Risco de violência sexual online mais agressiva é maior para eles do que para elas

Março 26, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 7 de março de 2018.

Embora as meninas representem perto de dois terços das vítimas identificadas, o abuso mais violento acontece com meninos.

Karla Pequenino

O pior do abuso sexual de menores online, com níveis de sadismo e violência elevados, é mais provável de afectar meninos do que meninas. A informação surge num novo relatório da Interpol e da ECPAT (sigla inglesa para Fim da Prostituição, Tráfico Sexual e Pornografia de Crianças).

“Estamos a falar de crianças muito pequenas, bebés de apenas alguns meses, a serem vítimas de violência sexual extrema”, frisou Björn Sellström, o director do departamento da Interpol que investiga crimes contra crianças, na apresentação do relatório.

Embora as meninas representem perto de dois terços das vítimas identificadas (65%), os meninos participavam em formas de abuso violento e fantasias de parafilia. De acordo com o relatório, isto inclui desejo sexual por comportamento que põe a outra pessoa em aflição psicológica, física e resulta em lesões ou morte.

As conclusões baseiam-se na análise do conteúdo e de metadados (origem, data, duração) de imagens e vídeos recolhidos pela base de dados de crimes sexuais contra crianças da Interpol entre Junho e Agosto de 2017. “É comum pensar que a maioria das vítimas de abuso e exploração sexual são meninas. Contudo, a proporção significativa de meninos nas imagens e vídeos da base de dados pede mais atenção a este grupo”, lê-se nas conclusões do relatório publicado esta terça-feira.

Nos últimos anos, o aumento da disponibilidade de Internet de banda larga, a preços reduzidos, combinado com o uso de smartphones, impulsionou a indústria do tráfico sexual online. Isto inclui crianças a serem abusadas, em vídeos em directo, a troco de dinheiro, ou a serem vendidas para sexo na Internet.

Desde 2009, altura em que a Interpol começou a recolher e arquivar dados sobre o abuso sexual de crianças na Internet, a organização já conseguiu identificar mais de 12 mil vítimas. Das que faltam identificar, mais de 60% são crianças de idades muito precoces (incluindo bebés) e um terço são rapazes. Cerca de 5,6% dos ficheiros com crianças não identificáveis (um total de 34.474 imagens ou vídeos), incluem um abusador conhecido das autoridades.

As armadilhas do online

Além de analisar extensas bases de dados, a Interpol e a ECPAT entrevistaram autoridades envolvidas na investigação de abuso sexual de menores em Novembro de 2017. O objectivo era perceber as dificuldades em investigar estes crimes na Internet, em diferentes partes do mundo.

Um dos problemas destacados é que cada vez mais jovens produzem imagens e vídeos sexuais que publicam, voluntariamente, na Internet. “O fenómeno de ‘conteúdo sexual produzido por jovens’ parece ser um desafio”, lê-se nas conclusões do relatório. “Há uma necessidade de adaptar a gestão destes casos para distinguir aqueles em que houve uma ofensa criminosa.” Um exemplo recente data de Janeiro, quando mais de mil jovens dinamarqueses foram convocados a entrevistas com a polícia devido à partilha de  vídeos que circularam na Internet de dois jovens a terem relações consensuais (os vídeos, porém, não tinham sido partilhados voluntariamente).

Parte do propósito do estudo actual era “desenvolver um perfil das crianças não identificadas” para investir em melhores sistemas de apoio. A grande conclusão é que as crianças mais novas são as maiores vítimas de abuso sexual online, com os meninos (um terço) a receber frequentemente o tratamento mais violento.

As imagens recolhidas também permitiram identificar o género do atacante em perto de 50% dos casos. A grande maioria (93%) era do sexo masculino. Nos 7% dos casos em que surgem mulheres, o abuso era feito quase sempre em parceria com homens. “Isto mostra que ainda há muito que não sabemos e é preciso mais investigação”, frisou um representante da  ECPAT em conversa com a Reuters. No futuro, as organizações responsáveis pelo relatório querem, também, comparar as diferenças entre o conteúdo estático e em vídeo, e ver os efeitos de abuso offline comparativamente àquele que é transmitido online.

Descarregar o relatório Towards a Global Indicator on Unidentified Victims in Child Sexual Exploitation Material

Global Study Report on Sexual Exploitation of Children in Travel and Tourism

Junho 23, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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global

descarregar o estudo no link:

http://globalstudysectt.org/global-report/

mais informações:

http://globalstudysectt.org/

Press Release

The Study reveals that:

There is no typical offender, they are tourists, business travelers, migrant & transient workers, expats or civil society volunteers;

Travelling child sex offenders are usually from the region or country where the offense takes place;

The internet and mobile technology have fueled the increase in SECTT by creating new pathways for exploitation and reinforcing anonymity of offenders;

Most child sex offenders did not plan the crime, they commit because there is an opportunity and they feel they can get away with it;

No child is immune and victims are not only poor. Some are more vulnerable than others, such as the marginalized including minorities, street children, and LGBT;

Services for victims remain inadequate;

Enforcement and prosecution of offenders is hindered by a lack of coordination and information sharing between authorities; and

There are alarmingly low conviction rates for the sexual exploitation of children, which means the majority of offenders evade justice.

Examining Neglected Components in Combatting Sexual Exploitation of Children – ECPAT International’s Latest Journal

Agosto 28, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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exami

Men make up the over­whelm­ing major­ity of those who sex­u­ally abuse chil­dren, with some research sug­gest­ing that they account for more than 90% of child sex offend­ers. The mass-media, with their sen­sa­tional pre­sen­ta­tion of sex­ual abuse against chil­dren, often nur­ture a stereo­typ­i­cal view of child sex offend­ers as deviant old men and this has influ­enced pub­lic dis­course on the topic. In real­ity, men who abuse chil­dren come from every income bracket, social class and age. Some of these men can be con­sid­ered pae­dophiles while oth­ers are sit­u­a­tional offend­ers, mean­ing they do not have a true sex­ual pref­er­ence for chil­dren but engage in sex with chil­dren because the oppor­tu­nity arises.

As gen­er­al­i­sa­tions about the per­pe­tra­tors of child sex­ual exploita­tion can be mis­lead­ing, ECPAT has devel­oped a num­ber of ini­tia­tives to engage the male pop­u­la­tion in the pre­ven­tion of CSEC. By ensur­ing that males are aware of the actions of a small frac­tion of men, all men and boys can be part of the solution.

ECPAT International’s lat­est tech­ni­cal jour­nal explores two aspects of the com­mer­cial sex­ual exploita­tion of chil­dren that remain unad­dressed: the hid­den demand for the com­mer­cial sex­ual exploita­tion of chil­dren and the impor­tance of a pro­tec­tive con­tin­uum of care for child vic­tims of sex­ual exploitation.

Down­load ECPAT’s lat­est jour­nal here.

 


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