Intolerância a crianças

Setembro 7, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Alexandre Homem Cristo publicado no http://observador.pt/ no dia 29 de agosto de 2016.

Alexandre Homem Cristo

Todos concordam que o país precisa de mais bebés, mas poucos cedem um milímetro do seu bem-estar para os ter por perto. Nas ruas, não há lei que resista: temos uma cidadania intolerante a crianças.

“Olha aqueles espertos que trouxeram um bebé só para passar à frente dos outros; isto agora é só truques, se calhar nem é deles”. Foi debaixo deste e de outros comentários bem sonoros que fui atendido há dias, com a minha mulher, no Serviço de Finanças de Picoas, em Lisboa, acerca de uma situação que envolvia ambos. Chegámos antes do abrir da porta, integrámos a fila formada na rua, tirámos senha quando o relógio bateu as 9h da manhã e, tendo trazido a nossa filha por não termos com quem a deixar àquela hora, exercemos o direito à prioridade no atendimento. Tudo normal? Pelos vistos não, já que os insultos não tardaram. E, incontestados pelos restantes, vieram proferidos por quem menos se esperaria – uma senhora com idade para ser avó, elegantemente vestida e, tanto quanto é possível supor, com instrução acima da média.

Foi uma excepção? Nem por isso. Não subestimo a frustração inerente a uma deslocação às Finanças, onde se aguarda horas para enfrentar a cegueira da máquina fiscal. Mas asseguro que o episódio não destoou na substância de muitas outras situações vividas nos meus primeiros meses de paternidade: são raros os que abdicam do seu conforto, da sua prioridade ou dos seus hábitos por uma criança. Isso vê-se nos centros comerciais, onde jovens insuflados pelo ginásio recusam as escadas rolantes e não concedem passagem aos carrinhos de bebé nos elevadores – eles chegaram primeiro, eles usam primeiro. Isso encontra-se nas esplanadas onde, depois da difícil tarefa de encaixar o carrinho de bebé entre mesas e cadeiras, pedir ao vizinho do lado que não fume para cima da criança rebaixa-nos a hereges. Isso sente-se nos restaurantes (sobretudo no eixo da Baixa-Chiado), onde o choro de um bebé perturba a coolness e merece a incompreensão geral dos clientes. E tudo isso se alastra a praias, museus e jardins. As crianças são encantadoras? Sim, claro. No Facebook, em casa ou arrumadas no seu cantinho silencioso.

É oportuno sublinhar que isto se passa num Portugal que elegeu como causa nacional o combate à queda demográfica. Onde reina um consenso político quanto à necessidade de proporcionar melhores condições (financeiras, laborais, fiscais) a quem tem filhos. Onde, ainda recentemente, se assinalou com pompa uma ligeira subida na taxa de natalidade. Mas, também, no Portugal onde causas e consensos poucas vezes conseguem furar a esfera do abstracto e do imaterial. Afinal, a natalidade penetra indirectamente no debate público através dos assuntos económicos. Seja por via da chamada de atenção para o desequilíbrio da balança da Segurança Social ou por via da necessidade de afirmação da economia portuguesa – com mais nascimentos hoje, será amanhã mais fácil dinamizar a economia e tornar sustentável o Estado Social. E isso, para o dia-a-dia de cada um, tem tanto significado como as centenas de notícias sobre o défice orçamental: zero. Na teoria, há anos que todos se preocupam, mas na prática isso não impediu que tivéssemos de solicitar auxílio à troika.

O ponto que sobressai é que, na sociedade em geral, quando as metas da natalidade assentam um pé na realidade das ruas, os consensos nacionais estilhaçam-se. Todos concordam que o país precisa de mais crianças, mas poucos aceitam ceder um milímetro do seu bem-estar para as ter por perto. Nem sequer um lugar numa fila. A quem optou por ter filhos, os olhares públicos exigem que os assumam sem intromissões ou ruídos, para que nenhum gesto interfira com os outros à volta. O que, como se sabe, não é possível. Dizer, portanto, que as crianças estão abaixo de cão não é, aqui, um eufemismo – é que, em muitos sítios, tolera-se mesmo melhor um cão do que um bebé.

