Não são pesadelos, são terrores noturnos

Fevereiro 10, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto de Joana Martins publicado no Sapolifestyle

Os terrores noturnos afetam entre 30 a 40% das crianças, podendo iniciar-se em torno de um ano de idade. As explicações são da médica Joana Martins, especialista em Pediatria.

Os distúrbios do sono afetam, no seu conjunto, até 50% das crianças. É uma percentagem elevada e tem custos diretos para a saúde dos mais pequenos: sobretudo a sonolência diurna, que como bem sabemos, vai manifestar-se como irritabilidade, problemas comportamentais, dificuldades de aprendizagem e, consequentemente, mau desempenho escolar.

No entanto, os distúrbios do sono dos mais pequenos também têm custos indiretos, sobretudo na extrema privação de sono que desencadeiam nos pais e como tal, maior irritabilidade e pior desempenho. Como sabem, a privação de sono é um motivo reconhecido como causa de acidentes rodoviários. O impacto real da saúde do sono das crianças é como tal, desconhecido. Mas não pode ser ignorado.

Os distúrbios do sono nas crianças são portanto frequentes:

– Desde o ressonar ou a apneia obstrutiva do sono – durante o sono, porque a criança está deitada e relaxada, verifica-se uma alteração da arquitetura dos tecidos da garganta que leva ao seu colapso parcial, fazendo com que a criança ronque ou total, gerando períodos de pausa respiratória, que levam a múltiplos despertares durante o sono

– Passando pelo clássico chichi na cama, que pode afetar uma parcela significadtiva das crianças até aos 5 anos sem contudo constituir um problema de saúde.

– Sem esquecer as parasónias (assim designadas em conjunto), que incluem sonambulismo, o falar durante a noite, o ranger os dentes e terrores noturnos.

– E por fim, não posso deixar de referir o grande grupo dos problemas comportamentais, como a insónia comportamental clássica, o atraso de fase do sono e a insónia motivada pela dependência de dispositivos eletrónicos.

Há, como podem verificar apenas pelos magros exemplos citados, todo um mundo de patologia de sono para desvendar: alguns problemas são mais frequentes, como os terrores noturnos, outros bastante mais raros, como o síndrome de pernas inquietas.

Por hoje, escolhi abordar um tema simples da primeira infância – os terrores noturnos. Para mais informações sobre outros distúrbios comuns do sono, pode consultar este link.

O que são os terrores noturnos?

Os terrores noturnos afetam entre 30 a 40% das crianças, podendo iniciar-se em torno de um ano de idade, embora classicamente ocorram entre os dois e cinco anos. Cada episódio tem uma série de características em comum: ocorre tipicamente na primeira metade da noite, precisamente quando as crianças se encontram em sono profundo (apesar de tudo, os terrores noturnos também poderão acontecer durante as sestas).

Trata-se de um despertar súbito: a criança acorda a gritar, os pais encontram-na sentada na cama, agitada, transpirada, com o coração a bater muito rápido, com um comportamento agitado, que parece combater que lhe toquem ou que a tentem consolar. Por vezes é difícil controlar o episódio em si, mas costuma ser benéfico que fiquem perto da criança, lhe falem com uma voz tranquila mas assertiva e se for necessário acendam as luzes! O que vai acontecer é simples: a criança, serenada, vai voltar a adormecer e na manhã seguinte – pasme-se (!) – não se lembra rigorosamente de nada. Para os pais é que é mais complicado, porque depois de uma sessão terrorífica de berros, quem é que volta a adormecer?

A príncipio, parece quase um pesadelo, mas há características diferentes: os pesadelos afetam crianças mais velhas, frequentemente acima dos 5 anos (idade escolar, ao invés da idade pré-escolar) e ocorrem na segunda metade da noite.

Os pesadelos ocorrem na fase de sono REM – Rapid Eye Movement – uma fase de sono ativo, em que a criança tem o corpo habitualmente todo relaxado, pálpebras fechadas, mas os globos oculares não páram; esta fase de sono tende a ocorrer a cada 60-90 minutos e é responsável pelos sonhos.

À medida que a noite avança, os períodos de sono REM são mais prolongados, daí que tendencialmente tenhamos mais sonhos durante a madrugada. Os pesadelos são sonhos angustiantes e as crianças despertam do pesadelo. No entanto, ao contrário dos terrores noturnos, as crianças conseguem recordar que despertaram assustadas, podendo, obviamente, não ter uma memória muito coerente da narrativa do sonho (até nós, os adultos, temos dificuldades em recordarmos-nos dos sonhos…). E na manhã seguinte, lembram-se que despertaram com um pesadelo.

E que problemas podem trazer os terrores nocturnos?

Na prática, aqueles que referi no início do texto: sonolência excessiva no período diurno, irritabilidade, problemas de comportamento… No entanto, há alguns sinais de alarme que devem ser tomados em conta: se episódios frequentes na mesma noite, se episódios de despertar associados a movimentos rítmicos da face ou dos membros, então será conveniente fazer uma avaliação mais detalhada. Precisamente na fase de sono profundo, em que as ondas elétricas cerebrais são mais lentas, podem ocorrer outros distúrbios que merecem uma avaliação cuidada.

