Quão tímidas podem ser as crianças e adolescentes?

Março 5, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.sabado.pt/ de 13 de janeiro de 2018.

por Ana Catarina André

Escondem-se nos teatros da escola, têm vergonha dos avós e passam por mal-educados. É natural?

Os ensaios para a festa de fim de ano prolongaram-se durante semanas. Como as outras crianças do pré-escolar, Manuel, de 6 anos, participou nos preparativos. Repetia gestos e letras de canções e, desta vez, tanto os pais como os responsáveis da escola estavam confiantes de que iria actuar. “Meses antes, na festa de Natal, ficou ao meu colo. Estava pronto a entrar, já vestido de boneco de neve, quando disse que não queria ir”, conta a mãe, Maria.

Agora, a poucos minutos de mais um espectáculo, voltou a hesitar. “Ainda disse que não queria, mas a auxiliar conseguiu convencê-lo.” Esteve com ele, em palco, e deixou-o esconder-se atrás de um avião de cartão, enquanto as outras crianças se exibiam. “Entrou e saiu escondido pelo avião”, refere a técnica comercial. “Esteve bem.”

A timidez, por si só, não é um problema, garante a psicóloga Anna Galhardo. É uma característica frequente e natural nas crianças. “Só se torna problemática quando condiciona o quotidiano”, explica. “Pode ser consequência de problemas de auto-estima, medos ou até de experiências traumatizantes.” Noutras situações, é apenas um traço de personalidade. “Se as crianças são tímidas mas conseguem relacionar-se quando é necessário não há motivo para alarme.” Em Portugal, não há dados sobre o tema, mas a investigadora espanhola Inés Monjas, citada pelo jornal espanhol El Mundo, fez um cálculo: 10% das crianças e adolescentes serão tímidos.

Medo dos outros 
Os tímidos coram com facilidade, tendem a isolar-se e têm dificuldade em estabelecer relações. “Até aos 3 anos é normal que sejam mais tímidos. Nesta fase, até costumam brincar lado a lado uns com os outros, sem interagir”, explica a psicóloga Isabel Pina. Mas a partir dos 4 anos, refere, já brincam frente a frente e espera-se que fiquem bem com a educadora e com mais uma ou duas crianças.
Ana apercebeu-se, pela primeira vez, que a filha Maria não se sentia confortável entre muita gente, na festa do segundo aniversário. Preparou tudo ao pormenor, convidou adultos e crianças, mas a filha não gostou. “Achei que ia adorar, mas assim que os miúdos começaram a chegar, fechou-se. Não queria falar nem conversar com ninguém. Se estiver com cada um dos amigos, de forma individual, sente-se bem. Com todos ao mesmo tempo, não.”

Aos 5 anos, continua a ser uma criança reservada. Não olha directamente nos olhos. Fala baixinho e sussurra e, em situações mais embaraçosas, cola o queixo ao pescoço. Às vezes, até fica nervosa quando cumprimenta os avós. “Dorme em casa deles, muitas vezes, mas tem estas reacções”, assegura a mãe. Com os primos e os tios tem uma resistência semelhante.

Por ter um temperamento reservado, a mãe optou por matriculá-la numa escola mais pequena. “Pensei que pudesse ser um prolongamento de casa.” Como o comportamento se manteve, há poucas semanas, Ana decidiu falar com a directora da escola. “Perguntei-lhe se a Maria devia fazer terapia.” A professora consultou os colegas e deu um parecer negativo. “Disse-me que ela é supersociável. Tem as amigas dela e é capaz de intervir.” A timidez é uma reacção ao primeiro impacto, garante.

Em que situações devem, então, os pais ficar alerta? “Quando os miúdos ficam ansiosos, nervosos, choram e têm tremores”, esclarece a psicóloga Isabel Pina.

O que esconde a timidez?
Se a timidez pode ser um traço de personalidade ou revelar ausência de competências para interagir com outros, em alguns casos também pode ser uma reacção ao medo de falhar. Muitos miúdos refugiam-se numa timidez aparente para evitarem erros no processo de aprendizagem. “Não querem desiludir pais, professores ou a si próprios e retraem-se. Não pedem ajuda, não perguntam, não atiram uma ideia nova. É o espírito oposto ao da Web Summit”, aponta Maria Dulce Gonçalves, professora na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. “Isso prejudica-os, obviamente. Como não cometem erros, o processo de aprendizagem e desenvolvimento fica comprometido.” E sublinha: “A nossa comunidade incentiva este tipo de comportamentos, punindo quem arrisca, com expressões como: ‘Devias era ter ficado calado.’”

