Jovens não empregados que não estão em educação ou formação – Estatística da OCDE

Maio 29, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Imagem retirada do Facebook da OECD Education and Skills

Across OECD countries, 14% of people between the ages of 15 and 29 are not in education, employment or training.

See how your country compares https://bit.ly/20GWtpC

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Instituto de Emprego tem estratégia de quatro anos para integrar jovens “nem nem”

Julho 2, 2017 às 4:23 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 28 de junho de 2017.

No âmbito do programa Garantia Jovem, o Instituto de Emprego e Formação Profissional apresentou a Estratégia Nacional de Sinalização, plano a quatro anos, para encontrar soluções para os jovens que não trabalham e não estudam, muitos deles fora dos registos oficiais. INE diz que são mais de 175 mil

Mafalda Ganhão

um problema crescente em todos os países da União Europeia e que, no caso de Portugal e tendo em conta estimativas de 2011, representou uma perda para a economia de aproximadamente 2,1 mil milhões de euros, ou seja 1,24% do PIB. Encontrar soluções para integrar os jovens que não trabalham, nem estudam, muitos não constando sequer dos registos dos centros de emprego é uma das prioridades para o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), entidade que apresentou esta terça-feira a sua estratégia Nacional de Sinalização de Jovens, um programa delineado para um prazo de quatro anos e que pretende alcançar pelo menos 30 mil dos 67.500 jovens nesta situação – e que são uma parte dos 175.900 até aos 30 anos que não estudam, não trabalham, nem frequentam formação profissional (dados do INE referentes ao 1º trimestre de 2017).

Segundo o documento dado a conhecer, “a implementação das políticas adotadas será desenvolvida em duas fases”. A primeira, de 2017 a 2018, tem como objetivo o aumento dos serviços de apoio, expandindo a gama de serviços e programas disponíveis. A segunda etapa passará por, em 2019 e 2020, “dar escala às ações e projetos que, em função da avaliação efetuada na primeira fase, possam permitir amplificar os resultados de atuação”.

Conforme explicou o vice-presidente do IEFP, Paulo Feliciano, esta é uma estratégia a desenvolver no âmbito do Garantia Jovem, programa europeu de resposta à inatividade e ao desemprego, que tem como principal objetivo proporcionar aos jovens entre os 15 e os 29 anos que não se encontrem a estudar nem a trabalhar, uma oportunidade para apostar na sua qualificação e estar em contacto com o mercado de trabalho, no prazo de quatro meses após a inscrição no ‘site’ do programa ou nos seus parceiros.

Em Portugal, o programa foi criado pelo Governo português em 2013 e através dele o IEFP contará com mais de 600 parceiros para ajudar à concretização deste seu planeamento a quatro anos, envolvendo autarquias, as associações de juventude e as Instituições Particulares de Solidariedade Social, como entidades que trabalham no terreno com os jovens a sinalizar.

Tendo em conta que em causa estão jovens que “tendem a não procurar ajuda, nomeadamente dos serviços públicos, ou porque desconhecem essa possibilidade ou porque tendencialmente não acreditam nela”, como diz o relatório de 2016 da Garantia Jovem, informar e sensibilizar são palavras de ordem. Metas a atingir com recurso a “metodologias inovadoras, com adaptação da linguagem e dos canais”.

Reformular o portal Garantia Jovem, tornando-o mais moderno e acrescentando-lhe funcionalidades, está na lista das missões a cumprir, a mesma onde se inclui a criação de uma aplicação Garantia Jovem para smartphones e tablets.

mais informações:

https://www.garantiajovem.pt/

 

 

Há 300 mil jovens “nem-nem” — não estudam, nem têm trabalho

Novembro 26, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 10 de novembro de 2016.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Estatísticas do Emprego 3.º trimestre de 2016 9 de novembro de 2016

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Número de jovens desempregados ou inactivos baixou face a 2015, mas aumentou na comparação entre trimestres este ano

Texto de Pedro Crisóstomo

O número de jovens que não estão empregados nem a estudar aumentou no terceiro trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores, em contraciclo com a redução global do desemprego no mesmo período. Há 301,7 mil jovens “nem-nem”, pessoas da faixa etária dos 15 aos 34 anos que estão desempregados ou contabilizados nas estatísticas como inactivos.

