Mais de 900 crianças-soldado já foram libertadas no Sudão do Sul este ano

Agosto 21, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 8 de agosto de 2018.

Novo grupo de meninos e meninas entregaram suas armas esta semana; cerca de 19 mil continuam em fileiras de grupos armados; Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, precisa de US$ 45 milhões para reintegrar estas crianças nos próximos três anos.

Mais de 100 crianças foram libertadas na terça-feira por grupos armados no Sudão do Sul elevando o total de crianças soldado que conseguiram liberdade para mais de 900 este ano.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, este foi o quarto grupo libertado este ano. Mais meninos e meninas devem ser libertados nos próximos meses.

Progresso

O representante do Unicef no país, Mahimbo Mdoe, disse que “o progresso feito este ano dá esperança de que, um dia, todas as 19 mil crianças que ainda servem nos grupos armados e forças armadas possam ser devolvidos às suas famílias.”

Segundo ele, “até esse objetivo ser atingido, o trabalho para acabar com o recrutamento e uso de crianças tem de continuar.”

O grupo libertado esta semana incluía 90 meninos e 38 meninas. As crianças estavam associadas ao Movimento Nacional de Libertação do Sudão do Sul, que em 2016 assinou um acordo de paz com o governo.

Reintegração

O Unicef organizou uma cerimônia na cidade de Yambio, no sul do país, para marcar o momento. As crianças entregaram as suas armas e receberam roupas de civis. Todas vão fazer exames médicos e receber apoio psicossocial, como parte de um plano de reintegração.

Quando as crianças voltarem a casa, as famílias vão receber três meses de ajuda alimentar do Programa Mundial de Alimentos, PMA. Também receberão treinamento vocacional, porque capacidade de se sustentar é um fator importante na associação a grupos armados.

Além dos serviços relacionados com os meios de subsistência, o Unicef e os parceiros vão assegurar serviços de educação específicos e centros de aprendizagem acelerada.

Parceria

Este esforço é uma parceria entre o Unicef, a Missão da ONU no país, Unmiss, e parceiros do governo. O representante da agência das Nações Unidas explica que “negociações com as partes em conflito exigem energia e compromissos consideráveis ​​de todos os envolvidos.”

O Unicef diz que são precisos US$ 45 milhões para apoiar a desmobilização e reintegração de 19 mil crianças nos próximos três anos.

 

 

Os piores países do mundo para ser criança

Março 7, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/ de 15 de fevereiro de 2018.

Lusa

Seis nações africanas estão entre as 10 piores do mundo para se ser uma criança numa zona de guerra, indica um relatório da organização Save the Children divulgado esta quinta-feira.

A Síria encabeça a lista, seguida do Afeganistão, Somália, Iémen, Nigéria, Sudão do Sul, Iraque, República Democrática do Congo, Sudão e República Centro Africana.

O relatório, baseado em dados do Instituto Internacional para a Investigação da Paz de Estocolmo, analisa fatores como ataques contra escolas, o recrutamento de crianças soldados, violações, assassínios e falta de acesso humanitário.

Perto de 360 milhões de crianças em todo o mundo, ou seja, uma em seis, vivem em zonas afetadas por conflitos, segundo o relatório divulgado na véspera da Conferência de Segurança de Munique, no âmbito da qual líderes globais vão discutir políticas de segurança até domingo.

A Save the Children apela aos dirigentes mundiais para fazerem mais no sentido de responsabilizar os autores dos crimes contra as crianças.

“Crimes como estes contra crianças são o pior tipo de abuso imaginável e são uma violação flagrante do direito internacional”, disse Carolyn Miles, presidente da Save the Children.

descarregar o relatório da Save the Children em baixo:

The War on Children: Time to End Violations Against Children in Armed Conflict 

Um sexto das crianças de todo o mundo vivem em zonas de conflito

Março 5, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Crianças sírias encurraladas em Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco
ABDULMONAM EASSA

Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 15 de fevereiro de 2018.

