Crianças diabéticas forçadas a picadas por falta de dispositivo

Janeiro 16, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 14 de janeiro de 2019.

Seguir o peso corporal dos adolescentes deu um prémio

Dezembro 22, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 11 de dezembro de 2017.

Flutuações de gordura corporal ao longo da adolescência influenciam o aparecimento de factores de risco de doença na idade adulta – um estudo português agora reconhecido com um prémio de 20 mil euros.

Raquel Dias da Silva

Uma equipa de investigadores do Instituto de Saúde Pública e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto estudou a forma como as flutuações de gordura corporal ao longo da adolescência influenciam o aparecimento de factores de risco de doenças na idade adulta. Concluiu-se que, além da quantidade, também a duração do excesso de gordura tem impacto no aumento dos riscos associados à obesidade. E, esta segunda-feira, os autores do trabalho receberam um prémio de 20 mil euros, atribuído pela Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa (SCML) e pela empresa farmacêutica Merck Sharp & Dohme (MSD).

Foram usados dados de 2253 participantes do projecto Epidemiological Health Investigation of Teenagers in Porto (Epiteen), um estudo longitudinal, iniciado em 2003, que pretendia compreender de que forma os hábitos e os comportamentos adquiridos na adolescência se reflectem na saúde do adulto (e que tem agora continuidade no Epiteen24). Os jovens, na altura a frequentar escolas no Porto, foram avaliados aos 13, 17, 21 e 24 anos de idade em vários parâmetros (peso, altura, pressão arterial e resultados de análises ao sangue).

“Pretendemos avaliar o efeito da duração e do grau de adiposidade, desde a adolescência até ao início da idade adulta, na pressão sanguínea e na resistência à insulina aos 24 anos”, afirmam os investigadores no artigo científico, publicado este ano na revista International Journal of Obesity. E que lhes valeu o Prémio SCML/MDS em Saúde Pública e Epidemiologia Clínica, entregue esta segunda-feira no Palácio da Bemposta em Lisboa. “O que distingue claramente este trabalho é o tempo de seguimento que nos permite perceber a evolução e não é fácil medir os mesmos indivíduos durante dez anos. Os heróis são os participantes que se têm mantido sempre disponíveis”, afirma ao PÚBLICO a especialista em saúde pública Elisabete Ramos, co-coordenadora da equipa.

E os resultados confirmaram o esperado, de acordo com a investigadora. Quanto maior o índice de massa corporal, maior o risco de doenças cardiovasculares, por exemplo enfartes, e também de diabetes. Para além disso, além da quantidade, também a duração do excesso de gordura corporal é relevante. Concluiu-se, então, que os indivíduos que apresentam maior adiposidade durante a adolescência têm valores superiores de pressão arterial e de resistência à insulina na idade adulta, neste caso aos 24 anos. “Foi nosso objectivo mostrar como o que acontece durante a adolescência tem repercussões na idade adulta”, afirma Elisabete Ramos. “O problema não começa só quando começa a doença. É importante promover trajectórias de crescimento mais saudáveis.”

O artigo citado na notícia é o seguinte:

Duration and degree of adiposity: effect on cardiovascular risk factors at early adulthood

 

 

Profissionais de saúde desenvolvem aplicação para crianças com diabetes

Novembro 30, 2017 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.rtp.pt/noticias/ de 14 de novembro de 2017.

Vai ser lançada uma aplicação de telemóvel para auxiliar crianças e adolescentes com diabetes tipo 1. A ideia é facilitar a contagem de hidratos de carbono ao longo do dia.

Visualizar o vídeo da notícia no link:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/profissionais-de-saude-desenvolvem-aplicacao-para-criancas-com-diabetes_v1040204

 

Crianças até aos 18 anos vão ter bombas de insulina gratuitas

Novembro 21, 2017 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.ojogo.pt/ de 14 de novembro de 2017.

Todas as crianças até aos 18 anos com diabetes tipo 1 vão ter acesso de forma gratuita a bombas de insulina dentro de dois anos, segundo informação oficial do Ministério da Saúde.

O tratamento da diabetes tipo 1 pretende assegurar a cobertura até final de 2019 de toda a população em idade pediátrica, até aos 18 anos, de acordo com uma informação dada à Lusa por fonte oficial do Ministério.