O aumento entre o segundo e o terceiro trimestre tem acontecido nos últimos anos e voltou a repetir-se em 2016, com um aumento de 11.700 mil pessoas, de 290 mil para 301,7 mil. É preciso ter em conta que os valores do INE não são ajustados de sazonalidade, estando em causa a comparação em cadeia entre o período que vai de Abril a Junho com os meses de Julho a Setembro, isto é, coincide com o período em que terminam os ciclos lectivos. Já quando se compara o número de jovens nesta situação com os valores de 2015, há uma descida, com menos 16.800 “nem-nem” do que no terceiro trimestre do ano passado.

O número de “nem-nem” aumentou nos jovens que completaram, no máximo, o 9.º ano (são 133 mil) ou o ensino secundário ou um curso de especialização tecnológica (109 mil). Já entre os jovens que acabaram o ensino superior, o número de “nem-nem” diminui (passando para 58,8 mil). Aliás, o maior aumento, detalha o INE, aconteceu entre os mais jovens, dos 15 aos 19 anos. Aqui, a taxa mais do que duplicou, “passando de 2,7% no segundo trimestre de 2016 para 5,9% no terceiro trimestre do mesmo ano”. O contrário aconteceu entre os jovens adultos dos 25 aos 34 anos que não tinham um emprego, nem estavam a estudar ou em formação. Aqui houve uma diminuição de 11,8 mil do segundo para o terceiro trimestre.

Os “nem-nem” representam 13,3% dos 2,2 milhões de jovens dos 15 aos 34 anos. Estatisticamente, são referidos pelo INE como os “jovens não empregados que não estão em educação ou formação” e referem-se às pessoas que em determinado período “não estavam empregados (isto é, estavam desempregados ou eram inactivos), nem frequentavam qualquer actividade de educação ou formação ao longo de um período específico (na semana de referência ou nas três semanas anteriores)”.

“Atendendo à importância” dos jovens nesta situação, o INE, ao divulgar os dados do desemprego do terceiro trimestre, deu a conhecer alguns números sobre esta realidade. O grupo de jovens “nem-nem” é composto “principalmente, por mulheres (52,6%; 158,6 mil), pessoas dos 25 aos 34 anos (58,8%; 177,3 mil), com um nível de escolaridade completo correspondente, no máximo, ao 3.º ciclo do ensino básico (44,1%; 133,1 mil) e desempregados (54,8%; 165,3 mil)”.

Mais 59 mil pessoas empregadas

Quanto aos dados globais do desemprego, os números do INE mostram uma redução da taxa trimestral para os 10,5%, depois de o desemprego ter descido para 10,8% nos meses de Abril a Junho. Do total de pessoas que se encontravam desempregadas entre Abril e Junho, “39,6% saíram dessa situação no terceiro trimestre de 2016: 22,9% tornaram-se empregados e 16,7% transitaram para a inactividade”.

O desemprego de longa duração também diminui, mas ainda há 347.200 cidadãos fora do mercado de trabalho há 12 meses ou mais tempo. Relativamente ao emprego, onde também se registou um aumento, o acréscimo em cadeia foi de 59 mil pessoas. E tanto aumentou o número de trabalhadores a tempo completo (são 4,1 milhões) como o de pessoas a trabalhar a tempo parcial (são 555.500).

As estatísticas do INE permitem ainda ver que, entre estes, há 213,1 mil subdesempregados. Este é o universo de cidadãos que, no inquérito do INE, declararam querer trabalhar mais horas e se mostraram disponíveis para isso no período de referência do inquérito ou nas duas semanas seguintes.

O subemprego de trabalhadores a tempo parcial diminuiu 3,1% em relação ao trimestre homólogo, o equivalente a 7000 indivíduos; em relação ao trimestre anterior diminuiu 5,3%, em 12.100 pessoas. Agora, “corresponde a 4,6% da população empregada total e a 38,4% da população empregada a tempo parcial (note-se que o número de trabalhadores a tempo parcial, no mesmo período, correspondia a 11,9% da população empregada total)”.

O INE explica que o aumento do emprego se deveu “tanto ao fluxo líquido positivo do emprego com a inactividade (o número de pessoas que transitaram do emprego para a inactividade foi inferior, em 20,3 mil, ao de pessoas que transitaram da inactividade para o emprego), como – e sobretudo – ao fluxo líquido positivo do emprego com o desemprego (38,7 mil)”.

