Avaliar crianças com dislexia : dicas para professores

Março 8, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/

Crescer com dislexia pode ser desafiante, quer para as crianças que a apresentam, quer para os professores que tenham de lidar com ela em contexto de sala de aula. Por um lado, dificuldades ao nível da lecto-escrita acabam sempre por reflectir-se em dificuldades na aquisição de todas as disciplinas, sempre que estas impliquem o recurso à leitura e à escrita. Isto pode tornar-se frustrante para crianças com dislexia, as quais podem acabar por sentir-se menos inteligentes e menos capazes do que na realidade são. O desgaste de repetidas situações de stress relacionadas com problemas escolares resulta muitas vezes numa crescente desmotivação em prosseguir os estudos.

Por outro lado, os professores podem também sentir dificuldades em avaliar aquilo que a criança com dislexia verdadeiramente aprendeu e assimilou. Com efeito, nem sempre aquilo que a criança mostra saber corresponde na totalidade àquilo que ela verdadeiramente sabe. Crianças com dislexia são frequentemente prejudicadas pela sua própria dificuldade em expressar por escrito os seus novos conhecimentos, resultando na sua sub-avaliação.

Em resumo: a existência de dificuldades de lecto-escrita nada tem que ver com dificuldades do foro intelectual da criança. É urgente aceitar isto para, enfim, implementar novas e adaptadas formas de ensinar os conteúdos escolares, e de avaliar o verdadeiro conhecimento assimilado por estas crianças. É fundamental que cada vez mais professores se predisponham a desmistificar noções erróneas quanto às capacidades cognitivas destas crianças, e se abram a novas abordagens de avaliação devidamente ajustadas às suas características especificas. Abordagens essas que visem avaliar de forma justa e objectiva os conhecimentos da criança, sem que a avaliação seja enviesada pelas dificuldades que ela tem em expressar por escrito aquilo que realmente aprendeu.

EIS ALGUMAS DICAS PARA CONSEGUI-LO:

Durante as aulas:

– Permita mais tempo à criança para concretizar em tarefas que requeiram muita leitura e/ou muita escrita (crianças com dislexia têm frequentemente uma velocidade de leitura e escrita inferior);

– Evite expor a criança em frente aos colegas durante a leitura em voz alta (esta prática não é particularmente eficaz para melhorar as capacidades de leitura de crianças com dislexia e, frequentemente, coloca-as em situação de ansiedade desnecessária).

Antes dos testes:

– Indique à criança, de forma explícita, aquilo que deve ela estudar (isto é, especificar o número das páginas do livro), e certifique-se de que ela anotou corretamente essas páginas no seu caderno.

Durante os testes:

– Desvalorize os erros ortográficos; – Procure simplificar os enunciados, por exemplo, dividindo questões longas em questões mais curtas;

– Use vocabulário e frases muito simples nos enunciados;

– Leia as questões individualmente com a criança e certifique-se de que ela as compreendeu;

– Evite que os enunciados sejam apresentados separadamente em duas páginas diferentes (isto é, o texto numa página e as perguntas relativas ao texto noutra página);

– Marque a bold as partes principais dos enunciados;

– Construa os testes com espaçamento duplo e fonte serifada.

 

Centro SEI

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16 mitos e perguntas frequentes sobre a dislexia

Novembro 25, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/

A dislexia é sinónimo de baixa inteligência? Quando se avalia a dislexia? Devo esperar até ao final do 2º ano? Só os rapazes têm dislexia? A dislexia é um problema visual? Tem cura? Quem faz o diagnóstico da dislexia? Neste artigo clarificamos os mitos e as perguntas mais frequentes sobre a dislexia.

MITO 1

Não existe diferença entre um aluno com Dislexia ou um aluno que tem dificuldades em aprender a ler 

Errado. Atualmente, a Dislexia é considerada uma Dificuldade de Aprendizagem Específica. De acordo com as definições mais recentes de Dificuldades de Aprendizagem Específicas, os alunos que as manifestam têm uma disfunção em um ou mais processos neurológicos básicos envolvidos na compreensão do uso da linguagem falada ou escrita, os quais podem resultar em dificuldades na capacidade de leitura, escrita, caligrafia ou cálculo. Por esse motivo, nem sempre é fácil distinguir um aluno com uma Dislexia de um aluno que aprende a um ritmo mais lento. Um aluno que tenha sido diagnosticado com Dificuldades de Aprendizagem apresenta um défice em uma ou em mais áreas, apresentando, contudo, sucesso em outras áreas. Além disso, as suas capacidades cognitivas estão acima do verificados nos seus desempenhos – discrepância entre a capacidade e o desempenho.

Deste modo, as dificuldades manifestadas por um aluno com Dificuldades de Aprendizagem não podem ser explicadas por fatores cognitivos, por acuidade visual ou auditiva não corrigida, ou por outras perturbações mentais ou neurológicas, ou ainda por uma adversidade psicossocial ou instrução educativa inadequada. A falta de proficiência na língua da instrução académica também não justifica uma Dificuldade de Aprendizagem Específica.

