Mesa-Redonda “A Representação da Deficiência no Livro Infantil” – 23 de janeiro em Lisboa

Janeiro 18, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/events/582234905555384/

 

Conferência “Bullying & Pessoas com Deficiência” 9 março no ISCTE

Março 2, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.iscte-iul.pt/eventos/1530/bullying-pessoas-com-deficiencia

Como falar de deficiência às crianças?

Dezembro 11, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Texto do site https://www.educare.pt/ de 24 de novembro de 2017.

Há cinco anos, Teresa Coutinho escreveu um livro sobre Maria, a sua filha com paralisia cerebral, para explicar ao filho Lourenço porque é que a irmã era diferente, era especial. O livro está no Plano Nacional de Leitura, há excertos da obra em testes de Português do 1.º ciclo, foi lançado em Espanha há um ano. Maria entretanto cresceu, tem agora nove anos, e é uma menina feliz.

Sara R. Oliveira

Um dia Teresa Coutinho, assessora de imprensa do Parlamento Europeu, ex-jornalista, decidiu satisfazer por escrito a natural curiosidade do filho Lourenço, então com 4 anos, que queria saber porque é que a irmã Maria, com paralisia cerebral, era uma bebé diferente e porque teve de ficar na incubadora do hospital – “a caixa” como lhe chamava – durante algum tempo. Lourenço queria saber porque é que a irmã tão pequenina já fazia ginástica, porque é que não segurava a cabeça, porque é que mal gatinhava aos dois anos. Teresa procurou livros, associações, panfletos. E a tarefa foi difícil. “Havia uma lacuna no mercado de livros em Portugal”, lembra. E assim nasceu o livro “Maria, A Alegria na Diferença” escrito pelo seu punho e ilustrado por Pedro Sousa Pereira, repórter e ilustrador.

Um livro que se assume desde a primeira página como “um exemplo para explicar às crianças que nem todos nascem iguais”. E também “uma lição de vida para ensinar os adultos a lidar com a diferença”. Com textos curtos e desenhos coloridos página a página, Teresa Coutinho apresentou o livro em várias escolas públicas e privadas, nas dos filhos também. Valeu a pena, pelas reações, pela forma como os mais pequenos respondiam às questões, como partilhavam os seus pensamentos sem qualquer receio. “As crianças encaram o outro como igual, que a deficiência é uma diferença especial”, conta ao EDUCARE.PT. “As crianças estão habituadas à diferença”, acrescenta.

Fácil explicar às crianças, mais difícil explicar aos adultos, aos que têm o poder de decidir se uma criança vai ou não passar a vida numa cadeira de rodas, se o acesso às terapêuticas e materiais é ou não gratuito, se há ou não rampas nos passeios e transportes públicos, se há ou não acessibilidades para todos. “Ainda há um grande combate de mentalidades a fazer, faltam elevadores, rampas, ainda há quem estacione nos lugares reservados aos deficientes. Ainda há uma mentalidade a mudar, ainda há adultos que olham para trás ou para o lado quando veem alguém diferente, que não sabem lidar com uma criança com deficiência”, sublinha.

Há um ano, o livro foi editado em Espanha com uma grande projeção na comunicação social espanhola – em Portugal não foi bem assim. O livro está no Plano Nacional de Leitura do nosso país, há excertos em testes de Português do 1.º ciclo do Ensino Básico, está em várias bibliotecas escolares. E, no final do livro, está uma mensagem importante. “Aos que, sendo pais, não percebem que uma criança deficiente junto às suas é uma lição de vida: que os seus filhos crescerão a encarar como normal uma diferença que os próprios têm dificuldade em aceitar e os faz olhar para o lado.”

“Com este livro, tento ajudar a explicar às crianças porque existe esta diferença. E os adultos que precisam de explicar a um filho, a um familiar, a uma turma da escola o que é ser deficiente. Ou simplesmente habituar as crianças ao facto de que a diferença existe, mesmo que não partilhe com elas a mesma família, a mesma turma ou a mesma rua. Apenas existe”, escreve.