 

 

 

O que fazer aos 15% de jovens portugueses que não estudam nem trabalham?

Outubro 6, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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texto do https://www.publico.pt/ de 6 de outubro de 2016.

o relatório citado na notícia é o seguinte:

Society at a Glance 2016

Sumário em português

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Natália Faria

A crise destruiu um em cada dez empregos detidos por jovens com menos de 30 anos nos países da OCDE, entre 2008 e 2013. Evitar a exclusão social destes jovens poderá passar por assegurar a sua transição automática para o superior, defende investigador.

Apesar do ligeiro desagravamento, o cenário não permite grandes suspiros de alívio. Portugal continua a somar 15% de jovens com idades entre os 15 e os 29 anos que não estudam nem trabalham nem estão em formação, segundo o mais recente relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado nesta quarta-feira.

Nos piores anos da crise, entre 2008 e 2013, o país chegou a somar 19% dos jovens nesta situação. Para impedir que caiam na exclusão social, o caminho mais rápido será mantê-los dentro da escola, criando mecanismos automáticos de transição para o ensino superior e sem lugar ao pagamento de propinas, defende Joaquim Luís Coimbra, um investigador da Universidade do Porto (UP).

É que a atenuação do fenómeno (que, mesmo assim, se mantém muito acima dos níveis pré-crise) não significa que a sociedade tenha conseguido acomodar estes jovens no mercado de trabalho. “A emigração pode ajudar a explicar a redução dos que não estudam nem trabalham e um certo aquecimento da economia também — nomeadamente na área dos vinhos e dos têxteis e do calçado —, mas convém não esquecer que muito do emprego jovem criado entretanto é resultante da desvalorização do trabalho que leva ao despedimento de trabalhadores seniores, que aos 45 ou 50 anos custam dois ou três mil euros às empresas, e à sua substituição por jovens que vão ganhar 600 euros”, aponta o docente da Faculdade de Psicologia da UP, cujo trabalho tem assentado no desenvolvimento psicológico e social dos jovens e na formação de adultos.

Na soma dos países da OCDE, contam-se 40 milhões de jovens que se incluem nos chamados NEET (not in employment, education or training), o equivalente a 15% da população no referido intervalo etário dos 15 aos 29 anos. Daqueles, dois terços já nem sequer estão à procura de emprego, estão simplesmente inactivos. Muitos estão responsáveis por cuidar de alguém, outros têm problemas de saúde ou dependências de substâncias ilícitas. A maioria, porém, terá assumido que procurar emprego será tarefa inglória. Pudera: um em cada dez empregos detidos por jovens sub-30 foi destruído pela crise. No caso de Portugal (mas também na Eslovénia, Itália e na Letónia), a crise destruiu entre um quarto e um terço dos empregos detidos por jovens. Já em países como Espanha, Grécia e Irlanda, o número de jovens empregados caiu para metade.

“A longo prazo, o desemprego e a inactividade [dos jovens] podem levar ao isolamento e à exclusão e a pôr em perigo a coesão social. O maior desafio dos Governos nos anos vindouros é, por conseguinte, a elaboração de políticas que dotem os jovens com as competências de que precisam e os ajudem a desembaraçar-se dos obstáculos à educação e ao emprego”, alerta o relatório bianual da OCDE que, nesta 8.ª edição, volta a confrontar um vasto conjunto de indicadores de 42 países.

Na opinião de Joaquim Coimbra, o que custa compreender é que os decisores políticos continuem a querer responder ao problema com pensos rápidos, ao mesmo tempo que ignoram a necessidade de repensar a relação das pessoas com o trabalho sob a forma de emprego com valor económico. “Não vale a pena estarmos a alimentar a ilusão de sociedades de pleno emprego que nunca mais voltaremos a ter. E uma vez que o emprego, que até é uma invenção do século XIX, vai continuar a escassear, era importante que começássemos a olhar doutra forma para o trabalho e que começássemos a criar outros institutos de socialização das pessoas”, aponta.

Um dos primeiros passos seria mudar a escola. “Tem de ser mais aberta e menos reduzida a lógicas de eficiência e eficácia”, preconiza o investigador, para defender “uma escola com mais educação e menos treino de competências, que mais não é do que uma forma de transformar as pessoas em peças funcionais para a máquina produtiva”.

