As crianças podem fazer uma dieta vegetariana saudável?

Maio 6, 2016 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Deixar de comer carne, ovos… É cada vez maior o número de famílias que adoptou ou quer adoptar uma alimentação mais saudável. Algumas optam pela comida vegetariana ou com grande base nos vegetais. Mas as dúvidas que têm são muitas, sobretudo se as crianças devem ter este tipo de alimentação. Por isso, a Direção-Geral de Saúde (DGS), do Ministério da Saúde, decidiu lançar um guia prático, a Alimentação Vegetariana em Idade Escolar.

Adoptar uma alimentação vegetariana é melhor para a saúde? Pedro Graça, director do Programa Nacional para a Promoção de Alimentação Saudável, defende que qualquer alimentação, seja ou não vegetariana, é “igualmente saudável quando bem feita”.

Assim, este livro – que pode ser descarregado a partir da Internet  – propõe sugestões de alimentos e explica os nutrientes necessários nos primeiros anos de vida, não descartando a importância dos produtos nacionais, de proximidade e sazonais com o objectivo de promover a economia portuguesa. “Quanto mais frescos os alimentos, mais propriedades nutricionais têm”, sublinha Pedro Graça ao Life&Style.

Fica mais caro fazer uma dieta vegetariana? O especialista diz que “não é mais cara do ponto de vista estritamente económico”. No entanto, pode ser considerada mais dispendiosa, devido ao investimento inicial de “conhecimentos culinários, da diversidade e da compra de produtos frescos regularmente”.

Muitas vezes os mais pequenos franzem o nariz aos vegetais e põem-nos de lado porque não gostam, mas até isso, Pedro Graça desdramatiza, defendendo que as cores dos legumes e os seus sabores são agradáveis para as crianças.

Este é um livro que não é de receitas, mas que tem, no seu final, um exemplo de ementa. No futuro, a equipa da DGS não põe de lado fazer uma nova edição com ideias de pratos a confeccionar.

 

Vera Fortuna para o Público, em 15 de Abril de 2016

Um manual para crianças vegetarianas

Abril 8, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do Diário de Notícias de 7 de abril de 2016.

O manual citado na notícia é o seguinte:

Alimentação vegetariana em idade escolar

vege

 

O regime alimentar é indicado para os mais jovens, mas é necessário o acompanhamento de profissionais de saúde

Há uma escola e um jardim-de-infância do agrupamento da cidade do Entroncamento onde desde fevereiro são preparadas três refeições vegetarianas diariamente. São para a Maria, de 6 anos, o José, de 5, e a Júlia, de 4. Os três são filhos de Ana Castro, vegetariana há quase 13 anos e vegan há três. “Quase todos os dias recebo pedidos de informação sobre alimentação vegetariana para crianças”, conta ao DN a mentora do projeto Sabor Fazer. À Direção-Geral da Saúde chegam também cada vez mais dúvidas sobre o tema, tanto de famílias como de profissionais de saúde e escolas, o que levou ao lançamento de um manual sobre alimentação vegetariana para crianças e adolescentes.

A ferramenta, criada no âmbito do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável e publicada ontem, fala sobre os cuidados a ter quando as crianças e adolescentes seguem este padrão alimentar, de forma a que o seu crescimento não seja comprometido. Pedro Graça, diretor do programa, explica que o objetivo não é promover a alimentação vegetariana, mas dar informação para que sejam feitas as melhores escolhas. “Se for bem planeada, a dieta vegetariana pode ser indicada para todas as idades”, explica.

Tem benefícios, mas como qualquer regime também acarreta riscos, “associados sobretudo à má escolha dos alimentos e à falta de informação.” Por exemplo, como há carência de iodo, é recomendada a ingestão de sal iodado. Para maximizar a absorção de ferro os alimentos ricos neste mineral devem ser combinados com outros ricos em vitamina C. Relativamente à vitamina D, as crianças e os adolescentes que não consomem alimentos fortificados ou têm uma exposição solar limitada devem recorrer à suplementação. E porque não existem muitas fontes de vitamina B12 neste regime, também pode ser necessário recorrer a bebidas fortificadas ou suplementos.

