Quando os pais se separam, não deixam de ser “pai” e “mãe”

Junho 28, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Eva Delgado-Martins publicado no Público de 9 de junho de 2019.

O divórcio ou separação é o segundo acontecimento da vida dos filhos mais gerador de tensões difíceis de gerir.

A separação e o divórcio correspondem à assunção formal, por parte do casal, do fim do seu casamento ou união. O casamento ou união é uma estrutura social que evolui no tempo, baseado em rotinas e compromissos numerosos e complexos, sobretudo quando há filhos, que vão ter de ser substituídos depois da separação, através da negociação entre os pais. Estas negociações devem conduzir a um verdadeiro plano parental, escrito e assinado por ambos, que otimize a comunicação entre ambos, evite o desenvolvimento de conflitos posteriores e que, nos casos mais graves, possa ser um elemento positivo a utilizar em tribunal, por ocasião do acordo da regulação das responsabilidades parentais.

O divórcio ou separação é o segundo acontecimento da vida dos filhos mais gerador de tensões difíceis de gerir. Os filhos sofrem sempre quando há separação. Este sofrimento pode ser diminuído, se a separação for bem orientada, assegurando que as crianças vivem num clima de confiança, ao longo da separação/divórcio dos pais, favorecedor do seu equilíbrio emocional.

Quando os pais se divorciam, nem sempre têm a possibilidade de prever refletidamente que vão ser confrontados, no futuro imediato, com a necessidade de tomarem um grande número de decisões importantes que os afetarão a si e aos seus filhos.

Um envolvimento empenhado dos dois pais que se separam, garantindo uma boa relação de ambos com os filhos, caracterizada por um bom apoio emocional, uma comunicação frequente, clara e aberta e uma definição de papéis adequada é um importante fator protetor dos filhos na adaptação à separação parental (Tein & Sandler, 2011).

A coparentalidade e a relação dos pais depois da separação, embora apareçam mais associadas aos fatores de risco, são definidas na literatura como protetoras, quando há uma diminuição do conflito depois da separação e quando a relação entre os pais é de cooperação, consistência, apoio, divisão de responsabilidades e paz (Vélez, Wolchik, Tein & Sandler, 2011).

Tendo em conta os benefícios a longo prazo, a partilha dos cuidados, responsabilidades e convívio deve ser regra nos casos de pós-separação com crianças de todas as idades, desde a primeira infância e adolescência (Kruk, 2014).

A forma como os pais se relacionam um com o outro após a separação é crucial. Os filhos precisam que eles interajam de forma construtiva, vivam ou não na mesma casa. Os pais divorciados/separados têm a responsabilidade e o dever de contribuir autonomamente para a educação dos filhos, sem uma interferência mútua despropositada. Tanto um como outro são a família dos filhos, agora em duas casas, independentemente da forma como o tempo é dividido entre ambos. Para crescerem saudavelmente, os filhos devem sentir-se livres de amarem ambos os pais, sem conflitos de lealdade, sem medo de perderem um deles. Para os filhos, o divórcio/separação é sempre sentido como uma perda. A rutura do casal não deve resultar numa perda de parentalidade. É-se pai e mãe para toda a vida.

No divórcio/separação amigável, a separação ocorre por acordo entre os pais, o que não significa que ambos o desejem igualmente, ou que ambos concordem inicialmente com todas as condições da separação. Numa parentalidade cooperativa, os pais procuram isolar os conflitos conjugais ou interpessoais das suas funções parentais. Discutem planos para os filhos, procurando um apoio mútuo e esforço comum na partilha de responsabilidades parentais, bem como a disponibilidade física e emocional para satisfazerem as necessidades evidenciadas pelos filhos (Margolin et al.,2001). É fundamental que, apesar do di­vórcio/separação, ambos os pais continuem a assumir funções educativas e a participar nas diversas atividades do dia-a-dia dos seus filhos, promovendo desta forma o seu saudável desenvolvimento.

O divórcio/separação representa um momento de elevada exigência, em termos de adaptação social e psicológica dos diferentes elementos da família. A principal tarefa dos psicólogos mediadores é ajudar os pais a atuarem diretamente no processo de melhoria da qualidade da parentalidade, corresponsabilizando-os pela mudança desejada. A mediação é pedagógica e preventiva, porque ensina os pais não apenas a resolver os conflitos atuais, como a evitar os futuros. A mediação representa assim um mecanismo de transformação construtiva de conflitos na tentativa de encontrar meios e práticas alternativas de transformação construtiva de conflitos que promovam o diálogo e o envolvimento efetivo de ambos os pais para solucionarem/transformarem os seus conflitos, de maneira consensual, e realizarem mudanças positivas com ganhos mútuos para a reorganização.

