5 erros que está a cometer com a saúde oral dos seus filhos sem saber

Junho 7, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do MAGG de 21 de maio de 2019.

Deixá-los escovar os dentes sozinhos não é boa ideia. A Dr.ª Filipa Roque, dentista pediatra da MALO CLINIC, explica o que não deve fazer.

Quando as crianças são pequenas, convencê-las a realizar certas tarefas do dia-a-dia, como comer a sopa, tomar banho, arrumar o quarto, fazer a cama antes de sair de casa ou lavar os dentes pode tornar-se numa missão complicada para os pais.

O simples facto de não conseguir convencer uma criança a lavar os dentes depois das refeições pode ser problemático, principalmente se isso obrigar a uma visita ao dentista quando já for tarde de mais. Tal como explica a Dr.ª Filipa Roque, Diretora do Departamento de Odontopediatria da MALO CLINIC, os bons hábitos de higiene oral são o primeiro passo para evitar problemas a longo prazo.

“Incutir estes bons hábitos é uma forma de prevenir, no futuro, a necessidade de fazer tratamentos dispendiosos e dolorosos que sejam difíceis para a criança”, explica. “Se isso começar a ser enraizado nas crianças desde pequenas, a probabilidade de se tornarem adultos saudáveis, sem cáries e com bons hábitos de higiene oral é muito elevada.”

Apesar de poder ser realmente complicado incutir estes hábitos nas crianças, muitas vezes são os próprios pais que, inconscientemente, cometem alguns erros que podem prejudicar a saúde oral dos seus filhos. A médica dentista da MALO CLINIC aponta algumas dessas falhas, que podem facilmente ser resolvidas mudando algumas rotinas da dinâmica familiar.

1. Dar comida depois de lavar os dentes

“Um dos grandes erros que os pais cometem é, depois da última higiene oral da noite, darem alguma coisa de comer às crianças, seja uma bolacha, leite ou papa”, explica a odontopediatra. “Isso vai sujar a cavidade oral e, durante o sono, os nossos movimentos de autolimpeza da língua e das bochechas estão reduzidos. A saliva, que é o nosso fator protetor, está reduzida, e isso faz com que a comida que as crianças comem nessa altura fique sobre os dentes durante toda a noite, aumentando o risco de cárie.”

2. Evitar o fluor

Optar por uma pasta sem fluor é um dos erros mais cometidos pelos pais, tal como realça a especialista. Isto porque este componente deve sempre estar presente nas fórmulas das pastas dentífricas, de maneira a conseguir uma proteção mais eficaz.

“Os pais podem comprar a pasta no sabor que a criança quiser, mas as fórmulas devem conter a quantidade de flúor adequada à idade, logo a partir do momento em que nascem os primeiros dentes”, continua. “Para tal é necessária uma avaliação em consulta por parte do médico dentista, de forma a determinar a dose necessária, que pode variar consoante a idade.”

3. Não ir à consulta no momento certo

Outro dos grandes erros cometidos pelos pais é o facto de só levarem as crianças à consulta quando estas já têm alguma dor, cárie ou qualquer outro problema de dentes. Muitas vezes, há pais que só pensam nas consultas na altura em que caem os dentes de leite, o que não é o ideal.

“As crianças devem ser vistas por um médico dentista durante o primeiro ano de vida”, salienta. “Desta forma, conseguimos dar todas as dicas e esclarecer todas as dúvidas dos pais em relação à higiene oral, seja como escovar, qual a melhor escova ou qual a pasta que devem escolher, para que, depois, possam cumprir tudo à risca em casa. Assim, conseguimos evitar que as crianças desenvolvam cáries ou outros problemas nos dentes.”

4. Escolher a escova errada

“Os pais têm tendência a comprar escovas de dentes mais duras para fazerem a escovagem às crianças, mas a verdade é que se deve fazer exatamente o contrário”, explica. “Os dentes e as gengivas devem ser escovados com uma escova mais macia que, além de não ser tão agressiva para as crianças, consegue os melhores resultados no momento da escovagem.”

5. Deixar as crianças escovarem os dentes sozinhas

É certo que, a partir de um certo momento, as crianças gostam de ter alguma independência e de fazer certas coisas sozinhas, mas escovar os dentes deve ser uma tarefa dos pais até determinada idade, tal como explica a Diretora do Departamento de Odontopediatria da MALO CLINIC.

“Muitas vezes vejo crianças com dois ou três anos a escovarem os dentes sozinhas, mas elas não têm destreza suficiente para o fazer corretamente”, diz. “Até aos seis anos devem ser os pais a fazer a escovagem e, depois disso, devem supervisionar esse momento até que as crianças tenham nove anos.”

