Mutilação genital afetou mais de 6500 mulheres em Portugal

Fevereiro 6, 2017 às 5:08 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.rtp.pt/noticias/ de 6 de fevereiro de 2017.

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RTP

São mulheres oriundas principalmente das comunidades africanas e foram vítimas de mutilação genital feminina. Inês Leitão é a autora do documentário “Este é o meu corpo”, que no dia internacional de tolerância zero à mutilação genital feminina dá a conhecer a realidade destas mulheres.

Inês Leitão refere que se estima em 6576 o número de mulheres que sofreram esta prática ritual, sendo a maioria oriunda da Guiné-Bissau. A autora do documentário refere contudo que é também esta comunidade que agora mais denuncia a prática ancestral. O documentário “Este é o meu corpo”, que aborda a realidade de mulheres

 

Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina (6 fev., Lisboa)

Janeiro 30, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do site da CIG de 29 de janeiro de 2015.

Por ocasião do Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, a Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, tem a honra de convidar V. Ex.ª para a sessão evocativa que decorrerá no dia 6 de fevereiro de 2015, pelas 15h00, no Auditório da Faculdade de Ciências Médicas, no Hospital de S. Francisco Xavier, no Restelo (Lisboa).

Agradece-se confirmação da presença, até 5 de fevereiro, para o e-mail luisa.palha@cig.gov.pt ou tel. 217 983 000.

Fevereiro e as crianças escravas

Fevereiro 7, 2013 às 2:10 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Crónica quinzenal da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, na revista Visão de 7 de Fevereiro de 2013.

Vi recentemente um vídeo sobre o trabalho escravo no mundo de hoje que me impressionou imenso.

Em Portugal, foi sempre em Fevereiro que se decidiu pôr fim à escravatura: primeiro o Marquês de Pombal, em 12 de fevereiro de 1761 decidiu acabar com ela, mas só na Metrópole e na Índia. Foi preciso passar mais de um século para ser decidida, pelo rei D. Luís, por Decreto, a abolição do estado de escravidão em todo o território da Monarquia Portuguesa, em 25 de fevereiro de 1869.

Recordo o belíssimo livro de Isabel Allende ” A ilha debaixo do Mar”. Romance fascinante que nos transporta para o Haiti nos finais do Século XVIII. Envolve-nos a história de Zarité, que foi vendida em África aos nove anos e que, apesar da adversidade, conseguiu sempre sonhar e conservar a esperança. Depois da fuga para Nova Orleães, conquistou finalmente a liberdade que ambicionava. Era uma mulher cheia de força, mas como ela própria reconhece, teve uma estrela, por nunca ter trabalhado nas plantações de cana-de-açúcar, onde os escravos eram espancados e morriam de fome e sede.

Quando acabei de ler o livro, lembro-me de ter tido uma sensação de alívio, por serem histórias passadas, como as da “Cabana do pai Tomás”, que li há quarenta anos, por indicação de minha mãe que era uma anti-esclavagista especial porque teimava que a escravidão existia sim, pois não desaparecia por decreto.

Falava-me então que a escravidão era um estado, uma condição em que as pessoas não se possuíam, não tinham liberdade, e dizia-me do “sacrifício da corda” que vira em África, com homens em fila presos por cordas, que diziam serem condenados, mas que todos sabiam terem sido arrancados às suas terras pelas “queimadas” para irem trabalhar nas minas de diamantes. Trabalho forçado, explicava. As mulheres ficavam destroçadas e com os filhos numa enorme miséria e agarravam-nos ao corpo com medo que lhos levassem enquanto trabalhavam nas plantações. Falava-me também das mulheres mutiladas no mais íntimo do seu ser. “Essas são duplamente escravas, filha, não lhes basta roubarem-lhes a liberdade, querem uma parte do seu corpo. A “excisão” é uma crueldade e uma humilhação. Fazem-lhes isto para não terem prazer quando têm relações sexuais”. Creio que foi por tudo isto que ficou tão contente quando lhe disse que ia para Direito.

E Fevereiro foi o mês escolhido pelas Nações Unidas para assinalar o Dia Internacional da Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina. Michelle Bachelet, que após a Presidência do Chile, foi nomeada para um Departamento novo na ONU dedicado à situação da Mulheres,   escreveu uma mensagem em que diz estimar-se que nos dias de hoje há ainda 140 milhões de mulheres mutiladas pela excisão.

Sempre achei que são boas as efemérides. Permitem-nos dizer coisas que não acharíamos jeito de dizer se não existissem. Não vêm a propósito e nunca “fazem toilette”.

Mas estamos em Fevereiro, o tal mês em que foi publicado o Decreto que aboliu a escravatura.

E se sabemos, porque vemos, que há quem não consiga ainda hoje sair da escravidão, temos de chamar a atenção para esta realidade devastadora, que tem uma extensão que não nos pode deixar indiferentes. É assim a ética da responsabilidade.

