Sacar do telemóvel durante uma conversa, é como erguer uma parede entre duas pessoas

Julho 14, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , ,

texto do site http://uptokids.pt/ de 27 de julho de 2016.

O estudo mencionado no texto é o seguinte:

The Social Origins of Sustained Attention in One-Year-Old Human Infants

uptokids

De acordo com um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Indiana, EUA, crianças cujos pais passam muito tempo a olhar para o telemóvel, têm tendência a não desenvolver a sua atenção, tornando-se ao logo do tempo reduzida.

A pesquisa mostra que a atenção é totalmente afetada pela interação social. “Quando os pais/educadores estão constantemente distraídos, ou cujos olhos não olham para os filhos enquanto brincam, traduz-se um impacto negativo enorme na atenção dos bebés num estágio-chave do desenvolvimento”, disse o líder do estudo, Chen Yu.  “Os bebés e crianças aprendem através da observação:  como ter uma conversa, como ler expressões faciais de outras pessoas, etc. Não havendo contacto visual, as crianças perdem marcos importantes de desenvolvimento.”

Além disso, estudos mostram que as crianças se estão a tornar obcecadas  por tecnologia, devido aos exemplos das mães e pais, e isso está a começar a afetar a saúde mental e o desempenho escolar em geral.

“Há uma tendência alarmante para os pais ignorarem os filhos de todas as idades, dando mais atenção a seus telefones e tablets do que à componente social e comunicativa.”

Consequentemente, as crianças podem sentir que não estão a receber a atenção que precisam. “As crianças têm necessidade de atenção, de capacidade de resposta dos seus pais quando estão furiosos, tristes, frustradas ou felizes, e sentem que têm de competir pela atenção,  quase como se se tratasse de uma rivalidade entre irmãos. Só que o rival é um novo dispositivo eletrónico. Esta tendência, se não for controlada, pode levar a problemas psicológicos.

Uma campanha de sensibilização lançada pelo Center for Psychological Research, em Shenyang, pretende alertar sobre os efeitos e as causas do uso da tecnologia quando se está com os filhos. “Sacar do telemóvel durante uma conversa, é como erguer uma parede entre duas pessoas

uptokids2

Esta campanha foi amplamente direcionada para famílias com crianças pequenas, pois as crianças são quem mais se ressentirá a curto e longo prazo:

TEXTO RELACIONADO COM AS NOVAS TECNOLOGIAS, ONDE FICA O CONVÍVIO SOCIAL?

Competências Sociais

As crianças precisam de conversar diariamente com os seus pais e/ou família, para desenvolverem competências sociais. Aliás, as crianças precisam de ver os seus pais, irmãos, avós, etc, a comunicar. A conversar sobre o seu dia, sobre as questões da casa, a discutir uma noticia do jornal ou simplesmente a fazer brincadeiras e charadas. Tudo isto faz parte do processo social e dos hábitos que a criança irá herdar sobre interação social.

Auto-estima

As crianças que têm a atenção dos pais têm auto-estima mais elevada. Se respondermos com entusiasmo às suas tentativas de aprender e descobrir coisas novas, garantimos que vão continuar a tentar. As crianças precisam de ver aprovação nos nossos olhos. Precisam de ver pais felizes e orgulhosos pelos seus feitos. Porque quando agem mal parece que os pais têm cem olhos e que não perdem nada…

Segurança emocional

Dar às crianças a atenção positiva também fortalece a sua segurança emocional. Quando as crianças sabem que os pais lhes dão atenção, sentem-se mais seguras para tentar e falhar, porque sabem que têm o conforto e apoio que precisam. Sentem-se sempre acompanhadas para o que for preciso. Sabem que todas as “quedas” ou falhas serão aparadas pelos pais.

Desenvolvimento

Há uma relação direta entre o desenvolvimento do bebé e a quantidade de estímulos recebidos. Os estímulos, como olhar e conversar com um bebé, são fundamentais para um desenvolvimento saudável. Afinal os bebés aprendem a falar, a mover-se e deslocar-se, aprendem a estar, observando o comportamento e interagindo com os pais.

Prioridades

Não podemos cair no erro de trocar prioridades. Apesar de caber o mundo inteiro no telemóvel, a nossa vida é o nosso filho, à nossa frente. E ele precisa de saber que está SEMPRE primeiro que a tecnologia.

 

Choro dos bebés ativa as campainhas do medo mais profundo

Agosto 22, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia do Jornal de Notícias de 5 de agosto de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Human Screams Occupy a Privileged Niche in the Communication Soundscape

Adelino Meireles Global Imagens

Que o choro do bebé sinaliza um mau estar ou uma dor, já se sabia. O que estava por descobrir é porque é que aquele som em particular deixa os adultos com o seu sentido de alerta no limite. A resposta está na frequência do som.

De acordo com um estudo publicado na “Current Biology”, o choro e os gritos do bebé têm características acústicas especiais que conseguem activar uma parte do cérebro responsável pela prevenção e proteção do ser humano.

Esses sons possuem uma frequência específica, que não é nem aguda nem grave, chamada de dureza, que tem sido desvalorizada. Agora, descobriu-se que funcionam como estímulo da zona cerebral que faz a leitura de situações perturbadoras, localizada na amigdala, o que poderá levar a concluir que o choro do bebé tem como objectivo suscitar sentimento de medo nos adultos.

No contexto da pesquisa, quando Luc Arnal, um dos autores do trabalho, e a sua equipa perguntaram aos indivíduos da experiência que sons lhes pareciam mais aterradores, e foram precisamente esses os assinalados, os tais da zona da dureza.

A descoberta poderá também ajudar a criar sistema de alarme mais eficazes para carros e habitações. Pelo contrário, será também mais fácil corrigir os sons mais desagradáveis.

 

 

 

 


Entries e comentários feeds.