Quando devemos levar as crianças ao oftalmologista pela primeira vez?

Janeiro 8, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 10 de dezembro de 2018.

Se não houver problemas antes disso, é importante que as crianças visitem o oftalmologista entre os 3 e os 4 anos. A criança deverá depois regressar ao consultório do oftalmologista já entre os 5 e os 6 anos, antes da entrada para a escola.

O oftalmologista pediátrico Filipe Martins Braz lembra que “uma boa alimentação, numa idade precoce, é essencial para a saúde dos olhos. É que “algumas das doenças da retina que afetam os adultos estão relacionadas com défices de determinados nutrientes”, explica.

Filipe Martins Braz sublinha também a importância de evitar acidentes. “O trauma continua a ser uma grande causa de perda visual”, pelo que não deve deixar, por exemplo, facas e outros talheres em lugares acessíveis aos mais pequenos, nem permitir que uma criança que acaba de aprender a caminhar ande com objetos pontiagudos, como lápis, nas mãos.

Ouvir as declarações de Filipe Martins Braz no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/saude/interior/quando-devemos-levar-as-criancas-ao-oftalmologista-pela-primeira-vez-10299850.html?fbclid=IwAR1aRI4GAvOz9UqFQZQm8mBJM7FX00RefVpRUZ_4NFZngnIOCaWw67wnjto

 

Miopia cresce entre as crianças devido ao uso de computadores e smartphones

Março 10, 2018 às 6:13 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.correiobraziliense.com.br/ de 25 de fevereiro de 2018.

Tatiana Sócrates Especial para o Correio

Apontada como a epidemia do século pela Organização Mundial da Saúde, a miopia é mais comum entre os pequenos que não se desligam dos aparelhos eletrônicos

Uma pesquisa do Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) — TIC Kids On-line — revela que cerca de 69% das crianças e adolescentes do Brasil, na faixa dos 9 aos 17 anos, utilizam a internet mais de uma vez por dia. No Centro-Oeste, o índice ultrapassa a média brasileira e chega a 74% — é a região em que as crianças são mais conectadas, ao lado do Sudeste, segundo o estudo.

Os dados confirmam o crescente acesso dos brasileiros aos benefícios da tecnologia, mas, ao mesmo tempo, desvendam uma nova preocupação: as ferramentas eletrônicas estão contribuindo para o aumento da miopia entre os pequenos. “É uma tendência do mundo moderno”, alerta o oftalmologista Luiz Felipe Diniz, do Hospital Brasileiro de Olhos (HBO), em Brasília.

Cerca de 20% das crianças em idade escolar, de acordo com levantamentos do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), apresentam problemas de vista. A miopia é a campeã e já é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a epidemia do século. O uso de celulares e computadores por mais de seis horas diárias, segundo Diniz, pode levar ao agravamento dessa patologia em crianças e adolescentes.

Lucas Macedo, 9 anos, sente na pele, ou melhor, nos olhos, os efeitos da tecnologia. Vidrado em smartphone, tablet e afins, ele usa óculos desde os 6 anos. A mãe do menino, a fisioterapeuta Juliana Macedo, 40, acredita que a internet atrapalhe muito. “Se deixar, as crianças ficam além da conta na frente da tela do computador e no celular. Acho que forçam demais os olhos.”

Comportamento

Juliana conta que Lucas passa horas assistindo ao YouTube. “Ele está com 3 graus de miopia no olho direito e 1,5 no esquerdo.” Na escola, ele começou a ficar em pé, perto do quadro, para conseguir anotar o que a professora escrevia. “É preciso prestar atenção nessa questão da miopia infantil”, alerta Juliana. “Pensam que a criança é inquieta e teimosa, mas, na verdade, ela está apenas em busca de um campo melhor de visão.”