Maria cresceu entretanto. Tem agora 9 anos, anda num colégio privado, numa turma regular. “E é uma menina superfeliz porque lhe é dada a oportunidade de ser igual”. Maria tem mais dois irmãos, Lourenço, de 12 anos, e Constança, de 5. Começou a andar aos quatro anos, caminha com ajuda de um andarilho. “Continua o seu caminho e a tentar ser o mais autónoma possível”. E os professores são essenciais neste trajeto por estarem ao lado de crianças que têm um papel muito importante em casa e que amanhã serão adultos. Maria continua a crescer e Teresa Coutinho pensa se não valerá a pena dar continuidade a essa história real com mais um livro e com uma mensagem que já navega na sua cabeça. “As pessoas diferentes conseguem vencer as adversidades e conseguem realizar os seus sonhos”. Como a Maria.

Maria, menina com pressa
A mãe Teresa partilha a história da sua Maria num livro, cujas receitas revertem a favor de associações que trabalham com pessoas com paralisia cerebral, uma em Portugal, o Sorriso da Rita, e outra associação de pais em Espanha. Não é ficção, é realidade. Maria teve pressa de conhecer o mundo, não sossegava quieta na barriga da mãe, e nasceu. Não foi bem como se estava à espera, teve de ir para uma incubadora e os mimos chegavam de todos os lados, através de um vidro, dos pais, do irmão, dos avós. Até que chegou o dia de conhecer o mundo. E sorriu pela primeira vez. “Mas, mais uma vez, não era fácil. A Maria não conseguia fazer as mesmas coisas que os outros bebés e precisava de ajuda para aprender”, escreve a mãe Teresa.

Maria teve de fazer algumas coisas. “Começou então uma ginástica – com o nome esquisito de fisioterapia – que a ensinava a abrir os braços, a segurar o pescoço, a sentar-se, a pôr-se de pé, a tentar andar… Coisas que a Maria não conseguia fazer sozinha”, escreve. Ao lado da frase, desenhos com a ginástica da Maria. “Na escola, brincava com os outros meninos. Como não andava, eles vinham ter com ela, traziam-lhe os brinquedos, ajudavam-na a pintar com os lápis.”

Maria era feliz, nadava na piscina, montava a cavalo, fazia fisioterapia. “Ela ensinava os meninos a limparem os seus óculos e mostrava-lhes o andarilho onde tentava dar os primeiros passos. Todos queriam experimentar.” E, certo dia, Lourenço, o irmão, perguntou o que é ser deficiente. E a mãe respondeu-lhe num livro colorido. “Há meninos que não conseguem ver, outros ouvir, outros ainda não andam, como a Maria. Alguns ficam sempre pequeninos. E isso torna-os especiais. E ser deficiente é isso mesmo, é ser especial.”

“Não podemos ter a pretensão de que as crianças entendam nomes como paralisia cerebral. Mas temos de lhes explicar que ser diferente – afinal, a diferença da Maria – é uma realidade e que há muitos meninos assim. Mas não deixam de ser felizes, de ser meninos como eles. Brincam, riem, choram, cantam, fazem o que eles fazem. De maneira diferente. Especial”, escreve no final do seu livro numa página dedicada a pais e educadores.

Teresa Coutinho, mãe e escritora, percebeu então que a missão era mais fácil. “Porque as crianças aceitam a diferença sem julgar, rejeitar ou adjetivar. Não precisam de palavras caras nem com cargas negativas – como deficiência. Mas precisam de saber que elas existem, precisamente para que a carga negativa desapareça”. Precisam de respostas para a sua curiosidade. E foi precisamente isso que Teresa fez num livro colorido.

http://www.primebooks.pt/produto/maria-a-alegria-na-diferenca

Semear nas Férias : campos de férias inclusivos em Carcavelos

Junho 21, 2017 às 3:15 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.semear.pt/

http://www.bipp.pt/

 

10 filmes que abordam a inclusão de pessoas com deficiência

Novembro 27, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site https://catraquinha.catracalivre.com.br/ de 25 de julho de 2016.

por Redação

Do Centro de Referências

Para garantir a efetiva inclusão de crianças e adultos, é necessário que as deficiências sejam lidas em um contexto de diversidade, assumindo que todos temos perfis e necessidades específicas e aprendemos cada um a nossa maneira.

