Se a criança disser que não quer comer mais, não se deve obrigar

Fevereiro 11, 2016 às 10:51 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Diário de Notícias de 26 de janeiro de 2016.

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Joana Capucho

Deco indica que os pais se preocupam mais quando os filhos comem menos. Usar alimentos como prémios ou obrigar uma criança a limpar o prato são erros comuns

Costuma insistir para que o seu filho coma tudo o que tem no prato? Obriga-o a comer quando ele diz que já não tem fome? Se o faz, pode estar a cometer um erro, pois o apetite da criança deve ser respeitado. Forçar o seu filho a comer mais do que lhe apetece pode conduzir a maus hábitos alimentares e a um aumento de peso.

No seu mais recente estudo sobre os hábitos alimentares das crianças, a Deco concluiu que um terço dos pais “controla em demasia a alimentação das crianças, metade reconhece que as força a comer tudo o que está no prato e um quinto confessa que usa a comida como prémio.” Atitudes como estas podem incutir comportamentos alimentares desajustados e dificultar o controlo de peso.

Não deve obrigar o seu filho a “limpar o prato”. “A menos que esteja doente, a criança tem capacidade autorregulatória em termos alimentares”, explica Osvaldo Santos, psicólogo que coordenou o estudo. Sinais exteriores de que necessita de comer mais podem criar confusões relativamente às suas necessidades. “Insistir é promover o excesso alimentar, que a longo prazo promove ganho ponderal e pode levar à obesidade.”

Marline Furtado, nutricionista, reforça que “o apetite da criança deve ser respeitado”, porque, caso contrário, “ela pode não se sentir valorizada.” Quando come além das suas necessidades, sem que haja um dispêndio de energia, poderá existir um aumento de peso. “E na idade adulta tenderá a repetir esses hábitos da infância.” Por isso, deve insistir-se apenas “dentro do mínimo razoável” e não deixar que depois vá comer iogurtes, bolachas ou outros alimentos. “Se não tem apetite para a refeição, não vai comer nada extra.”

Educar o paladar das crianças

Quando o seu filho não quer comer determinado alimento, a postura já deverá ser diferente. Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direção-Geral da Saúde, lembra que “o gosto por determinados produtos hortícolas não é inato”, além de que as crianças tendem a “escolher sabores mais fáceis, como os salgados e os doces.” Por isso, defende, é importante “insistir de forma pedagógica, mas sem uma pressão forte” para que adquira gosto por alimentos saudáveis.

Entre os 667 pais de crianças que responderam ao inquérito da Deco, 72% admitiram que proíbem a sobremesa às crianças se estas não terminarem o prato. E cerca de 20% recompensam os bons comportamentos com alguns alimentos. “A comida deve dar prazer, não deve ser usada como sistema de punição ou reforço”, destaca Osvaldo Santos. Mais de um quinto dos entrevistados usam a comida para combater a tristeza e ansiedade dos filhos. “Isto pode levar a que seja comparada com algo emocional”, destaca Marline Furtado, lembrando que são práticas que podem conduzir a doenças de comportamento alimentar.

É estimado que uma em cada três crianças portuguesas tenha excesso de peso, sendo a obesidade um problema que afeta 14%. É importante que os pais promovam uma alimentação variada e equilibrada, defende o investigador Osvaldo Santos, mas a restrição em excesso pode não ser benéfica, pois na ausência dos pais as crianças podem comer em demasia os alimentos restringidos. E é essencial dar o exemplo. “Comer demasiado chocolate ou muito rápido” não será um bom exemplo para o seu filho.

Para o coordenador da investigação, “um dos aspetos mais interessantes do estudo foi o facto de os pais se mostrarem mais preocupados quando os filhos comem a menos do que comem a mais”. Segundo o psicólogo, isto está relacionado com uma “cultura de preocupação em garantir que as crianças comem o suficiente”. Esta é, segundo Pedro Graça, uma perceção comum entre pais e educadores. “Um pouco de peso a mais não costuma ser visto como um risco”, indica.

 

 

DECO chumbou 15 dos 31 brinquedos submetidos a testes de segurança

Dezembro 8, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 25 de novembro de 2015.