Maioria vive com os pais

Enquanto isso não acontece, em Portugal a maior parte dos NEET portugueses vivem com os pais. “As famílias são as grandes financiadoras do desemprego e da inactividade dos jovens”, diz ainda Joaquim Coimbra. É uma realidade que toca 70% dos jovens portugueses. Na média dos países da OCDE, a coabitação com os progenitores verifica-se em um em cada dois jovens.

E, sem surpresas, os jovens com percursos escolares mais curtos são os mais fustigados pela crise e pela consequente dificuldade em arranjar emprego. Aliás, 30% dos NEET deixaram a escola aos 16, sem terem completado o secundário. E em Portugal o abandono escolar precoce é uma realidade que afecta mais do que um em cada três jovens. Acima disso, só o México e a Turquia.

Na diferença entre géneros, a OCDE nota que mais de 40% dos rapazes portugueses não completaram o secundário, o mesmo se podendo dizer de 30% das raparigas. De resto, só o facto de se ser rapariga agrava em 1,4 vezes o risco de se ser NEET.

Na média da OCDE, cerca de um em cada seis jovens entre os 25 e os 34 anos de idade não têm o secundário completo. “Combater o abandono escolar precoce é essencial”, exortam os técnicos daquela organização, para quem compete aos governos garantir que os jovens completam pelo menos o secundário por forma a acautelar o risco crescente de vivermos em sociedades cada vez mais divididas. É actualmente consensual, como se lê no relatório, que longos períodos de inactividade minam a confiança dos jovens nas instituições e “deixam cicatrizes que perduram por muitos anos”.

No curto prazo, manter estes jovens na escola poderia ajudar a evitar que o problema assuma contornos mais agudos, concorda Joaquim Coimbra, para especificar que a transição automática daqueles que não têm emprego até aos 25 anos para o superior ajudaria, por exemplo, a aproveitar os recursos do ensino politécnico, “que tem instalada uma capacidade de formação que não é utilizada em toda a sua potencialidade”.

Voltando ao relatório, e apesar de ser claro que uma experiência laboral prévia facilita a transição entre a escola e o mercado de trabalho, a OCDE sublinha que a frequência de estágios profissionais é muito baixa em Portugal: apenas 5% dos jovens beneficia desta experiência, em comparação com os 27% da OCDE. Do mesmo modo, apenas 4% dos jovens portugueses conciliam os estudos com algum tipo de trabalho, enquanto na OCDE essa percentagem chega aos 12%.

“Está demonstrado que trabalhar um número moderado de horas (menos de 15 por semana) diminui o risco de abandono escolar precoce, possivelmente porque favorece competências importantes, como a consciência e a motivação, e pode orientar os alunos para um plano de carreira”, lê-se.

 

 

Um em cada seis jovens adultos portugueses não trabalhava nem estudava em 2015

Agosto 13, 2016 às 5:56 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://p3.publico.pt/ de 11 de agosto de 2016.

Ryan Tauss

Ryan Tauss/Unsplash

Os jovens entre os 20 e os 24 anos estão cada vez mais a usufruir do estatuto de trabalhador-estudante e estudante. Há cada vez menos jovens exclusivamente a trabalhar

Texto de Lusa

Um em cada seis jovens portugueses, com idades entre os 20 e os 24 anos, não estavam nem a trabalhar nem a estudar em 2015, segundo dados do Eurostat, que revelam que esta situação se agravou na última década.

De acordo com os dados do Eurostat sobre “Educação, emprego, ambos ou nenhum? O que estão os jovens a fazer na UE?“, divulgados nesta quinta-feira, a proporção de jovens que não estão nem a trabalhar nem a estudar (NEET) aumenta consideravelmente com a idade. Os dados estatísticos colocam o foco no grupo etário dos 20 aos 24 anos, indicando que, de entre os 31 países analisados (28 Estados-membros da União Europeia, mais Islândia, Noruega e Suíça), Portugal situava-se, em 2015, entre aqueles que tinham maior percentagem de jovens na situação de NEET (12.º lugar).