Como as crianças não identificam a dificuldade para enxergar, é importante que os pais fiquem atentos ao comportamento delas. “Quando elas têm alguma dificuldade visual, costumam ter dores de cabeça, desinteresse pelo estudo e baixo desempenho escolar. Também ficam muito próximo da televisão e têm mania de franzir os olhos para enxergar”, descreve Juliana. “Caso perceba essas atitudes em seu filho, é importante procurar um oftalmologista”, recomenda.

“É muito comum, no dia a dia do consultório, descobrirmos erros de refração — que é como denominamos a miopia — em crianças que tinham problemas de aprendizagem ou comportamento na escola”, confirma o médico oftalmologista Geraldo Canto, de Curitiba. “Para evitar isso, ir ao oftalmologista no início do ano é uma grande oportunidade de começar as aulas da melhor maneira.”

Além do uso excessivo das novas tecnologias, o aumento dos casos de miopia em crianças é relacionado à falta de atividades ao ar livre. “Um mecanismo de nossa visão, chamado de acomodação, nos permite olhar objetos distantes e focar com nitidez objetos próximos. Esse foco é feito com a contração do músculo ciliar, o anel no meio do olho para visão a distância. O excesso de esforço pode gerar fatores associados ao aumento da miopia”, esclarece Canto. É o que acontece quando se força a vista ao digitar e ao assistir a vídeos em celulares e computadores.

Dicas para o dia a dia

  • Fazer a criança realizar atividades em ambientes externos diariamente, por 40 minutos, no mínimo.
  • Não aproximar demais dos olhos os celulares, tablets, computadores e livros — eles devem ser mantidos a 30cm da face, no mínimo.
  • Não se debruçar sobre o objeto de leitura.
  • Manter a tela do computador a 50cm da face, no mínimo.
  • Fazer intervalos frequentes enquanto estiver utilizando esses objetos. A cada 20 minutos, retirar o olhar deles e focalizar objetos distantes, por cerca de 20 segundos.
  • Uso de tablets e celulares por crianças de 2 a 5 anos não deve ultrapassar 1 hora por dia.

O que dizem os médicos

As cirurgias refrativas para correção do grau são indicadas somente depois dos 18 anos, desde que a graduação já tenha estabilizado.

Para evitar mais prejuízos à visão, a recomendação é, desde cedo, ensinar as crianças a fazerem intervalos de cinco minutos a cada hora na frente das telas.

Reduza o brilho dos monitores. Ajuste-os procurando deixar a visibilidade agradável para a vista. Não deixe o fundo muito claro nem muito escuro.

Monitores de cristal líquido cansam menos a vista do que os antigos, de tubo, pois já vêm com superfície antirreflexo e melhor definição de imagens.

Fonte: Luiz Felipe Diniz, médico oftalmologista

Quanto mais longe, melhor!

Estima-se que, até 2020, 28% da população brasileira seja míope. Até 2050, o índice pode chegar a 51%, segundo a oftalmologista Renata Bettarelo. “Hoje, a taxa no Brasil gira em torno de 11% a 36%, mas a tecnologia tem contribuído para o aumento da doença”, alerta. O problema pode ser hereditário ou adquirido.

“É uma condição em que ocorre um alongamento indesejável do diâmetro anteroposterior do globo ocular”, detalha Renata. “Isso faz com que a imagem do objeto observado se forme antes da retina e não sobre a mesma, o que gera uma imagem borrada dos objetos distantes.”

A miopia é um problema ocular em que se consegue ver perfeitamente os objetos de perto, mas as coisas mais afastadas podem aparecer desfocadas, resume o médico Luiz Felipe Diniz. A causa está relacionada a fatores genéticos e ambientais.

O pouco tempo em ambiente externo e o excesso de tempo com o olhar fixado para perto, como a exposição às telas próximas (celulares, tablets, computadores) e livros, são os fatores ambientais mais associados à doença, segundo Diniz. Estudo do National Health Service (Serviço de Saúde Britânico) confirma que passar mais tempo ao ar livre torna as pessoas menos propensas à miopia. Para especialistas, isso tem a ver com os níveis de luz.

