Ainda é difícil aos pais falar com os rapazes sobre preservativos

Janeiro 5, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de dezembro de 2018.

Os adolescentes que não conseguem falar com os pais podem falar com os médicos sobre sexo seguro.

Reuters

Muitos rapazes querem que os seus pais falem com eles sobre preservativos. Mas um estudo feito nos EUA revela que estas conversas são complicadas e deixam os jovens com ideias confusas sobre o que é praticar sexo seguro.

O estudo foi feito pelo Centro de Saúde para Adolescentes e Famílias Latinas da cidade de Nova Iorque, a partir de entrevistas feitas a 25 pares constituídos por pai e filho de origem afro-americana ou latina, que vivem em bairros onde a taxa de gravidez na adolescência e os casos de infecções sexualmente transmissíveis são muito superiores à média nacional.

A pesquisa revela que a maioria dos pais e filhos falaram sobre sexo, mas muitos dos pais sentiram-se mal preparados para explicar as complexidades do uso do preservativo. Muitos dos adolescentes tinham apenas uma ideia vaga da importância de usar preservativo e não tinha um claro entendimento de como ter sexo seguro.

“Descobrimos que os pais muitas vezes referem o uso de preservativo, mas em termos gerais”, afirma o principal autor Vincent Guilamo-Ramos, director do Centro de Saúde para Adolescentes e Famílias Latinas.

No entanto, os pais raramente se sentem à vontade para dar orientações específicas sobre o uso correcto e consistente ou sobre os erros e problemas comuns com preservativos, como aplicá-lo tarde demais ou o que fazer quando se rompe, explica Guilamo-Ramos por e-mail.

As idades médias eram 17 para os filhos e 44 para os pais – o que significa que muitos dos pais atingiram a maioridade nos anos 1980, quando a educação sexual muitas vezes se concentrava na abstinência, em vez de tomar decisões informadas sobre o controlo da natalidade.

Os jovens do estudo declararam que queriam ouvir os seus pais sobre esse tema e esperavam que fossem eles a iniciar uma conversa sobre o mesmo. Como disse um adolescente: “Eu quero que ele diga que quer falar sobre algo importante e que isso beneficiará meu futuro.”

Outro adolescente ressaltou a importância de ter os factos para evitar erros: “A coisa mais importante é usar o preservativo, como colocá-lo no caminho e estar ciente do que estamos a fazer quando o usamos.”

Por seu lado, os pais revelaram a necessidade de eles próprios aprenderem algo sobre o tema e expressaram interesse em ter recursos educacionais para ajudá-los a prepararem-se para conversar com os filhos. “Estou disposto a ensiná-lo o máximo possível, tudo o que ele precisa saber, mas se estou ensiná-lo, na verdade também estou a aprender”, disse um dos progenitores entrevistados.

De salientar que o estudo não prova que conversas entre pais e filhos sobre preservativos teriam impacto na saúde sexual ou nas opções contraceptivas dos adolescentes. Ainda assim, os resultados sublinham a importância de os pais terem uma comunicação frequente, contínua e aberta com adolescentes sobre sexo, defende Kate Lucey, da Universidade Northwestern, e do Hospital Infantil de Chicago Ann & Robert H. Lurie.

“Doenças sexualmente transmissíveis como gonorréia, clamídia e sífilis, estão em alta entre os adolescentes, e o uso de preservativos é uma das melhores maneiras de preveni-las”, acrescenta Lucey. Os adolescentes que não conseguem falar com os pais podem falar com os médicos sobre sexo seguro, conclui.

 

Vale a pena vacinar os rapazes contra o HPV? Com que idade?

Março 7, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/ de 19 de fevereiro de 2018.

Rita Costa

A transmissão do Vírus do Papiloma Humano (HPV) é feita por contacto sexual e, por isso, muitos pais não veem urgência na vacinação, mas o pediatra Paulo Oom defende que quanto mais cedo melhor.

O pediatra Paulo Oom considera que a vacinação de rapazes contra Vírus do Papiloma Humano (HPV) deve ser feita o mais cedo possível. “Sabemos que a vacina é mais eficaz se for feita em idades mais precoces”, explica o pediatra.

