O “murro no estômago” de ver a realidade das crianças palestinianas

Dezembro 26, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 14 de dezembro de 2017.

Desde 2000, estima-se que dez mil crianças palestinianas tenham sido detidas pelo exército israelita. A cada 12 horas, uma será detida, interrogada, processada e/ou presa. Os factos, apresentados num relatório de 2013 da UNICEF, são dolorosos. Mas o “murro no estômago”, como lhe chama Farah Nabulsi, aumenta se vislumbrarmos a realidade retratada na sua mais recente curta-metragem. É realidade ficcionada, mas realidade. E isso dói. Today they took my son (Hoje levaram o meu filho) mostra o “cruel, desumano e degradante tratamento e punição de crianças palestinianas por parte do sistema de detenção do exército israelita, [que] parece estar difundido e institucionalizado”, como refere o mesmo relatório da UNICEF. As crianças são detidas, geralmente, entre a meia-noite e as 5h. Soldados armados atam-lhes as suas mãos, tapam-lhes os olhos. Os meninos são vítimas de abusos físicos e verbais durante a detenção e o interrogatório. Não têm acesso a água, comida, casa de banho ou cuidados médicos. São coagidos a confessar coisas que não fizeram e ficam sem acesso às suas famílias e advogados. A realizadora Farah Nabulsi — filha de pais palestinianos que foram viver para o Reino Unido em 1970 — procura com o seu trabalho chamar a atenção para esta realidade. Por isso fez esta curta-metragem, integrada no projecto Oceans of Injustice, que procura mostrar a luta palestiniana por “liberdade, justiça e equidade”. Antes já tinha divulgado uma outra curta com o mesmo nome do projecto. Se não for o bastante ver estas imagens, Farah Nabulsi deixa uma sugestão: “Imaginem que isto acontecia com uma criança que amam.”

O relatório citado no texto é o seguinte:

Children in israeli Military Detention : Observations and Recommendations

“Surpresa” é uma curta sobre ter cancro aos quatro anos

Agosto 5, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 17 de julho de 2017.

Paulo Patrício animou um diálogo entre Joana e Alice, mãe e filha que falam sobre a doença que mudou a vida familiar. “Surpresa” estreou-se no Curtas Vila do Conde e venceu o prémio do público na competição nacional

Texto de Ana Maria Henriques

Ouvimos um lápis a riscar no papel, mas não vemos quem o empunha. Só existe o som e umas manchas negras que fazem lembrar um teste de Rorschach. “E o que é que aconteceu ao teu corpo quando ficaste doente?”, pergunta a mãe Joana. A filha Alice responde: “Só tinha um rim”. São assim os primeiros 20 segundos de Surpresa, curta-metragem de Paulo Patrício que se estreou, na semana passada, no Curtas Vila do Conde e acabou por vencer o prémio do público na competição nacional deste festival que celebrou 25 anos. “Quando ouvi um pedaço da conversa entre mãe e filha percebi que estava ali uma história. Do princípio ao fim”, diz o realizador ao P3. Alice tinha cancro no rim, passava por uma das fases mais duras da doença, o cabelo estava a voltar a nascer.

A conversa entre mãe e filha foi gravada em 2011, tinha a menina quatro anos, e ficou perdida no arquivo do computador de Paulo. Em limpezas digitais, resolveu pegar no registo áudio, gravado a propósito de um anterior projecto de série infantil, e fazer dele uma curta de animação. “Acredito que o desenho é democracia e a Alice está sempre a desenhar”, recorda. “É isso que a deixa feliz: estar viva, desenhar e estar com a mãe.” A ideia deste português nascido em Angola, a viver no Porto, “não foi fazer um filme sobre a Alice, mas sim sobre meninos e meninas que estão nas mesmas circunstâncias”. Daí a simplicidade do desenho que a representa: tanto pode ser um menino como uma menina. Pode acontecer a qualquer um.

Abordar o cancro na infância é algo “muito raro”, continua Paulo, de 43 anos. “Mexeu muito comigo, custou-me ouvir milhares de vezes [o diálogo].” A Alice de quatro anos tinha uma “desenvoltura a falar” pouco comum, mas não deixava de ser uma criança. Sabia que tinha perdido um rim, mas custava entender o que tinha acontecido a esse órgão: “Quando é que voltam a pôr o outro?” Não faltam porquês.

Durante o período em que se dedicou à pintura, “muito orgânica” — a animação ficou a cargo da Animais —, Paulo não se encontrou com Alice, que só viu o filme quando esteve foi finalizado. “Não queria criar uma grande relação afectiva com ela para não perder a distância”, admite. O assunto, “super delicado”, pedia alguma “objectividade”.

Ao longo de Surpresa, Alice atropela-se em questões, recorda alguns momentos dos internamentos por que passou. “É uma conversa muito honesta. Não é uma mãe e uma filha, um adulto e uma criança, são duas pessoas a falar”, descreve. Nada foi escrito ou ensaiado, garante. Na curta-metragem, com música de Yasuaki Shimizu & Saxophonettes, “acontecem coisas um bocadinho estranhas”, tal como no corpo e na vida de quem tem uma doença como a de Alice. “Queria que passasse para a animação a forma como a vida muda, de um momento para o outro. Daí que a pintura seja orgânica.” As feições mudam, o nariz “dá um giro e cresce”, os olhos e os braços ficam de tamanhos diferentes, há problemas para resolver num minuto. “Nada é perfeito”, justifica. “Nós damos muito importância ao aspecto do nosso corpo, mas só com uma doença é que percebemos, de facto, o nosso corpo e olhamos com mais atenção.”

