Desafio Momo: dois jovens terão morrido em novo jogo suicida na Internet

Setembro 15, 2018 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo de Ivo Neto para o Jornal de Notícias, em 4 de setembro de 2018.

 

Uma rapariga, de 12 anos, e um rapaz, de 16 anos, terão morrido na sequência do desafio viral Momo. As duas mortes aconteceram em apenas 48 horas no estado de Barbosa, na Colômbia.

Janier Landono, do governo local, explicou aos jornalistas que os jovens terão participado no desafio viral através da aplicação WhatsApp. “Eles entraram neste desafio que encoraja os jovens a infligirem ferimentos neles próprios. O jogo tem vários níveis e o último é o suicídio”, disse, citado pelo “Telegraph”.

Os meios locais adiantam que os dois menores se conheciam e que foi o rapaz a convidar a jovem a participar no desafio viral. Os telemóveis das vítimas foram apreendidos pelas autoridades que terão encontrado mensagens relacionadas com o jogo, revela o portal HSB Noticias.

A morte dos dois jovens, que aconteceu no final de agosto, representa o primeiro caso do género na Colômbia e segue-se ao suicídio de uma rapariga argentina, de 12 anos, que terá participado no mesmo desafio viral.

O desafio Momo tem sido comparado com o jogo da Baleia Azul que provocou a morte de várias pessoas. Este novo jogo, que nasceu no WhatsApp e no jogo Minecraft, coloca vários desafios a quem enviar uma mensagem para um número desconhecido, que se apresenta com a imagem de uma mulher de cabelos pretos e olhos esbugalhados.

A imagem é inspirada na escultura de uma mulher-pássaro, exposta em 2016 numa galeria japonesa, em Tóquio. O jogo tem vários níveis, sendo que o final é o suicídio.

Ainda não há qualquer caso reportado em Portugal. Mas, pouco depois das primeiras notícias relacionadas com o desafio viral, a PSP usou as redes sociais para alertar sobre os riscos associados ao jogo.

“Estas ameaças levam à extorsão de informação pessoal, incitam ao suicídio e a atos arriscados, pelo que se trata de um isco utilizado por criminosos para manipular as vítimas (jovens) roubar dados e extorquir”, explicou a polícia.

Portugal tem 8352 jovens em risco que não conseguem sair do sistema

Maio 26, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 17 de maio de 2017.

Leonor Paiva Watson

O número de processos reabertos nas comissões de proteção de menores (CPCJ) continua a crescer.

O relatório apresentado esta quarta-feira regista 8352 casos em 2016, mais 24 do que em 2015, ano em que já se tinha verificado o maior aumento de reaberturas desde 2010. Em causa estão jovens em risco que não conseguem sair do sistema.

Tal como no ano passado, o presidente da Comissão Nacional, Armando Leandro, afirmou que “está a ser elaborado um inquérito sobre esta matéria”.

Mas vamos a números: as 309 CPCJ que existem no país acompanharam um total de 72177 crianças e jovens em 2016. Destes processos, 33354 transitaram do ano anterior e 30471 foram instaurados, ou seja, são novos. Entre os instaurados, houve 8352 reaberturas. Resumindo, em relação a 2015, houve uma diminuição de 1178 casos no volume processual total e diminuíram ainda, em 1273 casos, os processos transitados. Todavia, aumentaram os instaurados, que passaram de 30400 para 30471; e os reabertos (mais 24), facto que preocupa o Governo.

Quando questionado sobre a razão deste aumento – e se a mesma se prende com o facto de 90,3% das medidas de proteção das comissões serem aplicadas em meio familiar, para evitar a institucionalização da criança – o Executivo respondeu que não há como aferir isso.

Recorde-se que já foram noticiadas situações de crianças em perigo com desfechos trágicos em que aquelas já estavam sinalizadas; mas outras aconteceram de forma inusitada, sem qualquer antecedente, sendo casos que se prendem, muitas vezes, “com doença mental [depressão] não diagnosticada”, declarou a secretária de Estado da Inclusão, Ana Sofia Antunes, para quem esta é uma questão sensível.

“O sistema é criticado por institucionalizar de mais, e também por manter as crianças nas suas famílias”, disse. Ana Sofia Antunes defendeu, todavia, que a tendência é para que as medidas de proteção sejam em meio natural de vida, reabilitando as famílias.