Os terrores noturnos acabam por se extinguir naturalmente à medida que as crianças crescem, mas existe um estudo muito interessante que associa a prevalência de terrores noturnos na primeira infância com o desenvolvimento de sonambolismo em idade escolar, avaliando grupos familiares específicos.

Ambos os distúrbios ocorrem nos pequenos despertares durante o sono profundo, ou de ritmo lento, que é mais frequente no início da noite. Nas crianças mais velhas, o sonambolismo pode ser responsável por falar durante o sono (um fenómeno independente em si), o levantar-se da cama, o desempenho de atividades frequentemente estapafúrdias, mas por vezes arriscadas, como abrir portas e janelas, praticamente sem memória para o evento na manhã seguinte.

Globalmente, cerca de 30% das crianças com terrores noturnos podem vir a manifestar sonambolismo. Mas esta percentagem é maior quando um dos pais tem história pessoal de sonambolismo (47%) ou ambos os pais (60%).

Como é que se trata um problema que, no fundo, é fruto das características genéticas de uma família? Raramente os terrores noturnos carecem de medidas farmacológicas dirigidas. Como pediatra tento sobretudo tranquilizar os pais e contextualizar a situação de cada criança, face à história familiar. Por fim, não deixo nunca de recomendar as medidas comportamentais de higiene do sono, embora a sua eficácia possa ser limitada nestes casos. No entanto, para situações mais complicadas, que careçam de apoio mais especializado (múltiplos despertares na mesma noite, presença de movimentos anómalos), faz todo o sentido consultar um especialista do sono.

Um artigo da médica Joana Martins, especialista em Pediatria.

Lançamento Oficial dos Materiais Lúdico-Pedagógicos sobre Desenvolvimento Local, dirigidos a crianças e a agentes educativos, 12 de fevereiro em Lisboa

Fevereiro 9, 2020 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.animar-dl.pt/noticias/destaques/3496-lancamento-oficial-dos-materiais-ludico-pedagogicos-sobre-desenvolvimento-local

Estamos separados e amamos os nossos filhos

Fevereiro 7, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opnião de Vera Ramalho publicado no Público de 16 de janeiro de 2020.

Pais que são adequados na definição da guarda da criança, nas práticas parentais, que têm menos conflitos durante o divórcio e à frente da criança, podem amenizar o impacto do divórcio na criança.

Na literatura, o divórcio ou a separação dos pais é descrito como um evento que causa mal-estar psicológico às famílias, em concreto, porque implica mudanças e ajustamentos na vida dos adultos (pais e outros familiares) e das crianças. Sobretudo quando há adequação dos adultos, os efeitos negativos na adaptação da criança são maioritariamente transitórios.

O impacto do divórcio na criança depende de vários factores, entre eles o temperamento e a idade da criança; a psicopatologia dos pais, com especial relevância para a depressão; uma coparentalidade conflituosa, incluindo a intensidade e frequência do conflito interparental antes e após o divórcio.

No caso de desajustamento, a magnitude e a duração dos problemas que a criança pode exibir decorrem de várias circunstâncias, sendo que entre aquelas que podem causar maior impacto negativo está a forma como os próprios adultos lidam com o divórcio e como a transpõem para a criança. Pais que são adequados na definição da guarda da criança, nas práticas parentais, que têm menos conflitos durante o divórcio e à frente da criança, podem amenizar o impacto do divórcio na criança.

Em prol da adaptação da criança ao divórcio/separação, ficam aqui algumas sugestões para os pais e a família:

  • Dar prioridade ao bem-estar da criança e às suas necessidades separando a conjugalidade da parentalidade e abrindo mão da eventual vontade de contrariar o ex-cônjuge;
  • Respeitar o outro promovendo a comunicação com o pai/mãe da criança quanto às necessidades dos filhos;
  • Promover uma parentalidade cooperativa. A qualidade da parentalidade é um dos melhores preditores do bem-estar social e emocional da criança. Assim, a partilha de um estilo parental democrático, baseado na coparentalidade cooperativa, marcada pelo envolvimento de ambos os pais na educação, cuidados e decisões sobre a vida dos filhos, é decisiva no ajustamento da criança ao divórcio;
  • Separar a relação conjugal da relação coparental (a relação dos adultos é só com eles, não cabe à criança saber coisas relacionadas com o fracasso da relação dos pais ou se a mãe/o pai acha que o seu ex-parceiro a/o deixou porque tem outra pessoa;
  • Reduzir ao máximo o conflito: O conflito entre pais é considerado o factor de risco com maior impacto no ajustamento da criança à separação. O conflito pode ser manifestado pela raiva, pela hostilidade, pelas dificuldades de cooperação nos cuidados e na comunicação com os filhos, pela linguagem agressiva, pela agressão física, ou outras situações nefastas e cria stress, tristeza e insegurança na criança. Além disso, o conflito entre os pais traduz-se, na maioria das vezes, em disciplina permissiva e inconsistente, instabilidade emocional, impulsividade nas práticas parentais e menor responsabilidade e disponibilidade emocional para a criança;
  • Não envolver a criança na disputa; ela não é um juiz ou conselheiro matrimonial. Quando as crianças são envolvidas nos conflitos parentais, acontece a deterioração das relações pais-filhos. O impacto na criança é muito negativo, causando stress e desadaptação. Quanto mais a criança percebe que os conflitos entre os pais são desadequados, maior o risco para ter problemas de ajustamento e de bem-estar. Também está comprovado que ambientes pós-divórcio altamente conflituosos podem acarretar mais problemas de externalização (comportamentos de oposição, agressividade, hostilidade, etc.) na criança;
  • Respeitar o direito da criança de gostar do pai, da mãe e dos restantes membros da família;
  • Não perguntar à criança se prefere estar com o pai ou com a mãe, pois isto só causa tensão à criança;
  • Mostrar interesse pelo que a criança possa estar a sentir e disponibilidade para responder a perguntas e esclarecer dúvidas relacionadas com receios acerca do divórcio;
  • Não perguntar o que acontece em casa do outro progenitor;
  • Manter ao máximo hábitos e rotinas diárias;
  • Não dizer mal do outro progenitor ou da sua família à criança nem permitir que a restante rede familiar o faça;
  • Não usar a criança como forma de apoio pessoal, mas procurar ajuda noutros adultos;
  • Se os pais estiverem juntos numa festa ou em qualquer outro momento festivo da criança, não devem discutir ou entrar em conflito à frente da criança e dos seus amigos;
  • Não expor a vida da criança (mesmo quando fala de si) nas redes sociais. A probabilidade da criança ouvir comentários desagradáveis é enorme e o dano que isto pode provocar nela também;
  • Deixar a criança levar as suas roupas, brinquedos e outros pertences para a casa do pai/mãe. São dela.
  • Não usar a criança como mensageiro para falar com o outro progenitor. Este tipo de envolvimento da criança é totalmente desaconselhado e causa ansiedade, tristeza e mágoa. Os adultos devem agir como tal e comunicar entre si pelo bem-estar dos seus filhos.

Sabia que, num choque a 50 km/h, o seu filho pesa uma tonelada?

Fevereiro 3, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do Facebook da GNR:

Sabia que, num choque a 50 km/h, o seu filho pesa 1 tonelada?

Os acidentes são a maior causa de morte de crianças e jovens em Portugal. A maior parte das consequências podem ser evitadas, usando o correto Sistema de Retenção para Crianças (SRC).

As crianças não são adultos em miniatura e têm caraterísticas específicas, que as tornam mais vulneráveis num acidente de automóvel! O tamanho e peso da cabeça, combinados com um pescoço ainda frágil e a coluna que, durante os primeiros anos de vida, ainda está em processo de ossificação, torna-as muito mais frágeis que os adultos.

Por esse motivo, é recomendado que instale a “cadeirinha” em sentido contrario à marcha do veículo, em idades até aos 3 ou 4 anos.

IV Congresso Internacional CADIn “Tecnologia e Inclusão: e-moção, e-ducação, e-volução” 19-21 março em Lisboa

Fevereiro 1, 2020 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.congressointernacional2020.cadin.net/pt

Playgroup BrincArte com oficinas para famílias no Conservatório de Música de Sintra – fevereiro e março

Janeiro 31, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.conservatoriodemusicadesintra.org/brincarte.html#

As crianças britânicas vão saber se os pais as espiam online

Janeiro 31, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 22 de janeiro de 2020.

As empresas devem informar as crianças se os produtos que utilizam têm controlo parental ou se estão a ser vigiadas. Os defensores dos direitos digitais elogiam este passo, que consideram um avanço.

Reuters

As crianças britânicas vão saber quando os pais as espiam online. As empresas de comunicação vão ser obrigadas a informar os mais novos, avança o Information Rights Commissioner (ICO), o órgão de vigilância de dados, nesta quarta-feira. As novas regras devem ser aprovadas pelo Parlamento e entrar em vigor no final do próximo ano, informa ainda.

As empresas devem informar as crianças se os produtos que utilizam têm controlo parental ou se estão a ser vigiadas. Os defensores dos direitos digitais elogiam este passo, que consideram um avanço. “É muito importante que uma criança entenda o contexto e as ferramentas que são aplicadas”, considera Jim Killock, director-executivo do Open Rights Group, uma organização sem fins lucrativos. Esta é daquelas áreas em que os pais, “demasiado preocupados” podem facilmente passar por cima dos direitos das crianças, violando-os em nome da segurança infantil, acrescenta à Thomson Reuters Foundation.

