16 seria o ideal mas há crianças portuguesas a navegarem online sozinhas desde os 8 anos

Março 12, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://tek.sapo.pt/ de 15 de fevereiro de 2018.

Em França fala-se nos 15 anos como idade mínima para deixar de ser necessária a autorização dos pais para criar perfil no Instagram, no Snapchat ou no Facebook. E em Portugal?

Da teoria à prática a distância é normalmente grande e tal parece aplicar-se às regras de utilização de redes sociais como o Instagram, o Snapchat ou o Facebook. O funcionamento destes serviços estabelece os 13 anos como idade mínima para criar perfil, mas há quem comece a navegar sozinho muito antes, alerta a psicóloga Ivone Patrão.

“O acesso às redes sociais sempre foi barrado a menores. Geralmente fazem uma permissão a partir dos 13 anos, mas o que se observa é que isto não é respeitado. Falo todos os dias com jovens e pais e sei bem isso”, referiu em declarações ao SAPO TEK.

A autora do livro #GeraçãoCordão acrescenta que nos estudos que tem desenvolvido, a média de idades de acesso à internet sem supervisão parental é de oito anos. “A partir daqui está tudo dito”.

O novo Regulamento Geral de Proteção de Dados vai trazer força legal a estas regras que não têm sido respeitadas. O diploma que os Estados-membros terão de adotar até 25 de maio próximo define que “só os menores com idade igual ou superior a 16 anos podem dar consentimento válido para o tratamento de dados pessoais relacionados com a oferta direta de serviços da sociedade de informação, tais como serviços online”. Prevê, no entanto, que os países da União Europeia estabeleçam uma idade inferior para esse consentimento, “desde que seja salvaguardado o limite mínimo de 13 anos”.

França já fez a sua proposta nesse sentido. A Assembleia Nacional daquele país fixou nos 15 anos a idade mínima para um cidadão francês criar sozinho um perfil numa rede social. Entre os 13 e os 15 anos tal será possível com o consentimento de cada um dos progenitores ou responsáveis legais e abaixo dos 13 fica proibido.

Algo idêntico poderia ser seguido em Portugal, na opinião de Ivone Patrão. A psicóloga considera que, nas idades mencionadas, “já se adquiriu maior maturidade cognitiva e emocional, para exercer algum autocontrolo face ao que pode surgir online”.

Acrescenta que “é importante que se legisle”, e além disso também é importante “o legislador conhecer os dados da realidade e perceber que temos muitas crianças e jovens em risco, pela ausência da supervisão de um adulto, quando contactam com o mundo online”.

Em Portugal, o RGPD já esteve em consulta pública, não sendo conhecida ainda uma proposta final própria no que diz respeito às idades escolhidas.

 

 

Portugal e a Participação Digital de Crianças e Jovens – 29 janeiro, Centro Cultural Casapiano

Janeiro 25, 2018 às 10:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Regulamento Geral de Proteção de Dados (UE) 2016/679 do Parlamento e do Conselho, aprovado a 27 de Abril de 2016, produz efeitos a 25 de maio de 2018 e visa assegurar em todos os Estados-Membros um nível equivalente de proteção dos cidadãos relativamente ao tratamento dos dados pessoais. O Artigo 8º do RGPD obriga os menores de 16 anos a obterem consentimento parental para acederem aos serviços da sociedade da informação. No entanto, o Artigo também refere: Os Estados-Membros podem dispor no seu direito uma idade inferior para os efeitos referidos, desde que essa idade não seja inferior a 13 anos. Dado que os jovens não foram ouvidos sobre este assunto, lançámos em Portugal o Manual de Ação Para Jovens visando ouvir os jovens no âmbito da iniciativa #RGPDDáATuaOpinião. Recebemos mais de 200 participações de jovens. Com este evento pretendemos debater a idade do consentimento à luz do Artigo 8º do RGPD e as implicações do mesmo ao nível da participação e inclusão digital das crianças e dos jovens portugueses, aproveitando a oportunidade para apresentarmos os mais de 200 trabalhos submetidos por jovens Portugueses em resultado da utilização do Manual de Ação Para Jovens que adaptámos, traduzimos e lançámos em Outubro de 2017 e que contou com versões em 13 idiomase com a participação de 14 países, dos quais Portugal foi o que conseguiu envolver maior número de organizações.