Além disso, o Eurostat aponta que Portugal foi um dos países em que a taxa de NEET cresceu na última década (2006 a 2015), enquanto noutros se verificou uma descida. Neste período, o número de jovens entre os 20 e os 24 anos em situação de NEET aumentou 4,9 pontos percentuais, em Portugal, passando de 12,6% para 17,5%. Esta mostrou ser uma tendência contra corrente, com a generalidade da UE, já que mais de metade dos países europeus tinha maior percentagem de jovens em NEET do que Portugal. Ou seja, em 2006, Portugal estava entre os 13 países com menos jovens nessa situação (18 Estados-membros tinham mais), mas, em 2015, a situação inverteu-se e Portugal passou a figurar entre 13 Estados-membros com mais jovens em NEET (18 países com menos).

No mesmo período, Portugal viu aumentar o número de pessoas entre os 20 e os 24 anos em situação de “exclusivamente a estudar” (de 33,7% para 42,3%), assim como “a estudar e a trabalhar” (de 4,8% para 8,5%). Já no que respeita à situação de “exclusivamente a trabalhar”, verificou-se uma queda acentuada entre esses jovens (de 49% para 31,7%). O que significa que, nos últimos dez anos, nesta faixa etária, passou a haver mais estudantes e trabalhadores-estudantes, mas também menos empregados e mais desocupados.

Os dados do Eurostat sobre “Educação, emprego, ambos ou nenhum? O que estão os jovens a fazer na UE?” foram divulgados na véspera do Dia Internacional da Juventude, e indicam que, no espaço europeu, quase cinco milhões de jovens entre os 20 e os 24 anos não estavam nem a estudar nem a trabalhar em 2015.

Números

12.º Entre os 31 países analisados, Portugal situava-se entre aqueles que tinham maior percentagem de jovens na situação de NEET (12.º lugar).

de 12,6% para 17,5% De 2006 para 2015, o número de jovens nesta situação NEET aumentou 4,9 pontos percentuais: de 12,6% para 17,5%.

 

 

Temos cada vez menos jovens, e Alcoutim é hoje o concelho mais envelhecido do país

Agosto 12, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 12 de agosto de 2016.

Jovens representam quase 40% dos emigrantes Foto: NUNO FOX/LUSA

Jovens representam quase 40% dos emigrantes
Foto: NUNO FOX/LUSA

A percentagem de jovens (15-29 anos) portugueses baixou seis pontos de 2001 para 2015, fixando-se nos 16%, sendo os Açores a região mais jovem do país e Alcoutim, Algarve, o concelho mais envelhecido.

No Dia Internacional da Juventude, que se comemora esta sexta-feira, os números mostram uma diminuição significativa dos mais novos em Portugal, de crianças mas especialmente de jovens.

Comparando 2001 com 2015 verifica-se que no ano passado havia menos 203655 crianças (0-14 anos) e menos 604703 jovens. A diminuição da população total foi de apenas 4646 pessoas.

Os números fazem parte de uma comparação de dados estatísticos feita pelo portal Pordata, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a que a Lusa teve acesso. Por eles fica-se a saber que a percentagem de crianças (0-14 anos) sobre a população total passou de 16 para 14% de 2001 para 2015, e que quanto aos jovens a queda foi ainda maior, de 22 para 16%.

E fica-se a saber também que Ribeira Grande e Lagoa, nos Açores, são os municípios com maior percentagem de crianças (21,6 e 18,9, respetivamente), seguindo-se Alcochete, Mafra e Câmara de Lobos (Madeira). Quanto aos jovens são também municípios dos Açores e Câmara de Lobos que lideram na percentagem.

Do lado oposto os municípios com menor percentagem de crianças são os de Vila Velha de Rodão (4,8%), seguindo-se Almeida, Oleiros, Alcoutim e Penamacor (neste caso com 6,9%). Quanto a cidadãos entre os 15 e os 20 anos é Alcoutim o que tem menor percentagem, seguindo-se Idanha-a-Nova, Corvo, Pampilhosa da Serra e Sabugal.

O cruzamento de dados da Pordata permite ainda saber que em 2014 a faixa etária entre os 15 e os 29 representou uma importante parcela da emigração, 39,5% do total de emigrantes permanentes e 43% dos temporários.

Outros dados do portal estatístico indicam também que os jovens casam e têm filhos cada vez mais tarde. Em média os homens casavam aos 27,8 anos em 2001 e passaram a casar aos 32,5 anos em 2015. Nas mulheres a idade passou dos 26,1 para os 31 anos e o primeiro filho nasce agora aos 30,2 anos (era aos 26,8 em 2001).