As Dificuldades de Aprendizagem Especificas apresentam um caráter permanente e, apesar dos alunos poderem ser alvo de intervenção psicopedagógica e melhorarem os seus desempenhos, terão sempre essa disfunção. É, contudo, de salientar que qualquer aluno, ao longo da sua vida escolar, pode experienciar algum tipo de dificuldade, não sendo tal facto um sinal evidente e exclusivo da existência de uma Dificuldade de Aprendizagem.

MITO 2

A Dislexia é sinónimo de baixa inteligência

Errado. São vários os estudos que demonstram que pessoas com Dislexia têm uma inteligência dentro da média ou mesmo acima dela. Ao nível dos critérios de diagnóstico, a Dislexia não é melhor explicada por uma incapacidade intelectual. Os alunos com Dislexia tendem a caracterizar-se por desempenhos abaixo do que seria de esperar, tendo em conta o seu perfil cognitivo, em uma ou em mais áreas em específico. No entanto, e apesar disso, crianças com Dislexia têm frequentemente elevado sucesso noutras áreas.

MITO 3

Devo esperar até ao final do 2º ano para o meu filho fazer uma avaliação em Dislexia

Errado. Embora o diagnóstico de Dislexia só deva ser formalmente fechado após dois anos de aprendizagem formal da leitura e escrita, não significa que o seu filho não possa apresentar sinais de alerta característicos da Dislexia. Nesse caso, faz todo o sentido que seja avaliado e, posteriormente, apoiado com intervenção terapêutica. Quanto mais cedo a criança iniciar o processo de intervenção, maior a sua probabilidade de sucesso.

MITO 4

O meu filho escreve a maioria das letras de baixo para cima, logo tem Dislexia

Errado. É comum, no ensino pré-escolar e no início da idade escolarização, as crianças apresentarem alguma dificuldade na escrita de letras e números, podendo escrever em “espelho” (ou seja, da direita para a esquerda ou mesmo de baixo para cima). A maior parte das crianças vai corrigindo estes erros à medida que vai sendo exposta à aprendizagem formal das letras, da leitura e da escrita.

MITO 5

O meu marido tem Dislexia, logo os meus filhos vão ter Dislexia

Não necessariamente. Existem, de facto, diversos estudos que comprovam uma elevada hereditabilidade tanto para a capacidade como para as incapacidades de aprendizagem. No entanto, apesar desta maior predisposição da presença da Dislexia em filhos de pais com a mesma dificuldade, a sua manifestação não terá que ser dada como certa. Caso o seu filho revele alguns sinais de alerta, e exista, de facto, um historial de Dislexia ou outra Dificuldade de Aprendizagem Específica na família (com ou sem um diagnóstico formal) recomenda-se que procure ajuda especializada. Felizmente, com a evolução dos estudos sobre a Dislexia e as Dificuldades de Aprendizagem Específicas no geral, existe hoje em dia um maior conhecimento sobre esta temática e as crianças conseguem obter ajuda mais facilmente do que na época dos seus pais, evitando-se assim o agravamento dos sintomas e as respetivas repercussões, sobretudo ao nível académico.

MITO 6

A Dislexia tem cura

Errado. A dislexia é uma Dificuldade de Aprendizagem Especifica de carácter permanente, logo não tem cura. No entanto, atualmente já existem diversas estratégias e métodos de intervenção psicopedagógicos que podem ser utilizados em crianças com Dislexia no sentido de as ajudar a ultrapassar ou a minorar as suas dificuldades. Quanto mais precocemente forem implementadas estas estratégias, melhores resultados a criança terá ao longo da sua vida e percurso escolar.

MITO 7

A Dislexia é um problema visual

Errado. A Dislexia é uma Dificuldade de Aprendizagem Especifica que tem origem no papel combinado de fatores genéticos e ambientais que resultam em alterações estruturais e funcionais do cérebro. Deste modo, a Dislexia não está associada a um défice visual, mas sim a causas essencialmente genéticas. No entanto, uma criança pode apresentar dificuldades de aprendizagem na leitura e na escrita em virtude exclusiva de um problema visual, não preenchendo, para o efeito, os critérios de um diagnóstico de Dislexia. Neste sentido, e com vista a um diagnóstico o mais rigoroso possível, antes de se iniciar uma avaliação psicopedagógica para despiste de Dislexia, dever-se-á efetuar previamente uma avaliação auditiva e visual, de modo a excluir as referidas hipóteses como causa das dificuldades manifestadas pela criança.