Lisa Kristine, que andou por Países distantes a fotografar o indescritível, mostra como a escravatura é ainda praticada em muitos lugares do nosso mundo e como as crianças estão tão desprotegidas e são afinal seres descartáveis que ninguém reclama.

Nesse vídeo, que está disponível no site da ONG “Free the Slaves” ela mostra crianças escravas de olhar triste e vazio de esperança, desde a prostituição na Tailândia, à pesca no Gana, desde a manufatura de tijolos no Paquistão à exploração das minas de Coltan no Congo.

Coltan é o novo minério que as grandes multinacionais usam para fabricar telemóveis.

Vi também um documentário sobre o trabalho forçado das mulheres “presas de consciência” na China. E algumas contaram como fazem iluminações de Natal durante horas seguidas, sem que o possam celebrar, tal como os meninos mineiros não podem usar os telemóveis.

Se cada um de nós utilizar as suas capacidades para informar mais e sensibilizar melhor, quem sabe se conseguiremos alguma mudança significativa? Bahman Ghodabi deu uma vez uma entrevista em que dizia que tinha decidido mostrar como era a vida das crianças curdas. Essa seria a sua arma. E gosto de acreditar que a emoção que sentimos ao ver os seus filmes será mais eficaz do que as outras armas.  O seu talento e a sua sensibilidade fazem-nos vibrar com a história dos irmãos órfãos Aiub e Amaneh, que vivem no Curdistão Iraniano, perto da fronteira com o Iraque e que trabalham arduamente para salvar Madi, que está muito doente e precisa de uma cirurgia muito cara, que só se faz no estrangeiro.

Estou convicta que a palavra também tem uma força extraordinária.

É por isso que escrevo, com a esperança de que em todos os meses do ano possamos celebrar a liberdade de expressão, contribuindo assim para que um dia todos possam alcançar a liberdade plena.

Dia contra mutilação genital assinalado hoje, Amnistia Internacional exige “acção da União Europeia”

Fevereiro 6, 2013 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do i de 6 de Fevereiro de 2013.

Por Agência Lusa

O Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina é hoje assinalado em todo o mundo, incluindo em Portugal, numa altura em que a Amnistia Internacional exige “ação da União Europeia”.

Depois de reunir “42.446 assinaturas de apoio” à adoção de “medidas concretas” para eliminar a mutilação genital feminina (MGF), a campanha europeia da Amnistia Internacional agendou uma iniciativa para dia 27, em Bruxelas, para “exigir ação da União Europeia” (UE).

Dirigidos a decisores políticos europeus e nacionais, peritos e especialistas e pessoas pertencentes às comunidades afetadas pela prática da MGF, o seminário e o evento “Art for Action” (Arte pela Ação), que, através da colaboração de artistas, nomeadamente da brasileira Adriana Bertini, tem divulgado a campanha “Fim à MGF” pela Europa, vai identificar “práticas, ferramentas e métodos promissores”.

Em comunicado, a Amnistia Internacional recorda que 180 mil meninas estão em risco, anualmente, de serem submetidas à MGF na Europa, onde se estima que vivam 500 mil mulheres afetadas por uma mutilação genital.

A Amnistia está preocupada com a possibilidade de as vítimas – adultas ou menores – não estarem a “receber tratamento adequado” na Europa, por falta de “linhas de orientação ou formação” sobre a proteção que lhes deve ser concedida.

“A par disso, os países da UE que já dispõem de leis e iniciativas dirigidas à MGF estão a verificar lacunas nas medidas de prevenção e proteção, devido à limitação dos dados disponíveis” sobre o perfil das vítimas, realça a Amnistia.

Salientando o papel da UE na promoção dos direitos humanos, a Amnistia frisa que, “para uma abordagem credível, é preciso que desenvolva políticas coerentes, interna e externamente, sobre a MGF”.

Em Portugal, desconhece-se a dimensão do fenómeno. A base de dados sobre a matéria já foi elaborada pelos serviços de saúde, mas o tratamento da informação está ainda dependente de autorização da Comissão Nacional de Proteção de Dados.

Hoje, o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, data estabelecida pelas Nações Unidas, será assinalado pelo Governo português com uma iniciativa no Hospital de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, a partir das 10:00, destinada a “sensibilizar e intensificar a formação junto dos profissionais de saúde”.

Em comunicado conjunto, os secretários de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, e dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, que estarão presentes na sessão, sustentam que a MGF é “uma prática que viola diversos princípios consignados em vários instrumentos internacionais”.

Estima-se que 140 milhões de mulheres tenham sido submetidas à MGF em todo o mundo e que três milhões de meninas estejam em risco anualmente. A prática, que causa lesões físicas e psíquicas graves e permanentes, é mantida em cerca de 30 países africanos, entre os quais a lusófona Guiné-Bissau.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

Dia Internacio​nal de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina

Fevereiro 6, 2012 às 10:18 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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