Situação das Crianças em Moçambique 2014 – Relatório da Unicef

Março 30, 2015 às 3:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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2014

descarregar o relatório no link:

http://sitan.unicef.org.mz/

 

UNICEF alerta que 50 mil crianças do Sudão do Sul podem morrer à fome

Abril 14, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 11 de abril de 2014.

Mais informações no comunicado de imprensa da Unicef:

Má nutrição infantil no Sudão do Sul poderá vir a duplicar, alerta a UNICEF

kate holt

“Se não conseguirmos mais fundos e melhores acessos para estas crianças, dezenas de milhares de crianças menores de cinco anos vão morrer”, acrescentou

Cerca de 250 mil crianças estão em risco de sofrer de desnutrição grave e 50 mil poderão morrer até ao final do ano, no Sudão do Sul, se não foram tomadas medidas rapidamente, alertou hoje a UNICEF.

O atual conflito agravou a insegurança alimentar que o país já estava a sofrer desde a sua independência em 2011, refere em comunicado a UNICEF, advertindo que se não forem tomadas medidas rapidamente 50.000 crianças menores de cinco anos poderão morrer de fome.

A agência das Nações Unidas estima em 3,7 milhões, incluindo 740 mil crianças, o número de sul-sudaneses mais ameaçados pela insegurança alimentar.

“Mas o pior ainda está por vir”, disse o representante da UNICEF no Sudão do Sul, Jonathan Veitch, alertando: “Se o conflito continua e os agricultores não podem semear, a desnutrição entre as crianças atingirá uma escala sem precedentes.”

“Se não conseguirmos mais fundos e melhores acessos para estas crianças, dezenas de milhares de crianças menores de cinco anos vão morrer”, acrescentou.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está a socorrer no imediato mais de 150 mil crianças menores de cinco anos com desnutrição grave, fornecendo suplementos alimentares, vitaminas, remédios e comprimidos para purificar a água e ajudar as mulheres grávidas ou lactantes.

Para resolver completamente a escassez de alimentos no país, a UNICEF estima que sejam necessários 27,4 milhões de euros, mas ainda reuniu apenas cerca de dois milhões.

O conflito entre o Sudão e o Sudão do Sul, que já fez milhares de mortos e desalojou cerca de 900 mil pessoas, eclodiu a 15 de dezembro na capital Juba.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 

Dois milhões de crianças em risco de desnutrição

Outubro 3, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 24 de setembro de 2013.

Mais informações e relatório da Save the Children:

Syria’s children at risk of malnutrition

Yazan Homsy

por Lusa

Mais de dois milhões de crianças sírias estão em risco de desnutrição em resultado do conflito no país, alertou na segunda-feira a organização humanitária britânica “Save the Children” (Salvem as Crianças).

Esta organização não-governamental (ONG) assinalou, em comunicado, que os afetados pelos confrontos bélicos na síria não têm podido comprar alimentação em quantidade suficiente, além de que os preços alimentares têm subido e há dificuldades para a produção de alimentos.

Nas zonas rurais de Damasco, um em cada 20 menores já está subnutrido, quantificou a ONG, que reuniu testemunhos de pessoas refugiadas nos países vizinhos, que denunciaram as dificuldades das famílias para alimentar os filhos.

A ONG assinala que muitas crianças têm vivido de plantas e pão durante dias e cita ainda o caso de uma família que se alimentou apenas de pão durante quatro dias, depois de se ter refugiado no sótão de uma casa, no seguimento de explosões.

A falta de alimentos disparou os despectivos preços para níveis que chegaram a duplicar os valores iniciais, segundo a organização.

“A comunidade internacional fez muito pouco e muito tarde. Os meninos da Síria têm sido alvejados e bombardeados e vão ficar traumatizados pelo horror da guerra. O conflito deixou milhares de crianças mortas e agora há uma ameaça de escassez de meios para sobreviver”, disse o diretor da organização, Justin Forsyth.

Este dirigente acrescentou que as crianças sírias estão “sós e traumatizadas” pela guerra.