MITO 8

Não é possível ter sucesso escolar quando se tem uma Dislexia

Errado. Tem vindo a ser cada vez mais demonstrado que a implementação e desenvolvimento de estratégias psicopedagógicas na sequência de um diagnóstico, tem enormes probabilidades de permitir à criança corresponder às exigências das aprendizagens escolares e desse modo, obter sucesso, quer a nível académico, quer a nível profissional.

MITO 9

Só os rapazes é que têm Dislexia

Errado. Na realidade, não existem diferenças significativas entre rapazes e raparigas. A razão pela qual os rapazes são mais vezes referenciados pelos professores, parecem residir no facto de os rapazes terem, de um modo geral, um diagnóstico mais precoce, em parte devido a causas comportamentais, uma vez que parecem ter maior dificuldade em gerir a frustração nas situações em que as suas dificuldades específicas se tornam mais evidentes.

MITO 10

O meu filho é tem dislexia, logo não pode ter boas notas

Errado. Se o seu filho for ajudado com uma intervenção intensiva e adequada às suas necessidades, de forma a colmatar as dificuldades causadas pela Dislexia, se existir suporte por parte dos agentes educativos (pais, professores, entre outros), e se a isso se associar motivação e esforço, então estarão reunidas as condições para que seja bem-sucedido, quer académica, quer profissionalmente.

MITO 11

A Dislexia está relacionada com dificuldades de orientação-espacial e/ou com o “ser canhoto”

Errado. Não existe qualquer tipo de investigação que demonstre uma ligação entre orientação-espacial e Dislexia, nem entre ser esquerdino ou destro e a Dislexia. Existem disléxicos esquerdinos e existem disléxicos destros, tal como existem disléxicos que têm dificuldades ao nível da orientação espacial e disléxicos que não têm esse tipo de dificuldade. O único fator comum comprovado cientificamente entre as várias pessoas com Dislexia é um défice ao nível da consciência fonológica.

MITO 12

A Dislexia é um défice apenas da infância

A maior parte dos diagnósticos de Dislexia são realizados durante a idade escolar, pois é nessa fase que os sinais tendem a apresentar uma maior evidência. No entanto, há crianças que, utilizando estratégias compensatórias e um esforço extraordinariamente elevado, com o devido suporte social, conseguem manter um funcionamento académico aparentemente adequado ao longo de vários anos, até que os procedimentos de avaliação ou as exigências do sistema educativo/meio imponham barreiras à demonstração da sua aprendizagem.

Em termos globais, e no que respeita aos vários domínios académicos de leitura, escrita e de cálculo, as Dificuldades de Aprendizagem Específicas apresentam uma prevalência de 5%-15% entre crianças em idade escolar em diferentes culturas e línguas.

MITO 13

A Dislexia é um diagnóstico médico 

Errado. A Dislexia não deve ser considerada um problema médico, nem pode ser diagnosticada exclusivamente por um médico, uma vez que este não possui conhecimentos suficientes de avaliação da leitura e da escrita. Enquanto Dificuldade de Aprendizagem Específica, o diagnóstico da dislexia deverá ter por base a síntese do historial do desenvolvimento do individuo, contemplando a área médica, familiar e educacional, incluindo a análise detalhada de relatórios e avaliações escolares, e a realização de uma avaliação psicoeducacional.

MITO 14

Todas as crianças que têm dificuldades em aprender a ler são disléxicas

Não. A Dislexia é uma causa comum de dificuldades na leitura, no entanto, não é a única causa. As dificuldades gerais de leitura podem também estar associadas a outras causas intrínsecas como extrínsecas ao individuo. Nas causas intrínsecas podemos encontrar outras perturbações do desenvolvimento que comprometem igualmente a aquisição do processo de leitura. Nas causas extrínsecas poderemos encontrar fatores ambientais e educacionais que quando negligenciados poderão igualmente provocar dificuldades de leitura.

MITO 15

Se não ensinarmos uma criança com Dislexia a ler até aos 9 anos, será tarde demais para aprender a ler

Errado. Nunca é tarde para melhorar as capacidades de leitura, escrita e ortografia de uma criança com Dislexia. Claro que, quanto mais precoce for a intervenção, mais probabilidade de sucesso a criança terá.

MITO 16

As adequações curriculares para as crianças com Dislexia são uma injustiça para as outras crianças que não têm Dislexia

Errado. A abordagem de ensino mais justa é quando o professor consegue providenciar a cada aluno aquilo que é necessário para que este seja bem-sucedido em contexto escolar. Assim sendo, as adaptações que os professores fazem são uma tentativa de criar condições equitativas, quer em situação de teste ou num trabalho de casa, e não uma forma de atribuir vantagens aos alunos com Dislexia. Na verdade, um aluno com Dislexia terá que se esforçar tanto ou mais que outro aluno, mesmo com as adaptações individuais.

Artigo do parceiro Centro Sei

imagem@istockphoto

Aprender a ler numa simples cartada

Dezembro 26, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://visao.sapo.pt/ de 14 de março de 2016.

