre o que se compra e o que se produz e se tem”.

Como pode um pai dar dinheiro e, ao mesmo tempo, evitar que o filho se transforme numa pessoa consumista? “Não é fácil, mas é simples”, diz Cristina Valente. O pai deve ser, ele próprio, uma pessoa pouco consumista. “Apesar de todas as influências dos pares, a dos pais continua a ser predominante. Uma atitude firme e sem culpas ou remorsos é essencial”. Mário Cordeiro acresce que é fundamental “mostrar que as pessoas valem sobretudo pelo que são e não pelo que têm”.

Os pais devem valorizar a boa gestão do dinheiro? “Todas as crianças e jovens deveriam ter acesso a um plano de educação financeira para que, em adultos, sejam capazes de gerir bem o seu próprio dinheiro. A literacia financeira é uma competência de que todos precisam para serem membros ativos e responsáveis na sociedade”, conclui a Valente.

“É muito importante que pais e filhos se vejam com respeito nesta ‘mesa de negociações’ que é a semanada. (…) Por isso é que é grave, embora não pareça, os pais esquecerem-se de dar a semanada e minimizarem o facto como se se tratasse de uma brincadeira. Não é. É uma coisa muito séria, mesmo que realizada tranquila e cordialmente”, assegura o pediatra.

 

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.