“O dinheiro não é infinito”. Finanças para crianças: 4 lições fundamentais

Outubro 27, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do Jornal Económico de 17 de outubro de 2019.

Ensinar a crianças como poderão gerir as suas finanças nem sempre é tarefa fácil. Deixamos-lhe algumas dicas de lições para abordar o tema.

A gestão das finanças não é um tema só para adultos. Mais cedo ou mais tarde, todos os miúdos querem lidar com dinheiro. Mas como é que se aborda o tema das finanças para crianças? Escrevemos sobre quatro lições principais sobre dinheiro que os pais devem ensinar aos seus filhos.

Primeira lição de finanças para crianças: o dinheiro não é infinito

Parece ser a questão mais óbvia em relação ao dinheiro e é, talvez por isso, muitas vezes subestimada. As crianças não costumam ter muita noção do que é o dinheiro ou do que o mesmo significa. Percebem apenas que é necessário para adquirir coisas. Então, porque não comprar tudo?

A lição mais importante sobre o dinheiro é a que o mesmo acaba e, por isso, temos de planear bem as nossas finanças. Mostre ao seu filho como isto funciona na prática, pedindo-lhe que lhe diga o que considera mais e menos prioritário. Porque não aproveitar e fazer disso um jogo?

Explique que há que ter um valor que seja suficiente para assegurar que se paga a casa, outro para as compras do supermercado, outro para a escola, para a roupa e transportes. E só depois disso é que se pode decidir se existe ou não possibilidade de gastá-lo no que se quiser.

Não manter apenas um mealheiro

Este é um hábito que podem fazer juntos e que é igualmente importante no âmbito das finanças para crianças. Faça da poupança um ritual e explique que se podem ter diferentes mealheiros para diversos propósitos: um para projetos escolares, outro para brinquedos, outro para livros, outro para alguma emergência… e assim por diante.

Os mealheiros devem ser tidos em conta consoante as prioridades. Deverá também esclarecer que este é um exercício a interiorizar para a vida adulta, em que será ainda mais importante saber gerir as finanças pessoais.

É preciso algum sacrifício para se conseguir o que se quer

Incentive o seu filho a desempenhar tarefas que não lhe sejam, à partida, exigidas. Isto porque, apesar de tudo, as tarefas domésticas devem ser distribuídas por todos equilibradamente e começar a remunerar atividades que entende que são, já por si, obrigatórias, pode ter um desfecho indesejado. Poderá ouvir o argumento de “não preciso do dinheiro, por isso não tenho de fazer”.

Assim sendo, à parte das tarefas que lhe são atribuídas, deixe estabelecido que esforços extra serão recompensados. Esta é uma forma de incentivá-lo a merecer o seu próprio dinheiro, à parte de alguma semanada ou mesada que tenha estabelecido.

Assim, quando chegar a altura, terá mais pedalada para desenvolver o seu espírito empreendedor e investir em projetos pessoais. Estará já habituado à dinâmica de ser autónomo e estará também familiarizado com a satisfação que traz a independência financeira.

E, por fim, errar faz parte

Errar faz parte de viver e de crescer e é importante quando existe um processo de reflexão sobre os gastos da semana ou do mês. Há algum arrependimento? O que é que se pode melhorar para a próxima? Deve incentivar o seu filho a levar isto a sério.

Mas há que manter a moderação. Tome atenção ao comportamento do seu filho e à relação que estabelece com o dinheiro. Não permita que este se recrimine demasiado pelos erros nem deixe que o dinheiro passe a ser a preocupação central. Afinal, o dinheiro é só uma ferramenta e não um objetivo em si mesmo.

Educação financeira: o que ensinar às crianças?

Outubro 15, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da TSF de 7 de outubro de 2019.

Por Rita Costa

Fizemos a pergunta a Susana Albuquerque, coordenadora de Educação Financeira da Associação de Instituições de Crédito Especializado, que lembra que é a partir de cedo que se adquirem hábitos comportamentais.

“A partir dos 3 anos, eu posso ensinar os meus filhos a esperar para ter e quando estou a ensinar a esperar para ter estou a ensinar o comportamento que está na base da poupança, porque a poupança implica adiar a gratificação imediata”, afirma Susana Albuquerque.