“Chateou-te muito estares doente?”, perguntava a mãe. “Um bocadinho”, admite Alice, agora com quase dez anos. Na estreia de Surpresa, no Curtas, “algumas pessoas ficaram ligeiramente comovidas”. “O filme é positivo, mas há umas partes mais cruas”, diz Paulo. A curta, de quase oito minutos, foi também seleccionada para o festival brasileiro Anima Mundi. O realizador, designer e ilustrador já arrancou com um novo filme, chamado O teu nome é, voltado para a violência transgénero. Um “trabalho de memória sobre o caso da Gisberta”.

 

 

“Pai e filha”: um vídeo que mostra que os laços do afeto são mais fortes que o Tempo

Março 11, 2016 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.revistapazes.com

No ano 2000, Pai e filha ganhou o Oscar de Melhor Curta-Metragem, dirigido pelo holandês Michael Dudok de Wit .

Conta a história de um pai que deixa sua filha e sai com o seu barquinho a navegar.

Começa com duas figuras que montam suas bicicletas, a menor das rodas em perfeita simetria com o maior. O pai e filha subem ao topo de uma colina em o pai pousa desce da bicicleta e se despede da filha, mas, antes de partir, e volta e abraça novamente a pequena antes de remar para o horizonte distante.

A filha, em cada fase da vida, volta àquele lugar à espera do pai. É emocionante…

Corto Pipas – Curta Metragem sobre a importância da escola /aprendizagem

Setembro 16, 2014 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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14 MILLIONS DE CRIS – Curta Metragem contra o casamento forçado de crianças

Julho 21, 2014 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.lesinrocks.com

14 millions de cris : le mini film bouleversant de Lisa Azuelos contre le mariage forcé

le 07 mars 2014 à 00:09 •

La journée internationale des droits des femmes se tiendra le 8 mars prochain. Pour l’occasion, la réalisatrice Lisa Azuelos a tourné un mini film déchirant de 4 minutes avec Julie Gayet, Alexandre Astier et Adèle Gasparov. Elle y dénonce les “14 millions de filles mineures mariées de force tous les ans dans le monde“. Une énorme claque.

Marie Turcan

Curtinhas – Filmes, Workshops e Espaço Infantil em Vila do Conde

Julho 5, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Um mini-festival para os miúdos (mas também para os graúdos), o Curtinhas surgiu em 2009 no contexto do projeto ANIMAR (que, em 2012, chegou à 7.ª edição), um programa anual de formação de públicos jovens através do cinema de animação. A parte principal do Curtinhas é a competição de filmes para crianças, divididos em três escalões etários – para maiores de 3, 6 e 9 anos. O júri é também composto por crianças. Para além da competição, integram o Curtinhas o Espaço Infantil “Brincar ao Cinema”, nas instalações do festival, e vários workshops.

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O METRO É UMA ANIMAÇÃO – Sessão infantil de curtas de animação para crianças a partir dos 4 anos

Maio 29, 2011 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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1 de Junho / 11h00
4 de Junho / 16h00
O METRO É UMA ANIMAÇÃO
Sessão infantil de curtas de animação para crianças a partir dos 4 anos

DEMASIADO PRINCIPEZINHO
Zoia Trofimova, Animação, França, 2006, 7’
NICOLAS E GUILLEMETTE
Virginie Taravel, Animação, França, 2008, 9′
AS NOVAS ESPÉCIES
Evalds Lacis, Animação, Letónia, 2008, 9′
LENGALENGA DA PANQUECA
Kai Pannen, Animação, Alemanha, 2009, 6′
NO FIM DO MUNDO
Konstantin Bronzit, Animação, França, 1999, 7′
UM DIA DE SOL
Gil Alkabetz, Animação, Alemanha, 2007, 6’
A Grande Migração
Iouri Tcherenkov, Suíça, 2007
Maestro
Geza M. Toth, Hungria, 2005
Big Buck Bunny
Sacha Goedegebure, Holanda, 2008

Cerimónia de Entrega de Prémios do Concurso “Curtas de Cinema Documental Jovem”

Maio 10, 2011 às 3:28 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Concurso de Curtas-Metragens “Ser voluntário faz a diferença”!

Março 2, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“A Câmara Municipal do Montijo, em parceria com a DRLVT do Instituto Português da Juventude e o Centro de Informação Europe Direct de Setúbal, está a promover, nos concelhos que fazem parte da Península de Setúbal, de 7 de Fevereiro a 7 de Março de 2011, o Concurso de Curtas-Metragens “Ser Voluntário faz a Diferença”, no âmbito do Ano Europeu do Voluntariado 2011.

Esta iniciativa tem como principais objetivos, sensibilizar a população jovem da península de Setúbal para as questões do voluntariado e associar a criatividade e a imagem à promoção do voluntariado.”

São admitidas a concurso obras nas seguintes categorias:

  • Animação
  • Documentário
  • Ficção

Consulta o regulamento e faz download da ficha de inscrição!

Curtas de Cinema Documental Jovem

Janeiro 6, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“A Oikos – Cooperação e Desenvolvimento lançou o concurso “Curtas de Cinema Documental Jovem”, dirigido a estudantes do ensino básico e secundário, com idades entre os 12 e os 21 anos (inclusive).

Os participantes deverão elaborar um filme sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, recorrendo a qualquer tipo de recurso: câmaras digitais, telemóveis, etc., com duração máxima de 3 minutos.

As inscrições e envio das curtas-metragens poderão ser efectuadas até ao dia 28 de Fevereiro de 2011. Mais informações acerca deste concurso “em http://oikos.blogs.sapo.pt/

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