Consoante as idades, as necessidades das crianças são diferentes. Por exemplo, as crianças de 3 anos precisam de uma proporção de gordura superior às que têm entre 4 e 18. Mas necessitam, por exemplo, de uma percentagem menor de proteína. “Compete ao profissional de saúde perceber quais são as necessidades ao longo da vida da criança”, destaca Pedro Graça. Tal como no manual genérico sobre vegetarianismo lançado no ano passado, a DGS apela ao uso de produtos vegetais nacionais e sazonais.

Contactado pelo DN, o nutricionista Nuno Borges, da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, reforça que “a dieta vegetariana poderá ser adotada pelas crianças desde que siga todos os preceitos de forma a fornecer os nutrientes necessários e nas quantidades recomendadas.” Fala de uma “adesão crescente” a este regime, que pode ser seguido “desde sempre”, com os devidos cuidados.

 

Crianças que vão mais tarde para a escola são menos hiperativas

Fevereiro 3, 2016 às 11:30 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 26 de janeiro de 2016.

Reuters hannibal Hanschke

Marta Santos Silva

Um novo estudo demonstra que atrasar um ano a entrada para a escola torna as crianças mais atentas e controladas

A idade em que as crianças devem começar o jardim-de-infância ou a escola primária tem sido assunto de debate junto da comunidade científica que estuda o desenvolvimento das crianças. Agora, uma investigação da universidade norte-americana de Stanford vem mostrar que atrasar um ano a entrada das crianças para a escola pode ajudá-las a ser menos hiperativas e desatentas, e a terem mais autocontrolo.

O estudo da universidade de Stanford, publicado em outubro na revista científica do National Bureau of Economic Research, olhou para o caso de crianças dinamarquesas. O estudo demonstrou que as crianças que começavam a escola um ano mais tarde mostravam níveis inferiores de hiperatividade e eram mais concentradas, efeitos que se mantinham não apenas durante o primeiro ano de escola mas até pelo menos os onze anos de idade”.

“Descobrimos que atrasar a entrada na escola por um ano reduzia a desatenção e a hiperatividade em 73 por cento para uma criança ‘média’, aos 11 anos”, disse o principal autor do estudo, Thomas Dee, num comunicado da universidade de Stanford. “Ficava praticamente eliminada a probabilidade de uma queria ‘média’ nessa idade tivesse um nível anormal, ou mais alto do que o normal, de comportamentos hiperativos ou desatentos”.

A investigação de Thomas Dee, feita em colaboração com o investigador dinamarquês Hans Henrik Sievertsen, demonstrou também uma ligação entre níveis mais baixos de hiperatividade e desatenção e melhores resultados escolares. As crianças com uma maior capacidade de controlar os seus impulsos e manter-se atentas tinham melhores notas.

O estudo foi realizado usando dados dos censos dinamarqueses e informação de um inquérito que é realizado a nível nacional na Dinamarca para avaliar a saúde mental das crianças com 7 e 11 anos, que mede também os níveis de hiperatividade e desatenção. Na Dinamarca, como é habitual em Portugal, a entrada na escola faz-se no ano civil em que as crianças fazem seis anos. Assim, as crianças nascidas alguns dias antes de 31 de dezembro, que entram na escola com menos de seis anos, podem ser comparadas com aquelas que nascem poucos dias depois, que terão seis anos e oito meses quando começarem a escola.

“Ficámos surpreendidos com a persistência do efeito”, disse à Quartz o investigador Hans Henrik Sievertsen. Esperar um ano para começar a escola fazia com que as crianças não tivessem quase probabilidade nenhuma de vir a ter hiperatividade acima da média.

 

 

 

A Saúde dos Adolescentes Portugueses em Tempo de Recessão : Dados nacionais do estudo HBSC de 2014

Julho 1, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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aventura

descarregar o documento no link:

http://aventurasocial.com/arquivo/1435095215_RELATORIO%20HBSC%202014d.pdf

APRESENTAÇÃO DO ESTUDO “HEALTH BEHAVIOUR IN SCHOOL-AGED CHILDREN” (HBSC)

O HBSC/OMS (Health Behaviour in School-aged Children) é um estudo colaborativo da Organização Mundial de Saúde (OMS) que pretende estudar os estilos de vida dos adolescentes e os seus comportamentos nos vários cenários das suas vidas. Iniciou-se em 1982 com investigadores de três países: Finlândia, Noruega e Inglaterra, e pouco tempo depois foi adoptado pela OMS, como um estudo colaborativo. Neste momento conta com 44 países entre os quais Portugal, integrado desde 1996, e membro associado desde 1998 (Currie, Samdal, Boyce & Smith, 2001).