A coordenadora de Educação Financeira da Associação de Instituições de Crédito Especializado da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC) sublinha a importância dos pais terem consciência de como coisas tão simples como “não podes ter agora, vais esperar ou vais ter amanhã” são formas de educar para a poupança.

“Como é que se formam comportamentos, como é se se formam hábitos? Através do treino”. E é por isso que Susana Albuquerque pede atenção às pequenas coisas do dia a dia. “Cada vez que vamos às compras, mostramos o que é fazer uma lista, mostramos que temos um limite para gastar e que, portanto, se calhar não podemos levar tudo o que está nas prateleiras e que temos de fazer escolhas”, sugere.

Susana Albuquerque acredita que ao envolvermos as crianças quando vamos às compras, estamos a fazer com que experienciem e sintam que fazer escolhas é natural. Elas podem aprender desde cedo a fazer escolhas conscientes.

Brasil: projeto usa histórias infantis para ensinar educação financeira a crianças

Fevereiro 4, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 14 de janeiro de 2019.

“Em Busca do Tesouro” é apoiado pelo Pnud Brasil e leva para escolas brasileiras histórias da Turma da Mônica; fase de testes aconteceu no final de 2018.

Um projeto apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, no Brasil, usa histórias infantis para ensinar educação financeira às crianças.

O projeto “Em Busca do Tesouro” foi implementado pela Secretaria do Tesouro Nacional, STN, do Ministério da Economia brasileiro, em parceria com o Instituto Maurício de Sousa, com apoio de outros parceiros.

Turma da Mônica

Segundo o Pnud, acompanhar a gestão do dinheiro de todos é um direito que deve ser estimulado ainda na infância.

De forma lúdica e com linguagem acessível, as crianças aprendem sobre o tema em sala de aula, com o apoio das histórias da Turma da Mônica produzidos especialmente para o projeto.

A receptividade de alunos e professores em relação ao conteúdo, contextualizado por histórias vividas por Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão e turma, foi avaliado de maneira positiva pelos executores do projeto.

Fase de Testes

A fase de testes aconteceu no final de 2018, em sete escolas públicas e uma privada no estado de Goiás. Cerca de 732 estudantes participaram da iniciativa que foi considerada bem-sucedida.

Agora, o passo a ser dado em 2019 é uma avaliação de impacto que ampliará o público-alvo para até 30 mil meninos e meninas de escolas da capital do país.

Resultados esperados

De acordo com agência, a ideia é sensibilizar a população sobre o tema, além de disseminar conceitos como equilíbrio e transparência fiscais.

Outro resultado esperado é promover educação fiscal e financeira por meio de informações sobre a função social dos tributos e o controle cidadão dos gastos públicos.

O Pnud acredita que para isso é essencial investir na formação de pequenos cidadãos e cidadãs para que entendam não apenas o funcionamento do governo, mas também a necessidade de ter comportamentos financeiros saudáveis e conhecer a a importância da gestão de finanças públicas e pessoais.

Aprendizado

Para a analista de projeto do Pnud Brasil Luciana Medeiros Brant, “os projetos assinados entre a STN e o Pnud tem como finalidade apoiar o Tesouro com estudos e ações que visem melhorar a qualidade das políticas públicas.

Brant destaca ainda que esse projeto em especial “visa ensinar as crianças e adolescentes sobre a importância da gestão dos recursos, a atuação do governo e a responsabilidade de cada um para que tenhamos um país melhor e mais produtivo”.

 

Ensinar as crianças a gerir o seu dinheiro? Quanto mais cedo melhor

Outubro 8, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Lifestylesapo

Nesta época de regresso às aulas não é fácil gerir um orçamento familiar. Muitas são as despesas com bens essenciais – material escolar, livros e roupa – para que o ano letivo seja produtivo.

É habitual um pai ou mãe ouvir os mais novos da família a interpelarem “compras-me isto?”. Só que, muitas das vezes, esse pedido implica o dispêndio de quantias que se situam muito acima do que é possível suportar no orçamento familiar. Como contrapor com o seu filho e explicar que tal despesa não cabe no orçamento? Será que ele tem noção do que isso poderá implicar no dia a dia financeiro da família?