O alargamento do acesso a bombas de insulina vai ser feito por três fases: até final deste ano todas as crianças até 10 anos terão cobertura assegurada e até fim de 2018 o mesmo acontece para todas as crianças até 14 anos.

Até final de 2019 será alargada a cobertura às bombas de insulina a toda a população pediátrica, até aos 18 anos.

Fonte oficial do Ministério explicou à Lusa que este faseamento deve-se sobretudo à necessidade de dotar esta população e as famílias de capacidade e formação para utilização das bombas de insulina.

O Ministério da Saúde adianta ainda que, a par deste alargamento, foi realizado um processo de compra centralizado de bombas de insulina que permitiu uma poupança de 600 mil euros, constituindo uma redução de 45% face ao preço base.

 

Bons livros para temas difíceis

Outubro 19, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site https://portcast.net/ de 14 de setembro de 2017.

por Catarina Stichini

Ainda a escrita não tinha sido inventada, já as pessoas passavam conhecimentos e aspetos culturais de geração em geração contando estórias. A tradição oral sempre ocupou um lugar fundamental na nossa sociedade, sendo os donos da oratória fonte de grande apreço e admiração. Ainda hoje, um evento especial é marcado com um discurso. E quem não se lembra das histórias contadas pelos avós?

Nos últimos anos, a arte do story telling, Hora do Conto em Portugal ou Contação de Histórias no Brasil, desenvolveu-se exponencialmente, tendo sido criado um novo espaço para os contadores. Se, por um lado, se verifica a necessidade de levar a leitura a mais crianças e assim promover um mundo mais justo e mais rico para todos, por outro lado não é raro encontrar eventos que a promovam, em bibliotecas ou livrarias, que assim atraem miúdos e graúdos até si.

O encanto e a magia que caracterizam estes encontros permitem a todos deixar-se levar pelas histórias e pela imaginação, contribuindo para a formação do indivíduo que, de uma forma ou de outra, se vê espelhado na narrativa.

Além de possuir este aspeto fantasioso, a literatura é também um veículo privilegiado para abordar assuntos complexos, uma vez que oferece aos interlocutores a possibilidade de projetarem na história o que não querem ou não conseguem discutir diretamente.

Existem, sem dúvida, aos milhares livros sobre todos os temas possíveis e imaginários, mas o que se passa nos nossos países? Que querem dizer os contadores de língua portuguesa? Em que livros transmitem o que sucede atualmente nas nossas famílias? Foi com esta ideia em mente que decidimos elaborar uma pequena lista de livros de autores de expressão portuguesa ideais para abordar temas difíceis.

Dez livros de que gostamos muito!

 

  1. Adoção – Flávia e o bolo de chocolate, de Míriam Leitão e Bruna Assis Abril (ilustração), Editora Rocco

Este livro fantástico e doce de Míriam Leitão aborda a adoção através de uma perspectiva diferente, simples e amável.

Rita sempre quis ter um filho ou filha e quando encontrou Flávia, foi amor à primeira vista. Rita sabia que Flávia seria sua filha e pronto, descomplicado assim. Flávia cresce bonita e feliz mas passa a não gostar da cor “marrom” de sua pele por não ser parecida com a de sua mãe. Ela passa a não gostar de nada que seja marrom. Então a mãe com delicadeza e amor vai mostrando e explicando que as pessoas possuem características próprias e diferentes e que este fator torna o mundo rico e cheio de beleza. A mãe também vai ensinando a sua filha que muitas coisas belas e boas têm a cor marrom, inclusive a cor da menina.

A premiada jornalista Míriam Leitão aborda temas delicados como adoção e questões raciais de forma delicada e suave para os pequenos. O livro é uma beleza e ainda conta com belas ilustrações de Bruna Assis Brasil, a autora ganhadora do Prêmio FNLIJ 2014 na categoria Escritor Revelação por seu livro infantil de estreia, A perigosa vida dos passarinhos pequenos, que também mostra que o mundo é feito de diferentes cores, pessoas e sabores.