Programa

09:30h. Receção dos participantes

10:00h. Sessão de Abertura
Representante da Casa Pia de Lisboa*
Representantes dos Órgãos de Soberania*
Tito de Morais, fundador do Projeto MiudosSegurosNa.Net

10:15h. A Questão da Idade de Acesso à Internet: Um Debate Crucial
Representante da Comissão Nacional de Proteção de Dados*

10:30h. Mesa Redonda: Qual a melhor idade para permitir o acesso à Internet?
Teresa Sofia Castro, EuKidsOnline Portugal
Cátia Branquinho, Aventura Social / Dream Teens
Fernanda Ledesma, Presidente da ANPRI (Ass. Nacional de Prof. de Informática)
José Manuel Gonçalves, Conselho Executivo da CONFAP (Conf. Nacional das Ass. de Pais)
Moderador: Tito de Morais, fundador do Projeto MiudosSegurosNa.Net

11:30h. Vamos Tirar Partido das Oportunidades Digitais
Sofia Rasgado, Coordenadora do Centro Internet Segura, Centro InternetSegura

11:45h. Encerramento
Tito de Morais, fundador do Projeto MiudosSegurosNa.Net

12:00h. Café Com Networking

inscrição no link:

http://www.miudossegurosna.net/participacao-digital.html

Manual de Ação Para Jovens : Dá a Tua Opinião sobre os teus direitos online!

Outubro 4, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança é um dos parceiros da iniciativa.

Descarregar o manual aqui

Página no Facebook:

https://www.facebook.com/GDPRhaveyoursay/

 

Sabias que em maio de 2018 o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) 1 entrará em vigor nos sistemas jurídicos de todos os países da União Europeia? A boa notícia é que este Regulamento visa proteger a privacidade e os dados pessoais na Internet, assegurando que os fornecedores de serviços de informação e de média sociais:

  • tratam os teus dados de forma transparente e justa
  • param de transferir os teus dados pessoais para terceiros sem o teu consentimento explícito
  • respeitam o teu “direito a ser esquecido”
  • param de tratar, analisar e agrupar os dados pessoais de menores de idade.

A má notícia é que, a menos que atuemos agora, o Regulamento impedirá qualquer menor de 16 anos de idade de aceder aos serviços da sociedade da informação (ou seja às redes sociais e muitos outros websites), sem o consentimento dos seus pais ou cuidadores (artigo 8) ! Agora imagina as consequências que isso poderia ter para ti, enquanto jovem cidadão da União Europeia. Acabaram-se as redes sociais ou a exploração de novos sites ou aplicações, a menos que os teus pais autorizem cada uma das tuas escolhas? E as consequências para as crianças com menos de 13 anos de idade?

Mas tu tens o poder de mudar isso, porque o Artigo 8 2 do RGPD diz:

“Os Estados-Membros podem dispor no seu direito uma idade inferior para os efeitos referidos, desde que essa idade não seja inferior a 13 anos”.

Este Manual de Ação Para Jovens não pretende apenas fazer-te pensar sobre os teus direitos na Internet, mas também te dá a possibilidade de garantires que a tua voz seja ouvida pelas entidades que decidem e que legislam em Portugal.

 

Debate: Controvérsias Tech and Touch sobre a disponibilização de dados pessoais de alunos no sítio da Internet dos estabelecimentos de educação e ensino – 26 de janeiro na Fundação Portuguesa das Comunicações.

Janeiro 22, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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sem-nome

mais informações:

http://www.anpri.pt/mod/forum/discuss.php?d=1923

Iniciativa quer botão que apague o passado online dos jovens

Agosto 18, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://kids.pplware.sapo.pt de 3 de agosto de 2015.

pplware

Criado por Marisa Pinto

Atualmente quase todos os jovens têm alguma conta na Internet e, os menos consciente e talvez menos informados, muitas vezes utilizam a Internet para os desabafos mais pessoais, conflitos, exposição de conteúdo mais íntimo, etc.