JOANA AZEVEDO VIANA

Save the Children diz que menores de idade estão hoje mais em risco do que em qualquer outro momento nos últimos 20 anos.

ma em cada seis crianças do mundo vive atualmente em zonas de conflito, apurou a Save the Children, num estudo em que a organização britânica sublinha que as crianças estão hoje mais em risco por causa de conflitos armados do que nos últimos 20 anos.

Na sua investigação, com base em dados disponibilizados pela ONU e por outros grupos, a Save the Children diz ter apurado que mais de 357 milhões de crianças estão hoje a viver em zonas de conflito ou perto de zonas de conflito, um aumento de 75% em relação aos 200 milhões de menores que estavam mais vulneráveis em 1995.

A lista de países mais perigosos para as crianças é encabeçada pela Síria, seguida do Afeganistão e da Somália. No geral, as crianças nascidas e criadas no Médio Oriente têm mais probabilidade de viverem em zonas de conflito, com duas em cada cinco instaladas num raio de 50 quilómetros ao redor de uma zona de combates ou de outros ataques mortíferos. Em África, a proporção é de uma em cada cinco crianças.

Menos de metade das crianças em risco, cerca de 165 milhões, estão a viver em zonas de conflito de “alta intensidade”, expostas ao que as Nações Unidas classificam como “graves violações” dos seus direitos, impedidas de acederem a ajuda humanitária, sujeitas a serem mortas ou feridas, a serem recrutadas por Exércitos ou grupos armados não-estatais, a sofrerem violência sexual, a serem raptadas ou a serem vitimadas em ataques a escolas e hospitais.

No relatório, a Save the Children critica as “grandes lacunas” da informação que é recolhida e disponibilizada por forças que estão em guerra, isto face ao aumento de 300% no número de crianças mortas ou feridas em cenários de conflito desde 2010, segundo dados verificados pelas Nações Unidas. De notar também que os dados relativos a 2017, quando eclodiram conflitos como a perseguição da minoria muçulmana Rohingya em Myanmar, estão incompletos.

Segundo o grupo de caridade do Reino Unido, este aumento do número de crianças que vivem em zonas perigosas do mundo deve-se à “tendência crescente” de guerras urbanas em vilas e cidades, a par do facto de os conflitos armados se estarem a alargar mais no tempo e de serem hoje mais complexos. Em países como a Síria e o Iémen, há ainda a apontar o bloqueio deliberado de ajuda humanitária por grupos extremistas, bem como cercos a cidades que se prolongam no tempo.

“As táticas de cerco e de fome provocada também estão a ser cada vez mais usadas como armas de guerra contra civis, para forçar um grupo armado ou toda uma comunidade a render-se”, é apontado no relatório. Para além disso, e como já tem sido referido por uma série de grupos de Direitos Humanos, os ataques a escolas e a hospitais estão a tornar-se “o novo normal” em guerras e conflitos.

Estas “táticas brutais” que estão a ser “cada vez mais usadas” em várias partes do mundo contrariam a melhoria dos estatutos internacionais legais de proteção de crianças que tem sido registada ao longo dos anos. Entre elas conta-se o recrutamento de crianças-soldado e a violência sexual contra menores.

A sublinhar ainda que, apesar de hoje haver menos crianças a morrerem ou a ficarem feridas em ataques com armas químicas, minas anti-pessoal ou bombas de fragmentação, estas continuam a enfrentar outras ameaças graves — citando-se o cada vez mais frequente uso de crianças como bombistas-suicidas e o contínuo recurso a bombas-barril e a engenhos explosivos improvisados, que matam soldados e civis indiscriminadamente.

Nas zonas de conflito, as crianças não só enfrentam riscos de morte e ferimentos como, na sua maioria, não têm acesso aos serviços mais básicos, como saneamento, educação e boa alimentação. A isto junta-se o que o grupo tinha ressaltado no ano passado, quando alertou para os elevados níveis de crianças sírias que estão a sofrer de “stress tóxico” por causa da sua exposição prolongada aos horrores da guerra — no caso da Síria, uma que está em marcha desde março de 2011, há quase oito anos.