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Nova metodologia de aprendizagem junta num baralho de cartas todas as formas de comunicação. Ideal para crianças e adultos com necessidades especiais comunicarem de forma universal

Esqueça uma cartada, ao fim do dia, com os amigos. As EKUI Cards não são para jogar à sueca, à bisca ou crapô. São 26 cartas, em vez das 52 do baralho francês, e no lugar dos quatro naipes está o alfabeto convencional, o alfabeto fonético, a língua gestual portuguesa e o Braille. “É a primeira vez, em Portugal, que crianças surdas, cegas, com autismo, disléxicas ou com qualquer outra limitação física ou cognitiva podem aprender o alfabeto, ao mesmo tempo, na mesma sala de aula”, explica Celmira Macedo, inventora da primeira linha de material lúdico/didático inclusivo na Península Ibérica. “Sei que também existe algo parecido no Brasil, mas não tão completo como as EKUI.”

Desde 2004 que Celmira Macedo, 44 anos, andava com este projeto na cabeça. Na altura, a professora de educação especial foi para Salamanca fazer um doutoramento porque “queria perceber como poderia ser melhor professora”. Depois de ter tido uma cadeira de língua gestual espanhola, quando regressou a Portugal quis aprender a equivalente portuguesa. “Na altura, a maior preocupação das famílias era obter informação de como lidar com os filhos com necessidades especiais”, lembra. Sem terminar o doutoramento, Celmira Macedo criou a Escola de Pais, em 2008, e a Associação Leque, no ano seguinte, que apesar de ter sede em Alfândega da Fé e servir o distrito de Bragança, consegue também dar respostas a nível nacional. E as EKUI Cards são disso o melhor exemplo. Além da sua venda online (€13,99) também existe uma app (€3,99) disponível.

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Celmira batizou o baralho de cartas com o nome EKUI a partir das iniciais das palavras, em inglês, equidade, conhecimento, universalidade e inclusão. Cada uma das 26 cartas tem um grafema da letra, a letra manuscrita, a letra em Braille tátil e em Braille visual, a letra em datilologia (alfabeto da língua gestual portuguesa) e o alfabeto fonético. Presente em nove escolas do 1.º ciclo de Vila Nova de Gaia e em um jardim-de-infância de Delães (Vila Nova de Famalicão), as EKUI Cards são também usadas por terapeutas da fala em pacientes adultos a recuperarem, por exemplo, de um AVC. Os resultados não podiam ser mais positivos: todas as crianças dos 3 aos 6 anos aprenderam o alfabeto e a língua gestual e comparando com anos anteriores de forma mais rápida. “Está provado cientificamente que quem aprende através de línguas gráficas ou gestuais, aprende mais rápido as línguas comuns”, afirma Celmira Macedo. Muitas destas crianças, em casa, ensinam a língua gestual aos pais e já falam em ter profissões relacionadas com o tema, como intérprete de língua gestual ou terapeutas da fala.

As EKUI Cards já chegaram a 1500 crianças, mas têm capacidade para ajudar dois milhões em idade escolar, em Portugal, 20500 instituições de Educação, Saúde e Área Social, mais 18300 profissionais. Isto é só o começo, pois Celmira Macedo quer espalhar as EKUI Cards às cores (especiais para daltónicos), aos animais, aos objetos, aos meios de transporte… haja financiamento para esta jogada, diga-se de mestre.

 

 

 

Ação de formação acreditada “Dislexia, Hiperatividade e Défice de Atenção” 10 janeiro a 9 fevereiro em Lisboa

Dezembro 13, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://docs.google.com/a/esddinis.pt/forms/d/e/1FAIpQLScfdxXPzGcuCz-2MRXgLsZ4FB2eRDwas-wrRenLzP6hs3ySqw/viewform

 

Há ginásios onde se treina o “músculo” da leitura

Novembro 29, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://www.publico.pt/ de 11 de novembro de 2016.

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Clara Viana

Ter dificuldade em ler não significa que se seja disléxico. Há rótulos e desânimo a mais nas escolas portuguesas, alerta psicóloga.

Não pode ser! Foi desta forma que um grupo de alunos do 8.º ano reagiu quando foi confrontado com a informação de que a sua fluência em leitura estava abaixo daquilo que actualmente é exigido a estudantes que têm menos dois anos do que eles.

Segundo prescrito nas metas curriculares para o 6.º ano do ensino básico, um aluno deste nível de escolaridade deverá conseguir ler 150 palavras por minuto. Mas os alunos de quatro turmas do 8.º ano do Agrupamento de Escolas Braamcamp Freire (Odivelas), que foram avaliados pela psicóloga clínica Dulce Gonçalves, coordenadora do projecto Investigação de Dificuldades para a Evolução na Aprendizagem (IDEA), não iam além das 141. O recado que esta lhes transmitiu foi o seguinte: “Agora é onde estão, mas, se quiserem, podem evoluir.” De 74 alunos, 32 ofereceram-se como voluntários.