Pois bem. Esta é uma situação, entre muitas, de conflitos que surgem em contexto familiar quando se discute acerca do dinheiro. É que falar sobre este tema nunca é fácil, principalmente, com crianças e jovens.

Por isso, é boa ideia começar logo cedo a implementar algumas ideias no que toca às finanças lá de casa. Lembre-se que a gestão financeira não é uma competência inata, por isso deve ser ensinada e treinada, tal como atar os atacadores ou ver as horas.

De acordo com um estudo desenvolvido pela Universidade do Wisconsin, as crianças a partir dos três anos já compreendem conceitos tais como o valor e a troca. Também a Universidade de Cambridge indica que a partir dos sete anos, deve começar-se a adquirir os hábitos e comportamentos financeiros que perdurarão ao longo de toda a vida.

Proporcionar uma educação financeira aos filhos é não só produtivo, por evitar alguns dos conflitos financeiros lá de casa, como também ensina-os a serem consumidores mais conscienciosos no futuro.

Assim, ficam aqui algumas dicas de como conduzir os seus filhos de forma eficaz nessa “viagem” ao mundo financeiro:

  1. Remeter a criança para a escolha: “Qual preferes, a caixa dos carrinhos coloridos ou o camião dos Bombeiros?”. Proporciona-lhe a oportunidade de autonomia da escolha, com base no conceito do valor das coisas;
  2. Atribua uma semanada ou mesada (consoante a idade) para estimular uma gestão financeira dos seus recursos;
  3. Não pague pelas tarefas de casa para que ele perceba que todos devem fazer a sua parte. Mas pode atribuir um valor a alguma tarefa que tenha mais impacto, de modo a que ele consiga um rendimento extra e a fim de valorizar o seu esforço;
  4. Ensine-o a trabalhar com cartões. Atribuía-lhe um de débito. Mas, atenção, tem que monitorizar os seus gastos. Envolva-o sempre em todo o processo para que saiba os prós e contras;
  5. Comparar preços. Explique-lhe que o mesmo produto pode ter diversos preços e que, por isso, antes de comprar deve consultar várias lojas. Use a Internet, como exemplo, para comparar preços de diversos produtos e serviços;
  6. Não decida por ele: isto vai ensiná-lo a lidar com um orçamento. Mesmo que cometa algum excesso aprenderá que numa próxima ocasião não o poderá fazer com o risco de ter que lidar com a frustração;
  7. Ajude-o mas não empreste ou adiante dinheiro. Caso contrário, ele vão ficar com a ideia que os empréstimos não implicam nada em troca. É importante definir bem as regras. Em caso de necessidade é preferível ajudar no sentido de ensinar estratégias de poupança ou de aquisição de rendimentos alternativos;
  8. Tenha atenção ao que diz em relação ao dinheiro. Não passe ao seu filho a noção de que a importância da pessoa varia consoante a quantidade de dinheiro que tem;
  9. Seja um exemplo. Não gaste demasiado ou inconscientemente, pois o seu filho aprende observando.

Se as épocas de crise são oportunidades para mudar comportamentos, também devem servir para introduzir melhorias na nossa qualidade de vida. Então, porque não incluir os mais novos nessas mudanças? Para que, mais tarde, eles próprios sejam consumidores mais conscienciosos e tomem decisões financeiras mais coerentes e menos arriscadas.

Os pais são os melhores modelos e os principais orientadores dos filhos, portanto, são eles quem devem fazer a diferença neste contexto.

Margarida Rogeiro / Psicóloga e Psicoterapeuta

© PsicoAjuda – Psicoterapia certa para si, Leiria

 

Escola deve ensinar a gerir o dinheiro

Setembro 27, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Destak de 13 de setembro de 2018.

 

Crianças aprendem a lidar com dinheiro e isso faz bem às famílias

Dezembro 20, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Adriano Miranda

Notícia do https://www.publico.pt/ de 9 de dezembro de 2017.