Conteúdo produzido pela Magg Lab e patrocinado por: MALO CLINIC

 

 

Alguns pais esquecem-se de usar os cheques-dentista dos filhos. E até há quem os perca

Agosto 2, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 22 de julho de 2018.

Quase uma década depois de a distribuição de cheques-dentista pelas crianças de sete, 10 e 13 anos que frequentam escolas públicas ter arrancado em Portugal, muitos destes vales de 35 euros não estarão a ser aproveitados, apesar de a taxa de utilização global a nível nacional ter aumentado no ano passado e estar agora perto de 78%. Num estudo sobre os factores de não-adesão aos cheques-dentista anunciado como pioneiro e publicado na última edição da revista Acta Médica, conclui-se que muitos encarregados de educação se esquecem e deixam passar o prazo de validade dos primeiros vales que os menores recebem e que alguns até admitem que os perdem.

Há algumas localidades em que a percentagem de utilização dos cheques-dentista dados às crianças nestas faixas etárias para serem usados em consultórios dentários privados, no âmbito do Programa Nacional de Saúde Oral, é inferior à média nacional, ainda que estes dados não sejam divulgados publicamente. É o caso da área abrangida pelo Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Lisboa Ocidental e Oeiras, onde no ano lectivo 2014/2015 a adesão a esta que é, para muitas famílias, a única possibilidade de proporcionarem cuidados de saúde oral às crianças, se ficou pelos 23%.

Foi para tentar perceber os motivos que justificam a reduzida adesão neste ACES que Rita Filipe, médica da Unidade de Saúde Pública do agrupamento, decidiu avançar com uma investigação em conjunto com Pedro Aguiar, da Escola Nacional de Saúde Pública. O “estudo de caso-controlo” envolveu 270 alunos (metade não tinham usado os vales e a outra metade utilizou-os) de 35 escolas públicas daquela área geográfica.

Apesar de a amostra ser limitada a este agrupamento e não ser assim representativa, os resultados fornecem pistas interessantes: mais de um quinto (21,5%) dos encarregados de educação inquiridos que não utilizaram os primeiros cheques-dentista distribuídos aos alunos com cáries admitiram que isso aconteceu porque se esqueceram e deixaram ultrapassar o prazo de validade e 4,4% revelaram que os perderam. Também é elevada a percentagem dos que afirmaram não ter, sequer, recebido os cheques-dentista naquele ano lectivo (17%).

Mas o principal motivo invocado para a não-utilização do cheque é o facto de os alunos serem já seguidos por dentistas particulares (23,7%) que não são aderentes ao programa. E em 5,9% dos casos os pais responderam que não precisavam dos vales porque as crianças têm seguro de saúde.

O estudo permite ainda perceber que há algumas dificuldades na localização de médicos aderentes ao programa (10,4%). Acresce que 9,6% dos encarregados de educação queixaram-se de não ter recebido informação sobre como utilizar os vales e sobre a sua importância. São resultados que demonstram “uma baixa valorização [pelos encarregados de educação] da importância da saúde oral e de como utilizar os serviços de saúde”, concluem os investigadores.

No total, cerca de um terço dos alunos não utilizou o cheque-dentista nem foi seguido por dentista particular, “perdendo-se uma oportunidade para a prestação de cuidados de saúde oral personalizados, preventivos e curativos, de forma gratuita”, notam.

Adesão nacional é “satisfatória”

A percentagem da adesão é muito inferior às médias nacionais globais que têm sido divulgadas pela tutela, no âmbito do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral. Rita Filipe adianta que a taxa do ACES Lisboa Ocidental e Oeiras continuou baixa nos últimos anos lectivos e que haverá outros locais onde o fenómeno também se verifica, a crer em relatos de alguns colegas. “Deve haver muitas assimetrias”, acredita.

Sublinhando as “fragilidades” deste estudo, que “não tem uma amostra representativa” e se circunscreve a um ACES, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), Orlando Monteiro da Silva, prefere destacar a taxa de utilização a nível nacional, que na sua opinião é “muito satisfatória”, ainda que seja “passível de ser melhorada”. “Este é um programa de sucesso que reconhecidamente tem contribuído para ganhos em saúde”, enfatiza.