Foram divididos em quatro grupos com oito elementos cada. Tempo do treino: quatro sessões no total. “Nenhum desistiu”, conta Dulce Gonçalves, lembrando que no final deste projecto-piloto dos ginásios de leitura e escrita, é assim que se chamam estas oficinas no projecto IDEA, os alunos já estavam a conseguir ler mais oito palavras por minuto com textos que não conheciam antes e que iam até às 172 quando a leitura era treinada entre pares durante a sessão. “A única coisa de que se queixarem foi do tempo ser curto”, diz.

Esta será uma das experiências que vai ser relatada nesta sexta-feira à tarde no âmbito do III encontro IDEA, que decorrerá na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. Na base deste projecto está a constatação de que na maior parte dos casos as chamadas dificuldades de aprendizagem “não são distúrbios, nem subsistem para sempre”. “Antes pelo contrário, são um desafio e, por isso, um óptimo instrumento de evolução na aprendizagem, como acontece com os atletas”, frisa Dulce Gonçalves. Daí o terem adoptado o nome de ginásios de leitura e escrita. E de, em jeito de piada, dizerem aos alunos que os frequentam que o objectivo, ali, é o de treinar o “músculo da leitura”.

Desânimo aprendido

Muitas das crianças e jovens observadas pelos psicólogos ligados ao projecto IDEA aparecem pela mão dos pais. “Querem saber se o filho tem dislexia ou não”, relata Dulce Gonçalves, acrescentando que mais do que procurar diagnósticos o desafio que se colocam é o de encontrar soluções. “Devemos conseguir pôr todas as crianças a evoluir a partir do nível em que estão”, defende, alertando que ter dificuldades na leitura não significa automaticamente que se é disléxico, como por vezes as escolas tendem a concluir.

Estes rótulos são perigosos, diz, porque podem levar a criança a desistir facilmente. “Há tantas que nos dizem logo à partida que não são capazes”, lamenta, para acrescentar: “Não podemos ter um sistema de ensino obrigatório que ensina o desânimo”. Mas os pais também contribuem para esta situação, quando a conversa com os filhos começa a girar invariavelmente à volta de perguntas como estas: “Mas porque é que tu és assim? Porque é que não aprendes?”.

Foi com este “desânimo aprendido” que a equipa do IDEA se confrontou mais uma vez nos novos ginásios que estão a desenvolver com alunos do 2.º ano de escolaridade. Aos sete anos, um em cada 10 alunos chumba neste nível, lembra Dulce Gonçalves. Um destino que poderia ser evitado se as dificuldades não fossem encaradas como um fatalidade, mas como um desafio.

Histórias e música

Desafio é também uma das palavras-chave da psicóloga Ana Lúcia e do professor de música João Antunes, também investigadores do projecto IDEA, que têm tentado demonstrar que na escola se deve também “aprender a ser e a estar em relação com outros”. Como? Através de histórias elaboradas por eles próprios e que podem demorar uma sessão ou prolongar-se por um ano inteiro, depende da idade dos destinatários, repletas de desafios para serem ultrapassados, e que são sempre acompanhadas por música, tocada por eles ou pelos seus pequenos aprendizes. Chamaram à experiência Musicar-Te.

No ano passado trabalharam com alunos de três e quatro anos. Actualmente estão numa creche. Mas dizem-se preparados para chegar a outras faixas etárias. Neste sábado, ainda no âmbito do encontro IDEA, vão estar a desafiar adultos com uma narrativa quem tem o seu centro no tempo ou antes na falta deste. É uma de várias oficinas nas quais se irão propor abordagens alternativas do acto de ensinar e de aprender.

 

 

 

 

O lado emocional da dislexia

Julho 22, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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As crianças com Dislexia estão em risco! Não só em termos académicos, como também em termos emocionais. Com efeito, quando se fala em Dislexia, uma das áreas que habitualmente colhe menor atenção é o seu lado emocional, muitas vezes ofuscado pela busca do sucesso escolar.

De entre os sintomas emocionais associados à Dislexia, o que mais frequentemente surge é a ansiedade. O temor provocado pelo balbuceio aquando da leitura em voz audível, a dificuldade constatada em decifrar o enigma que acabaram de soletrar, o embaraço causado pela delonga na materialização de um trabalho ou as linhas vermelhas que sublinham e ampliam os inúmeros erros que deixaram gravados no papel são meros exemplos do tormento que as crianças com Dislexia diariamente enfrentam. Emergem sentimentos de insegurança, de desapontamento, de fúria, e, até mesmo, de resignação e de conformidade, que, na verdade, não são mais que fases de um processo de luto silenciosamente tumultuoso. Esta coleção de ineficiências é diagnosticada pelas próprias crianças como uma “síndrome de incompetência” e a tendência natural será, por motivos óbvios, a de evitarem as situações que as ameaçam.