Estudo da Universidade do Porto mostra que projecto de Educação Financeira que a Fundação António Cupertino de Miranda leva a 300 turmas do Norte do país lhes permite perceber quando os pais dizem que não a um pedido.

Samuel Silva

No quadro da sala de aula, Tiago Barros desenha duas colunas. De um lado escreve “Necessidades”, do outro “Desejos”. Pede aos alunos que o ajudem a completar a lista: uma máquina de lavar roupa vai para a primeira coluna, um tablet para a segunda. “E um desejo que me apeteça agora mesmo?”, questiona o professor da Escola Básica de S. Martinho do Campo, em Santo Tirso. Todos os alunos levantam o dedo prontamente. “Chocolate”, atira uma rapariga.

A aula é do 1.º ciclo mas o tema que os alunos debatem com o professor não consta do programa oficial. As “necessidades e desejos” são um dos conteúdos do projecto No poupar estar o ganho, com o qual a Fundação António Cupertino de Miranda (FACM) tem levado a Educação Financeira a dezenas de escolas em todo o Litoral Norte do país.

Na aula, o professor Tiago Barros associa “desejo” ao conceito de “coisas supérfluas” que tinha explorado na semana anterior. “Nem todos os desejos são coisas supérfluas, mas é nestes desejos que estão as coisas supérfluas”, explica. As crianças acenam, sinal que parece indicar que entenderam.

O “problema é quando os pais não dão”

Mas no início do ano lectivo estavam longe de ter o mesmo à-vontade para entender questões como esta. “Eles chegam aqui com a noção de que podem comprar tudo aquilo que quiserem”, explica o docente, que há dois anos dá aulas na escola de Santo Tirso. “Normalmente, eles pedem e os pais dão”. O “problema”, diz, “é quando os pais não dão”.

Aulas como esta “ajudam os alunos a pôr em perspectiva o uso do dinheiro”, contextualiza o professor da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), Rui Serôdio, que coordenou um estudo sobre os impactos do programa de Educação Financeira da FACM. “Quando entendem, as crianças atribuem um sentimento de justiça aos pais quando estes lhes dizem que não”, prossegue o especialista.

Uma das principais conclusões da avaliação dos impactos de No poupar está o ganho feita pela FPCEUP é que este projecto ajuda a “promover relações familiares mais empáticas”. “O dinheiro é um factor quase central na vida familiar e isso tem implicações na relação dos pais com as crianças”, acrescenta Rui Serôdio.

A medição de impacto social feita pela FPCEUP envolveu 2300 crianças, tendo sido constituído um grupo experimental e um grupo de controlo (grupo equivalente de crianças que não foram abrangidas pelo programa de Educação Financeira).

O estudo revela mais dois efeitos positivos do programa. Por um lado, as crianças que dele participaram tornaram-se mais capazes de identificar decisões adequadas em diferentes dilemas comuns na gestão quotidiana dos recursos financeiros. Por exemplo, abdicar da aquisição de um bem porque este é mais desejado do que necessário ou é de duração efémera.

Por outro, os pais – que também foram inquiridos – revelam ter percebido alterações no comportamento dos seus filhos. Após passarem pelo projecto de literacia financeira, as crianças mostram-se mais conscientes, preparadas, motivadas e curiosas relativamente à gestão quotidiana do dinheiro da família.

No poupar está o ganho tem por base um outro trabalho de investigação lançado pela FACM em 2008/2009, então em parceria com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto. O objectivo era perceber as necessidades das escolas vizinhas da fundação sediada na Avenida da Boavista, no Porto. Viva-se então o período inicial da crise e a conclusão foi clara: não havia dinheiro e as pessoas não sabiam como lidar com isso.

Em 2010, o primeiro Inquérito à Literacia Financeira do Banco de Portugal chegou às mesmas conclusões e sublinhou a necessidade sentida pela fundação de avançar com um projecto de Educação Financeira, que foi lançado, ainda nesse ano, num primeiro grupo de seis escolas.

