Nova disciplina de História para ajudar alunos do 12.º ano a interpretar o presente

Outubro 28, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 7 de outubro de 2019.

Disciplina de “História, Culturas e Democracia” destina-se a todos os cursos do secundário. Objetivo é o aluno compreender o mundo atual e ter pensamento crítico sobre temas da História recente.

Os alunos do 12.º ano poderão ter uma nova disciplina no próximo ano letivo que aborda a história contemporânea e pretende que os estudantes consigam interpretar o presente e agir de forma critica e reflexiva.

Chama-se “História, Culturas e Democracia” e destina-se aos alunos de todos os cursos do ensino secundário, segundo informação disponibilizada no site da Direção-Geral de Educação (DGE).

A nova disciplina quer que o aluno compreenda o mundo atual e problematize temas da História recente, refere o documento que define as aprendizagens essenciais da cadeira anual.

“Esta oferta, que partiu do diálogo que temos mantido com os professores de História, é uma resposta à necessidade de valorização do conhecimento histórico e do património enquanto alicerces da identidade e da democracia. Além disto, estrutura-se de uma forma coerente com as finalidades previstas no Perfil dos Alunos: o desenvolvimento de espírito crítico e capacidade de interpretação da realidade sustentado em conhecimento”, sublinhou o secretário de Estado da Educação, João Costa, em declarações à agência Lusa.”

A disciplina pretende dar ferramentas aos alunos que lhes permita compreender o mundo em que vivem e ter uma consciência histórica para poderem assumir “uma posição informada, crítica e participativa na construção da sua identidade individual e coletiva, num quadro de referência humanista e democrática”, refere o documento disponível na DGE.

As aprendizagens essenciais estruturam-se em torno de quatro grandes temas: “A História faz-se com critério”; “Global e Local (“Glocal”) e Consciência Patrimonial”; “Passados Dolorosos na História” e, finalmente, “História e tempo Presente”.

O tema “Passados Dolorosos na História”, por exemplo, assenta no pressuposto de que o desconhecimento da realidade histórica pode conduzir à instrumentalização do passado.

“As memórias individuais e coletivas devem ser valorizadas por constituírem contributos importantes para a compreensão de questões socialmente vivas. Assumir as heranças dolorosas pode e deve contribuir para o apaziguamento das relações sociais inerentes a uma cultura democrática”, refere as aprendizagens essenciais.”

A importância da “História e do Tempo Presente” vem reforçar a ideia de que os conteúdos da História estão associados a situações e problemas presentes no quotidiano da vida do aluno ou presentes no meio sociocultural e geográfico em que se insere, criando-se na escola espaços e tempos onde possa intervir livre e responsavelmente.

As aprendizagens essenciais desta nova disciplina foram desenvolvidas entre a Associação de Professores de História e a DGE

Mais  informações no link da DGE sobre a nova disciplina:

http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Aprendizagens_Essenciais/ae_hcd_12.o.pdf

Na notícia da Associação de Professores de História

Jogos digitais e de tabuleiro também são Cultura: os preconceitos e o IVA

Fevereiro 2, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Sheldon Nunes Unsplash

Artigo de opinião de Micael Sousa publicado no Público de 8 de janeiro de 2019.

Não me venham dizer que estes jogos não são cultura, porque motivos não faltam para os considerar como tal. Seja em que formato for, os jogos são produtos criativos que expressam estéticas e valores sociais, tão antigos como a própria civilização.

As recentes alterações ao regime do IVA para as actividades culturais vieram incentivar algumas “touradas”. Mas os jogos digitais e analógicos não entraram na arena, não tiveram direito à redução da taxa do IVA como os restantes produtos e actividades culturais.

E não me venham dizer que estes jogos não são cultura, porque motivos não faltam para os considerar como tal. Seja em que formato for, os jogos são produtos criativos que expressam estéticas e valores sociais, tão antigos como a própria civilização. São criações intelectuais e produtos das indústrias criativas, associadas a um tipo de indústria que pode apresentar altos níveis de sustentabilidade e opções para todos os públicos e objectivos.

