Quase metade dos jovens em centros educativos cometeram os crimes por diversão

Março 25, 2016 às 10:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da RTP de 18 de março de 2016.

O inquérito citado na notícia é o seguinte:

Inquérito sobre comportamentos aditivos em jovens internados em Centros Educativos 2015

Lusa

Quase metade dos jovens internados em Centros Educativos cometeram os crimes que os levaram ao internamento por pura diversão, sendo que a maioria consumia álcool ou drogas, segundo um estudo sobre o comportamento aditivo destes jovens e a criminalidade.

O inquérito sobre comportamentos aditivos de jovens internados nos seis centros educativos do país é um projeto desenvolvido pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) em parceria com a Direção-Geral de reinserção e Serviços Prisionais.

Segundo o estudo, os principais crimes pelos quais os jovens cumprem a medida são o roubo, o furto e a ofensa à integridade física, sendo que a maioria (65%) cometeu pelo menos parte dos crimes sob o efeito de álcool ou drogas: 34% estiveram por vezes alcoolizados, 8% sempre e 45% estiveram por vezes sob o efeito de drogas, 15% sempre.

Quanto à motivação que os levou à prática dos crimes, 40% dos jovens referiram ter sido pela diversão ou adrenalina, 66% para a obtenção de dinheiro ou bens e 33% por causa das substâncias psicoativas (19% porque estavam sob o efeito de drogas ou álcool, 24% para conseguir comprar aquelas substâncias e 4% porque estavam a ressacar).

Os amigos têm alguma influência nestes comportamentos, já que 21% destes jovens admitem que roubam frequentemente quando estão na sua companhia e 11% fazem-no sempre.

O estudo caracterizou também os jovens quanto a fatores de risco para uso e abuso de álcool e drogas e criminalidade, revelando que a maioria viveu ruturas e transições na sua vida, como alterações na estrutura familiar, mudanças frequentes de casa ou de escola.

Antes do internamento os jovens já tinham chumbado, quase todos (95%) costumavam faltar às aulas, 86% já tinham sido suspensos ou expulsos, 70% não gostavam da escola e 16% consideravam que não tinha utilidade.

Quanto à esfera pessoal e familiar, a maioria (56%) admitiu recorrer a estas substâncias para lidar com situações difíceis, 28% identificaram um ou mais familiares próximos que se costumavam embriagar e 25% tinham elementos da família que consumiam drogas.

Relativamente à aceitação por parte da família destes comportamentos, um quarto dos jovens refere que os familiares próximos aceitam o seu eventual consumo de cannabis e 21% revelam que é aceite a embriaguez.

No que diz respeito às práticas de jogo, no último ano 83% dos jovens jogaram jogos eletrónicos sem dinheiro envolvido, mas 33% jogaram a dinheiro, não sendo esta prática permitida no Centro Educativo.

Os jogos praticados a dinheiro com mais frequência são os de cartas ou dados e os de apostas, de um modo geral no máximo uma vez por semana e envolvendo quantias inferiores a 10 euros.

O estudo indica ainda que um quinto dos jovens já teve problemas relacionados com o jogo, sobretudo envolvendo atos de violência (13%), sendo mais comuns nos jogadores a dinheiro.

O jogo sem dinheiro envolvido é permitido nos centros mediante o cumprimento de objetivos pedagógicos e em horários restritos.

No âmbito do relacionamento dos jovens com o centro educativo em que estão internados, mais de metade (57%) gosta da escola que frequenta atualmente, contra 30% que preferiam a escola anterior, e perspetivam-na como útil para aprender ou vir a ter um emprego.

Mais de metade dos jovens assume pretender mudar de vida após o internamento: 85% quanto à prática de crimes, 75% quanto ao consumo de álcool, 67% quanto ao consumo de drogas e 66% quanto ao jogo.

 

 

Metade dos jovens detidos acabam por reincidir

Junho 7, 2013 às 2:58 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 7 de Junho de 2013.

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Jovens internados em centros educativos aumentaram 7% desde início do ano

Junho 7, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 4 de Junho de 2013.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Síntese de Dados Estatísticos relativos aos Centros Educativos – abril 2013 / DGRSP

Por Agência Lusa

46 por cento dos jovens que se encontravam internados em centros educativos tinham processos no Tribunal de Família de Menores de Lisboa

Um total de 280 jovens estavam internados nos centros educativos em abril, registando-se um aumento de sete por cento desde o início do ano, segundo a Direção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

A síntese de dados estatísticos relativos aos centros educativos, de abril de 2013, indica que os jovens internados aumentaram sete por cento em relação a dezembro de 2012, “contrariando a tendência de diminuição verificada no decorrer do segundo semestre de 2012”.

De acordo com a DGRSP, o número total de jovens internados em centros educativos era de 280 em abril, dos quais 10 estavam em ausência não autorizada.

A maioria dos jovens internados (67 por cento) cometeu crimes contra o património, destacando-se os 110 por roubos e 39 por furtos.

A DGRSP adianta que quase um terço dos jovens praticou crimes contra pessoas, estando 31 internados por ofensa à integridade física, 10 por terem abusado sexualmente de crianças e adolescentes e oito por violação.

Dos 280 jovens internados em abril, 27 eram raparigas e 254 eram rapazes, tendo a maioria entre 16 e 18 anos.

O regime semiaberto continua a ser o predominante, representando 68 por cento dos casos, estando em regime fechado 14 por cento dos jovens.

A síntese da DGRSP indica também que 93 por cento dos jovens encontrava-se, em abril, em cumprimento de medida tutelar de internamento e sete por cento com medida cautelar de guarda, que pressupõe perigo de fuga ou a prática de outros crimes.

O documento refere ainda que 46 por cento dos jovens que se encontravam internados em centros educativos tinham processos no Tribunal de Família de Menores de Lisboa e na Comarca da Grande Lisboa Noroeste (Sintra).

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 

 


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