“Todos temos que saber muito mais sobre a forma como lidamos com o dinheiro. Os próprios produtos financeiros ficaram muito complexos”, contextualiza a presidente da fundação, Maria Amélia Cupertino de Miranda. Para que isso aconteça é necessário “desenvolver competências, atitudes e comportamentos” que levem a uma “tomada de decisão informada e correcta”. E isso faz-se “de pequenino”, defende.

Projecto envolve 6000 alunos

Desde o seu lançamento, o projecto não tem parado de crescer. Em 2015, uma parceria com a Área Metropolitana do Porto colocou-o em todos os concelhos da região, aos quais se juntaram, neste ano lectivo, as Comunidades Intermunicipais do Tâmega, Cávado, Ave e Alto Minho. Ao todo são 6000 estudantes de 300 turmas em 35 municípios diferentes.

Na escola de Santo Tirso, não há nenhum pedaço da sala do professor Tiago Barros que não esteja colorido, seja pela decoração – há flores e borboletas feitas de papel autocolante colados nos vidros das janelas – ou pelos trabalhos das crianças. Presos no tecto, há pequenos aviões feitos de garrafas de plástico; uma série de vários desenhos à volta da mesma árvore num dos cantos da sala e muitos cartazes feitos pelas mãos daqueles 18 alunos.

À frente deles e atrás do professor, uma grande bandeira ocupa toda a parede do lado direito do quadro da sala. Desenhado nela está um super-herói que foi inventado ali mesmo em S. Martinho do Campo. É o Super Tostão.

A figura criada pelos alunos tem a missão de ajudar as famílias em questões financeiras. É a personagem central de um livro, lançado no ano passado pela turma de Tiago Barros, que foi o seu projecto transversal para o No poupar está o ganho. O trabalho dos alunos de S. Martinho do Campo valeu-lhes o Prémio Excelência atribuído pela FACM para premiar os melhores projectos anuais.

O professor decidiu partir de um apanhado de provérbios e ditos populares sobre dinheiro feito pelos alunos. No livro constam ainda adivinhas, trava-línguas e canções, cujas letras foram escritas pelos estudantes, bem como um abecedário de termos financeiros.

O projecto transversal de onde saiu o Super Tostão é o grande instrumento agregador do trabalho feito ao longo do ano, em cada turma, no âmbito deste programa de formação financeira. Depois há desafios semanais – que a FACM envia às escolas – para serem resolvidos e vários materiais que são colocados numa plataforma e-learning do No poupar está o ganho que podem ser usados pelos docentes participantes.

Uma equipa da Faculdade de Economia do Porto apoia a concepção e validação de todos os conteúdos. A peça central do trabalho é um caderno de trabalho distribuído a todos os alunos, onde constam todos os conteúdos que devem ser trabalhados no âmbito do programa. As matérias incluem “Necessidades e Desejos”, “Planeamento e Gestão do Orçamento Familiar”, “Produtos Financeiros” ou “Ética nas instituições financeiras”. Além disso, a fundação envia, todos os meses, a cada uma das turmas envolvidas, um desafio que deve ser respondido em contexto de sala de aula.

Depois, cabe aos professores encontrarem tempo para trabalharem estas matérias. No 1.º ciclo, a Educação Financeira é trabalhada transversalmente nas aulas. Questões sobre orçamento familiar podem aparecer nos tempos lectivos reservados à Matemática; provérbios populares ou canções podem ser trabalhados nas horas do Português. E depois há uma hora semanal reservada para Cidadania e Desenvolvimento que pode ser canalizada para trabalhar neste projecto. É o que faz Tiago Barros na escola de Santo Tirso.

Formação financeira em todas as escolas

Será precisamente no âmbito da área curricular de Cidadania e Desenvolvimento que o Ministério da Educação pretende, a partir do próximo ano, leccionar a formação financeira em todas as escolas. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, que adiantava que estava em preparação a formação de professores para estes novos conteúdos.

“A área de literacia financeira está prevista como obrigatória para todos os ciclos, sendo a gestão dos tempos concretos responsabilidade de cada escola”, informa o Ministério da Educação.

A nova área de Cidadania e Desenvolvimento vai ter tempo lectivo atribuído dos 2.º e 3.º ciclos. No 1.º ciclo e no ensino secundário será desenvolvida de forma transversal. Esta área curricular está já em desenvolvimento nas 235 escolas que integram o projecto-piloto de flexibilidade curricular, que começou a ser implementado este ano e será generalizada quando a autonomia for estendida às restantes escolas.

