UMinho adapta brinquedos para crianças com paralisia cerebral

Dezembro 8, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia da https://www.rtp.pt/ de 6 de dezembro de 2017.

Um grupo de estudantes da Universidade do Minho está a adaptar brinquedos doados às necessidades de crianças com paralisia cerebral, um “gesto de solidariedade e gratidão” que se repete há 11 anos, embora haja cada vez menos doações.

Hoje, a Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, transformou-se numa oficina do Pai Natal em que os duendes são alunos de Engenharia Eletrónica e Computadores da Universidade do Minho que, com a magia aprendida no curso, e um “simples adaptador”, estão a tornar brinquedos eletrónicos “normais” em brinquedos funcionais para crianças com necessidades especiais “mas sem custarem 200 euros”.

Há guitarras cor-de-rosa, cãezinhos de peluche, um urso contador de histórias, carrinhos, uma retroescavadora, e uma boneca que diz `I Love You` quando lhe carregam na barriga. Um gesto básico para uns, mas impossível para algumas crianças.

“As crianças [com paralisia cerebral] não têm a sensibilidade para carregar nestes botões, muitas não conseguem mexer as mãos. Nós, por menos de um euro, conseguimos acionar um interruptor que pode ser acionado com o pé, com o pescoço, ou com o braço e que faz o brinquedo funcionar”, explicou à Lusa o Pai Natal improvisado, coordenador da iniciativa e professor da academia minhota, Fernando Ribeiro.

“A adaptação fica barata, os brinquedos adaptados custam 200 euros porque tem que ser certificado, tem que ser isto, tem que ser aquilo”, apontou.

Os primeiros brinquedos foram adaptados em 2006: “Nos primeiros anos tínhamos empresas que nos ofereciam os brinquedos, agora fazemos uma campanha de recolha de brinquedos usados. Costumávamos adaptar entre 60 a 70 brinquedos, mas agora são menos porque tem havido poucas doações”, explicou, lamentando a falta de matéria-prima, Fernando Ribeiro.

Naquela oficina, os duendes trabalham de graça e por prazer. “Aplicamos o que damos no curso e ajudar estas crianças que não têm possibilidades para ter brinquedos é um fator de solidariedade e gratidão”, justificou Inês Garcia, finalista do curso de Eletrónica e Computadores, enquanto está às voltas com um cãozinho enroscado que teima em não respirar quando lhe carregam no interruptor.

Ao lado, uma boneca de trapos repousa. O que faz essa boneca, é a pergunta a que Inês responde: “Quando se lhe carrega na barriga diz `I love you`. O que vou fazer é colocar-lhe um adaptador que pode ser acionado com o pé ou o pescoço em vez de se necessário carregar-lhe na barriga”, explicou.

E o amor de uma simples boneca fica mais acessível. E o daquelas crianças também.

“No início, não éramos nós que entregávamos os brinquedos, depois pediram-nos para sermos nós porque as crianças perguntavam quem era o Pai Natal. Agora vamos nós, entregamos o brinquedo, ficamos lá a brincar e a experiência é única, não para eles, mas para nós”, disse o professor.

Finalmente, e perante o olhar de alívio de Inês, o cãozinho respirou.

Além da componente solidária, Fernando Ribeiro atribuiu à campanha de adaptação de brinquedos alguma pedagogia: “Os alunos apercebem-se que o mundo real não é aquele a que estão habituados”, salientou.

A recolha de brinquedos ainda não acabou, decorre até 15 de dezembro, tendo como pontos de entrega os Complexos Desportivos Universitários de Gualtar (Braga) e Azurém (Guimarães) e a Sociedade Martins Sarmento (situada no centro de Guimarães).

“Oferece e faz uma criança feliz”, chama-se a campanha.

mais informações:

Um bólide que faz as crianças sorrir

Julho 23, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

texto do site http://www.scml.pt  de 8 de julho de 2015.

scml

Quatro crianças com disfunções neuromotoras conduzem e exploram um inovador veículo que lhes permite mobilidade independente.

INMAC (Independent Mobility for All Children) é o veículo que foi apresentado publicamente, esta quarta-feira, 8 de julho, no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações. Este projeto da ANDITEC – Tecnologias de Reabilitação Lda. contou com a colaboração com o CENTIMFE – Centro Tecnológico da Industria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) associou-se a esta apresentação pela importância que este produto pode ter no apoio especializado a crianças com disfunções neuromotoras graves, sendo que o primeiro protótipo funcional foi testado com crianças com paralisia cerebral, no Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian da Misericórdia de Lisboa.