Segundo os últimos dados disponíveis e que constam do Relatório sobre o Acesso a Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionadas recentemente tornado público, a taxa de utilização nestes grupos etários aumentou de facto nos últimos anos – em 2017 chegou a 77,9%, quando no ano anterior era de 75,9%, apesar de o número absoluto de vales distribuídos pelas crianças nestas faixas etárias ter diminuído 3,3% neste período.

Depois de ter pedido informação mais detalhada à Direcção-Geral da Saúde (que gere este programa), o presidente do Conselho Geral da OMD, Paulo Melo, confirmou que neste ACES a taxa de utilização dos vales é muito baixa, tendo em conta a percentagem da região (Lisboa e Vale do Tejo). Admitindo que haja locais com uma taxa de utilização mais baixa do que a média nacional, Paulo Melo adianta que a informação agora conhecida sobre este ACES serviu de alerta para a necessidade de se olhar para os dados sobre a utilização dos primeiros cheques distribuídos nas escolas.

Quanto aos motivos que podem justificar a não utilização dos cheques, Orlando Monteiro da Silva destaca que já há muito tempo se percebeu que há dois grupos de famílias que tendem a aderir menos a este programa, por um lado as mais desfavorecidas do ponto de vista sócio-económico e com menor literacia e, por outro, aquelas em que os menores são já seguidos por médicos dentistas privados.

Neste estudo, porém, não se provou que a taxa de utilização fosse influenciada pela maior ou menor escolaridade dos encarregados de educação. Não será também por causa do prazo para a utilização do cheque ser curto que a adesão foi menor, porque, quando o vale é emitido, pode ser usado até quase um ano depois, diz Rita Filipe. O problema, especula, é que os encarregados de educação pensam que têm muito tempo para os usar e depois acabam nalguns casos por se esquecer.

Também seria importante, defende a médica, apostar numa maior divulgação deste programa e aumentar o número de médicos dentistas aderentes. Um simples telefonema a alertar os encarregados de educação para o fim do prazo de validade também seria determinante para aumentar a adesão, sugere ainda.

O certo é que o Governo já decidiu desmaterializar os cheques-dentista, no âmbito do Programa Simplex, com o objectivo de evitar eventuais extravios e esquecimentos, medida que foi anunciada em 2017 para entrar em vigor no ano lectivo que arranca em Setembro próximo. O PÚBLICO perguntou ao Ministério da Saúde se a medida vai mesmo entrar em vigor neste ano lectivo mas não obteve resposta em tempo útil.

A distribuição de cheques-dentista começou em 2008 com as mulheres grávidas seguidas no Serviço Nacional de Saúde e os idosos beneficiários do complemento solidário, estendeu-se às crianças em 2009 e incluiu os utentes infectados com o vírus VIH/sida em 2010. Mais tarde, passou a englobar intervenções precoces em casos de risco de cancro oral e, posteriormente, abrangeu os adolescentes, primeiro os de 16 anos e, posteriormente, os de 18 anos.

Às crianças de sete e 10 anos podem ser atribuídos até dois vales por ano lectivo e, aos jovens de 13 anos, podem ser distribuídos até três. Cada cheque tinha, até à chegada da troika a Portugal o valor de 40 euros, que nessa altura foi reduzido para 35 euros, valor que ainda não foi reposto, lamenta o bastonário.

 

 

 

Higiene oral dos miúdos. “Há muitos pais que dão Panrico aos filhos e não sabem o quão mal isso faz aos seus dentes”

Julho 12, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Blaise vonlanthen unsplash

Texto do site MAGG de 5 de julho de 2018.

Os bebés também devem lavar a boca, a quantidade de pasta deve ser adequada e a alimentação é muito importante. Uma higienista oral explica.

Lavar os dentes a um bebé ou criança pode ser um verdadeiro pesadelo para os pais. É um hábito que nem sempre é fácil de incutir, mas que é essencial para a saúde oral dos miúdos. Mesmo antes de terem dentes.

“As pessoas quando pensam em dentes, pensam em problemas e tratamentos e esquecem-se da prevenção. Essa sim é a mais importante”, explica à MAGG Rita Branco, higienista oral e delegada de propaganda médica nos Laboratórios Pierre Fabre. “Prevenir é a solução para que não haja a necessidade de ter algo para tratar.  E é isto que os pediatras precisam transmitir aos pais.”

E são também os pediatras que têm o papel de informar os pais sobre quais os hábitos de higiene oral adequados a cada bebé ou criança.

Os primeiros dentes aparecem habitualmente depois dos primeiros seis meses de vida do bebé, mas a higienização da boca deve ser feita desde sempre. “A partir do momento em que há fatores externos à boca, é conveniente higienizar as gengivas, pois estas estão constantemente em contacto com o leite, leite com papa ou sopas”, explica.

