Unicef alerta que 1 em cada 3 crianças com menos de 5 anos está desnutrida ou acima do peso

Outubro 24, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 15 de outubro de 2019.

Informação faz parte de novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância; dentre os lusófonos, Timor-Leste tem a taxa mais alta de desnutrição crônica; no Brasil, cerca de 6% das crianças com menos de quatro anos são obesas.

Um número alarmante de crianças está sofrendo as consequências de dietas que não são saudáveis, alertou esta terça-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Pela primeira vez em 20 anos, o principal relatório do Unicef, o Estado Mundial da Criança, destaca o tema da alimentação.

Conclusões

Segundo a pesquisa, pelo menos uma em cada três crianças com menos de cinco anos está desnutrida ou acima do peso. No total, são mais de 200 milhões de meninos e meninas.

Além disso, duas em cada três crianças entre seis meses e dois anos de idade não estão se alimentando para ter um desenvolvimento rápido dos seus corpos e dos seus cérebros. Isso pode criar vários problemas, como atrasos mentais, baixo desempenho escolar, valores baixos de imunidade, maior probabilidade de infecções e até, em alguns casos, morte.

Mudança

Em nota, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, destacou os avanços tecnológicos, culturais e sociais das últimas décadas. No entanto, disse que o mundo “perdeu de vista o fato mais básico, que é se as crianças comem mal, vivem mal.”

A chefe do Unicef afirmou que “milhões de crianças sobrevivem a uma dieta pouco saudável porque não têm outra opção.”

Segundo Henrietta Fore, o mundo deve lidar de forma diferente com a desnutrição. Ela diz que “não se trata apenas de ter o suficiente para comer, mas sim o alimento certo.”

Lusófonos

O relatório apresenta os valores de vários indicadores para o período entre 2013 e 2018, destacando altura e peso abaixo do ideal, e obesidade.

Em Angola, a taxa de desnutrição crônica em crianças com menos de quatro anos ficou em 38%, desnutrição aguda 6% e obesidade 3%. No Brasil, os valores foram 7% e 3% para os dois tipos de desnutrição. Quanto à obesidade, ficou pelos 6%.

Na Guiné-Bissau, esses valores ficaram nos 25%, 7% e 2%, respectivamente. Em Moçambique, 43% das crianças tinham subnutrição crônica, 8% subnutrição aguda e 8% eram obesas.

Em São Tomé e Príncipe, esses valores ficaram em 17%, 5% e 2%, respectivamente. Dentre os lusófonos, Timor-Leste teve a taxa maior de desnutrição crônica, 51%, com 13% de desnutrição aguda e 1% de obesidade.

O relatório não inclui dados sobre estes indicadores para Portugal e Cabo Verde.

Ameaça tripla

O relatório descreve uma ameaça tripla para a saúde das crianças. Primeiro, desnutrição, depois, fome oculta, causada pela falta de nutrientes essenciais e, por fim, excesso de peso ou obesidade.

Em todo o mundo, 149 milhões de crianças são demasiadas baixas para a sua idade e cerca de 50 milhões tem um peso demasiado baixo.

Além disso, cerca de metade sofre de deficiências em vitaminas e nutrientes essenciais, como vitamina A e ferro. Por fim, 40 milhões estão acima do peso ou são obesas.

O relatório alerta que más práticas alimentares e alimentares começam desde os primeiros dias da vida de uma criança. Embora a amamentação possa salvar vidas, por exemplo, apenas 42% das crianças com menos de seis meses de idade são amamentadas exclusivamente e um número crescente de crianças são alimentadas com fórmula infantil.

Entre 2008 e 2013, por exemplo, as vendas de fórmula à base de leite cresceram 72% em países de renda média alta, como Brasil, China e Turquia. O relatório diz que isso se deve “em grande parte ao marketing inadequado e políticas e programas fracos para proteger, promover e apoiar a amamentação.”

Mais tarde, entre seis meses e dois anos de idade, quase 45% das crianças não são alimentadas com frutas ou vegetais. Quase 60% não comem ovos, laticínios, peixe ou carne.

Acima do peso

Mais tarde na sua vida, o relatório mostra que 42% dos adolescentes em idade escolar em países de baixa e média renda consomem refrigerantes com açúcar pelo menos uma vez por dia e 46% comem fast-food pelo menos uma vez por semana. Em países de alta renda, essas taxas sobem para 62% e 49%.