Desde 2011, ano em que foi criado o projecto IDEA (Investigação de Dificuldades para a Evolução na Aprendizagem), a investigadora deparou-se com vários casos destes. “No meu trabalho encontro mais ‘crianças não consigo’, crianças que repetem a expressão ‘não consigo’ como um mantra, do que disléxicas.”

O impacto nos pais 
A timidez das crianças acaba por inibir também os pais. Ana Moser é mãe de duas gémeas de 7 anos, e das primeiras vezes que as filhas viraram a cara a desconhecidos ou a familiares ficou incomodada. “Diziam-lhes olá e elas ficavam sérias. Agarravam-se às minhas pernas ou às do pai e passavam por antipáticas e mal -educadas”, conta a mãe. “Nunca insisti com elas. Percebi que quanto mais as obrigasse, mais ansiedade gerava.”

Carmo é a mais tímida das gémeas. “Se alguém se meter com ela, vira a cara. A Madalena pode não responder, mas sorri”, relata Ana Moser. “Por outro lado, quando estão à vontade, a Carminho é muito mais teatral. Adora fazer espectáculos em casa e é fã de ginástica rítmica.” A mãe nota que à medida que crescem, o problema tem sido minimizado. “O pai também é supertímido e conseguiu superar isso.”

Os nomes de Manuel e da mãe, Maria, são fictícios

 

 

 

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Afinal os adolescentes têm razão quando dizem que ninguém os percebe, diz esta neurocientista

Dezembro 5, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Blakemore é professora de Neurociências Cognitivas na UCL (University College London)

Notícia do http://observador.pt/ de 18 de novembro de 2017.

A sociedade não os entende: diaboliza e espera muito dos adolescentes, sem ter em conta que há comportamentos que fazem parte do desenvolvimento cerebral. Palavra de uma neurocientista britânica.

Encontramo-nos com Sarah-Jayne Blakemore numa manhã chuvosa de novembro. É no lobby do hotel que conversamos com ela sobre o quanto pressionamos e até subestimamos os adolescentes. Afinal, eles podem ter razão quando dizem que ninguém os compreende. Nada é ao acaso: Blakemore é professora de Neurociências Cognitivas na UCL (University College London) e há anos que se dedica ao estudo do desenvolvimento da cognição social e da tomada de decisões no cérebro do adolescente.

Ao Observador, fala abertamente sobre como a sociedade — pais e professores incluídos — esperam muitos dos adolescentes, uma vez que o desenvolvimento do cérebro, que continua bem depois da infância, ajuda a explicar muitos dos comportamentos associados a este período. A neurocientista, que esteve em Portugal a convite da Fundação Francisco Manuel dos Santos, afirma ainda que as escolas deviam adaptar-se à condição particular da adolescência e não o contrário.

“Até há pouco tempo as pessoas não compreendiam bem os adolescentes e até os culpavam, mas isto é apenas parte de um estágio de desenvolvimento natural, adaptativo e inevitável. É um pouco estranho que diabolizemos os adolescentes.”

Já o disse antes numa entrevista: os adolescentes terão alguma razão quando dizem que ninguém os entende porque têm, de facto, dificuldade em ver outras perspetivas que não a deles. É isso?
Sim. Interessa-me muito a forma como nós entendemos as mentes das outras pessoas e as interações sociais. Há muitos estudos de desenvolvimento psicológico que se debruçam sobre aquilo a que chamamos “teoria da mente” [“mentalizing” ou “theory of mind”, em inglês] nos primeiros anos de vida, mas há muito poucos estudos feitos depois da infância. Descobrimos um exercício que aborda a questão da perspetiva durante a adolescência, que nos obriga a ter em conta a perspetiva da outra pessoa de maneira a tomar a decisão correta; descobrimos que a habilidade de ter em conta a perspetiva do outro ainda está em desenvolvimento durante a adolescência. Mas o importante a dizer sobre isto é que até os adultos nos nossos estudos — e noutros estudos que usam este exercício — consideram este exercício muito difícil. Sim, são melhores do que os adolescentes, mas falham quase 50% das vezes. É difícil para nós, humanos, termos em conta a perspetivas dos outros. É surpreendentemente difícil.

Então não é uma questão de idade?
É uma questão de idade. Nós melhoramos com a idade, mas mesmo nos nossos 20-30 anos ainda não somos bons. Nós somos egocêntricos, a nossa perspetiva egocêntrica interfere.

Somos egocêntricos, mas não egoístas?
Não é uma questão de sermos egoístas. É vermos o mundo do nosso ponto de vista. É preciso um esforço para vermos as coisas pela perspetiva do outro.