Quando o bebé é ainda muito pequeno, e não tem dentes, a limpeza deve ser feita apenas com uma compressa húmida, sem recorrer a uma escova, de cada vez que o bebé come. Isto pode durar até no máximo aos dois anos, segundo Rita Branco, apesar de haver várias escovas de dentes no mercado adequadas a bebés a partir dos seis meses.

Além desta, há outras dicas que a higienista oral considera importantes para que seja feita uma correta higiene oral nos bebés e crianças.

  • A escovagem deve ser feita pelo menos duas vezes por dia, de manhã e à noite. Idealmente deveria ser feita de cada vez que a criança come, mas como nem sempre é possível, principalmente se a criança estiver na escola, essas duas vezes devem ser garantidas;
  • A pasta de dentes só deve ser introduzida quando já existem dentes, e com a quantidade de flúor adequada a cada idade. A quantidade de dentífrico usada também é muito importante. Não deve ultrapassar o tamanho da unha do dedo mindinho do bebé/criança, pois só dessa forma se controla melhor para que não haja ingestão do dentífrico;
  • A escova tem que ter um tamanho adequado ao tamanho da boca e dos dentes, ou seja, no momento da compra da escova, deve ter atenção à Indicação da idade e à “cabeça” da escova;
  • A escova de dentes deve ser trocada a cada três meses, por causa da acumulação de placa bacteriana e pela deterioração dos pelos da escova;
  • Ir ao dentista pelo menos duas vezes por ano, para criar um hábito na criança e evitar que se crie o mito de que só se vai ao dentista para tratar um problema e que “o dentista dói”;
  • Lavar os dentes em família. Se tornar este momento divertido e mostrar que também o faz, será mais fácil incutir a vontade e hábito na criança;
  • Não deixar as crianças escovarem os dentes sozinhas, pelo menos até aos seis ou sete anos de idade, pois dificilmente os dentes ficarão bem limpos. Deve haver sempre uma supervisão dos pais.

“Há muitos pais que dão Panrico aos filhos e não sabem o quão mal isso faz aos seus dentes”

A estas dicas há que juntar outro elemento importante: a alimentação. É do senso comum que o açúcar faz mal aos dentes, no entanto, muitas vezes não sabemos a quantidade de açúcar que determinados alimentos têm e damos constantemente às crianças.

“Os refrigerantes são obviamente maus para os dentes, mas não são os únicos. Há muitos pais que dão Panrico aos filhos e não sabem o quão mal isso faz aos seus dentes. E até os alimentos considerados mais saudáveis e que estão tanto na moda como os cereais, as granolas, não se devem dar sem que seja feita uma escovagem logo a seguir. São pegajosos e colam-se aos dentes”, explica a higienista oral.

Outra situação comum ligada ainda ao açúcar, e à importância de lavar os dentes pelo menos de manhã e à noite, é quando os pais têm que dar um xarope aos filhos, que é habitualmente altamente açucarado. Regra geral fazem-no antes de se deitarem ou a meio da noite, e depois não lhes lavam os dentes.

“A criança dorme com a boca fechada, há menos produção de saliva e as bactérias estão mais ativas. O açúcar fica a trabalhar nos dentes a noite toda, o que é bastante prejudicial. Quando isto acontece, é ainda mais importante lavar os dentes logo de manhã.”

A sociedade atual em que vivemos tem em parte alguma culpa da falta de higiene oral das crianças, pois segundo Rita Branco, os pais não têm tempo, nem paciência para estar atentos e dedicarem uma parte do seu dia a isto.

 

 

 

 

 

Atenção: crianças não devem beber leite à noite

Agosto 19, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da TVI24 a Olívio Dias no dia 14 de agosto de 2015.

ver o vídeo da entrevista no link:

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/higiene-oral/saiba-por-que-as-criancas-nao-devem-beber-leite-a-noite

Médico dentista Olívio Dias, em entrevista à TVI24, explica que o leite está cheio de açúcar e é fatal para o aparecimento de cáries

Por: Redação / AR

As crianças não devem beber leite antes de dormir por causa das cáries dentárias. O leite é inofensivo durante o dia, mas à noite o corpo não é capaz de produzir saliva suficiente para atenuar um açúcar presente na lactose. Em entrevista à TVI24, o médico dentista Olívio Dias explica que, além do leite, também os sumos de fruta, as barras de muesli, as peças de fruta e os iogurtes que são consumidos ao longo do dia estão repletos de açúcar e são também fatais para o aparecimento de cáries.