Para contribuir com essa reflexão, o Centro de Referências em Educação Integral selecionou filmes que têm como tema a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência. As obras podem ser um excelente disparador para debater, em sala de aula e também em família, a necessidade da construção de uma sociedade inclusiva.

Veja abaixo aqueles que tem classificação livre e pode ser visto pelas crianças.

Aqui você confere a lista completa

Cordas (2014)

O curta animado “Cordas” narra a amizade entre Maria, uma garotinha muito especial e Nicolás, seu novo colega de classe, que sofre de paralisia cerebral. A pequena, vendo algumas das impossibilidades do amigo, não desiste e faz de tudo para que ele se divirta e consiga brincar. Reconfigurando e recriando jogos e atividades, Maria celebra a vida do colega, aprende ao passo que ensina e emociona a todos – inclusive os espectadores -, com as possibilidades do sonho e de uma amizade verdadeira. Ao final, uma surpresa especial, que lembra a todos da importância do educar e da relação que se estabelece no ensino e aprendizagem.

Sempre amigos (1998)

O filme relata a parceria, a amizade e as dificuldades enfrentadas por dois garotos: Kevin, extremamente inteligente, sofre de uma doença degenerativa e, por conta disso, acaba ficando isolado do convívio social, e vivendo mais no mundo da imaginação; e Max, um gigante de 13 anos, que não tem o desenvolvimento esperado na escola e por conta disso é discriminado no ambiente pelos colegas. Quando os dois se encontram, uma bela amizade nasce e com ela uma relação de inteligência e força, como um contraponto às injustiças cometidas nas demais relações de convivência.

Uma lição de amor (2001)

O filme conta a história de Sam Dawson, um homem com deficiência mental que tem uma filha Lucy que, quando completa 7 anos, começa a ultrapassar intelectualmente seu pai. Uma assistente social ao ver a situação quer tirar a guarda internando Lucy em um orfanato. A situação se transforma em um briga jurídica em que se discute o papel do pai e se pessoas com limitações intelectuais como Sam podem ser responsáveis por crianças.

A pessoa é para o que nasce (2002)

Documentário relata a história de três irmãs cegas de Campina Grande, Maria das Neves, Regina Barbosa e Francisca da Conceição. A narrativa mostra a leitura de mundo das mulheres e a dedicação do trio à música.

Janela da Alma (2001)

No documentário, 19 pessoas dão seus relatos de como lidam com a deficiência visual. As histórias acabam abordando o olhar de uma forma mais sensível e menos ligada diretamente com o espectro exterior, sugerindo que a sociedade em geral, mesmo com a possibilidade de ver, deixou de enxergar o que é visível aos olhos.

Amy uma vida pelas crianças

Após a morte de seu filho, Amy deixa seu marido para se tornar professora em uma escola para crianças deficientes. Descobrindo uma nova razão para viver, ela se dedica a ensinar crianças surdas a falar, ao mesmo tempo em que elas o ensinam o verdadeiro sentido do amor.

 

 

Corrida Pirilampo Mágico – 5 de outubro de 2016 em Belém

Setembro 26, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.fenacerci.pt/web/

Conferência Parlamentar sobre Necessidades Educativas Especiais – Deficiência e Escolaridade Obrigatória – Quais os desafios? 8 de junho na Assembleia da República

Junho 1, 2016 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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conferencia

Conferência Parlamentar sobre Necessidades Educativas Especiais – Deficiência e Escolaridade Obrigatória – Quais os desafios?. Esta Conferência Parlamentar terá lugar no próximo dia 8 de junho, entre as 9h30 e as 13h30, na Sala do Senado da Assembleia da República.