Há anos que as CPCJ afirmam que o maior problema reside na falta de técnicos sociais – tanto nas comissões, como na 1ª linha (escolas, centros de saúde) – que possam acompanhar as famílias regularmente no seu domicílio. Confrontada com a questão, a secretária de Estado declarou que está a fazer-se “um esforço” no sentido de se alocarem mais técnicos.

Violência doméstica

A maior parte dos casos prendem-se com a exposição a comportamentos que podem comprometer o bem-estar e o desenvolvimento do menor. No total, são 12851 processos (mais 615 do que no ano passado), sendo que 67,7% são sinalizações por violência doméstica.

Em segundo lugar, aparece a negligência, com 7654 casos, destacando-se a falta de supervisão familiar. Seguem-se o absentismo escolar e a indisciplina, com 6235 e 5939 situações reportadas, respetivamente; e, em quinto lugar, os maus tratos físicos, com 1887 casos.

No total, Lisboa, Porto e Setúbal reúnem 49,4% de todo o volume processual. As três comissões mais afetadas são Amadora com 1893 processos, Sintra oriental com 1785 e Sintra ocidental com 1667.

 

 

 

“Se calhar já existiram mais casos do Baleia Azul que não foram identificados como tal”

Maio 16, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do https://www.publico.pt/ a Ivone Patrão no dia 7 de maio de 2017.

A professora teme que os casos de adolescentes que chegam ao hospital por causa da Baleia Azul possam ser mais do que os já conhecidos e apela aos pais para que estabeleçam regras.

Bárbara Wong

Nas últimas semanas, o país foi surpreendido com um jogo que pode levar os que aderem ao suicídio, é a última etapa do jogo, antes disso as propostas passam pela automutilação. É o jogo Baleia Azul e tem tido aderentes que vão parar ao hospital. Paralelamente há uma série para jovens e adolescentes, com produção executiva da ex-estrela da Disney Selena Gómez, que também gira em torno do suicídio de uma adolescente e que já levou escolas nos EUA a boicotar a série; na Nova Zelândia e no Canadá, os departamentos responsáveis pela classificação dos filmes considerou a série Por 13 Razões não adequada a jovens com menos de 18 anos e no Brasil a visualização levou a que centenas de jovens pedissem ajuda. A série que é uma adaptação do livro de Jay Asher aborda ainda a violação, o bullying, a depressão e a falta de acesso a cuidados de saúde mental.

A psicóloga Ivone Patrão, que trabalha na primeira consulta de dependência de Internet no país, que funciona no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, escreveu recentemente o livro #geração-cordão sobre as gerações que estão dependentes das novas tecnologias. A também professora no ISPA- Instituto Universitário teme que os casos de adolescentes que chegam ao hospital por causa do Baleia Azul possam ser mais do que os já conhecidos e apela aos pais para que estabeleçam regras.

Temos o jogo Baleia Azul e temos a série Por 13 Razões onde o suicídio está permanentemente presente. Até que ponto estes não servem para despoletar nos jovens o desejo do suicídio?

Claro. Confrontamo-nos com jovens que estão em sofrimento e se estas tarefas do Baleia Azul não existissem eles estariam a automutilar-se e a instituir um plano suicida. O jogo ou a série só vêm dar o mote. Há um sofrimento físico que ajuda a anular o sofrimento psicológico. O jovem pensa: “Eu sinto-me tão deprimido, tão vulnerável, tão mal que ao cortar-me sinto-me aliviado” e este jogo, para um jovem isolado, surge como alguém que não faz juízos de valor e o incita.

Até que ponto esta geração está mais perdida do que as anteriores porque têm menos perspectivas de vida?

Não diria que é uma geração perdida, mas que tem um risco que as anteriores não tinham, por causa do acesso fácil a tudo, por não ter de saber as coisas mas só o sítio onde elas estão. Com as tecnologias eles não fazem time-out, não fazem refresh uns dos outros e não param para reflectir, para pensar, para ajustar a forma de pensar sobre algo que se passou durante o dia. Estão sempre ligados e isso ajuda a que os jovens que estão mais vulneráveis facilmente entrem no jogo. Sobretudo se têm ideias de morte, é como juntar o útil ao agradável. O jogo é uma coisa prazerosa onde se ganha. Aqui é completamente ao contrário.