“O leite, como sabemos, tem alguma concentração de açúcar. (…) Se realmente não se lavrar os dentes após a ingestão do leite, o leite vai ficar de certa forma agarrado à placa bacteriana que já pode existir no início da vida e daí, através da presença dos micróbios e de lactobacilos, desenvolve-se imediatamente a cárie”, afirma o médico.

Nesta matéria, a prevenção é a palavra de ordem. Olívio Dias defende que a mãe, logo que o bebé nasça, tem de ter cuidados extremos com a higiene oral da criança.

“A mãe tem que começar aa higienizar as gengivas com uma luvinha, nunca dar beijinhos na boca do bebé, porque o micróbio é transmissível e isso pode começar a ser um princípio de que o micróbio se possa alojar logo nos primeiros dentes, e, a partir daí, temos o problema das cáries e, às vezes, incontroláveis”, avisa.

O dentista alerta ainda para os riscos de se colocar um bocadinho de açúcar no biberão para aliciar o bebé. Esse açúcar, concentrado ao nível das gengivas e dos dentes de leite, tende a provocar cárie. Para o médico, o essencial é ensinar, logo de princípio, as crianças a escovar os dentes.

“O importante, importante, é a higiene e deve-se começar ainda antes dos dentes nascerem com uma pequena massagem nas gengivas, que tem dois benefícios. Um: facilita a erupção dos dentes e é menos sofrimento para o bebé. Dois: começa a criar-lhe o hábito de ter de fazer higiene e o próprio bebé depois vai ter maior apetência e, inclusive, pedir à mãe para lavar os dentes”, remata.

 

 

Mais de metade das crianças rastreadas apresenta problemas dentários

Setembro 13, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 4 de Setembro de 2013.

Mais de metade das cerca de 500 crianças que fizeram rastreios de saúde através de um programa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) foram encaminhadas para dentistas, tendo sido detetados casos preocupantes, segundo os responsáveis.

De acordo com Noémia Silveiro, responsável da SCML, num período experimental  foram realizados rastreios a 540 crianças e jovens de bairros sociais de  Lisboa: 310 foram encaminhadas para dentistas, 144 para nutricionistas e  63 para oftalmologistas.

Face a casos considerados “muito preocupantes, a Santa Casa decidiu  iniciar um programa de rastreios gratuitos de saúde a crianças até aos 18  anos em bairros sociais, históricos e também em juntas de freguesias e instituições  particulares de solidariedade social.

No âmbito da iniciativa “Saúde Mais Próxima”, a SCML vai começar por  fazer, na quinta e sexta-feira, rastreios a crianças dos 6 aos 15 anos,  através de uma nova Unidade Móvel Juvenil de Saúde que estará no Largo Trindade  Coelho, em Lisboa, das 10:00 às 18:00.

O objetivo, como explicou Noémia Silveiro à Lusa, é avaliar a saúde  geral, oral, visual e auditiva dos mais novos, depois dos casos encontrados  no rastreio experimental.

“Encontrámos pais pouco sensíveis para algumas das questões da saúde”,  nomeadamente no que respeita às questões da nutrição e alimentação, disse  a responsável, referindo que, em 500 rastreios, detetaram 40 crianças com  problemas de obesidade.

Para alargar estes rastreios, a SCML quer estabelecer parcerias com  sociedades médicas e outras associações, como o caso da organização não  governamental “Turma do bem”, com a qual já existe um acordo para tratar  doenças orais e problemas visuais.

No âmbito do programa Saúde Mais Próxima, que já existe há mais de um  ano, a Santa Casa já realizou ações de sensibilização e rastreios para as  doenças respiratórias, obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, osteoporose  ou cancro da pele.

Os responsáveis do programa ficam com os contactos dos doentes que são  reencaminhados para os médicos de família e tentam seguir todos os passos  do respetivo processo clínico para se certificarem de que as consultas e  exames necessários são efetivamente realizados.

 

 

 

Especialistas alertam para perigos dos colares de âmbar para bebés

Março 1, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 25 de Fevereiro de 2013.

colar

Os colares de âmbar para bebés estão a tornar-se moda em Portugal, sob pretexto de diminuírem o desconforto do nascimento dos primeiros dentes, mas pediatras e especialistas em segurança infantil defendem que é uma tendência perigosa a abolir.

Vendidos em lojas de pedras semipreciosas, blogues, sites na Internet ou páginas do Facebook, os colares de âmbar podem custar entre 15 e 25 euros e são apresentados como um remédio homeopático tradicional para a dentição do bebé.