Na área da educação os números revelam que a taxa de abandono precoce dos estudos (pessoas entre 18 e 24 anos que não completam o ensino secundário) é das mais elevadas da União Europeia, embora tenha melhorado desde 1992, quando era de 50 por cento. Passou a 44,3 por cento em 2001 e a 13,7 por cento em 2015. Em todas as datas foram sempre mais os rapazes que abandonaram os estudos.

Ao mesmo tempo a entrada cedo nas escolas é cada vez mais massificada. A percentagem de matriculas no pré-escolar, do total de crianças entre três e cinco anos, era de 0,9 por cento em 1961, passando a 51,7 em 1992 e atingindo os 87,8% em 2014.

Quanto ao emprego, o cruzamento de dados mostra que são cada vez menos os jovens que estão no mercado de trabalho e que são eles os mais penalizados, com uma taxa de desemprego quase três vezes superior ao total.

Para pessoas dos 15 aos 24 anos a taxa de desemprego era de 18,3% em 1983 (para um taxa total de 7,8), que passou para 32% em 2015 (para uma taxa global de 12,4 por cento).

Comparando com o que se passa na União Europeia, em 2015 a taxa de desemprego para jovens entre os 20 e os 24 anos era em Portugal de 29,4 por cento (na União Europeia 19,1 por cento) e de 15,8 para a faixa etária 25-29 anos (a média na União Europeia era 12,4).

Só a Grécia, a Espanha, a Croácia, a Itália e o Chipre tinham taxas de desemprego jovem mais elevadas. Do outro lado a Alemanha, Malta e Holanda tinham das taxas de emprego mais elevadas.

E num mundo digital os jovens portugueses não são diferentes, de acordo com os números da base de dados de Portugal contemporâneo: 99,3 por cento utiliza internet. Em 2002 eram menos de metade, 42,8 por cento.

A Pordata surgiu em 2010 pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, criada um ano antes por Alexandre Soares dos Santos e família. Recolhe, organiza e sistematiza e divulga informação estatística sobre Portugal e países europeus.

O Dia Internacional da Juventude foi criado por resolução da ONU em 1999, no seguimento de uma proposta nesse sentido da Conferência Mundial de Ministros da Juventude, um ano antes em Lisboa. Este ano tem como tema “O caminho para 2030: erradicar a pobreza e alcançar o consumo responsável”.

 

 

 

Young people not in employment, education or training (NEET): An overview in ETF partner countries

Julho 28, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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etf

descarregar o documento no link:

http://www.etf.europa.eu/web.nsf/pages/NEET_ETF_partner_countries

There are very high numbers of young people who are neither in education or training nor in employment in the partner countries. Thirteen out of 18 countries for which we have figures show a NEETs rate for 15–29-year-olds higher than 25% (that is one in every four young people).

However, there is great variation between countries, from numbers similar to the EU28 (around 15%) to rates beyond 35%.

Geração posta de lado – Jovens que não estão nem a trabalhar, nem a estudar, nem a receber formação (NEET)

Novembro 7, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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The Great Recession hit adolescents and young people extremely hard. The rate of young people not in education, employment or training (NEET) has increased dramatically in most EU/OECD countries. Read the UNICEF Innocenti Report Card 12 Children of the Recession: The impact of the economic crisis on child well-being in rich countries at http://www.unicef-irc.org

 

Education at a Glance 2014 – Novo Relatório da OCDE

Setembro 11, 2014 às 12:15 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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glance

descarregar o relatório no link:

http://www.oecd.org/edu/eag.htm

This annual publication is the authoritative source for accurate and relevant information on the state of education around the world.

Featuring more than 150 charts, 300 tables, and over 100 000 figures, it provides data on the structure, finances, and performance of education systems in the OECD’s 34 member countries, as well as a number of partner countries.

It results from a long-standing, collaborative effort between OECD governments, the experts and institutions working within the framework of the OECD Indicators of Education Systems (INES) programme and the OECD Secretariat.

What’s new in the 2014 edition?

  • New indicators on private institutions, on what it takes to become a teacher, and on the availability of, and participation in, professional development activities for teachers.
  • Data from the 2012 Survey of Adult Skills, on attainment, employment, intergenerational education mobility, earnings, and social outcomes related to skills proficiency.
  • Data from the 2013 OECD Teaching and Learning International Survey (TALIS) and the 2012 OECD Programme for International Student Assessment (PISA) in several indicators.
  • Analysis of the impact of the recent economic crisis on the interplay among educational attainment, employment, earnings and public finance.
  • More in-depth information related to upper secondary completion rates and the types and use of student loans.
  • For the first time, data from Colombia and Latvia.