Esta decisão surge num momento em que se discute que privacidade online as crianças devem ter, sobretudo numa altura os pais instalam aplicações nos telefones dos filhos com o objectivo de os vigiar. Mas este é também um momento em que a imagem das crianças é explorada pelas mães bloggers ou instagramers, que constroem as suas carreiras na Internet usando imagens dos seus filhos.

A ICO salvaguarda que o controlo parental ou outras ferramentas de rastreamento são importantes para manter os jovens seguros, No entanto, o seu uso deve ser equilibrado com o direito à privacidade e à transparência, defende.

O código, que abrange plataformas e aplicações online, além de produtos ligados à Internet, como brinquedos inteligentes, também exigirá que as configurações de privacidade das crianças sejam definidas e proíbe movimentos para incentivar as crianças a compartilharem dados pessoais. “A privacidade das crianças não deve ser negociada em busca de lucro”, diz a comissária de informação Elizabeth Denham, em comunicado.

A ICO refere que agirá contra as marcas que não cumpram integralmente o código e que poderá punir as violações do mesmo com multas de até 20 milhões de euros ou 4% do facturamento anual dessas empresas.

mais informações na notícia:

ICO publishes Code of Practice to protect children’s privacy online

Ministra confirma creches gratuitas para 40 mil crianças

Janeiro 30, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 22 de janeiro de 2020.

Ana Mendes Godinho confirmou no Parlamento que o Governo vai fazer uma alteração ao Orçamento do Estado para tornar totalmente gratuitas as creches para os filhos de quem tem rendimentos mais baixos.

A medida foi negociada com o PCP e com o BE e vai mesmo ver a luz do dia. As creches vão ser totalmente gratuitas para todos os filhos das famílias que estão no primeiro escalão de rendimentos.

Tal como o Expresso noticiou, o Governo acertou com os comunistas que haverá uma alteração ao Orçamento do Estado deste ano que vai alterar o complemento-creche e assim tornar as creches gratuitas. “Venho anunciar que no contexto do diálogo com os vários partidos, o Governo está disponível para em sede de discussão do Orçamento do Estado na especialidade tornar gratuitas as creches para as crianças de famílias do primeiro escalão de rendimentos”, disse a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, no início da audição sobre o Orçamento do Estado para 2020 (OE/2020), no Parlamento. Neste caso, a medida aplica-se logo ao primeiro filho.

Ana Mendes Godinho diz que esta alteração da medida permite abranger 40 mil crianças. As famílias do primeiro escalão de rendimento já não pagam creche pública, contudo pagam ainda uma parte da creche nos protocolos com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

Esta é uma alteração a uma medida que foi aprovada pelo Governo de criar um complemento-creche para todas as famílias a partir do segundo filho. Essa medida tem ainda de ser regulada e, disse a ministra esta semana numa entrevista ao Público, deverá entrar em vigor apenas no último trimestre deste ano. Para já não se sabe o valor do complemento a atribuir a cada família.

Apesar do avanço na medida, anunciada pelo PCP quando deu a conhecer que se absteria no Orçamento por ter conseguido acordo com o Governo em algumas medidas, os comunistas querem ir mais além. Ainda esta terça-feira, Jerónimo de Sousa disse que vai defender a “gratuitidade das creches para crianças até aos três anos” e nesse aspecto considera que o PS deu um “passo tímido” e pode ir mais longe.

Os partidos têm até segunda-feira para apresentar as propostas de alteração ao Orçamento.

Mais 1500 milhões para as famílias

Na sua intervenção inicial, Ana Mendes Godinho destacou o aumento de 1500 milhões de euros nos apoios à natalidade e parentalidade quando se compara o OE/2020 com 2015.

Para este ano, o orçamento prevê, para além do apoio à família no custo com creches – uma mdedia que a ministra garantiu que será concretizada ainda este ano – várias outras medidas.

Uma delas é o alargamento da licença de parentalidade obrigatória do pai de 15 para 20 dias, que entra em vigor com o OE/2020, depois de ter sido aprovada por unanimidade no Parlamento em 2019.

Outra medidas passam pelo aumento do montante diário dos subsídios por riscos específicos e para assistência a filho (de 65% para 100% da remuneração de referência) e a extensão da licença para assistência a filhos com deficiência ou doença crónica aos casos de doença oncológica (paga a 65%).

“Os maiores inimigos do sono da criança são a ausência de rotina e a instabilidade nas regras”

Janeiro 22, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do DN Life de 15 de janeiro de 2020.

Por Catarina Pires

Dormir bem é fundamental para todos, mas sobretudo para crianças e adolescentes, que estão em pleno desenvolvimento. É nas idades mais precoces que o sono pode e deve ser educado. A pediatra Nádia Pereira, do Centro da Criança e do Adolescente do Hospital CUF Descobertas, que integra a equipa multidisciplinar da consulta do sono pediátrica, explica o que é importante para uma correta “higiene de sono”.