 

  1. Autismo – Tom, de André Neves, Projeto Editora, 2012

Em Tom, Andre Néves nos presenteia com uma bela história de extraordinária sensibilidade. Tom é um menino que vive no silêncio de seus pensamentos e, por este motivo, todos tentam entendê-lo e querem saber o que se passa com ele, principalmente seu irmão. Durante a história, o irmão se questiona sobre o motivo de Tom não brincar, não falar, não reagir à vida a sua volta. Até que um dia, Tom convida seu irmão para dançar e conhecer seu mundo.

Linda e talvez um pouco melancólica, esta história nos abre inúmeras possibilidades de interpretações e troca de ideias. Uma delas é o universo do autismo.

  1. Cancro – A Matilde está careca, vários autores, José Souto Moura (ilustração), Prime Books, 2017

Livro dedicado ao cancro infantil, escrito por antigos alunos da Faculdade de Medicina de Lisboa. Conta a história de Pedro e de Matilde, colegas inseparáveis na escola até ao dia em que Matilde não aparece e Pedro descobre que ela tem uma doença com um nome muito estranho.

Texto escrito numa linguagem acessível e fatual, que transmite o afeto entre as crianças, as dificuldades desta doença e a esperança na cura.

O livro faz parte do Plano Nacional de Leitura em Portugal e pode encontrar sugestões da Operação Nariz Vermelho para o abordar na escola, com crianças do Ensino Básico (1º ao 9º ano de escolaridade), aqui.

  1. Doença e superação – Dulce a abelha, de Bartolomeu Campos de Queirós e Mariana Newlands (ilustração), Editora Alfaguara, 2015

Esta fábula encantadora e poética nos conta a história de Dulce, uma abelha que não nasceu para fabricar mel e não por culpa dela. Era diabética. Foi proibida – pela natureza – de comer açúcar. O que era doce lhe dava tonteiras e causava desmaios. Dulce sonhava em ser tantas coisas, formiga, borboleta, apenas para não parecer preguiçosa e desobediente aos olhos das outras abelhas. Ela tenta até o fim vencer suas limitações.

Uma história sobre o desenrolar da vida e da morte, com suas certezas e incertezas, onde Bartolomeu Campos de Queirós trata de temas muito importantes como aceitação, superação e perda com lirismo e a simplicidade de uma criança.

  1. Emigração e adaptação – A Rainha do Norte, Joana Estrela, Planeta Tangerina, 2017

Ser estrangeiro não é fácil.

Joana Estrela parte da lenda das amendoeiras e escreve a estória de uma jovem que se muda para um país muito diferente do seu. Refletindo a realidade de muitas famílias nos dias de hoje, o livro aborda os desafios e dificuldades que esta experiência representa, da língua e da comida às saudades dos que se deixam para trás, mas também o amor e a vontade de crescer e mudar. Uma história muito bonita e bem conseguida, quer a nível verbal quer a nível gráfico.

  1. Guerra – Que luz estarias a ler?, de Ana Biscaia (ilustração) e Pedro Mésseder (texto), Xerefé edições, 2014

Um livro que começou ao contrário, com os desenhos de Ana Biscaia (Prémio Nacional de Ilustração 2013) baseados em fotografias de uma menina a apanhar livros no meio de escombros num cenário de guerra. Seriam esses desenhos que serviriam de base ao texto de Pedro Mésseder, que assim acaba por ilustrar ilustrações com as suas palavras.

No livro, a menina é Aysha e procura livros para a escola que sonha ter no fim da guerra, altura em que se dedicará a pensar no que o seu amigo Kalil estaria a ler quando morreu.

Um livro forte e belo, tanto a nível textual como visual, que nos permite abordar temas tão difíceis como a guerra e a morte infantil através da discussão do amor aos livros e do papel da literatura neste mundo às avessas.

Que luz estarias a ler? está atualmente a ser trabalhado com alunos de Português, do Ensino Básico (1º – 6º ano), na Suécia.

  1. Identidade – Como tu, de Ana Luísa Amaral e Elsa Navarro (ilustração), Quid Novi, 2012

Tudo muda e se transforma. Como tu.