Como resultado, os níveis de excesso de peso e obesidade na infância e adolescência estão aumentando em todo o mundo. De 2000 a 2016, a proporção de crianças com excesso de peso entre 5 e 19 anos dobrou. Dez vezes mais meninas e 12 vezes mais meninos sofrem de obesidade hoje do que em 1975.

O relatório também destaca crises alimentares causadas por desastres relacionados ao clima. A seca, por exemplo, é responsável por 80% dos danos e perdas na agricultura.

A diretora executiva do Unicef disse que o mundo “está perdendo a luta por dietas saudáveis.” Para Henrietta Fore, “é preciso que governos, setor privado e sociedade deem prioridade à nutrição infantil e trabalhem juntos”.

mais informações no link:

https://features.unicef.org/state-of-the-worlds-children-2019-nutrition/

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

The State of the World’s Children 2019 : Growing well in a changing world

Situação das Crianças em Moçambique 2014 – Relatório da Unicef

Março 30, 2015 às 3:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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2014

descarregar o relatório no link:

http://sitan.unicef.org.mz/

 

UNICEF alerta que 50 mil crianças do Sudão do Sul podem morrer à fome

Abril 14, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 11 de abril de 2014.

Mais informações no comunicado de imprensa da Unicef:

Má nutrição infantil no Sudão do Sul poderá vir a duplicar, alerta a UNICEF

kate holt

“Se não conseguirmos mais fundos e melhores acessos para estas crianças, dezenas de milhares de crianças menores de cinco anos vão morrer”, acrescentou

Cerca de 250 mil crianças estão em risco de sofrer de desnutrição grave e 50 mil poderão morrer até ao final do ano, no Sudão do Sul, se não foram tomadas medidas rapidamente, alertou hoje a UNICEF.

O atual conflito agravou a insegurança alimentar que o país já estava a sofrer desde a sua independência em 2011, refere em comunicado a UNICEF, advertindo que se não forem tomadas medidas rapidamente 50.000 crianças menores de cinco anos poderão morrer de fome.

A agência das Nações Unidas estima em 3,7 milhões, incluindo 740 mil crianças, o número de sul-sudaneses mais ameaçados pela insegurança alimentar.

“Mas o pior ainda está por vir”, disse o representante da UNICEF no Sudão do Sul, Jonathan Veitch, alertando: “Se o conflito continua e os agricultores não podem semear, a desnutrição entre as crianças atingirá uma escala sem precedentes.”

“Se não conseguirmos mais fundos e melhores acessos para estas crianças, dezenas de milhares de crianças menores de cinco anos vão morrer”, acrescentou.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está a socorrer no imediato mais de 150 mil crianças menores de cinco anos com desnutrição grave, fornecendo suplementos alimentares, vitaminas, remédios e comprimidos para purificar a água e ajudar as mulheres grávidas ou lactantes.

Para resolver completamente a escassez de alimentos no país, a UNICEF estima que sejam necessários 27,4 milhões de euros, mas ainda reuniu apenas cerca de dois milhões.

O conflito entre o Sudão e o Sudão do Sul, que já fez milhares de mortos e desalojou cerca de 900 mil pessoas, eclodiu a 15 de dezembro na capital Juba.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 

Dois milhões de crianças em risco de desnutrição

Outubro 3, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 24 de setembro de 2013.

Mais informações e relatório da Save the Children:

Syria’s children at risk of malnutrition

Yazan Homsy

por Lusa

Mais de dois milhões de crianças sírias estão em risco de desnutrição em resultado do conflito no país, alertou na segunda-feira a organização humanitária britânica “Save the Children” (Salvem as Crianças).

Esta organização não-governamental (ONG) assinalou, em comunicado, que os afetados pelos confrontos bélicos na síria não têm podido comprar alimentação em quantidade suficiente, além de que os preços alimentares têm subido e há dificuldades para a produção de alimentos.

Nas zonas rurais de Damasco, um em cada 20 menores já está subnutrido, quantificou a ONG, que reuniu testemunhos de pessoas refugiadas nos países vizinhos, que denunciaram as dificuldades das famílias para alimentar os filhos.

A ONG assinala que muitas crianças têm vivido de plantas e pão durante dias e cita ainda o caso de uma família que se alimentou apenas de pão durante quatro dias, depois de se ter refugiado no sótão de uma casa, no seguimento de explosões.

A falta de alimentos disparou os despectivos preços para níveis que chegaram a duplicar os valores iniciais, segundo a organização.