Shutterstock

A Associação de Defesa do Consumidor DECO chumbou 15 dos 31 brinquedos submetidos a testes de segurança, numa altura em que, no espaço europeu, os brinquedos causam 52 mil acidentes por ano, refere um estudo hoje divulgado.

Segundo a investigação da DECO, dos 31 brinquedos enviados para testes de laboratório, 15 mostraram-se perigosos, uns, porque, ao cair ao chão, se partem com facilidade, originando peças pequenas que os mais novos poderão colocar na boca, outros, por terem bordos cortantes.

“As costuras de uma boneca rasgaram-se com um puxão, deixando o enchimento acessível. Nas mãos de uma criança, este pode ser retirado com facilidade e colocado na boca, asfixiando-a”, alerta a DECO, observando que o preço dos brinquedos não justifica as falhas encontradas.

“Na verdade, há brinquedos caros com falhas, tal como há baratos que são seguros e respeitam as normas”, diz o estudo de segurança, que avaliou, entre outros pontos, o torque (comportamento sob torção), tensão, queda, impacto, tração ou presença de pontas aguçadas nos produtos.

As análises revelaram ainda falhas nos rótulos, verificando-se que alguns produtos não têm informações em português e, a outros, faltam avisos de segurança importantes. “É o caso de alguns que indicam não serem adequados para crianças até uma certa idade, mas omitem os riscos associados”, precisa a DECO.

A este propósito, a DECO esclarece que, para estarem à venda na União Europeia, os brinquedos têm de ostentar a marcação CE, mas esta apenas indica que o produto cumpre as normas de segurança europeias e não garante a segurança do brinquedo.

Da lista dos 15 brinquedos declarados perigosos pela DECO constam “Tanque Fanny Tank (sem marca)”, “Colar de Flores (Tiger)”, “Acessórios de Cozinha (Fantastiko)”, “Bola mapa mundo (sem marca)”, “Jogo de pesca (sem marca)”, “Airbus Happy Trip (sem marca)”, “Pistolas bolas de sabão com luz (Erjutoys)”, “Carros City Racer (sem marca)”, “Animais em vinil (Klos corner)”, “Veículos de emergência (Fastlane)” e “Malinha (Popota)”.

A associação salienta que compete ao consumidor optar por produtos adequados à idade e ao desenvolvimento da criança, alertando que, antes de comprar, se deve ler os avisos e instruções e adquirir o produto tendo em conta a idade da criança a que se destina.

“Antes de comprar, leia os avisos e as instruções. Se estes não existirem nem estiverem em português, procure outro brinquedo. Na loja, passe a mão pelas arestas, pontas e bordos. Se o brinquedo se destinar a um menor de três anos, verifique se existem peças pequenas que saiam com facilidade”, aconselha a DECO.

Lusa/SOL

 

 

Sessão informativa para famílias: Energia Fantasma

Maio 19, 2015 às 8:31 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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unnamedhttp://energiafantasma.pt/

DECO chumba 18 brinquedos para crianças por falta de segurança

Novembro 25, 2014 às 3:30 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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notícia do Sol de 25 de novembro de 2014.

Shutterstock

A Associação de Defesa do Consumidor DECO “chumbou” a venda de 18 brinquedos, entre os 40 testados, apontando problemas como peças pequenas que se soltam com facilidade, pilhas acessíveis e fraca resistência ao impacto, foi hoje divulgado.

De acordo com a DECO, dos 18 brinquedos que chumbaram no teste, oito não cumprem a legislação nacional, facto que levou a associação a pedir à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) a retirada dos mesmos das lojas onde são comercializados.

Os restantes dez apresentam falhas que não estão contempladas na legislação nacional, mas que a DECO considera perigosas, recomendando aos consumidores que evitem a sua compra e que a Comissão de Segurança de Serviços e Bens de Consumo (entidade oficial com competência nesta matéria), avalie os produtos em questão e se pronuncie sobre a sua perigosidade.