Para evitar esse problema, a publicitária Elenice Oliveira, 31 anos, e o marido, o cineasta Márcio Moraes, 52, resolveram impor regras rígidas aos filhos. “Durante a semana, os mais novos — Anabela e Victor Hugo — ficam sem internet, e assistem à TV só depois das 16h, após terminarem o dever de casa. Como dormem às 19h, o tempo em frente à telinha é curto também”, explica.

Os mais velhos, apesar dos cuidados, não escaparam da herança genética: Lucas, de 12 anos, começou a usar óculos aos 9, e Nicolas, de 10, há dois anos e meio. Ambos têm miopia, como o pai, que depende dos óculos desde os 10. “Quando descobrimos que Lucas tinha o problema, ele já estava com 4 graus nos dois olhos. Já o Nicolas tem apenas 1 grau”, conta Elenice.

Fora do mundo real

O malefício das tecnologias, para Elenice, é mesmo o uso excessivo dos aplicativos — as crianças ficam dispersas, não interagem com o mundo real, adoecem e ficam mal-humoradas. “Tem o lado bom, mas o ruim prevalece, na minha opinião. Afeta o apetite, atrapalha o sono, substitui as brincadeiras e, claro, causa irritação nos olhos e, às vezes, dor de cabeça.”

Para prevenir a miopia e evitar que ela avance, o acompanhamento das crianças deve começar cedo, antes da alfabetização. A primeira consulta, de acordo com o oftalmologista Geraldo Canto, deve ser feita entre 6 meses e 1 ano de idade, quando já é possível verificar a existência de um grau mais elevado, diferença de visão entre os olhos, diferença de grau ou fixação do olhar.

“Desse período até ela ser capaz de se expressar sozinha, o exame é feito pela avaliação dos olhos depois de uma dilatação da pupila. A partir do momento em que a criança já consegue se comunicar e se de mostra colaborativa, começamos também a usar imagens de desenhos, números ou letras”, explica o médico.

Geraldo Canto esclarece que nem sempre é preciso usar óculos quando a criança é muito nova. “As pessoas muito jovens com graus baixos não costumam ter indicação, a não ser que exista alguma dificuldade visual ou estrabismo detectado no exame. No geral, recomendamos óculos quando elas têm miopia acima de 1,5 grau, hipermetropia acima de 3 graus e astigmatismo acima de 1,5 grau.” Lentes de contato, só mesmo em crianças maiores, sob supervisão dos pais, e acompanhamento do oftalmologista.

 

 

Médica alerta que problemas de visão afetam uma em cada cinco crianças

Setembro 14, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://lifestyle.sapo.pt/ de 29 de agosto de 2017.

Nuno Noronha

Uma em cada cinco crianças sofre de problemas oftalmológicos, uma situação que pode agravar-se com o excesso de horas que os mais pequenos passam de olhos postos nas novas tecnologias.

Aproveitar o verão para tirar as crianças da frente dos aparelhos eletrónicos ajuda a minimizar os riscos, aconselha a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

“As horas passadas em contacto com dispositivos eletrónicos e exposição a ecrãs podem ser prejudiciais”, confirma Alcina Toscano, coordenadora do grupo de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo da SPO.

Apesar de, refere a médica, “não estarem diretamente relacionadas com problemas oculares”, quando em exagero “e em más condições ergonómicas (má postura, luminosidade incorreta, distância inadequada)”, os ecrãs que conquistam a atenção dos mais pequenos “contribuem para o aparecimento de sinais e sintomas, não só oculares como gerais. Estudos recentes apontam para uma maior incidência de miopia nestas crianças, quando comparadas com crianças que passam mais tempo ao ar livre”.

Recomendam-se, por isso, alguns cuidados. A começar pela atenção dada à posição, iluminação e distância adequada em relação a estes aparelhos, assim como a escolha “de programas de valor educacional”.