 

mais informações no link:

http://www.facm.pt/facm/facm/pt/servico-educacao/educacao-financeira

 

 

Caderno de Educação Financeira para o 2.º ciclo

Fevereiro 25, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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descarregar o caderno no link:

http://blogue.rbe.mec.pt/cadernos-de-educacao-financeira-dge-2039375

Chega de birra nas lojas: ensine seu filho a economizar para comprar

Dezembro 14, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.paisefilhos.com.br/de 27 de abril de 2016.

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A educação financeira pode começar desde cedo

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

Seu filho já teve algum ataque de birra em público por você não comprar algo que ele queria? Saiba que cabe aos pais colocar limites, explicar e conversar sobre o valor do dinheiro, mas você também precisa dar o exemplo. Crianças precisam aprender a dar valor ao dinheiro e gastar só com o que importa desde cedo.

Segundo Patrícia Broggi, mãe de Luca e Tiago, nossa embaixadora, colunista e autora do livro “Falando de Grana”, para evitar um ataque de birra, é necessário que o filho tenha sido acostumado desde pequeno que toda compra tem sua hora e motivo e não comprar só por comprar.

Outro ponto é que as crianças precisam aprender que um presente deve ter ocasião, como aniversário, Natal ou uma data especial. Assim, eles saberão valorizar o que ganham. “Caso queira muito uma coisa e resolva fazer birra, os pais precisam ser firmes. A birra passa. Até porque, muitas vezes, basta ganhar para esquecer do presente logo depois”, argumenta.

Os filhos aprendem muito mais com as nossas ações do quem com as nossas palavras, explica Patrícia. “Além de desencorajar o consumismo nos seus filhos através de conselhos, é muito importante você não praticá-lo. Senão a mensagem não repercute”.

Por isso, repense em como você tem lidado com a questão e procure tomar atitudes que reforcem a mensagem que você quer passar. Algumas dicas da jornalista são: no final de semana, prefira passear em família no parque do que ir ao shopping. Na praia, priorize atividades como entrar no mar e jogar bola em vez de comprar um picolé, milho e refrigerante. A ideia é não valorizar o consumo.

Economizar para comprar

Uma solução para começar a educação financeira é dar uma mesada, que pode ser até de um valor simbólico, e ensiná-lo a poupar para planejar uma compra e guardar o que sobrar. Se seu filho tiver um desejo, nada melhor do que você criar com ele uma meta para alcançar esse objetivo. “Façam juntos um planejamento de economia, mostrando que se ele poupar por alguns meses, consegue comprar o que quer”, diz a escritora.

Não tenha medo de usar o bom e velho “não”. Ficar com dó e ceder vai mostrar a seu filho que quando ele bater o pé e espernear, vai conseguir que você faça a vontade dele. “Mesmo se o que ele quiser não faça nenhuma diferença no seu orçamento, o importante é você pensar no valor do dinheiro para uma criança e como ela deve administrá-lo”, aconselha Patrícia.

 

 

Projeto ensina alunos a poupar no Grande Porto

Outubro 24, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do http://lifestyle.sapo.pt  de 1 de outubro de 2015.

Nuno Noronha // Lusa

O projeto de educação financeira “No Poupar está o Ganho” vai ser implementado este ano letivo em 136 turmas do 1.º ciclo do ensino básico de escolas da Área Metropolitana do Porto (AMP).

Criado e implementado pela Fundação Dr. António Cupertino de Miranda em 2009, este projeto tem por objetivo mostrar a importância da educação financeira e transmitir conhecimentos para o desenvolvimento de competências que permitam a tomada de decisões informadas e corretas.

Segundo fonte da Fundação, esta é a primeira vez que o projeto é implementado à escala metropolitana, abrangendo escolas dos 17 municípios, por ter sido reconhecido pela sua relevância e credibilidade.