Ora, estas duas posições – a teórica de querer maior natalidade e a prática de não tolerar bebés – são obviamente incompatíveis. E, como acontece sempre, a prática tem-se imposto à teoria. Podemos, pois, escutar vários e plurais apelos à natalidade que, no concreto, a sombra permanecerá: querem-se mesmo mais bebés? Parece que não. A legislação e os partidos até podem defender que sim – e é fundamental que, na medida do possível, o proporcionem. Mas, nas ruas, não há lei que resista a esta realidade: a de uma cidadania intolerante a crianças.

 

 

 

Temos cada vez menos jovens, e Alcoutim é hoje o concelho mais envelhecido do país

Agosto 12, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 12 de agosto de 2016.

Jovens representam quase 40% dos emigrantes Foto: NUNO FOX/LUSA

Jovens representam quase 40% dos emigrantes
Foto: NUNO FOX/LUSA

A percentagem de jovens (15-29 anos) portugueses baixou seis pontos de 2001 para 2015, fixando-se nos 16%, sendo os Açores a região mais jovem do país e Alcoutim, Algarve, o concelho mais envelhecido.

No Dia Internacional da Juventude, que se comemora esta sexta-feira, os números mostram uma diminuição significativa dos mais novos em Portugal, de crianças mas especialmente de jovens.

Comparando 2001 com 2015 verifica-se que no ano passado havia menos 203655 crianças (0-14 anos) e menos 604703 jovens. A diminuição da população total foi de apenas 4646 pessoas.

Os números fazem parte de uma comparação de dados estatísticos feita pelo portal Pordata, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a que a Lusa teve acesso. Por eles fica-se a saber que a percentagem de crianças (0-14 anos) sobre a população total passou de 16 para 14% de 2001 para 2015, e que quanto aos jovens a queda foi ainda maior, de 22 para 16%.

E fica-se a saber também que Ribeira Grande e Lagoa, nos Açores, são os municípios com maior percentagem de crianças (21,6 e 18,9, respetivamente), seguindo-se Alcochete, Mafra e Câmara de Lobos (Madeira). Quanto aos jovens são também municípios dos Açores e Câmara de Lobos que lideram na percentagem.

Do lado oposto os municípios com menor percentagem de crianças são os de Vila Velha de Rodão (4,8%), seguindo-se Almeida, Oleiros, Alcoutim e Penamacor (neste caso com 6,9%). Quanto a cidadãos entre os 15 e os 20 anos é Alcoutim o que tem menor percentagem, seguindo-se Idanha-a-Nova, Corvo, Pampilhosa da Serra e Sabugal.

O cruzamento de dados da Pordata permite ainda saber que em 2014 a faixa etária entre os 15 e os 29 representou uma importante parcela da emigração, 39,5% do total de emigrantes permanentes e 43% dos temporários.

Outros dados do portal estatístico indicam também que os jovens casam e têm filhos cada vez mais tarde. Em média os homens casavam aos 27,8 anos em 2001 e passaram a casar aos 32,5 anos em 2015. Nas mulheres a idade passou dos 26,1 para os 31 anos e o primeiro filho nasce agora aos 30,2 anos (era aos 26,8 em 2001).

Na área da educação os números revelam que a taxa de abandono precoce dos estudos (pessoas entre 18 e 24 anos que não completam o ensino secundário) é das mais elevadas da União Europeia, embora tenha melhorado desde 1992, quando era de 50 por cento. Passou a 44,3 por cento em 2001 e a 13,7 por cento em 2015. Em todas as datas foram sempre mais os rapazes que abandonaram os estudos.