Texto de Catarina Pires

Qual a prevalência de perturbações de sono das crianças e adolescentes e quais os distúrbios mais comuns?

Dados recentes de publicações internacionais apontam para uma prevalência significativa de perturbações do sono na infância, nalgumas séries atingindo os 50% na idade pré-escolar e 40% na adolescência.

De acordo com o grupo etário o tipo de perturbação de sono varia. Na idade pré-escolar e escolar a insónia de causa comportamental assume maior relevância. São as crianças que os pais referem que nunca conseguiram adormecer sozinhas, resistem a dormir, e mantêm vários despertares noturnos necessitando dos pais para readormecer.

Na adolescência, são mais comuns as perturbações do ritmo circadiano, nomeadamente a perturbação por atraso de fase, em que o adolescente parece que só tem sono por volta das 3 – 4h da madrugada e, se for possível, dorme até às 12 – 13h, acordando bem-disposto e descansado. Nessa impossibilidade, pelo cumprimento dos horários escolares, são comuns os sintomas de privação de sono.

Algumas mudanças simples na rotina familiar podem trazer de volta as noites bem dormidas.

Os pais devem estar preparados para noites mal dormidas nos primeiros meses do bebé, porque faz parte da tarefa de ser pai e mãe?

Nos primeiros meses de vida, o bebé ainda não tem um ritmo de sono-vigília bem estabelecido, necessita ser alimentado frequentemente, mesmo no período noturno, o que vai dificultar o descanso dos pais.

Com o crescimento, essencialmente a partir dos 6 meses de vida, o bebé tem a capacidade de estabelecer um ritmo de sono-vigília mais semelhante ao do adulto, fazendo um período mais longo de sono noturno, e sestas diurnas de menor duração.

No entanto, muitas vezes, apesar de terem as ferramentas biológicas para fazerem um período mais longo de sono noturno, as crianças mantêm dificuldade em adormecer associada ou não a despertares noturnos frequentes, o que condiciona uma má qualidade de sono dos pais, que aceitam este facto como parte da normalidade.

Mas não precisa de ser assim! Algumas mudanças simples na rotina familiar podem trazer de volta as noites bem dormidas.

O que significa higiene de sono e o que fazer para uma correta higiene de sono?

Entendemos com higiene do sono um conjunto de medidas que quando aplicadas facilitam um sono de qualidade. Destaco como medidas de higiene do sono:

  • Manter horários regulares de refeições e sestas durante o dia
  • Não efectuar atividades físicas estimulantes nas 2 horas que antecedem o sono
  • Não usar ecrãs cerca de 2 horas antes de ir para a cama.
  • Evitar refeições pesadas ao jantar
  • Criar um ritual no período prévio ao deitar, que deverá repetir-se diariamente
  • Repetir horários de forma diária e consistente no adormecer e acordar
  • Adaptar o ambiente do quarto: conforto, luz, temperatura, etc.
  • Ensinar a criança a ser autónoma no momento de adormecer: usar elementos de conforto externos (chucha, fralda, boneco, etc.), independentes dos pais.
  • Não associar os momentos de alimentação com o sono, incentivando que a criança não adormeça a comer.

Há crianças com um número de horas de sono diárias inferior ao recomendado que não apresentam sintomas de privação e outras que necessitam mais horas de sono para se sentirem descansadas.

Quantas horas por dia (noite) deve uma criança dormir e que benefícios tem uma boa higiene de sono para a saúde física e desenvolvimento?

Recentemente a Academia Americana de Medicina do Sono publicou uma recomendação relativamente ao número de horas de sono na população pediátrica.

Grupo Etário | Horas de sono por dia
4-12 meses 12-16h (inclui sestas)
1-2 anos 11-14h (inclui sestas)
3-5 anos 10-13h (inclui sestas)
6-12 anos 9-12h
13-18 anos 8-10h

Estas variam naturalmente com a idade da criança e devemos ter em atenção que poderá haver alguma variabilidade interindividual. Apesar da recomendação, existem crianças com um número de horas de sono diárias inferior ao recomendado que não apresentam quaisquer sintomas de privação, e outras que necessitam mais horas de sono para se sentirem descansadas.

O sono reparador é essencial para uma vida saudável. Não se pode viver sem dormir, sendo que o sono não é de todo um processo passivo, constituindo um momento de reorganização de funções e de recuperação física e psíquica. Nas crianças, o sono desempenha um papel fundamental no desenvolvimento cerebral, na aprendizagem e consolidação da memória, tendo também um papel significativo no crescimento corporal.

Existem diversas perturbações de sono que justificam uma avaliação médica. Quando surgem sinais de privação de sono nas crianças ou nos cuidadores, é importante obter aconselhamento médico.

E que problemas trazem as insónias infantis?

