Crianças pequenas preferem explorar do que receber recompensas, aponta estudo

Setembro 8, 2020 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Crescer de 13 de agosto de 2020.

As crianças pequenas preferem explorar do que receber recompensas, de acordo com estudo da Universidade Estadual de Ohio, Estados Unidos, divulgado nesta quarta (12). “A exploração parece ser uma grande força motriz durante a primeira infância – até mesmo superando a importância das recompensas imediatas”, disse, em nota Vladimir Sloutsky, um dos autores do artigo. “Acreditamos que isso acontece porque as crianças precisam explorar para entender como o mundo funciona”.

Os resultados encontrados pelos pesquisadores mostram ainda que a exploração das crianças não é aleatória, mas sistemática, e que os pequenos se certificam de que não estão perdendo nada. “Quando os adultos pensam em crianças explorando, eles podem pensar nelas correndo sem rumo, abrindo gavetas e armários e pegando objetos desordenadamente”, disse Sloutsky. “Mas, na verdade, a exploração delas não tem nada de aleatória”.

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores realizaram dois estudos. O primeiro envolveu 32 crianças entre 4 anos e 5 anos e 34 adultos. Nele, os participantes eram colocados em frente a uma tela de computador em que apareciam quatro alienígenas. Cada criatura dava um número específico de doces virtuais ao ser clicada. Uma delas era claramente melhor e dava 10 doces, enquanto as outras ofereciam 1, 2 e 3 doces, respectivamente. As quantidades não mudaram ao longo do experimento.

O objetivo do jogo era ganhar o maior número de doces possível em 100 tentativas. As crianças podiam transformar os doces virtuais em adesivos reais ao final do experimento. Como esperado, os adultos aprenderam rapidamente qual criatura dava mais doces e a selecionaram, em média, 86 por cento das vezes. Já as crianças selecionaram a criatura de maior recompensa apenas 43 por cento das vezes.

E não foi porque os pequenos não perceberam qual escolha lhes traria a maior recompensa. Em um teste de memória feito logo depois do estudo, 30 das 32 crianças identificaram corretamente qual criatura entregava mais doces. “As crianças não estavam motivadas a alcançar a recompensa máxima como os adultos”, disse o pesquisador Nathaniel Blanco, coautor do estudo. “Em vez disso, elas pareciam interessadas principalmente nas informações obtidas através da exploração”.

De acordo com os pesquisadores, os pequenos não clicaram aleatoriamente nos alienígenas. No geral, eles passavam por cada opção sistematicamente, não ficando muito tempo sem clicar em nenhuma delas. “Quanto mais tempo eles ficavam sem verificar uma determinada opção, mais dúvidas tinham sobre a quantidade doces que ela dava e queriam verificar novamente”, disse Blanco.

No segundo estudo, o jogo era semelhante, mas o valor de três das quatro opções era visível, enquanto um estava oculto. A opção que estava oculta mudava a cada tentativa, mas o valor de doces dado por cada criatura permaneceu o mesmo durante todo o experimento. Como no primeiro teste, os adultos escolheram a melhor opção em quase todas as tentativas, (94%). Já as crianças selecionaram o alienígena de valor mais alto apenas 40% das vezes.

Quando a opção oculta era a de valor mais alto, os adultos a escolhiam 84 por cento das vezes, mas, fora isso, quase nunca a selecionavam (2 por cento das vezes). Já as crianças escolheram a opção oculta cerca de 40 por cento das vezes, sem considerar se ela daria ou não o maior número de doces. “A maioria das crianças foi atraída pela incerteza da opção oculta. Elas queriam explorar essa escolha”, disse Sloutsky.

Os pesquisadores observaram, porém, que há diferenças individuais significativas entre as crianças. Algumas delas, diferente da média, agiram como adultos e quase sempre escolheram a opção de maior valor. De acordo com os estudiosos, essas variações podem ter a ver com diferentes níveis de maturação cognitiva em cada uma. “Embora já soubéssemos que as crianças gostam de correr e investigar as coisas, agora estamos aprendendo que há um padrão em seu comportamento”, disse Sloutsky. “O modo de agir aparentemente errático dos pequenos nesta faixa etária parece moldado em grande parte pelo impulso de armazenar informações”.

A importância do sono no desenvolvimento da memória

Setembro 14, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.paisefilhos.pt/ de 1 de agosto de 2017.

Os períodos de sono são essenciais para muitas funções cerebrais diferentes, tanto em crianças como nos adultos. Isso é ponto assente. Agora, um estudo realizado na Hungria vem mostrar de que forma os bebés até três meses beneficiam das sestas no desenvolvimento da memória, nomeadamente na retenção de informações aprendidas e em recordarem eventos passados.

O trabalho científico realizado na Universidade Semmelweis, em Budapeste, analisou 45 bebés até às 12 semanas. As crianças foram divididas em dois grupos: a um foram mostradas faces e depois iniciaram sestas que duraram entre uma e meia a duas horas. Depois, as mesmas imagens faciais foram visualizadas e rapidamente os bebés que tinham descansado as reconheceram e se fartaram delas.

Pelo contrário, os bebés que não dormiram a sesta, e aos quais foram mostradas as mesmas faces com algum intervalo de tempo, encararam-nas como se fossem novas. De acordo com os investigadores húngaros, isso mostra que o sono desfrutado pelo primeiro grupo levou à aquisição de informação e transformação em memórias permanentes.

Para a autora principal do estudo, Klara Horvath, defende que um curto período de sono é importante para que os bebés “possam processar e consolidar as lembranças que fizeram antes das sestas. Sem estes períodos de descanso, parece que as crianças mais pequenas simplesmente esquecem o que acabam de aprender”.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Memory in 3-month-old infants benefits from a short nap

 

Autopercepção materna afecta desenvolvimento cerebral dos filhos

Setembro 2, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Correio dos Açores de 25 de Agosto de 2013.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

What are the links between maternal social status, hippocampal function, and HPA axis function in children?

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