O estudo HBSC criou e mantém uma rede internacional dinâmica na área da saúde dos adolescentes. Esta rede permite que cada um dos países membros contribua e adquira conhecimento com a colaboração e troca de experiências com os outros países. No sentido desta rede funcionar de forma coordenada, todos os países membros do HBSC respeitam um protocolo de pesquisa internacional (Currie et al., 2001).

Portugal realizou um primeiro estudo piloto em 1994 (Matos et al., 2000), o primeiro estudo nacional foi realizado em 1998 (Matos et al., 2000), o segundo em 2002 (Matos et al., 2003), o terceiro em 2006 (Matos et al., 2006), o quarto em 2010 (Matos et al., 2012) e um mais recente em 2014, ao qual se refere este relatório (relatórios disponíveis em:

http://aventurasocial.com/publicacoes.php

Workshops GRATUITOS de Internet Segura nas Escolas de Benfica

Abril 2, 2015 às 9:17 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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kids

Com o objetivo de dotar pais e filhos de ferramentas que os capacitem de conhecimentos necessários para uma boa utilização da internet, a Junta de Freguesia de Benfica vai promover uma série de workshops GRATUITOS de Internet Segura no âmbito do INF4Kids.

Estes workshops são destinados a todos os pais e/ou encarregados de educação e respetivos educandos inscritos em CAF/AAAF e realizam-se nas seguintes datas e locais:

• 7 abril – EB1 Jorge Barradas às 18H00;
• 9 abril – EB1 e JI Prof. José Salvado Sampaio às 18H00;
• 14 abril – EB1 e JI da Pedro de Santarém às 18H00;
• 16 abril – EB1 e JI Parque Silva Porto às 18H00;
• 23 abril – Jardim de Infância nº1 às 18H00;
• 30 abril – EB1 e JI Arq. Gonçalo Ribeiro Telles às 18H00.

Workshop dado pelos Técnicos do INF4KIDS!

Uso de “pequenos ecrãs” impede as crianças de dormir, diz estudo

Janeiro 6, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 5 de janeiro de 2014.

O artigo citado na notícia é o seguinte:

Sleep Duration, Restfulness, and Screens in the Sleep Environment

Enrique Calvo Reuters

As crianças que têm acesso a tablets ou smartphones nos seus quartos dormem menos do que as crianças que não têm acesso a estes dispositivos à noite, conclui um estudo norte-americano divulgado nesta segunda-feira.

As conclusões da investigação publicadas na revista Pediatrics mostram que ter um chamado “pequeno ecrã” à mão é pior do que ver televisão, no que toca à falta de sono, de acordo com a observação de 2000 crianças em idade escolar.

No geral, aqueles que têm acesso a tablets ou smartphones dormem menos 21 minutos por noite em comparação com os que não usam essa tecnologia e têm mais probabilidade de acusar falta de sono.

Já as crianças com televisão no quarto dormem menos 18 minutos do que as que não têm esses aparelhos na mesma divisão em que dormem.

“A presença de pequenos ecrãs, mas não de televisão, no ambiente de sono, está associada com a percepção de descanso ou sono insuficiente”, indica o estudo de Jennifer Falbe, da Universidade da Califórnia.

 

 

Childcare services for school age children

Outubro 6, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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chilcare

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This report provides a first comprehensive analy­sis of the availability, quality and affordability of out-of school-services for school-going children in the 27 EU Member States, the three EEA-EFTA countries (Iceland, Norway and Liechtenstein), Croatia, the Former Republic of Macedonia (FY­ROM) and Turkey. The main focus is on children in pre-school and primary education. The report updates and complements earlier reports on the reconciliation of work and private life and on the provision of childcare services (Plantenga & Re­mery 2005 and 2009) This report provides a first comprehensive analy­sis of the availability, quality and affordability of out-of school-services for school-going children in the 27 EU Member States, the three EEA-EFTA countries (Iceland, Norway and Liechtenstein), Croatia, the Former Republic of Macedonia (FY­ROM) and Turkey. The main focus is on children in pre-school and primary education. The report updates and complements earlier reports on the reconciliation of work and private life and on the provision of childcare services (Plantenga & Re­mery 2005 and 2009).