Para participar deverão inscrever-se até 7 de junho, através do seguinte link: http://app.parlamento.pt/InscriptionForm/form/FormularioA.aspx?formid=cec08062016

O Programa está disponível através do link: http://app.parlamento.pt/comissoes/programaConferencia8junho2016.pdf

Concurso “Escola Alerta!” 2015/2016

Março 7, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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alerta

As candidaturas estão abertas até ao dia 15 de abril de 2016

mais informações:

http://www.inr.pt/content/1/3914/escola-alerta

 

The Present – Vídeo

Fevereiro 5, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Guiné-Bissau, o país onde ainda se sacrificam os bebés deficientes

Setembro 29, 2015 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 22 de setembro de 2015.

ver o vídeo da reportagem no link.
http://videos.sapo.pt/Mrw8ZmhZOeDCHC10yCEZ

amigos

VEJA O VÍDEO e leia a reportagem da Agência Lusa, na Guiné-Bissau, por ocasião dos 42 anos da independência a antiga colínia portuguesa

Lusa – Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico

Na Guiné-Bissau é raro ver crianças deficientes porque “são muito cedo exterminadas”, sacrificadas em cerimónias, relata à Lusa, Laudolino Medina, secretário-executivo da Associação dos Amigos da Criança da Guiné-Bissau (AMIC).

“Essas crianças não existem porque são muito cedo exterminadas através de cerimónias tradicionais”, logo à nascença ou até com vários meses de vida – “às vezes com dois ou três anos”, acrescenta.

Muita da população não tem acesso a informação (a maioria dos guineenses não sabe ler nem escrever) e segue crenças animistas e religiosas: face aos sinais de deficiência “diz-se que criança é um mau espirito, que não é deste mundo e por isso tem que voltar à sua origem”.

Organizam-se cerimónias à beira de rios em que os bebés são lançados à corrente.

“Este tipo de infanticídio não é tomado em consideração como tal, o que para nos é extremamente grave”, refere Laudolino Medina, poucos dias depois de ter tentado demover uma família. “Há dois dias aproximei-me de familiares depois de saber que houve várias tentativas de liquidar uma criança”, portadora de deficiência.

Uma criança “que devia beneficiar de apoio redobrado devido à sua condição”, mas, “pelo contrário, é vítima das pessoas que a deviam proteger”.

Nos casos em que as crianças são poupadas surgem outros problemas, “porque não existem estruturas sociais para acolher esse tipo de casos”.

Laudolino Medina lança um grito de alerta: “não há nenhuma legislação que condene isto taxativamente e de forma vigorosa”, porque “o código de assistência jurisdicional dos menores que vigorava na altura colonial é o mesmo” da legislação guineense atual.

Isto faz com que, na prática, persistam “muitos aspetos contrários às convenções internacionais assinadas pela Guiné-Bissau” ao longo dos 42 anos de Independência e que deviam assegurar a proteção as crianças.

Francisca Conceição, missionária brasileira, dirige o orfanato Lar Betel, em Bissau, e parte das 39 crianças que acolheu foram “vítimas da superstição”.

Umas porque têm um irmão gémeo e há tradições segundo as quais um deles é “um mau espírito”, outras porque a mãe morreu no parto, logo, o bebé não é aceite.

O orfanato de Francisca ainda não conseguiu reunir um grupo de doadores fixos e vive das ajudas pontuais de amigos e algumas entidades.

“O que queremos? É simples: profissionalizar a instituição e entregar os filhos da Guiné-Bissau ao seu próprio país”, refere à Lusa.

O cenário é assustador, mas Laudolino Medina acredita que hoje “há um campo de trabalho mais favorável à proteção das crianças” do que há 42 anos, quando a Guiné-Bissau se declarou independente.

“Há vários magistrados, trabalhadores sociais, professores e educadores formados, que receberam formação em matéria dos direitos da criança”, conhecimento que se reflete no dia-a-dia.

“Há um nível mais elevado de conhecimento dos direitos e quando é assim as pessoas reclamam. Hoje todos os dias recebo queixas de casamentos forçados e outros abusos” contra menores, algo impensável há 21 anos, quando Laudolino começou a trabalhar na AMIC.

Na altura, “era impensável receber queixas. Tínhamos que ter os nossos observadores no terreno”, conclui.

 

 

 

 

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