Cyber Security – Special Eurobarometer – fevereiro de 2015

Fevereiro 11, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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cyber

descarregar o relatório no link:

ver pág. 79-82 dados relacionados com as crianças e jovens

http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/ebs/ebs_423_en.pdf

Resultados para Portugal

http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/ebs/ebs_423_fact_pt_pt.pdf

 

 

Internet. Sabe o que enfrentam os seus filhos?

Fevereiro 11, 2015 às 10:37 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site  http://www.dinheirovivo.pt  de 10 de fevereiro de 2015.

DR

O Dia Europeu da Internet Mais Segura celebra-se esta terça-feira, numa altura em que pais e educadores têm de dobrar atenções para com assuntos como a violação de dados pessoais, roubo de identidade ou ciberbullying. Vânia Neto, diretora para a área de educação, cidadania e responsabilidade social da Microsoft Portugal, explica quais os perigos que as crianças e jovens enfrentam na internet e como podem ser evitados.

Quais os perigos mais comuns que as crianças e jovens enfrentam online?

A cada vez maior exposição das crianças e jovens no mundo online abre espaço para inúmeros riscos e vulnerabilidades, como a violação dos dados pessoais, o roubo de identidade e ligações fraudulentas, que acontecem de forma cada vez mais sofisticada e engenhosa. A isto soma-se a transição dos riscos online na área técnica para a área social, nomeadamente através das redes sociais, onde se regista também uma presença e interação cada vez maiores por parte destas crianças e jovens.

Temas como o ciberbullying ganham também terreno, aproveitando o potencial da internet para disseminar informação facilmente disponível para fins difamatórios, dando lugar a comportamentos de perseguição e humilhação entre os pares. Um estudo recente revela que 45% dos jovens conhecem vítimas de ciberbullying.

Acresce ainda a falta de consciência de que a informação que é publicada pode ser visualizada também por predadores que atuam no mundo online. Por exemplo, as estatísticas revelam que em 82% dos crimes sexuais online contra menores, o infrator utiliza as redes sociais para obter informações sobre os gostos da vítima.

A isto soma-se também o elevado tempo despendido atualmente por jovens entre os 15 e os 19 anos nas redes sociais, cerca de 3 horas por dia. Porém, esta presença online nem sempre é consciente das consequências de uma exposição pública online e, por este motivo, já cerca de 10% dos jovens adultos foram rejeitados em contextos de recrutamento, devido ao seu perfil online.

Outro risco, quando não devidamente acompanhado, são os jogos online, que podem tornar-se um “vício”. A maioria dos utilizadores são jovens e o que poderá começar como uma brincadeira pode terminar em jogos reais que envolvem dinheiro, e que podem traduzir-se em situações bastante problemáticas para si e para as respetivas famílias.

Que medidas é que os pais e educadores podem tomar para controlar as atividades online dos filhos?

Muitos dos pais não têm consciência ou não têm ainda conhecimentos dos riscos a que os seus filhos estão sujeitos quando navegam na internet, nem dos mecanismos que têm atualmente ao seu dispor para melhor controlarem e acompanharem esta presença. Através da configuração da Segurança Familiar em dispositivos Microsoft – portáteis, tablets, smartphones com Windows e consola de jogos Xbox – é possível controlar as atividades online dos filhos. Tomando como exemplo o Windows Phone, é possível ativar e gerir as transferências de aplicações e jogos no smartphone, podendo escolher-se os tipos de transparências (aplicações gratuitas, pagas, nível de classificação dos jogos, etc.).

Ao nível das consolas de jogos é igualmente possível configurar o tipo de conteúdos a que cada membro da família pode aceder, controlando o acesso a jogos, filmes, programas de TV. É inclusive possível desligar o acesso a conteúdos a menores de 8 anos, por exemplo, nas definições base da consola. A isto soma-se a possibilidade de definir limites de tempo de utilização (identificando horários restritos de utilização), limitar websites a que o menor acede, definir restrições nos jogos e aplicações, e fazer a gestão dos pedidos dos menores. Como forma de monitorizar a utilização do dispositivo perante as definições estabelecidas pelos pais e educadores, é possível inclusive gerar relatórios de atividades.

Naturalmente que determinante será também um acompanhamento da utilização destes equipamentos e uma sensibilização constante para as situações de risco.

A que é os pais e educadores devem estar atentos? O que é que deve ser considerado “suspeito” na internet?

Devem estar atentos, sobretudo, aos comportamentos dos filhos, acompanhar as suas atividades online e evitar deixá-los sem monitorização. Acima de tudo, educar para a segurança e estar atentos aos sinais. Ao nível das redes sociais, é importante relembrar-lhes que não devem adicionar amigos que não conhecem, nem fornecer demasiados dados pessoais ou partilhar fotografias que identifiquem onde estudam e o que costumam fazer.

O isolamento, por várias horas, das crianças e jovens com os equipamentos deverá ser sempre um sinal de alerta para que os pais fiquem atentos. Em situações de bullying ou cyberbullying, os pais poderão também notar um isolamento dos restantes colegas, nervosismo, insegurança, baixa autoestima, e a não vontade de ir à escola.