Ao mesmo tempo a entrada cedo nas escolas é cada vez mais massificada. A percentagem de matriculas no pré-escolar, do total de crianças entre três e cinco anos, era de 0,9 por cento em 1961, passando a 51,7 em 1992 e atingindo os 87,8% em 2014.

Quanto ao emprego, o cruzamento de dados mostra que são cada vez menos os jovens que estão no mercado de trabalho e que são eles os mais penalizados, com uma taxa de desemprego quase três vezes superior ao total.

Para pessoas dos 15 aos 24 anos a taxa de desemprego era de 18,3% em 1983 (para um taxa total de 7,8), que passou para 32% em 2015 (para uma taxa global de 12,4 por cento).

Comparando com o que se passa na União Europeia, em 2015 a taxa de desemprego para jovens entre os 20 e os 24 anos era em Portugal de 29,4 por cento (na União Europeia 19,1 por cento) e de 15,8 para a faixa etária 25-29 anos (a média na União Europeia era 12,4).

Só a Grécia, a Espanha, a Croácia, a Itália e o Chipre tinham taxas de desemprego jovem mais elevadas. Do outro lado a Alemanha, Malta e Holanda tinham das taxas de emprego mais elevadas.

E num mundo digital os jovens portugueses não são diferentes, de acordo com os números da base de dados de Portugal contemporâneo: 99,3 por cento utiliza internet. Em 2002 eram menos de metade, 42,8 por cento.

A Pordata surgiu em 2010 pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, criada um ano antes por Alexandre Soares dos Santos e família. Recolhe, organiza e sistematiza e divulga informação estatística sobre Portugal e países europeus.

O Dia Internacional da Juventude foi criado por resolução da ONU em 1999, no seguimento de uma proposta nesse sentido da Conferência Mundial de Ministros da Juventude, um ano antes em Lisboa. Este ano tem como tema “O caminho para 2030: erradicar a pobreza e alcançar o consumo responsável”.

 

 

 

Famílias nos censos 2011 : diversidade e mudança – livro digital

Setembro 3, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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censos

descarregar o livro  no link:

https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=217114128&PUBLICACOESmodo=2

O país mudou e percebe-se nas crianças

Junho 1, 2015 às 8:30 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do Público de 1 de junho de 2015.

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Ana Cristina Pereira

O Portugal das crianças de hoje pouco ou nada tem a ver com o da infância dos pais e dos avós. Têm muito mais probabilidades de conhecer os avós, de ter uma mãe com formação superior.

Quem nasce agora tende a ter uma mãe mais madura – a idade média das mulheres aquando do nascimento do primeiro filho é de 30 anos, ainda na década de 80 rondava os 24 –, mas também mais escolarizada. Uma em cada três crianças nascidas no ano passado é filha de uma mulher com formação superior. Só um em cada 25 dos bebés dos anos 80 poderia dizer o mesmo.

Nem sempre as crianças poderão ter mães tão presentes quanto desejariam. Portugal apresenta uma das mais elevadas taxas de actividade económica feminina. As portuguesas têm um dos mais longos horários laborais da União Europeia. Em compensação, nunca houve homens tão disponíveis para cuidar dos filhos.

Talvez nada revele tão bem o estado de um país como as condições de vida das crianças que nele habitam, costuma dizer Manuel Sarmento, professor do Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho. É um país em mudança que emana dos indicadores que Maria João Valente Rosa, directora da Pordata, portal da Fundação Francisco Manuel dos Santos, reuniu para o PÚBLICO.

Não se reconheceria uma criança que se olhasse ao espelho e visse um reflexo de 1970, começa por comentar Valente Rosa. Era outro país, com outro modelo de família, outro acesso a água potável, instalações sanitárias, alimentação, educação, saúde, lazer, protecção de qualquer forma de mau trato. Não foi só a ditadura que caiu, a guerra colonial que acabou, o país que se abriu ao exterior. Em 1986 Portugal entrou na então chamada Comunidade Económica Europeia e isso significou mais do que avultadas transferências do orçamento comunitário para o aproximar dos outros Estados-membros.