Escrito numa linguagem poética e do quotidiano, com a bondade e pureza a que nos habitua Ana Luísa Amaral, este livro mostra-nos como tudo cresce, muda e passa, como tudo deve ser respeitado, tal como a borboleta e o pé de feijão. Uma conversa com uma criança sobre o mundo que a rodeia, um belíssimo ponto de partida para discutir a amizade, a família, a solidão, a sexualidade, a vergonha, os medos que nos assombram, e muito mais.

Livro acompanhado por um CD com música original de António Pinho Vargas e interpretação de Gilberto Oliveira e Margarida Gonçalves.

  1. Paixão e desilusão amorosa – Eu gosto de ti. E tu?, de Inês Almeida e Nicholas Carvalho, Livros Horizonte, 2016

A primeira paixão, o primeiro desgosto, a primeira lição para aprender a dar tempo ao tempo, ultrapassar medos e confiar em nós mesmos. Um livro numa linguagem delicada, como é o tema, com bonitas ilustrações.

  1. Síndrome do X Frágil – Olá! Eu sou o Alexandre – Alexandre, o Ágil, de Ana Zanatti e Madalena Bastos (ilustração), Pais em Rede, 2016

O Alexandre é um menino curioso e irrequieto, que vive rodeado de amor, entrega e preserverança. Vive com a síndrome do X Frágil, caracterizada por sintomas como a hiperatividade, problemas de atenção e concentração, ansiedade e timidez social. A estória de Alexandre é verídica, e aqui é contada num tom lúdico e em verso, pensada quase para ser cantada a outros meninos; faz parte da coleção Meninos Especiais, que visa contar a estória de crianças com deficiências, nem sempre visíveis ou conhecidas do público geral, e alertar para as suas necessidades especiais.

Este livro foi financiado pela Associação Portuguesa da Síndrome X Frágil, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

  1. Um novo irmão – Eu só só eu, de Ana Saldanha e Yara Kono (ilustração), Editora Peirópolis, 2014

Um livro cheio de amor sobre tudo o que faz parte do mundo de um filho único: os seus brinquedos, os seus espaços, os seus afetos. E como tudo isso muda com um irmão, só seu.

Texto e ilustrações ideais para abordar o tema com crianças até aos 3 anos.

Sugerimos também:

  • Alice Beija-Flor, um PortCast da autoria de Jorge Reis, com exercícios de Catarina Stichini, para ler e ouvir e discutir a infância, a família e distúrbios alimentares. Versão lenta e grátis, aqui. Versão com exercícios, aqui.

Diga-nos o que acha e sugira outros livros!

 

Catarina Stichini é professora há mais de vinte anos, tendo já lecionado do ensino infantil ao universitário. Em 2014, foi nomeada para o Prémio de Melhor Professor da Universidade de Estocolmo, na Suécia, país onde é atualmente professora de Português Língua de Herança. Dedica parte do seu tempo ao www.portcast.net, uma plataforma para a aprendizagem de português através de podcasts. Tem um filho luso-sueco com 6 anos.

Gabriella Teixeira é formada em Comunicação Social e trabalha como professora de Português como Língua de Herança na Suécia. Apaixonada por literatura infantojuvenil, em 2015, criou o projeto, Cantinho da história na Suécia, onde realiza diversas contações de histórias em português nas bibliotecas de Estocolmo e também em Uppsala.

 

 

 

Diabetes associada a muito tempo de frente a ecrãs

Abril 8, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.paisefilhos.pt/ de 21 de março de 2017.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Screen time is associated with adiposity and insulin resistance in children

Numa altura em que se regista um aumento cada vez maior na utilização por crianças de dispositivos electrónicos, como smartphones e tablets, um estudo publicado na revista Archives of Disease in Childhood defende que as crianças que passam muito tempo em frente à televisão, consolas de jogos e computador apresentam mais fatores de risco de diabetes de tipo 2.

Liderado por Claire Nightingale da Universidade St. George de Londres, o estudo demostrou que as crianças que passam mais de três horas diárias em frente a um ecrã têm mais possibilidade de ter gordura corporal e mais resistência à insulina, o que significa que o organismo passa a ter menos controlo sobre os níveis de açúcar no sangue.