Uma criança com Dislexia está também vulnerável às reações negativas dos que estima. À incapacidade de atingir as metas que traçou para si mesma, junta-se a confirmação refletida no rosto dos outros.

Se, por um lado, a criança compara-se e é comparada pelos e com os colegas. Por outro, pais e professores percebem que não está a aprender a ler ou a escrever e, frequentemente, avançam justificações, “é uma criança inteligente… Se se esforçasse mais…”, desconhecendo, porém, o real esforço empreendido. Estas ideias são exacerbadas pelas inconsistências características da Dislexia, responsáveis por flutuações no desempenho; por vezes, a criança consegue executar as tarefas propostas, tal qual os seus pares e, no momento seguinte, quando confrontada com uma atividade semelhante, já não a consegue completar. Para a criança, persiste a convicção de que, se o seu problema dependesse do esforço, conseguiria atingir o que almeja. Uma vez consumida, em vão, toda a energia de que dispõe, resta-lhe acreditar que as dificuldades advirão da sua reduzida capacidade.

O problema acentua-se pelo facto de que a Dislexia, enquanto dificuldade de aprendizagem específica da leitura, indica, por definição, que estas crianças cometerão erros e assim serão repetidamente confrontadas com o seu fracasso. Uma criança com Dislexia será sempre uma pessoa com Dislexia, apesar da sua manifestação poder adotar novos formatos. As dificuldades serão tão mais difíceis de tornear em anos escolares mais avançados em que a escola faz superiores exigências e o suporte parental é menor. Não obstante, assiste-se, em paralelo, ao desenvolvimento de um conjunto de crenças baseadas nas experiências de aprendizagem a que foi exposta.

A chave para a redução dos sintomas emocionais das crianças com Dislexia reside no fornecimento do apoio apropriado, fornecendo-lhe experiências tão positivas quanto possível. É imprescindível contrariar a abordagem baseada na busca do erro e avançar com a constatação das capacidades e progressos que a criança revela. Só deste modo, poderá reverter-se o ciclo de fracasso numa espiral de sucesso, edificando sentimentos de crescente autoestima e motivação, como motor de mais sucesso.

Uma criança necessita de congratular-se pelos seus triunfos. Quanto mais cedo o conseguir fazer, maiores serão os benefícios!

Carla Cohen

Psicóloga Educacional & Técnica Superior de Educação Especial e Reabilitação

Sapo Life Style

Dislexia ou Dislexias? diagnósticos e intervenções – 21 de maio na Escola Básica de Bocage

Maio 19, 2016 às 7:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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dislexia

Como sabem a Associação, a EDUGEP e o Agrupamento de Escolas Barbosa du Bocage convidam a participarem no encontro sobre a temática da dislexia, tendo como oradora convidada a Drª Graça Franco, no anfiteatro da sede do Agrupamento, Escola Básica do Bocage, Avª de Angola, Qta do Paraíso, no dia 21 de Maio com inicio as 09h30 e terminus as 12h30, a entrada é livre, tendo em atenção a a lotação da sala.

inscrição:

http://goo.gl/forms/7SGuk8uC4N

 

Dislexia. Da sintomatologia à intervenção – Curso em maio no ISPA

Maio 2, 2016 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Dislexia. Da sintomatologia à intervenção
Para não psicólogos
DESTINATÁRIOS
Professores, educadores de infância, terapeutas da fala, terapeutas ocupacionais, médicos enfermeiros e outros técnicos da área da educação e saúde (exceto psicólogos)
OBJECTIVOS
Identificar os sinais de alerta e as principais manifestações sintomatológicas
Conhecer as funções neurolinguísticas implicadas na Dislexia
Desenvolver competências de avaliação psicopedagógica e intervenção reeducativa
COMPETÊNCIAS
Saber identificar as principais alterações nos processos de descodificação da leitura nas crianças com Dislexia
Aplicar instrumentos de avaliação psicopedagógica na avaliação da Dislexia
Utilizar estratégias de intervenção reeducativa e aplicação de medidas educativas especiais
PROGRAMA
Definição e diagnóstico de dislexia – Definição. Neurolinguística e modelos de leitura. Sinais de alerta na infância e na idade escolar. Critérios de diagnóstico. Tipologia da Dislexia
Etiologia e prevalência – Prevalência da dislexia. Etiologia (factores genéticos, neurológicos, psicolinguísticos, etc.)
Avaliação e intervenção reeducativa – Instrumentos de avaliação dos processos de leitura/escrita. Metodologias e exercícios de intervenção reeducativa na dislexia. Medidas Educativas Especiais
METODOLOGIAS
Exposição teórico-prática, discussão de casos
DURAÇÃO
12 horas
FORMADORES
Octávio Moura
Psicólogo, Mestrado em Psicologia, Doutoramento em Neuropsicologia. Membro do grupo de investigação em Neuroscience, Neuropsychology and Cognitive Assessment do CINEICC – Univ. Coimbra. Especialista nas áreas da dislexia, dificuldades de aprendizagem e perturbações do comportamento. Formador certificado
CALENDARIZAÇÃO
Sexta, Maio 13, 2016 – 18:00 – 22:30
Sábado, Maio 14, 2016 – 09:30 – 13:00
Sábado, Maio 14, 2016 – 14:00 – 18:00
CERTIFICADO
Os formandos têm acesso a um certificado de formação em Dislexia- Da sintomatologia à intervenção, desde que frequentem, todas as sessões, uma vez que se trata de formação presencial
INSCRIÇÕES
Limitadas a 20 formandos