“As crianças estão a sofrer coisas que nenhuma criança deveria sofrer, desde violência sexual até serem usadas como bombistas-suicidas”, refere a diretora da Save the Children, Helle Thorning Schmidt. “As suas casas, escolas e recreios tornaram-se campos de batalha. Crimes como estes cometidos contra as crianças são o tipo de abuso mais tenebroso que se pode imaginar e representam uma flagrante violação da lei internacional.”

O relatório em causa, apresentado esta quinta-feira e intitulado “The War on Children” (“A Guerra Contra as Crianças”), surge na véspera da Conferência de Segurança em Munique, que começa esta sexta-feira e que representa, para o grupo, uma boa oportunidade de os líderes mundiais discutirem mais medidas de proteção das crianças.

descarregar o relatório da Save the Children em baixo:

The War on Children: Time to End Violations Against Children in Armed Conflict 

 

 

Número de crianças afectadas por conflitos atingiu “níveis chocantes”

Dezembro 28, 2017 às 1:59 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 28 de dezembro de 2017.

Organização expõe violência e sofrimento a que crianças de todo o mundo foram sujeitas em 2017.

O número de crianças afectadas por conflitos atingiu “níveis chocantes” em 2017. A informação não surpreende, mas é confirmada pela UNICEF esta esta quinta-feira. Usadas como escudos humanos, mortas, mutiladas, violadas, abusadas, forçadas a casar, raptadas, recrutadas para combate e escravizadas, as crianças são vítimas de uma violência extrema, sem que as leis internacionais designadas para as proteger consigam evitar estes abusos. Além disso, as crianças estão expostas a doenças infecciosas e a riscos diversos para a integridade física e moral, com falta de comida, água potável e cuidados de saúde.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, órgão que tem como objectivo promover a defesa dos direitos das crianças, detalha os abusos registados nas principais zonas de conflito armados em 2017.

Só no Afeganistão foram mortas cerca de 700 crianças nos primeiros nove meses do ano. Na República Centro-Africana, depois de meses de confrontos, “um dramático aumento de violência” conduziu à morte, violência sexual e recrutamento militar de crianças.

Na República Democrática do Congo, a violência levou à fuga de mais de 850 mil crianças e mais de 200 centros de saúde e 400 escolas foram atacados. UEstima-se que 350.000 crianças sofram de má nutrição aguda severa. Na Nigéria e nos Camarões, o grupo terrorista Boko Haram forçou pelo menos 135 crianças a serem bombistas-suicidas, quase cinco vezes mais do que em 2016.

No Iraque e na Síria, as crianças foram usadas como escudos humanos, em zonas sob cerco, vivendo na primeira linha de bombardeios e violência.

O documento destaca ainda sofrimento das crianças da minoria muçulmana rohingya, em fuga da Birmânia e que tentam sobreviver às condições desumanas a que estão sujeitas no Bangladesh, onde se refugiaram, escapando à “limpeza étnica” posta em marcha na Birmânia.

No Sudão do Sul, onde o conflito e uma economia em colapso levaram a uma crise de fome generalizada, mais de 19 mil crianças foram “recrutadas” por forças e grupos armados. Também no Sudão do Sul mais de 2300 crianças foram mortas ou feridas desde que o conflito rebentou em Dezembro de 2013.

Na Somália, até Outubro foram relatados 1740 casos de recrutamento de crianças para combater.  No Iémen, cerca de mil dias de guerra mataram pelo menos cinco mil crianças. Só aqui, mais de 11 milhões de crianças precisam de ajuda humanitária. Dos 1,8 milhões de crianças que sofrem de desnutrição, 385 mil estão gravemente desnutridas e correm risco de morte, se não forem tratadas com urgência.