Assim, uma iniciativa na Grã-Bretanha, pretende que se crie um botão que apague, definitivamente, o passado dos jovens na Internet.

Já imaginaram que bastava clicar num botão para que tudo o que acabaram de publicar na Internet, fosse apagado definitivamente?

Pois é essa a intenção de uma iniciativa da Grã-Bertanha, designada iRights, que defende que os jovens devem ter a possibilidade de apagar facilmente conteúdos que publicaram na Internet e que, com o tempo, ficaram desadequados e que até lhes possam causar vergonha e mal-estar.

Esta iniciativa é apoiada pelo Ministério de Segurança do país para que os jovens tenham poder sobre o que publicam e o que têm no mundo virtual.

Beeban Kidron, líder do projeto, afirma que os adolescentes muitas vezes publicam sem pensar e, por passarem por muitas mudanças sociais e de desenvolvimento, não seria justo serem julgados/criticados por coisas que fizeram ou escreveram quando tinham apenas 14 ou 15 anos.

Kidron é da opinião que o que fazemos na infância/adolescência, não deveria ser marcado permanentemente na Internet pois, nestas idades, a experimentação de situações é mais que normal, pois só assim se aprende e se desenvolve, mas a Internet nunca esquece nem corrige o que lá colocamos.

Assim, o botão para eliminar o passado online pretende dar o poder, aos menores de 18 anos, de determinarem que conteúdos seus querem ver expostos na Internet.

Apesar de as redes sociais, entre outros locais, permitirem que se apaguem conteúdos, estes não ficam definitivamente eliminados na Internet e até há quem guarde as publicações, fotos, etc, muitas vezes para o fim de cyberbullying.

Mas a iniciativa, como seria de esperar, não agrada a todos e alguns especialistas afirmam que será improvável que este botão possa vir a ser criado, implementado e regulado.

Por sua vez, Kidron mostra-se mais otimista e afirma que a tecnologia já existe para a criação do botão… basta agora apenas criá-lo.

Apesar de tudo, ainda têm um longo caminho pela frente, no sentido de conquistar mais adeptos para esta ideia e conseguir o apoio de empresas e instituições para parcerias, como forma de se protegerem os jovens do mundo online.

Nestas parcerias já contam vários nomes fortes como é o caso de bancos internacionais, organizações de comunicação e a comunidade Mozilla.

Nós por cá vamos esperar por mais desenvolvimentos e novidades sobre esta iniciativa.

Concordam com a criação de um botão que elimine o passado digital dos jovens?

 

 

 

Cyberbullying e Privacidade : Guia para Professores

Fevereiro 26, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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descarregar o guia no link:

http://www.gazteaukera.euskadi.eus/contenidos/noticia/emaize_materiala_15/eu_def/adjuntos/Ciberbullying_Privacidad_Guia_para_profesores.pdf

European Superkids Online” es un proyecto integrado en el Programa Daphne III, financiado por la Co­misión Europea, que tiene como principal objetivo el fortalecimiento de los menores contra la violencia on­line, a través de módulos e-learning. Los países y organizaciones que conjuntamente han colaborado en este proyecto son Italia (Save the Children Italy), Polonia (Nobody´s Children Foundation), Dinamarca (Save the Children Denmark) y España (PROTEGELES).

Actualmente, existe una gran preocupación a nivel internacional por el incremento de la violencia online entre los menores. La amplia difusión de las nuevas tecnologías ha permitido la aparición y expansión de fe­nómenos como el ciberbullying, o acoso escolar a través de las nuevas tecnologías, en el que se entremezclan otras situaciones como las usurpaciones de identidad, las amenazas, calumnias, injurias y otras.

Además de este problema, se suceden otro tipo de situaciones conflictivas en la Red que también requieren especial atención y tratamiento. Problemas como el grooming (acoso sexual a través de las nuevas tecnolo­gías), el sexting (envío de imágenes con contenido sexual o exhibicionista) y, en general, todo aquello rela­cionado con los peligros derivados de la falta de privacidad en Internet, ponen de manifiesto la necesidad de intervenir para evitarlos, o afrontarlos con éxito una vez que se ha producido.