O objetivo principal deste veículo é proporcionar mobilidade a todas as crianças, independemente das incapacidades de que sejam portadoras. O INMAC apoia a mobilidade independente de crianças com disfunções neuromotoras graves (ex.: com paralisia cerebral), bem como de crianças com deficits sensoriais e cognitivos.

Estes bólides estão equipados com um sistema multidetetor de obstáculos, uma consola de utilizador e uma unidade de controlo.

Um veículo de inclusão, lúdico e que promove autonomia

Para Luís Azevedo, diretor da ANDITEC, o grande objetivo deste veículo é incentivar a ”mobilidade e a comunicação destas crianças”, salientando que “quando não há mobilidade, não há estímulos, não há exploração, não há oportunidade, o que dá lugar à frustração”.

O responsável pela ANDITEC sublinha ainda a “importância” da mobilidade independente para as crianças com disfunções neuromotoras e da utilidade que estes veículos podem ter nos centros de reabilitação, caso sigam o protocolo estabelecido.

São quatro os meninos que esperam ansiosos por entrar nos carros de cores garridas e apelativas. O Francisco, o Lourenço, o Tiago e o Manuel são os pilotos oficiais desta prova, estão na pole position para a sua autonomia e liberdade, ainda que seja por breves minutos.

Ao entrarem nos carros, recebem uma carta de condução de brincar. Felizes e satisfeitos, conduzem o veículo, para a frente, para a direita, para esquerda, para trás, para onde lhes apetece, porque aqui manda a sua vontade. Nestes minutos são donos do seu destino e de um sorriso enorme que não escondem, nem querem esconder.

Ana Manta é a mãe do Francisco de 4 anos, um dos meninos que participou nesta demonstração, revela que o seu filho sonha há mais de uma semana em conduzir o INMAC, salientando o papel “interessante e lúdico” do projeto.

Os pais de Manuel, Rita e Carlos, defendem a importância deste projeto para as crianças com disfunções neuromotoras ganharem “competências e autonomia”.

Luísa Desmet, responsável pela Unidade de Apoio à Deficiência da SCML, destaca que este “projeto inclusivo” permite que seja devolvida às crianças a sua “autoestima e capacidade de comunicação”.

8 de julho de 2015

mais informações:

http://www.anditec.pt/

 

Programa ensina pais a lidar com crianças com paralisia

Julho 12, 2015 às 3:12 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do site http://lifestyle.sapo.pt

thumbs.web.sapo.io

Nuno Noronha // Notícias // Lusa

Um programa de educação parental desenvolvido para crianças com hiperatividade e défice de atenção está a ser dirigido em Coimbra a crianças com paralisia cerebral, promovendo, junto dos pais, a chamada “parentalidade positiva”.

Numa relação onde a paralisia ocupa um papel central, os pais podem demitir-se da “imposição de regras e limites” por sentirem que a vida “já castigou demasiado o seu filho”, explica Joana Lobo, psicóloga da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC), instituição que, em parceria com a Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra, decidiu implementar o programa de educação parental “Anos Incríveis”, que desenvolve estratégias para reduzir distúrbios em crianças com hiperatividade, défice de atenção ou agressividade.

“Porque é que estes pais precisam do programa? Porque são pais. A paralisia é uma coisa na vida, mas não é a vida”, sublinha uma das coordenadoras do programa em Portugal, Filomena Gaspar, referindo que as estratégias utilizadas pretendem fazer com que o foco dos pais “não seja no que a criança não faz bem, mas no que faz bem”.

Segundo a também docente da Faculdade de Psicologia, os pais precisam de “se focar no essencial e não gastar tempo no que não interessa”, dando atenção positiva ao mesmo tempo que impõem limites e consequências para desobediências e birras.

Acabar com a frustração e insegurança dos pais

Numa sala da sede da APCC, pais de 13 crianças com paralisia cerebral, dos três aos oito anos, começaram em abril a receber formação deste programa, em que se procura “acabar com a frustração e insegurança” que os progenitores possam sentir, diz à Lusa Joana Lobo.

Durante as formações, que ocorrem uma vez por semana e que são dinamizadas por investigadores da Faculdade de Psicologia, os pais põem-se no lugar dos filhos, aprendem a impor limites e a brincar, numa sala onde reina o pensamento positivo, que segue depois para casa, como conta Susana Pires, mãe da Carolina, de sete anos.