Entre os 18 brinquedos, há dez que a DECO revela serem de evitar oferecer às crianças por perigo de peças pequenas: são eles o veículo “Bandai Peppa Pig”, um estojo de cabeleireiro “Centroxogo Girl Beautiful”, um comboio de dinossauros “Dinosaur”, uma caixa de letras magnéticas “First Classroom Magnetic letters”, o jogo “Koala Dream Funny Faces” e o conjunto de bonecas “MGA Mini Lalaloopsy”.

Já os brinquedos Porquinho e Varinha, da “Oudamundo”, revelam ainda ter peças aguçadas, assim como  a “Pampy Plasticina”, enquanto os carrinhos “Wonder City Racer” apresentam peças pequenas e fraca resistência ao impacto.

Para a DECO, os resultados deste teste não constituem “uma novidade”, adiantando a associação de defesa do consumidor que há 11 anos que avalia brinquedos e “sempre encontrou produtos perigosos”. 

A DECO relembra ainda um outro problema que é a marcação dos brinquedos com a marca CE, explicando tratar-se de um símbolo colocado nos brinquedos pelos fabricantes, mas que não é uma garantia de segurança para a criança: dos 18 produtos chumbados, 15 tinham esta marcação.

Desta forma, a DECO frisa que cabe aos consumidores “ter cuidado na escolha”, uma vez que a lei e a fiscalização “não conseguem garantir que todos os produtos à venda são seguros”. 

A associação alerta que cabe ao consumidor optar por produtos adequados à idade e ao desenvolvimento da criança, alertando que, antes de comprar, se deve ler os avisos e instruções e adquirir o produto tendo em conta a idade da criança.

Segundo a DECO, há fabricantes que frequentemente vendem “produtos com falhas”, não seguem “padrões de fabrico exigentes” e não exercem um “controlo responsável”. Como tal, sublinha a associação que estes “maus representantes da indústria dos brinquedos devem ser sancionados pelas autoridades” em caso de “um comportamento negativo reincidente”. 

Lusa/SOL

 

 

DECO quer combater obesidade infantil

Maio 14, 2014 às 6:00 am | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 6 de maio de 2014.

ouvir a reportagem aqui

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A associação de defesa do consumidor DECO lança hoje uma campanha contra a obesidade infantil, disponibilizando na Internet menus saudáveis, fáceis e baratos.

As receitas, elaboradas por alunos da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, sob acompanhamento de nutricionistas, vão estar acessíveis num portal, a par da respetiva lista de compras dos produtos usados, com os preços.

De acordo com a DECO, ao todo vão estar disponíveis 31 menus, correspondentes a um mês de refeições, incluindo cada um deles pequeno-almoço, lanche a meio da manhã, almoço, lanche a meio da tarde e jantar.

As receitas, facilmente executadas por toda a família, são publicadas semanalmente, adianta a associação.

Com a campanha “Fica na Linha”, a DECO pretende sensibilizar crianças e jovens e os pais para os benefícios de uma alimentação saudável, mas também prática, variada e sem grandes custos.

De acordo com a gestora do projeto, Dulce Ricardo, uma refeição pode custar um a dois euros por pessoa, podendo os menus, que incluem desde sopas a sobremesas com scones, ser usados conforme as conveniências e, eventualmente, ser atualizados no portal.

Durante a campanha, alunos de três escolas da zona de Lisboa vão poder provar as receitas, depois de participarem na sua confeção.

Gerir e Poupar

Janeiro 13, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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 Brigadas Gerir€Poupar – Uma iniciativa da DECO que pretende melhorar a literacia financeira dos portugueses.

A DECO, com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa está a promover, até janeiro de 2012, uma Campanha de Literacia Financeira: Gerir€Poupar – Faça Contas à Vida.

A campanha de literacia financeira pretende contribuir para a melhoria das competências de Literacia Financeira: a capacidade de tomar decisões financeiras para melhor identificar e maximizar as oportunidades que surgem sem afectar a sua segurança financeira.

Neste âmbito estamos a trabalhar com as escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico e Secundário, preparando material interativo que apoie os trabalhos em sala de aula e que sejam apelativos para a exploração individual por parte dos jovens.
Estes materiais são apresentados pelas Brigadas Gerir€Poupar que simultaneamente desenvolvem sessões de esclarecimento para a comunidade educativa.
Consulte aqui o site Gerir€Poupar


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