“O Âmbar do Báltico é conhecido por reduzir a acidez no corpo humano de uma forma totalmente natural. No bebé, o uso constante do colar ajuda a reduzir os sintomas mais comuns relacionados com a dentição, tais como: vermelhidão nas bochechas, gengivas inchadas, assaduras, febre, erupções cutâneas e febres”, refere um dos sites que em Portugal comercializa estes artigos.

Fernanda Ferreira Velez, autora de um blogue sobre bebés, crianças e o mundo da maternidade, apresenta os colares de âmbar como uma boa solução para ajudar no nascimento dos dentes, mas assume que é um acessório que se está a tornar uma tendência de moda.

“Sem dúvida é uma tendência. Acho que os pais aderem, em primeiro lugar, para minorar nos bebés as chatices provocadas pelos primeiros dentes. Em segundo lugar, talvez pela questão estética. Está a tornar-se uma moda”, referiu, em declarações à agência Lusa, esta mãe que não tira o colar da filha nem para dormir.

Para o pediatra Mário Cordeiro, além de não haver qualquer evidência científica de que ajudam a diminuir desconforto ou inflamação da dentição, os colares, de âmbar ou de outro material, não devem ser usados em crianças antes dos quatro ou cinco anos, pelo menos, por perigo de asfixia.

Intrigado com esta questão, há uns anos, Mário Cordeiro pediu aos colegas dos Estados Unidos para saber se conheciam estudos sobre o assunto, mas a resposta foi taxativa: “uma prática a abolir”.

“Mandaram-me para o departamento de Feitiçaria e Costumes Primitivos, onde me informaram que era uma prática antiga em algumas tribos, mas que não era minimamente eficaz, através de nenhum mecanismo fisiológico, para diminuir os problemas de dores e inflamação da dentição”, relatou à Lusa.

O pediatra explica que a idade da dentição, dos seis meses aos dois anos e meio, a criança mexe-se muito, mudando constantemente de posição e há o perigo de o colar se enganchar em qualquer obstáculo e estrangular a criança.

“Não esquecer que no pescoço passam vasos sanguíneos essenciais. Não creio que um resquício de feitiçaria, misturado com moda e status social mereçam o risco de morte ou de asfixia grave”, argumenta.

Aliás, Mário Cordeiro diz que vê muitas crianças com estes colares, incluindo com mais de três anos e, portanto, já com a dentição completa. Isso leva-o a pensar que os colares de âmbar se estão a tornar uma moda e um “símbolo de pertença social”, não sendo usados para influenciar a dentição.

Também a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) considera que não é recomendado que as crianças pequenas andem com fios ou outras coisas à volta do pescoço.

“Até os próprios fios da roupa foram proibidos para crianças, por perigo de acidentes de estrangulamento. Em crianças, bebés ou mesmo maiores não se quer nada à volta do pescoço”, indicou à Lusa Sandra Nascimento, da APSI.

Apesar de alertar para o perigo dos colares, a APSI diz não ter casos recentes em Portugal de acidentes com fios, sejam eles de âmbar ou outros.

Indicados nalguns sites para bebés a partir dos três meses, vendedores e compradores defendem que estes colares de âmbar são feitos com medidas de segurança, como o comprimento regulamentar de 33 centímetros.

Além disso, entre as contas do fio são dados nós de segurança e as pedras usadas são pequenas o suficiente para não representar risco de asfixia, refere um dos sites de venda.

 

 

Dr. Risadas – Promoção da Saúde Oral

Fevereiro 21, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Convidamo-lo(a) a visitar o site da Plataforma BES Cowdfunding e a consultar a candidatura do Projecto “Dr. Risadas”, um projecto cujo principal objectivo é promover a saúde oral e o acompanhamento Médico – Dentário continuado junto de crianças e jovens entre os 3 e os 16 anos.

O projeto “Dr. Risadas” foi criado em 2009 pela “ENTRAJUDA”, tendo, até 2012 beneficiado deste projeto mais de 13500 indivíduos.

Pretende-se que este seja um projeto de alta sustentabilidade e durabilidade, sendo que os protocolos com as clínicas dentárias são renovados anualmente, pretendendo-se que as crianças abrangidas por este projeto recebam um apoio continuado até aos 16 anos de idade, frequentando consultas de controlo de 6 em 6 meses.

Durante 60 dias, este projecto estará online, disponível na Plataforma para quem desejar apoiá-lo. O valor total de angariação são 1.845 euros.