“Mesmo que o mundo não consiga colocar-se de acordo sobre como acabar com o conflito, de certeza que pode colocar-se de acordo em que a ajuda deve chegar a cada criança que dela necessite na Síria. Não há espaço para adiamentos ou argumentos. Não se devia deixar que as crianças da Síria passassem fome”, insistiu.

 

 

Malnutrição mata 3,1 milhões de crianças por ano

Junho 11, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 6 de Junho de 2013.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Maternal and child undernutrition and overweight in low-income and middle-income countries

por Lusa, texto publicado por Sofia Fonseca

A malnutrição é responsável pela morte de 3,1 milhões de crianças por ano, revela um estudo hoje publicado na revista ‘The Lancet’, segundo o qual os problemas nutricionais estão por detrás de 45% de toda a mortalidade infantil.

Liderado por Robert Black, da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, em Baltimore, EUA, o estudo resulta de uma análise exaustiva das diferentes causas e consequências da malnutrição, incluindo a baixa estatura para a idade, o baixo peso para a altura e o baixo peso para a idade, os quais resultam num maior risco de morte e doença para as grávidas e as crianças.

Embora a prevalência de baixa estatura esteja a diminuir há 20 anos, as taxas não estão a cair a um ritmo que permita cumprir as metas estabelecidas no ano passado na Assembleia Mundial de Saúde, que previam uma quebra de 40% no número de crianças com baixa estatura até 2025.

Os autores estimam que pelo menos 165 milhões de crianças em todo o mundo sofressem de raquitismo (baixa estatura para a idade) em 2011.

No mesmo ano, pelo menos 50 milhões de crianças sofriam de desnutrição (baixo peso para a altura) e 100 milhões tinham baixo peso para a idade.

Mais de 90% destas crianças estavam na Ásia ou em África, sendo esta última a única região do mundo onde o número de crianças com raquitismo aumentou na última década.

Numa série especial dedicada à nutrição materna e infantil hoje publicada na ‘The Lancet’, os autores recordam que a subnutrição não afeta apenas as hipóteses de sobrevivência e as medidas das crianças, mas também tem efeitos negativos no seu desenvolvimento, com consequências no desempenho escolar e na suscetibilidade a doenças infeciosas, entre outras.

Num outro artigo incluído nesta edição especial, os autores apresentam 10 intervenções que, juntas, poderiam salvar 900.000 vidas de crianças por ano, com um custo estimado de 9,6 mil milhões de dólares.

Os autores sublinham que mais de metade deste custo seria suportado pela Índia e pela Indonésia, que têm recursos suficientes para suportar a luta contra a malnutrição, pelo que, retirados os contributos dos restantes países afetados, restaria aos doadores externos contribuir com três a quatro mil milhões de dólares, menos do que o que a Coca-Cola e a McDonald’s juntas gastam num ano em publicidade.

O resultado, estimam os autores, seria salvar quase um milhão de vidas, mas também uma redução de 20% na prevalência de crianças com raquitismo em crianças com menos de cinco anos e melhorias nas perspetivas de 33 milhões de crianças em todo o mundo.

Entre as dez intervenções apontadas pelos investigadores estão o fornecimento de ácido fólico, cálcio e suplementos nutricionais a mulheres grávidas; a promoção da amamentação e de alimentos complementares às crianças quando necessário; o fornecimento de suplementos de vitamina A e zinco a crianças até cinco anos, bem como a utilização de estratégias comprovadas para tratar a malnutrição moderada a severa nas crianças.

“As nossas estimativas conservadoras mostram que com um investimento num pequeno número de intervenções comprovadas, podemos salvar a vida de 900.000 crianças e melhorar as perspetivas de vida de milhões de outras. Os benefícios potenciais para os países afetados em termos de aumento da produtividade e redução dos gastos com saúde são substanciais e o investimento necessário estaria inteiramente dentro das capacidades dos países e doadores que querem salvar crianças e melhorar o seu futuro”, escreveu Zulfiqar Bhutta, o autor principal do estudo.


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