“A comunidade internacional fez muito pouco e muito tarde. Os meninos da Síria têm sido alvejados e bombardeados e vão ficar traumatizados pelo horror da guerra. O conflito deixou milhares de crianças mortas e agora há uma ameaça de escassez de meios para sobreviver”, disse o diretor da organização, Justin Forsyth.

Este dirigente acrescentou que as crianças sírias estão “sós e traumatizadas” pela guerra.

“Mesmo que o mundo não consiga colocar-se de acordo sobre como acabar com o conflito, de certeza que pode colocar-se de acordo em que a ajuda deve chegar a cada criança que dela necessite na Síria. Não há espaço para adiamentos ou argumentos. Não se devia deixar que as crianças da Síria passassem fome”, insistiu.

 

 

Malnutrição mata 3,1 milhões de crianças por ano

Junho 11, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 6 de Junho de 2013.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Maternal and child undernutrition and overweight in low-income and middle-income countries

por Lusa, texto publicado por Sofia Fonseca

A malnutrição é responsável pela morte de 3,1 milhões de crianças por ano, revela um estudo hoje publicado na revista ‘The Lancet’, segundo o qual os problemas nutricionais estão por detrás de 45% de toda a mortalidade infantil.

Liderado por Robert Black, da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, em Baltimore, EUA, o estudo resulta de uma análise exaustiva das diferentes causas e consequências da malnutrição, incluindo a baixa estatura para a idade, o baixo peso para a altura e o baixo peso para a idade, os quais resultam num maior risco de morte e doença para as grávidas e as crianças.

Embora a prevalência de baixa estatura esteja a diminuir há 20 anos, as taxas não estão a cair a um ritmo que permita cumprir as metas estabelecidas no ano passado na Assembleia Mundial de Saúde, que previam uma quebra de 40% no número de crianças com baixa estatura até 2025.

Os autores estimam que pelo menos 165 milhões de crianças em todo o mundo sofressem de raquitismo (baixa estatura para a idade) em 2011.

No mesmo ano, pelo menos 50 milhões de crianças sofriam de desnutrição (baixo peso para a altura) e 100 milhões tinham baixo peso para a idade.

Mais de 90% destas crianças estavam na Ásia ou em África, sendo esta última a única região do mundo onde o número de crianças com raquitismo aumentou na última década.

Numa série especial dedicada à nutrição materna e infantil hoje publicada na ‘The Lancet’, os autores recordam que a subnutrição não afeta apenas as hipóteses de sobrevivência e as medidas das crianças, mas também tem efeitos negativos no seu desenvolvimento, com consequências no desempenho escolar e na suscetibilidade a doenças infeciosas, entre outras.

Num outro artigo incluído nesta edição especial, os autores apresentam 10 intervenções que, juntas, poderiam salvar 900.000 vidas de crianças por ano, com um custo estimado de 9,6 mil milhões de dólares.

Os autores sublinham que mais de metade deste custo seria suportado pela Índia e pela Indonésia, que têm recursos suficientes para suportar a luta contra a malnutrição, pelo que, retirados os contributos dos restantes países afetados, restaria aos doadores externos contribuir com três a quatro mil milhões de dólares, menos do que o que a Coca-Cola e a McDonald’s juntas gastam num ano em publicidade.

O resultado, estimam os autores, seria salvar quase um milhão de vidas, mas também uma redução de 20% na prevalência de crianças com raquitismo em crianças com menos de cinco anos e melhorias nas perspetivas de 33 milhões de crianças em todo o mundo.

Entre as dez intervenções apontadas pelos investigadores estão o fornecimento de ácido fólico, cálcio e suplementos nutricionais a mulheres grávidas; a promoção da amamentação e de alimentos complementares às crianças quando necessário; o fornecimento de suplementos de vitamina A e zinco a crianças até cinco anos, bem como a utilização de estratégias comprovadas para tratar a malnutrição moderada a severa nas crianças.

“As nossas estimativas conservadoras mostram que com um investimento num pequeno número de intervenções comprovadas, podemos salvar a vida de 900.000 crianças e melhorar as perspetivas de vida de milhões de outras. Os benefícios potenciais para os países afetados em termos de aumento da produtividade e redução dos gastos com saúde são substanciais e o investimento necessário estaria inteiramente dentro das capacidades dos países e doadores que querem salvar crianças e melhorar o seu futuro”, escreveu Zulfiqar Bhutta, o autor principal do estudo.


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