Numa conferência TED referiu que os comportamentos da adolescência há muito que são retratados na história. Há quem pense que a adolescência é um fenómeno novo?
Sim, há quem pense. A palavra “adolescência”, que serve para descrever este grupo etário, foi usada pela primeira vez há cerca de 100 anos, nos Estados Unidos da América. Muitas culturas não têm nome para este período de desenvolvimento porque não o encaram como tal — as crianças passam, de repente, da infância para a fase adulta. Há expetativas sociais muito diferentes face a este grupo etário, pelo que há quem argumente que não existe adolescência, que é algo que nós, no ocidente, permitimos que as crianças tenham, como se fosse uma coisa que não é real. Nós defendemos que é real, que é um período único de desenvolvimento biológico, psicológico e social que podemos constatar através da história e de diferentes culturas — até o podemos constatar tendo em conta diferentes espécies. Os ratos, por exemplo, passam pela adolescência entre a puberdade e a maturidade sexual — são 20 ou 30 dias de adolescência, mas conseguimos ver comportamentos típicos naqueles dias.

Que tipo de comportamentos associados à adolescência podem ser explicados pelo desenvolvimento cerebral?
O cérebro desenvolve-se praticamente todo no período da adolescência, particularmente o córtex. É difícil de dizer como é que isso se associa especificamente ao comportamento, sobretudo porque é tudo correlacional. Todos estes estudos têm por base correlações. Vemos mudanças no comportamento e, ao mesmo tempo, mudanças no cérebro. Não sei o que é que causa o quê, na verdade. É o problema desta área de investigação, neurociência cognitiva, porque é tudo correlacional. Ainda não é possível dizer que determinada mudança no cérebro explica definitivamente determinado comportamento na adolescência, mas existe muita pesquisa feita que mostra mudanças correlacionais no cérebro durante exercícios que envolvem o ato de correr riscos e/ou pressão de pares, em que decisões são influenciadas ou tomadas na presença de amigos. Estas coisas mudam durante a adolescência.

A atividade do sistema límbico muda com a idade. O que descobrimos é que o sistema límbico está mais “desperto” a recompensas durante a adolescência, pelo que responde mais a esses estímulos, em particular a exercícios em que exista algum risco. Se estivermos a jogar por dinheiro, por exemplo, temos um nível mais elevado de atividade no sistema límbico — mais na adolescência do que na fase adulta. Isso pode ser uma explicação sobre o motivo por que os adolescentes gostam de correr riscos, uma vez que poderão estar a receber maiores sensações de recompensa. Ao mesmo tempo, o córtex pré-frontal, que inibe a tomada de decisões de risco e nos impede de fazer coisas consideradas inapropriadas ou arriscadas, ainda está em desenvolvimento, ainda não amadureceu. Esta é uma explicação que atualmente é controversa. É controversa por diversas razões mas, do meu ponto de vista, o motivo principal é que há grandes diferenças individuais em tudo. É difícil generalizar.

Há cerca de 20 anos, pensava-se que o cérebro só se desenvolvia nos primeiros anos de vida. Afinal, não é bem assim…
Até há 20 anos assumíamos que o cérebro parava de se desenvolver numa certa altura durante a infância. Foi isso que me ensinaram na universidade e era o que o meu manual de estudo dizia. Isso acontecia porque não tínhamos a tecnologia necessária para ver dentro do cérebro. Na verdade, não sabíamos nada sobre o desenvolvimento do cérebro humano. A ideia de que o cérebro parava de se desenvolver particularmente cedo era apenas uma suposição. Nos últimos 20 anos fomos capazes de scanear o cérebro humano através de MRI (imagem por ressonância magnética). Muitos grupos em todo o mundo utilizaram este método para, ao analisar cérebros de diferentes idades, perceber como é que este órgão se desenvolve em termos de estrutura e função. O que todos esses estudos mostram é que o cérebro humano não deixa de evoluir na infância, continua a fazê-lo em termos de estrutura e função durante a adolescência e até aos 20 anos (até aos 30 anos em algumas regiões do cérebro).

O que é que isto significa?
Acho que nos dá uma explicação adicional sobre o porquê deste período da vida, a adolescência, representar uma mudança de desenvolvimento tão grande, ao nível comportamental e psicológico. Os comportamentos que associamos à adolescência — como o ato de correr riscos, a pressão dos pares ou a impulsividade — existem desde sempre. Podemos encontrar exemplos desses comportamentos na Grécia antiga, através de Platão, sendo que até Shakespeare escreveu sobre isso. Existem desde sempre, na história. Esses comportamentos, a que chamamos comportamentos típicos da adolescência, foram explicados por mudanças hormonais na puberdade e por mudanças socais. Agora sabemos que é uma parte muito natural e adaptativa do desenvolvimento cerebral, mas também das mudanças hormonais e sociais.