Na criança, dependendo do seu grupo etário e grau de desenvolvimento as consequências de sono insuficiente vão ser distintas:

no lactente e criança em idade pré-escolar: irritabilidade, choro frequente, maior dependência do cuidador

na criança em idade escolar: sonolência diurna, cansaço, dificuldade de concentração e problemas na aprendizagem

no adolescente: sonolência diurna, diminuição da capacidade de atenção e concentração, baixa do rendimento escolar, problemas de auto-estima.

Quando é que há razão para preocupação e recurso a aconselhamento médico?

Existem diversas perturbações de sono que justificam uma avaliação médica. Dentro das insónias comportamentais, quando surgem sinais de privação de sono nas crianças ou nos cuidadores, é importante obter aconselhamento médico.

Importa desmistificar que só se recorre ao médico quando há doença e que o não dormir faz parte dos primeiros anos de vida. Dormir é fundamental, pais e crianças necessitam de dormir, e quando isso não acontece uma avaliação em Consulta de Sono pode ajudar.

Outras perturbações de sono mais frequentemente avaliadas em Consulta de Sono são as parassónias (terrores noturnos, sonambulismo…), o síndrome de apneia obstrutiva do sono e as perturbações do ritmo circadiano.

Porque é que há bebés que dormem a noite toda e outros que estão sempre a acordar?

De facto, não se sabe bem porquê, mas existem bebés que dormem toda a noite sem qualquer ajuda e outros que repetidamente solicitam os pais para conseguir adormecer.

Sabemos no entanto, que os bebés em que desde cedo é estimulada a autonomia no momento do adormecer, dormem melhor em idades mais precoces.

E sabemos também que os bebés que necessitam dos pais para adormecer, seja no colo, enquanto mamam ou bebem biberão, têm maior probabilidade de despertar várias vezes durante a noite para pedir ajuda para readormecer.

O método de chorar até adormecer, que tem como objetivo que a criança adquira a capacidade de adormecer sozinha, apresenta bons resultados, mas pode ser causador de grande ansiedade familiar.

Mas não é normal que as crianças acordem durante a noite?

Como já referido é normal que até aos 6 meses os bebés possam necessitar de ser alimentados no período noturno, por razões nutricionais e de imaturidade dos ciclos de sono.

A partir dos 6 meses a maioria das crianças tem as ferramentas biológicas para dormir por um maior período noturno. O que não significa que seja “anormal” se mantiverem alguns despertares noturnos. Mas se estes forem muitos frequentes e com interferência na vida familiar seria útil uma avaliação médica.

O método, defendido por alguns, de deixar chorar até adormecer, é uma tortura para os pais e para as crianças. Tem algum mérito?

Existem diversos métodos de “sleep training” aplicáveis as insónias comportamentais e que devem ser adequados ao grupo etário e ao contexto familiar. Todos estes métodos se baseiam no princípio da autonomia no momento do adormecer.

O método de chorar até adormecer, é um método de extinção simples, e que tem como objetivo que a criança adquira a capacidade de adormecer sozinha, sem ajuda dos pais. Quando aplicado apresenta bons resultados, mas pode ser causador de grande ansiedade familiar.

Não se poderá dizer que é prejudicial os pais adormecerem os seus filhos, mas é um hábito que mantido ao longo do tempo, aumenta a probabilidade de uma perturbação de sono.

Até que idade as crianças devem fazer a sesta?

A sesta é um assunto que tem levantado algumas questões, essencialmente porque o fazer ou não a sesta é atualmente decidido pelas regras dos estabelecimentos de ensino que a criança frequenta.

O princípio será sempre que a sesta complete a necessidade de horas de sono diárias. Mais uma vez aqui a questão deverá ser analisada com família e com cada criança individualmente.

Regra geral até aos 3 – 4 anos a criança ainda deverá apresentar um ciclo de sono bifásico, com um maior período de sono noturno, e um período curto de sono diurno. A partir dos 4 – 5 anos, algumas crianças começam a dar alguns sinais que não precisam de fazer a sesta. Por exemplo pode ser muito difícil adormecer na sesta, ou se quando faz sesta não tem sono para adormecer à hora habitual, ou consegue, não fazendo sesta, ficar desperta para as atividades habituais. Nesta altura pode ser ponderado suspender a sesta.

A decisão neste grupo etário dos 4 – 5 anos, de fazer ou não sesta, deve ser tomada entra família e estabelecimento de ensino, de acordo com as necessidades da criança.

A partir dos 6 anos, com a entrada no ensino básico, a sesta é naturalmente eliminada.

É prejudicial os pais adormecerem as suas crianças nos primeiros anos de vida?

Não se poderá dizer que é prejudicial os pais adormecerem os seus filhos, mas é um hábito que mantido ao longo do tempo, aumenta a probabilidade de uma perturbação de sono no futuro, nomeadamente de insónia comportamental.

Quais são os maiores inimigos do sono para uma criança?

Diria que os maiores inimigos do sono para uma criança será a ausência de rotina e a instabilidade nas regras.

A necessidade de horas de sono vai diminuindo com a idade? Qual diferença entre uma criança e um adolescente?