O suicídio entre os jovens é a segunda causa de morte, diz a OMS.

Primeiro são os acidentes de viação e depois o suicídio. Eu diria que poderá haver muitas situações de suicídio que são considerados acidente e podem não ser. Em termos de número podemos ter dados superiores e não temos valores concretos das tentativas. Tenho situações de jovens que já tentaram suicidar-se três vezes, quer dizer que estão em sofrimento e que quem está à volta não se apercebe. Entrar neste jogo é muito fácil para estes jovens.

Mas o jogo não é também o testar os limites? Ou seja, não pode ser jogado por jovens que não têm esse quadro que descreve?

É comum e típico dos jovens querer testar os limites, mas só até um certo nível, percebem quando há uma zona de perigo. Portanto, se não estiverem em sofrimento ou vulneráveis recuam e não jogam.

As notícias sobre este jogo podem levar mais jovens a entrar no Baleia Azul?

Haverá muitos que terão curiosidade porque querem saber o que é, até que ponto os tentam manipular, mas só jogarão se estiverem em grande sofrimento.

Há tentativas de suicídio online, os jovens entram em directo, mostram aos outros o que vão fazer e que acabam por ser salvos porque alguém que está a ver telefona para a polícia, jovens que nem sequer estão em Portugal (que estão em França, em Espanha, nos EUA) e que alertam as autoridades. Tenho relatos de pais que tiveram a polícia e os bombeiros em casa, de repente, sem saber porquê, quando tinham o filho ou a filha, noutra divisão da casa, a fazer essa tentativa em directo.

Mas o jogo ou a série não podem servir de alerta para não cometer o suicídio?

Pode funcionar não para os que estão em sofrimento, mas para os que vão ouvir as notícias com mais cuidado sobre outros que ficaram hospitalizados ou morreram. Vai funcionar para pais e professores para estarem atentos. Se estas situações não surgissem como é que a população em geral sabia?

Pode servir para jovens falarem com um professor ou com os pais de um amigo que esteja nessa situação. É preciso conhecer os sinais de alerta – alterações de comportamento, baixo rendimento escolar, distanciamento na relação com os colegas.

Se calhar já existiram mais casos do Baleia Azul que os profissionais das urgências não identificaram como tal e definiram como automutilação porque o jogo era desconhecido. Haverá mais casos que poderão ser associados ao jogo.

Faz sentido para os jovens jogarem o Baleia Rosa ou vão achar que é uma parvoíce?

É positivo e estará adaptado aos que gostam da lógica dos desafios e de conseguir fazer bem e depressa as tarefas que, neste caso, são adequadas. É preferível que joguem e é de recomendar sempre que peçam ajuda especializada quando se sentem num beco sem saída.

O que é a “geração-cordão” que dá título ao seu livro?

É uma metáfora que tem a ver com a questão de ser uma geração que está sempre ligada às tecnologias e que não tem competências de autonomia e de desenvolvimento do seu projecto de vida, que não corta o cordão umbilical, não se autonomiza, não faz as tarefas da adolescência e está em contacto com o mundo mas só virtualmente. Defendo que é importante cortar o cordão umbilical à nascença e criar laços, deixar as crianças crescer de forma saudável.

Como é que devemos gerir as tecnologias nas nossas vidas?

Ainda estamos a anos-luz. Em inquéritos é muito engraçado os pais responderem: “não deixo estar muito tempo” ou “deixo o tempo que baste” [a usar o computador]. O que é isso? É ausência de clareza e traz muitos conflitos. Muitos jovens chegam à consulta porque os pais não sabem o que fazer. Desde crianças que lhes damos tablets e smartphones sem estabelecer regras e quando chegam à adolescência já é tarde.

Até que ponto os pais também dão um mau exemplo do uso das tecnologias?

Os pais são um exemplo presencial e virtual. E ainda não parámos para pensar nisso. Temos muitos pais com adolescentes que têm Facebook e outras redes e querem instituir regras em casa, mas depois fazem posts à uma da manhã. Costumo dizer que à hora de jantar, a família pode fazer um “encontro da tecnologia” onde se juntam os telefones todos. A tecnologia encontra-se num sítio e a família noutro para conversar e conviver. Dificilmente as pessoas o fazem.