O medo da morte faz também parte do quotidiano de mais de 200 mil crianças no Leste da Ucrânia, onde vivem sob constante ameaça de minas e outros restos explosivos de guerra.

“As crianças estão a ser atacadas e expostas a ataques e a uma violência brutal nas suas casas, escolas e recreios. Estes ataques continuam ano após ano. Tal brutalidade não pode ser o novo normal”, resume o director do Programa de Emergência da UNICEF, Manuel Fontaine.

Em alguns contextos, sublinha o relatório, as crianças raptadas por grupos extremistas que se conseguem libertar acabam por ser sujeitas a novos abusos por parte das forças de segurança.

A organização internacional apela “a todas as partes do conflito” para que cumpram as suas obrigações de acordo com a lei internacional  e protejam as infra-estruturas onde estão civis, nomeadamente escolas e hospitais e pede aos países mais poderosos que “concentrem a sua influencia para proteger as crianças” que sofrem directa e indirectamente com os conflitos.

 

Número de crianças usadas em ataques pelo Boko Haram triplicou

Abril 16, 2017 às 6:44 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 12 de abril de 2017.

O número de crianças usadas em atentados suicidas no conflito na região do Lago Chade triplicou para 27 nos primeiros três meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2016, segundo a ONU.

O aumento “reflete uma tática alarmante utilizada pelos revoltosos”, o grupo extremista nigeriano Boko Haram, refere um comunicado do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a propósito de um relatório da organização divulgado hoje.

O relatório, com o titulo “Vergonha silenciosa: Dar voz às crianças atingidas pela crise do Lago Chade”, revela que 117 crianças, na maioria raparigas, foram usadas desde 2014 para realizar ataques bombistas em locais públicos na Nigéria, Chade, Níger e Camarões: quatro em 2014, 56 em 2015, 30 em 2016 e 27 no primeiro trimestre de 2017.

“Nos primeiros três meses deste ano, o número de crianças usadas em ataques bombistas é quase igual ao total do ano passado – trata-se da pior utilização possível de crianças em conflitos”, afirmou Marie-Pierre Poirier, diretora regional da UNICEF para a África Ocidental e Central, citada no comunicado.

“Estas crianças são vítimas, não criminosos. (…) Obrigar ou ludibriar estas crianças levando-as a cometer um ato tão aterrador é inaceitável”, adiantou.

O relatório é lançado três anos depois do Boko Haram ter raptado 276 estudantes de uma escola secundária de Chibok, no nordeste da Nigéria, na noite de 14 para 15 de abril de 2014.

O rapto provocou indignação e trouxe atenção mundial para a rebelião do grupo ‘jihadista’, que já causou pelo menos 20 mil mortos e mais de 2,6 milhões de deslocados desde 2009.

“O relatório dá conta de relatos perturbadores de crianças que foram mantidas em cativeiro às mãos do Boko Haram e mostra como estas crianças são encaradas com grande desconfiança quando regressam às suas comunidades”, refere o comunicado.

Segundo a UNICEF, “as raparigas, os rapazes e mesmo crianças pequenas são vistos, cada vez mais, como uma ameaça em mercados e postos de controlo, onde se desconfia que possam transportar explosivos”.

Crianças intercetadas em postos de controlo podem ficar sob custódia para interrogatório e investigação, indicando o relatório da agência da ONU que, “em 2016, quase 1.500 crianças estavam sob custódia administrativas nos quatro países e 592 crianças continuam a aguardar a libertação”.

A UNICEF apela a todas as partes envolvidas no conflito para que se comprometam a acabar com “as violações graves contra crianças cometidas pelo Boko Haram”, bem como a “retirar as crianças de ambientes militares para ambientes civis o mais rapidamente possível” e a “prestar cuidados e proteção às crianças separadas e não acompanhadas”.

Em 2016, o Fundo das Nações Unidas para a Infância permitiu que mais de 312 mil crianças tivessem apoio psicológico na Nigéria, Chade, Camarões e Níger, tendo juntado às suas famílias mais de 800 crianças.