Alcina Toscano aconselha ainda o estabelecimento “de regras e tempos em que estes não devem ser usados (refeições, viagens em família)” e ainda aquilo que define como “a regra do 20/20/20 (sobretudo para os mais velhos): a cada 20 minutos olhar 20 segundos para uma distância de 20 pés (cerca de 6 metros)”.

Lá fora, há também que ter atenção ao sol. Neste caso, os cuidados para os olhos são os mesmos que aqueles que se deve ter com a pele: “evitar a exposição direta ao sol nas horas de radiação ambiente mais elevada ou onde houver maior radiação, e proteger a face do sol com uso de boné ou chapéu de abas largas”. No que diz respeito ao uso de óculos de sol, este está indicado para os mais pequenos “quando houver exposição a níveis elevados de radiação UV ou quando a refletividade for elevada”. No entanto, a médica reforça que “óculos com lentes escuras não são sinónimo de proteção ocular. O que cria barreiras aos raios UV é um filtro incorporado na lente e não a coloração”.

Não falando de situações agudas e benignas como as conjuntivites, os problemas oftalmológicos mais comuns entre as crianças são, avança a especialista, os erros refrativos, cujo diagnóstico e tratamento precoces fazem a diferença. “Podemos prevenir o desenvolvimento de ambliopia. Esta é uma doença exclusiva da idade pediátrica, que ocorre durante o período de desenvolvimento da visão, o chamado período crítico, de maior sensibilidade a qualquer interferência com a visão e maior plasticidade cerebral”, refere.

A médica salienta ainda que a “primeira avaliação oftalmológica deve ser realizada à nascença e pode ser realizada pelo pediatra, para despiste de patologias congénitas como a catarata”.

Para um rastreio oftalmológico “existem atualmente métodos de foto-rastreio, que podem ser realizados por técnicos de saúde, sendo a idade ideal para a sua realização entre os 2 e 2,5 anos e que se pretende que sejam implementados a nível nacional”.

Segundo a especialista, não havendo sinais ou sintomas de alerta, “nem história familiar de doença ocular, a primeira consulta de oftalmologia deve ser realizada entre os 3 e os 4 anos, para um exame oftalmológico completo”.

 

 

 

Óculos de sol devem ser usados desde criança. Evitam doenças

Julho 29, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 29 de junho de 2016.

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Síndrome visual de computadores já afeta milhões

Julho 11, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 26 de junho de 2016.

Colin Anderson

Vera Lúcia Arreigoso

Doença provocada pelas novas tecnologias manifesta-se por cansaço ocular, ardor nos olhos ou visão desfocada. Pode afetar 25% de quem está mais de três horas diárias frente a um monitor

O computador mudou o olhar sobre o mundo e está a mudar a nossa visão. O monitor encurtou as distâncias e a proximidade torna cada vez mais difícil ao homem ver bem. Ter a sensação de cansaço ocular, visão desfocada ou dores de cabeça não são apenas queixas comuns ao fim de várias horas de olhos postos num ecrã. São sintomas de uma nova doença oftalmológica: a síndrome visual de computador.

O problema de saúde emergente atinge, em média, 20% a 25% das pessoas que todos os dias passam mais de três horas seguidas a olhar para um monitor ou ecrã, seja de computador, telemóvel ou tablet. “Com a crescente utilização, e em todas as idades, este é um problema epidémico. Tem vindo a aumentar de forma exponencial e pode tornar-se um problema de saúde pública”, alerta a presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, Maria João Quadrado. Atualmente 75% das atividades do dia a dia implicam utilizar um computador.
Estudos internacionais estimam que 70 milhões de trabalhadores em todo o mundo estão em risco de sofrer este tipo de lesão ocular ou mesmo outra mais grave e que este número vai continuar a crescer. “As pessoas olham para ecrãs quando precisam e quando não precisam, aumentando o risco”, explica a especialista.