No primeiro ano de vida o desenvolvimento cerebral e as imensas aquisições cognitivas e motoras, exigem que o número de horas de sono diárias seja maior do que na criança em idade escolar ou adolescente.

As recomendações em relação ao número de horas de sono diárias variam com a idade, mas a título de exemplo um bebé pode precisar de 14 a 15h de sono diárias, uma criança de 5 anos será normal dormir 10 a 12h e um adolescente a partir dos 13 anos deverá dormir pelo menos 8h por dia.

Mais importante que o horário em si, é a regularidade do mesmo. O nosso sono é melhor se dormimos e acordamos a mesma hora.

Dormir de mais também pode ter consequências negativas ou dormir nunca é de mais?

Biologicamente o nosso corpo está preparado para dormir o número de horas que necessita. A questão que se põe atualmente é que geralmente dormimos menos do que precisamos e tentamos compensar esporadicamente quando podemos. Mas esta não é uma compensação real. A regularidade nos horários é fundamental para um sono de qualidade.

Importa só a quantidade de horas de sono ou também são importantes a hora a que se deita e acorda?

Mais importante que o horário em si, é a regularidade do mesmo. O nosso sono é melhor se dormimos e acordamos a mesma hora. No caso dos adolescentes, que biologicamente têm sono mais tarde e dormiriam também até mais tarde, há uma colisão entre o horário que lhes seria natural dormir e a atividade escolar. Neste caso, a regularidade dos horários é ainda mais importante, para permitir um bom desempenho escolar.

Dar um smartphone a seu filho é “como lhe dar drogas”, diz especialista em vícios

Janeiro 19, 2020 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site A Grande Arte de 14 de novembro de 2020.

Adaptação do site Family Life Goals

Metade dos adolescentes no mundo são viciados em smartphones, e 84% desses adolescentes disseram que não podem passar um dia sem checar seus telefones.

As crianças são mais maleáveis ​​que os adultos, estando nessa fase da vida em que seus cérebros ainda estão se desenvolvendo rapidamente. Maus hábitos podem facilmente se tornar características neste momento. Hoje, milhões de pessoas no mundo são viciadas em smartphones. Se você calcular a quantidade de tempo gasto checando seus sites favoritos e contas de mídia social, ficará em choque.

O vício em smartphones não é uma farsa psicológica. É real e quase tão ruim quanto o vício em drogas. Embora possa não ter riscos imediatos para a saúde (excluindo problemas oculares da visualização excessiva da tela), é mais difícil superar, porque os smartphones não são considerados perigosos. Todo viciado em drogas sabe que está prejudicando seus corpos e mentes. Poucos teriam essas substâncias nas mãos ou nas mesas 24 horas por dia. Os smartphones, por outro lado, nunca saem do nosso lado e, por servirem a muitos propósitos em nossas atividades diárias, os efeitos colaterais geralmente são subestimados.

Você não está ajudando seus filhos com esses smartphones
Se os adultos podem ser seriamente afetados pelo uso excessivo de smartphones, é assustador imaginar o efeito que eles têm sobre as crianças. Um terapeuta do Reino Unido comparou essa técnica de distração a dar medicamentos ao seu filho. De qualquer maneira, eles se tornarão viciados e, se você tentar cortar o suprimento deles, eles entrarão em uma retirada agitada. O especialista em clínica de reabilitação, Mandy Saligari, apresentou essa teoria. Ela explica que os pais estão cometendo erros graves, ignorando o vício em smartphones para se concentrar apenas em drogas e álcool. Biologicamente, todos esses itens funcionam nos mesmos impulsos cerebrais.

“Eu sempre digo às pessoas que, quando você dá a seu filho um tablet ou telefone, está realmente dando uma garrafa de vinho ou um grama de cocaína” , disse ela ao Independent. “Você realmente vai deixá-los bater neles por conta própria a portas fechadas?”

Salgari dirige a Clínica Harley Street Charter, em Londres, e disse que dois terços de seus pacientes são jovens entre 16 e 20 anos que estão sendo tratados por uso excessivo de smartphones. Uma de suas pesquisas concluiu que um terço das crianças britânicas entre 12 e 15 anos de idade admitiu não ter um bom equilíbrio entre o tempo de exibição e outras atividades. Eles gastam muito tempo em seus telefones para se envolver em outras coisas, como esportes, música e jogos de tabuleiro.

Por que os pais dão smartphones aos filhos?

Geralmente é uma técnica de distração, mas em alguns casos, os pais estão convencidos de que o uso precoce de smartphones tornará seus filhos mais inteligentes . Quando crianças entre dois e cinco anos recebem smartphones para controlar suas birras e mantê-las distraídas, elas certamente se acostumarão com esses dispositivos e se tornarão dependentes deles por diversão. Retirar seus tablets ou telefones pode causar sintomas semelhantes à retirada de narcóticos.