A agência da ONU trabalha com as comunidades e famílias para “combater o estigma associado às vítimas de violência sexual” e apoia ainda as autoridades locais no fornecimento de água potável, de serviços de saúde básicos e no acesso à educação, prestando igualmente tratamento a crianças desnutridas.

A UNICEF lamenta, no entanto, que a resposta a esta crise continue “seriamente subfinanciada”, assinalando que no ano passado o seu apelo para a zona do Lago Chade, no valor de 154 milhões de dólares (145 milhões de euros), recebeu apenas 40% dos fundos.

mais informações no comunicado de imprensa da Unicef:

Conflito na região do Lago Chade: aumento alarmante do número de crianças usadas este ano pelo Boko Haram em ataques bombistas

 

 

3.6 milhões de crianças estão agora em risco devido ao aumento da violência no Iraque – relatório “A Heavy Price for Children”

Julho 29, 2016 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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heavy

descarregar o relatório no link:

http://www.uniraq.org/index.php?option=com_k2&view=item&task=download&id=1882_155abec0c097a09d6cd3c8694f9a6f3c&Itemid=626&lang=en

ou

http://www.unicef.pt/relatorio_iraque_um_preco_elevado_para_as_criancas.pdf

mais informações na notícia da Unicef Portugal

3.6 milhões de crianças estão agora em risco devido ao aumento da violência no Iraque

 

História. 24 fotos onde as crianças não deviam estar

Junho 11, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Observador de 30 de maio de 2016.

Um menino russo baloiça num canhão alemão abandonado, depois da Batalha de Estalinegrado.

Um menino russo baloiça num canhão alemão abandonado, depois da Batalha de Estalinegrado.

Marta Leite Ferreira

Elas choram nos escombros, defendem ideais que não entendem, fazem da guerra um parque. Conheça a história de 24 fotografias onde a infância se perdeu, porque as crianças nunca lá deviam ter entrado.

“A criança deverá crescer num ambiente de afecto e segurança moral e material”. Para as crianças retratadas nestas fotografias, o Princípio VI da Declaração Universal dos Direitos da Criança não foi respeitado. E a infância viu-se assim perdida entre guerras políticas, conflitos religiosos, pobreza extrema e a defesa de ideais que elas ainda não entendem.

Elas transformam tanques e canhões em baloiços, vestem princípios políticos que não têm idade para compreender, choram de fome e perante despedidas demasiado precoces. Nestas 24 fotografias históricas (e algumas delas icónicas), as crianças não deviam ser protagonistas. E o campo de guerras nunca se devia ter transformado num parque infantil.

visualizar as fotos no link:

http://observador.pt/2016/05/30/historia-24-fotos-onde-as-criancas-nao-deviam-estar/#

 

Perto de 400 crianças foram mortas e mais de 600 ficaram feridas desde que a violência no ‎Iémen‬ se intensificou

Setembro 9, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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unicef

Perto de 400 crianças foram mortas e mais de 600 ficaram feridas desde que a violência no #Iémen se intensificou.
Saiba mais em: https://goo.gl/gRPt91

Ishmael Beah’s message of hope for former child soldiers | UNICEF

Março 27, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Que futuro para as crianças da Síria? Diretor-geral da UNICEF fala em “infância roubada”

Março 19, 2015 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Anthony Lake publicado no Expresso de 12 de março de 2015.

FOTO ZEIN AL-RIFAI AFP Getty Images

Leia o artigo de opinião do diretor-executivo da UNICEF a propósito da entrada no quinto ano do conflito na Síria, que afeta cerca de 14 milhões de crianças naquele país e nas regiões vizinhas. “Não podemos desistir destes jovens”, apela Anthony Lake.

Anthony Lake

Este mês, o conflito na Síria entra no seu quinto ano brutal.

É um marco chocante – assinalar quatro anos de escalada de violência e sofrimento sem resolução à vista. Dezenas de milhares de civis perderam a vida.