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“O trajecto, de um modo geral, é muito favorável. Mas não estávamos no mesmo ponto de partida, alguns indicadores eram muito medíocres”, recorda Valente Rosa. Algumas mudanças foram aceleradas, outras lentas, ao ponto de ainda ser bem claro o lugar de periferia do centro que Portugal ocupa.

Há 40 anos, o país ainda tinha uma das mais elevadas taxas de mortalidade infantil da Europa. Hoje, tem uma das mais baixas do planeta. No ano passado, por cada mil nascimentos morreram três crianças com menos de um ano. Desde 1991, quase toda a gente nasce num hospital.

A redução da mortalidade infantil não compensou o decréscimo da taxa de natalidade. As crianças tornaram-se numa espécie de tesouro das famílias. Há menos menores de 15 anos do que maiores de 65. Aliás, há mais idosos que já festejaram os 80 anos do que crianças que ainda não festejaram os cinco.

A esperança média de vida subiu em todas as faixas etárias. As raparigas nascidas em 2013 podem esperar viver até aos 83 anos, e os rapazes até aos 77 anos e dois meses. Nos anos 70, a esperança média de vida à nascença era de 70 anos para as mulheres e de 64 para os homens.

Quem nasce agora não só tem mais probabilidade de vir a conhecer os netos, como de conhecer os avós dos dois lados e os pais. Em 2013, por cada 100 mil crianças nascidas em Portugal morriam seis mulheres devido a complicações durante a gravidez, o parto ou pós-parto. Ainda há 45 anos havia 73 que não sobreviviam.

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Não são só ganhos: as crianças têm mais familiares adultos, mas menos familiares da mesma idade com quem partilhar o tempo e os brinquedos. As mulheres tendem a gerar apenas um filho. Nos anos 1960 tinham, em média, três. O país entrou na era dos filhos únicos, do dos netos únicos, dos sobrinhos únicos.

Não tem de ser um drama. A vida é hoje menos linear. Diminuiu o número de casamentos, disparou o número de divórcios, caiu o número de filhos por casal, vulgarizou-se a união de facto, multiplicaram-se as famílias reconstituídas. Uma em cada seis crianças tem pelo menos um meio-irmão.

A situação, como tem alertado Manuel Sarmento, é paradoxal. O país que se pode orgulhar de ter uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil do planeta também pode envergonhar-se de ter uma das mais altas taxas de abandono escolar da União Europeia.

Os dados ainda agora foram actualizados: 17,4% em 2014, a quarta mais elevada taxa de abandono precoce de educação e formação da União Europeia. Só Espanha, Malta e Roménia ficam atrás. Já foi bem pior, torna Valente Rosa. Ainda nos anos 90 rondava os 50%. “Não podemos ficar descansados”, diz. Portugal está longe da média europeia (11%) e da meta que se propôs alcançar até 2020 (10%). “E é na educação que se joga o futuro das crianças”, sublinha.

Nunca se passou tanto tempo na escola. Em 2013, quase 90% das crianças dos três aos cinco anos frequentavam o ensino pré-escolar, quase 100% entre os seis e os nove estavam no 1º ciclo, 92% das de 10 e 11 anos andavam no 2º ciclo e 88% das de 12, 13 e 14 anos faziam o 3º ciclo. “Não é suficiente”, enfatiza a demógrafa. “Estamos numa sociedade de conhecimento.” E é através da educação e da formação que mais se rompe o ciclo de pobreza e de exclusão.