 

Conferências (Des)Envolvimento – Idade Escolar

Março 4, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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cadin

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Curso de Actualização Profissional Alimentação Saudável em Idade Escolar

Novembro 11, 2013 às 2:14 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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alimentação

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Calculando o custo do apoio social à criança

Junho 17, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do site swissinfo.ch de 4 de Junho de 2013.

zurique

Por Chantal Britt,

Serviços de apoio às crianças como creches custam caro na Suíça. Não apenas para os pais, que chegam a gastar até metade do rendimento familiar em creches ou outros serviços, mas particularmente às instituições, que lutam para não ter prejuízo.

Para amenizar a carência de possibilidades de acolhimento, o governo lançou em 2003 um programa de incentivo orçado em 440 milhões de francos (US$ 455 milhões) para financiar a abertura de mais creches. A injeção financeira aumentou o número de vagas em mais de quinze mil nos últimos dez anos, além das mais de cinquenta mil vagas já existentes.

Uma das proprietárias de creche que se beneficiaram do programa foi Darina Hürlimann. Ela fundou em 2008 a “Kita Matahari”, um pequeno centro de acolhimento em uma área residencial nobre em Berna.

Cercada por uma dúzia de crianças – incluindo a sua própria – ela apresenta o espaçoso duplex convertido com uma grande cozinha. O financiamento público ajudou a pagar os custos de investimento nos primeiros dois anos. Mas ela continua a admitir: “Administrar essa creche é uma operação sem lucros.”

Ela também assume diferentes funções, gastando aproximadamente setenta por centro do tempo em tarefas administrativas, incluindo declarações de salários, cartas aos pais e cardápios para as crianças.

“Preciso estar cuidando de tudo e o tempo todo. Nunca dá para ficar parada. Estou constantemente fazendo malabarismos com os meus próprios valores, planos e finanças”, afirma Hürlimann, enquanto as crianças se enroscam nas suas pernas ou correm entre os quartos claros equipados com móveis modernos.

“As vagas devem ser preenchidas por mim no espaço de três meses para ter uma taxa de ocupação ideal. Até agora consegui fazê-lo. O sucesso significa não estar perdendo dinheiro.”

Custos elevados

Graças a esses novos centros, é geralmente fácil encontrar uma vaga de creche nas grandes cidades, mesmo em curto prazo. É o que explica Talin Stoffel, chefe da Associação Suíça de Creches “KiTaS”. O problema é o custo para os pais.

Como os pais devem cobrir aproximadamente 80% das taxas, uma vaga em período integral na cidade custa-lhe até 2.500 francos por mês, ou 40 mil francos por ano.

“Os custos de operação para administrar uma creche são comparáveis aos de outros países, mas a parte paga pelos pais é muito mais elevada”, explica Stoffel. “Uma criança é até financiável, mas o segundo filho faz dobrar os custos, levando muitas famílias aos seus limites. É por isso que a maior parte das pessoas só pode financiar uma creche em tempo parcial. ”

“Na Suíça existe o pensamento de que o cuidado à criança antes do jardim de infância seja de responsabilidade da família, que o Estado não deve interferir em questões privadas e apenas os mais pobres, que dependem de um segundo salário na família, devam ser apoiados para colocar seus filhos em uma creche”, acrescenta Stoffel.

Isso foi também ilustrado pelo fato dos eleitores suíços terem rejeitado, em março, uma proposta de promover a abertura de mais creches. A proposta levada a plebiscito foi rejeitada pela maioria rural dentre os 26 cantões (estados) e foi rechaçada pelos partidos de direita, argumentando que ela acrescentaria mais encargos financeiros aos contribuintes, além de ter uma interferência do Estado em assuntos da família.

Ela ressalta um estudo realizado pela economista Monika Bütler, da Universidade de St. Gallen. Este mostra que ter duas rendas na família é para muitas pessoas não uma vantagem, mas sim uma questão de responsabilidade. O salário de uma mãe trabalhando três dias por semana é consumido pelos custos da creche e acréscimos no imposto familiar, calcula a pesquisadora. Em alguns casos, uma renda adicional pode até reduzir a renda da família.