Tendo em conta que o desenvolvimento cerebral pode variar de cultura para cultura, o que é que sabem até agora que possa ser válido para a cultura ocidental?
Tudo o que sabemos sobre desenvolvimento cerebral provém de cérebros de adolescentes americanos e europeus. Acho que todos os cientistas que trabalham nesta área assumem que o cérebro se desenvolve [de formal igual] em todos os adolescentes em todo o mundo. Seria muito estranho se assim não fosse, mesmo que numa determinada cultura as expetativas sociais para com os adolescentes sejam muito diferentes da nossa… O que acontece é que, à partida, haverá diferenças subtis, não serão diferenças assim tão grandes. Essa é a minha previsão. Mas certamente que vão existir diferenças subtis, até porque o ambiente na infância e na adolescência tem uma influência subtil na forma como o cérebro se desenvolve.

Acha que a sociedade é dura com os adolescentes?
Sim, acho que os adolescentes passam um mau bocado. Em parte, acho que isso acontece porque eles comportam-se de forma diferente e mudam muito desde a infância. Até há pouco tempo as pessoas não compreendiam bem os adolescentes e até os culpavam, mas isto é apenas parte de um estágio de desenvolvimento natural, adaptativo e inevitável. É um pouco estranho que diabolizemos os adolescentes.

Já disse que os professores deveriam ter noções básicas de neurociência. Também acha que as escolas são duras com os adolescentes? Acha que as escolas deveriam estar melhor preparadas e não o contrário?
Sim. Na adolescência, o córtex pré-frontal, que está relacionado com o planeamento, ainda se está a desenvolver e, talvez porque eles se pareçam com adultos, a escola e a sociedade espera que os adolescentes sejam capazes de planear os TPC e diferentes projetos, coisa que não esperaríamos de uma criança. Colocamos expetativas muito altas nos adolescentes. Talvez fosse útil os professores saberem como o cérebro dos adolescentes se desenvolve.

 

 

O que precisam as raparigas de saber para crescerem seguras e independentes

Maio 19, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://lifestyle.publico.pt/ de 10 de maio de 2017.

Steve Biddulph é um psicólogo australiano que escreve sobre as diferenças entre rapazes e raparigas.

Como é que os pais podem garantir que as suas filhas se tornam mulheres fortes, independentes e confiantes? O australiano Steve Biddulph, perito em educação e psicólogo infantil, escreveu o livro 10 Things Girls Need Most to Grow up Strong and Free (“As 10 coisas de que as raparigas mais precisam para crescerem fortes e livres”). De acordo com este australiano, estas dez coisas são: um início de vida seguro e com amor, tempo para ser criança, competências para as amizades, o respeito e amor de um pai, uma faísca, tias, uma sexualidade feliz e saudável, coragem, feminismo e espírito.

Quando estava a decidir quais eram os dez componentes, Biddulph reflectiu sobre os aspectos que, segundo os estudos, reforçam o desenvolvimento das raparigas e falou com mulheres sobre aquilo que sentiam que tinha prejudicado a sua infância e o seu desenvolvimento.

Biddulph aconselha os pais a livrarem-se das “pressões mediáticas loucas sobre a aparência” e a não transmitirem nenhum dos seus problemas e inseguranças com o corpo em frente às filhas. Do mesmo modo, enfatiza a importância de ter modelos femininos fortes, incluindo tias, tal como a necessidade de falar sobre sexo de forma positiva, ao mesmo tempo que se enfatiza que a rapariga, e mais ninguém, é dona do seu corpo.

No livro, Biddulph explica que muitos dos problemas individuais das raparigas e das mulheres não são de todo individuais. Muitas vezes, eles resultam das forças, pressões, desigualdades, estigmas e abusos que afectam as mulheres ao longo dos anos. É por isso que o feminismo é apresentado como um dos dez componentes para educar uma rapariga forte. “O feminismo é importante porque muitas vezes uma rapariga individualiza,” explica o psicólogo ao jornal britânico The Independent.  “Descobrir que esta luta decorre há mais de um século em todas as partes do mundo e que não é só ela melhora a saúde mental, porque nos deixa zangados em vez de assustados ou inseguros. Sentimo-nos parte de algo maior.”