A mediação familiar tem, frequentemente, a vantagem de promover um desenvolvimento positivo, de prevenção do agravamento do conflito. Através da mediação, é primordial alcançar uma transformação positiva da relação e a manutenção ou a restabelecimento dos laços de relação (Six, 2001).

A autora segue o novo acordo ortográfico

 

I Jornadas sobre Parentalidade do Porto “Evoluir do conflito parental para a coparentalidade” 28 novembro

Outubro 26, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/932115406974025/

 

Encontro Residência Alternada e Coparentalidade Consciente – 4 de maio, na Faculdade de Direito de Lisboa

Maio 1, 2018 às 3:15 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.dgpj.mj.pt/sections/informacao-e-eventos/2018/encontro-residencia1520/

 

I Jornadas sobre Parentalidade da Figueira da Foz – 2 de fevereiro

Janeiro 14, 2018 às 5:36 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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As inscrições gratuitas, obrigatórias e limitadas aos lugares disponíveis, terminam no dia 31 de janeiro

mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/197014550848605/

Apresentação do livro “Parentalidade(s) nas Famílias Nucleares Contemporâneas” hoje pelas 18.00 h na Sala Monsanto do ISCSP

Abril 22, 2015 às 12:21 pm | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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parentalidade2

No dia 22 de Abril de 2015, o ISCSP recebe a apresentação do livro “Parentalidade(s) nas Famílias Nucleares Contemporâneas”, da autoria da Professora Margarida Mesquita. A iniciativa decorre na Sala Monsanto do ISCSP, às 18 horas e contará com a presença do Presidente do ISCSP, Professor Manuel Meirinho. A apresentação da obra ficará a cargo do Professor Fausto Amaro e da Professora Fátima Alves.

A iniciativa tem entrada é livre. No entanto, solicita-se a confirmação de presença até ao dia 20 de Abril de 2015 através do telefone 213 600 426 ou do e-mail eventos@iscs.pulisboa.pt .

https://www.facebook.com/events/949436098414082/

 

Pedido de participação num estudo através de um questionário online sobre Famílias e Coparentalidade

Abril 3, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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porto

Famílias e Coparentalidade

Investigador Principal: Diogo Lamela

Esta página descreve uma investigação que está a ser coordenada pelo Doutor Diogo Lamela, Professor Auxiliar na Universidade Lusófona do Porto, Faculdade de Psicologia, Educação e Desporto.

Objectivo do estudo

O objectivo deste estudo é compreender como as famílias influenciam o funcionamento psicológico e social dos seres humanos.

Para participar, deverá:

– Ter pelo menos 18 anos

– Residir em Portugal

Ser pai/mãe de pelo menos um filho entre os 0 e os 18 anos

Em caso de ter mais do que um filho, refira-se sempre ao seu filho MAIS NOVO ao responder às questões.

Procedimentos do Estudo

Se decidir fazer parte deste estudo, ser-lhe-á pedido que complete um questionário online, que deverá demorar entre 15 a 20 minutos a responder. O questionário consiste em questões demográficas, sobre o seu bem-estar e as suas opiniões sobre as famílias bem como acerca da sua própria família. Nós gostaríamos que completasse todas as questões do questionário, no entanto, poderá não responder a qualquer questão que eventualmente possa ser um pouco desconfortável. Nós estimamos que farão parte deste estudo aproximadamente 700 pais e mães.

Confidencialidade

As suas respostas ao questionário são totalmente anónimas. Nenhuma informação que o possa identificar será questionada e/ou guardada. É totalmente livre de desistir a qualquer momento. Apenas os membros da equipa de investigação terão acesso às bases de dados do estudo.

mais informações no link:

http://www.familiasulp.com/

O Respeito pela Vida Privada e Familiar e a Tutela das Novas Formas de Família – Aula Aberta

Maio 13, 2014 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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miguel

 

https://www.facebook.com/events/225125097692432/

7ª Semana da Prevenção dos Maus Tratos Infantis – Seminário “Coisas desse Género: do Risco à Proteção”

Maio 21, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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