O estudo analisou dados de cerca de 4500 crianças, entre os 9 e 10 anos, às quais os investigadores mediram gordura corporal, tensão arterial, colesterol, resistência à insulina e níveis de açúcar no sangue em jejum. Os participantes foram também questionados sobre os seus hábitos diários de utilização de computadores, tablets, e televisão e foi apurado que a gordura total das crianças aumentava, quanto maior o tempo passado em frente a um dispositivo electrónico. O nível de leptina, a hormona que está envolvida no controlo do apetite e na resistência à insulina, foi também associado ao tempo passado em frente a um ecrã.

Apesar de os achados não provarem uma relação de causa-efeito entre as duas variáveis, podem ter implicações importantes na saúde pública, considerando o tempo cada vez maior de uso de dispositivos electrónicos por crianças.

 

 

Robôs que ajudam crianças diabéticas

Março 30, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://pt.euronews.com/ de 13 de março de 2017.

 

A diabetes é um desafio sério para muitas crianças e adolescentes, o seu bem-estar depende de várias decisões que têm de tomar ao longo do dia. Será que os jogos eletrónicos podem dar uma ajuda?

Ilona vive numa pequena cidade perto de Amesterdão com o marido e os filhos, Tatum e Arjan. Tatum tem 11 anos e o irmão Arjan, de 13 anos, tem diabetes: “a escola fica a meia hora de distância de bicicleta. Todas as manhãs, uma criança precisa de pensar no que vai comer durante o dia e a na quantidade de insulina necessária. Precisam de ter isso em mente ao longo do dia para voltarem a casa em segurança, sem ficarem com açúcar no sangue pelo caminho”.

As crianças fazem parte de um projeto de investigação europeu que pretende ajudar crianças diabéticas através de jogos eletrónicos. Aplicações especiais nos tablets ajudam as crianças a escolher os alimentos certos e acompanham as suas atividades de uma forma mais divertida.

A investigação envolve três hospitais e duas organizações de diabetes em Itália e na Holanda. Nas consultas as crianças podem brincar com um robô programado para ser não apenas um treinador, mas também um amigo.

Os pediatras podem programar o robô para definir objetivos individuais para cada criança. Os investigadores notaram que as crianças que têm um amigo eletrónico chegam mais contentes às consultas.

No jogo, o robô oferece várias ações tais como um convite para uma festa de aniversário ou várias opções de sobremesa. A criança deve fazer a escolha mais saudável. Depois invertem-se os papéis e o robô deve adivinhar a resposta certa.

O robô não dá conselhos relativos à medicação, mas ajuda a compreender os sintomas da diabetes. Os investigadores planeiam envolver mais crianças nesta experiência e desenvolver uma rede que ligue robôs e tablets, para ajudar estes amigos eletrónicos a aprender e a crescer com as crianças.

 

 

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 66 sobre Crianças com Diabetes

Novembro 25, 2016 às 1:00 pm | Publicado em CEDI, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 66. Esta é uma compilação abrangente e actualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Crianças com Diabetes.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Ciência em Cena – Concurso Vídeo da Gulbenkian para Jovens (14-18 anos)

Outubro 19, 2014 às 4:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.cienciaemcena.pt/

Dicas simples permitem identificar sinais de diabetes em crianças

Agosto 27, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://g1.globo.com de 6 de agosto de 2014.

elizabete gonçalves da costa

Pais e escolas podem ficar atentos a primeiros sintomas de diabetes tipo 1. Programa internacional orienta educadores sobre como lidar com doença.

Mariana Lenharo Do G1, em São Paulo

Sinais simples podem ajudar os pais e até as escolas a identificar possíveis casos de diabetes na infância. Se a doença demora a ser diagnosticada, há risco de a criança sofrer sintomas graves, podendo entrar em coma e até morrer em consequência do nível elevado de glicose no sangue por um período prolongado.

O endocrinologista Luis Eduardo Calliari, conselheiro da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), explica que o primeiro sinal da diabetes na infância – que é a diabetes tipo 1 – é a criança começar a beber muita água e fazer xixi com mais frequência.

Progressivamente, começa a haver perda de peso. “A criança tem mais apetite, come muito, mas não ganha peso. Vai ficando muito fraquinha, às vezes até com falta de ar”, explica o especialista.