Milhões de pessoas fugiram. Casas, hospitais, escolas, todos foram alvo de ataques diretos. Comunidades inteiras foram privadas do acesso a assistência humanitária, alimentos e água. A violência alastrou além-fronteiras como uma infeção invasiva.

Agora, imaginem este horror através dos olhos das crianças que estão a vivê-lo. As suas casas foram bombardeadas ou abandonadas. Perderam quem mais amavam e os seus amigos. A sua escolaridade foi interrompida, ou nunca iniciada. Foi-lhes roubada a sua infância.

Naquela que se tornou a pior crise humanitária de que há memória recente, a UNICEF estima que cerca de 14 milhões de crianças estão agora afetadas na Síria e países vizinhos.

Para as mais novas dessas crianças, esta é a única realidade que conhecem. A sua experiência do mundo tem as cores do conflito e das privações.

E para os adolescentes que estão a entrar no seu período de formação, a violência e o sofrimento por que passaram não só deixaram cicatrizes como estão a moldar o seu futuro.

Enquanto os jovens das mesmas idades noutros países estão a começar a fazer as escolhas que irão afetar o resto da sua vida, estas crianças estão a tentar sobreviver. São tantas as que têm sido confrontadas com a crueldade extrema. Ou pressionadas a trabalhar para sustentar as suas famílias. Ou forçadas a casar enquanto ainda são crianças. Ou recrutadas por grupos armados.

UNICEF

Que escolhas irão estas crianças fazer? Que escolhas têm?

Continuarão a acreditar num futuro melhor? Ou irão simplesmente desistir, em desespero – resignadas com as oportunidades limitadas de um futuro instável?

Pior ainda, irão elas próprias recorrer à violência – que acaba por lhes parecer normal?

Há um ano, os líderes humanitários advertiram para o risco de estarmos a perder uma geração inteira de jovens para a violência e o desespero – e com ela, a oportunidade de um futuro melhor para a Síria e a região. Esse risco não diminuiu.

Com a crise a entrar no quinto ano consecutivo, esta geração de jovens continua em perigo de se perder num ciclo de violência – de replicar na geração seguinte o que sofreu.

A comunidade internacional respondeu a esta sombria possibilidade, tentando chegar a estas crianças com assistência humanitária, proteção, educação, e apoio. Mas não tem sido suficiente.

Não podemos desistir destes jovens – e precisamos de multiplicar o número daqueles a quem chegamos antes que desistam de si próprios e do seu futuro.

Ainda temos tempo – e ainda há esperança. Apesar dos danos que já sofreram, das injustiças que suportaram, e da aparente incapacidade dos adultos para porem fim a este horrível conflito, estas crianças ainda têm coragem e determinação para construir uma vida melhor.

Crianças como Alaa, de 16 anos, que fugiu há dois anos de Homs, a cidade síria onde morava. Com a escolaridade interrompida, teve a oportunidade de encontrar um programa de formação oficinal – e hoje está à frente de cursos de formação para outras crianças.

Crianças como Christina, de dez anos, do outro lado da fronteira, no norte do Iraque. Está a viver num abrigo para famílias deslocadas, onde ajuda crianças mais novas a estudarem enquanto se esforça por prosseguir os seus próprios estudos.

Vendo a determinação destas crianças, como podemos nós estar menos determinados a ajudá-las? Sabendo que elas não perderam a esperança, como podemos nós perdê-la?

Se o fizermos, então as consequências far-se-ão sentir nas próximas gerações … por todos nós.

Porque esta crise terrível não se limitou a afetar milhões de crianças. Quando chegarem à idade adulta, estas crianças e as escolhas que fizerem irão refletir-se no futuro de milhões de pessoas – nos seus países e na sua região. Será um futuro de esperança e reconciliação – ou um futuro de violência e desespero?

Este último não é um futuro que elas mereçam. E não é certamente um futuro que nós queiramos ver.

 

 

 

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