Divulgue junto de amigos e familiares e faça parte desta causa!

Não há sorriso mais genuíno do que o sorriso de uma criança e não deveria haver outra forma de crescer que não fosse a sorrir.

Ajude-nos a ajudar!

https://bescrowdfunding.ppl.pt/pt/prj/dr-risadas

Lançamento do Livro “As mil cores do Sorriso da Maria”

Outubro 2, 2012 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Notícia da Universidade de Coimbra de 10 de Setembro de 2012.

Este livro, da autoria de Ana Daniela Soares, Ana Luísa Costa e João Carlos Ramos (Médicos dentistas e docentes da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra), com a colaboração de João Pedro Pires e Mariana Escórcio (alunos do Mestrado Integrado em Medicina Dentária) bem como do Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel – Coimbra, visa a promoção da saúde junto do público infanto-juvenil sublinhando, de forma lúdica, aspectos fundamentais particularmente relacionados com a etiologia e prevenção das principais doenças da cavidade oral das crianças.

A 1ª edição, de distribuição gratuita, foi editada pela Imprensa da Universidade de Coimbra, contando com o patrocínio exclusivo do banco Santander Totta e o apoio da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

 

Governo pede a PGR que apure se houve “ilícito criminal” no tratamento dentário de crianças

Junho 14, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 5 de Junho de 2012.

Por Lusa

O secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social solicitou ao Procurador-Geral da República (PGR) que apure se existiu “algum ilícito criminal” na execução de um protocolo que levou ao tratamento dentário de 507 crianças da Casa Pia de Lisboa.

Numa participação enviada ao PGR, Marco António Costa requereu a Pinto Monteiro que empreenda “todas as diligências necessárias ao apuramento de eventuais ilícitos criminais subjacentes à execução do Estudo dos Efeitos da Amálgama Dentário na Saúde das Crianças”, desenvolvido ao abrigo de um protocolo celebrado em 1997.

Para o efeito, Marco António Costa, em quem o ministro da Solidariedade e Segurança Social delegou competências relativas à Casa Pia, dispõe-se “desde já a fornecer quaisquer elementos tidos como relevantes para a investigação” que agora solicita.

Na participação, o governante refere que o estudo em causa foi objecto de uma reportagem pela RTP, no passado dia 28 de Maio, denominada As Cobaias e que nela é referido que as substâncias utilizadas nos tratamentos eram “muito tóxicas”.

Refere ainda que a reportagem menciona que “os testes em causa nunca tinham sido feitos sequer em animais e que tudo teria sido efectuado com o conhecimento das autoridades”, pelo que, enquanto responsável tutelar da casa Pia de Lisboa, pretende indagar, através do Ministério Público, sobre a existência de “algum ilícito criminal” na execução do protocolo.

Ao justificar o pedido de investigação, Marco António Costa sublinha ainda que estão em causa um número elevado de crianças com necessidades e carências especiais entregues aos cuidados de uma instituição do Estado, o que se, “só por si, se reveste da maior importância e melindre”.

Marco António Costa alega ainda não poder permitir que seja posta em causa, ainda que sob a forma de suspeita, sob pena de ser criada uma nova situação de alarme social, geradora de mal-estar das crianças e jovens que se encontram sob a sua alçada.

Na participação a Pinto Monteiro, recorda ter sido, em 1997, que foi celebrado um protocolo entre a Casa Pia De Lisboa, a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa e a University of Washington, visando a elaboração de um estudo dos efeitos do amálgama dentário na saúde das crianças.

Tal estudo, lembra Marco António Costa, tinha como objectivos implementar um “projecto de investigação científica na área da medicina oral”, para estabelecer “conclusões sobre os efeitos na saúde, do mercúrio existente no amálgama dentário, material de restauração dentária mais utilizado no mundo”.

Observa que o projecto foi acompanhado pelas equipas científicas designadas pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa e pela University of Washington, fornecendo a lista dos membros daquelas equipas.

O responsável governamental refere ainda que as 507 crianças foram objecto de tratamento, com autorização dos pais e encarregados de educação, bem como das próprias crianças.

 

Reportagem da RTP reacende polémica sobre estudo com crianças da Casa Pia

Maio 29, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 28 de Maio de 2012.

Chamaram-lhe “Casa Pia Study”. Foi noticiado pelo PÚBLICO a 14 de Novembro de 2003. Diz respeito a um estudo norte-americano sobre o uso de de amálgamas de mercúrio, os vulgares “chumbos”, nos tratamentos dentários com 500 crianças da Casa Pia. Desde o primeiro dia, houve polémica – que se reacendeu agora, graças a uma reportagem emitida segunda-feira à noite pela RTP1.

