Todos têm dever de denunciar maus tratos a crianças

Maio 11, 2015 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do site http://lifestyle.sapo.pt  de 29 de abril de 2015.

AFP Photo  Alberto Pizzoli

Nuno Noronha  Lusa

A diretora da Mimar, associação de acolhimento de crianças em perigo, no Estoril, defende que todos os cidadãos têm a obrigação de proteger e estar atentos às crianças e de denunciarem casos de maus tratos, negligência ou abandono.

Sofia Pombo e Costa socorre-se de um provérbio africano para enfatizar a ideia: ‘para proteger e para educar uma criança é necessário uma aldeia’.

“Estamos a falar de familiares próximos, vizinhos, escolas, centros de saúde, que contactam de uma forma muito mais diária e não só do técnico, já numa segunda linha, ou de uma comissão de proteção”, realça a psicóloga em entrevista à Lusa, a propósito dos mais recentes casos de morte de crianças – o bebé esfaqueado pelo pai e a menina agredida pelo padrasto.

“São situações lamentáveis e tristes que fazem com que questionemos como podemos evitar este tipo de situações”, diz.

“Mas vem-me logo à mente o quão difícil é a proteção das crianças e o quão precisamos de olhar para o sistema que tantas vezes é falado como muito mais abrangente do que me parece que às vezes é”, sublinha.

“E por isso, mais do que focarmo-nos tanto no técnico e na comissão de proteção e no sistema quase micro, temos que olhar para todo o sistema e questionar porque é que estas situações ocorrem em todos os patamares desse sistema começando por todos nós, enquanto pessoas, pela comunidade que deve e pode estar atenta de uma forma diária e quotidiana”, recomendou.

E, continua, “mesmo quando há uma sinalização, a não ser que no momento esteja a acontecer algo muito grave e que haja uma retirada da criança, de emergência, a situação tem de ser avaliada e os técnicos não têm uma bola de cristal que lhes permite ver o que está a acontecer e o que virá a acontecer num futuro próximo”.

Por isso, defende, o envolvimento de todas as pessoas e de toda a comunidade é fundamental para que possa haver uma verdadeira e uma boa proteção à infância e às crianças.

“Começa em cada um de nós e é importante que cada pessoa possa olhar pelas nossas crianças e não só um sistema já de segunda linha, como uma comissão, que também tem o seu papel, tem outras ferramentas para avaliar, mas não tem o quotidiano, o dia-a-dia onde vários indícios podem surgir”, enfatiza.

Questionada sobre as dificuldades sentidas na Mimar, Teresa Avilez, gestora familiar na associação, lança a pergunta: ”Sabe quantas pessoas existem no distrito de Lisboa inscritas e disponíveis para acolher temporariamente uma criança na sua família? Zero …”.

“Enquanto parte de uma equipa técnica de um centro de acolhimento, uma das dificuldades que sentimos é quando estamos a pensar, juntamente com os tribunais e as comissões, sobre os projetos de vida das crianças que acolhemos, que a resposta que mais vai ao encontro do superior interesse da criança não seria nem a reunificação familiar, nem a adoção plena”, afirma.

Em causa, sustenta a jurista, está uma resposta que não implique um corte com a família de origem, mas sim uma resposta no meio, entre aquelas duas situações.

“A lei prevê essas respostas, mas aquilo que sentimos é que quando damos um parecer no sentido da adoção restrita ou do apadrinhamento civil, não conseguimos concretizar estas respostas”, explica.

“Custa-nos muito pensar que não tenhamos pessoas solidárias, que não se candidatem a uma situação destas e o que depois vemos é que há muitas pessoas a acolher informalmente crianças e a dar essa ajuda às famílias que precisam”, realça Teresa Avilez.

“Não acredito, o povo português até é tido por ser solidário, portanto choca-me muito que existam zero candidatos a uma adoção restrita ou zero candidatos a um apadrinhamento civil ou candidatos ao acolhimento familiar, que é outra medida de proteção”, lamenta a gestora familiar na Mimar.

 

 

 

À escuta do silêncio dos inocentes

Abril 20, 2015 às 12:44 pm | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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reportagem do Correio da Manhã de 19 de abril de 2015.

A reportagem contém declarações da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança.