“Foco-me mais nos aspetos positivos, aproveito melhor o tempo que tenho com a Carolina, mas também percebi que estava a fazer algumas coisas bem”, diz a mãe, de 25 anos, da Guarda, que nota sinais de melhoria na sua filha que diz ser “um bocadinho manipulativa”.

O pouco tempo que tem com a filha, devido ao trabalho, aproveita agora “da melhor forma”, refere.

“Não aproveitávamos tanto para brincar. Agora, chego a estar duas horas só a brincar”, salienta Sofia Gouveia, de 39 anos, referindo que está “mais feliz”.

Maria Filomena Gaspar acrescenta: “Custa menos que uma caixa de antidepressivos”.

Miguel Monteiro, pai do David, de seis anos, afirma que a paralisia “é como uma tragédia que se abate” no seio da família.

“Vivemos centrados nesse problema e esquecemo-nos de que são crianças normais. O meu filho é muito acompanhado, está rodeado de técnicos, mas só tem uns pais. Não podemos esquecer a afetividade, temos de lhe dar carinho”, salienta.

“É uma espécie de vacina”, explica a coordenadora do programa.

A formação termina na quinta-feira e a APCC e a Faculdade de Psicologia vão realizar uma segunda fase do projeto, com outras 13 famílias da região Centro, a qual irá arrancar em outubro.

http://www.apc-coimbra.org.pt/

 

Aos olhos de Rita: Jovem de 15 anos com paralisia cerebral cria página contra o preconceito

Maio 8, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

texto da Visão de 30 de abril de 2015.

Rui Duarte Silva

Cesaltina Pinto (artigo publicado na VISÃO 1155, de 23 de abril).

Ana Rita “era uma bebé de seis meses, ternurenta, com um olhar estrábico e um lindo sorriso de dois dentes” quando a médica informou cuidadosamente os pais que a filha tinha paralisia cerebral. Na cabeça de Paula e Mário Augusto, jornalista especializado em cinema, fez-se “um apagão momentâneo”. Ouviram, “perdidos e baralhados”, a médica explicar que a evolução seria uma incógnita que só o tempo esclareceria. Quinze anos depois, num encontro casual, a mesma médica dirigiu-se ao pai para lhe dizer “que muita gente lhe falava dos textos de Rita e da vontade, determinação e inspiração que representa para muitos”.

Rita tem ainda muita dificuldade em andar e o medo tolhe-lhe a vontade quando pega nas canadianas. Mas tal nunca impediu a sua mente de voar, como uma “borboleta”, ou de procurar o lado solar da vida, como um “girassol “. E hoje, quando ainda ouve alguém sussurrar ‘coitadinha’, limita-se a sorrir. Rita tornou-se há dois anos “figura pública”, estatuto concedido pela página que criou no Facebook, com mais de 13 mil “gostos”, onde escreve os seus pensamentos e dá inspiração a muitos.

Recentemente, um dos seus textos provocou mais de cem mil mensagens e contactos. De tanto conviver e gostar de ouvir as conversas de adultos, tornou-se já uma “miniadulta”, como diz, embora se debata com todas as dúvidas existenciais próprias de uma adolescente.

É uma confidente, que retribui com ânimo e muito boa disposição. A tal ponto que foi convidada para fazer a sua primeira conferência no TEDx Vila Real, a 30 de maio próximo.

Rita quer ser “jornalista e contadora de histórias”. Aliás, já escreve, uma vez por mês, para o jornal regional Voz de Esmoriz. É boa aluna e está a terminar o 9.º ano de escolaridade do ensino regular. Tem uma grande consciência de si. “Na verdade, eu era para ter nascido dois meses depois, mas apressei-me e nasci antes do tempo. Por ter chegado mais cedo, passei dez dias fechada numa incubadora, e essa pressa toda fez com que me fosse diagnosticada paralisia cerebral. Dizem-me que foi por falta de oxigenação das células do cérebro. Não se assustem, isso não quer dizer nada de especial, apenas me condiciona a marcha, a minha forma de caminhar.” Foi assim que se apresentou na sua página Aos Olhos da Rita. Avisou: “Quero que saibam que estou sempre a sorrir.” O Sorriso da Rita dá também nome a uma associação criada pelos pais para angariar fundos que contribuam para a ajuda técnica a outros que sofrem de paralisia cerebral e que não são associados.

‘Ao ajudar os outros, também me ajudo’

A aventura da escrita começou quando Rita tinha 13 anos. “Foi uma história muito maluca.