Como o PÚBLICO noticiou há nove anos, num trabalho que deu direito a manchete e que se estendia por quatro páginas no interior da edição de 14 de Novembro de 2003, não havia na altura ensaio nacional que pudesse gabar-se de ter um orçamento tão avultado – nove milhões de euros. O “Casa Pia Study” era, à data do seu lançamento, o mais caro projecto do National Institute of Dental Research (NIDCR), um dos 27 centros de pesquisa dos institutos nacionais de saúde norte-americanos.

A ideia do estudo era averiguar se a substância usada e conhecida como os vulgares “chumbos” é perigosa, como sugerem diversos especialistas. Quando o PÚBLICO noticiou o caso, a investigação a cargo da Universidade de Washington e da Universidade de Lisboa, já levava seis anos. As conclusões, apontadas em 2006 e publicadas no The Journal of the American Medical Association (consultável aqui), sugerem que “apesar de ter havido alterações dos níveis de mercúrio [nas crianças que foram tratadas com amálgamas de mercúrio], não foram encontradas diferenças estatísticas significativas nas medições de memória, atenção, funções visuais e motoras”. Os investigadores registaram novo casos de reacções adversas, numa amostra de 5027 crianças, cuja utilização nestes testes tiveram de ser aprovadas previamente por pais ou encarregados de educação. Em troca, tiveram tratamento gratuito.

Em 2004, um extenso documento redigido pelo movimento norte-americano “Campaign for Mercury Free Dentistry” (documento disponível neste endereço), criticava severamente a forma como as 500 crianças portuguesas que participaram nesta investigação tinham sido angariadas. Entre os reparos feitos por este movimento norte-americano, que os documentos que tinham sido entregues aos responsáveis pelas crianças e que dariam autorização aos cientistas para as usar como “cobaias”, não revelava que as amálgamas a utilizar nos tratamentos dentários tinham mercúrio. Um facto que levantaria a suspeita de que nem tudo estava a ser conduzido com a maior lisura.

Pelo contrário, afirma o mesmo documento, as declarações de autorização entregues aos pais e encarregados das crianças norte-americanas – 500 que participaram também no estudo – informavam que as amálgamas continham mercúrio.

Dois anos antes, no decurso de uma convenção em San Diego, EUA, o director do projecto nos Estados Unidos, Michael D. Martin, levantou um pouco o véu aos resultados. Segundo o PÚBLICO de 14 de Novembro de 2003, ao fim de um ano de estudo verificara-se que “as crianças com amálgamas dentais tinham maiores níveis de mercúrio na urina do que as outras. Uma diferença que subsistia nos anos seguintes, mas que, de acordo com os responsáveis pela investigação, se situava em níveis que “não ultrapassam o normal”.

De acordo com a reportagem da RTP, emitida a 28 de Maio de 2012, houve participantes que, no fim dete programa dentário, ficaram com 16 dentes “chumbados”.

A “guerra da amálgama” , como ficou conhecida a disputa entre os que não vêem inconvenientes na utilização dos distos “chumbos” e os que se opõem a este tratamento dentário, chegou ao Congresso dos EUA. Tem sido um tema que divide opiniões e, de acordo com o PÚBLICO, em 2003, a autorização do ex-provedor da Casa Pia suscitou preocupações éticas: O antigo provedor Luís Rebelo assinou as autorizações por cerca de uma centena de alunos, relatava o PÚBLICO, cujo trabalho assinado pela jornalista Ana Cristina Pereira, referia que a entidade que supercisionava este estudo, a Data Safety Monitoring Board (DSMB), ficou inquieta com o procedimento de angariação de voluntários: “oferecer cuidados médicos para conquistar para uma investigação pessoas que, de outro modo, ficariam com os dentes a apodrecer na boca poderia encarar-se como um tipo de coacção”. Porém, “venceu o contra-argumento: o tratamento era genericamente aceite. E se fosse a pagar a população-alvo não teria, provavelmente participado”, referiu na altura o investigador principal, Timothy A. DeRouen.

Notícia substituída às 10h13 de 29/05: substituído todo o texto, para acrescentar toda a informação de contexto e toda a conclusão do estudo, bem como o título anterior: “500 crianças da Casa Pia usadas como cobaias em estudo norte-americano”. Recorde o trabalho do PÚBLICO em 2003: pág. 2, pág.3, pág. 4, pág. 5

 

 

 

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