À escuta do silêncio dos inocentes

 

 

Saltar entre hospitais para esconder maus-tratos

Setembro 25, 2014 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 23 de setembro de 2014.

clicar na imagem

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Ação de Formação “Deteção e Intervenção nos Maus-Tratos/Abuso Infantil”

Julho 11, 2014 às 10:00 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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Inscrições até 15 de julho, através do e-mail cpcjamadora@gmail.com

mais informações aqui

Proteja Brasil – Aplicação para smartphones e tablets criado para facilitar denúncias de violência contra crianças e adolescentes

Maio 28, 2014 às 6:00 am | Na categoria Divulgação, Site ou blogue recomendado | Deixe o seu comentário
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mais informações:

http://www.protejabrasil.com.br/br/

Maus tratos às crianças cada vez mais requintados e difíceis de identificar

Novembro 13, 2013 às 9:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do i de 12 de Novembro de 2013.

Por Agência Lusa

“O ato de maltratar tem-se vindo a aperfeiçoar. É mais requintado e perverso, com marcas mais difíceis de identificar e difíceis de lidar para os próprios técnicos”

Os maus tratos às crianças são cada vez mais requintados e perversos e com marcas difíceis de identificar, mesmo para os próprios técnicos, revelou hoje um elemento de um núcleo de apoio a crianças e jovens em risco.

Rute Santos, membro do Núcleo hospitalar de apoio a crianças e jovens e risco no Hospital Dona Estefânia, falava durante o Congresso de Serviço Social do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), sobre o tema dos maus tratos.

A especialista revelou que o ato de mau tratar é cada vez mais escondido e um desafio para os técnicos que recebem e encaminham estes casos.

“O ato de maltratar tem-se vindo a aperfeiçoar. É mais requintado e perverso, com marcas mais difíceis de identificar e difíceis de lidar para os próprios técnicos”, afirmou.

Apesar do aumento da gravidade dos casos, o seu número baixou entre 2008 e 2012: de 169 para 122.

Sobre o tema deste congresso – “O serviço social em contexto de crise” – Rute Santos alertou para o facto de as crianças perceberem a crise, que “é também de valores e da organização da família”.

“As crianças têm noção que a vida delas mudou e têm dificuldade em aceitar isso”, disse.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 

Safe and child-sensitive counselling, complaint and reporting mechanisms to address violence against children

Setembro 20, 2013 às 8:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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safe

Descarregar o relatório aqui

“Counselling, complaint and reporting mechanisms constitute critical remedies to address breaches of children’s rights, including violence in all its forms. Their development is anchored in international human rights standards and, in view of their urgency, the Brazil Congress against the Sexual Exploitation of Children and Adolescents called on their establishment in all countries by 2013.

The need for safe, well-publicized, confidential and accessible mechanisms for children to report incidents of violence was also a serious area of concern addressed by the UN Study on Violence against Children. The Study recommended their establishment, including through telephone helplines which children can access to report abuse, speak to a trained counsellor in confidence, and ask for support and advice.

The Study underscored the need to make all children, including those in care and justice institutions, aware of the existence of complaint mechanisms and recommended that in every locality and every setting there should be well-publicized and easily accessible services to investigate reports of violence against children.

Based on information received from national governments and many other stakeholders, as well as research conducted, this report provides an overview of existing counseling, complaint and reporting mechanisms,drawing attention to positive developments and persisting challenges. (…)”

Reportagem do Telejornal da RTP1 sobre a campanha da Fundacíon ANAR e a linha 116 111 com a presença de Manuel Coutinho

Maio 9, 2013 às 2:00 pm | Na categoria O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe o seu comentário
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Reportagem do Telejornal da RTP1 de 8 de Maio de 2013.

O Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança), foi entrevistado nesta reportagem.

Ver a reportagem Aqui  (primeiro minuto da 2ª parte do Telejornal).

maustratos

The $#*! Kids Say – Don’t wait until you’re certain

Abril 5, 2012 às 12:00 pm | Na categoria Divulgação, Vídeos | Deixe o seu comentário
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Notícia do site The Inspiration Room de 29 de Março de 2012.

NSPCC, a child welfare organisation in the UK, is running “THE $#*! KIDS SAY”, a short film highlighting the fact that many people wait too long to report suspected child abuse. The charity’s research found that most people ignore worries over a child’s safety for about a month before calling. The campaign is being launched in partnership with online parenting forum NetMums.

 

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