Os jogos contribuem para a expressividade dos próprios jogadores, tal como para uma identificação cultural própria, associada a movimentos e culturas urbanas ou de outros grupos identitários e geracionais. O caso dos jogos digitais representa um elo de ligação geracional identitário para quem nasceu a partir dos anos 70 do século passado. Cada geração tem os seus ícones, plataformas e jogos de culto, numa história que se vai acumulando.

Os jogos são também formas de promover a literacia em vários formatos, incentivando a leitura e a escrita em vários suportes, incluindo a possibilidade de conjugar o domínio de várias línguas e formas de expressão. Os jogos, ao estabelecerem dinâmicas sociais com sistemas de regras comuns aos jogadores, promovem a integração e igualdade entre os participantes, independentemente da sua origem.

Através dos jogos expressamos valores e conhecimentos. Um jogo de vídeo será assim tão diferente da dimensão cultural do cinema? E um jogo de tabuleiro moderno diferente de um livro nos conteúdos que transmite? Estes quatro tipos de criações são produtos culturais por si, mas não é a sua tipologia que define a sua qualidade cultural. Todos podem exprimir altos valores culturais ou não. Por outro lado, os jogos têm o aspecto diferenciador de colocar o seu público no centro da acção, evitando a passividade dos outros formatos.

Estamos então perante legislações desadequadas, carregada de preconceitos perante formatos que já não são novos e que têm contribuído para a identidade e a expressividade cultural das ultimas gerações.

No caso dos jogos de tabuleiro modernos — que é a minha paixão assumida —, posso partilhar algumas experiências concretas. O estigma continua a ser imenso, embora o panorama esteja a mudar. Para além de ser ainda pouco conhecida a imensidão de jogos novos que se fazem em todo o mundo na actualidade, as suas potencialidades ainda não estão devidamente reconhecidas. Assisti, nas nossas actividades dos boardgamers de Leiria, da associação Asteriscos, a crianças que começaram a ter prazer em ler, motivadas pela necessidade de aprender as regras dos novos jogos. Outras que passaram a expressar-se mais e melhor, incentivadas a comunicar dentro do sistema de jogo, enquanto desenvolviam competências de apoio além do jogo. O mesmo tem acontecido para a criatividade e para a capacidade de interagir com os outros, tal como de jogos que levam a conversas e debates sobre assuntos ambientais, de gestão, história, política, filosofia, etc.

Tudo isto que fui elencando representa fenómenos culturais, resultantes tanto da produção dos jogos como na sua utilização. Por isso, não faz qualquer sentido que os jogos não tenham o devido reconhecimento como produtos culturais, tanto simbólica como objectivamente na dimensão fiscal.

 

A leitura e a cultura no desenvolvimento cerebral

Fevereiro 25, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.ecodesenvolvimento.org  de 12 de fevereiro de 2016.

“As capacidades coletivas da nossa espécie, da humanidade como um todo, chegaram num ponto onde elas transcendem enormemente o que cada indivíduo é capaz de fazer. Então, eu posso colar em você o dia inteiro, te seguir todos os dias, o máximo que eu vou aprender é exatamente o que você sabe e não mais do que isso. A leitura abre esses horizontes.”

Suzana Herculano-Houzel, neurocientista brasileira, fala sobre a relevância da leitura para o desenvolvimento cerebral.

Ela afirma que a leitura é o exercício mental que envolve mais áreas do cérebro e adiciona outro elemento que considera importante: a transmissão cultural pode se dar diretamente, quando aprendemos com alguma pessoa próxima de nós, ou indiretamente, como no caso da leitura, que expande as possibilidades de conhecimento, permitindo que um indivíduo aprenda sobre universos distantes.

A neurocientista foi conferencista do projeto Fronteiras do Pensamento 2015.

Assista o vídeo abaixo:

 

A cultura deixa marcas nas crianças

Janeiro 29, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 27 de janeiro de 2015.

Paulo Pimenta

Rita Pimenta

Projectos artísticos para crianças até aos cinco anos apoiados por Portugal, Islândia, Liechtenstein e Noruega.