De acordo com o relatório “Fazendo melhor para Famílias” de 2011, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), famílias na Suíça gastam metade da sua renda em cuidados externos às crianças, mais do que qualquer outro país no mundo. A percentagem chega a representar até o dobro do segundo país no ranking, a Grã-Bretanha, e quatro vezes mais do que a média da OCDE de 12 por cento.

“Isso é demasiado”, diz Miriam Wetter, que coordena a Rede Suíça de Creches. “Os custos afetam a decisão de saber se uma mulher é capaz de financiar os cuidados à criança fora da família e até mesmo se elas decidem de ter ou não filhos.”

Subsídios não são suficientes

Uma família classe média comum, com uma renda dupla, não está capacitada a receber subsídios financeiros para as creches. Famílias de baixa renda podem se qualificar, mas não existem garantias de que ela vai recebê-lo. Mais de mil crianças estão na lista de espera por vagas subsidiadas em creches somente na capital Berna, segundo as autoridades municipais.

Mais subsídios são necessários, afirmam especialistas.

Os pais já estão pagando mais do que deviam e as creches não podem se dar o luxo de reduzir os custos, afirma Wetter, um cientista político que também preside o conselho de administração de uma creche. “Nós só podemos assegurar qualidade a preços reduzidos com um maior volume de subsídios.”

Quando o governo se comprometeu a oferecer mais apoio com o programa de financiamento de 2003, muitas pessoas especializadas no cuidados de crianças pequenas aproveitaram a oportunidade para abrir uma creche, acrescenta Stoffel, lembrando até uma corrida atrás do ouro.

“Elas eram realmente muito competentes no seu trabalho, mas depois de abrir as creches, rapidamente elas perceberam que terminaram não tendo muito tempo para cuidar das crianças devido a todos os trâmites burocráticos”, diz Stoffel.

E os principais desafios para os administradores de creches continuam sendo a falta de pessoal qualificado e aspectos financeiros, declara.

Muitos dos que entraram em dificuldades financeiras, simplesmente conseguiram sobreviver graças à forte demanda por vagas, considera Wetter. Existem muitas pequenas operações com soluções bem localizadas em pequena escala para a falta de creches.

Uma creche é uma pequena ou média empresa. Administrá-las não apenas requer as óbvias competências educacionais e conceitos de guarda de crianças, mas também conceitos de operações, higiene e segurança, como define um guia de 300 páginas publicado pela associação de creches. Os administradores precisam desenvolver um plano de negócios e um orçamento, além de controlar a qualidade da administração, os custos e o marketing, diz Wetter.

No futuro pode ocorrer uma mudança na direção de estruturas mais largas com uma direção centralizada como apoio trabalhando para diversas creches, uma estrutura que a organização de creches “Leolea” tem feito crescer lentamente desde 2003 ao oferecer serviços individualizados de creches em Berna e Lucerna.

Uma administração centralizada permite aos administradores de creches se concentrarem no trabalho com as crianças. Mas mesmo a Leolea é uma associação sem fins lucrativos, declara a secretária-executiva Nathalie Klemm. “Mesmo com estruturas centralizadas de custos, as creches não podem ser administradas para dar lucro.”

Chantal Britt, swissinfo.ch
Adaptação: Alexander Thoele

Custos

Segundo a Associação Suíça de Creches, existem na Suíça mais de duas mil delas em funcionamento.

Cerca de 90% são privadas, ou seja, são primariamente financiadas pelas contribuições dos pais.

O governo contribui através de subsídios dados aos centros, aos pais ou através dos “vales-creches” distribuídos oficialmente.

Pesquisas realizadas em 2011 mostraram que as taxas cobradas em instituições públicas sofrem grandes variações através do país.

Seria entre 40 francos por dia em Bellinzona (sul) e 130 francos em Schwyz (centro).

Creches privadas custam entre 60 e 150 francos por dia nas cidades de Berna e Zurique.

Uma vaga subsidiada custa aproximadamente 10 francos, como estimam a associação de creches.

O custo para cuidar de uma criança custa aos mantenedores das creches mais de 170 francos por dia.

Elas necessitam ter uma taxa de ocupação de mais de 80 por cento, tem de ser acessíveis e estar localizadas em áreas centrais para manter a rentabilidade.

Para abrir uma creche, os administradores precisam investir mais de quatro mil francos por vaga, como estima a associação de classe.

Os salários correspondem a mais de 80% dos custos. O custo mensal geral de aluguel varia entre mil e sete mil francos.

 

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