Portugueses começam a beber antes dos 13 anos

Novembro 17, 2020 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 12 de novembro de 2020.

Alexandra Inácio

Jovens de 16 anos não são os piores na Europa mas, quando bebem, ingerem mais. Ao nível da canábis, Portugal é o 5.º com mais consumidores de risco.

Os jovens portugueses são dos que começam a beber mais cedo (com 13 ou menos anos) e dos que mais preferem bebidas destiladas, revela um estudo hoje divulgado pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência.

O relatório “European School Survey Project on Alcohol and Other Drugs”, feito de quatro em quatro anos, em 35 países europeus entre jovens de 16 anos, conclui que, apesar de a prevalência de álcool ser inferior à média europeia, os jovens portugueses ingerem maior quantidade.

“Em relação ao álcool, a percentagem de jovens portugueses de 16 anos que iniciaram o consumo de álcool aos 13 anos ou menos é consideravelmente superior à média europeia, embora a percentagem que se embriagou tão precocemente seja inferior à média europeia”, lê-se no estudo. Os portugueses são os segundos (a seguir aos espanhóis) a responder preferir bebidas destiladas (59%), na última vez que consumiram, por oposição à cerveja, ao vinho ou à cidra.

Comparativamente a 2015, Portugal foi dos países que registaram uma evolução “menos positiva”. Enquanto a média europeia, entre os jovens de 16 anos que ingeriram pelo menos uma bebida alcoólica ao longo da vida desceu de 82% para 80%, estando essa percentagem a cair desde 2003; em Portugal, entre 2015 e 2019, aumentou de 71% para 77%.

No indicador do consumo referente aos últimos 30 dias não há praticamente diferença em relação à média europeia, que se manteve nos 48%, enquanto em Portugal subiu ligeiramente dos 42% para os 43%. Na maior parte dos fatores analisados, Portugal fica abaixo da média, “destacando-se mais vezes pela positiva do que pela negativa”.

CONSUMO PROBLEMÁTICO

Portugal é dos países com maior número de ocasiões de consumo de canábis no último ano e o quinto com maior percentagem de consumidores recentes (24%) com padrão de consumo de alto risco, alerta o relatório. Apesar de a percentagem de jovens de 16 anos que consomem aquela substância ser inferior à média europeia, “aqueles que o fazem tendem a consumir de uma forma mais problemática do que se verifica na maior parte dos outros países”.

Quanto ao consumo de outras drogas ilícitas, os jovens portugueses estão em linha com a média europeia – por exemplo, na experimentação de anfetaminas e ou metanfetaminas -, mas é o 7.o país com a prevalência mais elevada de consumo de ecstasy.

Mais tempo na net

A percentagem de portugueses que assumiram ter problemas decorrentes da utilização da Internet em redes sociais e em jogo online é um pouco superior à média europeia. Portugal é dos países onde mais jovens de 16 anos passam mais tempo em redes sociais.

Tabaco

Portugal apresenta prevalências de consumo bastante inferiores à média europeia, especialmente nos cigarros eletrónicos.

Jogo a dinheiro

Os portugueses jogam menos online do que a média europeia, preferem apostar em lotarias e apostas desportivas.

ESPAD Report 2019:

http://www.espad.org/espad-report-2019

Síntese dos resultados obtidos em Portugal:

ESPAD2019_síntese_PT .pdf

Dez crianças e jovens pedem por dia apoio contra vícios

Dezembro 27, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 17 de Dezembro de 2013.

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