Portugal é um dos países da OCDE onde a percentagem de jovens que não estudam nem trabalham mais tem crescido

Setembro 11, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 9 de setembro de 2014.

 

publico

Samuel Silva

Quase 17% da população até aos 29 anos não tem qualquer actividade. Diplomados portugueses estão entre os mais afectados pelo desemprego, aponta relatório Education at a Glance, que este ano dá particular atenção às consequências da crise económica.

O número de jovens que não estudam nem trabalham não tem parado de crescer. Os chamados “nem-nem” representam já quase 17% da população nacional entre os 15 e os 29 anos, segundo o estudo anual da OCDE sobre o sector da Educação, que foi apresentado nesta terça-feira. Portugal é mesmo um dos países onde esta realidade mais se acentuou. O Education at a Glance 2014 dá particular atenção às consequências da crise económica sobre a educação e o emprego dos jovens.

Em menos de uma década, os jovens que não estudam nem trabalham passaram a valer mais quase quatro pontos percentuais na sua faixa etária. Em 2005, os “nem-nem” representavam 12,9% da população 15 aos 29 anos, um número que cresceu 0,6 pontos nos cinco anos seguintes. Em 2012, o ano em que se baseiam os indicadores reunidos pela OCDE neste relatório, estes jovens valiam já 16,6%. Destes, 11,8% estão desempregados – a maioria (7,7%) encontra-se nesta situação há mais de seis meses –, enquanto os restantes estão inactivos.

Fruto destes resultados, Portugal é o décimo país do mundo com maior percentagem de jovens até aos 29 anos que estão inactivos. A tabela é liderada pela Turquia (29,2%), ao passo que a Holanda tem o melhor resultado (6,71%). Contrariamente ao que aconteceu em Portugal, a crise económica mundial fez aumentar o número de jovens no sistema de ensino. Entre 2008 e 2012, a proporção de população entre os 15 e os 29 anos que já não se encontrava a estudar diminuiu de 41 para 36%. As dificuldades de acesso ao mercado de trabalho tornaram o custo de oportunidade de uma formação mais apetecível, fazendo com que muitos jovens tenham optado por se manter no sistema de ensino.

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Por isso, entre 2011 e 2012, a média de “nem-nem” nos países da OCDE diminuiu 0,5 pontos percentuais, fixando-se agora em 15%. Portugal está quase dois pontos acima da média e é o terceiro país onde esta proporção mais cresceu no último ano analisado pelo relatório: 1,4 pontos percentuais. Apenas Itália (1,5) e Espanha (1,4) registam uma evolução semelhante.

Este “Olhar sobre a Educação” que a OCDE lança anualmente sobre os sistemas de ensino de 44 países – os seus 34 membros, aos quais se juntam países de grande dimensão que estão fora da organização como Brasil, China, Índia, Rússia, Arábia Saudita e África do Sul – presta este ano particular atenção aos efeitos da crise económica. Para isso, foram desenvolvidos novos indicadores, que avaliam, por exemplo, a ligação entre os níveis de educação e emprego e o nível de escolaridade e a mobilidade social.

Neste retrato, Portugal está quase sempre entre os países onde a crise teve um mais forte impacto sobre o sector da educação e o acesso dos jovens ao mercado de trabalho. O desemprego atinge 10,5% dos diplomados nacionais, ao passo que a média da OCDE se fica pelos 5%. Só há outros dois países analisados em que esta taxa chega aos dois dígitos e ambos partilham com Portugal a localização geográfica e a exposição à crise financeira e às medidas de austeridade: a Grécia, onde a taxa de desemprego dos diplomados ultrapassa os 15%, e Espanha (12,4%).

Apesar destas dificuldades, o ensino superior continua a ser uma mais-valia para os portugueses no acesso ao mercado de trabalho. Os diplomados têm uma taxa de desemprego que é 5,5 pontos mais baixa do que a de quem tem menos do que o ensino secundário e os seus salários são mais altos 70% do que os colegas com menor formação.