Alguns pais estão conscientes que são um modelo presencial, mas não acredito que tenham a ideia que também são um exemplo virtual. Mesmo com crianças pequenas, estas observam a relação do adulto com a tecnologia e fazem uma aquisição do que vêem. Estamos no princípio da consciencialização e é preciso afinar práticas educativas. É importante que se comece cedo, não a evitar as tecnologias, mas a enquadrá-las, introduzindo-as com regras e limites.

Haverá mais situações de jovens e crianças em risco e mais a experimentar o Baleia Azul. Tenho acompanhado jovens com automutilação. Lembro-me de uma jovem que não conseguia verbalizar e escrevia sobre a sensação que tinha quando se cortava, era um alívio, tudo ficava mais simples e mais fácil de lidar.

Como é que se resolve?

Há uma componente de intervenção com a família. É importante que os objectos cortantes não estejam disponíveis, que a família não faça juízos de valor, mas que compreenda o que se passa. Geralmente está escondido, nota-se nos comportamentos: baixo rendimento escolar, depressão, isolamento, jovens que chegam à consulta muito vestidos… Começo logo a suspeitar. Há uma componente de intervenção de psicoterapia que perdura

Cura-se?

(Silêncio) É importante a adesão do jovem à intervenção. Para compreender esse estado e fazer um caminho diferente com estratégias positivas. Vi algumas imagens da mutilação da baleia no braço de uma jovem, que se nota que tem uma componente artística fantástica, portanto um desenho daquela jovem deve ser belíssimo. Significa que tem interesses que foram deixados de lado e que é preciso ir buscar. Muitas vezes há acontecimentos de vida – perda de coesão na família, a dificuldade de os pais têm de lidar com o crescimento dos filhos… Não quero fazer uma relação directa com o divórcio, mas às vezes, percebemos que estes jovens andam à semana, numa casa e noutra, e ninguém se apercebe do que está a acontecer.

Estes jovens que se automutilam também podem ser vítimas de bullying?

De bullying e de ciberbullying. Eles têm os telemóveis durante todo o dia – as regras variam de casa para a escola, de escola para escola, e até há professores que têm uma cesta onde os alunos põem o telefone, mas eles têm dois, o outro fica no bolso!

Portanto, há fotografias, vídeos, criam-se grupos para gozar com o colega, criam-se situações que é difícil os adultos terem percepção das mesmas porque uma coisa é o bullying directo que se vê no recreio, outra é este que se passa na rede.

Se não vêem, o que podem fazer os pais ou os professores?

Estes jovens dão sinais, ficam mais inquietos, mais agressivos. Às vezes podem ser os pais a pedir ajudar, a ir a uma consulta de triagem. Os pais podem ver o histórico do computador; fazer uma conversa pela positiva, de interesse e não de crítica. Tudo isto é mais fácil se os pais começarem quando eles ainda são crianças porque na adolescência cheira-lhes a intrusão. Aos 16 anos não se lhes pode pedir a password do email.

O que está a dizer é que os pais precisam de criar relação com os filhos e falar com eles.

É essencial, desde muito cedo. Eles são do toque, desenvolvem essas competências sozinhos. Os pais ficam descansados porque eles são muito espertos e esquecem-se que os filhos criam uma pegada digital, criam contas de Facebook ou de email aos oito/dez anos, podem entrar em sites que não são seguros, que podem falar com pessoas mais velhas… Damos uma chucha e há uma altura para a tirar, mas a da tecnologia é para o resto da vida.

E os pais estão a dar essa chucha antes de lhes dar um livro, um brinquedo de pano ou de madeira.

É verdade. Damos e não tem mal em dar, mas não pode ser só isso. Não tem mal usar tecnologia, é preciso saber as regras e os pais não estão a fazer isso.

Que outros casos ligados a dependência da tecnologia chegam à consulta de Santa Maria?

Chegam-nos as situações mais graves. A consulta existe desde 2013. São sobretudo rapazes com número de horas exagerado [à frente de um ecrã], em absentismo escolar, sem projectos de vida, com perturbações psiquiátricas ou deprimidos e que encontraram no jogo online uma forma de ter prazer e de viver. São desinvestidos do ponto de vista físico, não comem ou comem em excesso porque estão sempre em frente ao computador.