Dentro de este Proyecto, cada país ha personalizado los temas a tratar en función de las necesidades detecta­das entre los menores. En España, PROTÉGELES ha llevado a cabo una serie de encuestas y entrevistas con los menores que han puesto de manifiesto la necesidad de trabajar con ellos, además del Ciberbullying, la importancia de cuidar su privacidad cuando están en la Red.

Los módulos e-learning están específicamente diseñados y adaptados para los menores de 10 a 13 años. Los padres, profesores y educadores pueden hacer uso de estos módulos para trabajar con dicho colectivo.

El entorno escolar es un lugar idóneo para enriquecer la experiencia de los estudiantes en el mundo digital, así como para formarles en el uso seguro y responsable de las TIC. En muchas ocasiones, profesores y educa­dores ha manifestado la necesidad de materiales y recursos específicos para poder trabajar sobre estos temas en el aula. Esta guía pretende ser un recurso en el que encontrar la información y material necesario para formar a los menores, y reflexionar con ellos sobre en estas cuestiones en su entorno escolar y/o familiar.

Este material, por tanto, se pone también a disposición de los padres y madres implicados activamente en la formación digital de sus hijos. En esta guía hallarán información y recursos necesarios para poder trabajar desde casa este tipo de fenómenos.

Con esta idea surge el proyecto “European Superkids Online” dentro de la Unión Europea, con el objetivo de poner a disposición de los colectivos implicados un recurso, con información teórica y actividades prácti­cas (vídeos, estudio de casos, test…) para formar y prevenir conductas de riesgo en el abordaje del ciberbu­llying, y en el desarrollo de la protección de la privacidad online.

 

Cyber Security – Special Eurobarometer – fevereiro de 2015

Fevereiro 11, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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cyber

descarregar o relatório no link:

ver pág. 79-82 dados relacionados com as crianças e jovens

http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/ebs/ebs_423_en.pdf

Resultados para Portugal

http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/ebs/ebs_423_fact_pt_pt.pdf

 

 

Internet. Sabe o que enfrentam os seus filhos?

Fevereiro 11, 2015 às 10:37 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site  http://www.dinheirovivo.pt  de 10 de fevereiro de 2015.

DR

O Dia Europeu da Internet Mais Segura celebra-se esta terça-feira, numa altura em que pais e educadores têm de dobrar atenções para com assuntos como a violação de dados pessoais, roubo de identidade ou ciberbullying. Vânia Neto, diretora para a área de educação, cidadania e responsabilidade social da Microsoft Portugal, explica quais os perigos que as crianças e jovens enfrentam na internet e como podem ser evitados.

Quais os perigos mais comuns que as crianças e jovens enfrentam online?

A cada vez maior exposição das crianças e jovens no mundo online abre espaço para inúmeros riscos e vulnerabilidades, como a violação dos dados pessoais, o roubo de identidade e ligações fraudulentas, que acontecem de forma cada vez mais sofisticada e engenhosa. A isto soma-se a transição dos riscos online na área técnica para a área social, nomeadamente através das redes sociais, onde se regista também uma presença e interação cada vez maiores por parte destas crianças e jovens.

Temas como o ciberbullying ganham também terreno, aproveitando o potencial da internet para disseminar informação facilmente disponível para fins difamatórios, dando lugar a comportamentos de perseguição e humilhação entre os pares. Um estudo recente revela que 45% dos jovens conhecem vítimas de ciberbullying.

Acresce ainda a falta de consciência de que a informação que é publicada pode ser visualizada também por predadores que atuam no mundo online. Por exemplo, as estatísticas revelam que em 82% dos crimes sexuais online contra menores, o infrator utiliza as redes sociais para obter informações sobre os gostos da vítima.