O programa Pegada Cultural – Artes e Educação tem agora uma variante: Primeiros Passos. A Direcção-Geral das Artes vai apoiar projectos dirigidos a crianças até aos cinco anos, numa parceria com a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega. Um montante de 136 mil euros será distribuído por cinco projectos – um por cada região de Portugal continental: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

“O apoio não é muito elevado para cada um, mas vai chamar a atenção para este público-alvo. É muito importante o contacto precoce com as artes”, diz ao PÚBLICO Susana Graça, responsável pelo programa, que aceita candidaturas até 20 de Fevereiro. As ilhas ficaram de fora por questões de “incapacidade legal” da Direcção-Geral das Artes (DGArtes).

“Podem concorrer companhias de teatro, de dança, escolas de criação artística, associações culturais e outras entidades ligadas às artes”, diz a também directora de serviços de planeamento, informação e recursos humanos da DGArtes. Informa que “as candidaturas deverão ser apresentadas em parceria com uma ou mais entidades artísticas dos outros países doadores”. Daí terem de ser apresentadas em inglês.

As áreas artísticas definidas são: arquitectura, artes digitais, artes visuais, dança, design, cruzamentos disciplinares, fotografia, música e teatro. “Cada projecto seleccionado contará com um financiamento máximo de 85% das despesas elegíveis, num montante máximo de 27.200 euros”, pode ler-se no site da DGArtes.

O bom exemplo da Noruega

Susana Graça valoriza “a colaboração próxima com a embaixada da Noruega” e quer realçar a experiência do Arts Council daquele país, “são muito focados na infância e investem bastante nos serviços educativos das instituições”.

Uma das iniciativas que descreve ao PÚBLICO chama-se “mochila cultural”, em que há uma mistura de várias artes que são depois apresentadas e dinamizadas nas escolas. “Existe há muitos anos e funciona a nível regional. A Noruega já colhe os frutos desta atenção dada às crianças.”

Em Portugal, a experiência da Pegada Cultural (sem restrição a um público-alvo específico) começou no ano passado e aquela responsável espera que a adesão seja idêntica para esta variante dos Primeiros Passos. Os cinco projectos seleccionados em Fevereiro de 2014 foram: Othello’s Anatomy – Arts and Education for Citizenship (várias valências, Lisboa); The Giant and the Little (teatro de marionetas, Évora); Mothers (teatro, Faro); Circus Lab (novo circo, Viseu) e Write a Science Opera (ópera, Porto).

Para se poder avaliar se os trabalhos “marcaram” efectivamente os intervenientes com uma “pegada cultural”, Susana Graça diz haver “uma série de indicadores, como número de escolas e de alunos envolvidos, e registos visuais e fílmicos do impacto do programa nos miúdos”. E está certa de que, “daqui a uns anos, os meninos que agora participarem nos projectos hão-de encher as salas de espectáculos”.

 

 

Tertúlia sobre o Direito à Cultura

Junho 16, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Solicita-se confirmação para forumdireitoscriancas@gmail.com

Boys and Girls Speak Out A Qualitative study of children’s gender and sexual cultures (age 10-12)

Dezembro 20, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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boys

descarregar o relatório aqui

This report by Cardiff University, with support and funding from the NSPCC, looks at how younger children perceive gender, sexual identity and relationships.

Researchers interviewed 125 children, aged 10-12 years, living in Wales. Discussion focused on five key areas: the sexualisation of culture, body cultures, relationship cultures, equalities and change.

Key findings

 

  • children are actively negotiating and learning about the ways sexuality affects them and their lives
  • boys and girls talk about “looking older” in a very different way to “looking sexy”
  • all children, but especially girls, feel pressurised to conform to gender norms
  • many schools have a strong boyfriend-girlfriend culture, making boy-girl friendships almost impossible
  • children experience verbal sexual harassment, but find it hard to tell parents or teachers and are ill equipped to deal with it
  • children are more worried about “scary” rather than sexually explicit images
  • many children are angry about sexism amongst their peers and in society as a whole
  • policy and practice needs to be informed by children’s own experiences.