“Geralmente, a criança chega ao pronto-socorro bem prostrada, com respiração muito rápida e a mãe leva a criança ao hospital pela falta de ar. Mas o problema não tem a ver com o pulmão, mas com um quadro de cetoacidose diabética.”

Em pacientes com diabetes, há uma deficiência na produção de insulina, hormônio que tem a função de decompor a glicose e produzir energia a partir dela. Quando a doença não é controlada, o organismo passa a usar a gordura como combustível. A decomposição da gordura leva ao acúmulo de substâncias que deixam o sangue ácido: esse é o quadro de cetoacidose diabética, que pode ser muito perigoso caso a doença demore a ser identificada.

Possíveis sinais de diabetes

– tomar muita água e ir muito ao banheiro

– perder peso mesmo ingerindo muita comida

Para o médico, a escola pode ser um importante aliado em identificar os primeiros sinais da doença e também em monitorar os alunos diabéticos. “Hoje em dia, pais e mães trabalham e a criança passa cada vez mais tempo na escola. Se o aluno leva muita água pra a sala de aula e pede para sair várias vezes para ir ao banheiro, antes de achar que é malandragem, é importante pensar que pode ser diabetes”, diz.

Dificuldades

A dona de casa Elizabete Gonçalves da Costa, mãe de Enzo, de 10 anos, conta que a família, que vive em Itapevi, na região metropolitana de São Paulo, enfrentou várias dificuldades em relação às escolas que o garoto frequentou. Diagnosticado com diabetes do tipo 1 aos 3 anos, Enzo já começou a aprender sua rotina de cuidados desde pequeno.

A criança com diabetes deve fazer o controle da glicemia (que é a concentração da glicose no sangue) com o exame de ponta de dedo várias vezes ao longo do dia. Ela também pode ter de se aplicar insulina. A escola que Enzo começou a frequentar com 7 anos de idade, porém, não permitiu que ele levasse o aparelho para medir sua glicemia. A instituição também determinou que o garoto deveria comer seu lanche separado das outras crianças, por ele levar os alimentos de casa.

No início, Elizabete chegou a permanecer na escola para fazer os testes no filho ao longo do dia. Hoje, depois de muitas conversas entre a família e a coordenação, Enzo já pode levar seu aparelho para a aula e fazer os testes dentro da escola, sem a presença da mãe. A escola também reuniu as crianças de seu período no refeitório e explicou por que o garoto tinha de levar o próprio lanche, diferente do de outros alunos. Agora, o menino pode comer ao lado de seus colegas.

O diagnóstico de Enzo também foi trabalhoso. “Levei o Enzo a três pediatras diferentes, pois ele reclamava do cansaço, não conseguia segurar o xixi e bebia muita água. Ele também começou a emagrecer, mesmo comendo muito”, conta.

Nenhum deles diagnosticou a doença. A constatação da diabetes só ocorreu quando o garoto passou mal e a mãe o levou ao pronto-socorro. “O pediatra pediu exame de sangue e viu que a glicemia estava muito alta.” Segundo ela, só depois de três meses, quando Enzo passou a ser tratado por uma endocrinologista pediátrica, é que o tratamento foi bem definido e as dúvidas sobre a doença foram sanadas.

Programa em escolas

Um programa desenvolvido pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), lançado no Brasil nesta terça-feira (5), vai levar a 15 escolas públicas e privadas brasileiras orientações sobre como identificar e como lidar com a diabetes no meio escolar. Chamado KiDS (“Kids & Diabetes in Schools”, ou “Crianças e Diabetes nas Escolas”), o programa tem apoio do Ministério da Saúde e foi desenvolvido pela IDF em conjunto com a ADJ Diabetes Brasil e pela farmacêutica Sanofi.

Outras instituições e também pais interessados podem acessar o material didático do programa, em português, no site da IDF.

O endocrinologista Calliari afirma que há muito desconhecimento sobre a diabetes infantil no ambiente escolar. “Às vezes a professora não permite que o aluno faça o exame de ponta de dedo na sala de aula e também não permite que ele saia para fazer. É muito comum que a escola não tenha essa percepção”, diz.

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