A isto soma-se também o elevado tempo despendido atualmente por jovens entre os 15 e os 19 anos nas redes sociais, cerca de 3 horas por dia. Porém, esta presença online nem sempre é consciente das consequências de uma exposição pública online e, por este motivo, já cerca de 10% dos jovens adultos foram rejeitados em contextos de recrutamento, devido ao seu perfil online.

Outro risco, quando não devidamente acompanhado, são os jogos online, que podem tornar-se um “vício”. A maioria dos utilizadores são jovens e o que poderá começar como uma brincadeira pode terminar em jogos reais que envolvem dinheiro, e que podem traduzir-se em situações bastante problemáticas para si e para as respetivas famílias.

Que medidas é que os pais e educadores podem tomar para controlar as atividades online dos filhos?

Muitos dos pais não têm consciência ou não têm ainda conhecimentos dos riscos a que os seus filhos estão sujeitos quando navegam na internet, nem dos mecanismos que têm atualmente ao seu dispor para melhor controlarem e acompanharem esta presença. Através da configuração da Segurança Familiar em dispositivos Microsoft – portáteis, tablets, smartphones com Windows e consola de jogos Xbox – é possível controlar as atividades online dos filhos. Tomando como exemplo o Windows Phone, é possível ativar e gerir as transferências de aplicações e jogos no smartphone, podendo escolher-se os tipos de transparências (aplicações gratuitas, pagas, nível de classificação dos jogos, etc.).

Ao nível das consolas de jogos é igualmente possível configurar o tipo de conteúdos a que cada membro da família pode aceder, controlando o acesso a jogos, filmes, programas de TV. É inclusive possível desligar o acesso a conteúdos a menores de 8 anos, por exemplo, nas definições base da consola. A isto soma-se a possibilidade de definir limites de tempo de utilização (identificando horários restritos de utilização), limitar websites a que o menor acede, definir restrições nos jogos e aplicações, e fazer a gestão dos pedidos dos menores. Como forma de monitorizar a utilização do dispositivo perante as definições estabelecidas pelos pais e educadores, é possível inclusive gerar relatórios de atividades.

Naturalmente que determinante será também um acompanhamento da utilização destes equipamentos e uma sensibilização constante para as situações de risco.

A que é os pais e educadores devem estar atentos? O que é que deve ser considerado “suspeito” na internet?

Devem estar atentos, sobretudo, aos comportamentos dos filhos, acompanhar as suas atividades online e evitar deixá-los sem monitorização. Acima de tudo, educar para a segurança e estar atentos aos sinais. Ao nível das redes sociais, é importante relembrar-lhes que não devem adicionar amigos que não conhecem, nem fornecer demasiados dados pessoais ou partilhar fotografias que identifiquem onde estudam e o que costumam fazer.

O isolamento, por várias horas, das crianças e jovens com os equipamentos deverá ser sempre um sinal de alerta para que os pais fiquem atentos. Em situações de bullying ou cyberbullying, os pais poderão também notar um isolamento dos restantes colegas, nervosismo, insegurança, baixa autoestima, e a não vontade de ir à escola.

Resumindo, estar atentos aos sinais, conversar e lembrar-lhes que não devem fazer no mundo virtual aquilo que não fazem no mundo “real”.

Qual a legislação existente que protege os utilizadores destes perigos?

Existe uma preocupação da União Europeia sobre estas temáticas, daí também a criação do INSAFE e do Dia da Internet Mais Segura. É da UE que emanam algumas das regras que têm sido transpostas para a legislação portuguesa. São disso exemplo a Lei do Cibercrime, a Lei de Proteção de Dados Pessoais ou a recente criação do Centro Nacional de Cibersegurança. São ainda relevantes o combate à pirataria informática e a Lei de Proteção da Propriedade Intelectual e dos Direitos de Autor.

 

 

 

E se o seu filho de 5 anos gastasse 2000€ num jogo?

Outubro 24, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Facebook da Internet Segura de 14 de outubro de 2014.