Paulo Oom defende também que é uma boa ideia aproveitar as janelas de oportunidade. “Aproveitar outros momentos de vacinação, por exemplo, aos dez anos as crianças têm vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Vacinação e, tal como nas raparigas, a vacina foi introduzida nesta idade também aproveitando um momento que já é conhecido de toda a população, as vacinas dos 10 anos, portanto, aproveitando esse momento devemos vacinar os rapazes nessa idade também”.

O pediatra acredita que a melhor forma de prevenir o vírus do papiloma humano é mesmo a vacinação. “A prevenção pode ser feita através do preservativo, mas sabemos que o preservativo não protege 100% dos casos de infeção por HPV e, portanto, aqui a vacinação tem um papel fundamental”, explica Paulo Oom.

Desde 2008, a vacina está incluída no Plano Nacional de Vacinação das raparigas. Sabe-se que a vacinação dos rapazes pode conferir a proteção individual e a proteção indireta dos(as) parceiros(as) e, por isso, a Direção Geral da Saúde já admitiu alargar a vacina aos rapazes.

ouvir a entrevista a Paulo Oom no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/saude/interior/vale-a-pena-vacinar-os-rapazes-contra-o-hpv-com-que-idade-9128482.html

 

És Adolescente? Tens dúvidas? Consulta GRATUITA do Adolescente na APAMCM em Lisboa

Junho 9, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/APAMCM/

 

Um jogo sexual está a preocupar as autoridades espanholas

Janeiro 21, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Noticia do http://www.dn.pt/ de 9 de janeiro de 2017.

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A não utilização de preservativos agrava os riscos deste comportamento | Arquivo Global Imagens

Médicos alertam para riscos deste comportamento, depois de aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis entre jovens

Um aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis na unidade de adolescentes de um hospital de Madrid e pelo menos quatro casos de gravidezes indesejadas são sinais que estão a preocupar as autoridades de saúde da capital espanhola, que alertam para um jogo sexual perigoso, chamado “roleta sexual” ou “Juego del Muelle”, segundo o jornal El Mundo.

De acordo com o jornal, há um vídeo de quatro minutos que se tornou viral nas redes sociais em Espanha e mostra como se joga: cinco rapazes estão sentados sem roupa interior e três raparigas, nuas da cintura para baixo, sentam-se aos seus colos. A cada 30 segundos, as raparigas mudam para o colo do rapaz ao lado. Perde o jovem que ejacular primeiro.

Todos os jovens que aparecem no vídeo são menores de idade e em cima de uma mesa são visíveis várias garrafas de álcool e cigarros. Um dos jovens contou ao jornal espanhol que faz este jogo regularmente com os amigos, tendo recebido as instruções do jogo por uma mensagem no Whatsapp. O rapaz, que não se quis identificar, contou ainda que não usam preservativo. Os jovens contam também que este começou na Colômbia, onde é conhecido por Carrossel.

Os serviços de saúde espanhóis dizem que pelo menos quatro adolescentes ficaram grávidas em 2016 ao fazer este jogo, mas admitem que é difícil chegar a um número real, pois as jovens não contam como engravidaram. “É algo relativo, impossível de comprovar, pois elas não dizem”, disse uma fonte médica ao El Mundo.

Difícil de contabilizar é também o número de casos de doenças transmitidas neste tipo de jogo. Pilar Lafuente, ginecologista do Hospital La Paz, em Madrid, diz que passou de ver “dois ou três casos [de DST] por ano para atender 10 menores de idade por trimestre”.

“O problema é que se unem a inconsciência e a imaturidade. Com boa educação sexual isto não aconteceria”, explicou a psicóloga e sexóloga Ana Lombardía, citada pelo jornal. A especialista explica alguns dos problemas práticos deste tipo de comportamento: “os rapazes podem ter problemas de ereção e de controlo da ejaculação. Mas é pior para as raparigas. A dor de serem penetradas sem estarem excitadas cria vaginismo: a vagina está contraída e isso cria lacerações e feridas”.

Além disso, mesmo que os rapazes usem preservativo, as raparigas estão “totalmente indefesas”, continua Lombardía. “Elas vão rodando e entram em contacto com as secreções das outras. Logo contraem VIH, hepatite C, sífilis, gonorreia e o HPV”.

“Os adolescentes são cada vez mais precoces e têm acesso ao álcool, drogas e sexo mais cedo. Aborrecem-se rápido e procuram outras formas de se divertirem sexualmente”, explicou a psicóloga e sexóloga.