Totalidade 100€

Fraccionado 55€ x 2 mens.

 

LOCAL
Lisboa
DIVERSOS
No acto de inscrição é necessário comprovar habilitações
Em caso de desistência, só haverá lugar a reembolso quando for comunicada até 6 de Maio de 2016.

Fonte

“Imaturo” para a escola primária?

Fevereiro 1, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://lifestyle.publico.pt de 15 de janeiro de 2016.

Fernando Veludo NFactos

A partir do dia em que nascem, todas as crianças têm uma data marcada para entrar para o 1.º ciclo e isto acontecerá aproximadamente quando fazem 6 anos. Contudo, esta prontidão, cronologicamente determinada pelo sistema educativo português, nem sempre deixa pais, educadores e professores convencidos de que a criança “está preparada”.

É frequente surgirem algumas dúvidas e por vezes é mesmo necessário optar por enquadramentos diferenciados, tais como o adiamento da escolaridade ou o apoio pedagógico, por exemplo. Facto é que a queixa de “imaturidade” é pouco clara e imprecisa e esse conceito vago pode esconder uma necessidade real e que deve obter resposta o mais cedo possível.

“É muito trapalhão a falar…”
Actualmente já se conhecem alguns preditores de dificuldades de aprendizagem, isto é, indicadores que se podem observar, ainda em idade pré-escolar, e que permitem antever dificuldades em determinadas áreas curriculares. É até possível prever, com alguma exatidão, o risco de uma criança vir a apresentar uma dificuldade de aprendizagem específica, como é a dislexia.

A linguagem está entre os preditores mais referidos na literatura sobre dificuldades de aprendizagem. Os obstáculos na articulação, a dificuldade em discriminar sons, na nomeação e na consciência fonológica (noção dos sons da língua, sensibilidade a rimas, cantilenas etc.) resultam muitas vezes em dificuldades na aprendizagem da leitura e da escrita.

Ainda assim, algumas situações relatadas como “troca letras a falar” ou “é muito trapalhão quando fala” podem ser transitórias e ultrapassadas quando encaminhadas para o acompanhamento de um profissional especializado.

“Não desenha bem as letras e os números.”
A motricidade fina, a par com a orientação espacial e percepção visual, são outras competências pré-académicas significativas no sucesso escolar. É esperado que uma criança com 5 anos comece a reconhecer algumas letras e consiga escrever o seu nome, numa primeira fase a copiar e depois espontaneamente. O reconhecimento de letras e a escrita do nome próprio são outras duas capacidades que apresentam uma relação forte com a futura aprendizagem de leitura e escrita.

Quanto à matemática, é importante que a criança conte pelo menos dez objectos e que domine o raciocínio necessário para resolver problemas simples, de cabeça, como “O João tinha três berlindes. A mãe deu-lhe mais dois. Com quantos ficou?”.

“O irmão tem dislexia e foi detectado tarde… Não queremos que o mesmo se repita.”
A presença de antecedentes familiares de dificuldades de aprendizagem não deve ser desvalorizada. Vários estudos apontam para fatores hereditários em muitos dos problemas que causam dificuldades em aprender. A própria dislexia tem uma base genética pelo que se encontra frequentemente em irmãos, em pais ou filhos. A preocupação em detectar o mais cedo possível uma dificuldade de aprendizagem é legítima, determinante e sabe-se hoje que quanto mais cedo forem detetadas as dificuldades e desencadeados os apoios especializados, maiores as probabilidades de sucesso.

“Ainda gosta muito de brincar.”
Brincar é uma das actividades mais importantes que uma criança pode fazer no jardim-de-infância e isto aplica-se também em casa. Os pais, muitas vezes preocupados com a transição dos filhos para a escola primária, assumem a responsabilidade de fazer tarefas educativas em casa. O que realmente pode fazer a diferença? Conversar, brincar e ler em conjunto: criar o hábito de ler uns minutos por dia e conversar sobre os livros que se leram, fazer um balanço do dia que passou ou antever o fim-de-semana que está para vir, podem ser momentos de qualidade em família e promover a aprendizagem e o crescimento.