E as raparigas?

As raparigas têm dependência das redes sociais o que implica socialização virtual e presencial, como há partilha de conteúdos, fotos e vídeos, encontram-se. Portanto recorrem menos à consulta.

Qual é a percentagem de jovens com dependência?

Os estudos indicam 25%. No Japão ou na China é mais de 45%. Associado ao número de horas temos o isolamento e a desistência de outro tipo de actividades, de lazer, desportivas e de contacto social. Efectivamente, temos muitos jovens que deixam a prática do desporto porque assim têm mais horas para jogar; que não vão ao cinema ou que aproveitam os furos nas aulas para jogar.

O ministro da Saúde japonês implementou os bootcamps obrigatórios de desenvolvimento pessoal sem tecnologia. Têm centros de internamento.

São necessários em Portugal?

Nalgumas situações que temos que são mais graves. Estes jovens estão em absentismo escolar e não trabalham. Há comunidades terapêuticas para toxicodependentes que podem dar apoio nestas situações porque do ponto de vista neurológico é uma dependência sem estar ligada a nenhuma substância, mas activa as mesmas partes do cérebro que as drogas ou o álcool.

Fazem-se planos de intervenção para a saúde, alimentação, prevenção rodoviária, parece-me que cada município devia desenvolver um plano de intervenção saudável de tecnologia – o próprio município disponibiliza wi-fi, por que não disponibilizar formação para pais, professores e jovens? Duvido que haja algum programa autárquico sobre este assunto, que é urgente.

Passaria por consultas?

Passaria primeiro por formação. Passaria por termos técnicos nos centros de saúde que possam fazer formação mais concreta para responder quando há casos de maior vulnerabilidade. Ainda estamos no início do que vai aparecer.

Vai ser pior que o Baleia Azul?

Pode haver outros jogos, estão sempre a surgir mais jogos.

 

Serviços telefónicos de ajuda e apoio ao suicídio em Portugal e na Europa

 

SOS – Serviço Nacional de Socorro 112

SOS Voz Amiga (entre as 16 e as 24h00) 21 354 45 45 91 280 26 69 96 352 46 60

SOS Telefone Amigo 239 72 10 10

Telefone da Amizade 22 832 35 35

Escutar – Voz de Apoio – Gaia  22 550 60 70

SOS Estudante (20h00 à 1h00) 808 200 204

Vozes Amigas de Esperança (20h00 às 23h00) 22 208 07 07

Centro Internet Segura 800 21 90 90  Linha Internet Segura

 

 

Mestrado em Psicologia Comunitária, Protecção de Crianças e Jovens em Risco

Abril 25, 2017 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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ISCTE – INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA

O Mestrado em Psicologia Comunitária, Protecção de Crianças e Jovens em Risco forma profissionais preparados para intervir em diferentes contextos de desenvolvimento de risco e de necessidades, numa perspectiva psicossocial (nível familiar, educação parental, proteção infantil, etc.) através da prossecução sustentada de programas individuais e/ou grupais e de medidas de ação portadoras de mudança comunitária e institucional.

Duração 2 Anos Horário Pós-laboral ECTS 120 Vagas 1.ª fase: 10 | 2.ª fase: 15| 3.ª fase: 5

Candidaturas:

15 Fevereiro 2017 – 02 Maio 2017

23 Maio 2017 – 03 Julho 2017

25 Julho 2017 – 04 Setembro 2017

mais informações:

https://www.iscte-iul.pt/curso/132/mestrado-psicologia-comunitaria-protecao-de-criancas-jovens-risco/apresentação

 

I Encontro dos N(H)ACJR Amadora e Sintra – Crianças e Jovens em Risco: qual o papel da saúde? com a presença de Ana Perdigão do IAC – 3 de abril no Hospital Amadora-Sintra

Março 21, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Drª Ana Perdigão – Coordenadora do Serviço Jurídico do instituto de Apoio à Criança, irá apresentar a comunicação “Enquadramento legal na promoção e protecção dos direitos da criança” pelas 12.15 h.