Outro indicador revelador dos impactos da austeridade sobre o sistema de educação e formação nacional é o do financiamento do Estado ao sector. Portugal destina 3,66% do seu PIB à Educação, ficando abaixo da média da OCDE (3,85%). O país aparece também entre aqueles onde o investimento público mais caiu entre 2009 e 2011: cerca de 5%.

A análise feita pelo Education at a Glace deste ano mostra bem como o início da crise marca o ponto de inflexão do investimento em Educação. Entre 2008 e 2009, o financiamento público do sector estava a crescer 13 pontos acima do valor de referência. Nos três anos seguintes, inverteu a tendência e ficou oito pontos abaixo do limiar médio. Em situação semelhante encontram-se países como a Irlanda, a Espanha e a Itália.

Em consequência disto, a parcela de financiamento no sistema de ensino que é assegurado por privados – algo que se manifesta apenas no ensino superior – aumentou 24 pontos percentuais entre 2000 e 2011, fixando-se agora em 31,44%. A retracção do papel do Estado nas universidades e politécnicos em Portugal é apenas ultrapassada pela que se verificou no Reino Unido (onde os privados representam 37,5% dos gastos). Ambos os países são destacados no relatório pelo facto de terem aumentado “substancialmente” o valor das propinas cobradas nas instituições de ensino superior, o que releva outra das tendências identificadas no relatório: o aumento da percentagem de investimento assumida por particulares deve-se sobretudo às despesas suportadas pelas famílias dos alunos.

Uma geração “desligada”

O contínuo crescimento da camada da população jovem que não está a estudar nem a trabalhar está a criar uma geração “desligada” e com “falta de perspectivas em relação ao futuro”, dizem sociólogos contactados pelo PÚBLICO. Os números divulgados pelo relatório Education at a Glance da OCDE não são uma novidade para os especialistas, mas os 17% de jovens inactivos entre os 15 e os 29 anos que são apontados no documento permitem perceber a dimensão de um problema que é “preocupante”.

A socióloga do trabalho da Universidade do Minho (UM) Ana Paula Marques relaciona dois dos principais indicadores apontados pelo estudo internacional tornado público esta terça-feira. O aumento do número de jovens que não estudam nem trabalham está ligado ao nível extraordinariamente alto de diplomados que estão no desemprego em Portugal, considera a especialista. A situação tem contornos “preocupantes” e está a assumir uma dimensão “importante”.

“Este é um fenómeno novo em Portugal e tem vindo a registar-se a partir de 2010, o que talvez não seja acaso”, avalia Ana Paula Marques, lembrando que as dificuldades de inserção dos licenciados no mercado de trabalho estão associados à crise económica. Esta realidade está a criar as condições para que a chamada geração “nem-nem” seja também uma geração “desligada” da sociedade. “Não é só a falta de emprego. Estes jovens também perdem a ligação com a cidadania e a sua integração, com todas as consequências que isso tem”, alerta a especialista.

“Quanto mais tempo passarem nesta situação, mais complicada ficará a situação destes jovens”, concorda Carlos Manuel Gonçalves, sociólogo da Universidade do Porto (UP), que, entre outros estudos, coordenou “Licenciados, Precaridade e Família”, editado em 2010. Dos 16,6% de jovens inactivos, 7,7% estão no desemprego há mais de seis meses. Este desemprego de longa duração, associado à falta de inserção no sistema de educação e formação “está a criar um grupo de pessoas não qualificadas”, aponta o professor da UP.

Para o investigador, o crescimento dos jovens que não estudam nem trabalham tem uma explicação “conjuntural”, associada à crise económica, que está a dificultar o acesso dos jovens europeus ao mercado de trabalho. Portugal “não é caso único”, sublinha. Todavia, o sociólogo do Porto acrescenta a esta uma outra explicação de carácter estrutural: “Há uma desafeição de muitos jovens em relação à escola e à formação”, considera, atribuindo esta circunstância à “falta de expectativas relativamente ao futuro”.

Ana Paula Marques concorda com esta ideia de “ausência de futuro”, que condiciona as possibilidades de acção no presente. Esta dimensão coloca mesmo dificuldades ao sucesso das políticas públicas de formação e inserção do mercado de trabalho. Ainda assim, os dois especialistas dizem ser importante reforçar essas apostas, de modo a manter os jovens inactivos mais próximos do emprego ou do sistema de educação. “Não podemos deixar este vazio tomar espaço”, avisa a socióloga do trabalho da UM.

 

 

 

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