Depois de anos de evolução, o país dá sinais de recuo. “As crianças têm sido o grupo etário mais penalizado pela deterioração das condições de vida”, diagnostica Amélia Bastos, professora do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa, que faz parte de um grupo de trabalho sobre pobreza infantil promovido pela Rede Europeia Antipobreza/EAPN – Portugal. Reflexos do desemprego e do sobreendividamento das famílias, mas também de cortes nos gastos públicos.

Desde 2010, houve vários cortes nas prestações sociais não contributivas – como o abono de família, o subsídio social de desemprego, o rendimento social de inserção, o complemento solidário para idosos – com efeitos nas crianças. E cortes na acção social escolar e na comparticipação de medicamentos.

“O país não tem uma política global para a infância”, lamenta Amélia Bastos. Há um discurso público de incentivo à natalidade num país que vê a população sub-15 reduzida a milhão e meio. Não há, porém, “política pensada, global, que tenha em conta os direitos das crianças”.

O país é outro: generalizou-se a água canalizada, o duche/banho, as instalações sanitárias, a electricidade, o televisor, o telefone e a Internet, mas uma em cada quatro crianças vive abaixo do limiar da pobreza. A EAPN-Portugal emitiu sexta-feira um comunicado na qual o presidente da organização, Jardim Moreira, defende “a criação urgente de um programa de acção”.

 

 

 

 

Portugal deverá ser o país da UE com menor proporção de crianças em 2050

Abril 17, 2015 às 1:29 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 16 de Abril de 2015.

O documento citado na notícia é o seguinte:

What it means to be young in the European Union today  Facts and figures on youth and children in the EU   67/2015 – 16 April 2015

Getty Images

Agência LUSA

Portugal deverá ser, em 2050, o Estado-membro da União Europeia com menor proporção de crianças, que deverão representar somente 11,5% da população total dentro de 35 anos, segundo projeções demográficas divulgadas pelo Eurostat esta quinta-feira.

A publicação do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia sobre “jovens e crianças na UE” revela que, em 2014, as crianças com menos de 15 anos representavam 14,6% da população portuguesa, valor ligeiramente abaixo da média europeia (15,6%), mas Portugal deverá registar até 2050 a segunda maior descida da percentagem de crianças na população total (-3,1 pontos percentuais), caindo para o valor mais baixo entre os 28 Estados-membros.

Atualmente, Portugal encontra-se na segunda metade da tabela, ao lado de Eslovénia e Lituânia, e à frente de Malta, Hungria, Áustria, Itália, Bulgária e Alemanha (que registou em 2014 a proporção mais baixa, com 13,1% de crianças enquanto parte da população total), mas a projeção de uma queda de 3,1 por cento ao longo dos próximos anos(apenas superada por aquela prevista para a Eslováquia, de -3,5%, dos 15,3 para os 11,8%) colocarão Portugal na cauda da lista.

Em termos gerais, a proporção de crianças na população total da UE deverá diminuir nos próximos anos, mas de forma muito mais ligeira que em Portugal, ao recuar dos 15,3% em 2014 para os 15,0% em 2050.

O país com uma maior proporção de jovens na sua população em 2014 era a Irlanda (22,0%), seguida de França (18,6%) e Reino Unido (17,6%).

 

 

 

Por que precisa a Europa de um crescimento inclusivo?

Setembro 7, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site da Representação em Portugal da Comissão Europeia