Inscrição obrigatória para: centro.formacao@hff.min-saude.pt

 

 

 

 

I Congresso Caminhos e Desafios em Jovens de Risco – 7 Novembro na Fundação Calouste Gulbenkian

Setembro 16, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://famser-ipss.pt/site

https://www.facebook.com/gps.congresso/

A Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, irá participar no painel “Crianças e Jovens em Perigo – Estradas Convergentes”

Pós-graduação em Infância e Juventude em Contexto de Risco

Setembro 5, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Universidade Fernando Pessoa

Objetivo geral Dotar os futuros Pós-graduados de conhecimentos e capacidades adequados à resolução eficaz das questões ligadas à infância e juventude, designadamente, em programas de avaliação e intervenção precoce, na prevenção da violência e na intervenção em vítimas, sensibilizando-os e preparando-os, também, para uma atitude de trabalho interdisciplinar.

Cronograma Candidaturas: até 16 de setembro de 2016. Início: 7 de outubro de 2016

(Nota: A realização do curso obedece a um número mínimo de alunos.)

Informações e inscrição no link:

http://www.ufp.pt/pos-graduacao-em-infancia-e-juventude-em-contexto-de-risco

 

Comissões de protecção de menores acompanharam 73.355 crianças em 2015

Julho 19, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jornaldenegocios.pt/ de 30 de junho de 2016.

jornalnegocios

Lusa

As comissões de protecção de menores acompanharam 73.355 crianças e jovens em 2015, 855 das quais em situação de incapacidade ou deficiência, revela o relatório destas instituições, que aponta um aumento de 0,5% no número de processos acompanhados.

Traçando o perfil das crianças acompanhadas e caracterizadas, o Relatório de Avaliação da Actividade das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) refere que a maioria (54,2%) são rapazes com idades entre os 15 os 21 anos (25.151 jovens).

Segundo o documento, a que a agência Lusa teve acesso, 17.164 crianças tinham idades entre os 11 e os 14 anos, 15.390 entre os seis e os 10 anos e 14.110 menos de cinco anos. A grande maioria dos menores vive com a sua família biológica ou adoptiva.

Relativamente à situação dos cuidadores das crianças e jovens com processos instaurados pelas CPCJ, o documento revela que a maioria (61,3%) tem como principal meio de subsistência os rendimentos provenientes do trabalho, registando-se um ligeiro acréscimo relativamente a 2014 (56,9%).

Já 15,4% são beneficiários do Rendimento Social Inserção, valor inferior ao de 2014 (15,6%), confirmando a tendência decrescente desde 2011.

As famílias que beneficiam de pensões (social, invalidez, sobrevivência, etc.) representam 12,9% do total, contrariando a tendência crescente verificada nos últimos anos, enquanto 3,4% têm como fonte de rendimento o subsídio de desemprego (4,6% em 2014).

Quanto à nacionalidade das crianças, o relatório refere que 95,4% (28.140) são portuguesas. Analisando os continentes de onde os menores são oriundos, o documento indica que 604 vêm da Europa (44,5%), 381 de África (28,1%), 340 da América (25,1%), 31 da Ásia (2,3%) e uma da Austrália.

No ano passado, as CPCJ acompanharam 73.355 processos, mais 336 (0,5%) face a 2014. Contudo, esta tendência de crescimento é inferior à registada em 2014, em que houve um aumento de 1.452 processos, sublinha o relatório. Houve ainda 34.627 processos que transitaram de anos anteriores para 2015, menos 43 do que em 2014.

De acordo com o relatório anual do trabalho desenvolvido pelas 308 comissões em todo o país, foram instaurados, em 2015, 30.400 processos de promoção e proteção (mais 44 em relação a 2014), dos quais 28.949 correspondem a novas situações de perigo.

Nos processos instaurados, mantém-se a predominância dos jovens com idades entre os 15 e os 18 anos (8.532 crianças), seguidos das crianças entre os 11 e os 14 anos (7.362), dos menores entre os zero e os 5 anos (7.267) e dos seis aos 10 anos (8.532).

Em 2015, foram reabertos 8.328 processos, mais 335 (4,5%) face a 2014, e arquivados 38.695 processos, mais 1.273 (1,5%), tendo transitado 34.660 processos para 2016. De acordo com o relatório, Lisboa, Porto e Setúbal continuam a ser os distritos com maior volume processual global nacional, reunindo 49,1% dos processos.

