Estudo mostra que sofrimento mental materno está associado a stress dos filhos

Agosto 8, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 26 de julho de 2018.

LUSA

Um estudo desenvolvido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) mostra que o sofrimento mental materno se associa a biomarcadores de stress nos filhos, deixando-os em maior risco de desenvolver síndrome metabólico e obesidade.

“Desde o nascimento que o bebé começa a estabelecer uma relação de vinculação com o adulto que lhe assegura o seu conforto e sobrevivência, o seu neurodesenvolvimento, regulação emocional e resposta ao stress”, escreve a instituição de ensino superior em comunicado.

Segundo a FMUP, quando a qualidade das relações de vinculação está comprometida, podem ser espoletados mecanismos na criança que levam a variações nos níveis de cortisol, a hormona do stress responsável pelo controle dos níveis de açúcar no sangue, e a alterações comportamentais, ao nível do sono e do apetite.

Este estudo envolveu os pais e cerca de 100 crianças que frequentavam a consulta de obesidade no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, e mostra uma correlação significativa entre o estado mental materno e os níveis alterados de cortisol nos filhos, associação encontrada mais frequentemente nas raparigas.

Foram igualmente analisadas as diferenças entre os vários tipos de vinculação entre progenitores e os filhos, destacando-se as estratégias de vinculação insegura que se desenvolvem quando “a qualidade da relação, que implica a sensibilidade e capacidade de resposta contingente do cuidador principal, está comprometida”, explica a investigadora Inês Pinto.

A responsável pelo trabalho concluiu que as filhas que apresentavam estratégias de relação insegura do tipo “evitante”, na qual uma situação de depressão da mãe pode fazer com que esta não seja tão responsiva a alguns sinais de sofrimento da criança, acabam por não ser capazes de se regularem emocionalmente, “podendo recorrer aos alimentos para se confortar”.

“Esta criança interpreta que o choro é algo negativo e suprime-o, seja para manter a mãe por perto ou porque sente que não surte efeito”, lê-se na nota da FMUP.

Estas são crianças que “raramente pedem ajuda e que tentam resolver tudo sozinhas”, sendo também “as que menos aparecem nas consultas”, porque “aprendem que tudo o que é emocional não pode ser verbalizado”.

De acordo com a também médica pedopsiquiatra no hospital Beatriz Ângelo, em Loures, este processo pode culminar num cenário de compensação através em desregulações hormonais.

Já nas estratégias de vinculação insegura do tipo ansioso, as crianças percebem “que nem sempre as mães estão presentes, mas que podem forçar a resposta materna, se exagerarem os seus estados”. “São essas que mais aparecem na consulta, que pedem ajuda, mas nas quais não foram encontradas associações com as hormonas do stress”, referiu.

Para a investigadora, a intervenção dos profissionais de saúde deve ser adaptada consoante o tipo de vinculação. Enquanto na relação de vinculação insegura do tipo evitante é necessário ajudar as crianças a verbalizar os sentimentos, no grupo ansioso é preciso auxiliá-las a distinguir “uma dor real daquela que não é”.

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Os resultados desta investigação, desenvolvida no programa doutoral em Metabolismo: Clínica e Experimentação da FMUP e orientada pelo professor catedrático Rui Coelho sublinham a importância da qualidade da relação de vinculação entre a mãe e o filho, do funcionamento familiar e do estado mental de pais e filhos quando se estuda a obesidade infantil.

“Deste modo, ao protegerem os seus filhos do stress excessivo e que perturba o funcionamento e o desenvolvimento dos sistemas neurofisiológicos, contribuem para a redução do risco da obesidade infantil”, acrescentou a investigadora.

Notícia da FMUP:

Depressão materna pode influenciar obesidade infantil

 

 

Tempo nas creches pode provocar stress nas crianças

Março 11, 2017 às 5:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://sol.sapo.pt/ de 26 de fevereiro de 2017.

A investigação abrangeu 112 crianças entre os 12 os 18 meses.

As crianças que passam mais de oito horas na creche tornam-se mais stressadas e ansiosas do que aquelas que ficam em casa. Esta é a conclusão de um estudo da Universidade norueguesa de Ciências e Tecnologias, que explica que o stress é provocado pela falta que as crianças sentem dos pais e pelos conflitos com outras crianças.

A investigação, que abrangeu 112 crianças com idades entre os 12 e os 18 meses, mostra que os níveis de stress nestas idades podem fazer com que se tornem adultos mais tímidos e com uma menor capacidade de autocontrolo.

No entanto, nem tudo são más notícias: o estudo, citado pelo site britânico Daily Mail, mostra que os efeitos negativos provocados por horas a mais na creche podem ser revertidos se a criança passar tempo de qualidade com os pais, depois de estes irem buscar os filhos à escola.