Andava a dar uma volta de canadianas na rua com o meu pai. Estávamos a conversar sobre as coisas da vida. Então o meu pai disse: ‘Quando chegares a casa vais escrever um texto sobre este teu passeio, depois ponho na minha página para os meus leitores e logo vemos o que eles acham’. A partir daí, comecei a escrever. ” Um texto por dia. Ao fim de uns meses, Mário Augusto criou-lhe a página e deu-lhe um empurrão nas partilhas. E não podia estar mais orgulhoso, ele que sempre tentou não ser demasiado protetor, mas sim dar-lhe a maior autonomia possível. Ensinou-lhe “a palavra mágica” que Rita sempre repete: “De-ter-mi-na-ção”.

É com a escrita que Rita se “liberta dos pensamentos menos bons”, “deita para fora”, liberta as angústias. E assim estrutura o pensamento. “Parece que a sociedade ainda tem medo da diferença e dos diferentes.

Tornou-se egoísta.” Mas certas atitudes já não lhe fazem mossa. Ganhou anticorpos, desenvolveu autoestima, gosta de se ver bonita, de estar de bem com a vida. “No início, sofri um bocadinho, mas nunca me revoltei.

Nunca fiquei azeda nem amarga, porque não adianta. O problema já está lá. Porque é que havemos de nos dar mal com as pessoas?”, pergunta Rita. É esta forma de ver a vida que quer transmitir. “Há quem me diga: ‘Acabei de ler este texto e fiquei logo mais feliz.’ Fico contente por isso. Ao ajudar outros, também me ajudo. E vamos buscar forças que nem sabíamos que tínhamos.” Lê Alice Vieira e Luis Sepúlveda. Ouve António Zambujo e fez amizade com Rita Redshoes, que dá nome a um projeto que iniciou com uma amiga designer: criar um sapato “giro e adaptado” para quem tem “pé pendente “. O medo de andar de canadianas é um desafio que, garante, irá ultrapassar. Declarou guerra ao “senhor medo”, num dos textos que lhe trouxe mais “gostos”: “Só me apetece destruir-te, ou ignorar-te, sempre até saíres de vez da minha vida! Tu és uma verdadeira (e ainda por cima, das grandes) pedra no meu sapato!” Para Rita, um problema é “uma maneira de chegar a uma coisa melhor”. O segredo é “descobrir sempre o lado positivo, mesmo na desgraça”. A felicidade “é uma grande incógnita “, está “nos pequenos momentos”.

A dormir, sonha muito com borboletas. Acordada, imagina como será daqui a uns anos.

E tem sempre “medo de falhar em alguma coisa”. Mas sabe que os maiores valores da vida são “a amizade, o amor, a esperança e… a determinação, sempre”. Assim conquista espaço no mundo.

Nesta forma de ser está, afinal, o milagre que os pais tanto procuraram, após anos de intervenções cirúrgicas, fisioterapias e lutas solitárias por apoios que nunca chegam. A filha, “a coitadinha”, ganha asas e voa. E é o pai que desabafa, a propósito do encontro com a médica que lhe deu conta da paralisia de Rita: “Não foi uma má notícia. Foi apenas o princípio de tudo.”

https://www.facebook.com/AosOlhosDaRita/timeline
 

 

Vem Deslocar com O Dragão Brincalhão

Abril 30, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

dragao

VEM DESCOLAR COM “O DRAGÃO BRINCALHÃO” NO DIA 6 DE MAIO!

Se tens entre 3 e 10 anos, estás convidado para passar um final de tarde no espaço… Isto é, na Ludoteca “O Dragão Brincalhão”, participando na dinâmica “3… 2… 1… Descolar!”

A atividade tem lugar no dia 6 de maio, entre as 18H00 e as 19H30, é aberta ao público em geral e para participar só tens de trazer um brinquedo, jogo ou livro que já não uses mas esteja em boas condições, para oferecer à Oficina do Brinquedo, onde será adaptado para que crianças com paralisia cerebral possam brincar com ele.

As inscrições para a dinâmica “3… 2… 1… Descolar!” devem ser feitas através da secretaria da APCC, presencialmente (no Centro de Reabilitação, Rua Garcia d’Orta – Vale das Flores) ou pelo telefone 239 792 120.

Podes ficar a saber mais sobre a Ludoteca “O Dragão Brincalhão” em www.apc-coimbra.org.pt/?page_id=328.


Entries e comentários feeds.