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Há precisamente um ano falámos do caso de Danny, um rapaz de 5 anos de idade, que instalou no iPad dos pais um jogo gratuito – Zombies vs. Ninjas. Este jogo, como muitas apps disseminadas nos mercados da Apple e Google obtém lucro através da publicidade e à medida que o nível de dificuldade aumenta, aparecem “promoções” para obter um poder novo, mais armas ou não ver publicidades.

Foi com este jogo que Danny pediu ao seu pai o código do seu cartão de crédito, alegando que não tinha de pagar nada. Os pais acederam e deixaram Danny brincar na sala. No dia seguinte, Sharon, a mãe do rapaz, tinha mais de 2000€ para pagar, pelo uso do cartão de crédito. Isto aconteceu por Danny e os pais não perceberem, que a partir do momento em que o cartão de crédito tinha sido inserido, as bombas e armas especiais utilizadas, eram uma aquisição (compra direta) online.

Esta história terminou bem, uma vez que a Apple decidiu indemnizar os pais de Danny e outras famílias que caíram no mesmo erro. Hoje em dia é possível observar no iTunes se o jogo tem ou não as chamadas in-app purchases (compras dentro da aplicação) no seu decorrer. Acompanhe sempre os seus filhos enquanto estes jogam no tablet ou smarphone. Não se esqueça que o que pode parecer apenas mais um botão para uma criança corresponde ao débito de alguns euros para as carteiras dos pais.

Reveja a notícia e o vídeo em: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2285857/Zombies-vs-Ninjas-iPad-app-costs-parents-boy-1-700-extra-charges.html

 

 

Imagens nas redes sociais podem facilitar identificação de dados pessoais

Setembro 2, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 5 de Agosto de 2011.

A notícia original é a seguinte:

Profile pics on social media sites pose privacy risk, researcher warns Facial recognition tech makes it easier to combine offline, online

O resumo da comunicação Alessandro Acquisti é a seguinte:

Faces Of Facebook-Or, How The Largest Real ID Database In The World Came To Be

Um estudo apresentado por um investigador norte-americano defende que é possível identificar os dados pessoais de uma pessoa na rua com base na fotografia de perfil numa rede social

O estudo foi feito por Alessandro Acquisti, investigador da Universidade Carnegie Mellon, e apresentado numa conferência sobre segurança informática que está a decorrer nos EUA.

De acordo com o académico, a utilização de uma simples tecnologia de reconhecimento facial, facilmente acessível, em fotografias definidas como públicas em sites como o Facebook ou LinkedIn é suficiente para identificar informação pessoal dos sujeitos que lá aparecem.

Num dos testes que fez Alessandro Acquisti conseguiu aceder aos dados pessoais completos de pessoas que tinham colocado fotografias num site de encontros, sob pseudónimo.

A identificação foi feita através de uma ferramenta criada pelos investigadores da equipa de Alessandro Acquisti, que permitiu identificar automaticamente, em conjunto com um motor de busca, cerca de 275 mil fotografias públicas que se encontravam no Facebook, de utilizadores de uma determinada cidade.

Esta ferramenta foi depois utilizada no site de encontros, para identificar as imagens públicas de pessoas residentes naquela localidade.

Segundo Alessandro Acquisti o teste permitiu identificar a identidade verdadeira de cerca de 90 por cento dos utilizadores do site de encontros, que estavam registados na rede social.

Outro dos testes dos investigadores consistiu em utilizar as fotografias de cerca de 100 estudantes, tiradas através de uma webcam, para identificar os perfis dos estudantes no Facebook.

Neste teste a equipa liderada por Alessandro Acquisti conseguiu fazer a ligação entre as fotografias e a imagem de perfil dos utilizadores do Facebook em três segundos.

Para o investigador, estas experiências provam que é possível utilizar as imagens de perfil em vários sites para aceder à informação dos cibernautas, de forma relativamente fácil, incluindo através de uma fotografia tirada por um smarpthone, alerta, que quando integrada com um software de reconhecimento facial pode ser utilizada para identificar os dados da pessoa que se encontram espalhados pela Internet.

Citado pelo portal Computerworld Alessandro Acquisti considera que «estas tecnologias desafiam as nossas expectativas de privacidade no mundo digital e físico».

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