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  • A mão-de-obra europeia está a diminuir devido à evolução demográfica e essa mão-de-obra reduzida tem agora que custear um número cada vez maior de reformados.
  • A UE deve aumentar a sua taxa de emprego geral: a taxa de emprego é especialmente baixa no caso das mulheres (63% contra 76% de desemprego masculino na faixa etária dos 20 aos 64 anos) e dos trabalhadores mais idosos, com idades compreendidas entre os 55 e os 64 anos (46% contra 62% nos EUA e no Japão).
  • O número de horas de trabalho dos europeus é inferior em 10% ao dos americanos ou dos japoneses.
  • A crise económica fez subir bastante a taxa de desemprego juvenil, que actualmente ultrapassa os 21%, e tornou o acesso ao mercado de trabalho mais difícil para os que estão desempregados.
  • A UE conta cerca de 80 milhões de pessoas pouco qualificadas ou com competências básicas que beneficiam menos da aprendizagem ao longo da vida do que as pessoas mais instruídas.
  • Até 2020, haverá mais 16 milhões de postos de trabalho do que hoje para trabalhadores altamente qualificados enquanto a oferta de emprego para trabalhadores pouco qualificados registará uma diminuição de 12 milhões de postos de trabalho.
  • É cada vez mais importante adquirir e desenvolver novas competências.
  • Mesmo antes da crise, o número de pessoas em risco de pobreza atingia 80 milhões, incluindo 19 milhões de crianças.
  • 8% dos trabalhadores não ganha o suficiente para sair do limiar da pobreza.

 

 Alguns dos objectivos da UE para promover o crescimento inteligente:

  • Aumentar para 75% até 2020 a taxa de emprego na faixa etária dos 20 aos 64 anos, inserindo mais pessoas no mercado de trabalho, especialmente as mulheres, os jovens, os trabalhadores mais idosos ou pouco qualificados e os migrantes legais.
  • Aumentar os níveis de sucesso escolar: – reduzindo as taxas de abandono escolar para níveis inferiores a 10%; – aumentando para, pelo menos, 40% a percentagem da população na faixa etária dos 30-34 anos que obtém um diploma do ensino superior (ou equivalente).
  • Reduzir, pelo menos, em 20 milhões o número de pessoas em risco ou em situação de pobreza ou de exclusão social.

Como tenciona a UE fomentar o crescimento inclusivo?

Mediante duas iniciativas emblemáticas:

Agenda para novas competências e empregos

Plataforma europeia contra a pobreza

Ligações úteis:

Sítio web da Estratégia Europa2020

Generation 2030 | Africa: Child demographics in Africa – Novo relatório da Unicef

Agosto 17, 2014 às 4:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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africa

descarregar o relatório:

http://www.unicef.org/publications/index_74751.HTML

This demographic study on children in Africa  addresses the following thematic areas and policy issues: child population, mortality, fertility and reproductive health, birth registration, life expectancy, urbanization, fragility, education, drinking water and sanitation.

Key Findings:·

  • Four in ten of the world’s people will be African by the end of this century
  • A billion children will live in Africa by mid-century
  • Africa has the highest child dependency ratio in the world
  • Almost 2 billion babies will be born in Africa between 2015 and 2050 due to high fertility rates and increasing number of women of reproductive age
  • Child survival has improved in Africa, but the continent still accounts for half of all child deaths, and this figure is set to rise to around 70 per cent by mid-century
  • Life expectancy for Africa’s children has risen sharply in recent decades but is still shorter than the global average; within 20 years, Africa will have its first generation of children who can expect to reach pensionable age
  • Today three in 10 of Africa’s children are living in fragile and conflict-affected contexts

It is our hope that this latest data and new analyses will serve as a useful advocacy tool in your work. Thank you for informing your colleagues and partners on the availability of this report on our website, either in English or in French.   With best wishes!

II Jornadas Sobre a Família

Maio 6, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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portalegre

Inscrições / informações

Até dia 9 de maio de 2014 para:

jornadasfamília@essp.pt

245 300 430

 

Progress for Children : A report card on adolescents (No. 10)

Fevereiro 1, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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progress

Descaregar o relatório Aqui ou Aqui

Adolescence is a formative period during which children grow into their  rightful place as full citizens and agents of change in their own lives and the lives of their societies. Progress for Children: A report card on adolescents provides an overview of the situation of adolescents, including of  their vulnerabilities in critical areas. It makes a compelling case for  increased efforts in advocacy, programming and policy, and for  investment, to ensure the rights of adolescents and to achieve the  Millennium Development Goals.


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