Resumindo, estar atentos aos sinais, conversar e lembrar-lhes que não devem fazer no mundo virtual aquilo que não fazem no mundo “real”.

Qual a legislação existente que protege os utilizadores destes perigos?

Existe uma preocupação da União Europeia sobre estas temáticas, daí também a criação do INSAFE e do Dia da Internet Mais Segura. É da UE que emanam algumas das regras que têm sido transpostas para a legislação portuguesa. São disso exemplo a Lei do Cibercrime, a Lei de Proteção de Dados Pessoais ou a recente criação do Centro Nacional de Cibersegurança. São ainda relevantes o combate à pirataria informática e a Lei de Proteção da Propriedade Intelectual e dos Direitos de Autor.

 

 

 

E se o seu filho de 5 anos gastasse 2000€ num jogo?

Outubro 24, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Facebook da Internet Segura de 14 de outubro de 2014.

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Há precisamente um ano falámos do caso de Danny, um rapaz de 5 anos de idade, que instalou no iPad dos pais um jogo gratuito – Zombies vs. Ninjas. Este jogo, como muitas apps disseminadas nos mercados da Apple e Google obtém lucro através da publicidade e à medida que o nível de dificuldade aumenta, aparecem “promoções” para obter um poder novo, mais armas ou não ver publicidades.

Foi com este jogo que Danny pediu ao seu pai o código do seu cartão de crédito, alegando que não tinha de pagar nada. Os pais acederam e deixaram Danny brincar na sala. No dia seguinte, Sharon, a mãe do rapaz, tinha mais de 2000€ para pagar, pelo uso do cartão de crédito. Isto aconteceu por Danny e os pais não perceberem, que a partir do momento em que o cartão de crédito tinha sido inserido, as bombas e armas especiais utilizadas, eram uma aquisição (compra direta) online.

Esta história terminou bem, uma vez que a Apple decidiu indemnizar os pais de Danny e outras famílias que caíram no mesmo erro. Hoje em dia é possível observar no iTunes se o jogo tem ou não as chamadas in-app purchases (compras dentro da aplicação) no seu decorrer. Acompanhe sempre os seus filhos enquanto estes jogam no tablet ou smarphone. Não se esqueça que o que pode parecer apenas mais um botão para uma criança corresponde ao débito de alguns euros para as carteiras dos pais.

Reveja a notícia e o vídeo em: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2285857/Zombies-vs-Ninjas-iPad-app-costs-parents-boy-1-700-extra-charges.html

 

 

Imagens nas redes sociais podem facilitar identificação de dados pessoais

Setembro 2, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 5 de Agosto de 2011.

A notícia original é a seguinte:

Profile pics on social media sites pose privacy risk, researcher warns Facial recognition tech makes it easier to combine offline, online

O resumo da comunicação Alessandro Acquisti é a seguinte:

Faces Of Facebook-Or, How The Largest Real ID Database In The World Came To Be

Um estudo apresentado por um investigador norte-americano defende que é possível identificar os dados pessoais de uma pessoa na rua com base na fotografia de perfil numa rede social

O estudo foi feito por Alessandro Acquisti, investigador da Universidade Carnegie Mellon, e apresentado numa conferência sobre segurança informática que está a decorrer nos EUA.

De acordo com o académico, a utilização de uma simples tecnologia de reconhecimento facial, facilmente acessível, em fotografias definidas como públicas em sites como o Facebook ou LinkedIn é suficiente para identificar informação pessoal dos sujeitos que lá aparecem.

Num dos testes que fez Alessandro Acquisti conseguiu aceder aos dados pessoais completos de pessoas que tinham colocado fotografias num site de encontros, sob pseudónimo.

A identificação foi feita através de uma ferramenta criada pelos investigadores da equipa de Alessandro Acquisti, que permitiu identificar automaticamente, em conjunto com um motor de busca, cerca de 275 mil fotografias públicas que se encontravam no Facebook, de utilizadores de uma determinada cidade.

Esta ferramenta foi depois utilizada no site de encontros, para identificar as imagens públicas de pessoas residentes naquela localidade.

Segundo Alessandro Acquisti o teste permitiu identificar a identidade verdadeira de cerca de 90 por cento dos utilizadores do site de encontros, que estavam registados na rede social.

Outro dos testes dos investigadores consistiu em utilizar as fotografias de cerca de 100 estudantes, tiradas através de uma webcam, para identificar os perfis dos estudantes no Facebook.

Neste teste a equipa liderada por Alessandro Acquisti conseguiu fazer a ligação entre as fotografias e a imagem de perfil dos utilizadores do Facebook em três segundos.

Para o investigador, estas experiências provam que é possível utilizar as imagens de perfil em vários sites para aceder à informação dos cibernautas, de forma relativamente fácil, incluindo através de uma fotografia tirada por um smarpthone, alerta, que quando integrada com um software de reconhecimento facial pode ser utilizada para identificar os dados da pessoa que se encontram espalhados pela Internet.

Citado pelo portal Computerworld Alessandro Acquisti considera que «estas tecnologias desafiam as nossas expectativas de privacidade no mundo digital e físico».

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