 

Dra. Dulce Rocha, vice-presidente do IAC, esteve presente na Rádio Renascença para falar da segurança dos jovens e o tratamento das situações de risco

Julho 11, 2016 às 11:01 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A Dra. Dulce Rocha, vice-presidente do IAC esteve presente no dia 9 de julho de 2016 no programa “Em nome da lei”, da Rádio Renascença, para falar da segurança dos jovens e o tratamento das situações de risco. Pode ver o vídeo AQUI.

Capturar

 

Há centros de acolhimento que rejeitam crianças problemáticas

Os dados oficiais dizem que a violência doméstica é o principal facto de risco para jovens em Portugal, mas calcula-se que haja sub-representação de abusos sexuais.

Há centros de acolhimento que tentam fazer selecção de crianças e jovens em risco para evitar as situações mais problemáticas.

A admissão é feita pela secretaria de Estado da Inclusão, Ana Sofia Antunes, no debate do programa da Renascença, Em Nome da Lei.

“Existem por vezes algumas lacunas ao nível da gestão das vagas e algumas resistências por parte de quem acolhe em aceitar determinados tipos de perfis. Muitas vezes tenho uma casa de acolhimento que tem uma ou duas vagas, tem um grupo de crianças ou de jovens que já estabilizou e sabe que quem se está a colocar em um menino em processo de espera para uma medida tutelar e que por isso é uma criança complicada, e por isso diz-se que não.”

Esta realidade não disfarça o facto de haver poucas vagas, admite Ana Sofia Antunes.

“Não estou a dizer que as vagas são muitas, reconheço que não abundam, mas existem sempre algumas vagas para situações de emergência”.

Os dados oficiais colocam a violência doméstica como principal factor de risco para crianças e jovens em Portugal. A negligência vem em segundo ligar e, mais abaixo, em oitavo, o abuso sexual.

Mas Dulce Rocha, vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança, não tem dúvidas de que muitos destes casos não aparecem nas estatísticas.

“Claro que sabemos que o número de abusos sexuais está sub-representado. É um crime muito difícil de diagnosticar, normalmente as crianças não denunciam, nós vemos na comunicação social, por vezes, depoimentos de pessoas de 50 e 60 anos a dizer que foram abusadas na infância e que nunca denunciaram, ou quando tentaram denunciar não lhes acreditaram. Por isso há aqui uma sub-representação, tenho consciência disso. É um fenómeno extenso, e sabemos que é extenso”.

A segurança dos jovens e o tratamento das situações de risco foi o tema do debate deste sábado no programa Em Nome da Lei, que passou em antena a seguir ao jornal do meio-dia, na Renascença.

 

Rádio Renancença em 9 de julho de 2016

 

Aumentou número de jovens com comportamentos anti-sociais

Julho 4, 2016 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da http://rr.sapo.pt/ de 30 de junho de 2016.

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Filomena Barros

Os dados são do Relatório de Avaliação da Actividade das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens.

Mais de 73 mil crianças e jovens em risco foram acompanhados em 2015. De acordo com o relatório, divulgado pelo Ministério da Segurança Social, sobre o trabalho das comissões de protecção em todo o país, há um aumento de casos de jovens com comportamentos anti-sociais.

São comportamentos ligados a indisciplina, mas também situações de bullying, consumo de estupefacientes e consumo de bebidas alcoólicas aumentarem. Correspondem a 14,5% dos casos, 5.643 novas situações em 2015.

Esta é uma das causas de sinalização de crianças e jovens em risco. Em primeiro lugar, as situações que comprometem o bem-estar, como a violência doméstica (mais de 12 mil novas situações); depois a negligência. Neste caso há uma diminuição dos casos de falta de supervisão e acompanhamento familiar a nível da educação e saúde, por exemplo. O direito à educação é a terceira causa de intervenção das comissões (mais de 6 mil novos casos no ano passado relacionados com absentismo, abandono ou insucesso escolar). Há ainda as situações relacionadas com maus-tratos físicos em contexto de violência doméstica ou ofensa física, maus-tratos psicológicos, abuso sexual ou criança abandonada ou entregue a si própria. Ao todo são mais de duas mil novas situações.