Para ler o artigo do Daily Mail, clique aqui

O artigo citado na notícia é o seguinte:

Elevated cortisol levels in Norwegian toddlers in childcare

 

Red de amigos en Facebook estaría asociada con nivel de estrés en adolescentes

Dezembro 22, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://news.yahoo.com de 3 de dezembro de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Facebook behaviors associated with diurnal cortisol in adolescents: Is befriending stressful?

Por Kathryn Doyle

(Reuters Health) – Un estudio pequeño sugiere que la cantidad de amigos de Facebook de los adolescentes estaria asociada con sus niveles de estrés: más de 300 amigos ya estaria relacionado con un aumento de los valores de cortisol en el organismo que es la hormona del estrés. Los autores estudiaron a 88 participantes en un punto en el tiempo, por lo que los resultados no indican si las variaciones de las métricas de Facebook elevaron el estrés o viceversa.

Otros factores externos importantes también son responsables de los niveles de cortisol, pero Facebook tendría su próprio efecto, dijo la autora principal, Sonia Lupien, del Instituto de Salud Mental de la Universidad de Montreal.

“Pudimos demostrar que con más de 300 amigos de Facebook, los adolescentes tenían niveles elevados de cortisol; por lo tanto, podemos imaginar que los que tienen 1.000 o 2.000 amigos en Facebook estarían expuestos a mucho más estrés”, indicó.

Los 88 adolescentes del estudio, de entre 12 y 17 años, respondieron sobre la frecuencia de uso de Facebook, la cantidad de amigos, las conductas de autopromoción y el apoyo de sus amigos. Los autores analizaron los valores de cortisol de los adolescentes cuatro veces por día, durante tres días.

Los niños con más de 300 amigos de Facebook tendían a tener niveles de cortisol más altos que aquellos con menos amigos, según publica el equipo en Psychoneuroendocrinology.

Pero a mayor interacción de pares en Facebook, menores valores de cortisol. Ni la depresión ni la autoestima estuvieron asociadas con los niveles de la hormona del estrés.

Los autores aclaran que esos niveles en los primeros años de la adolescencia influyen en el riesgo de desarrollar depresión varios años más tarde.

Wenhong Chen, del Departamento de Radio-TV-Cine y del Departamento de Sociología de University of Texas, Austin, y que no participó del estudio, señaló que la investigación se concentró en Facebook, de modo que los resultados no podrían generalizarse al uso de otras redes sociales ni a otros grupos etarios.

“La naturaleza preliminar de nuestros resultados demandará una evaluación refinada de las conductas en Facebook associadas con la psicología y tendremos que hacer más estudios para determinar si esos efectos existen en los niños y los adultos”, finalizó Lupien.

Aclaró que el tamaño de la red de amigos fuera de internet también influyó en los niveles de cortisol.

FUENTE: Psychoneuroendocrinology, online 9 de octubre del 2015

 

 

“Estudo liga autismo nos rapazes a níveis hormonais durante a gravidez”

Junho 11, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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“A exposição a testosterona, cortisol e outras hormonas durante o tempo de gestação está relacionada com os casos de autismo em crianças do sexo masculino, concluiu uma investigação.

Cientistas britânicos e dinamarqueses recorreram a registos médicos e material genético arquivados na Dinamarca para analisar amostras de líquido amniótico realizadas em 128 gravidezes que resultaram no nascimento de crianças a quem mais tarde foi diagnosticado autismo. Em comparação com o grupo de controlo, o líquido amniótico (recolhido em amniocintese) dos rapazes autistas revelou níveis mais elevados de testosterona e também  da hormona do stress, o cortisol.

“No útero, os meninos produzem cerca do dobro da testosterona do que as meninas, mas, comparados com meninos típicos, o grupo de autistas tem níveis ainda superiores. É uma diferença significativa e pode ter um grande efeito no desenvolvimento do cérebro”, acredita Simon Baron-Cohen, diretor do Centro de Investigação do Autismo da Universidade de Cambridge.

A investigação poderá agora ajudar os cientistas a explicar porque é que os rapazes são quatro vezes mais suscetíveis de serem diagnosticados com a doença do que as raparigas.

Testes anteriores em animais mostaram que a testosterona desempenha um papel crucial na formação do cérebro masculino in utero.

Os autores deste estudo sublinham, no entanto, que alguns dos meninos expostos a níveis altos de testosterona durante a gravidez tiverem um desenvolvimento perfeitamente normal, enquanto outros, com exposição normal, vieram a ser diagnostidados com autismo”.

Revista Visão, 3 de Junho de 2014

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Elevated fetal steroidogenic activity in autism


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