 

Se as pessoas forem autênticas, as coisas podem mudar de direcção

Agosto 29, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 16 de Agosto de 2013.

Se as pessoas forem autênticas, as coisas podem mudar de direcção

O artigo contém o seguinte texto:

Publicidade influencia menos do que recomendações dos amigos O que dizem os estudos e os especialistas sobre temas que marcam a adolescência? Hoje fala-se de consumos culturais

Curso Livre João dos Santos no século XXI: saúde, educação, cultura e cidadania

Junho 19, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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joao

João dos Santos, Sócio n.º 1 do Instituto de Apoio à Criança, nasceu a 15 de Setembro de 1913 e faleceu a 16 de Abril de 1987.

O Curso Livre “João dos Santos no século XXI: saúde, educação, cultura e cidadania” é uma das atividades desenvolvidas no âmbito da comemoração do centenário de João dos Santos (1913-1987), figura ímpar da vida portuguesa no século XX, com intervenção em vários domínios como a medicina, a psiquiatria, a psicanálise e a educação, entre outros.

Sendo uma iniciativa da Comissão Organizadora do Centenário, que inclui a família e instituições diversas, a organização do Curso Livre foi mais diretamente assumida pelas seguintes escolas, que integram a referida Comissão – a Faculdade de Motricidade Humana, a Faculdade de Psicologia e o Instituto de Educação –, embora conte com o apoio e colaboração de várias outras entidades ligadas à figura de João dos Santos.
O Curso Livre procura explorar, num registo académico e recorrendo a especialistas de várias áreas, o caráter multifacetado do pensamento e da ação pioneira de João dos Santos.
O Curso Livre será composto por 13 sessões que ocorrerão, a um ritmo semanal, entre 20 de setembro e 13 de dezembro de 2013, sempre à sexta-feira ao final da tarde.

Mais informações:
http://www.ie.ul.pt/portal/page?_pageid=406,1702876&_dad=portal&_schema=PORTAL

Este curso livre é organizado no âmbito do Centenário do nascimento de João dos Santos

Violating children’s rights: harmful practices based on tradition, culture, religion or superstition

Abril 2, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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violating

Descarregar o relatório Aqui

Each year, thousands of children die worldwide and the childhoods and development of millions more are scarred by harmful practices perpetrated by parents, relatives, religious and community leaders and other adults.

All violations of children’s rights can legitimately be described as harmful practices, but the common characteristic of the violations highlighted in this report is that they are based on tradition, culture, religion or superstition and are perpetrated and actively condoned by the child’s parents or significant adults within the child’s community. Indeed, they often still enjoy majority support within communities or whole states.

Many of the identified practices involve gross and unlawful discrimination against groups of children, including gender discrimination, and in particular discrimination against children with disabilities. Some are based on tradition and/or superstition, some on religious belief, others on false information or beliefs about child development and health. Many involve extreme physical violence and pain leading, in some cases intentionally, to death or serious injury. Others involve mental violence. All are an assault on the child’s human dignity and violate universally agreed international human rights standards.

The International NGO Council on Violence against Children believes the continued legality and social and cultural acceptance of a very wide range of these practices in many states illustrates a devastating failure of international and regional human rights mechanisms to provoke the necessary challenge, prohibition and elimination. Comprehensive, children’s rights-based analysis and action are needed now. Above all, there must be an assertion of every state’s immediate obligation to ensure all children their right to full respect for their human dignity and physical integrity.

Harmful practices based on tradition, culture, religion or superstition are often perpetrated against very young children or infants, who are clearly lacking the capacity to consent or to refuse consent themselves. Assumptions of parental powers or rights over their children allow the perpetration of a wide range of these practices, many by parents directly, some by other individuals with parents’ assumed or actual consent. Yet the UN Convention on the Rights of the Child (CRC), ratified by almost every state, favours the replacement of the concept of parental “rights” over children with parental “responsibilities,” ensuring that the child’s best interests are parents’ “basic concern” (Article 18).

Seminário – Defender a Educação Pública

Outubro 22, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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As inscrições devem ser feitas até dia 25 de Outubro

Mais informações Aqui

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