O trabalho da Fundação nesta área teve início em 2008/2009, quando o Museu do Papel Moeda realizou um projeto de investigação-ação em colaboração com a Universidade do Porto para diagnosticar necessidades na comunidade envolvente, designadamente de três freguesias do Porto (Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde), tendo concluído que “a comunidade tinha grandes dificuldades financeiras e não sabia gerir corretamente os seus escassos recursos económicos”.

Para fazer face ao problema, acrescentou a fonte, “o Museu concebeu ‘No Poupar está o Ganho’, que foi já entretanto revisto para dar resposta aos temas do Referencial de Educação Financeira, publicado em 2013 pelo Ministério da Educação e Ciência”.

Neste projeto, os alunos ficam a conhecer o conceito de gestão, sendo chamados a fazer – com a ajuda dos pais – um orçamento familiar, um plano de gastos, a estabelecer objetivos e prioridades na poupança e evitar o sobre-endividamento.

O trabalho é desenvolvido ao longo de todo o ano letivo.

Para assinalar o arranque desta 6.ª edição do “No Poupar é que está o Ganho”, a Fundação Cupertino de Miranda promove na terça-feira uma sessão de abertura que contará com a presença da presidente da Comissão Coordenadora do Plano Nacional de Formação Financeira.

Estarão ainda presentes nesta sessão responsáveis da Câmara do Porto, da Faculdade de Economia da Universidade do Porto e do Serviço de Educação do Museu do Papel Moeda.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

mais informações:

http://www.facm.pt/facm/facm/pt/servico-educacao/educacao-financeira

 

4.ª edição do Concurso Todos Contam

Julho 19, 2015 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Estão abertas as candidaturas para a 4.ª edição do Concurso Todos Contam. As escolas podem submeter a concurso os seus projetos de educação financeira para o ano letivo de 2015/2016 até ao dia 15 de outubro de 2015, através do endereço eletrónico concurso@todoscontam.pt.

O Concurso Todos Contam distingue os melhores projetos de educação financeira a implementar nas escolas. É organizado pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros – Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões – e pelo Ministério da Educação e Ciência, através da Direção-Geral da Educação e da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional.

A 4.ª edição do concurso dirige-se a projetos a serem implementados no ano letivo 2015/2016, em agrupamentos de escolas, escolas não agrupadas, estabelecimentos do ensino particular e cooperativo e escolas profissionais que ministrem a educação pré-escolar e o ensino básico e secundário.

Prémios

Serão atribuídos cinco prémios, constituídos por livros e materiais escolares: um para a educação pré-escolar, um por cada um dos três ciclos do ensino básico e um para o ensino secundário.

A entrega dos prémios será faseada: metade do valor do prémio será atribuída após o anúncio oficial dos premiados no Dia da Formação Financeira, a 30 de outubro de 2015, e o restante após o final do ano letivo 2015/2016, mediante prova da efetiva implementação dos projetos.

Tendo por base o Referencial de Educação Financeira para a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico, o Ensino Secundário e a Educação e Formação de Adultos, os projetos candidatos devem sensibilizar os alunos para a importância dos conhecimentos financeiros no quotidiano, desenvolver conhecimentos e capacidades financeiras, promover comportamentos e atitudes financeiras adequados, criar hábitos de poupança e divulgar o portal do Plano Nacional de Formação Financeira – “Todos Contam”.

A avaliação dos projetos a concurso terá em consideração a qualidade pedagógica e científica no desenvolvimento de temáticas do Referencial de Educação Financeira, a criatividade e a relevância, o envolvimento da comunidade escolar, a viabilidade e a exequibilidade e a utilização dos materiais e da informação disponíveis no portal Todos Contam.

O regulamento do Concurso Todos Contam, a ficha de projeto e o Referencial de Educação Financeira podem ser consultados em:

Portal da Direção-Geral da Educação – Educação para a Cidadania [http://www.dge.mec.pt/educacao-para-cidadania]

Portal do Plano Nacional de Formação Financeira: [http://www.todoscontam.pt/pt-PT/PNFF/PNFF/Noticias/CTC/Paginas/CTC2015.aspx#sthash.OJRQfsIy.dpuf]

Portal da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, I.P. [www.anqep.gov.pt].

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