A brincar aprende-se a esperar pela vez, a planear e aplicar estratégias para resolver problemas e a resistir à frustração. Brincar é a atividade de excelência para desenvolver as competências sociais e as relações com os outros.

“O que podemos fazer?”
Se existem dúvidas sobre as aprendizagens aquando da entrada para o 1.º ano, o caminho a seguir é falar com a educadora, perceber melhor as áreas mais frágeis em comparação com o grupo e procurar uma avaliação psicopedagógica.

Existem alguns cenários possíveis, nomeadamente o adiamento do arranque do 1.º ciclo ou desencadear o acompanhamento por um técnico especializado que facilite esta transição e ajude a promover as competências pré-académicas em falta. No caso de se optar pelo pedido de adiamento este deve ser requerido até 15 de maio do ano escolar imediatamente anterior ao pretendido para adiamento e deve fazer-se acompanhar sempre de um parecer técnico fundamentado, que inclui uma avaliação psicopedagógica da criança.*

A decisão é muitas vezes difícil de tomar e pesam também fatores de ordem emocional da criança como o acompanhar ou não o grupo de pares, o ficar desmotivada com a repetição de conteúdos ou a insegurança gerada por se ver confrontada com aprendizagens para as quais não tinha maturidade. Por tudo isto os pais devem tentar reunir o máximo de informação possível e procurar ajuda.

*Para mais informações consultar o decreto-lei nº3/2008 (art.º 16º, alínea c), o Decreto-lei nº176/2012 (art.º 8º) e o Despacho nº5048-B/2013.

Terapia da Fala e Educação Especial e Reabilitação do CADIn

 

 

Filme – Como estrelas na terra

Dezembro 15, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do site http://theblogteacher.blogspot.pt  de 27 de novembro de 2015.

Sexta é sempre dia de algo multimédia, um filme extraordinário sobre a dislexia! Simplesmente delicioso!

“O filme conta a história de um menino e 9 anos chamado Ishaan Awasthi, ele sofre de dislexia, estuda em uma escola normal e repetiu uma vez o terceiro período e está correndo o risco de isso acontecer de novo. O menino diz que as letras dançam em sua frente e não consegue acompanhar as aulas e nem prestar atenção. Seu pai acredita que ele é indisciplinado e o trata com rudez e falta de sensibilidade.

Quando o pai é chamado na escola para conversar com a diretora, o mesmo decide levar o filho a um internato. O menino fica com menos vontade de aprender e de ser uma criança, ele acaba ficando deprimido, sente a falta da mãe, do irmão mais velho e da vida. A filosofia do internato é “Disciplinar Cavalos Selvagens”. De repente aparece um professor substituto de artes, este não era um professor tradicional, não seguia rigorosamente as normas da escola, tem uma metodologia própria.

Quando o professor conhece Ishaan, percebe que o menino sofre de dislexia e decide ajudá-lo. Este não era um problema desconhecido pelo educador que decide tirar o garoto do abismo no qual se encontrava . Ele ensinou Ishaan a ler e escrever, a partir desse momento o menino vai superando a opressão da família e suas próprias limitações, passa a ver a dentro da escola, um novo significado. O filme mostra a importância do professor e seu poder de transformação nos alunos. É necessário que o educador tenha sua própria metodologia de ensino, de forma a estimular a compreensão dos alunos, tornando a sala de aula, um lugar agradável e estimulante.

Na escola onde Ishaan estudava, os professores só corrigiam os erros gramaticais dele e não percebiam que ele era uma criança especial, que precisava ser compreendida, e junto com seu professor pudesse ampliar seus conhecimentos, desenvolvendo a habilidade de leitura e escrita. No filme “Como Estrelas Na Terra o professor substituto usa uma metodologia de ensino inovadora, onde existe a motivação, usa o conhecimento de mundo dos alunos, buscando aprofundar e ampliá-los. O educador consegue mobilizar a escola a respeito da diversidade que existe na sala de aula, mostrando que é possível fazer com que o aluno desenvolva sua capacidade de aprendizagem a partir da compreensão e do incentivo do educador.

O filme mostra uma lição de vida. Um garoto que foi tratado com respeito por um professor, que soube valorizar e entender as diferenças, usa como forma de expressão a arte, incentivando-o e mostrando-o que seu problema pode ser superado e que sua deficiência não o tornava diferente dos outros. A dislexia é uma doença que está longe de ser solucionada, e o que salvou o garoto não foi a descoberta da doença, mas sim, os novos métodos utilizados pelo educador, fazendo com que o menino aprendesse a lidar com sua diferença. Este filme retrata a realidade na qual vivemos, os alunos com diversas deficiências são colocados em escolas normais e infelizmente as escolas regulares e os professores não estão preparados para essa mudança. ” retirado da descrição do Youtube, criado pelo PORTAL EDUCAÇÃO

 

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