Em Portugal, não há números sobre a população afetada. No entanto, as queixas típicas da síndrome visual de computador surgem com frequência perante os oftalmologistas, que veem nos olhos vermelhos e na irritação ocular apresentada pelos doentes os sinais clínicos que identificam o problema de saúde. “Diariamente trato pessoas com os sintomas associados a esta síndrome, como sensação de cansaço ocular, ardência, visão desfocada ou dupla, dores de cabeça, no pescoço, nos ombros…”, garante António Magalhães, presidente do Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos.

Menopausa, infância e velhice aumentam riscos

Os efeitos negativos são comuns a todos os utilizadores assíduos de dispositivos informáticos, mas os que têm uma saúde mais frágil são, também por isso, mais vulneráveis. “As crianças e os idosos estão em maior risco de desenvolver queixas. As crianças porque têm pouco autocontrolo na utilização, por negligenciarem os sintomas e porque a ergonomia das condições de utilização raramente estão desenhadas para elas”, explica António Magalhães. Além disso, têm “tendência para se aproximarem demasiado do monitor por períodos longos”.

Entre a população idosa, o risco também é mais elevado, no caso devido “à deterioração da qualidade e da facilidade de lubrificação da superfície ocular”, acrescenta o especialista da Ordem dos Médicos. E avisa ainda que “as mulheres após a menopausa constituem um grupo de risco muito particular”, assim como os utilizadores de lentes de contacto. Estudos a nível mundial apuraram que a prevalência de sintomas é de 16,9% entre quem tem lentes e de 9,9% entre quem não necessita de as utilizar.

A síndrome surge muitas vezes associada a dores de cabeça, ainda assim os neurologistas não valorizam o sintoma. “É uma matéria deste século, mas que não nos ocupa muito”, diz o presidente do Colégio de Neurologia da Ordem dos Médicos, José Barros. “Fala-se muito de dores de cabeça mas são inespecíficas e a sua prevalência é idêntica à das cefaleias primárias (enxaqueca e cefaleia de tensão). Isto é, cerca de 30% dos adultos têm cefaleias crónicas recorrentes, com ou sem exposição a tecnologias.”

A comunidade médica — que “conhece o problema como entidade clínica bem definida desde 2005, com base num artigo publicado no Survey of Ophthalmology”, diz António Magalhães — consegue, para já, prevenir e tratar. A utilização dos equipamentos deve ser feita nas melhores condições possíveis, por exemplo com monitores de qualidade e devidamente posicionados, um espaço envolvente com ar pouco seco, sem ventiladores ou pó de papel, ou ainda sem luz intensa e constante.

E claro, fazendo pausas. “Os oftalmologistas recomendam a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, parar 20 segundos e olhar para alguma coisa a 20 pés (cerca de seis metros)”, adianta Maria João Quadrado.

“Trata-se de um problema que está em crescimento acelerado, resultante da evolução tecnológica e da mudança de paradigma no trabalho, em todo o caso é possível prevenir ou pelo menos minorar”, afirma o responsável da Ordem, António Magalhães. E receita: “O primeiro passo é o reconhecimento da doença pelos doentes e pelos médicos, que passa por campanhas de informação.”

Gerações futuras vão perder visão

A síndrome visual de computador até pode ser tratada, mas será difícil, se não mesmo impossível, apagar os males já infligidos pelo domínio da tecnologia no mundo moderno. “As nossas crianças brincam cada vez menos na rua e mais nos computadores, ficando menos expostas à luz solar e à visão ao longe, e a miopia está a aumentar. Vê-se mais ao perto e a falta de sol reduz a produção de dopamina, essencial para evitar o aumento axial do globo ocular: o tamanho normal é de 22 a 23 centímetros e um míope tem 24 ou até mais de 25”, explica Maria João Quadrado. A médica alerta: “As novas gerações vão ver pior do que as anteriores.”

 

 

 

Um quinto das crianças com problemas de visão

Setembro 23, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 10 de setembro de 2013.

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