Um estudo realizado pela Universidade Estadual de San Diego descobriu que os smartphones afetam a saúde mental e o bem-estar emocional de crianças entre dois e 17 anos. Eles passam tanto tempo jogando, assistindo a vídeos, acessando conteúdo inapropriado para a idade e enviando mensagens de texto incessantemente. que eles se tornem conectados a viver em um mundo virtual. As crianças que são viciadas em tecnologia digital geralmente têm dificuldade em controlar suas emoções ou se comportar no mundo real.

Além disso, os pais fazem parte do ciclo de influência negativa. As crianças tendem naturalmente a copiar os pais e a fazer exatamente o que vêem os adultos fazerem. É por isso que os pais são aconselhados a restringir o que seus filhos estão assistindo na televisão. Usar o smartphone a maior parte do dia na frente do seu filho faria com que ele aceitasse esse hábito como perfeitamente normal. Como seus pais estão fazendo isso, deve ser o caminho certo para viver a vida.

Como esse vício afeta seus filhos?
Fisiologicamente, o vício em smartphones pode ter sérias conseqüências no cérebro. Esses sintomas podem não se manifestar fisicamente, mas geralmente afetam o bem-estar psicológico de uma pessoa. Um estudo de 2012 realizado pela Academia Chinesa de Ciências descobriu que as pessoas diagnosticadas com transtorno de dependência da Internet têm anormalidades físicas no cérebro. Eles tinham anormalidades na integridade da substância branca em certas regiões do cérebro que controlam a tomada de decisões, o controle emocional e a atenção. É por isso que as pessoas que são viciadas em seus telefones geralmente apresentam um desempenho ruim nessas áreas.

Esse vício faz com que as crianças se tornem anti-sociais. Imagine uma festa de aniversário para crianças de cinco anos, onde todos estão ocupados jogando videogame em seus telefones. O vício em smartphones também leva a um fraco desempenho acadêmico. Obviamente, as crianças que passam tanto tempo em seus telefones não encontrarão tempo para seus estudos. Eles também desempenham mal em esportes, teatro e outras atividades extracurriculares.

Essas crianças geralmente enfrentam depressão, frustração, exaustão, solidão e, em casos extremos, alucinações. Alguns dos jogos e conteúdos que eles acessam podem conter tanta violência, palavrões e nudez que a mente jovem de seu filho não consegue lidar. Eles podem ficar violentos, doentes e agitados se os dispositivos forem levados com força,

Não vamos esquecer a visão deles. Algumas crianças usam muita luz durante o tempo de tela e isso pode ofuscar ativamente a visão e causar graves dores de cabeça, e “ nenhum protetor de tela fará qualquer diferença real ” , de acordo com o oftalmologista, Dr. Christopher Starr.

Como ajudar seu filho a superar esse vício

  1. Vá à velha escola

As crianças raramente se reúnem no quintal da frente para brincar de esconde-esconde, amarelinha, cantar músicas ou até teatro. Todo mundo está ocupado jogando Legos em seus tablets em vez de usar blocos físicos. Por que brincar de queimada quando há Temple Run? Por que jogar xadrez com seus colegas de classe quando você pode jogar contra o computador? Todo mundo ficou digital.

Lentamente, introduza esses equipamentos de jogos “antigos” em sua casa. Colabore com outros pais para que seus filhos possam se reunir para experimentá-los. Jogar cartas com seus filhos é uma ótima maneira de tirá-los dos dispositivos, porque eles adorariam passar um tempo com você. Lenta e constantemente, você os desmarca usando esses dispositivos excessivamente. As crianças pequenas não devem nem mesmo usar o smartphone, embora possam usar os tablets para crianças em horários definidos do dia.

  1. Fale com eles

Não tenha medo de perturbá-los ou aterrorizá-los. Eles descobrirão de uma maneira ou de outra que esses dispositivos são prejudiciais. Gentilmente, sente com seu filho e diga-lhe como o vício em smartphones pode torná-lo incapaz de se relacionar com as pessoas na vida real. Incentive-os a sair com outras crianças e jogar jogos físicos.

  1. Lidere pelo exemplo

Como pai, você também deve restringir o uso de celulares. Seu filho não deve organizar Legos ou jogar scrabble enquanto você assiste vídeos altos no Instagram. Tente limitar o tempo da tela porque você não está isento do dano mental que ele causa. Ensine seu filho fazendo a mesma coisa.

  1. Horários da tela

Deve haver horários para o uso de smartphones e gadgets digitais em sua casa. As crianças pequenas devem ter permissão para acessar algumas horas por dia em seus tablets ou videogames. As crianças mais velhas devem ter cerca de três horas em seus smartphones. Seja o pai, entre em contato com esses dispositivos e libere-os apenas em horários determinados.

Depois de algum tempo, você começará a observar que seu filho entrou em uma rotina diferente e muito mais saudável, podendo ficar sentado tranquilamente ao lado de um celular por horas tocá-lo. Mudar o hábito é vantajoso para as duas partes, pais e filhos!

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