O estudo internacional Health Behaviour in School-aged Children (HBSC), revelado no ano passado, mostrou que a não utilização de preservativo é um problema grave entre os jovens portugueses: 25% disseram não usar.

 

Children and AIDS: Sixth Stocking Report, 2013 – Novo relatório da Unicef

Dezembro 2, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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unicef

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NEW YORK, 29 November 2013 – A new report released today by UNICEF shows great progress has been made to prevent mother-to-child transmission of HIV, with more than 850,000 new childhood infections averted between 2005 and 2012 in low- and middle-income countries.

However, the new 2013 Stocktaking Report on Children and AIDS raises the alarm on adolescents, citing the need for increased global and national efforts to address HIV and AIDS among this vulnerable age group.

AIDS-related deaths amongst adolescents between the ages of 10 and 19 increased by 50 per cent between 2005 and 2012, rising from 71,000 to 110,000, in stark contrast to progress made in preventing mother-to-child transmission. There were approximately 2.1 million adolescents living with HIV in 2012.

With additional funding and increased investment in innovation, many of the challenges could be overcome, the report says.

A new analysis featured in the report shows that by increasing investment in high-impact interventions to about US$5.5 billion by 2014, 2 million adolescents, particularly girls, could avoid becoming infected by 2020. Investments in 2010 were US$3.8 billion.

“If high-impact interventions are scaled up using an integrated approach, we can halve the number of new infections among adolescents by 2020,” said UNICEF Executive Director Anthony Lake. “It’s a matter of reaching the most vulnerable adolescents with effective programmes – urgently.”

High-impact interventions include condoms, antiretroviral treatment, prevention of mother-to-child transmission, voluntary medical male circumcision, communications for behaviour change, and targeted approaches for at-risk and marginalized populations. This is in addition to investments in other sectors such as education, social protection and welfare, and strengthening health systems.

In contrast to adolescents, progress has been impressive in the area of preventing new HIV infections among infants. Some 260,000 children were newly infected with HIV in 2012, compared to 540,000 in 2005.

“This report reminds us that an AIDS-free generation is one in which all children are born free of HIV and remain so––from birth and throughout their lives––and it means access to treatment for all children living with HIV,” said Michel Sidibe, Executive Director of UNAIDS. “It also reminds us that women’s health and well-being should be at the centre of the AIDS response. I have no doubt that we will achieve these goals.”

IV Seminário Luas e Marés : Gravidez e Parentalidade Precoce na Adolescência

Outubro 18, 2012 às 8:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Workshop Educação Sexual – Técnicas Pedagógicas

Outubro 18, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Jovens europeus assumem relações sexuais desprotegidas

Setembro 26, 2011 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 26 de Setembro de 2011.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Clueless or Clued Up: Your Right to be informed about contraception

Um estudo internacional, divulgado hoje, mostra que quase metade dos jovens europeus já teve relações sexuais desprotegidas com novos parceiros.

Quase 42 por cento dos jovens europeus, com idades entre os 14 e os 24 anos, não usam qualquer tipo de contraceptivo com novos parceiros.

Em Portugal, os últimos dados indicam que um terço dos jovens tem relações sexuais desprotegidas. De uma forma global, entre 2009 e 2011 esta tendência agravou-se.

O estudo internacional “Informado ou a leste” realizado pela Bayer Heaklth Care questionou seis mil jovens de 29 países de todo o mundo e concluiu que o Reino Unido e a França são os países europeus que registaram a maior subida no número de jovens que não usa qualquer tipo de contraceptivo.

Onze por cento dos jovens justificam o comportamento por estarem alcoolizados ou por esquecimento.

O facto de o parceiro não gostar de usar métodos contraceptivos é referido por 14 por cento. Dez por cento acreditam que ter relações durante o período menstrual da mulher é uma forma eficaz de contracepção.

Um comportamento que se reflecte na saúde. Uma em cada 20 adolescentes tem uma doença sexualmente transmissível e em idades cada vez mais baixas.

No estudo internacional, quase quatro em cada dez jovens confirmam não ter educação sexual nas escolas. No entanto 45 por cento das raparigas e 46 por cento dos rapazes dizem estar muito bem informados.

(o site do Dia Mundial da Contracepção, que hoje se assinala)

Rute Fonseca

 

Curso Educação Sexual, Género e Diversidade

Agosto 22, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Curso A Educação Sexual em Contexto Escolar

Agosto 21, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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