Em termos globais, as comissões acompanharam 73.355 processos de crianças e jovens em risco, o que representa mais 336 do que em 2014 (cerca de 28.900 novos processos).

Cerca de 34 mil transitaram de anos anteriores, 8.328 reaberturas, que se explica, por exemplo, pela falta de recursos humanos que dificulta o acompanhamento das famílias. Foram identificadas 855 crianças em situação de incapacidade ou deficiência.

Lisboa, Porto e Setúbal são as áreas que concentram maior parte dos processos. Foram aplicadas mais de 36 mil medidas de promoção e protecção que envolvem sobretudo jovens rapazes.

Acolhimento de crianças e jovens

Há cada vez mais jovens acolhidos por problemas de comportamento. Os dados oficiais indicam que 48% dos mais 11 mil casos de 2015 dizem respeito a esta problemática.

O Governo admite que representa um desafio e anuncia que vai rever o regime de funcionamento das casas de acolhimento.

O relatório CASA, que diz respeito às crianças e jovens acolhidos ou seja, afastados das famílias e colocados em instituições, identifica o constante aumento do número de adolescentes nos últimos anos, o que revela a necessidade de uma intervenção mais diferenciada.

Em 2015, a maior percentagem em situação de acolhimento – 55,6%, ou seja, 4.830 casos, corresponde a jovens com idades entre 12 e 17 anos.

13% têm entre 18 e 20 anos e há uma diminuição dos casos nos escalões etários mais baixos.

Ao todo foram acolhidas 11.212 crianças e jovens, entre os que entraram e os que saíram, 8.600 ficaram acolhidos no ano passado, e destes, mais de 6.300 estavam já acolhidos em anos anteriores. Quanto maior a idade mais anos ficam institucionalizados, durante 6 ou mais anos.

O projecto de vida autónoma deve ser aplicado aos 15 anos de idade, mas isso dificilmente é possível e os jovens acabam por ficar a viver em instituições até aos 19, 20 ou 21 anos.

O relatório indica, por outro lado, que aumentam os casos relacionados com uma problemática: 3.258 crianças e jovens foram institucionalizados devido a problemas de comportamento e sobretudo entre as idades dos 15 aos 17 anos.

83% dos jovens ficam em instituições no mesmo distrito de residência. Para os outros, a resposta encontrada fica mais longe, o que dificulta os laços familiares.

O sistema de acolhimento integra os lares da segurança social no continente e ilhas, a Casa Pia de Lisboa e na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Medidas anunciadas pelo Governo

O Governo vai reforçar o número de técnicos das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco já a partir de Julho e vai rever o regime de funcionamento das casas de acolhimento tendo em conta que há cada vez mais jovens institucionalizados devido a comportamento.

Há uma nova realidade: mais jovens do que crianças e mais problemáticos e complexos.

Nos casos acompanhados pelas comissões de protecção de menores e nas situações de acolhimento, ou seja, quando a criança ou jovem é retirado da família e colocado numa instituição.

A secretária de Estado da Inclusão para as pessoas com deficiência, Ana Sofia Antunes, que apresentou os dados oficiais que reflectem o aumento de 38% de sinalizações de casos de comportamento anti-social, deficiência ou incapacidade, consumo de droga ou álcool, identifica uma necessidade: trabalhar com as instituições para acompanharem este público específico.

A secretária de Estado revelou que, ao longo deste ano, vai proceder-se à revisão do regime de funcionamento das casas de acolhimento. Implica, por exemplo, alterar instalações, dar formação ao pessoal técnico e articular com a área da saúde e, em particular, da saúde mental, porque se trata de crianças e jovens com percursos difíceis.

A segurança social defende uma intervenção articulada também com a área da educação, para combater o insucesso escolar destes jovens.

Fonte oficial admite que está a ser difícil receber jovens para acolhimento, nos 6 lares especializados.

Por outro lado, foi anunciado o reforço de meios humanos nas comissões de protecção de menores: mais 80 técnicos, que vão ser distribuídos por 43 comissões de 36 municípios. O Governo vai também rever as verbas atribuídas a algumas comissões, sobretudo as que têm mais processos e para mais tarde foi anunciada a intenção de contratar e formar técnicos de mediação familiar.

 

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