Antes deste livro, o australiano já tinha escrito outros dois, um sobre cada género, porque defende que não é igual educar um rapaz e uma rapariga. Assim, os seus bestsellers anteriores chamam-se Educar Rapazes e Educar Raparigas. Mas, um dia, Biddulph espera que as diferenças desapareçam.

Alguns dos conteúdos deste novo livro podem aplicar-se aos rapazes, mas, salvaguarda o especialista, são elas que têm maior propensão para sofrer de ansiedade, depressão e distúrbios alimentares. “Os rapazes têm mais probabilidade, em termos estatísticos, de morrer, de ser violentos ou de acabar na prisão”, acrescenta.

“A pressa é inimiga do amor”

“Desde bebés, as pessoas não têm tempo para estar em paz e estar perto da família”, explica o autor. “Não protegemos nem tomamos conta dos jovens pais, de forma a que eles consigam ser pais. Os governos neoconservadores querem que toda a gente faça parte do mercado de trabalho e fazem-nos sentir que ser pai é uma actividade inferior… eu defendo que ‘a pressa é inimiga do amor’ e que o nosso reflexo para estar ocupado se descontrolou. Somos um animal de manada e é difícil remar contra a maré, mas as pessoas começam a fazer essa escolha. Quando as pessoas estão ocupadas, as ligações enfraquecem, as crianças não nos contam os seus problemas, as mães e os pais começam a ficar tensos e infelizes devido à falta de paz e de intimidade e as crianças são geridas e tratadas como uma manada, em vez de serem realmente cuidadas e acarinhadas. Acontece o mesmo na escola, quando os professores em todo o mundo me dizem que não têm tempo para se preocupar.”

O resultado é que as crianças crescem no meio do stress e com inúmeras pressões, como ser o melhor na escola. Segundo o especialista, no Reino Unido, uma em cada cinco crianças foram diagnosticadas com ansiedade; e uma em cada três automutila-se.

 

 

 

Save the Children indica Cuba como melhor país para ser menina na América Latina

Novembro 23, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação, Relatório | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.hypeness.com.br/

nina

Em outubro deste ano, a ONG Save The Children divulgou um relatório intitulado Hasta la Última Niña (“Até a última menina”, em espanhol) em que aponta os países que oferecem melhores oportunidades para o desenvolvimento das meninas. Enquanto a Suécia foi a primeira colocada no mundo segundo a instituição, seguida por Finlândia e Noruega, Cuba foi o país com melhor desempenho entre todos os localizados na América Latina e no Caribe.

No índice criado pela organização, Cuba ficou em 34º lugar geral em termos de oportunidades para meninas – o Brasil ficou com a 102ª posição. Entre os pontos levados em consideração para compor o ranking estão os índices de casamento infantil, gravidez na adolescência, mortalidade materna, mulheres na política e acesso à educação.

Na comparação com outros países, Cuba ficou na frente do Japão e apenas duas posições atrás dos Estados Unidos. Com a conquista, o país se torna um modelo para outros países em desenvolvimento em termos de igualdade e oportunidade para as mulheres.

De acordo com a agência EFE, a assessora de governabilidade para América Latina e o Caribe da Save the Children, Teresa Carpio, teria lembrado que a violência é a principal barreira para o desenvolvimento das meninas na América Latina. O problema afeta de maneira ainda pior as meninas descendentes de povos originários e negras.

O ranking analisou um total de 144 países. O Haiti foi o país com o pior desempenho entre os que estão localizados na região da América Latina e Caribe, enquanto a República Centro-africana, o Chade e o Níger ocupam as três últimas posições do ranking mundial. Para ver o relatório completo, clique aqui.

Texto da Save the Children no link:

https://www.savethechildren.es/publicaciones/hasta-la-ultima-nina

 

 

Curso de Especialização em Desenvolvimento e Saúde do Adolescente

Agosto 23, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações Aqui

I Jornadas Sei! Odivelas…Ser Família

Maio 10, 2011 às 9:03 am | Publicado em Divulgação, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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As I Jornadas Sei! Odivelas realizam-se no dia 14 de Maio de 2011,entre as 9h00 e as 18h00, no Auditório dos Paços do Concelho, Quinta da Memória, em Odivelas e contam com a participação da Dra. Dulce Rocha, Presidente Executiva do Instituto de Apoio à Criança, que irá desenvolver o tema “Promoção e Protecção de Crianças e Jovens em Contexto Familiar e Escolar; Os Conflitos familiares e as suas Consequências”

O Projecto Sei! Odivelas insere-se no Projecto de Promoção do Sucesso Educativo e Integração.


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